BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 21 - 30 de janeiro de 2005


ÍNDICE

1 - João Paulo II busca superar o cisma surgido com Igrejas do
Oriente no ano 451

2 - João Paulo II desafia à unidade os cristãos do Oriente e do
Ocidente

3 - JPII RECEBE MEMBROS DA COMISSÃO PARA DIÁLOGO ENTRE IGREJA
CATÓLICA E ANTIGAS IGREJAS DO ORIENTE

4 - Papa exorta a reforçar laços de comunhão entre cristãos

5 - Papa pede ante o presidente da Armênia paz para Nagorno-Karabaj
Constata ante Robert Kocharian as boas relações entre a Igreja e o
Estado

6 - PRESIDENTE DA ARMÊNIA INICIA VISITA Á ITÁLIA
KOCHARIAN ENCONTRA-SE COM O PAPA JOÃO PAULO II

7 - AO RECEBER PRESIDENTE DA ARMÊNIA, PAPA AUSPICIA "PAZ ESTÁVEL"
PARA REGIÃO DO CÁUCASO

8 - João Paulo II chama o povo armênio a construir uma paz verdadeira
e estável

9 - ARCEBISPO MESROP MUTAFIAN PROCESSA A UGAB POR CAUSA DO INSTITUTO
EDUCACIONAL MELKONIAN, NO CHIPRE

10 - Inaugurada a Exposição "Rússia Cristã Ortodoxa"

11 - Patriarcado insiste em introduzir aulas de religião nas escolas

12 - Novo bispo para a Arquidiocese Ortodoxa de Portugal e Espanha do
Patriarcado Ecumênico de Constantinopla

13 - Cristãos ortodoxos celebram Natal a 7 de Janeiro

14 - 1918: Desapropriação da Igreja Ortodoxa russa

15 - CONSTRUÇÃO ECUMÊNICA DA PLENA UNIDADE DEVE SEDIMENTAR-SE NO
ÚNICO FUNDAMENTO, QUE É CRISTO, AFIRMA CARDEAL KASPER

16 - Patriarca de Bagdad apela à participação dos cristãos nas
eleições

17 - NÚNCIO APOSTÓLICO NO IRAQUE FAZ VOTOS DE QUE ELEIÇÕES NO PAÍS
CONTEM COM A LIVRE PARTICIPAÇÃO DE TODOS


NOTÍCIAS


1 - João Paulo II busca superar o cisma surgido com Igrejas do
Oriente no ano 451

Reúne-se a Comissão para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica
e as Antigas Igrejas do Oriente

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 28 de janeiro de 2005 (ZENIT.org).-
João Paulo II promoveu esta sexta-feira a superação de divisões que
separam Roma e as Igrejas do Oriente há mais de 1.500 anos ao
encontrar-se com alguns de seus representantes.

A audiência do pontífice a seus irmãos cristãos tem lugar no contexto
da reunião plenária da Comissão Internacional para o Diálogo
Teológico entre a Igreja Católica e as Antigas Igrejas do Oriente
(criada em 2003) que deste quinta-feira celebra-se em Roma.

Trata-se dos cristãos assírios ortodoxos, a Igreja apostólica
armênia, a Igreja ortodoxa da Etiópia, a Igreja Malankar (Índia), que
se separaram de Roma ao não aceitar algumas definições sobre Cristo
do Concílio da Calcedônia no ano 451.

É o segundo encontro destas características, depois que tivesse lugar
a primeira reunião da Comissão em 2003, o ano Cairo.

No discurso que o Papa dirigiu em inglês, uniu-se a seus hóspedes «na
oração para que os laços reais de comunhão entre nós se reforcem
ainda mais mediante uma espiritualidade de comunhão que contemple o
mistério da Trindade que habita em nós e veja tudo que há de positivo
no outro para acolhê-lo e valorizá-lo como presente de Deus».

O pontífice alentou por último os «esforços para fomentar a
compreensão e a comunhão mútua entre os cristãos do Oriente e do
Ocidente».

A partir dos anos setenta, a Santa Sé vem firmando declarações
conjuntas com os representantes destas Igrejas que tem permitido
esclarecer antigos mal-entendidos, sobretudo de caráter lingüístico,
sobre a natureza divina e humana na única pessoa de Jesus.

Este diálogo teológico tem servido para que se possa dizer que nestes
momentos a Igreja católica e estas Antigas Igrejas do Oriente
professam a mesma fé em Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.


