BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 24 - 17 de fevereiro de 2005

MENSAGEM

Prezados Irmãos em Cristo,

Os destaques desta edição são as belas pinturas etíopes no link da
notícia 15 e as Fotos da Festa Ortodoxa da Epifania, que estão no
número 16.

Rezemos para que o atentado no Líbano (notícias 12 e 13) não leve o
país novamente para uma guerra civil.

Saudações Fraternais,

Luis Felipe
[email protected]


ÍNDICE


1 - Sérvia pede por reconciliação em Kosovo

2 - Igreja Ortodoxa sob investigação

3 - Trazida a São Petersburgo cruz com relíquias do grande mártir e
medicastro São Panteleimon

4 - Inaugurada em Hamburgo a exposição "Século de Ouro do Ícone de
Novgorod"

5 - «Fátima, lugar especial para os russos (ortodoxos ou católicos)».
Fala o diretor de comunicação da Conferência de Bispos Católicos da
Rússia

6 - Seis deputados cristãos eleitos no Parlamento nacional e outros 5
no Parlamento curdo. O comentário à Fides do pe. Nizar Semaan

7 - Pedido de respeito para com os cristãos após publicação dos
resultados eleitorais no Iraque. Vitória xiita por maioria absoluta.

8 - Iraque: "Está a nascer um novo Iraque", garante Arcebispo de
Kirkuk

9 - Iraque: "Não nos deixem sozinhos"

10 - Santa Sé declara o santuário indiano de Malayattoor «Centro
Internacional de Peregrinação». Assinala no Estado de Kerala o lugar
de retirada e oração do apóstolo São Tomé.

11 - A "Montanha de S. Tomé", o Santuário de Malayatoor, em Kerala,
se torna Centro de Peregrinação Internacional

12 - Bispos libaneses, após o atentado contra ex-primeiro-ministro,
pedem liberdade para seu país e convidam à prudência e à calma no dia
dos funerais de Rafic Hariri.

13 - Bispos libaneses exigem liberdade para o país

14 - Ascenção e Queda do Catolicismo na Etiópia

15 - Guardiões de Cristo - A Tradição Vive em Aksum

16 - Fotos da Festa Ortodoxa da Epifania


NOTÍCIAS


1 - Sérvia pede por reconciliação em Kosovo

Reuters 13/02/05

VELIKA HOCA, Sérvia e Montenegro (Reuters) - O presidente sérvio,
Boris Tadic, pediu neste domingo que os sérvios e os albaneses de
Kosovo aproveitem a primeira visita de um líder sérvio à província
governada pela ONU desde a guerra de 1999 e se reconciliem.

"Nós temos uma história de ódio e destruição nos Bálcãs, inclusive em
Kosovo, e isto deve acabar de uma vez por todas", disse Tadic ao
parar para visitar a igreja ortodoxa sérvia de São Nicolau, na
capital de Kosovo, Pristina, destruída pelas chamas.

"Hoje Pristina tem apenas umas poucas famílias de origem sérvia. Nós
estamos lutando por uma Kosovo multi-étnica, como ela sempre foi
através dos tempos."

A viagem de dois dias de Tadic aconteceu sob um rígido esquema de
segurança, por medo de hostilidade por parte da maioria albanesa de
Kosovo, que amargou uma década de repressão sob o domínio sérvio nos
anos 90.

Entretanto, o primeiro dia da visita de Tadic não registrou
problemas. Ele passou a noite em Velika Hoca, uma cidade ao oeste do
enclave, famosa for suas centenárias igrejas de pedra.

Metade dos moradores de Velika Hoca partiram depois de 1999. Muitos
dos 700 que permaneceram passaram o final de semana limpando o lixo,
decorando a vila e cozinhando para Tadic.

Mais cedo, na capital Pristina, a polícia local, a polícia militar da
ONU e das forças de paz da Otan, interditaram ruas e helicópteros
guardaram o prédio onde Tadic se encontrou com o governador da ONU,
Soren Jessen-Petersen.

Mas o único problema digno de nota foram cerca de 50 manifestantes
com faixas, que sopravam apitos e arremessaram ovos nos soldados e
nos jornalistas --quase nada, comparadas com os tiros que receberiam
um líder sérvio se o encontro tivesse acontecido há cinco anos.

Kosovo é um protetorado da ONU desde 1999, quando um bombardeio de 11
semanas da Otan encerrou a guerra e fez as forças sérvias recuarem. A
Otan acusa os sérvios de matar e expulsar milhares de civis de suas
terras ao combater durante um ano o levante albanês pró-independência.

BERÇO DA NAÇÃO

Cerca de 180 mil sérvios e outras minorias foram embora de Kosovo por
temer represálias. Os 80 mil que ficaram vivem em enclaves isolados,
temendo ataques como os que ocorreram em dois dias de março do ano
passado, quando albaneses mataram 19 pessoas e queimaram centenas de
casas e igrejas.

