BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 19 -
20 de janeiro de 2005
MENSAGEM
Prezados
Irmãos em Cristo,
Felizmente
a maioria das notícias deste número do nosso Boletim se
refere à
libertação do Arcebispo Sírio-Católico de Mossul. Peço uma
oração de
agradecimento à Deus pelo término do seqüestro.
Ressalto
que apesar de algumas matérias parecerem repetidas, o
objetivo
do nosso Boletim é ser um "clipping" de notícias, mostrando
como um
mesmo assunto é tratado pelas diversas agências de notícias.
Que Deus
nos abençoe.
Saudações
Fraternais,
Luis
Felipe
e-mail: [email protected]
ÍNDICE
1 -
Libertado o Arcebispo de Mosul
2 - Dom
Casmoussa chegou ao Episcopado
3 -
Satisfação pela libertação do Arcebispo de Mossul: "O Santo Padre
foi imediatamente
informado e agradeceu a Deus pelo feliz êxito do
episódio"
4 -
Cristãos no Iraque: mapa completo das diferentes comunidades
religiosas
e da situação dos cristãos, em janeiro de 2005
5 -
"Os cristãos perdoam as violências sofridas e continuam a esperar
e
trabalhar pela convivência pacífica de todos os iraquianos" diz Pe.
Nizar
Semaan após a libertação do Arcebispo siríaco de Mosul
6 -
Comunidade sírio-católica do Iraque, uma história que remonta as
Cruzadas
7 -
IRAQUE-BISPO: PLANO DE RETIRADA DEVE SER APLICADO, CASMOUSSA
8 -
ARCEBISPO LIBERTADO NO IRAQUE PEDE A EUA UM PLANO DE RETIRADA DO
PAÍS
9 - DOM
CASMOUSSA, ARCEBISPO CATÓLICO SÍRIO DE MOSSUL, IRAQUE, FAZ
APELO À
COMUNIDADE INTERNACIONAL
10 -
Seqüestradores do arcebispo iraquiano mudaram de atitude ao
saber
quem era
11 -
Libertado o arcebispo seqüestrado no Iraque esta segunda-feira
12 -
Arcebispo de Mossul critica responsáveis pelo caos e desordem no
Iraque
13 -
Libertado D. Basile Georges Casmoussa
14 -
Raptores do arcebispo siro-católico de Mossul exigem 200 mil
dólares
pelo resgate
15 -
IRAQUE: VATICANO CONDENA SEQÜESTRO DO BISPO
16 -
Iraque: Arcebispo sírio-católico de Mossul foi libertado pelos
raptores
17 -
Vaticano saúda libertação do arcebispo iraquiano
18 -
Rapto do arcebispo de Mossul não teve motivos religiosos
19 - D.
Basile Georges Casmoussa não foi maltratado
20 -
Seqüestradores do bispo católico pedem 200 mil dólares de resgate
21 -
Seqüestro de bispo pode ter sido uma advertência
22 -
Arcebispo seqüestrado no Iraque é libertado
23 - João
Paulo II manifesta satisfação com libertação de arcebispo
24 -
Rebeldes libertam arcebispo seqüestrado no Iraque
25 -
Arcebispo: "Meu seqüestro foi uma casualidade"
26 -
Libertado o arcebispo católico seqüestrado em Mossul
27 -
França: Refugiados caldeus e assírios auxiliam vítimas do
tsunami
28 -
Mensagem de S. Santidade, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I
sobre
calamitoso Tsunami que atingiu o Sudeste da Ásia
29 -
Carta de S. Santidade Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de
Constantinopla,
ao Presidente eleito da Ucrânia, Victor Yushchenko
30 -
Festa do Batismo do Senhor
31 - SERÁ
INAUGURADO UM MONUMENTO DE SÃO GREGÓRIO, O ILUMINADOR, NO
VATICANO
32 - O
Papa recebe o Patriarca da Armênia e abençoa imagem do
Padroeiro
33 -
Apóstolo da Arménia recordado no Vaticano
34 - João
Paulo II apela à purificação da memória nas relações entre
cristãos
NOTÍCIAS
1 -
Libertado o Arcebispo de Mosul
Mosul
(Agência Fides) - Dom Basile Georges Casmoussa, o Arcebispo
sírio-católico
de Mosul, está livre. É o que disse à Agência Fides
Pe. Nizar
Semaan, sacerdote iraquiano, segundo o qual, "Dom Casmoussa
estará em
minutos no Episcopado".
Dom
Casmoussa foi seqüestrado ontem, 17 de janeiro, por um grupo
aramado
desconhecido. (L.M.) (Agência Fides 18/1/2005)
2 - Dom
Casmoussa chegou ao Episcopado
Mosul
(Agência Fides) - Dom Basile Georges Casmoussa chegou a casa.
Fontes do
Episcopado deram o anúncio á Agência Fides, precisando que
não foi
pago resgate pela libertação do Arcebispo de Mosul. Dom
Casmoussa
está em boas condições de saúde e foi recebido com caloroso
afeto e
exultação. (L.M.) (Agência Fides 18/1/2005)
3 -
Satisfação pela libertação do Arcebispo de Mossul: "O Santo Padre
foi
imediatamente informado e agradeceu a Deus pelo feliz êxito do
episódio"
Cidade do
Vaticano (Agência Fides) - O Diretor da Sala de Imprensa da
Santa Sé,
Dr. Joaquín Navarro-Valls, fez esta manhã a seguinte
declaração:
"Com grande satisfação, recebemos a notícia da libertação
do
Arcebispo de Mossul (Iraque), Dom Basile Georges Casmoussa, que
havia
sido seqüestrado na tarde de ontem. O Santo Padre foi
imediatamente
informado e agradeceu a Deus pelo feliz êxito deste
episódio.
Não foi pago algum resgate. O seqüestro havia gerado
surpresa,
porque o Arcebispo era muito querido seja por cristãos como
por
muçulmanos".
(S.L.)
(Agência Fides 18/1/2005)
4 -
Cristãos no Iraque: mapa completo das diferentes comunidades
religiosas
e da situação dos cristãos, em janeiro de 2005
Bagdá
(Agência Fides) - Por ocasião do episódio do seqüestro e da
libertação
do Arcebispo sírio-católico de Mosul, Dom Basel George
Casmoussa,
a Agência Fides oferece à atenção dos leitores o
dossiê
"As religiões do novo Iraque", publicado em abril de 2004,
atualizado
com os últimos dados sobre a atual situação dos cristãos
no
Iraque. O dossiê ilustra os grupos étnicos, a composição
religiosa,
as diferentes comunidades cristãs, a evolução dos
problemas
ligados ao fundamentalismo islâmico no pais, há um ano da
queda de
Saddam.
(PA)
(Agência Fides)
Links:
O dossiê
atualizado está disponível (em italianao) no site interno da
Agência
Fides, no link:
http://www.fides.org/ita/dossier/2005/relig_niraq2005.html
Versão de
abril de 2004 do dossiê (em português):
http://www.fides.org/por/dossier/2004/religioni_iraq2004.doc
5 -
"Os cristãos perdoam as violências sofridas e continuam a esperar
e
trabalhar pela convivência pacífica de todos os iraquianos" diz Pe.
Nizar
Semaan após a libertação do Arcebispo siríaco de Mosul
Mosul
(Agência Fides)- "A libertação do Arcebispo Basile Georges
Casmoussa
é uma grande alegria para toda a comunidade cristã de
Mosul"
- diz à Agência Fides Pe. Nizar Semaan, saccerdote iraquiano de
Mosul.
Pe. Nizar
afirma também que "os cristãos perdoam as violências
sofridas
e continuam a esperar e trabalhar pela convivência pacífica
de todos
os iraquianos".
A
comunidade sírio-católica conta cerca 75.000 fiéis, divididos em
duas
dioceses, Bagdá e Mosul. O Bispo de Bagdá é Dom Athanase Matti
Shaba
Matoka, e o de Mosul, Dom Basile Georges Casmoussa.