2 - João Paulo II desafia à unidade os cristãos do Oriente e do
Ocidente

Agência Ecclesia 28/01/05

João Paulo II pediu esta manhã no Vaticano que os "laços de comunhão"
entre os cristãos do Oriente e do Ocidente "sejam cada vez mais
fortalecidos através de uma espiritualidade que veja o que há de
positivo nos outros".
O Papa recebia os membros da Comissão Internacional para o Diálogo
Teológico entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas Orientais,
reunidos para a sua II assembleia plenária.
"Encorajo-vos a fomentar o entendimento mútuo e a comunhão entre os
cristãos do Oriente e do Ocidente", concluiu.
Esta Comissão Internacional estará reunida em Roma até amanhã, para
discutir o tema "A Igreja como Comunhão". A grande novidade deste ano
está no facto de, pela primeira vez na história, a Igreja Católica
estar a manter contactos com todo o conjunto das Igrejas Ortodoxas
Orientais e não apenas uma por uma.
As Antigas Igrejas do Oriente são sete: a Copta Ortodoxa no Egipto,
as Igrejas Ortodoxas na Etiópia e na Eritreia, a Malankar na Índia e
as duas Igrejas Arménias de Etchmiazin e Anteria. Separaram-se de
Roma no século IV por causa das definições cristológicas do Concílio
de Calcedónia.

Octávio Carmo


3 - JPII RECEBE MEMBROS DA COMISSÃO PARA DIÁLOGO ENTRE IGREJA
CATÓLICA E ANTIGAS IGREJAS DO ORIENTE

Cidade do Vaticano, 28 jan (Rádio Vaticano) - "No caminho rumo à
unidade dos cristãos, é necessário ver, em primeiro lugar, aquilo que
de positivo existe no outro." Foi o que disse JPII, esta manhã, ao
receber a Comissão Internacional para o diálogo teológico entre a
Igreja católica e as Antigas Igrejas do Oriente, que abriu ontem,
quinta-feira, a sua segunda reunião plenária desde a sua instituição
em 2003.

As Antigas Igrejas orientais são sete Igrejas que se separaram de
Roma por não ter aceitado algumas definições cristológicas do
Concílio de Calcedônia de 451. A disputa se fazia acerca da natureza
divina e humana na única pessoa de Jesus. Questões terminológicas e
diferenças lingüísticas criaram a incompreensão e, portanto, a
separação.

No entanto, trata-se de antigos problemas superados com as
Declarações conjuntas assinadas a partir dos anos 70, razão pela qual
se pode dizer que foi alcançada pela Igreja Católica e pelas Antigas
Igrejas do Oriente a mesma fé em Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro
homem. (RL)


4 - Papa exorta a reforçar laços de comunhão entre cristãos

VATICANO, 28 Jan. 05 (ACI ) - Ao receber 27 membros da Comissão
Internacional para o Diálogo Teológico entre representantes da Igreja
Católica e as Igrejas orientais ortodoxas, o Papa João Paulo II
chamou a reforçar os "laços reais de comunhão" valorizando o positivo
de cada um.

Durante a audiência realizada na Sala do Consistório, o Papa
assinalou que se une à prece para que a união entre cristãos se
fortaleça "mediante uma espiritualidade de comunhão que contemple 'o
mistério da Trindade que habita em nós' e veja 'tudo o que tem de
positivo no outro para acolhê-lo e valorizá-lo como presente de
Deus'".

O Santo Padre também agradeceu as "amáveis palavras" de Sua Graça
Anba Bishoy, e transmitiu "meus melhores desejos fraternais a meus
veneráveis irmãos, cabeças de vossas Igrejas".

Finalmente, João Paulo II afirmou que "com estes sentimentos animo
vossoas esforços para fomentar a compreensão e a comunhão mútua entre
os cristãos do Oriente e Ocidente e invoco as bênçãos de Deus Todo-
poderoso sobre vossos debates".


5 - Papa pede ante o presidente da Armênia paz para Nagorno-Karabaj
Constata ante Robert Kocharian as boas relações entre a Igreja e o
Estado

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 28 de janeiro de 2005 (ZENIT.org).-
João Paulo II alentou esta sexta-feira a solução do conflito em
Nagorno-Karabaj ao receber em audiência o presidente da República da
Armênia, Robert Kocharian.

Em seu discurso em russo, o Santo Padre discutiu a preocupação de seu
hóspede pelo prolongado conflito com a República do Azerbaijão (em
sua maioria muçulmana) sobre Nagorno-Karabaj, enclave armênio em
território azeri, que deu lugar em 1991 a uma guerra entre ambos
Estados.

Em 1994 foi declarado cessa-fogo com a anexação de fato pela Armênia
não só do território em disputa, mas também de outras terras azeris.
As economias dos dois países ex-soviéticos ficaram afetadas por uma
incapacidade de encontrar uma solução pacífica.

«Desejo que surja uma autêntica e estável paz na região de Nagorno-
Karabaj, da qual o senhor procede, presidente. Isto poderá acontecer
graças à rejeição decidida à violência e a um paciente diálogo entre
as partes, assim como graças a uma mediação internacional», afirmou o
bispo de Roma.