Tadic não discursou depois de conversar com Jessen-Petersen e saiu
pelas portas dos fundos, antes de visitar a agora destelhada e cheia
de neve igreja de São Nicolau.

Mais cedo, Tadic disse aos sérvios de Kosovo que ele não havia
trazido "uma varinha de condão," mas prometeu que lutaria "pelo
direito dos sérvios e de cada cidadão da Sérvia de viverem em
Kosovo." Belgrado se opõe ao movimento da maioria albanesa pela
independência de Kosovo.

A fértil e montanhosa província, dotada de locais de visitação
religiosa, é vista pelos sérvios como o berço de sua nação e seu
destino é um assunto que emociona os sérvios.

Em um comunicado, Jessen-Petersen, da ONU, disse que espera que a
visita de Tadic possa "enviar sinais positivos às disposição de
Belgrado em construir pontes de confiança." Entretanto, Tadic não
encontrou-se com ninguém do governo interino de Kosovo, dominado
pelos albaneses.


2 - Igreja Ortodoxa sob investigação

JB 05/02/05

Clérigos são acusados de subornar Poder Judiciário. Eleição
eclesiástica teria sido manipulada

ATENAS - Autoridades gregas procuravam ontem o influente clérigo
ortodoxo ligado a um escândalo que ameaça ainda outros líderes da
igreja local. A polícia tem um mandado de prisão contra o
arquimandrita Iakovos Yiossakis, sócio do arcebispo de Atenas,
Christodoulos. Na noite de quinta-feira, depois de um sínodo
(assembléia de superiores) de várias horas, a Igreja pediu um
inquérito interno para os padres acusados de subornar juízes e
advogados, em troca de medidas favoráveis.

Além de suborno, o escândalo envolve alegações de posse de fundos
secretos e prestação de favores sexuais, segundo o jornal britânico
The Independent.

O caso chocou a Grécia, onde a maioria da população é de cristãos
ortodoxos: 95% dos gregos se declararam ''furiosos''
ou ''desapontados''. O bispo Christodoulos também está sob
investigação.

Apenas o bispo da região de Ática, Panteleimon, pediu para se
defender das acusações, que rejeita. Ele foi convocado para falar no
sínodo, que não aceitou suas declarações e o suspendeu.

Yiossakis foi convocado para testemunhar até amanhã sobre acusações
de roubo de antiguidades sacras. Há o temor que ele tente fugir do
país. Mesmo assim, um juiz ampliou o prazo da audiência, para que o
alto clérigo pudesse preparar melhor sua defesa.

Quatro juízes e dezenas de advogados também estão sob a mira da
Justiça. Entre as suspeitas, constam absolvição de traficantes de
drogas, envolvimento em prostituição e influência nas eleições da
Igreja Ortodoxa.

Na quinta, o arcebispo Christodoulos - conhecido pelo grande
envolvimento com assuntos políticos - fez uma tentativa desesperada
de distanciar a Igreja do furor.

- Temos que protegê-la, limpá-la - disse.

Seu pedido de purificação encontrou eco em George Kapos, presidente
da Suprema Corte.

- Não tenho nenhum problema com o fato de que 13 ou 20 juízes estão
sendo investigados pela promotoria. O que quero é limpar o sistema
judiciário - afirmou.

Uma das testemunhas-chave do caso, o repórter Stelios Vorinas,
submeteu à promotoria fitas de áudio e outros documento relacionados
a um dos juízes investigados. A gravação foi divulgada por uma rádio
de Atenas, esta semana.

Outra testemunha, o bispo metropolitano Ieronimos, revelou em uma
entrevista à imprensa grega, também nesta semana, que foi
desencorajado por um juiz a concorrer ao arcebispado, em 1998, e que
foi ameaçado por um dos clérigos. Ieronimos acusa Christodoulos de
usar Yiossakis para chantageá-lo. Dessa maneira, o caminho nas
eleições eclesiásticas ficaria livre para o atual arcebispo.
Christodoulos nega as acusações.

- Este é só o começo de nossos problemas - desabafou o bispo
metropolitano Ambrosius. - Haverá outros terremotos e peço aos fiéis
que não se escandalizem.


3 - Trazida a São Petersburgo cruz com relíquias do grande mártir e
medicastro São Panteleimon

Voz da Rússia 16/02/05

De Moscou foi trazida a São Petersburgo uma cruz do século XIV com um
pedacinho das relíquias do grande mártir e medicastro Panteleimon.
Durante mais de seis séculos, pertenceu à famosa família fidalga
russa dos Nachiokin, a qual desempenhou um papel importante na
constituição do Estado russo. Esse objeto sagrado nunca havia sido
exposto ao grande público. Só em abril do ano passado é que essa cruz
foi resgatada de uma coleção particular e doada ao mosteiro de
Valaam, no Norte da Rússia.


