BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 19 - 20 de janeiro de 2005

MENSAGEM

Prezados Irmãos em Cristo,

Felizmente a maioria das notícias deste número do nosso Boletim se
refere à libertação do Arcebispo Sírio-Católico de Mossul. Peço uma
oração de agradecimento à Deus pelo término do seqüestro.

Ressalto que apesar de algumas matérias parecerem repetidas, o
objetivo do nosso Boletim é ser um "clipping" de notícias, mostrando
como um mesmo assunto é tratado pelas diversas agências de notícias.

Que Deus nos abençoe.

Saudações Fraternais,

Luis Felipe
e-mail: [email protected]


ÍNDICE

1 - Libertado o Arcebispo de Mosul

2 - Dom Casmoussa chegou ao Episcopado

3 - Satisfação pela libertação do Arcebispo de Mossul: "O Santo Padre
foi imediatamente informado e agradeceu a Deus pelo feliz êxito do
episódio"

4 - Cristãos no Iraque: mapa completo das diferentes comunidades
religiosas e da situação dos cristãos, em janeiro de 2005

5 - "Os cristãos perdoam as violências sofridas e continuam a esperar
e trabalhar pela convivência pacífica de todos os iraquianos" diz Pe.
Nizar Semaan após a libertação do Arcebispo siríaco de Mosul

6 - Comunidade sírio-católica do Iraque, uma história que remonta as
Cruzadas

7 - IRAQUE-BISPO: PLANO DE RETIRADA DEVE SER APLICADO, CASMOUSSA

8 - ARCEBISPO LIBERTADO NO IRAQUE PEDE A EUA UM PLANO DE RETIRADA DO
PAÍS

9 - DOM CASMOUSSA, ARCEBISPO CATÓLICO SÍRIO DE MOSSUL, IRAQUE, FAZ
APELO À COMUNIDADE INTERNACIONAL

10 - Seqüestradores do arcebispo iraquiano mudaram de atitude ao
saber quem era

11 - Libertado o arcebispo seqüestrado no Iraque esta segunda-feira

12 - Arcebispo de Mossul critica responsáveis pelo caos e desordem no
Iraque

13 - Libertado D. Basile Georges Casmoussa

14 - Raptores do arcebispo siro-católico de Mossul exigem 200 mil
dólares pelo resgate

15 - IRAQUE: VATICANO CONDENA SEQÜESTRO DO BISPO

16 - Iraque: Arcebispo sírio-católico de Mossul foi libertado pelos
raptores

17 - Vaticano saúda libertação do arcebispo iraquiano

18 - Rapto do arcebispo de Mossul não teve motivos religiosos

19 - D. Basile Georges Casmoussa não foi maltratado

20 - Seqüestradores do bispo católico pedem 200 mil dólares de resgate

21 - Seqüestro de bispo pode ter sido uma advertência

22 - Arcebispo seqüestrado no Iraque é libertado

23 - João Paulo II manifesta satisfação com libertação de arcebispo

24 - Rebeldes libertam arcebispo seqüestrado no Iraque

25 - Arcebispo: "Meu seqüestro foi uma casualidade"

26 - Libertado o arcebispo católico seqüestrado em Mossul

27 - França: Refugiados caldeus e assírios auxiliam vítimas do
tsunami

28 - Mensagem de S. Santidade, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I
sobre calamitoso Tsunami que atingiu o Sudeste da Ásia

29 - Carta de S. Santidade Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de
Constantinopla, ao Presidente eleito da Ucrânia, Victor Yushchenko

30 - Festa do Batismo do Senhor

31 - SERÁ INAUGURADO UM MONUMENTO DE SÃO GREGÓRIO, O ILUMINADOR, NO
VATICANO

32 - O Papa recebe o Patriarca da Armênia e abençoa imagem do
Padroeiro

33 - Apóstolo da Arménia recordado no Vaticano

34 - João Paulo II apela à purificação da memória nas relações entre
cristãos

NOTÍCIAS

1 - Libertado o Arcebispo de Mosul

Mosul (Agência Fides) - Dom Basile Georges Casmoussa, o Arcebispo
sírio-católico de Mosul, está livre. É o que disse à Agência Fides
Pe. Nizar Semaan, sacerdote iraquiano, segundo o qual, "Dom Casmoussa
estará em minutos no Episcopado".
Dom Casmoussa foi seqüestrado ontem, 17 de janeiro, por um grupo
aramado desconhecido. (L.M.) (Agência Fides 18/1/2005)