«A Santa Sé, que ao longo dos séculos não deixou de denunciar a
violência e de defender os direitos dos fracos, seguirá apoiando todo
esforço orientado a construir uma paz sólida e duradoura», indicou o
Papa.

João Paulo II já havia promovido a solução do conflito em Nagorno-
Karabaj quando visitou a Armênia em setembro de 2001 com motivo das
celebrações dos 1700 anos da conversão ao cristianismo do povo
armênio.

A Armênia se considera a primeira nação que abraçou formalmente o
cristianismo (no ano 301).

Em 19 de janeiro passado, o Papa abençoou uma estátua de São Gregório
o Iluminador (ou o Armênio), apóstolo da Armênia e fundador da Igreja
armênia, que foi colocada em um dos nichos exteriores da Basílica de
São Pedro no Vaticano.

Na audiência ao presidente armênio, que veio acompanhado de sua
esposa, o Papa manifestou, também, «sincero apreço pelas boas
relações que unem a Santa Sé e o governo de seu país».

«Sei que a comunidade católica é bem acolhida e que suas atividades
contribuem ao bem-estar de toda a nação», acrescentou o Santo Padre.

«O ardente desejo de todos é que cresça cada vez mais a colaboração
entre a Santa Sé e o governo armênio e que ali onde requeiram as
situações se aperfeiçoe eventualmente o estatuto da Igreja Católica»,
confessou.

O Santo Padre fez referência depois às «relações de estima e de
amizade que se dão também entre a Igreja Católica e a Igreja
apostólica armênia. Este entendimento, que se fez mais ativo graças à
iniciativa do católico [patriarca] Karekin II, terá seguramente lugar
na pacífica convivência de todo o povo armênio, chamado a enfrentar
numerosos desafios sociais e econômicos».

Em torno de 90% dos cristãos armênios obedecem ao Patriarca
Apostólico Armênio, que se separou de Roma após o Concílio de
Calcedônia (ano 451). Um passo decisivo para superar esta divisão se
deu em 1996, quando o Papa e o anterior patriarca, Karekin I firmaram
uma declaração conjunta que superava mal-entendidos sobre a natureza
de Jesus.

Nestes dias, visitou Roma o patriarca de Cilícia dos Armênios, Sua
Beatitude Nerses Bedros XIX, cuja sede se encontra no Líbano, e que
guia cerca de 10% dos cristãos armênios que vivem em sua pátria e na
diáspora e que estão em comunhão com Roma, para participar da benção
da estátua de São Gregório o Iluminador.

Após encontrar-se com o Papa, o presidente Kocharian visitou a
estatua de São Gregório o Iluminador, no Vaticano.


6 - PRESIDENTE DA ARMÊNIA INICIA VISITA Á ITÁLIA
KOCHARIAN ENCONTRA-SE COM O PAPA JOÃO PAULO II

www.armenia.com.br 28/01/2005

Yerevan (Armenpress) - O Presidente da Armênia, Robert Kocharian,
viajou para Itália em 27/01 para uma visita oficial de quatro dias, a
convite do seu colega italiano Carlo Azeglio Ciampi. A comitiva do
Presidente conta com o Ministro das Relações Exteriores, Vardan
Oskanian, os Ministro do Comércio, Economia e Desenvolvimento, assim
como o Ministro da Agricultura, altas autoridades governamentais,
empresários e jornalistas.
O Presidente armênio encontrou-se em 28/01 com o Diretor do Programa
Mundial de Alimento das Nações Unidas, Jacques Deuffi, que elogiou os
laços de cooperação dessa organização com a Armênia. KOcharian também
encontrou-se com o Chefe do Fundo Internacional para Desenvolvimento
Agrícola, L. Bogery, que também destacou as reformas que estão sendo
levadas adiante neste setor na Armênia, assegurando, ainda, que a
presente cooperação continuará. Depois do encontro, foi assinado um
programa de crédito no valor de US$ 20 milhões - dos quais US$ 10
milhões serão destinados para o desenvolvimento da economia agrícola
e o restante para a ampliação da infra-estrutura das comunidades nas
vilas e aldeias.
Kocharian visitou o Vaticano, onde se encontrou com o Papa João Paulo
II. "Sua presença me faz recordar do nosso primeiro encontro aqui em
março de 1999, por ocasião da abertura da exposição Roma-Armênia, e
também do nosso encontro em Yerevan por ocasião da comemoração dos
1700 anos da adoção do Cristianismo pelos armênios. E está é uma
oportunidade em que com muita satisfação saúdo o povo da Armênia e os
armênios que vivem nas diversas partes do mundo, unidos por laços
culturais e pela fé cristã", disse o Papa João Paulo II. Ao se
referir às relações das Igrejas Católica Apostólica Romana e
Apostólica Armênia, o Papa disse que "as relações entre as Igrejas
Católica e Apostólica Armênia são fundamentadas no relacionamento e
respeito mútuo".
Após seu encontro com o Cardeal Angelo Sodano, o Presidente Robert
Kocharian visitou o monumento de São Gregório, o Iluminador, que se
encontra no muro da Catedral d São Pedro, no Vaticano, e que foi
inaugurado no dia 19/01. No local, o Presidente armênio foi saudado
pelo clero armênio católico. Mais tarde, o Presidente teve um
encontro com o Primeiro-ministro da Itália, Sílvio Berlusconi.


