BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 24 -
17 de fevereiro de 2005
MENSAGEM
Prezados
Irmãos em Cristo,
Os
destaques desta edição são as belas pinturas etíopes no link da
notícia
15 e as Fotos da Festa Ortodoxa da Epifania, que estão no
número
16.
Rezemos
para que o atentado no Líbano (notícias 12 e 13) não leve o
país
novamente para uma guerra civil.
Saudações
Fraternais,
Luis
Felipe
[email protected]
ÍNDICE
1 -
Sérvia pede por reconciliação em Kosovo
2 -
Igreja Ortodoxa sob investigação
3 -
Trazida a São Petersburgo cruz com relíquias do grande mártir e
medicastro
São Panteleimon
4 -
Inaugurada em Hamburgo a exposição "Século de Ouro do Ícone de
Novgorod"
5 -
«Fátima, lugar especial para os russos (ortodoxos ou católicos)».
Fala o
diretor de comunicação da Conferência de Bispos Católicos da
Rússia
6 - Seis
deputados cristãos eleitos no Parlamento nacional e outros 5
no
Parlamento curdo. O comentário à Fides do pe. Nizar Semaan
7 - Pedido
de respeito para com os cristãos após publicação dos
resultados
eleitorais no Iraque. Vitória xiita por maioria absoluta.
8 -
Iraque: "Está a nascer um novo Iraque", garante Arcebispo de
Kirkuk
9 -
Iraque: "Não nos deixem sozinhos"
10 -
Santa Sé declara o santuário indiano de Malayattoor «Centro
Internacional
de Peregrinação». Assinala no Estado de Kerala o lugar
de
retirada e oração do apóstolo São Tomé.
11 - A
"Montanha de S. Tomé", o Santuário de Malayatoor, em Kerala,
se torna
Centro de Peregrinação Internacional
12 -
Bispos libaneses, após o atentado contra ex-primeiro-ministro,
pedem
liberdade para seu país e convidam à prudência e à calma no dia
dos
funerais de Rafic Hariri.
13 -
Bispos libaneses exigem liberdade para o país
14 -
Ascenção e Queda do Catolicismo na Etiópia
15 -
Guardiões de Cristo - A Tradição Vive em Aksum
16 -
Fotos da Festa Ortodoxa da Epifania
NOTÍCIAS
1 -
Sérvia pede por reconciliação em Kosovo
Reuters
13/02/05
VELIKA
HOCA, Sérvia e Montenegro (Reuters) - O presidente sérvio,
Boris
Tadic, pediu neste domingo que os sérvios e os albaneses de
Kosovo
aproveitem a primeira visita de um líder sérvio à província
governada
pela ONU desde a guerra de 1999 e se reconciliem.
"Nós
temos uma história de ódio e destruição nos Bálcãs, inclusive em
Kosovo, e
isto deve acabar de uma vez por todas", disse Tadic ao
parar
para visitar a igreja ortodoxa sérvia de São Nicolau, na
capital
de Kosovo, Pristina, destruída pelas chamas.
"Hoje
Pristina tem apenas umas poucas famílias de origem sérvia. Nós
estamos
lutando por uma Kosovo multi-étnica, como ela sempre foi
através
dos tempos."
A viagem
de dois dias de Tadic aconteceu sob um rígido esquema de
segurança,
por medo de hostilidade por parte da maioria albanesa de
Kosovo,
que amargou uma década de repressão sob o domínio sérvio nos
anos 90.
Entretanto,
o primeiro dia da visita de Tadic não registrou
problemas.
Ele passou a noite em Velika Hoca, uma cidade ao oeste do
enclave,
famosa for suas centenárias igrejas de pedra.
Metade
dos moradores de Velika Hoca partiram depois de 1999. Muitos
dos 700
que permaneceram passaram o final de semana limpando o lixo,
decorando
a vila e cozinhando para Tadic.
Mais
cedo, na capital Pristina, a polícia local, a polícia militar da
ONU e das
forças de paz da Otan, interditaram ruas e helicópteros
guardaram
o prédio onde Tadic se encontrou com o governador da ONU,
Soren
Jessen-Petersen.
Mas o
único problema digno de nota foram cerca de 50 manifestantes
com
faixas, que sopravam apitos e arremessaram ovos nos soldados e
nos
jornalistas --quase nada, comparadas com os tiros que receberiam
um líder
sérvio se o encontro tivesse acontecido há cinco anos.
Kosovo é
um protetorado da ONU desde 1999, quando um bombardeio de 11
semanas
da Otan encerrou a guerra e fez as forças sérvias recuarem. A
Otan
acusa os sérvios de matar e expulsar milhares de civis de suas
terras ao
combater durante um ano o levante albanês pró-independência.
BERÇO DA
NAÇÃO
Cerca de
180 mil sérvios e outras minorias foram embora de Kosovo por
temer
represálias. Os 80 mil que ficaram vivem em enclaves isolados,
temendo
ataques como os que ocorreram em dois dias de março do ano
passado,
quando albaneses mataram 19 pessoas e queimaram centenas de
casas e
igrejas.