2 - Dom Casmoussa chegou ao Episcopado

Mosul (Agência Fides) - Dom Basile Georges Casmoussa chegou a casa.
Fontes do Episcopado deram o anúncio á Agência Fides, precisando que
não foi pago resgate pela libertação do Arcebispo de Mosul. Dom
Casmoussa está em boas condições de saúde e foi recebido com caloroso
afeto e exultação. (L.M.) (Agência Fides 18/1/2005)


3 - Satisfação pela libertação do Arcebispo de Mossul: "O Santo Padre
foi imediatamente informado e agradeceu a Deus pelo feliz êxito do
episódio"

Cidade do Vaticano (Agência Fides) - O Diretor da Sala de Imprensa da
Santa Sé, Dr. Joaquín Navarro-Valls, fez esta manhã a seguinte
declaração: "Com grande satisfação, recebemos a notícia da libertação
do Arcebispo de Mossul (Iraque), Dom Basile Georges Casmoussa, que
havia sido seqüestrado na tarde de ontem. O Santo Padre foi
imediatamente informado e agradeceu a Deus pelo feliz êxito deste
episódio. Não foi pago algum resgate. O seqüestro havia gerado
surpresa, porque o Arcebispo era muito querido seja por cristãos como
por muçulmanos".
(S.L.) (Agência Fides 18/1/2005)


4 - Cristãos no Iraque: mapa completo das diferentes comunidades
religiosas e da situação dos cristãos, em janeiro de 2005

Bagdá (Agência Fides) - Por ocasião do episódio do seqüestro e da
libertação do Arcebispo sírio-católico de Mosul, Dom Basel George
Casmoussa, a Agência Fides oferece à atenção dos leitores o
dossiê "As religiões do novo Iraque", publicado em abril de 2004,
atualizado com os últimos dados sobre a atual situação dos cristãos
no Iraque. O dossiê ilustra os grupos étnicos, a composição
religiosa, as diferentes comunidades cristãs, a evolução dos
problemas ligados ao fundamentalismo islâmico no pais, há um ano da
queda de Saddam.
(PA) (Agência Fides)

Links:

O dossiê atualizado está disponível (em italianao) no site interno da
Agência Fides, no link:
http://www.fides.org/ita/dossier/2005/relig_niraq2005.html

Versão de abril de 2004 do dossiê (em português):
http://www.fides.org/por/dossier/2004/religioni_iraq2004.doc

5 - "Os cristãos perdoam as violências sofridas e continuam a esperar
e trabalhar pela convivência pacífica de todos os iraquianos" diz Pe.
Nizar Semaan após a libertação do Arcebispo siríaco de Mosul

Mosul (Agência Fides)- "A libertação do Arcebispo Basile Georges
Casmoussa é uma grande alegria para toda a comunidade cristã de
Mosul" - diz à Agência Fides Pe. Nizar Semaan, saccerdote iraquiano de
Mosul.
Pe. Nizar afirma também que "os cristãos perdoam as violências
sofridas e continuam a esperar e trabalhar pela convivência pacífica
de todos os iraquianos".
A comunidade sírio-católica conta cerca 75.000 fiéis, divididos em
duas dioceses, Bagdá e Mosul. O Bispo de Bagdá é Dom Athanase Matti
Shaba Matoka, e o de Mosul, Dom Basile Georges Casmoussa.
Após a missão de jesuítas e franciscanos capuchinhos, iniciada em
Aleppo (Síria) em 1626, uma parte da Igreja sírio-antioquena,
chamada "jacobita", decidiu unir-se à Igreja de Roma, formando assim
a Igreja sírio-antioquena católica, mas mantendo a herança patrística
e litúrgica. No Iraque, os sírio-católicos encontram-se de sul a
norte: em Basra, existe uma pequena comunidade; em Bagdá, há cerca de
30 mil fiéis; em Kirkuk e Mosul quase 45.000 fiéis. As línguas usadas
na liturgia são o árabe, sobretudo nas grandes cidades, e o aramaico,
na maioria das aléias ao redor de Mosul, como em Karakosh, aonde se
concentram quase 25,000 fiéis. Recorda-se que o Patriarcado dos sírio-
católicos situa-se em Beirute, no Líbano. (L.M.) (Agência Fides
18/1/2005)


6 - Comunidade sírio-católica do Iraque, uma história que remonta as
Cruzadas

CIDADE DO VATICANO, 18 jan (AFP) - A comunidade sírio-católica no
Iraque, cujo arcebispo Georges Casmoussa foi seqüestrado na segunda-
feira e libertado nesta terça-feira, conta com 75.000 membros e sua
história remonta às Cruzadas.

A comunidade se concentra essencialmente em Bagdá (30.000 fiéis) e na
região norte de Mossul e Kirkuk (45.000), segundo a agência católica
Fides. Também existe uma pequena comunidade em Basra, sul do país

Esta igreja nasceu das boas relações, estabelecidas na época das
Cruzadas (a primeira aconteceu no final do século XI), entre
católicos e bispos sírios ortodoxos.