4 - Inaugurada em Hamburgo a exposição "Século de Ouro do Ícone de
Novgorod"

Voz da Rússia 15/02/05

No último fim de semana, em Hamburgo, Alemanha, foi inaugurada a
exposição "Século de Ouro do Ícone de Novgorod". A mostra reconstitui
o ambiente de um templo da Igreja Cristã Ortodoxa medieval. O seu
elemento mais importante é um conjunto composto da iconostase
(suporte de ícones) de uma igreja da histórica cidade russa de
Novgorod, as Portas Reais e 9 ícones do século XV. Os visitantes
poderão admirar também vários trabalhos de bordado, obras de
joalharia, vasos sagrados de prata e alguns achados arqueológicos.

Link para o site da Exposição (em inglês) :
http://www.buceriuskunstforum.de/indexe.html


5 - «Fátima, lugar especial para os russos (ortodoxos ou católicos)»
Fala o diretor de comunicação da Conferência de Bispos Católicos da
Rússia

MADRI, quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005 (ZENIT.org).- O
Santuário de Fátima é um «lugar muito especial para a Rússia, seja
para católicos ou para ortodoxos, que estão convencidos de que Nossa
Senhora contribuiu a converter o povo russo», afirma a Zenit Victor
Khroul, diretor do Centro de Informação da Conferência de Bispos
Católicos da Rússia.

Khroul, nascido na Bielorrússia, casado e com três filhos, professor
de jornalismo na Faculdade da Universidade Pública de Moscou, declara
que «ainda que não conheci pessoalmente a Irmã Lúcia, valorizo muito
seu testemunho e seu alento ao povo russo, ao que estamos muito
agradecidos, pois graças a ela muitas pessoas rezaram durante décadas
para a conversão da Rússia».

O diretor do semanário russo católico «Svet Evangelia» («A luz do
Evangelho») especifica que quando se fala da «conversão da Rússia»
deve-se entender «o passo da não crença à fé cristã» e não se deve
confundir com ser ou não católico.


6 - Seis deputados cristãos eleitos no Parlamento nacional e outros 5
no Parlamento curdo. O comentário à Fides do pe. Nizar Semaan

Bagdá (Agência Fides)- Seis eleitos no Parlamento nacional e outros 5
no Parlamento curdo. Os neo-deputados cristãos foram eleitos no norte
do Iraque e pertencem a 3-4 formações políticas, mais um
independente. São os representantes dos cristãos iraquianos eleitos
no pleito eleitoral de 30 de janeiro passado. "Estamos contentes com
o resultado eleitoral", afirma à Agência Fides pe. Nizar Semaan,
sacerdote da diocese de Mossul. "É certamente uma reviravolta na
história do Iraque", prossegue pe. Nizar. "Como cristãos, o que
esperamos agora é uma nova Constituição leiga e democrática, que no
respeito da religiosidade do povo iraquiano garanta a liberdade de
todos. Um Estado leigo é a melhor garantia para todas as crenças e as
múltiplas sensibilidades do país."
"Por isso, acredito que a comunidade internacional deva nos ajudar a
elaborar a nova Constituição, que poderia se tornar um exemplo de
democracia e de tolerância para todo o Oriente Médio."
Analisando os resultados eleitorais, pe. Nizar afirma que "estamos
entrando em uma dinâmica democrática. As forças políticas iraquianas
devem agora aprender a dialogar entre elas, para constituir um novo
governo. Será criado aquele jogo entre maioria e oposição, típico das
sociedades democráticas. Espero realmente que o Iraque tenha deixado
definitivamente para trás os tempos obscuros da tirania do antigo
regime. A lógica despótica dos ditadores não deve mais albergar no
nosso país".
A propósito, o sacerdote iraquiano expressa o augúrio de que "as
novas forças políticas e sociais, que com base nos resultados
eleitorais vão governar o Iraque no próximo futuro, não desperdicem a
ocasião, que o povo iraquiano ofereceu, de demonstrar a capacidade de
dar vida a um novo Iraque democrático, que possa se tornar um farol
para todos os países da região".
"Agora é hora de trabalhar pela unidade nacional", continua pe.
Nizar. "É preciso envolver todas as pessoas no processo de
reconstrução do país, mesmo aquelas que não foram votar. Devemos
olhar adiante e dar uma esperança às novas gerações."
"Por isso", conclui o sacerdote iraquiano, "ainda necessitamos da
ajuda da comunidade internacional, que deve nos fornecer os
instrumentos para que a democracia triunfe no Iraque". (L.M.)
(Agência Fides 14/2/2005)


7 - Pedido de respeito para com os cristãos após publicação dos
resultados eleitorais no Iraque. Vitória xiita por maioria absoluta.

BAGDÁ, terça-feira, 15 de fevereiro de 2005 (ZENIT.org).- «As
eleições mostraram a esperança dos iraquianos em um governo estável e
democrático, dotado de uma Constituição que garanta os direitos de
todos»: assim valoriza o bispo auxiliar caldeu de Bagdá, Dom Shlemon
Warduni, os resultados oficiais do pleito de 30 de janeiro passado,
após cujo anúncio pede o respeito dos direitos dos cristãos.