Tadic não
discursou depois de conversar com Jessen-Petersen e saiu
pelas
portas dos fundos, antes de visitar a agora destelhada e cheia
de neve
igreja de São Nicolau.
Mais
cedo, Tadic disse aos sérvios de Kosovo que ele não havia
trazido
"uma varinha de condão," mas prometeu que lutaria "pelo
direito
dos sérvios e de cada cidadão da Sérvia de viverem em
Kosovo."
Belgrado se opõe ao movimento da maioria albanesa pela
independência
de Kosovo.
A fértil
e montanhosa província, dotada de locais de visitação
religiosa,
é vista pelos sérvios como o berço de sua nação e seu
destino é
um assunto que emociona os sérvios.
Em um
comunicado, Jessen-Petersen, da ONU, disse que espera que a
visita de
Tadic possa "enviar sinais positivos às disposição de
Belgrado
em construir pontes de confiança." Entretanto, Tadic não
encontrou-se
com ninguém do governo interino de Kosovo, dominado
pelos
albaneses.
2 -
Igreja Ortodoxa sob investigação
JB 05/02/05
Clérigos
são acusados de subornar Poder Judiciário. Eleição
eclesiástica
teria sido manipulada
ATENAS -
Autoridades gregas procuravam ontem o influente clérigo
ortodoxo
ligado a um escândalo que ameaça ainda outros líderes da
igreja
local. A polícia tem um mandado de prisão contra o
arquimandrita
Iakovos Yiossakis, sócio do arcebispo de Atenas,
Christodoulos.
Na noite de quinta-feira, depois de um sínodo
(assembléia
de superiores) de várias horas, a Igreja pediu um
inquérito
interno para os padres acusados de subornar juízes e
advogados,
em troca de medidas favoráveis.
Além de
suborno, o escândalo envolve alegações de posse de fundos
secretos
e prestação de favores sexuais, segundo o jornal britânico
The
Independent.
O caso
chocou a Grécia, onde a maioria da população é de cristãos
ortodoxos:
95% dos gregos se declararam ''furiosos''
ou
''desapontados''. O bispo Christodoulos também está sob
investigação.
Apenas o
bispo da região de Ática, Panteleimon, pediu para se
defender
das acusações, que rejeita. Ele foi convocado para falar no
sínodo,
que não aceitou suas declarações e o suspendeu.
Yiossakis
foi convocado para testemunhar até amanhã sobre acusações
de roubo
de antiguidades sacras. Há o temor que ele tente fugir do
país.
Mesmo assim, um juiz ampliou o prazo da audiência, para que o
alto
clérigo pudesse preparar melhor sua defesa.
Quatro
juízes e dezenas de advogados também estão sob a mira da
Justiça.
Entre as suspeitas, constam absolvição de traficantes de
drogas,
envolvimento em prostituição e influência nas eleições da
Igreja
Ortodoxa.
Na
quinta, o arcebispo Christodoulos - conhecido pelo grande
envolvimento
com assuntos políticos - fez uma tentativa desesperada
de
distanciar a Igreja do furor.
- Temos
que protegê-la, limpá-la - disse.
Seu
pedido de purificação encontrou eco em George Kapos, presidente
da
Suprema Corte.
- Não
tenho nenhum problema com o fato de que 13 ou 20 juízes estão
sendo
investigados pela promotoria. O que quero é limpar o sistema
judiciário
- afirmou.
Uma das
testemunhas-chave do caso, o repórter Stelios Vorinas,
submeteu
à promotoria fitas de áudio e outros documento relacionados
a um dos
juízes investigados. A gravação foi divulgada por uma rádio
de
Atenas, esta semana.
Outra
testemunha, o bispo metropolitano Ieronimos, revelou em uma
entrevista
à imprensa grega, também nesta semana, que foi
desencorajado
por um juiz a concorrer ao arcebispado, em 1998, e que
foi
ameaçado por um dos clérigos. Ieronimos acusa Christodoulos de
usar
Yiossakis para chantageá-lo. Dessa maneira, o caminho nas
eleições
eclesiásticas ficaria livre para o atual arcebispo.
Christodoulos
nega as acusações.
- Este é
só o começo de nossos problemas - desabafou o bispo
metropolitano
Ambrosius. - Haverá outros terremotos e peço aos fiéis
que não
se escandalizem.
3 -
Trazida a São Petersburgo cruz com relíquias do grande mártir e
medicastro
São Panteleimon
Voz da
Rússia 16/02/05
De Moscou
foi trazida a São Petersburgo uma cruz do século XIV com um
pedacinho
das relíquias do grande mártir e medicastro Panteleimon.
Durante
mais de seis séculos, pertenceu à famosa família fidalga
russa dos
Nachiokin, a qual desempenhou um papel importante na
constituição
do Estado russo. Esse objeto sagrado nunca havia sido
exposto
ao grande público. Só em abril do ano passado é que essa cruz
foi
resgatada de uma coleção particular e doada ao mosteiro de
Valaam,
no Norte da Rússia.