7 - AO RECEBER PRESIDENTE DA ARMÊNIA, PAPA AUSPICIA "PAZ ESTÁVEL"
PARA REGIÃO DO CÁUCASO

Cidade do Vaticano, 28 jan (Rádio Vaticano) - JPII recebeu em
audiência, esta manhã, o Presidente da Armênia, Roberto Kocharian.
"Uma paz verdadeira e estável" para a região do Nagorno-Karabakh,
construída através do diálogo e da mediação, não através das armas,
sintetiza o discurso de JPII a Kocharian, que pela terceira se
encontrou com o Pontífice.

Nagorno-Karabakh está no centro de uma disputa sangrenta com o
Azerbaijão desde 1988, e se auto-proclamou República autônoma em 91,
sem receber nenhum reconhecimento internacional e permanecendo, até
hoje, uma questão social e política sem solução e fonte de tensões.

"A Santa Sé, que ao longo dos séculos não deixou de denunciar a
violência e defender os direitos dos mais frágeis, continuará a
apoiar todo esforço voltado a construir uma paz sólida e duradoura" _
disse o Santo Padre.

O Papa, manifestando um "sincero apreço" pelas boas relações que
ligam a Santa Sé ao governo armênio, evidenciou, em nível ecumênico,
os análogos sentimentos que unem o Vaticano à antiqüíssima Igreja
apostólica Armênia _ diversa da Igreja católica _ à qual pertence 98%
da população local.

"A estima e a amizade existente entre as duas comunidades eclesiais
terá seguramente repercussões positivas para a pacífica convivência
de todo o povo armênio, chamado a enfrentar muitos desafios sociais e
econômicos", concluiu JPII.

Antes de deixar o Vaticano, o Presidente Kocharian visitou pátio
norte da Basílica de São Pedro, onde na semana passada o Papa
abençoou a imagem de São Gregório o "Iluminador", o evangelizador da
Armênia. (RL)


8 - João Paulo II chama o povo armênio a construir uma paz verdadeira
e estável

VATICANO, 28 Jan. 05 (ACI).- O Papa João Paulo II recebeu ao
presidente da República da Armênia, Robert Kocharian, a quem
expressou o desejo de que surja no país "uma paz verdadeira e
estável".

Durante o encontro, o Papa manifestou sua esperança de uma paz
sólida "na região de Nagorno-Karabaj" e explicou que para isso "é
necessário um rechaço decidido da violência, um diálogo paciente
entre as partes, assim como uma mediação internacional ativa".

João Paulo II também recordou as boas relações existentes entre a
Santa Sé e o governo armênio, agarrei como o desejo mútuo de que a
colaboração entre ambos estados cresça, aperfeiçoando o status da
Igreja Católica "onde a situação assim exigir".

"Sei que a comunidade católica é bem acolhida e respeitada e suas
diversas atividades contribuem ao bem-estar de toda a nação",
expressou.

O Papa afirmou que com a Igreja Apostólica Armênia "existem relações
de estima e de amizade". Indicou que "este entendimento, que é mais
ativa graças à iniciativa do Catholicos Karekin II, terá sem dúvida
repercussões positivas para a convivência pacífica de todo o povo
armênio, chamado a enfrentar muitos desafios sociais e econômicos".

Finalmente assinalou que a Santa Sé, "que ao longo dos séculos nunca
deixou que denunciar a violência e defender os direitos dos mais
débeis, seguirá sustentando todos os esforços para construir uma paz
sólida e estável".

O Papa João Paulo II e o presidente Kocharian tiveram anteriormente
dois encontros. O primeiro se realizou em 1999 no Vaticano e o
segundo em Yerevan em 2001, durante a viagem apostólica a este país.