Jesuítas e franciscanos da Síria executaram uma missão no século XVII
que permitiu o retorno de vários fiéis à Igreja de Roma, segundo a
agência.

As línguas litúrgicas desta comunidade são o árabe e o siríaco, uma
língua aramaica muito difundida no Oriente Médio na Antigüidade. A
Igreja depende de um Patriarcado com sede em Beirute.

De acordo com a Fides, a maioria dos sírio-católicos está na Síria,
Líbano e Iraque.

A maior comunidade católica do Iraque é composta pelos caldeus, que
são quase 700.000, segundo a Fides.

O monsenhor Basile Georges Casmoussa nasceu no dia 15 de outubro de
1938 em Karakoche, norte do Iraque.

Casmoussa foi ordenado sacerdote em 1962 e nomeado arcebispo pelo
Papa João Paulo II em 1999.

A comunidade sírio-católica de Bagdá é dirigida pelo arcebispo
Athanase Matti Shaba Matoka.


7 - IRAQUE-BISPO: PLANO DE RETIRADA DEVE SER APLICADO, CASMOUSSA

BEIRUTE, 18/01/2005 (ANSA) - O bispo de Mossul, monsenhor Basile
Georges Casmoussa, expressou hoje que "é preciso fazer com que os
Estados Unidos compreendam a necessidade da aplicação de um plano de
retirada do Iraque, e que é necessário dar aos iraquianos a
possibilidade de governar o país com uma soberania plena e
ilimitada".
O bispo foi libertado esta manhã depois de ter sido seqüestrado
ontem por um grupo de homens armados no norte do Iraque.
"Agradeço ao Papa, por quem me senti fortemente apoiado nesta
situação que para mim é nova. Foram os próprios seqüestradores que me
informaram esta manhã de seu pedido, que, creio, foi um fator
decisivo para minha libertação", disse uma entrevista via telefone à
Ansa em Mossul.


8 - ARCEBISPO LIBERTADO NO IRAQUE PEDE A EUA UM PLANO DE RETIRADA DO
PAÍS

Bagdá, 18 jan (Rádio Vaticano) - Dom Basile Georges Casmoussa,
seqüestrado nesta segunda-feira, no Iraque, foi libertado esta manhã.
Fontes iraquianas descartaram o pagamento dos 200 mil dólares
exigidos pelos seqüestradores.

Dom Basile, Arcebispo católico sírio de Mossul, afirmou não ter sido
maltratado por seus seqüestradores e acredita que seu seqüestro tenha
sido uma casualidade.

O prelado iraquiano assegurou que os seqüestradores o trataram de
maneira amigável e que, quando souberam que se tratava de um
arcebispo, mudaram de comportamento.

Dom Basile fez um apelo à comunidade internacional, por meio da
agência de notícias italiana ANSA: "É necessário que os EUA entendam
que deve haver um plano de retirada do Iraque, para dar aos
iraquianos a possibilidade de governar o país com soberania plena e
não limitada" _ disse o Arcebispo.

O Patriarca de Babilônia dos Caldeus, Dom Emmanuel III Delly, afirmou
que o anômalo seqüestro demonstra que não se tratou de um ataque
contra os cristãos. Para o chefe da Igreja Caldéia, "o verdadeiro
problema no Iraque é o caos em que se encontra o país".

Aproximadamente 800 mil cristãos vivem no Iraque. Eles representam
quase 3% dos 22 milhões de iraquianos. Os católicos caldeus são
maioria entre os cristãos iraquianos: quase 70%. Embora tivessem
pouco poder durante o regime de Saddam Hussein, os cristãos tinham
liberdade de culto e não se sentiam ameaçados.

Esse cenário mudou depois da ocupação dos EUA, com freqüentes ataques
contra igrejas e mesquitas, o que tem levado os cristãos ao êxodo.

JPII, que se opôs com veemência à guerra no Iraque, recebeu a notícia
da libertação do Arcebispo com grande satisfação. (WM)


9 - DOM CASMOUSSA, ARCEBISPO CATÓLICO SÍRIO DE MOSSUL, IRAQUE, FAZ
APELO À COMUNIDADE INTERNACIONAL

Bagdá, 19 jan (Rádio Vaticano) - "É necessário que os EUA entendam
que deve haver um plano de retirada do Iraque, para dar aos
iraquianos a possibilidade de governar o país com soberania plena e
não limitada" _ disse o Arcebispo, vítima de um seqüestro na segunda-
feira, e libertado ontem _ lembrando que o momento não é ideal para
que se realizem eleições no país.