4 -
Inaugurada em Hamburgo a exposição "Século de Ouro do Ícone de
Novgorod"
Voz da
Rússia 15/02/05
No último
fim de semana, em Hamburgo, Alemanha, foi inaugurada a
exposição
"Século de Ouro do Ícone de Novgorod". A mostra reconstitui
o
ambiente de um templo da Igreja Cristã Ortodoxa medieval. O seu
elemento
mais importante é um conjunto composto da iconostase
(suporte
de ícones) de uma igreja da histórica cidade russa de
Novgorod,
as Portas Reais e 9 ícones do século XV. Os visitantes
poderão
admirar também vários trabalhos de bordado, obras de
joalharia,
vasos sagrados de prata e alguns achados arqueológicos.
Link para
o site da Exposição (em inglês) :
http://www.buceriuskunstforum.de/indexe.html
5 -
«Fátima, lugar especial para os russos (ortodoxos ou católicos)»
Fala o
diretor de comunicação da Conferência de Bispos Católicos da
Rússia
MADRI,
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005 (ZENIT.org).- O
Santuário
de Fátima é um «lugar muito especial para a Rússia, seja
para católicos
ou para ortodoxos, que estão convencidos de que Nossa
Senhora
contribuiu a converter o povo russo», afirma a Zenit Victor
Khroul,
diretor do Centro de Informação da Conferência de Bispos
Católicos
da Rússia.
Khroul,
nascido na Bielorrússia, casado e com três filhos, professor
de
jornalismo na Faculdade da Universidade Pública de Moscou, declara
que
«ainda que não conheci pessoalmente a Irmã Lúcia, valorizo muito
seu
testemunho e seu alento ao povo russo, ao que estamos muito
agradecidos,
pois graças a ela muitas pessoas rezaram durante décadas
para a
conversão da Rússia».
O diretor
do semanário russo católico «Svet Evangelia» («A luz do
Evangelho»)
especifica que quando se fala da «conversão da Rússia»
deve-se
entender «o passo da não crença à fé cristã» e não se deve
confundir
com ser ou não católico.
6 - Seis
deputados cristãos eleitos no Parlamento nacional e outros 5
no
Parlamento curdo. O comentário à Fides do pe. Nizar Semaan
Bagdá
(Agência Fides)- Seis eleitos no Parlamento nacional e outros 5
no
Parlamento curdo. Os neo-deputados cristãos foram eleitos no norte
do Iraque
e pertencem a 3-4 formações políticas, mais um
independente.
São os representantes dos cristãos iraquianos eleitos
no pleito
eleitoral de 30 de janeiro passado. "Estamos contentes com
o
resultado eleitoral", afirma à Agência Fides pe. Nizar Semaan,
sacerdote
da diocese de Mossul. "É certamente uma reviravolta na
história
do Iraque", prossegue pe. Nizar. "Como cristãos, o que
esperamos
agora é uma nova Constituição leiga e democrática, que no
respeito
da religiosidade do povo iraquiano garanta a liberdade de
todos. Um
Estado leigo é a melhor garantia para todas as crenças e as
múltiplas
sensibilidades do país."
"Por
isso, acredito que a comunidade internacional deva nos ajudar a
elaborar
a nova Constituição, que poderia se tornar um exemplo de
democracia
e de tolerância para todo o Oriente Médio."
Analisando
os resultados eleitorais, pe. Nizar afirma que "estamos
entrando
em uma dinâmica democrática. As forças políticas iraquianas
devem
agora aprender a dialogar entre elas, para constituir um novo
governo.
Será criado aquele jogo entre maioria e oposição, típico das
sociedades
democráticas. Espero realmente que o Iraque tenha deixado
definitivamente
para trás os tempos obscuros da tirania do antigo
regime. A
lógica despótica dos ditadores não deve mais albergar no
nosso
país".
A
propósito, o sacerdote iraquiano expressa o augúrio de que "as
novas
forças políticas e sociais, que com base nos resultados
eleitorais
vão governar o Iraque no próximo futuro, não desperdicem a
ocasião,
que o povo iraquiano ofereceu, de demonstrar a capacidade de
dar vida
a um novo Iraque democrático, que possa se tornar um farol
para
todos os países da região".
"Agora
é hora de trabalhar pela unidade nacional", continua pe.
Nizar.
"É preciso envolver todas as pessoas no processo de
reconstrução
do país, mesmo aquelas que não foram votar. Devemos
olhar
adiante e dar uma esperança às novas gerações."
"Por
isso", conclui o sacerdote iraquiano, "ainda necessitamos da
ajuda da
comunidade internacional, que deve nos fornecer os
instrumentos
para que a democracia triunfe no Iraque". (L.M.)
(Agência
Fides 14/2/2005)
7 -
Pedido de respeito para com os cristãos após publicação dos
resultados
eleitorais no Iraque. Vitória xiita por maioria absoluta.
BAGDÁ,
terça-feira, 15 de fevereiro de 2005 (ZENIT.org).- «As
eleições
mostraram a esperança dos iraquianos em um governo estável e
democrático,
dotado de uma Constituição que garanta os direitos de
todos»: assim
valoriza o bispo auxiliar caldeu de Bagdá, Dom Shlemon
Warduni,
os resultados oficiais do pleito de 30 de janeiro passado,
após cujo
anúncio pede o respeito dos direitos dos cristãos.