Após a
missão de jesuítas e franciscanos capuchinhos, iniciada em
Aleppo
(Síria) em 1626, uma parte da Igreja sírio-antioquena,
chamada
"jacobita", decidiu unir-se à Igreja de Roma, formando assim
a Igreja
sírio-antioquena católica, mas mantendo a herança patrística
e
litúrgica. No Iraque, os sírio-católicos encontram-se de sul a
norte: em
Basra, existe uma pequena comunidade; em Bagdá, há cerca de
30 mil
fiéis; em Kirkuk e Mosul quase 45.000 fiéis. As línguas usadas
na
liturgia são o árabe, sobretudo nas grandes cidades, e o aramaico,
na
maioria das aléias ao redor de Mosul, como em Karakosh, aonde se
concentram
quase 25,000 fiéis. Recorda-se que o Patriarcado dos sírio-
católicos
situa-se em Beirute, no Líbano. (L.M.) (Agência Fides
18/1/2005)
6 -
Comunidade sírio-católica do Iraque, uma história que remonta as
Cruzadas
CIDADE DO
VATICANO, 18 jan (AFP) - A comunidade sírio-católica no
Iraque,
cujo arcebispo Georges Casmoussa foi seqüestrado na segunda-
feira e
libertado nesta terça-feira, conta com 75.000 membros e sua
história
remonta às Cruzadas.
A
comunidade se concentra essencialmente em Bagdá (30.000 fiéis) e na
região
norte de Mossul e Kirkuk (45.000), segundo a agência católica
Fides.
Também existe uma pequena comunidade em Basra, sul do país
Esta
igreja nasceu das boas relações, estabelecidas na época das
Cruzadas
(a primeira aconteceu no final do século XI), entre
católicos
e bispos sírios ortodoxos.
Jesuítas
e franciscanos da Síria executaram uma missão no século XVII
que
permitiu o retorno de vários fiéis à Igreja de Roma, segundo a
agência.
As
línguas litúrgicas desta comunidade são o árabe e o siríaco, uma
língua
aramaica muito difundida no Oriente Médio na Antigüidade. A
Igreja
depende de um Patriarcado com sede em Beirute.
De acordo
com a Fides, a maioria dos sírio-católicos está na Síria,
Líbano e Iraque.
A maior
comunidade católica do Iraque é composta pelos caldeus, que
são quase
700.000, segundo a Fides.
O
monsenhor Basile Georges Casmoussa nasceu no dia 15 de outubro de
1938 em
Karakoche, norte do Iraque.
Casmoussa
foi ordenado sacerdote em 1962 e nomeado arcebispo pelo
Papa João
Paulo II em 1999.
A
comunidade sírio-católica de Bagdá é dirigida pelo arcebispo
Athanase
Matti Shaba Matoka.
7 -
IRAQUE-BISPO: PLANO DE RETIRADA DEVE SER APLICADO, CASMOUSSA
BEIRUTE,
18/01/2005 (ANSA) - O bispo de Mossul, monsenhor Basile
Georges
Casmoussa, expressou hoje que "é preciso fazer com que os
Estados
Unidos compreendam a necessidade da aplicação de um plano de
retirada
do Iraque, e que é necessário dar aos iraquianos a
possibilidade
de governar o país com uma soberania plena e
ilimitada".
O bispo
foi libertado esta manhã depois de ter sido seqüestrado
ontem por
um grupo de homens armados no norte do Iraque.
"Agradeço
ao Papa, por quem me senti fortemente apoiado nesta
situação
que para mim é nova. Foram os próprios seqüestradores que me
informaram
esta manhã de seu pedido, que, creio, foi um fator
decisivo
para minha libertação", disse uma entrevista via telefone à
Ansa em
Mossul.
8 -
ARCEBISPO LIBERTADO NO IRAQUE PEDE A EUA UM PLANO DE RETIRADA DO
PAÍS
Bagdá, 18
jan (Rádio Vaticano) - Dom Basile Georges Casmoussa,
seqüestrado
nesta segunda-feira, no Iraque, foi libertado esta manhã.
Fontes
iraquianas descartaram o pagamento dos 200 mil dólares
exigidos
pelos seqüestradores.
Dom
Basile, Arcebispo católico sírio de Mossul, afirmou não ter sido
maltratado
por seus seqüestradores e acredita que seu seqüestro tenha
sido uma
casualidade.
O prelado
iraquiano assegurou que os seqüestradores o trataram de
maneira
amigável e que, quando souberam que se tratava de um
arcebispo,
mudaram de comportamento.
Dom
Basile fez um apelo à comunidade internacional, por meio da
agência
de notícias italiana ANSA: "É necessário que os EUA entendam
que deve
haver um plano de retirada do Iraque, para dar aos
iraquianos
a possibilidade de governar o país com soberania plena e
não
limitada" _ disse o Arcebispo.
O
Patriarca de Babilônia dos Caldeus, Dom Emmanuel III Delly, afirmou
que o
anômalo seqüestro demonstra que não se tratou de um ataque
contra os
cristãos. Para o chefe da Igreja Caldéia, "o verdadeiro
problema
no Iraque é o caos em que se encontra o país".
Aproximadamente
800 mil cristãos vivem no Iraque. Eles representam
quase 3%
dos 22 milhões de iraquianos. Os católicos caldeus são
maioria
entre os cristãos iraquianos: quase 70%. Embora tivessem
pouco
poder durante o regime de Saddam Hussein, os cristãos tinham
liberdade
de culto e não se sentiam ameaçados.
Esse
cenário mudou depois da ocupação dos EUA, com freqüentes ataques
contra
igrejas e mesquitas, o que tem levado os cristãos ao êxodo.
JPII, que
se opôs com veemência à guerra no Iraque, recebeu a notícia
da
libertação do Arcebispo com grande satisfação. (WM)
9 - DOM
CASMOUSSA, ARCEBISPO CATÓLICO SÍRIO DE MOSSUL, IRAQUE, FAZ
APELO À
COMUNIDADE INTERNACIONAL
Bagdá, 19
jan (Rádio Vaticano) - "É necessário que os EUA entendam
que deve
haver um plano de retirada do Iraque, para dar aos
iraquianos
a possibilidade de governar o país com soberania plena e
não
limitada" _ disse o Arcebispo, vítima de um seqüestro na segunda-
feira, e
libertado ontem _ lembrando que o momento não é ideal para
que se
realizem eleições no país.
"Como
simples cidadão, suponho que as eleições sejam, por si só, um
bem,
porque darão voz ao povo depois de um longo período. Mas eu me
pergunto,
porém, se o atual clima de insegurança seja adequado para
garanti-las.
A situação é muito tensa" _ comentou o prelado.
O Bispo
Auxiliar caldeu de Bagdá, Dom Shlemon Warduni, descreveu ao
diário
italiano "La Stampa", o caos que se tornou o cotidiano do
Iraque
ocupado: "A vida é difícil, em virtude da falta de estruturas,
de
gasolina, eletricidade, e sobretudo porque a criminalidade
aumentou
muito."
Segundo
Dom Warduni, "a maioria das pessoas não é contra os cristãos,
mas a
situação não é tranqüila, não existe paz e existem os fanáticos
que se
aproveitam disso". Dom Warduni mostra-se reticente em relação
a uma
possível retirada das tropas de ocupação norte-americanas. Para
ele,
neste momento, é difícil fazer previsões, mas "se os marines
fossem
embora _ argumenta _ a situação poderia até piorar". (WM)
10 -
Seqüestradores do arcebispo iraquiano mudaram de atitude ao
saber
quem era
Segundo
explica o próprio Dom Basile Georges Casmoussa
CIDADE DO
VATICANO, terça-feira, 18 de janeiro de 2005 (ZENIT.org).-
O
arcebispo sírio-católico de Mosul (norte do Iraque), libertado esta
terça-feira
depois de um seqüestro de algumas horas, considera que
foi
levado por engano, pois seus seqüestradores mudaram de atitude ao
se dar
conta de quem era.
«Estou
feliz de ter voltado ao arcebispado, onde me esperavam muitos
amigos e
fiéis. Dou graças a Deus por esta experiência, afirmou Dom
Basile
Georges Casmoussa em declarações aos microfones de «Rádio
Vaticano»
ao ficar em liberdade.
«Em
geral, posso dizer que não fui maltratado. Os seqüestradores
foram
muito gentis comigo. Ao se darem conta de que era um bispo, sua
atitude
mudou e me libertaram ao meio-dia --antes da hora fixada--
sem
resgate», acrescenta.