Maioria absoluta --140 lugares-- nos 275 da Assembléia Nacional
provisória obteve a frente xiita do aiatolá Al Sistani --com mais de
48% dos votos-- nas eleições legislativas do Iraque, segundo os
resultados dados a conhecer no domingo passado, ainda pendentes de
sua proclamação definitiva.

Segue-lhe a aliança dos partidos curdos, com 25,7% dos votos --75
lugares-- e a do ex-primeiro-ministro Ayad Allawi, com 13,8% dos
votos --40 lugares--. A participação foi de 59%, de acordo com os
dados recolhidos por «AFP». No total, mais de 8,5 milhões foram às
urnas.

Ao contrário, a frente do presidente que deixa o cargo, o sunita
Ghazi al Yawar, conseguiu 1,7% dos votos emitidos, pelo que obterá
cinco lugares. O restante dos lugares se repartirá entre diversas
formações menores, sobretudo xiitas.

Especialista no contexto asiático, a agência «Asianews» afirma
que «grande parte do meio sunita --20% da população iraquiana-- não
pôde participar das eleições por falta de segurança, e outros se
negaram pedindo a retirada das tropas estrangeiras como condição para
as eleições. Houve zonas onde a participação sunita foi só de 2%, e
se teme que esta exclusão «possa provocar uma guerra civil entre
sunitas e xiitas. Durante o regime de Saddam Hussein os sunitas
tinham o poder e os xiitas estavam excluídos».

«Não esquecemos, na hora dos resultados, que muitíssimos sunitas não
participaram da votação --disse Dom Warduni em declarações a "Sir"--
e que em algumas localidades cristãs não foram entregues as cédulas
eleitorais e portanto os habitantes não puderam exercer seu direito
ao voto».

«Apesar destes pontos negativos --expressou--, esperamos que estes
resultados tragam o bem ao Iraque, em forma de paz, de liberdade, de
segurança e de direito».

«Como comunidade cristã --acrescentou-- pedimos o respeito de nossos
direitos, reivindicamos nosso direito a ser tratados não como
cidadãos de "classe B", mas de primeira classe". Desejamos ver nossa
liberdade religiosa respeitada, nosso direito a educar segundo nossos
valores e qualquer outro direito comum a todos os demais cidadãos».

Seis deputados cristãos constam no parlamento nacional e outros cinco
no curdo, aponta «Fides». Foram eleitos no norte do país. Pertencem a
quatro formações políticas, além de um independente.

Dom Warduni também se mostrou preocupado pela representatividade dos
cristãos na Assembléia: «o erro dos cristãos foi o de concorrer
divididos às eleições», acrescentou a «Sir».

Teme igualmente «a cisão no país» por causa da falta de voto sunita e
de sua exclusão da Assembléia. «Espero muita sabedoria, paciência e
magnanimidade, sobretudo por parte dos que ganharam as eleições --
expressou--. Caso contrário, haverá dificuldades. Espero diálogo e
reconciliação».

Por sua parte, Dom Louis Sako, arcebispo caldeu de Kirkuk, confia em
que no governo haverá participação sunita, porque os xiitas e os
curdos não podem governar sozinhos, manifestou a «Asianews».

Diz que «não haverá guerra civil, porque não está na natureza
iraquiana», e os crimes que estão na ordem do dia no Iraque «não são
de matriz política», mas cometidos por criminosos comuns.

O prelado não duvida de que não se adotará a «sharia» no país, pois
na nova classe dirigente é demasiado forte o componente leigo, que
absolutamente rejeita a lei religiosa como chave para o novo Iraque.

A democracia no Iraque, alerta, é possível só «com a coordenação das
forças, a participação total dos grupos do país e a tolerância
religiosa».


8 - Iraque: "Está a nascer um novo Iraque", garante Arcebispo de
Kirkuk

Ais Notícias 18/02/05

Os cristãos iraquianos têm esperança que as recentes eleições tenham
aberto o caminho para uma sociedade mais pluralista e querem que a
nova Constituição garanta a liberdade religiosa e de culto no Iraque.

Os resultados das eleições de 30 de Janeiro atribuem uma vitória aos
partidos xiitas. A Aliança Iraquiana Unida, composta por partidos
islamitas xiitas, obteve cerca de 130 dos 275 assentos parlamentares.
Os curdos ficaram em segundo lugar, garantindo 70 deputados na
Assembleia Nacional. Os partidos cristãos não obtiveram um resultado
muito expressivo nas mesas de voto, mas deverão assegurar cerca de
uma dezena de deputados.

Em mensagem dirigida à Ajuda à Igreja que Sofre, D. Louis Sako
escreveu: "Aconteceu algo muito importante. O novo Governo não e
totalitário, de partido único, como no passado".