9 - ARCEBISPO MESROP MUTAFIAN PROCESSA A UGAB POR CAUSA DO INSTITUTO
EDUCACIONAL MELKONIAN, NO CHIPRE

www.armenia.com.br 28/01/2005

Los Angeles, EE.UU. e Nicósia, Chipre (Asbarez/Gibrahayer) - Fontes
fidedignas confirmaram que, no seu direito fiduciário com relação ao
legado de Garabet Melkonian, o Arcebispo Mesrop Mutafian, como
Patriarca dos Armênios de Constantinopla, instaurou um processo em
13/01 contra a União Geral Armênia de Beneficência - UGAB, com sede
em Nova York, nos EE.UU. O processo refere-se principalmente ao
anúncio formal da Diretoria Central da UGAB, ainda em março de 2004,
sobre o encerramento das atividades do Instututo Educacional
Melkonian em Nicósia, Chipre, ao fim do ano letivo de 2005. Como se
recorda, em julho de 1921, o notório empresário armênio Garabey
Melkonian doou uma importância ao Patriarca Armênio de
Constantinopla, Zaven Der Yeghiayan, a fim de que fossem
estabelecidas e mantidas escolas armênias, assim como fossem
realizadas diversas obras de caridade para o povo armênio. Em 1924, o
valor do presente estava entre US$ 5.3 milhões, e de acordo com
solicitação de Melkonian, deveria ser construído uma escola e
orfanato com o nome de Instituto Educacional Melkonian, em Nicósia,
Chipre. Em 1925, o Patriarca Der Yeghiayan transferiu toda a doação,
incluindo o Instituto Educacional Melkonian para a UGAB, devido à
comprovada habilidade e gerenciamento desta.


10 - Inaugurada a Exposição "Rússia Cristã Ortodoxa"

Voz da Rússia 27/01/2005

A ação contemporânea da Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia aparece
ilustrada na exposição "Rússia Cristã Ortodoxa", inaugurada na quarta-
feira em Moscou. Do encontro internacional organizado por ocasião da
inauguração desse evento participaram o patriarca Aleksi II e 200
organizações religiosas e 155 organizações laicas de 60 cidades da
Rússia, Ucrânia, Belarus e Alemanha. Este ano, o tema da exposição
é "Educação através do Livro".


11 - Patriarcado insiste em introduzir aulas de religião nas escolas

Ria - Novosti "VREMIA NOVOSTEI" 28/01/05

A Igreja Ortodoxa Russa (IOR) continua a insistir na introdução de
aulas de religião nos programas escolares. Se há alguns anos os
representante da IOR eram cautelosos, ontem o metropolita Kliment,
dirigente da Administração do Patriarcado de Moscovo, declarou
abertamente a necessidade de introduzir o Catecismo ortodoxo nos
programa escolares. "Não devemos ter medo", disse, baseando-se no
exemplo da Europa Ocidental.

O metropolita Kliment propôs fazer com que esta disciplina nas
escolas seja opcional. Na sua opinião deve ser ministrado o Catecismo
nas regiões ortodoxas e os fundamentos da cultura muçulmana nas
regiões islâmicas, tendo assegurado que as aulas de religião não irão
prejudicar de modo nenhum o caracter laico do ensino nas escolas.

No que se refere a Introdução à Religião, a disciplina proposta pelo
Ministério da Educação, esta será demasiado difícil para os alunos
das escolas, diz o metropolita, enquanto a disciplina proposta pela
Igreja, as Bases da Cultura Ortodoxa, dá oportunidade aos alunos de
conhecerem os princípios morais da Igreja Ortodoxa, a sua história e
como se foi formando a cultura da Rússia e a sua mentalidade.

O Patriarca de Moscovo advoga já há muito a presença da Igreja nas
escolas, mas até agora a Igreja e o Estado não conseguiram chegar a
acordo. Durante os últimos três anos o Ministério da Educação ora ia
ao encontro da Igreja ora se afastava, defendendo o carácter laico do
ensino.

O ministro da Educação, Andrei Fursenko, assume uma posição de
compromisso, aceitando a ideia de abrir as portas das escolas à
religião, se for ministrada por professores laicos no âmbito das
disciplinas histórico-culturais. Há dias o ministro confirmou a sua
decisão durante a sua recente digressão por diversas regiões do país.


12 - Novo bispo para a Arquidiocese Ortodoxa de Portugal e Espanha do
Patriarcado Ecumênico de Constantinopla

Fonte: www.ecclesia.com.br 27/01/2005

Acolhendo proposta de S. S. Bartolomeu I, o Santo Sínodo do
Patriarcado Ecumênico elegeu no último dia 12 (Janeiro) o jovem
arquimandrita Hilarion Rudnik (decendente de ucranianos e decano da
paróquia ortodoxa São Pantaleímon de Porto - Portugal) como bispo
auxiliar do arcebispo Epiphanios, metropolita de Portugal e Espanha.
O novo bispo, que recebeu o título de "Bispo de Telmissos", nasceu em
1972 na Ucrânia, é graduado em teologia pela Faculdade Teológica da
Universidade de Tessalônica (Grécia). Foi ordenado diácono pelo
metropolita Panteleíon de Tyrolois (Abade do Monastério de Vlataton -
Tessalônica) e sacerdote pelo arcebispo Vsevolod de Skopelos (Igreja
Ortodoxa Ucraniana - Chicago - EUA). Sua sagração episcopal ocorrerá
em Constantinopla neste próximo sábado, 29 de Janeiro.