Segundo revelou
o arcebispo caldeu (católico) de Mosul, Dom Paulos
Faraj
Rahho, à agência missionária «Misna», em um primeiro momento,
os
seqüestradores haviam pedido um resgate de 200 mil dólares.
Segundo a
versão do arcebispo e da Santa Sé, eles decidiram depois
renunciar
à soma e deixar em liberdade o prelado.
O
arcebispo foi detido por homens armados que o obrigaram a entrar em
um carro
depois de ter visitado uma família de sua arquidiocese que
se
encontrava em luto.
Como
afirmou o porta-voz da Santa Sé, Joaquin Navarro-Valls, o
prelado,
de 66 anos, é «muito querido tanto por cristãos como por
muçulmanos».
«Fui
direto com eles, respondi a suas perguntas de maneira ponderada.
E eles se
comportaram bem», revela.
O prelado
afirma que seus seqüestradores lhe disseram na manhã de
terça-feira
que «inclusive o Papa havia pedido a libertação. Eu
respondi:
"Graças a Deus"», revela.
O
arcebispo considera que seu seqüestro foi uma «coincidência»,
pois
«neste período, os seqüestros são muito numerosos por estas
partes.
Mas é só minha opinião pessoal. Pelas conversas que tive com
eles, não
pareceu que quisessem atacar a Igreja enquanto tal».
Pelo que
se refere à oportunidade de celebrar as eleições em 30 de
janeiro
no ambiente de insegurança que se dá no Iraque, o prelado
afirma:
«Do meu ponto de vista, não é o momento adequado. Antes de
tudo,
temos necessidades de segurança e reconciliação».
O
sacerdote dominicano de Mosul Mikhael Najib, em declarações
à «Rádio
Vaticano», considera que com o seqüestro do bispo «talvez
houve o
intento de pressionar os cristãos de Mosul», região na qual
são
particularmente numerosos.
«Na zona
estão presentes muitos curdos e partidos favoráveis à Síria.
Os
árabes, os muçulmanos, em particular os "mujahidin" querem
pressionar
os cristãos para que expulsem os curdos».
Por sua
parte, o arcebispo Fernando Filoni, núncio apostólico em
Bagdá,
reconhece que não sabe se o seqüestro «foi um autêntico ato
terrorista,
de face às eleições, ou se foi um ato de criminalidade
comum,
para pedir um resgate».
O
seqüestro do prelado se une a outros atos de violência cometidos
contra os
católicos iraquianos e aos atentados contra várias igrejas
em Mosul
e Bagdá cometidos nos meses passados.
11 -
Libertado o arcebispo seqüestrado no Iraque esta segunda-feira
João
Paulo II dá graças a Deus
CIDADE DO
VATICANO, terça-feira, 18 de janeiro de 2005 (ZENIT.org).-
A Santa
Sé manifestou esta terça-feira a «grande satisfação» de João
Paulo II
pela libertação de Dom Basile Georges Casmoussa, arcebispo
sírio-católico
de Mosul (norte do Iraque), que foi seqüestrado essa
segunda-feira
por homens armados.
É o que
afirma um comunicado de imprensa publicado por Joaquín
Navarro-Valls,
diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, emitido pouco
depois de
fontes católicas iraquianas darem a notícia.
«O Santo
Padre foi informado imediatamente e deu graças a Deus pelo
feliz
resultado desta vicissitude», afirma Navarro-Valls.
«Não foi
pago nenhum resgate», acrescenta, explicando que «o
seqüestro
havia suscitado uma grande surpresa, pois o arcebispo era
muito
querido tanto por cristãos como por muçulmanos».
Dom
Basile Georges Casmousa, de 66 anos, é arcebispo sírio-católico
de Mosul
desde 1999. A arquidiocese sírio-católica de Mosul conta com
cerca de
35.000 fiéis.
O
patriarca caldeu de Bagdá, Sua Beatitude Emmanuel Delly, agradeceu
a Deus
pela libertação do prelado e declara: «não foi um ataque
contra os
cristãos».
Em
declarações à agência missionária «Misna», acrescenta: «Não
sabemos
quem é o autor do seqüestro, como de fato não sabemos quem
são os
responsáveis pelo seqüestro de um sacerdote caldeu nos dias
passados,
detido durante 24 horas por homens armados e depois
libertado».
«O
verdadeiro problema é que o Iraque se encontra no caos», constata
o
patriarca, que pede orações aos fiéis do mundo para que «haja paz
em nosso
martirizado país».
12 -
Arcebispo de Mossul critica responsáveis pelo caos e desordem no
Iraque
Fonte:
Agência Ecclesia 18/01/2005
O
arcebispo D. Basile Georges Casmoussa, libertado menos de 24 horas
depois de
ter sido raptado no Iraque, criticou os responsáveis pelo
caos e a
desordem no país, a menos de duas semanas das eleições.
"O
Iraque está mergulhado no caos, onde quer que vamos há desacatos e
temos uma
alta taxa de desemprego", atirou o líder da comunidade siro-
católica
de Mossul, em declarações à agência missionária Misna.
"No
nosso país ainda não há democracia", vincou, apontando o dedo às
forças da
coligação que invadiram o país.
O prelado
foi hoje deixado junto a uma estrada da zona leste de
Mossul,
pelos seus raptores, sem que tivesse sido maltratado. O
próprio
relatou que regressou a casa de táxi e que se encontra "bem".
A
Fundação "Ajuda à Igreja que Sofre" avançou com informações de que
este sequestro
teria motivações políticas. Nas últimas semanas, o
Arcebispo
Casmoussa terá recusado as exigências do grupo "Mossul
Arab"
que pretendia que os cristãos abandonassem Mossul e as
populações
circundantes.
D. Basile
Georges Casmoussa nega que tal tenha acontecido e sustenta
que o seu
rapto "não passou de um erro", dado que nunca tinha
recebido
nenhuma ameaça deste género no passado. "Episódios como este
são
interpretados pelos habitantes locais como um sinal para os
ambientes
eclesiásticos, por parte de grupos extremistas, tendo em
vista as
eleições de 30 de Janeiro e querendo impedir a Igreja de
assumir
um papel de relevo no próximo governo, mas eu não penso que
seja
assim", declarou.
O
Arcebispo de Kirkuk, D. Louis Sako, que participou nas negociações
para a
libertação de D. Georges Casmoussa disse à "Ajuda à Igreja que
Sofre"
que "os cristãos de Mossul estão aterrorizados" e que não
deverão
participar nas eleições, marcadas para o final do mês.
Isso
mesmo admite o arcebispo siro-católico de Mossul, que fala
na
"insegurança" da minoria cristã e acusa os soldados norte-
americanos
de "terem contribuído para dar uma imagem negativa do
Cristianismo",
por serem vistos pelas populações locais como forças
de
ocupação.
D.
Georges Casmoussa, de 66 anos, dirige a Arquidiocese de Mossul
desde
1999 e é bastante popular entre os habitantes da cidade pelo
seu
compromisso no diálogo entre cristãos e muçulmanos, como
sublinhou
esta manhã o porta-voz do Vaticano, Navarro-Valls, ao
anunciar
a sua libertação.
13 - Libertado
D. Basile Georges Casmoussa
Fonte:
Agência Ecclesia 18/01/2005
Foi
libertado há poucos minutos o arcebispo da comunidade siro-
católica
de Mossul, D. Basile Georges Casmoussa, que ontem fora
sequestrado
nessa cidade do norte iraquiano.
A notícia
foi avançado pelo Pe. Petros Mouché, de Mossul, à agência
missionária
Misna. O sacerdote negou que tivesse sido pago qualquer
resgate,
apesar deste ter sido exigido pelos raptores, acrescentando
que
"não é conhecida nem a identidade dos raptores nem os motivos do
sequestro".O
grupo que raptou o arcebispo Casmoussa esta manhã tinha
exigido
200 mil dólares de resgate, segundo adiantou à Misna o
arcebispo
caldeu Paulos Faraj Rahho. O prelado precisou que os
raptores
colocaram D. Casmoussa ao telefone com o vigário-geral da
sua
diocese.
Os
responsáveis religiosos no país têm afirmado que este ataque não
visa a
população cristã em particular. "Estes grupos querem dinheiro
fácil e o
rapto é um caminho rápido para isso", assinala D. Rahho.
.