Para D. Louis Sako, Arcebispo de Kirkuk, estas eleições foram um
importante contributo para a formação de um Governo representativo
dos vários grupos étnicos e religiosos do Iraque. Apesar da grande
abstenção entre os muçulmanos sunitas (20% da população iraquiana), o
prelado está convencido de que os sunitas serão convidados para a
formação do novo Governo. "Os muçulmanos xiitas e os curdos não
poderão governar sozinhos", afirmou à agência AsiaNews.

O Arcebispo de Kirkuk defende que existe agora um equilíbrio entre os
partidos: "Por exemplo, os xiitas pretendem a formação de um Estado
religioso mas os curdos e outros pretendem um Estado secular". O
prelado considera ainda que, de momento, não existe o risco de que
a "sharia" (lei islâmica) venha a ser adoptada na Constituição
iraquiana. "Na nova classe politica, os secularistas são demasiado
fortes e não iriam aceitar que a lei religiosa fosse transposta para
a legislação nacional", afirmou.

Para o Padre Ganni, sacerdote caldeu de Mossul, é primordial que o
novo executivo governe para todos. "Independentemente da sua
composição, seja xiita ou curdo, nós, cristãos e iraquianos,
precisamos de um Governo que respeite as minorias", defendeu o pároco
em entrevista à AsiaNews. "O que interessa é que a futura
Constituição garanta a liberdade religiosa e de culto", acrescentou.


9 - Iraque: "Não nos deixem sozinhos"

Ais Notícias 18/02/05

Após 35 anos de regime militar, 3 guerras e 13 anos de sanções
económicas, o Iraque vive ainda sob o signo da violência. A Ajuda à
Igreja que Sofre visitou o Iraque para transmitir apoio espiritual à
Igreja iraquiana, mas também a solidariedade dos seus benfeitores
que, ao longo dos anos, têm apoiado os cristãos iraquianos.

A violência terrorista, o aumento de assassinatos, raptos e episódios
de violência contra as comunidades cristãs iraquianas, levaram
milhares de pessoas a procurar refúgio nos países vizinhos. A
presença cristã na Mesopotâmia, que remonta aos primeiros séculos da
Evangelização, está em risco de desaparecer.

De Agosto a Dezembro de 2004, pelo menos 25 igrejas e conventos foram
alvo de atentados. Em Bagdade, em Mossul (norte do Iraque) ou em
Bassorá (sul), quase todas as lojas de comércio geridas por cristãos
foram vandalizadas ou encerradas pelos proprietários, com medo de
represálias. Entre o final da guerra (meados de 2003) e Outubro de
2004 foram assassinados 88 cristãos no Iraque, conforme divulgou a
agência de notícias do Vaticano (FIDES).

Em Julho de 2004, o Arcebispo de Kirkuk, D. Louis Sako, alertava para
a necessidade do empenho da comunidade internacional na pacificação
do Iraque: "Os americanos ganharam a guerra mas não ganharam a paz. A
paz é um processo que requer tempo".

Tanto os bispos e sacerdotes cristãos como os clérigos
muçulmanos "moderados" (sunitas e xiitas) têm condenado os atentados,
responsabilizando grupos terroristas, vindos de outros países
islâmicos, que se infiltraram no Iraque para destabilizar o processo
eleitoral e aumentar a influência do fundamentalismo.

Foi enviado um auxílio de emergência de 15.000 euros, respondendo ao
apelo do Bispo de Allepo, D. Antoine Audo, que pediu ajuda para os
cristãos iraquianos que estão refugiados na Síria. "Com o aumento de
casos de doença, depressão e desespero, a Igreja deve fazer mais por
estas pessoas", escreveu D. Antoine Audo.

Ao reitor do Colégio Babel, D. Jacques Isaac, a Ajuda à Igreja que
Sofre enviou 8. 000 euros para apoiar a formação de seminaristas. Mas
é necessário também renovar o actual refeitório, que não tem
condições para que os estudantes possam condignamente fazer as suas
refeições.

Em Agosto, o Bispo Auxiliar de Bagdade, D. Andraos Abouna, enviou uma
mensagem para a Ajuda à Igreja que Sofre, informando sobre as ameaças
de morte dirigidas contra sacerdotes e bispos cristãos. Descreveu-nos
a situação "muito séria" que se vive hoje no Iraque e deixou um
apelo: "Neste momento precisamos das vossas orações".


10 - Santa Sé declara o santuário indiano de Malayattoor «Centro
Internacional de Peregrinação». Assinala no Estado de Kerala o lugar
de retirada e oração do apóstolo São Tomé.

KOCHI, terça-feira, 15 de fevereiro de 2005 (ZENIT.org).- Dando
leitura a uma declaração da Santa Sé, o núncio apostólico na Índia, o
arcebispo Pedro López Quintana, confirmou em 13 de fevereiro passado
o Santuário de Malayattoor --onde tradicionalmente se retirava em
oração o apóstolo São Tomé-- (no Estado de Kerala) como «Centro de
Peregrinação Internacional», o primeiro e único desse tipo no país e
na Ásia.