"Como simples cidadão, suponho que as eleições sejam, por si só, um
bem, porque darão voz ao povo depois de um longo período. Mas eu me
pergunto, porém, se o atual clima de insegurança seja adequado para
garanti-las. A situação é muito tensa" _ comentou o prelado.

O Bispo Auxiliar caldeu de Bagdá, Dom Shlemon Warduni, descreveu ao
diário italiano "La Stampa", o caos que se tornou o cotidiano do
Iraque ocupado: "A vida é difícil, em virtude da falta de estruturas,
de gasolina, eletricidade, e sobretudo porque a criminalidade
aumentou muito."

Segundo Dom Warduni, "a maioria das pessoas não é contra os cristãos,
mas a situação não é tranqüila, não existe paz e existem os fanáticos
que se aproveitam disso". Dom Warduni mostra-se reticente em relação
a uma possível retirada das tropas de ocupação norte-americanas. Para
ele, neste momento, é difícil fazer previsões, mas "se os marines
fossem embora _ argumenta _ a situação poderia até piorar". (WM)


10 - Seqüestradores do arcebispo iraquiano mudaram de atitude ao
saber quem era

Segundo explica o próprio Dom Basile Georges Casmoussa

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 18 de janeiro de 2005 (ZENIT.org).-
O arcebispo sírio-católico de Mosul (norte do Iraque), libertado esta
terça-feira depois de um seqüestro de algumas horas, considera que
foi levado por engano, pois seus seqüestradores mudaram de atitude ao
se dar conta de quem era.

«Estou feliz de ter voltado ao arcebispado, onde me esperavam muitos
amigos e fiéis. Dou graças a Deus por esta experiência, afirmou Dom
Basile Georges Casmoussa em declarações aos microfones de «Rádio
Vaticano» ao ficar em liberdade.

«Em geral, posso dizer que não fui maltratado. Os seqüestradores
foram muito gentis comigo. Ao se darem conta de que era um bispo, sua
atitude mudou e me libertaram ao meio-dia --antes da hora fixada--
sem resgate», acrescenta.

Segundo revelou o arcebispo caldeu (católico) de Mosul, Dom Paulos
Faraj Rahho, à agência missionária «Misna», em um primeiro momento,
os seqüestradores haviam pedido um resgate de 200 mil dólares.
Segundo a versão do arcebispo e da Santa Sé, eles decidiram depois
renunciar à soma e deixar em liberdade o prelado.

O arcebispo foi detido por homens armados que o obrigaram a entrar em
um carro depois de ter visitado uma família de sua arquidiocese que
se encontrava em luto.

Como afirmou o porta-voz da Santa Sé, Joaquin Navarro-Valls, o
prelado, de 66 anos, é «muito querido tanto por cristãos como por
muçulmanos».

«Fui direto com eles, respondi a suas perguntas de maneira ponderada.
E eles se comportaram bem», revela.

O prelado afirma que seus seqüestradores lhe disseram na manhã de
terça-feira que «inclusive o Papa havia pedido a libertação. Eu
respondi: "Graças a Deus"», revela.

O arcebispo considera que seu seqüestro foi uma «coincidência»,
pois «neste período, os seqüestros são muito numerosos por estas
partes. Mas é só minha opinião pessoal. Pelas conversas que tive com
eles, não pareceu que quisessem atacar a Igreja enquanto tal».

Pelo que se refere à oportunidade de celebrar as eleições em 30 de
janeiro no ambiente de insegurança que se dá no Iraque, o prelado
afirma: «Do meu ponto de vista, não é o momento adequado. Antes de
tudo, temos necessidades de segurança e reconciliação».

O sacerdote dominicano de Mosul Mikhael Najib, em declarações
à «Rádio Vaticano», considera que com o seqüestro do bispo «talvez
houve o intento de pressionar os cristãos de Mosul», região na qual
são particularmente numerosos.

«Na zona estão presentes muitos curdos e partidos favoráveis à Síria.
Os árabes, os muçulmanos, em particular os "mujahidin" querem
pressionar os cristãos para que expulsem os curdos».

Por sua parte, o arcebispo Fernando Filoni, núncio apostólico em
Bagdá, reconhece que não sabe se o seqüestro «foi um autêntico ato
terrorista, de face às eleições, ou se foi um ato de criminalidade
comum, para pedir um resgate».

O seqüestro do prelado se une a outros atos de violência cometidos
contra os católicos iraquianos e aos atentados contra várias igrejas
em Mosul e Bagdá cometidos nos meses passados.