Octávio
Carmo
14 - Raptores
do arcebispo siro-católico de Mossul exigem 200 mil
dólares
pelo resgate
Fonte:
Agência Ecclesia 18/01/2005
O grupo
que ontem raptou o arcebispo da comunidade siro-católica de
Mossul,
D. Basile Georges Casmoussa, exigiu esta manhã a soma de 200
mil
dólares para o libertar. Os raptores utilizaram o telemóvel do
prelado
para entrar em contacto com o vigário-geral da diocese de
Mossul,
Pe. Tetrus Mosei. O arcebispo trocou algumas palavras com o
Pe.
Mosei, assegurando que se encontra em boas condições de saúde.
A
revelação do sequestro de D. Basile Georges Casmoussa nesta cidade
do norte
do Iraque fora feita ontem pelo director da sala de imprensa
da Santa
Sé, Joaquín Navarro-Valls.
O
Vaticano condenou "este ignóbil acto terrorista", pedindo que o
arcebispo
seja colocada em liberdade, "incólume", para poder
regressar
ao seu serviço. Navarro-Valls não adiantou qualquer
pormenor
sobre as circunstâncias do sequestro do prelado. D.
Casmoussa,
originário de Karakoche, no Iraque, tem 66 anos.
A
comunidade siro-católica conta com 35.000 fiéis concentrados na
região de
Mossul. Numa população de 22 milhões de iraquianos, os
cristãos
são cerca de 750 mil, 70 por cento dos quais católicos
caldeus.
O outro
arcebispo de Mossul, D. Paulos Faraj Rahho, de rito caldeu,
revelou à
agência missionária Misna os contactos levados a cabo pelos
sequestradores,
assegurando que a diocese está a recolher o dinheiro
necessário
para pagar o resgate e criticando a ausência de "segurança
e
serenidade" na cidade.
15 - IRAQUE:
VATICANO CONDENA SEQÜESTRO DO BISPO
Por
GIANLUCA VANNUCCHI
CIDADE DO
VATICANO, 17/01/2005 (ANSA) - A violência do Iraque não
poupa nem
a igreja católica. Depois dos atentados às igrejas que
começaram
em agosto e que se repetiram até os últimos meses do ano
passado,
hoje um bispo sirio-católico, monsenhor Basile Georges
Casmoussa,
foi seqüestrado em Mossul, no norte do país.
A
gravidade do ato é testemunhada pela atenção máxima do
Vaticano,
divulgado pelo diretor da sala de imprensa da Santa Sé,
Joaquin
Navarro Valls.
"Fomos
informados do seqüestro do arcebispo sirio-católico de
Mossul,
monsenhor Basile Georges Casmoussa. A Santa Sé deplora
firmemente
este ato terrorista ignóbil e pede que este digno pastor
seja
prontamente devolvido, incólume, ao seu ministério", disse
Navarro
Valls em uma declaração.
Um
testemunho do seqüestro chegou do patriarca católico caldeu,
Emmanuel
Delly, contatado por telefone em Bagdá: "Monsenhor Basile
Georges
Casmoussa foi seqüestrado enquanto saia de uma casa, onde
estava em
visita pastoral, na sua diocese de Mossul. Ele foi
capturado
e colocado em um carro. Desconhecemos quem são os
seqüestradores
e também o motivo desta atitude".
"Nós
informamos o Vaticano do ocorrido. Agora estamos fazendo o
possível
para encontrá-lo. Temos esperanças de conseguir salvá-lo",
acrescentou.
Segundo o
patriarca este ato "não teve os cristãos como objetivo
específico,
por que representantes muçulmanos e expoentes das
autoridades
civis também foram seqüestrados recentemente. O último
episódio
ocorreu ontem". Monsenhor Delly pediu rezas para que o
prelado
seja resgatado o mais rapidamente possível.
Monsenhor
Basile Georges Casmoussa, o bispo sirio-católico de
Mossul
seqüestrado no Iraque, nasceu em Karakoche, no norte do país
em 15 de
outubro de 1938. Foi ordenado sacerdote em 1962 e consagrado
bispo em
dezembro de 1999.
O ritual
sirio-católico deriva de Antioquia dos Sirios, sede de
Pedro
antes de chegar em Roma, mãe das mais antigas tradições
litúrgicas
e teológicas da cristandade. Ainda hoje carregam o título
de
Antioquia os patriarcas católicos sirios, melquitas e maronitas.
As
primeiras notícias da espiritualidade e da liturgia sira remontam
ao bispo
Ignazio, do século II d.C.
Atualmente,
em uma população de 22 milhões, há 750 mil cristãos
iraquianos,
70% pertencem à igreja católica caldéia, enquanto que os
demais
grupos, assírios-nestorianos, sirio-católicos e sirio-
ortodoxos,
representam 7% cada um dos cristãos do Iraque. Em
particular,
na pequena cidade de Karacoche, onde nasceu o bispo
seqüestrado,
os siro-católicos são cerca de 25 mil.
No mundo
católico já se reza pela libertação do prelado. "Assim
que
soubemos do seqüestro de monsenhor Casmoussa decidimos organizar
vigílias
de oração em todas as paróquias orioninas pela sua pronta
libertação",
declarou o Movimento dos Laicos de Don Orione depois que
recebeu a
notícia. "Esperamos que estas atitudes covardes e desumanas
cessem, e
que dêem lugar à confrontação civil e democrática".
16 -
Iraque: Arcebispo sírio-católico de Mossul foi libertado pelos
raptores
Ais
Notícias 18/01/2005
O
Arcebispo sírio-católico de Mossul (norte do Iraque), D. Georges
Casmoussa
foi hoje libertado, após ter sido ontem sequestrado por
desconhecidos
ainda não identificados. Segundo a agência AsiaNews, a
Nunciatura
Apostólica em Bagdade e o Patriarca Caldeu já contactaram
D.
Georges Casmoussa, que confirmou estar de boa saúde.
O
Vaticano anunciou ontem o rapto de D. Georges Casmoussa através de
um
comunicado enviado pelos serviços de imprensa. No comunicado de
ontem, a
Santa Sé deplorava "este acto terrorista repugnante",
pedindo a
rápida libertação do prelado iraquiano.
O
Patriarca caldeu de Bagdade, D. Emmanuel III Delly, revelou à
agência
missionária Misna que D. Georges Casmoussa foi
sequestrado
"quando saia de uma casa onde tinha ido em visita
pastoral,
na Diocese de Mossul". Segundo o Patriarca, o prelado foi
levado
num carro por desconhecidos, não se sabendo ainda a identidade
dos
raptores nem os motivos deste sequestro.
Hoje de
manhã, D. Thomas Habib, secretário da Nunciatura em Bagdade,
falou ao
telefone com D. Georges Casmoussa. "Ele confirmou que está
bem e que
já está em casa", disse o secretário à agência AsiaNews.
Em
relação à informação que ontem circulava, de que os raptores
teriam
exigido o pagamento de um resgate de 200 mil dólares, D.
Thomas
Habib, afirmou: "Eu posso confirmar que nenhum resgate foi
pago".
D.
Emmanuel III Delly, que já contactou o Arcebispo de Mossul, refere
que
"os cristãos e os muçulmanos no Iraque estão contentes com a sua
libertação
e agradeceram juntos a Deus por estas boas notícias".
A Santa
Sé também já felicitou a libertação de D. Georges Casmoussa.
Os
serviços de informação do Vaticano referem que o Papa "agradeceu a
Deus pelo
feliz desfecho desta incidente".
Segundo
informações recolhidas pela Ajuda à Igreja que Sofre, este
sequestro
teve motivações políticas. Nas últimas semanas, o Arcebispo
Casmoussa
terá recusado as exigências do grupo "Mossul Arab" que
pretendia
que os cristãos abandonassem Mossul e as populações
circundantes.
O rapto
do prelado teria assim o objectivo de intimidar as
comunidades
cristãs. O Arcebispo de Kirkuk, D. Louis Sako, que
participou
nas difíceis negociações para a libertação de D. Georges
Casmoussa
disse à Ajuda à Igreja que Sofre: "Talvez na próxima vez
seja eu.
Quem sabe? A situação está a piorar cada vez mais".
D. Louis
Sako acrescentou que "os cristãos de Mossul estão
aterrorizados"
e que não deverão participar nas eleições, marcadas
para o
final do mês, "especialmente em Mossul e nos arredores".