Maioria
absoluta --140 lugares-- nos 275 da Assembléia Nacional
provisória
obteve a frente xiita do aiatolá Al Sistani --com mais de
48% dos
votos-- nas eleições legislativas do Iraque, segundo os
resultados
dados a conhecer no domingo passado, ainda pendentes de
sua
proclamação definitiva.
Segue-lhe
a aliança dos partidos curdos, com 25,7% dos votos --75
lugares--
e a do ex-primeiro-ministro Ayad Allawi, com 13,8% dos
votos
--40 lugares--. A participação foi de 59%, de acordo com os
dados
recolhidos por «AFP». No total, mais de 8,5 milhões foram às
urnas.
Ao
contrário, a frente do presidente que deixa o cargo, o sunita
Ghazi al
Yawar, conseguiu 1,7% dos votos emitidos, pelo que obterá
cinco
lugares. O restante dos lugares se repartirá entre diversas
formações
menores, sobretudo xiitas.
Especialista
no contexto asiático, a agência «Asianews» afirma
que
«grande parte do meio sunita --20% da população iraquiana-- não
pôde
participar das eleições por falta de segurança, e outros se
negaram
pedindo a retirada das tropas estrangeiras como condição para
as
eleições. Houve zonas onde a participação sunita foi só de 2%, e
se teme
que esta exclusão «possa provocar uma guerra civil entre
sunitas e
xiitas. Durante o regime de Saddam Hussein os sunitas
tinham o
poder e os xiitas estavam excluídos».
«Não
esquecemos, na hora dos resultados, que muitíssimos sunitas não
participaram
da votação --disse Dom Warduni em declarações a "Sir"--
e que em
algumas localidades cristãs não foram entregues as cédulas
eleitorais
e portanto os habitantes não puderam exercer seu direito
ao voto».
«Apesar
destes pontos negativos --expressou--, esperamos que estes
resultados
tragam o bem ao Iraque, em forma de paz, de liberdade, de
segurança
e de direito».
«Como
comunidade cristã --acrescentou-- pedimos o respeito de nossos
direitos,
reivindicamos nosso direito a ser tratados não como
cidadãos
de "classe B", mas de primeira classe". Desejamos ver nossa
liberdade
religiosa respeitada, nosso direito a educar segundo nossos
valores e
qualquer outro direito comum a todos os demais cidadãos».
Seis
deputados cristãos constam no parlamento nacional e outros cinco
no curdo,
aponta «Fides». Foram eleitos no norte do país. Pertencem a
quatro
formações políticas, além de um independente.
Dom
Warduni também se mostrou preocupado pela representatividade dos
cristãos
na Assembléia: «o erro dos cristãos foi o de concorrer
divididos
às eleições», acrescentou a «Sir».
Teme
igualmente «a cisão no país» por causa da falta de voto sunita e
de sua
exclusão da Assembléia. «Espero muita sabedoria, paciência e
magnanimidade,
sobretudo por parte dos que ganharam as eleições --
expressou--.
Caso contrário, haverá dificuldades. Espero diálogo e
reconciliação».
Por sua
parte, Dom Louis Sako, arcebispo caldeu de Kirkuk, confia em
que no
governo haverá participação sunita, porque os xiitas e os
curdos
não podem governar sozinhos, manifestou a «Asianews».
Diz que
«não haverá guerra civil, porque não está na natureza
iraquiana»,
e os crimes que estão na ordem do dia no Iraque «não são
de matriz
política», mas cometidos por criminosos comuns.
O prelado
não duvida de que não se adotará a «sharia» no país, pois
na nova
classe dirigente é demasiado forte o componente leigo, que
absolutamente
rejeita a lei religiosa como chave para o novo Iraque.
A
democracia no Iraque, alerta, é possível só «com a coordenação das
forças, a
participação total dos grupos do país e a tolerância
religiosa».
8 -
Iraque: "Está a nascer um novo Iraque", garante Arcebispo de
Kirkuk
Ais
Notícias 18/02/05
Os
cristãos iraquianos têm esperança que as recentes eleições tenham
aberto o
caminho para uma sociedade mais pluralista e querem que a
nova
Constituição garanta a liberdade religiosa e de culto no Iraque.
Os
resultados das eleições de 30 de Janeiro atribuem uma vitória aos
partidos
xiitas. A Aliança Iraquiana Unida, composta por partidos
islamitas
xiitas, obteve cerca de 130 dos 275 assentos parlamentares.
Os curdos
ficaram em segundo lugar, garantindo 70 deputados na
Assembleia
Nacional. Os partidos cristãos não obtiveram um resultado
muito
expressivo nas mesas de voto, mas deverão assegurar cerca de
uma
dezena de deputados.
Em
mensagem dirigida à Ajuda à Igreja que Sofre, D. Louis Sako
escreveu:
"Aconteceu algo muito importante. O novo Governo não e
totalitário,
de partido único, como no passado".
Para D.