13 - Cristãos ortodoxos celebram Natal a 7 de Janeiro

Portugal Diário 05/01/05

Natal de Cristo vai ao encontro de todos os imigrantes.

Católicos e ortodoxos vão juntar-se sexta-feira, na Igreja de S.
Domingos, em Lisboa, para celebrarem o Natal do Imigrante durante uma
missa que pretende unir as diferentes confissões cristãs. "Os
cristãos ortodoxos celebram o Natal a 7 de Janeiro e os católicos a
25 de Dezembro. Apesar de assinalarem a data em dias diferentes, o
Natal de Cristo vai ao encontro de todos os imigrantes", disse à
Agência Lusa o padre Josafat Andri Koval, responsável pela capelania
dos ucranianos de Lisboa, para justificar o tema da
celebração: "Oriente e Ocidente: unidos no mesmo Natal". Para esta
celebração, que se realiza às 19:00, são esperados mais de mil
imigrantes residentes na área do patriarcado de Lisboa, a maioria
naturais da Ucrânia. Além desta celebração promovida pela Pastoral
de Migrações de Lisboa, o Natal dos ortodoxos é assinalado em
Portugal pelos imigrantes oriundos dos países de Leste com vigílias
em igrejas de Lisboa, Porto e Faro. Os cristãos ortodoxos na região
de Lisboa vão reunir-se a partir das 21:00 de quinta-feira no
Convento dos Cardais para uma vigília com liturgia. No Porto, os
imigrantes de Leste também se vão juntar numa igreja da Rua da
Constituição para celebrarem o nascimento de Jesus Cristo. Os
ortodoxos residentes na região sul do país vão assinalar a data com
uma vigília numa igreja de Faro. "As comemorações são feitas em
Portugal em igrejas cedidas pelos católicos aos ortodoxos", disse à
Agência Lusa o padre Alexandre Bonito, da Igreja Ortodoxa Grega em
Portugal. Alexandre Bonito esclareceu que os cristãos ortodoxos
também celebram o Natal a 25 de Dezembro, mas um atraso de 14 dias no
calendário (alguns países de Leste seguem o calendário antigo
juliano) leva a que o nascimento de Jesus Cristo seja comemorado a 07
de Janeiro. Por outro lado, explicou que os cristãos ortodoxos
gregos, búlgaros e moldavos, que seguem o calendário juliano
reformado (como os portugueses), assinalam a data a 25 de Dezembro.
Além da festa religiosa, os cristãos ortodoxos comemoram o Natal em
família e na companhia de amigos. "A partir da meia-noite amigos e
familiares juntam-se à mesa para uma ceia e para a troca de
presentes", disse à Agência Lusa a russa Ksenia, da Respublika -
Associação de Imigrantes Russófonos. Para os ortodoxos, a ceia de
Natal põe fim a um período de cerca de três semanas de jejum, durante
o qual é proibido comer carne. Entre os pratos típicos, na mesa de
Natal dos imigrantes de Leste vai figurar uma receita especial "de
grão, carne, passas, peixe" e para os mais abonados caviar amarelo e
preto. Longe das igrejas e das reuniões familiares, os imigrantes
ortodoxos também se vão juntar domingo em Belém, junto à maior árvore
de Natal da Europa, numa festa organizada pelo Millenium BCP e Wester
Union. Música, palhaços, jogos e teatros infantis são algumas das
actividades que preenchem esta festa de Natal. De acordo com o site
da Igreja Ortodoxa Grega, vivem em Portugal perto de cem mil
ortodoxos provenientes da Ucrânia, Moldava, Roménia, Rússia,
Bulgária, Jugoslávia e Grécia.


14 - 1918: Desapropriação da Igreja Ortodoxa russa

Folha On Line, retirado do Deutsche Welle, na Alemanha 20/01/2005

No dia 23 de janeiro de 1918, Lenin publicou um decreto que rompia
com todas as ligações entre a Igreja Ortodoxa e o Estado. Os bens da
Igreja foram desapropriados, o ensino de religião foi proibido.
Durante cerca de 70 anos, enquanto existiu a União Soviética, a fé
ortodoxa não foi professada abertamente. Nenhum ocupante de cargo de
destaque podia deixar transparecer sua fé religiosa, sem temer
drásticas represálias.

"A nossa Igreja vive uma época de renascimento das formas
tradicionais dos seus testemunho e serviço, que foram destruídas nas
sete décadas pós-revolucionárias da sua existência no Estado
totalitário ateísta", relatou o patriarca Alexis II de Moscou,
durante a sua visita à Alemanha, em 1995.

"Após o fim do domínio soviético, milhares de comunidades, centenas
de mosteiros de homens e de mulheres, muitas escolas religiosas
ressurgiram ou foram criadas. Estruturas missionárias são
reconstruídas, o ensino religioso se desenvolve. O serviço social da
Igreja, rigorosamente proibido na época soviética está sendo
reinstalado", acrescentou.