D.
Georges Casmoussa, de 66 anos, dirige a Arquidiocese de Mossul
desde
1999 e é bastante popular entre os habitantes da cidade pelo
seu
empenhamento no diálogo entre cristãos e muçulmanos.
17 -
Vaticano saúda libertação do arcebispo iraquiano
Reféns
não receberam nenhum resgate
Fonte:
Agência Ecclesia 18/01/2005
O
Vaticano recebeu com "grande satisfação" a notícia da libertação do
arcebispo
da comunidade siro-católica de Mossul, D. Basile Georges
Casmoussa,
que ontem fora sequestrado nessa cidade do norte iraquiano.
Joaquín
Navarro-Valls, director da sala de imprensa da Santa Sé,
comunicou
aos jornalistas que o Papa foi imediatamente informado da
libertação
"e agradeceu a Deus pelo final feliz desta situação".
O
porta-voz do Vaticano acrescentou que "não foi pago nenhum
resgate",
sublinhando que o sequestro foi uma surpresa, dado que o
arcebispo
Casmoussa "era muito bem visto tanto pelos cristãos como
pelos
muçulmanos".
D. Basile
Georges Casmoussa nasceu a 25 de Outubro de 1938, em
Karakoche,
pequeno centro a norte de Mossul. Foi ordenado sacerdote
em Junho
de 1962 e é arcebispo de rito siro-católico desde 1999.
Octávio
Carmo
18 -
Rapto do arcebispo de Mossul não teve motivos religiosos
Fonte:
Agência Ecclesia 18/01/2005
O
desenlace rápido e feliz do sequestro de D. Basile Georges
Casmoussa,
arcebispo da comunidade siro-católica de Mossul, no
Iraque,
foi já saudado pelo Vaticano e por líderes católicos no país,
para quem
o acontecimento não tem nenhum motivo religioso.
Joaquín
Navarro-Valls, porta-voz do Vaticano, ao exprimir a
satisfação
com que a notícia foi recebida pelo Papa, referiu a
surpresa
pelo rapto de D. Casmoussa, sublinhando que o arcebispo "era
muito bem
visto tanto pelos cristãos como pelos muçulmanos".
A maior
figura da Igreja Católica no Iraque, o Patriarca caldeu
Emmanuel
Delly, considera que este acto "não quis atingir
especificamente
os cristãos, até porque vários líderes muçulmanos e
as
autoridades civis também foram sequestrados recentemente".
"Agora
que D. Casmoussa foi libertado, confirmo que não se tratou de
um ataque
contra os cristãos", reforçou.
Até ao
momento não se sabe quem foram os autores do rapto, nem os
seus
objectivos, como não se sabe quem sequestrou, há poucos dias, um
padre
caldeu durante 24 horas. "O verdadeiro problema do Iraque é o
caos",
assinala o Patriarca Emanuel Delly.
O grupo
que raptou o arcebispo Casmoussa esta manhã tinha exigido 200
mil
dólares de resgate, segundo adiantou à Misna o arcebispo caldeu
Paulos
Faraj Rahho. O Vaticano negou que esse resgate tivesse sido
pago.
O
encarregado de negócios da Nunciatura Apostólica em Bagdad, mons.
Thomas
Habib, referiu à agência Misna que o arcebispo de Mossul
agradece
ao Papa "e a todos os que rezaram pela sua libertaçao" e
espera
que este acontecimento marque uma mudança radical.
"Esperamos
que a partir de agora se possa desanuviar o clima no
Iraque e
que as nossas comunidades cristãs tenha a oportunidade de
continuar
a viver em tranquilidade com os irmãos muçulmanos, como
sempre
aconteceu", aponta.
Mais de
50 mil cristãos já fugiram do Iraque, desde o início da
invasão
norte-americana, fruto da violência e da degradação das
condições
de vida. No passado mês de Dezembro o Papa condenou os
atentados
cometidos no Iraque contra a minoria cristã, após a
destruição
de uma igreja arménio-católica e do edifício do
arcebispado
caldeu.
Outras
cinco igrejas de Bagdad foram alvo de uma série de ataques
simultâneos
a 19 de Outubro que não fizeram vítimas. A minoria cristã
já tinha
sido alvo de actos de violência em Agosto, quando seis
atentados
contra locais de culto cristãos causaram 10 mortos e 50
feridos
em Bagdad e Mossul.
Octávio
Carmo
19 - D.
Basile Georges Casmoussa não foi maltratado
Fonte:
Agência Ecclesia 18/01/2005
O
arcebispo D. Basile Georges Casmoussa, da comunidade siro-católica
de
Mossul, libertado menos de 24 horas depois de ter sido raptado no
Iraque,
revelou à Rádio Vaticano que foi não foi maltratado. O
prelado
considera que o sequestro não passou de uma "coincidência".
"Estou
feliz por regressar à minha igreja e posso dizer que não fui
maltratado:
os raptores foram muito gentis comigo", referiu o D.
Casmoussa,
que agradeceu a Deus pela sua libertação.
O
arcebispo adiantou ainda que não vislumbrou nos raptores a intenção
de
"atingir a Igreja enquanto tal".
"A
partir do momento em que souberam que eu era um bispo, a sua
atitude
mudou e fui libertado ao meio-dia, mesmo antes da hora
fixada",
acrescentou.
D. Basile
Georges Casmussa, sequestrado segunda- feira em Mossul
(norte do
Iraque), foi libertado sem o pagamento de qualquer resgate,
segundo
anunciou o porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro-Valls.
O
arcebispo caldeu de Mossul, Paulos Rahho, afirmou que o sequestro
não foi
uma acção especificamente dirigida contra os
católicos.
"Estes grupos apenas querem fazer dinheiro fácil e esta é
certamente
a maneira mais rápida. Há dois meses que não vemos
polícias
nestas paragens. Nos últimos meses continuaram os
bombardeamentos
e os ataques, não houve calma nenhuma", disse.
Octávio
Carmo
20 -
Seqüestradores do bispo católico pedem 200 mil dólares de resgate
Agência
EFE 18/01/2005
O grupo
que seqüestrou o arcebispo sírio católico Basile Georges
Casmoussa
na cidade iraquiana de Mossul pediu um resgate de 200 mil
dólares,
afirmou nesta terça-feira o arcebispo caldeu (também
católico)
da localidade, Paulos Rahho, à agência vaticana Misna.
Rahho,
segundo a Misna, contou que os seqüestradores utilizaram o
telefone
celular do arcebispo, de 67 anos, para ligar pedindo este
resgate.
Os
seqüestradores falaram pelo telefone com o sacerdote Tetrus Mosei,
vigário
geral da diocese de Mossul, para exigir o dinheiro.
"A
diocese está tentado apanhar o dinheiro necessário para que o
arcebispo
seja posto em liberdade. Esperamos que hoje já possamos
entregar
a quantia e que ele volte conosco", disse o vigário.
O
arcebispo sírio católico de Mossul, monsenhor Basile Georges
Casmoussa,
foi seqüestrado ontem por desconhecidos que segundo fontes
de Mossul
o obrigaram a subir em um automóvel quando realizava
trabalhos
pastorais em sua diocese, onde vivem mais de 30 mil
católicos
iraquianos.
O
Monsenhor Rahho disse hoje à Misna que não se tratou de um novo
ataque
contra os católicos, mas de grupos que tentam ganhar dinheiro
de
maneira fácil e pela via mais rápida.
Rahho se
queixou que há dois meses não há policiais na zona de Mossul
e que nas
últimas semanas continuaram os ataques. "Não temos
serenidade
alguma".
O núncio
apostólico em Bagdá, o arcebispo Fernando Filoni, afirmou
que o
seqüestro está relacionado com o clima de tensão pré-eleitoral
no Iraque
e representa o ápice de uma estratégia contra as igreja
sírio-católica
e caldéia, ambas em comunhão com Roma.
Filoni
assegurou que não se sabe que está por trás do seqüestro nem
quais são
seus objetivos.
O núncio
do Vaticano reiterou que o arcebispo foi seqüestrado quando
acabava
de visitar uma família que estava de luto.
Fernando
Filoni lembrou que há vários meses a casa do bispo foi
baleada
por desconhecidos. Ontem a Santa Sé exigiu que o
arcebispo
"seja imediatamente devolvido ileso".