11 - Libertado o arcebispo seqüestrado no Iraque esta segunda-feira

João Paulo II dá graças a Deus

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 18 de janeiro de 2005 (ZENIT.org).-
A Santa Sé manifestou esta terça-feira a «grande satisfação» de João
Paulo II pela libertação de Dom Basile Georges Casmoussa, arcebispo
sírio-católico de Mosul (norte do Iraque), que foi seqüestrado essa
segunda-feira por homens armados.

É o que afirma um comunicado de imprensa publicado por Joaquín
Navarro-Valls, diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, emitido pouco
depois de fontes católicas iraquianas darem a notícia.

«O Santo Padre foi informado imediatamente e deu graças a Deus pelo
feliz resultado desta vicissitude», afirma Navarro-Valls.

«Não foi pago nenhum resgate», acrescenta, explicando que «o
seqüestro havia suscitado uma grande surpresa, pois o arcebispo era
muito querido tanto por cristãos como por muçulmanos».

Dom Basile Georges Casmousa, de 66 anos, é arcebispo sírio-católico
de Mosul desde 1999. A arquidiocese sírio-católica de Mosul conta com
cerca de 35.000 fiéis.

O patriarca caldeu de Bagdá, Sua Beatitude Emmanuel Delly, agradeceu
a Deus pela libertação do prelado e declara: «não foi um ataque
contra os cristãos».

Em declarações à agência missionária «Misna», acrescenta: «Não
sabemos quem é o autor do seqüestro, como de fato não sabemos quem
são os responsáveis pelo seqüestro de um sacerdote caldeu nos dias
passados, detido durante 24 horas por homens armados e depois
libertado».

«O verdadeiro problema é que o Iraque se encontra no caos», constata
o patriarca, que pede orações aos fiéis do mundo para que «haja paz
em nosso martirizado país».


12 - Arcebispo de Mossul critica responsáveis pelo caos e desordem no
Iraque

Fonte: Agência Ecclesia 18/01/2005

O arcebispo D. Basile Georges Casmoussa, libertado menos de 24 horas
depois de ter sido raptado no Iraque, criticou os responsáveis pelo
caos e a desordem no país, a menos de duas semanas das eleições.
"O Iraque está mergulhado no caos, onde quer que vamos há desacatos e
temos uma alta taxa de desemprego", atirou o líder da comunidade siro-
católica de Mossul, em declarações à agência missionária Misna.
"No nosso país ainda não há democracia", vincou, apontando o dedo às
forças da coligação que invadiram o país.
O prelado foi hoje deixado junto a uma estrada da zona leste de
Mossul, pelos seus raptores, sem que tivesse sido maltratado. O
próprio relatou que regressou a casa de táxi e que se encontra "bem".
A Fundação "Ajuda à Igreja que Sofre" avançou com informações de que
este sequestro teria motivações políticas. Nas últimas semanas, o
Arcebispo Casmoussa terá recusado as exigências do grupo "Mossul
Arab" que pretendia que os cristãos abandonassem Mossul e as
populações circundantes.
D. Basile Georges Casmoussa nega que tal tenha acontecido e sustenta
que o seu rapto "não passou de um erro", dado que nunca tinha
recebido nenhuma ameaça deste género no passado. "Episódios como este
são interpretados pelos habitantes locais como um sinal para os
ambientes eclesiásticos, por parte de grupos extremistas, tendo em
vista as eleições de 30 de Janeiro e querendo impedir a Igreja de
assumir um papel de relevo no próximo governo, mas eu não penso que
seja assim", declarou.
O Arcebispo de Kirkuk, D. Louis Sako, que participou nas negociações
para a libertação de D. Georges Casmoussa disse à "Ajuda à Igreja que
Sofre" que "os cristãos de Mossul estão aterrorizados" e que não
deverão participar nas eleições, marcadas para o final do mês.
Isso mesmo admite o arcebispo siro-católico de Mossul, que fala
na "insegurança" da minoria cristã e acusa os soldados norte-
americanos de "terem contribuído para dar uma imagem negativa do
Cristianismo", por serem vistos pelas populações locais como forças
de ocupação.
D. Georges Casmoussa, de 66 anos, dirige a Arquidiocese de Mossul
desde 1999 e é bastante popular entre os habitantes da cidade pelo
seu compromisso no diálogo entre cristãos e muçulmanos, como
sublinhou esta manhã o porta-voz do Vaticano, Navarro-Valls, ao
anunciar a sua libertação.