Setenta anos de inverno russo
O início desses 70 anos de permanente inverno russo pode ser datado
com precisão: no dia 23 de janeiro de 1918, menos de três meses
depois da Revolução de Outubro, Lenin publicou o decreto
intitulado "Sobre a separação entre a Igreja e o Estado e entre a
escola e a Igreja". Ele foi divulgado exatamente quando se realizava
o concílio nacional da Igreja Ortodoxa, com o qual ela pretendia
libertar-se da tutela estatal da época czarista, restabelecendo o
Patriarcado. O concílio não desejava, naturalmente, uma libertação
leiga, que alijasse a Igreja da sociedade, transformando-a em
instituição privada. Por isso, protestou contra o decreto de Lenin,
mas sem qualquer resultado.

Assim, a Igreja Ortodoxa teve de resignar-se dali em diante com o
fato de que só possuía liberdade de culto, enquanto não perturbasse a
ordem pública e enquanto os fiéis não deixassem de cumprir seus
deveres cívicos. O ensino de religião foi abolido nas escolas
públicas; os bolcheviques queriam erigir um sistema estatal ateísta,
de acordo com o materialismo dialético. Mas, sobretudo, foram
desapropriados os imóveis e terrenos da Igreja, seus templos e
prédios - tudo foi incluído no rol do patrimônio popular. Desta
maneira, foi retirada da Igreja a base material da sua existência.

Segundo o decreto de Lenin, todas as comunidades religiosas perderam
os direitos de pessoa jurídica, não podendo ter propriedades, nem
receber qualquer tipo de ajuda estatal. Embora as demais Igrejas
também fossem atingidas pelo decreto, elas consideraram justo o corte
dos privilégios dos ortodoxos que antes constituíam praticamente uma
Igreja estatal. Mas, no fundo, todos os direitos da Igreja foram
abolidos.

Conseqüências da privatização da Igreja
O arcebispo Longin, representante permanente do Patriarca de Moscou
na Alemanha, descreve da seguinte maneira as conseqüências dessa
privatização da Igreja: "Durante o domínio comunista, as pessoas não
podiam demonstrar abertamente que eram integrantes da Igreja. Elas só
podiam exercer a sua religiosidade em casa e iam às igrejas apenas em
casos muito especiais. Quando ocupavam algum tipo de cargo público,
como professor ou em outra função importante na sociedade, não podiam
deixar transparecer a sua fé."

Inicialmente, a Igreja pagou também um elevado tributo de sangue:
durante a guerra civil, antes que os bolcheviques pudessem constituir
a União Soviética em dezembro de 1922, foram assassinados 25 bispos,
quase 3000 sacerdotes, cerca de 2000 monges e freiras, assim como
15.000 fiéis, aproximadamente. A fim de evitar tal martírio, o
Patriarcado de Moscou declarou-se, muitas vezes, leal ao Estado
soviético e conclamou os fiéis a assumirem a mesma posição. Isso
provocou divisões, algumas Igrejas Ortodoxas russas no Exterior
distanciaram-se criticamente do Patriarcado de Moscou. Mas, mesmo
atitudes de bajulação não livraram a Igreja de uma dura perseguição.
Ela só pôde sobreviver, graças à fidelidade das camadas mais simples
da população russa.

Como explica o patriarca Alexis II de Moscou: "A lealdade à fé
ortodoxa é um dos traços mais importantes do caráter nacional do povo
russo. Mas a Igreja Ortodoxa jamais teve um caráter chauvinista. A
Igreja só pôde respirar aliviada, depois que ruiu a hegemonia
soviética; desde então, desenvolve-se também um princípio de relação
cooperativa entre a Igreja e o Estado na Rússia."

Hajo Goertz / am


15 - CONSTRUÇÃO ECUMÊNICA DA PLENA UNIDADE DEVE SEDIMENTAR-SE NO
ÚNICO FUNDAMENTO, QUE É CRISTO, AFIRMA CARDEAL KASPER

Cidade do Vaticano, 26 jan (Rádio Vaticano) - "A construção ecumênica
da plena unidade dos cristãos resistirá, somente se ela for
sedimentada no único fundamento que é Jesus Cristo, e não na
sabedoria do mundo."

Foi o que disse, na tarde de ontem, terça-feira, na Basílica romana
de São Paulo "fora dos muros", o Cardeal Walter Kasper, Presidente do
Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, que
presidiu, em nome do Santo Padre, à celebração das Vésperas, na
conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.

Iniciada terça-feira da semana passada, a Semana de Oração teve como
tema a passagem da I Carta de São Paulo aos Coríntios: "Cristo único
fundamento da Igreja".