O
seqüestro do prelado se soma a outros atos de violência cometidos
contra os
católicos iraquianos e aos atentados contra várias igrejas
em Mossul
e Bagdá realizados nos últimos meses.
Há 800
mil cristãos no Iraque, quase 3% dos 22 milhões de iraquianos.
Os
católicos caldeus são a maioria, quase 70% desses 800 mil. Os
sírio-católicos
são 30 mil.
Atualmente
a maior parte dos sírio-católicos se encontra na Síria,
Líbano e
Iraque.
21 -
Seqüestro de bispo pode ter sido uma advertência
AFP
18/01/2005
O
seqüestro do arcebispo católico de Mossul, monsenhor Basile Georges
Casmoussa,
preocupou durante 24 horas os cerca de 700 mil cristãos do
Iraque, e
o desenlace do caso, com sua libertação, deixa muitas
dúvidas
sobre os motivos deste seqüestro.
"Eu
não era a pessoa que eles queriam", afirmou o prelado hoje
durante
uma entrevista coletiva promovida depois de sua libertação na
igreja
Al-Kalaa, no bairro Al-Midane, no centro da maior cidade do
norte do
Iraque.
"Os
seqüestradores não pediram resgate, e nenhum dinheiro foi dado",
afirmou.
No entanto, suas declarações contradizem as do arcebispo de
Bagdá,
monsenhor Matti Matoka.
"Casmoussa
telefonou nesta manhã ao arcebispado de Mossul para dizer
que
estava em boa saúde, e que os que o seqüestraram exigiam uma soma
de US$
200 mil", declarou Matoka. "São pessoas que fizeram aquilo por
dinheiro.
Uma máfia. Não houve qualquer reivindicação política ou
religiosa",
acrescentou.
Por sua
vez, o arcebispo de Mossul procurou minimizar o
sucedido.
"Acredito que meu seqüestro foi uma coincidência. Assim que
meus
captores souberam que eu era uma arcebispo, a atitude deles
mudou e fui
libertado ao meio-dia, antes do horário previsto, sem
pagamento
de resgate", sustentou.
A agência
católica Asia News tem uma tese para justificar o seqüestro
do
prelado: ele seria vinculado à próxima reabertura do oleoduto de
Kirkuk,
norte do país.
"Este
seqüestro é um dos mais anormais da história do novo Iraque.
Não houve
motivo religioso, nem exigência de resgate, e produziu um
único
resultado: mostrar que a zona de Mossul não é segura", comentou
a
agência. "Entre as empresas de petróleo, circula a hipótese de que
o
seqüestro estaria ligado ao mercado do ouro negro e à próxima
abertura
do oleoduto de Kirkuk", acrescentou.
"Por
causa deste seqüestro, a reabertura do oleoduto pode ser adiada
mais uma
vez", explicou a Asia News.
O governo
interino iraquiano anunciou para o fim do mês de janeiro a
reabertura
do oleoduto e a retomada das exportações do norte do
Iraque à
Turquia, bloqueadas desde o dia 18 de dezembro após um
atentado,
destacou.
"O
seqüestro de Casmoussa em Mossul, capital da zona petroleira de
Kirkuk,
levanta dúvidas sobre o controle efetivo da região pelas
forças da
coalizão e preocupa os compradores potenciais de bruto, o
que pode
prejudicar o governo de Bagdá", considerou a agência.
22 -
Arcebispo seqüestrado no Iraque é libertado
Redação
Terra 18/01/2005
O
arcebispo católico sírio seqüestrado ontem em Mossul, no Iraque,
Basile
Georges Casmoussa, 66 anos, foi libertado hoje por seus
seqüestradores,
informou um porta-voz do Vaticano. O grupo tinha
exigido
um resgate de US$ 200 mil.
A
libertação foi confirmada pelo monsenhor Petros Mouché, de rito
sírio-católico
e da diocese à qual pertence o arcebispo. Monsenhor
Petros
Mouché assegurou que não houve pagamento de resgate.
Na tarde
de ontem, um grupo de homens armados em dois veículos atacou
Casmoussa
quando ele saía de uma casa de sua diocese de Mossul onde
realizava
uma visita pastoral em companhia do motorista, no bairro Al-
Churta em
Mossul. Os atacantes colocaram o arcebispo na mala do
veículo
em que estavam.
O
arcebispo afirmou depois de ser libertado que não foi maltratado e
que acha
que seu seqüestro foi uma "casualidade". "Estou feliz por
ter
voltado ao arcebispado. Não fui maltratado e acho que meu
seqüestro
foi uma casualidade, já que não me pareceu que (os
seqüestradores)
pretendessem atacar a Igreja", declarou Casmoussa à
Rádio
Vaticano.
Casmoussa
assegurou que os seqüestradores o trataram bem e que assim
que
souberam que ele era um arcebispo mudaram de comportamento: "Fui
libertado
ao meio-dia (de hoje), antes do previsto, e sem o pagamento
de
resgate".
O
arcebispo de rito sírio católico se mostrou convencido de que seu
seqüestro
foi uma casualidade, já que nestes tempos - segundo disse -
os
seqüestros de pessoas em Mossul "são numerosos". "Mas essa é só
minha
opinião pessoal e com base na comunicação que tive com eles",
acrescentou
o arcebispo, que insistiu em que acha que os
seqüestradores
não pretendiam atacar a Igreja.
Monsenhor
Casmoussa, natural de Karakoche, no Iraque, vive numa
cidade
vizinha de Mossul chamada Qaraqos. Ele foi ordenado sacerdote
em 1962,
tendo sido nomeado arcebispo pelo Papa João Paulo II em maio
de 1999.
23 - João
Paulo II manifesta satisfação com libertação de arcebispo
Agência
EFE 18/01/2005
Papa João
Paulo II manifestou esta terça-feira sua satisfação pela
libertação
do arcebispo de rito sírio-católico Basile Georges
Casmoussa,
de 67 anos, seqüestrado ontem na cidade iraquiana de
Mossul
(norte), informou o porta-voz vaticano, Joaquín Navarro Valls
"A
notícia da libertação do arcebispo de Mossul, monsenhor Basile
Georges
Casmoussa foi recebida com grande satisfação. O Santo Papa
foi
imediatamente informado e deu graças a Deus pelo feliz desenlace
deste
seqüestro", afirmou Navarro.
A
libertação de Casmoussa foi confirmada pelo monsenhor Petros
Mouché,
de rito sírio-católico e da diocese à qual pertence o
arcebispo,
que assegurou que não houve pagamento de resgate.
24 -
Rebeldes libertam arcebispo seqüestrado no Iraque
Da Folha
Online 18/01/2005
O
arcebispo católico Basile Georges Casmoussa, 66, seqüestrado ontem
em
Mossul, cidade iraquiana ao norte do país, foi libertado nesta
terça-feira,
informou a agência missionária Misna.
A
informação foi confirmada pelo arcebispo de Bagdá, Matti Matoka, à
agência
de notícias France Presse.
Os
seqüestradores haviam pedido um resgate de US$ 200 mil mas,
segundo a
Misna, nenhuma quantia foi paga para que o arcebispo fosse
solto.
Ainda
segundo a Misna, Paulos Faraj Rahho, outro bispo de Mossul,
afirmou
que os seqüestradores utilizaram o telefone celular de
Casmoussa,
para entrar em contato com os religiosos locais, e pedir o
resgate.
A agência
não informou se os seqüestradores se identificaram como
pertencentes
a algum grupo rebelde que atua no Iraque.
Os
cristãos representam apenas 3% da população iraquiana, de
aproximadamente
26 milhões de pessoas.
Esse
pequeno contingente se divide entre as ramificações caldéia e
armênia,
reconhecidas oficialmente pela Igreja Católica. Há um
pequeno
grupo de católicos apostólicos romanos no país. Muitas
igrejas
foram bombardeadas nos últimos meses por supostos extremistas
islâmicos.
25 -
Arcebispo: "Meu seqüestro foi uma casualidade"
Agência
EFE 18/01/2005
O
arcebispo de rito sírio católico Basile Georges Casmoussa, de 67
anos,
seqüestrado na segunda-feira em Mossul, afirmou depois de ser
libertado
hoje, terça-feira, que não foi maltratado e que acha que
seu
seqüestro foi uma "casualidade".