Louis Sako, Arcebispo de Kirkuk, estas eleições foram um
importante
contributo para a formação de um Governo representativo
dos
vários grupos étnicos e religiosos do Iraque. Apesar da grande
abstenção
entre os muçulmanos sunitas (20% da população iraquiana), o
prelado
está convencido de que os sunitas serão convidados para a
formação
do novo Governo. "Os muçulmanos xiitas e os curdos não
poderão
governar sozinhos", afirmou à agência AsiaNews.
O
Arcebispo de Kirkuk defende que existe agora um equilíbrio entre os
partidos:
"Por exemplo, os xiitas pretendem a formação de um Estado
religioso
mas os curdos e outros pretendem um Estado secular". O
prelado
considera ainda que, de momento, não existe o risco de que
a "sharia"
(lei islâmica) venha a ser adoptada na Constituição
iraquiana.
"Na nova classe politica, os secularistas são demasiado
fortes e
não iriam aceitar que a lei religiosa fosse transposta para
a
legislação nacional", afirmou.
Para o
Padre Ganni, sacerdote caldeu de Mossul, é primordial que o
novo
executivo governe para todos. "Independentemente da sua
composição,
seja xiita ou curdo, nós, cristãos e iraquianos,
precisamos
de um Governo que respeite as minorias", defendeu o pároco
em
entrevista à AsiaNews. "O que interessa é que a futura
Constituição
garanta a liberdade religiosa e de culto", acrescentou.
9 -
Iraque: "Não nos deixem sozinhos"
Ais
Notícias 18/02/05
Após 35
anos de regime militar, 3 guerras e 13 anos de sanções
económicas,
o Iraque vive ainda sob o signo da violência. A Ajuda à
Igreja
que Sofre visitou o Iraque para transmitir apoio espiritual à
Igreja
iraquiana, mas também a solidariedade dos seus benfeitores
que, ao
longo dos anos, têm apoiado os cristãos iraquianos.
A
violência terrorista, o aumento de assassinatos, raptos e episódios
de
violência contra as comunidades cristãs iraquianas, levaram
milhares
de pessoas a procurar refúgio nos países vizinhos. A
presença
cristã na Mesopotâmia, que remonta aos primeiros séculos da
Evangelização,
está em risco de desaparecer.
De Agosto
a Dezembro de 2004, pelo menos 25 igrejas e conventos foram
alvo de
atentados. Em Bagdade, em Mossul (norte do Iraque) ou em
Bassorá
(sul), quase todas as lojas de comércio geridas por cristãos
foram
vandalizadas ou encerradas pelos proprietários, com medo de
represálias.
Entre o final da guerra (meados de 2003) e Outubro de
2004
foram assassinados 88 cristãos no Iraque, conforme divulgou a
agência
de notícias do Vaticano (FIDES).
Em Julho
de 2004, o Arcebispo de Kirkuk, D. Louis Sako, alertava para
a
necessidade do empenho da comunidade internacional na pacificação
do
Iraque: "Os americanos ganharam a guerra mas não ganharam a paz. A
paz é um
processo que requer tempo".
Tanto os
bispos e sacerdotes cristãos como os clérigos
muçulmanos
"moderados" (sunitas e xiitas) têm condenado os atentados,
responsabilizando
grupos terroristas, vindos de outros países
islâmicos,
que se infiltraram no Iraque para destabilizar o processo
eleitoral
e aumentar a influência do fundamentalismo.
Foi
enviado um auxílio de emergência de 15.000 euros, respondendo ao
apelo do
Bispo de Allepo, D. Antoine Audo, que pediu ajuda para os
cristãos
iraquianos que estão refugiados na Síria. "Com o aumento de
casos de
doença, depressão e desespero, a Igreja deve fazer mais por
estas
pessoas", escreveu D. Antoine Audo.
Ao reitor
do Colégio Babel, D. Jacques Isaac, a Ajuda à Igreja que
Sofre
enviou 8. 000 euros para apoiar a formação de seminaristas. Mas
é
necessário também renovar o actual refeitório, que não tem
condições
para que os estudantes possam condignamente fazer as suas
refeições.
Em
Agosto, o Bispo Auxiliar de Bagdade, D. Andraos Abouna, enviou uma
mensagem
para a Ajuda à Igreja que Sofre, informando sobre as ameaças
de morte
dirigidas contra sacerdotes e bispos cristãos. Descreveu-nos
a
situação "muito séria" que se vive hoje no Iraque e deixou um
apelo:
"Neste momento precisamos das vossas orações".
10 -
Santa Sé declara o santuário indiano de Malayattoor «Centro
Internacional
de Peregrinação». Assinala no Estado de Kerala o lugar
de
retirada e oração do apóstolo São Tomé.
KOCHI,
terça-feira, 15 de fevereiro de 2005 (ZENIT.org).- Dando
leitura a
uma declaração da Santa Sé, o núncio apostólico na Índia, o
arcebispo
Pedro López Quintana, confirmou em 13 de fevereiro passado
o
Santuário de Malayattoor --onde tradicionalmente se retirava em
oração o
apóstolo São Tomé-- (no Estado de Kerala) como «Centro de
Peregrinação
Internacional», o primeiro e único desse tipo no país e
na Ásia.