13 - Libertado D. Basile Georges Casmoussa

Fonte: Agência Ecclesia 18/01/2005

Foi libertado há poucos minutos o arcebispo da comunidade siro-
católica de Mossul, D. Basile Georges Casmoussa, que ontem fora
sequestrado nessa cidade do norte iraquiano.
A notícia foi avançado pelo Pe. Petros Mouché, de Mossul, à agência
missionária Misna. O sacerdote negou que tivesse sido pago qualquer
resgate, apesar deste ter sido exigido pelos raptores, acrescentando
que "não é conhecida nem a identidade dos raptores nem os motivos do
sequestro".O grupo que raptou o arcebispo Casmoussa esta manhã tinha
exigido 200 mil dólares de resgate, segundo adiantou à Misna o
arcebispo caldeu Paulos Faraj Rahho. O prelado precisou que os
raptores colocaram D. Casmoussa ao telefone com o vigário-geral da
sua diocese.
Os responsáveis religiosos no país têm afirmado que este ataque não
visa a população cristã em particular. "Estes grupos querem dinheiro
fácil e o rapto é um caminho rápido para isso", assinala D. Rahho.
.
Octávio Carmo


14 - Raptores do arcebispo siro-católico de Mossul exigem 200 mil
dólares pelo resgate

Fonte: Agência Ecclesia 18/01/2005

O grupo que ontem raptou o arcebispo da comunidade siro-católica de
Mossul, D. Basile Georges Casmoussa, exigiu esta manhã a soma de 200
mil dólares para o libertar. Os raptores utilizaram o telemóvel do
prelado para entrar em contacto com o vigário-geral da diocese de
Mossul, Pe. Tetrus Mosei. O arcebispo trocou algumas palavras com o
Pe. Mosei, assegurando que se encontra em boas condições de saúde.
A revelação do sequestro de D. Basile Georges Casmoussa nesta cidade
do norte do Iraque fora feita ontem pelo director da sala de imprensa
da Santa Sé, Joaquín Navarro-Valls.
O Vaticano condenou "este ignóbil acto terrorista", pedindo que o
arcebispo seja colocada em liberdade, "incólume", para poder
regressar ao seu serviço. Navarro-Valls não adiantou qualquer
pormenor sobre as circunstâncias do sequestro do prelado. D.
Casmoussa, originário de Karakoche, no Iraque, tem 66 anos.
A comunidade siro-católica conta com 35.000 fiéis concentrados na
região de Mossul. Numa população de 22 milhões de iraquianos, os
cristãos são cerca de 750 mil, 70 por cento dos quais católicos
caldeus.
O outro arcebispo de Mossul, D. Paulos Faraj Rahho, de rito caldeu,
revelou à agência missionária Misna os contactos levados a cabo pelos
sequestradores, assegurando que a diocese está a recolher o dinheiro
necessário para pagar o resgate e criticando a ausência de "segurança
e serenidade" na cidade.


15 - IRAQUE: VATICANO CONDENA SEQÜESTRO DO BISPO
Por GIANLUCA VANNUCCHI

CIDADE DO VATICANO, 17/01/2005 (ANSA) - A violência do Iraque não
poupa nem a igreja católica. Depois dos atentados às igrejas que
começaram em agosto e que se repetiram até os últimos meses do ano
passado, hoje um bispo sirio-católico, monsenhor Basile Georges
Casmoussa, foi seqüestrado em Mossul, no norte do país.
A gravidade do ato é testemunhada pela atenção máxima do
Vaticano, divulgado pelo diretor da sala de imprensa da Santa Sé,
Joaquin Navarro Valls.
"Fomos informados do seqüestro do arcebispo sirio-católico de
Mossul, monsenhor Basile Georges Casmoussa. A Santa Sé deplora
firmemente este ato terrorista ignóbil e pede que este digno pastor
seja prontamente devolvido, incólume, ao seu ministério", disse
Navarro Valls em uma declaração.
Um testemunho do seqüestro chegou do patriarca católico caldeu,
Emmanuel Delly, contatado por telefone em Bagdá: "Monsenhor Basile
Georges Casmoussa foi seqüestrado enquanto saia de uma casa, onde
estava em visita pastoral, na sua diocese de Mossul. Ele foi
capturado e colocado em um carro. Desconhecemos quem são os
seqüestradores e também o motivo desta atitude".
"Nós informamos o Vaticano do ocorrido. Agora estamos fazendo o
possível para encontrá-lo. Temos esperanças de conseguir salvá-lo",
acrescentou.
Segundo o patriarca este ato "não teve os cristãos como objetivo
específico, por que representantes muçulmanos e expoentes das
autoridades civis também foram seqüestrados recentemente. O último
episódio ocorreu ontem". Monsenhor Delly pediu rezas para que o
prelado seja resgatado o mais rapidamente possível.
Monsenhor Basile Georges Casmoussa, o bispo sirio-católico de
Mossul seqüestrado no Iraque, nasceu em Karakoche, no norte do país
em 15 de outubro de 1938. Foi ordenado sacerdote em 1962 e consagrado
bispo em dezembro de 1999.
O ritual sirio-católico deriva de Antioquia dos Sirios, sede de
Pedro antes de chegar em Roma, mãe das mais antigas tradições
litúrgicas e teológicas da cristandade. Ainda hoje carregam o título
de Antioquia os patriarcas católicos sirios, melquitas e maronitas.
As primeiras notícias da espiritualidade e da liturgia sira remontam
ao bispo Ignazio, do século II d.C.
Atualmente, em uma população de 22 milhões, há 750 mil cristãos
iraquianos, 70% pertencem à igreja católica caldéia, enquanto que os
demais grupos, assírios-nestorianos, sirio-católicos e sirio-
ortodoxos, representam 7% cada um dos cristãos do Iraque. Em
particular, na pequena cidade de Karacoche, onde nasceu o bispo
seqüestrado, os siro-católicos são cerca de 25 mil.
No mundo católico já se reza pela libertação do prelado. "Assim
que soubemos do seqüestro de monsenhor Casmoussa decidimos organizar
vigílias de oração em todas as paróquias orioninas pela sua pronta
libertação", declarou o Movimento dos Laicos de Don Orione depois que
recebeu a notícia. "Esperamos que estas atitudes covardes e desumanas
cessem, e que dêem lugar à confrontação civil e democrática".