"Estou
feliz por ter voltado ao arcebispado. Não fui maltratado e
acho que
meu seqüestro foi uma casualidade, já que não me pareceu que
(os
seqüestradores) pretendessem atacar a Igreja", declarou Casmoussa
à Rádio
Vaticano.
O prelado
iraquiano assegurou que os seqüestradores o trataram bem e
que assim
que souberam que ele era um arcebispo mudaram de
comportamento:
"Fui libertado ao meio-dia (de hoje), antes do
previsto,
e sem o pagamento de resgate".
O
arcebispo de rito sírio católico se mostrou convencido de que seu
seqüestro
foi uma casualidade, já que nestes tempos -segundo disse-
os
seqüestros de pessoas em Mossul "são numerosos".
"Mas
essa é só minha opinião pessoal e com base na comunicação que
tive com
eles", acrescentou o arcebispo, que insistiu em que acha que
os
seqüestradores não pretendiam atacar a Igreja.
Dessa
mesma opinião é o patriarca da Igreja Caldéia (católica)
iraquiana,
Emmanuele III Karim Delly, que assegurou que o anômalo
seqüestro
demonstra que não se tratou de um ataque contra os
cristãos.
26 -
Libertado o arcebispo católico seqüestrado em Mossul
Redação
Terra - 18/01/2005
O
arcebispo de rito sírio-católico Basile Georges Casmoussa, de 67
anos,
seqüestrado nesta segunda na cidade iraquiana de Mossul
(norte),
foi libertado nesta terça-feira, informou a agência vaticana
Misna.
A
libertação de Casmoussa foi confirmada à Misna pelo monsenhor
Petros
Mouché, também de rito sírio-católico e da diocese à qual
pertence
o arcebispo.
Monsenhor
Petros Mouché assegurou que não houve pagamento de resgate.
Segundo
ele, Basile Georges Casmoussa está voltando para casa em um
automóvel
enviado para apanhá-lo. O Monsenhor afirmou que não se sabe
a
identidade dos seqüestradores e os motivos do seqüestro.
O
arcebispo sírio católico de Mossul, monsenhor Basile Georges
Casmoussa,
foi seqüestrado ontem por desconhecidos que, segundo
fontes de
Mossul, obrigaram-no a subir em um carro quando realizava
trabalhos
pastorais em sua diocese, onde vivem mais de 30 mil
católicos
iraquianos. Casmoussa acabava de visitar a uma família que
se
encontrava de luto.
Hoje o
arcebispo caldeu (também católico) de Mossul, Paulos Rahho,
revelou à
agência vaticana Misna que os seqüestradores tinham pedido
um
resgate de 200 mil dólares.
Rahho
informou que os seqüestradores utilizaram o telefone celular do
arcebispo
para ligar para o sacerdote Tetrus Mosei, vigário geral da
diocese
de Mossul, também de rito sírio católico.
Segundo
ele, não se tratou de um novo ataque contra os católicos, mas
de grupos
que tentam ganhar dinheiro de maneira fácil e pela via mais
rápida.
Rahho se
queixou que há dois meses não há policiais na zona de Mossul
e que nas
últimas semanas continuaram os ataques. "Não temos
serenidade
alguma".
O núncio
apostólico em Bagdá, o arcebispo Fernando Filoni, afirmou
que o
seqüestro está relacionado com o clima de tensão pré-eleitoral
no Iraque
e representa o ápice de uma estratégia contra as igreja
sírio-católica
e caldéia, ambas em comunhão com Roma.
O
seqüestro do bispo se soma a outros atos de violência cometidos
contra os
católicos iraquianos e aos atentados contra várias igrejas
em Mossul
e Bagdá realizados nos últimos meses.
Há 800
mil cristãos no Iraque, quase 3% dos 22 milhões de iraquianos.
Os
católicos caldeus são a maioria, quase 70% desses 800 mil. Os
sírio-católicos
são 30 mil.
27 -
França: Refugiados caldeus e assírios auxiliam vítimas do
tsunami
Ais
Notícias 17/01/2005
Uma
paróquia de Paris, composta maioritariamente por refugiados
cristãos
do Iraque e da Turquia, recolheu donativos para auxiliar as
vítimas
do tsunami na Ásia. Os donativos foram enviados para o
secretariado
francês da Ajuda à Igreja que Sofre.
A
paróquia de Saint Thomas de Sarcelles, localizada na zona norte de
Paris,
recolheu cerca de 5 mil euros para auxiliar as vítimas nos
países
que foram atingidos pelo tsunami a 26 de Dezembro de 2004.
A maioria
dos paroquianos é oriunda do Iraque e da Turquia e pertence
aos ritos
caldeu e assírio, comunidades que no Médio Oriente têm sido
alvo de
perseguições e atentados.
No
Iraque, por exemplo, várias igrejas caldeias e assírias sofreram
atentados
durante o ano passado, levados a cabo por grupos
terroristas
islâmicos. Milhares de cristãos iraquianos estão
actualmente
refugiados na Síria e na Jordânia. Muitos dependem do
auxílio
que recebem dos iraquianos que se estabeleceram nos países
ocidentais,
como é o caso da França.
Neste
país, a comunidade assírio-caldeia ficou muito sensibilizada
com a
tragédia que devastou vários países asiáticos. Numa mensagem
enviada à
Ajuda à Igreja que Sofre pelo Padre Sabri Anar explicou que
os seus
paroquianos quiseram dar uma contribuição material e
espiritual
às vítimas do Tsunami.
A
paróquia de Saint Thomas de Sarcelles recolheu assim cerca de 5 mil
euros
que, através da Ajuda à Igreja que Sofre, serão enviados para
os países
asiáticos afectados pelo maremoto. Paralelamente a esta
iniciativa,
"em todas as missas celebradas desde o dia 26 de Dezembro
se rezou
pelas vítimas do tsunami", referiu o sacerdote caldeu.
28 -
Mensagem de S. Santidade, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I
sobre
calamitoso Tsunami que atingiu o Sudeste da Ásia
Fonte:
www.ecclesia.com.br 01/01/05
Tradução
do inglês por: Natalia Waszczynskyi
É com
grande pesar que acompanhamos de perto as conseqüências
trágicas
do terrível maremoto, bem como as ondas de enorme impacto
que
seguiram, ocorridas na área da Indonésia poucos dias atrás,
aniquilando
mais de cem mil seres humanos. Esta tragédia deixou em
total
degradação mais de cinco milhões de pessoas que agora estão sem
lar,
tendo perdido todos os bens essenciais à sobrevivência.
Uma vez
que não estamos habilitados a oferecer o material necessário
para
ajudar a diminuir e aliviar esta dor insuportável e as infinitas
necessidades
de nossos irmãos que estão nessas condições terríveis,
estamos
apelando para todos aqueles que possam fazê-lo, que ajudem
aqueles
que precisam com toda generosidade, quer com pouco ou com
muito.
Nós também elevamos nossos corações e mãos a Deus nas alturas,
e
fervorosamente rezamos a Ele que perdoe os pecados da humanidade;
que envie
sobre cada alma aflita Sua infinita compaixão; para
confortar
aqueles que choram a perda de seus familiares; para atender
aqueles
que foram atingidos; para curar os doentes; para animar e
encorajar
os filantropos (benfeitores), de maneira que possam
oferecer
seu auxílio em abundância para todos aqueles que precisam.
Hoje, o
primeiro dia do Ano Novo, em nossa santa e venerável Catedral
Venerável,
oferecemos uma prece especial a Deus, pedindo a Ele por
Sua
piedade os vivos e os mortos.
Que Deus
acolha arrependimento ocorra em qualquer parte do mundo.
Amém.
Suplicante
fervoroso a Deus por todos vós,
Bartolomeu
de Constantinopla
29 -
Carta de S. Santidade Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de
Constantinopla,
ao Presidente eleito da Ucrânia, Victor Yushchenko
Fonte:
WWW.ECCLESIA.COM.BR
Tradução
do inglês por: Natalia Waszczynskyi
Sua
Excelência Mr. Viktor A- Yushchenko,
Presidente
eleito da Ucrânia, Nossa amada no Senhor,
Graça e
Paz de Deus!