O
discípulo de Jesus, de acordo com a tradição, precisamente levou o
Evangelho
a essas terras e de sua pregação nasceu a Igreja siro-
malabar.
O anúncio
oficial do reconhecimento já fora dado em 24 de abril
passado
pelo Cardeal Varkey Vithayathil, arcebispo maior de Ernakulam-
Angamaly
dos siro-malabares, de cuja jurisdição depende este lugar,
meta de
peregrinações desde o século V d.C.
O
santuário se ergue em uma colina situada na localidade de
Malayattoor,
onde a tradição diz que São Tomé se retirava em oração,
conhecida
com o nome de «Kurisumudi» ou montanha da cruz.
No cume
há uma capela precedida por uma igreja dedicada ao Apóstolo.
O
santuário custodia uma cruz de ouro e duas marcas que deixou o
santo em
sua passagem.
Uma
procissão solene até os pés de «Kurisumudi» e uma concelebração
eucarística
presidida pelo Cardeal Varkey Vithayathil em presença do
representante
papal selaram a declaração do núncio, confirma o
serviço
de informação do episcopado indiano (ICNS).
Milhares
de fiéis se reuniram com a ocasião, junto a bispos de
diferentes
confissões cristãs, autoridades civis, membros de
associações
católicas e de ordens religiosas, como irmã Nirmala,
superiora
geral das irmãs da Caridade.
A Igreja
na Índia considera uma grande honra "que o Vaticano tenha
elevado
um templo do país ao status de um centro de peregrinação
internacional",
declarou à imprensa o bispo auxiliar de Ernakulam-
Angamaly,
Dom Sebastian Adayanthrath, anunciando os atos do dia 13
passado.
A Igreja
Católica tem três tipos de templos: diocesanos, aprovados
pelo
bispo local; nacionais, aprovados pela Conferência Episcopal; e
internacionais,
designados pela Santa Sé.
João
Paulo II declarou Malayattoor centro de peregrinação nacional em
11 de
fevereiro do ano passado, festividade de Nossa Senhora de
Lourdes.
Mas a crescente afluência de peregrinos e sua importância
fizeram
que a Santa Sé o elevasse a centro internacional, um
reconhecimento
que só este lugar tem na Ásia.
11 - A
"Montanha de S. Tomé", o Santuário de Malayatoor, em Kerala,
se torna
Centro de Peregrinação Internacional
Cochin
(Agência Fides) - É uma meta para milhares de peregrinos de
todo o
mundo: a "montanha de S. Tomé", o santuário de Malayatoor,
tradicionalmente
conhecido como local no qual o apóstolo Tomé se
recolhia
em oração, foi declarado em 13 de fevereiro passado "Centro
de
peregrinação Internacional", com uma solene declaração da Santa
Sé, lida
por Dom Pedro Lopez Quintana, Núncio Apostólico na Índia.
O anúncio
gerou muita alegria e satisfação entre os católicos de
Kerala, o
Estado da Índia meridional em que se encontra o Santuário.
Em
Kerala, os fiéis católicos pertencem, em sua maioria, à Igreja
sírio-malabarense,
uma das três comunidades católicas presentes na
Índia, ao
lado da Igreja de rito Latino e sírio-malankarese. Os fiéis
da Igreja
sírio-malabarense, reconduzível ao rito Caldeu, são os
descendentes
dos primeiros cristãos indianos, que se converteram à
mensagem
de Jesus Cristo graças à pregação de S. Tomé Apóstolo, em 40
d.C.
O evento
de declaração do Santuário em "Centro de Peregrinação
Internacional"
foi celebrado com uma Santa Missa presidida pelo Card.
Varkey
Vithayathil, Arcebispo Maior de Ernakulam-Angamaly, diante do
Núncio
Apostólico. Compareceram a Kerala para a ocasião diversos
Bispos,
de algumas confissões cristãs, autoridades civis, membros de
associações
católicas, ordens religiosas, e milhares de fiéis. O
Santuário
já havia sido proclamado "Centro de peregrinação nacional",
no ano
passado, mas o contínuo aumento de peregrinos e o destaque
quase
mundial fizeram com que a Santa Sé o elevasse a local de
respiro
espiritual internacional. (PA) (Agência Fides 15/2/2005)
12 -
Bispos libaneses, após o atentado contra ex-primeiro-ministro,
pedem
liberdade para seu país e convidam à prudência e à calma no dia
dos
funerais de Rafic Hariri.
BEIRUTE,
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005 (ZENIT.org).- Os
bispos
maronitas (fiéis a Roma) do Líbano, reunidos em assembléia
especial
após o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafic Hariri,
consideram
que «só onde reina um regime totalitário acontecem estes
crimes».
Esta
quarta-feira ao meio-dia, segundo a lei islâmica, aconteceu o
sepultamento
de Hairi, assassinado na segunda-feira passada em um
atentado
com explosivos.
Os bispos
maronitas publicaram uma mensagem após reunir-se na manhã
em uma
sessão extraordinária em Bkerke, convocados pelo patriarca Mar
Nasrallah
Boutros Sfeir, na qual fazem um chamado «de fraternidade e
convivência»,
segundo informa AsiaNews.