16 - Iraque: Arcebispo sírio-católico de Mossul foi libertado pelos
raptores

Ais Notícias 18/01/2005

O Arcebispo sírio-católico de Mossul (norte do Iraque), D. Georges
Casmoussa foi hoje libertado, após ter sido ontem sequestrado por
desconhecidos ainda não identificados. Segundo a agência AsiaNews, a
Nunciatura Apostólica em Bagdade e o Patriarca Caldeu já contactaram
D. Georges Casmoussa, que confirmou estar de boa saúde.

O Vaticano anunciou ontem o rapto de D. Georges Casmoussa através de
um comunicado enviado pelos serviços de imprensa. No comunicado de
ontem, a Santa Sé deplorava "este acto terrorista repugnante",
pedindo a rápida libertação do prelado iraquiano.

O Patriarca caldeu de Bagdade, D. Emmanuel III Delly, revelou à
agência missionária Misna que D. Georges Casmoussa foi
sequestrado "quando saia de uma casa onde tinha ido em visita
pastoral, na Diocese de Mossul". Segundo o Patriarca, o prelado foi
levado num carro por desconhecidos, não se sabendo ainda a identidade
dos raptores nem os motivos deste sequestro.

Hoje de manhã, D. Thomas Habib, secretário da Nunciatura em Bagdade,
falou ao telefone com D. Georges Casmoussa. "Ele confirmou que está
bem e que já está em casa", disse o secretário à agência AsiaNews.

Em relação à informação que ontem circulava, de que os raptores
teriam exigido o pagamento de um resgate de 200 mil dólares, D.
Thomas Habib, afirmou: "Eu posso confirmar que nenhum resgate foi
pago".

D. Emmanuel III Delly, que já contactou o Arcebispo de Mossul, refere
que "os cristãos e os muçulmanos no Iraque estão contentes com a sua
libertação e agradeceram juntos a Deus por estas boas notícias".

A Santa Sé também já felicitou a libertação de D. Georges Casmoussa.
Os serviços de informação do Vaticano referem que o Papa "agradeceu a
Deus pelo feliz desfecho desta incidente".

Segundo informações recolhidas pela Ajuda à Igreja que Sofre, este
sequestro teve motivações políticas. Nas últimas semanas, o Arcebispo
Casmoussa terá recusado as exigências do grupo "Mossul Arab" que
pretendia que os cristãos abandonassem Mossul e as populações
circundantes.

O rapto do prelado teria assim o objectivo de intimidar as
comunidades cristãs. O Arcebispo de Kirkuk, D. Louis Sako, que
participou nas difíceis negociações para a libertação de D. Georges
Casmoussa disse à Ajuda à Igreja que Sofre: "Talvez na próxima vez
seja eu. Quem sabe? A situação está a piorar cada vez mais".

D. Louis Sako acrescentou que "os cristãos de Mossul estão
aterrorizados" e que não deverão participar nas eleições, marcadas
para o final do mês, "especialmente em Mossul e nos arredores".

D. Georges Casmoussa, de 66 anos, dirige a Arquidiocese de Mossul
desde 1999 e é bastante popular entre os habitantes da cidade pelo
seu empenhamento no diálogo entre cristãos e muçulmanos.