"Rezar juntos, antecipando a alegria da plena comunhão: foi assim
durante a Semana de Oração e também ontem à tarde, durante a
celebração das Vésperas na qual os representantes _ dentre outros _
do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, da Igreja Luterana, Copta-
ortodoxa e Anglicana se alternaram entre as leituras e orações.

A celebração realizou-se na Basílica dedicada ao incansável "apóstolo
das gentes" _ Paulo _ no dia de sua conversão. E não existe
verdadeiro ecumenismo sem conversão interior, como está escrito
na "Unitatis Redintegratio", o documento conciliar citado também pelo
Cardeal Kasper em sua homilia.

"Hoje é preciso olhar para o futuro do movimento ecumênico _ disse o
purpurado _ sobre o qual pesam reticências e frustrações. Certamente
não faltam propostas inovadoras, mas a que nos é dada pela Carta de
Paulo aos Coríntios _ tema da Semana de Oração deste ano _ é
diversa: "Paulo nos convida a refletir novamente sobre o fundamento
do nosso trabalho. A sua resposta é claríssima: ninguém pode colocar
um fundamento diferente daquele que já se encontra, que é Jesus
Cristo."

Portanto, a resposta aos novos desafios é uma resposta de fé, isto é,
radicada no espírito de Cristo, único fundamento da Igreja. Isso
exclui as divisões e explica o compromisso ecumênico: "Desse modo,
Jesus cristo não é somente o fundamento mas é a finalidade do nosso
compromisso ecumênico. Nele todos seremos uma só coisa."

O maior desafio do presente é reforçar o nosso fundamento comum _
prosseguiu o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da
Unidade dos Cristãos _, e isso comporta pelo menos três coisas:
Voltar a nutrir-se das Sagradas Escrituras, na qual está a presença
real de Jesus Cristo; viver conformes ao vínculo batismal que já nos
une, sem abrir novos abismos que impedem um testemunho comum; e por
fim, crescer no amor pela Igreja, Corpo e Templo de Cristo. (RL)


16 - Patriarca de Bagdad apela à participação dos cristãos nas
eleições

Agência Ecclesia 28/01/2005

Insegurança marca o clima no país

O Patriarca da Igreja Católica caldeia no Iraque considera que os
cristãos do país têm o dever de votar no próximo Domingo para eleger
a próxima Assembleia Nacional.

"As eleições são para o bem do país, para a nossa liberdade e
democracia, pelo que é dever de todos os iraquianos ir votar",
referiu à agência missionária Misna D. Emmanuel Delly.

A dois dias das eleições, às quais são chamadas 14 milhões de
pessoas, o Patriarca de Bagdad relata que continuam a existir
tensões "entre os que são favoráveis ao escrutínio e os que procuram
anulá-lo, a qualquer custo".

D. Emmanuel Delly espera que, apesar desta situação, "as pessoas vão
votar", mas deixa claro que não é possível, neste momento, prever se
a afluência às urnas será baixa ou elevada.

"Esperemos que tudo corra pelo melhor", são os votos que deixa.

Núncio Apostólico lamenta insegurança
O representante do Papa no Iraque considera que as eleições "não
serão perfeitas e não serão como gostaríamos que fossem, em
circunstâncias deste género".

O Núncio D. Frenando Filoni faz votos de que haja "uma livre e eficaz
participação de todos os membros da sociedade" para eleger os 275
membros da Assembleia Nacional que vai redigir a futura Constituição
do Iraque.

"Para isso, é necessário levar em consideração a insegurança, de modo
a tentar iniciar um processo que seja pelo bem de todo o povo
iraquiano", acrescentou em declarações à Rádio Vaticano.

Os cristãos representam apenas 3% da população iraquiana e não têm
uma força para propor grandes linhas políticas autónomas, mas segundo
o Núncio, "podem dar o seu contributo em favor da paz".

Octávio Carmo


17 - NÚNCIO APOSTÓLICO NO IRAQUE FAZ VOTOS DE QUE ELEIÇÕES NO PAÍS
CONTEM COM A LIVRE PARTICIPAÇÃO DE TODOS

Bagdá, 27 jan (Rádio Vaticano) - Faltam três dias para as eleições no
Iraque. A propósito, o Núncio Apostólico no país, Dom Fernando
Filoni, comentou a realização do pleito...

"As eleições não serão perfeitas e não serão como gostaríamos que
fossem, em circunstâncias deste gênero" _ disse o Núncio. Em todo o
caso, Dom Filoni faz votos de que haja uma livre e eficaz
participação de todos os membros da sociedade. Mas para isso, é
necessário levar em consideração essa insegurança, para tentar
iniciar um processo que seja pelo bem de todo o povo iraquiano.

Dom Filoni lembra que os cristãos são somente 3-4% da população, e
não têm uma força para propor grandes linhas políticas autônomas. Mas
segundo o Núncio, mesmo assim, os cristãos podem dar sua contribuição
em favor da paz. (BF)


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