Os
prelados pedem «o respeito dos direitos dos cidadãos à plena
liberdade»
e expressam sua «dor» pelo «reinício da violência».
Os bispos
confessam seus pêsames pela «terrível» morte de Hariri,
recordando
que mais de 30.000 alunos universitários puderam cursar
estudos
graças a ajudas que ofereceu o ex-primeiro-ministro, cuja
fortuna
pessoal estava entre as primeiras do planeta.
Hariri
foi enterrado na mesquita Mohamed al Amin --construída graças
a suas
doações e cuja inauguração ia presidir ele mesmo--, localizada
no centro
de Beirute, uma cidade que deve grande parte de sua
reconstrução
após a guerra civil (1975-90) aos esforços do ex-
primeiro-ministro.
«Só onde
reina um regime totalitário acontecem estes crimes», afirmam
os bispos
em sua declaração oficial. Estas ações «buscam fazer
desaparecer
a voz de quem pede o regresso do Líbano à liberdade e à
soberania,
através do cancelamento de toda tutela contrária à vocação
histórica
do Líbano», afirmam.
O
assassinato de Hariri foi atribuído por grande número de libaneses
à Síria
--país que exerce uma espécie de tutela sobbre seu pequeno
vizinho--
devido a que Hariri mantivesse sérias divergências com o
regime de
Damasco que o levaram a demitir como primeiro-ministro no
ano
passado.
Os bispos
concluem o comunicado convidando à prudência e à cautela, e
ao
respeito dos valores que em muitas ocasiões manifestou o político
assassinado.
13 -
Bispos libaneses exigem liberdade para o país
Agência
Ecclesia 17/02/05
Os bispos
do Líbano, reunidos em assembleia especial após o
assassinato
do antigo primeiro-ministro Rafic Hariri, consideram
que
"só onde reina um regime totalitário acontecem estes crimes".
Hariri,
de 60 anos, morreu na passada terça-feira, vítima de uma
forte
explosão ocorrida em Beirute.
Os
prelados maronitas publicaram uma mensagem na qual fazem um apelo
de
"fraternidade e convivência", pedindo o respeito dos direitos dos
cidadãos
à plena liberdade" e expressando a sua tristeza pelo
reinício
da violência. A mensagem envia ainda os pêsames
pela
"terrível" morte de Hariri.
O
Patriarca maronita libanês, Nasrallah Pierre Sfeir, já tinha sido
recebido
no Vaticano, no final de Janeiro, para falar sobre estas
questões.
No início de 2005, o representante do Papa no Líbano, D.
Luigi
Gatti, pediu ao presidente Emile Lahoud Jan que satisfaça os
anseios
de "paz e liberdade" do povo libanês.
O mandato
presidencial de Lahoud foi prolongado por uma emenda
constitucional,
apesar de uma resolução do Conselho da Segurança da
ONU, em
Setembro do ano passado, exigindo eleições presidenciais e a
retirada
das tropas sírias no país.
O
assassinato de Rafic Hariri foi atribuído por grande número de
libaneses
àSíria, dado que Hariri mantinha sérias divergências com o
regime de
Damasco que o levaram a demitir-se do seu cargo de primeiro-
ministro
no ano passado.
"Estas
acções tentam fazer desaparecer a voz de quem pede o regresso
do Líbano
à liberdade e à soberania, através da eliminação de
qualquer
tutela contrária à vocação histórica do país", considera o
episcopado.
Os bispos
concluem o comunicado convidando "à prudência, à cautela".
Octávio
Carmo
14 -
Ascenção e Queda do Catolicismo na Etiópia
Da
Revista National Geographic - Edição Portuguesa
NA
ETIÓPIA, A MEMÓRIA DA PRESENÇA de uma comunidade católica de
origem
indo-portuguesa, nos séculos XVI e XVII, continua ainda viva.
Ela é
especialmente notável na região de Gondar, a antiga capital
daquele
país, anteriormente conhecido como o "reino do Prestes João".
A viagem
entre Adis Abeba e o Norte da região de Amhara é longa e
cansativa.
Chegar à pequena cidade de Gondar demora pelo menos 2 dias
por uma
estrada poeirenta e traiçoeira. Para a atingir, é necessário
percorrer
montanhas escarpadas e atravessar as gargantas do Nilo
Azul,
tentando evitar distracções momentâneas que se podem revelar
fatais:
uma vaca ou um burro que se atravessam na via, uma falha no
pavimento
causada por uma enxurrada recente, ou mesmo uma derrocada
repentina.
Quando nos aproximamos do lago Tana, a sul de Gondar,
encontramos,
espalhados na paisagem montanhosa, enigmáticos conjuntos
monumentais,
hoje arruinados. Em Enfraze, em Danq'aze, em Debra Mai
ou em
Gorgora, trata-se sempre de um mesmo modelo construtivo: no
centro de
uma grande cerca de pedra amuralhada, um castelo de planta
quadrada
ergue-se no cimo de uma colina. A alguma distância daquelas
estruturas
defensivas, encontramos também ruínas de igrejas de traça
católica
europeia. Uma missão jesuíta entrou no território etíope em
1557 e
ali permaneceu até 1634. Os textos destes padres relatam que
existiu
no Norte do país uma comunidade católica de portugueses e
indianos,
e seus descendentes. Também de acordo com estes textos,
foram
eles que transmitiram aos etíopes o conhecimento da tecnologia
da
construção em pedra e argamassa, usada nos castelos e igrejas
católicas.