O discípulo de Jesus, de acordo com a tradição, precisamente levou o
Evangelho a essas terras e de sua pregação nasceu a Igreja siro-
malabar.

O anúncio oficial do reconhecimento já fora dado em 24 de abril
passado pelo Cardeal Varkey Vithayathil, arcebispo maior de Ernakulam-
Angamaly dos siro-malabares, de cuja jurisdição depende este lugar,
meta de peregrinações desde o século V d.C.

O santuário se ergue em uma colina situada na localidade de
Malayattoor, onde a tradição diz que São Tomé se retirava em oração,
conhecida com o nome de «Kurisumudi» ou montanha da cruz.

No cume há uma capela precedida por uma igreja dedicada ao Apóstolo.
O santuário custodia uma cruz de ouro e duas marcas que deixou o
santo em sua passagem.

Uma procissão solene até os pés de «Kurisumudi» e uma concelebração
eucarística presidida pelo Cardeal Varkey Vithayathil em presença do
representante papal selaram a declaração do núncio, confirma o
serviço de informação do episcopado indiano (ICNS).

Milhares de fiéis se reuniram com a ocasião, junto a bispos de
diferentes confissões cristãs, autoridades civis, membros de
associações católicas e de ordens religiosas, como irmã Nirmala,
superiora geral das irmãs da Caridade.

A Igreja na Índia considera uma grande honra "que o Vaticano tenha
elevado um templo do país ao status de um centro de peregrinação
internacional", declarou à imprensa o bispo auxiliar de Ernakulam-
Angamaly, Dom Sebastian Adayanthrath, anunciando os atos do dia 13
passado.

A Igreja Católica tem três tipos de templos: diocesanos, aprovados
pelo bispo local; nacionais, aprovados pela Conferência Episcopal; e
internacionais, designados pela Santa Sé.

João Paulo II declarou Malayattoor centro de peregrinação nacional em
11 de fevereiro do ano passado, festividade de Nossa Senhora de
Lourdes. Mas a crescente afluência de peregrinos e sua importância
fizeram que a Santa Sé o elevasse a centro internacional, um
reconhecimento que só este lugar tem na Ásia.


11 - A "Montanha de S. Tomé", o Santuário de Malayatoor, em Kerala,
se torna Centro de Peregrinação Internacional

Cochin (Agência Fides) - É uma meta para milhares de peregrinos de
todo o mundo: a "montanha de S. Tomé", o santuário de Malayatoor,
tradicionalmente conhecido como local no qual o apóstolo Tomé se
recolhia em oração, foi declarado em 13 de fevereiro passado "Centro
de peregrinação Internacional", com uma solene declaração da Santa
Sé, lida por Dom Pedro Lopez Quintana, Núncio Apostólico na Índia.
O anúncio gerou muita alegria e satisfação entre os católicos de
Kerala, o Estado da Índia meridional em que se encontra o Santuário.
Em Kerala, os fiéis católicos pertencem, em sua maioria, à Igreja
sírio-malabarense, uma das três comunidades católicas presentes na
Índia, ao lado da Igreja de rito Latino e sírio-malankarese. Os fiéis
da Igreja sírio-malabarense, reconduzível ao rito Caldeu, são os
descendentes dos primeiros cristãos indianos, que se converteram à
mensagem de Jesus Cristo graças à pregação de S. Tomé Apóstolo, em 40
d.C.
O evento de declaração do Santuário em "Centro de Peregrinação
Internacional" foi celebrado com uma Santa Missa presidida pelo Card.
Varkey Vithayathil, Arcebispo Maior de Ernakulam-Angamaly, diante do
Núncio Apostólico. Compareceram a Kerala para a ocasião diversos
Bispos, de algumas confissões cristãs, autoridades civis, membros de
associações católicas, ordens religiosas, e milhares de fiéis. O
Santuário já havia sido proclamado "Centro de peregrinação nacional",
no ano passado, mas o contínuo aumento de peregrinos e o destaque
quase mundial fizeram com que a Santa Sé o elevasse a local de
respiro espiritual internacional. (PA) (Agência Fides 15/2/2005)


12 - Bispos libaneses, após o atentado contra ex-primeiro-ministro,
pedem liberdade para seu país e convidam à prudência e à calma no dia
dos funerais de Rafic Hariri.

BEIRUTE, quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005 (ZENIT.org).- Os
bispos maronitas (fiéis a Roma) do Líbano, reunidos em assembléia
especial após o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafic Hariri,
consideram que «só onde reina um regime totalitário acontecem estes
crimes».

Esta quarta-feira ao meio-dia, segundo a lei islâmica, aconteceu o
sepultamento de Hairi, assassinado na segunda-feira passada em um
atentado com explosivos.

Os bispos maronitas publicaram uma mensagem após reunir-se na manhã
em uma sessão extraordinária em Bkerke, convocados pelo patriarca Mar
Nasrallah Boutros Sfeir, na qual fazem um chamado «de fraternidade e
convivência», segundo informa AsiaNews.