No que
tange à Mãe Igreja de Cristo, como Patriarca Ecumênico de
Constantinopla,
estamos felizes em transmitir à Sua Excelência nossa
satisfação
por sua eleição para a Presidência da Ucrânia.
Incessantemente,
suplicamos a Deus Todo-poderoso para que abençoe a
sofredora
Nação Ucraniana com paz, justiça, prosperidade e liberdade
para
todos os cidadãos.
Estamos
conscientes e dolorosamente tristes pelas atuais crises da
Ortodoxia
na Ucrânia, a fé dos antepassados do povo Ucraniano.
Como
temos expressado repetidamente nossas preocupações a respeito da
desunião
dentro da Ortodoxia na Ucrânia, também temos repetidamente
expressado
nossa prontidão em auxiliar a melhorar esta dolorosa
situação.
Parece
que é propício que se inicie o processo de cura desta
desunião,
e a Grande Igreja de Cristo, o Patriarcado Ecumênico, está
pronto
para prestar qualquer assistência neste empenho.
Congratulando-nos
com V. Excelência uma vez mais, enviamos nossa
bênção
patriarcal e orações pela sua saúde e bem estar, neste Ano
Novo e
nos muitos anos que virão.
Patriarcado
Ecumênico, 03 de Janeiro de 2005
Suplicante
fervoroso a Deus por vós,
Bartolomeu
I
Arcebispo
de Constantinopla, Nova Roma
Patriarca
Ecumênico
30 -
Festa do Batismo do Senhor
Voz da
Russia 19/01/05
Hoje, em
todos os templos da Igreja Ortodoxa Russa dentro e fora do
País se
realizaram solenidades da festa do Batismo do Senhor. O
centro
das mais importantes cerimônias em Moscou foi a Sé da Aparição
de Deus,
onde a liturgia festiva e o sacramento de bênção da água
foram
celebrados pelo patriarca Aleksi II
31 - SERÁ
INAUGURADO UM MONUMENTO DE SÃO GREGÓRIO, O ILUMINADOR, NO
VATICANO
www.armenia.com.br
17/01/05
Yerevan
(PanArmenianNet) - No dia 19/01 será inaugurado, no muro da
Catedral
de São Pedro, no Vaticano, um monumento erguido em homenagem
a São
Gregório, o Iluminador. O Papa João Paulo II participará da
cerimônia
de inauguração. Por ocasião dos 1700 anos da adoção do
Cristianismo
como religião oficial de Estado na Armênia, o Patriarca
dos
Armênios Católicos, Nersés Bedros XIX pedira ao Papa que fosse
erigido
um monumento em homenagem a Gregório, o Iluminador. A
escultura
de mármore tem 5.7 metros de altura e já está pronta. O
autor do
monumento é o escultor francês de origem armênia, Khatchik
Kazandjian.
32 - O
Papa recebe o Patriarca da Armênia e abençoa imagem do
Padroeiro
VATICANO,
19 Jan. 05 (ACI) .- Ao receber a visita do Patriarca de
Cilícia
dos Armênios, Sua Beatitude Nerses Bedros XIX, junto com
outros
bispos que o acompanharam, o Papa João Paulo II abençôu hoje
uma
imagem de São Gregório "O Iluminador", Padroeiro da Armênia.
A imagem
foi colocada na fachada posterior da Basílica de São Pedro.
Está
feita em mármore branco de Carrara pelo escultor armênio Kazán
Khatechik
e foi financiada pelo Colégio Armênio de Roma.
São
Gregório trabalhou pela propagação do cristianismo em Armênia a
partir do
ano 300, obtendo entre outras coisas a conversão do rei
Tiridate
III e toda seu corte.
Os
cristãos armênios viveram em comunhão com Roma até o ano 491,
quando
abraçaram a tese do monofisismo, segundo a qual Cristo só
tinha uma
natureza, a divina, e era homem só na aparência. Essa
postura
durou até dezembro de 1996, quando durante a segunda visita
do
Patriarca Karekin I ao Vaticano, o Papa João Paulo II assinou
junto com
ele uma "declaração conjunta cristológica" em que se
reconhecia
a dupla natureza de Cristo, humana e divina.
O Santo
Padre visitou Armênia no ano 2001 para comemorar em Erevan o
1700
aniversário da conversão do país ao cristianismo, que tornou-
se a
religião oficial.
Atualmente,
dos 3,8 milhões de armênios, mais de dois milhões
pertencem
à Igreja armênia enquanto que os católicos são apenas 150
mil.
33 -
Apóstolo da Arménia recordado no Vaticano
Fonte:
Agência Ecclesia 19/01/2005
João
Paulo II abençoou hoje no Vaticano uma estátua de S. Gregório, o
Iluminador,
apóstolo dos arménios, que ficará instalada num dos
nichos
exteriores da Basílica de São Pedro.
O santo
nasceu em 260 e foi o responsável pela conversão do seu país
ao
cristianismo, no ano de 301, após lhe ter sido atribuída a cura do
rei
Tiridates. A tradição diz que o título de "Iluminador" lhe foi
atribuído
pels arménios "por os ter levado à luz que é Cristo".
A obra,
em mármore, mede 5,64 metros e pesa 20 toneladas. A autoria é
do
artista arménio Kazan Khatechik, numa iniciativa do colégio
arménio
de Roma.
Esta é a
oitava estátua colocada nos nichos exteriores da Basílica de
São
Pedro.
34 - João
Paulo II apela à purificação da memória nas relações entre
cristãos
Fonte:
Agência Ecclesia 19/01/2005
João
Paulo II pediu às Igrejas Cristãs de todo o mundo, que se
encontram
a viver a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que
acompanhem
as suas preces de uma verdadeira "purificação das mentes,
dos
sentimentos e da memória".
"O
desejo da unidade vai-se estendendo e aprofundando, chegando a
ambientes
e contextos novos, suscitando fervor de obras, iniciativas
e
reflexões", disse o Papa, recordando "contactos importantes de
diálogo e
colaboração" ocorridos recentemente, como foi o caso da
devolução
à Igreja Ortodoxa Russa do ícone da Madre de Deus de Kazan
e das
relíquias de S. Gregório de Nazianzo e de S. João de Damasceno
ao
Patriarcado Ecuménico de Constantinopla.
O Papa
dedicou a catequese da audiência geral de hoje à iniciativa
ecuménica
de oração, que decorre de 18 a 25 de Janeiro, classificando
as
divisões entre as confissões cristãs como "dolorosas". "A dor da
separação
faz-se sentir com uma intensidade cada vez mais maior,
diante
dos desafios de um mundo que espera um testemunho evangélico
claro e
unânime por parte de todos os que acreditam em Cristo", disse
aos
peregrinos reunidos na sala Paulo VI, do Vaticano.
Na sua
intervenção, João Paulo II lembrou que a próxima semana deve
ser uma
oportunidade de "reflexão e oração", exigindo a todos os
católicos
um compromisso "no restabelecimento da plena unidade entre
os
cristãos, segundo a vontade de Jesus".
Celebrada
anualmente, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
tem como
tema de fundo para 2005 uma passagem da primeira Carta de
São Paulo
aos Coríntios, "Cristo, único fundamento da Igreja" (1Co
3,1-23).
O Papa considera que o tema escolhido "coloca diante de nós
uma
verdade basilar para qualquer compromisso ecuménico".
Este ano,
a Semana de Oração decorre poucos meses depois do 40º
aniversário
da promulgação do Decreto do Concílio Vaticano II sobre o
ecumenismo,
"Unitatis Redintegratio", no qual se recomenda a oração
como
"alma de todo o movimento ecuménico (nº 8).
O Papa
refere que esse documento "colocou a Igreja Católica, firme e
irrevogavelmente,
no caminho do movimento ecuménico".
Em Roma,
a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos será concluída
com a
celebração das Vésperas de 25 de Janeiro, na Basílica de São
Paulo
Fora de Muros, com a participação de representantes de várias
Igrejas e
Confissões Cristãs. Em representação do Papa estará o
Cardeal
Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a
Promoção
da Unidade dos Cristãos.
"Eu
irei estar unido a eles espiritualmente e peço-vos que rezem
também,
para que toda a família dos crentes possa atingir, quanto
antes, a
plena comunhão desejada por Cristo", concluiu o Papa.
Octávio
Carmo
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