Estes monumentos, abandonados há séculos, são testemunhas
silenciosas
das terríveis guerras de religião que assolaram a
Etiópia.
A região em torno do lago Tana foi palco de dramáticos
confrontos
entre populações judaicas, muçulmanas, cristãs e pagãs. E
a
actividade dos missionários católicos num reino maioritariamente
cristão,
mas ortodoxo, foi um factor suplementar de instabilidade.
Após um
breve período de aparente sucesso, marcado pela conversão do
negusa
negast ("rei dos reis") etíope ao catolicismo em 1620, os
jesuítas
acabaram por ser perseguidos, mortos ou expulsos do país, e
as
igrejas católicas foram destruídas e pilhadas.
Veja as
belíssimas pinturas etíopes no link:
http://www.nationalgeographic.pt/revista/0701/feature7/default.asp
15 -
Guardiões de Cristo - A Tradição Vive em Aksum
Da
Revista National Geographic - Edição Portuguesa
Um padre
etíope segura numa cópia dos "Milagres de Maria", em geez -
a língua
antiga de Aksum. Hoje em dia, este reino decadente, caído em
desgraça,
sobrevive pela fé que abraçou há quase 1.700 anos.
Assemelhando-se
à insígnia de um monarca caído em desgraça, o
testemunho
das origens régias de Aksum jaz esculpido numa pedra em
ruínas.
Nesta vila pobre e isolada das terras altas da Etiópia
setentrional
foi erigida uma das mais importantes obras
arquitectónicas
da África antiga - uma estela com 30m de altura e
500t de
peso que é o maior obelisco do mundo construído com uma única
pedra.
Cortada numa pedreira de sienito há cerca de 1.700 anos, foi
depois
transportada por elefantes ou homens durante quase 5km e
talhada
de forma a parecer-se com um edifício de 13 andares. É
provável
que se tivesse despenhado quando estava a ser içada,
esmagando
sob si o túmulo que deveria celebrizar. Permanece ainda no
local
onde caiu, tendo à sua volta mais de uma centena de outras
estelas,
algumas de pé, outras derrubadas e partidas. Todas recordam
a antiga
glória de Aksum, um dos mais notáveis reinos do Mundo. Aksum
é hoje
uma poeirenta vila agrícola, rodeada por pequenas quintas em
terraços
montanhosos e isolada do mar Vermelho pela Eritreia, que se
tornou
independente da Etiópia em 1993. Em tempos, porém, Aksum foi o
coração
de um reino poderoso que governou regiões das actuais Etiópia
e
Eritreia e, durante algum tempo, do Yémen, e que enriqueceu à custa
do
comércio marítimo de longo curso no mar Vermelho. Segundo os
aksumitas,
a rainha de Sabá da Bíblia reinou aqui no séc. X a.C., mas
foi só no
séc. III d.C. que Aksum começou a prosperar. Na altura
rivalizava
com os impérios da Pérsia, China e Roma. No séc. IV,
Ezana,
rei de Aksum, converteu-se ao cristianismo, transformando o
reino num
dos primeiros estados cristãos do Mundo. Segundo a lenda,
foi
durante o reinado de Ezana que veio para Aksum a famosa Arca da
Aliança -
a arca de madeira dourada que encerra as tabuinhas onde se
encontram
gravados os Dez Mandamentos entregues a Moisés. Algumas
pessoas
acreditam que a Arca ainda aqui permanece, como símbolo de fé
eterna.
Ezana governou em prosperidade e criou uma força militar que
conquistou
o vizinho reino de Meroë. Com a ascensão do Islão no séc.
VII,
porém, a Aksum cristã começou a decair, acabando por perder o
controlo
do mar Vermelho. Kathryn Bard e Rodolfo Fattovich foram os
primeiros
a chegar ao país após a guerra civil de 17 anos que
derrubou
o regime comunista. Desde 1993 que passam a maior parte dos
verões em
Bieta Giyorgis, o sítio mais antigo de Aksum.
No link
abaixo veja especialmente as belas fotos e os vídeos que
estão no
quadro Multimédia:
http://www.nationalgeographic.pt/revista/0701/feature2/default.asp
Obs: Na
edição nº 2 do Boletim Oriente Cristão foi divulgada a
versão
brasileira dessa mesma reportagem.
16 -
Fotos da Festa Ortodoxa da Epifania
Fonte:
Yahoo News
Vejam 24
fotos interessantes da festa da Epifania no link abaixo (com
as
legendas em inglês). Depois de entrar no link, clique em "Orthodox
Believers
Mark the Epiphany" (Na direita abaixo de "Related
Slideshow")
http://tinyurl.com/6ft74
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