Os prelados pedem «o respeito dos direitos dos cidadãos à plena
liberdade» e expressam sua «dor» pelo «reinício da violência».

Os bispos confessam seus pêsames pela «terrível» morte de Hariri,
recordando que mais de 30.000 alunos universitários puderam cursar
estudos graças a ajudas que ofereceu o ex-primeiro-ministro, cuja
fortuna pessoal estava entre as primeiras do planeta.

Hariri foi enterrado na mesquita Mohamed al Amin --construída graças
a suas doações e cuja inauguração ia presidir ele mesmo--, localizada
no centro de Beirute, uma cidade que deve grande parte de sua
reconstrução após a guerra civil (1975-90) aos esforços do ex-
primeiro-ministro.

«Só onde reina um regime totalitário acontecem estes crimes», afirmam
os bispos em sua declaração oficial. Estas ações «buscam fazer
desaparecer a voz de quem pede o regresso do Líbano à liberdade e à
soberania, através do cancelamento de toda tutela contrária à vocação
histórica do Líbano», afirmam.

O assassinato de Hariri foi atribuído por grande número de libaneses
à Síria --país que exerce uma espécie de tutela sobbre seu pequeno
vizinho-- devido a que Hariri mantivesse sérias divergências com o
regime de Damasco que o levaram a demitir como primeiro-ministro no
ano passado.

Os bispos concluem o comunicado convidando à prudência e à cautela, e
ao respeito dos valores que em muitas ocasiões manifestou o político
assassinado.


13 - Bispos libaneses exigem liberdade para o país

Agência Ecclesia 17/02/05

Os bispos do Líbano, reunidos em assembleia especial após o
assassinato do antigo primeiro-ministro Rafic Hariri, consideram
que "só onde reina um regime totalitário acontecem estes crimes".
Hariri, de 60 anos, morreu na passada terça-feira, vítima de uma
forte explosão ocorrida em Beirute.
Os prelados maronitas publicaram uma mensagem na qual fazem um apelo
de "fraternidade e convivência", pedindo o respeito dos direitos dos
cidadãos à plena liberdade" e expressando a sua tristeza pelo
reinício da violência. A mensagem envia ainda os pêsames
pela "terrível" morte de Hariri.
O Patriarca maronita libanês, Nasrallah Pierre Sfeir, já tinha sido
recebido no Vaticano, no final de Janeiro, para falar sobre estas
questões. No início de 2005, o representante do Papa no Líbano, D.
Luigi Gatti, pediu ao presidente Emile Lahoud Jan que satisfaça os
anseios de "paz e liberdade" do povo libanês.
O mandato presidencial de Lahoud foi prolongado por uma emenda
constitucional, apesar de uma resolução do Conselho da Segurança da
ONU, em Setembro do ano passado, exigindo eleições presidenciais e a
retirada das tropas sírias no país.
O assassinato de Rafic Hariri foi atribuído por grande número de
libaneses àSíria, dado que Hariri mantinha sérias divergências com o
regime de Damasco que o levaram a demitir-se do seu cargo de primeiro-
ministro no ano passado.
"Estas acções tentam fazer desaparecer a voz de quem pede o regresso
do Líbano à liberdade e à soberania, através da eliminação de
qualquer tutela contrária à vocação histórica do país", considera o
episcopado.
Os bispos concluem o comunicado convidando "à prudência, à cautela".

Octávio Carmo


14 - Ascenção e Queda do Catolicismo na Etiópia

Da Revista National Geographic - Edição Portuguesa

NA ETIÓPIA, A MEMÓRIA DA PRESENÇA de uma comunidade católica de
origem indo-portuguesa, nos séculos XVI e XVII, continua ainda viva.
Ela é especialmente notável na região de Gondar, a antiga capital
daquele país, anteriormente conhecido como o "reino do Prestes João".

A viagem entre Adis Abeba e o Norte da região de Amhara é longa e
cansativa. Chegar à pequena cidade de Gondar demora pelo menos 2 dias
por uma estrada poeirenta e traiçoeira. Para a atingir, é necessário
percorrer montanhas escarpadas e atravessar as gargantas do Nilo
Azul, tentando evitar distracções momentâneas que se podem revelar
fatais: uma vaca ou um burro que se atravessam na via, uma falha no
pavimento causada por uma enxurrada recente, ou mesmo uma derrocada
repentina. Quando nos aproximamos do lago Tana, a sul de Gondar,
encontramos, espalhados na paisagem montanhosa, enigmáticos conjuntos
monumentais, hoje arruinados. Em Enfraze, em Danq'aze, em Debra Mai
ou em Gorgora, trata-se sempre de um mesmo modelo construtivo: no
centro de uma grande cerca de pedra amuralhada, um castelo de planta
quadrada ergue-se no cimo de uma colina. A alguma distância daquelas
estruturas defensivas, encontramos também ruínas de igrejas de traça
católica europeia. Uma missão jesuíta entrou no território etíope em
1557 e ali permaneceu até 1634. Os textos destes padres relatam que
existiu no Norte do país uma comunidade católica de portugueses e
indianos, e seus descendentes. Também de acordo com estes textos,
foram eles que transmitiram aos etíopes o conhecimento da tecnologia
da construção em pedra e argamassa, usada nos castelos e igrejas
católicas. Estes monumentos, abandonados há séculos, são testemunhas
silenciosas das terríveis guerras de religião que assolaram a
Etiópia. A região em torno do lago Tana foi palco de dramáticos
confrontos entre populações judaicas, muçulmanas, cristãs e pagãs. E
a actividade dos missionários católicos num reino maioritariamente
cristão, mas ortodoxo, foi um factor suplementar de instabilidade.
Após um breve período de aparente sucesso, marcado pela conversão do
negusa negast ("rei dos reis") etíope ao catolicismo em 1620, os
jesuítas acabaram por ser perseguidos, mortos ou expulsos do país, e
as igrejas católicas foram destruídas e pilhadas.

Veja as belíssimas pinturas etíopes no link:

http://www.nationalgeographic.pt/revista/0701/feature7/default.asp


15 - Guardiões de Cristo - A Tradição Vive em Aksum

Da Revista National Geographic - Edição Portuguesa

Um padre etíope segura numa cópia dos "Milagres de Maria", em geez -
a língua antiga de Aksum. Hoje em dia, este reino decadente, caído em
desgraça, sobrevive pela fé que abraçou há quase 1.700 anos.

Assemelhando-se à insígnia de um monarca caído em desgraça, o
testemunho das origens régias de Aksum jaz esculpido numa pedra em
ruínas. Nesta vila pobre e isolada das terras altas da Etiópia
setentrional foi erigida uma das mais importantes obras
arquitectónicas da África antiga - uma estela com 30m de altura e
500t de peso que é o maior obelisco do mundo construído com uma única
pedra. Cortada numa pedreira de sienito há cerca de 1.700 anos, foi
depois transportada por elefantes ou homens durante quase 5km e
talhada de forma a parecer-se com um edifício de 13 andares. É
provável que se tivesse despenhado quando estava a ser içada,
esmagando sob si o túmulo que deveria celebrizar. Permanece ainda no
local onde caiu, tendo à sua volta mais de uma centena de outras
estelas, algumas de pé, outras derrubadas e partidas. Todas recordam
a antiga glória de Aksum, um dos mais notáveis reinos do Mundo. Aksum
é hoje uma poeirenta vila agrícola, rodeada por pequenas quintas em
terraços montanhosos e isolada do mar Vermelho pela Eritreia, que se
tornou independente da Etiópia em 1993. Em tempos, porém, Aksum foi o
coração de um reino poderoso que governou regiões das actuais Etiópia
e Eritreia e, durante algum tempo, do Yémen, e que enriqueceu à custa
do comércio marítimo de longo curso no mar Vermelho. Segundo os
aksumitas, a rainha de Sabá da Bíblia reinou aqui no séc. X a.C., mas
foi só no séc. III d.C. que Aksum começou a prosperar. Na altura
rivalizava com os impérios da Pérsia, China e Roma. No séc. IV,
Ezana, rei de Aksum, converteu-se ao cristianismo, transformando o
reino num dos primeiros estados cristãos do Mundo. Segundo a lenda,
foi durante o reinado de Ezana que veio para Aksum a famosa Arca da
Aliança - a arca de madeira dourada que encerra as tabuinhas onde se
encontram gravados os Dez Mandamentos entregues a Moisés. Algumas
pessoas acreditam que a Arca ainda aqui permanece, como símbolo de fé
eterna. Ezana governou em prosperidade e criou uma força militar que
conquistou o vizinho reino de Meroë. Com a ascensão do Islão no séc.
VII, porém, a Aksum cristã começou a decair, acabando por perder o
controlo do mar Vermelho. Kathryn Bard e Rodolfo Fattovich foram os
primeiros a chegar ao país após a guerra civil de 17 anos que
derrubou o regime comunista. Desde 1993 que passam a maior parte dos
verões em Bieta Giyorgis, o sítio mais antigo de Aksum.

No link abaixo veja especialmente as belas fotos e os vídeos que
estão no quadro Multimédia:

http://www.nationalgeographic.pt/revista/0701/feature2/default.asp

Obs: Na edição nº 2 do Boletim Oriente Cristão foi divulgada a
versão brasileira dessa mesma reportagem.


16 - Fotos da Festa Ortodoxa da Epifania

Fonte: Yahoo News

Vejam 24 fotos interessantes da festa da Epifania no link abaixo (com
as legendas em inglês). Depois de entrar no link, clique em "Orthodox
Believers Mark the Epiphany" (Na direita abaixo de "Related
Slideshow")

http://tinyurl.com/6ft74

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