17 - Vaticano saúda libertação do arcebispo iraquiano
Reféns não receberam nenhum resgate

Fonte: Agência Ecclesia 18/01/2005

O Vaticano recebeu com "grande satisfação" a notícia da libertação do
arcebispo da comunidade siro-católica de Mossul, D. Basile Georges
Casmoussa, que ontem fora sequestrado nessa cidade do norte iraquiano.
Joaquín Navarro-Valls, director da sala de imprensa da Santa Sé,
comunicou aos jornalistas que o Papa foi imediatamente informado da
libertação "e agradeceu a Deus pelo final feliz desta situação".
O porta-voz do Vaticano acrescentou que "não foi pago nenhum
resgate", sublinhando que o sequestro foi uma surpresa, dado que o
arcebispo Casmoussa "era muito bem visto tanto pelos cristãos como
pelos muçulmanos".
D. Basile Georges Casmoussa nasceu a 25 de Outubro de 1938, em
Karakoche, pequeno centro a norte de Mossul. Foi ordenado sacerdote
em Junho de 1962 e é arcebispo de rito siro-católico desde 1999.

Octávio Carmo


18 - Rapto do arcebispo de Mossul não teve motivos religiosos

Fonte: Agência Ecclesia 18/01/2005

O desenlace rápido e feliz do sequestro de D. Basile Georges
Casmoussa, arcebispo da comunidade siro-católica de Mossul, no
Iraque, foi já saudado pelo Vaticano e por líderes católicos no país,
para quem o acontecimento não tem nenhum motivo religioso.
Joaquín Navarro-Valls, porta-voz do Vaticano, ao exprimir a
satisfação com que a notícia foi recebida pelo Papa, referiu a
surpresa pelo rapto de D. Casmoussa, sublinhando que o arcebispo "era
muito bem visto tanto pelos cristãos como pelos muçulmanos".
A maior figura da Igreja Católica no Iraque, o Patriarca caldeu
Emmanuel Delly, considera que este acto "não quis atingir
especificamente os cristãos, até porque vários líderes muçulmanos e
as autoridades civis também foram sequestrados recentemente".
"Agora que D. Casmoussa foi libertado, confirmo que não se tratou de
um ataque contra os cristãos", reforçou.
Até ao momento não se sabe quem foram os autores do rapto, nem os
seus objectivos, como não se sabe quem sequestrou, há poucos dias, um
padre caldeu durante 24 horas. "O verdadeiro problema do Iraque é o
caos", assinala o Patriarca Emanuel Delly.
O grupo que raptou o arcebispo Casmoussa esta manhã tinha exigido 200
mil dólares de resgate, segundo adiantou à Misna o arcebispo caldeu
Paulos Faraj Rahho. O Vaticano negou que esse resgate tivesse sido
pago.
O encarregado de negócios da Nunciatura Apostólica em Bagdad, mons.
Thomas Habib, referiu à agência Misna que o arcebispo de Mossul
agradece ao Papa "e a todos os que rezaram pela sua libertaçao" e
espera que este acontecimento marque uma mudança radical.
"Esperamos que a partir de agora se possa desanuviar o clima no
Iraque e que as nossas comunidades cristãs tenha a oportunidade de
continuar a viver em tranquilidade com os irmãos muçulmanos, como
sempre aconteceu", aponta.
Mais de 50 mil cristãos já fugiram do Iraque, desde o início da
invasão norte-americana, fruto da violência e da degradação das
condições de vida. No passado mês de Dezembro o Papa condenou os
atentados cometidos no Iraque contra a minoria cristã, após a
destruição de uma igreja arménio-católica e do edifício do
arcebispado caldeu.
Outras cinco igrejas de Bagdad foram alvo de uma série de ataques
simultâneos a 19 de Outubro que não fizeram vítimas. A minoria cristã
já tinha sido alvo de actos de violência em Agosto, quando seis
atentados contra locais de culto cristãos causaram 10 mortos e 50
feridos em Bagdad e Mossul.

Octávio Carmo


19 - D. Basile Georges Casmoussa não foi maltratado

Fonte: Agência Ecclesia 18/01/2005

O arcebispo D. Basile Georges Casmoussa, da comunidade siro-católica
de Mossul, libertado menos de 24 horas depois de ter sido raptado no
Iraque, revelou à Rádio Vaticano que foi não foi maltratado. O
prelado considera que o sequestro não passou de uma "coincidência".
"Estou feliz por regressar à minha igreja e posso dizer que não fui
maltratado: os raptores foram muito gentis comigo", referiu o D.
Casmoussa, que agradeceu a Deus pela sua libertação.
O arcebispo adiantou ainda que não vislumbrou nos raptores a intenção
de "atingir a Igreja enquanto tal".
"A partir do momento em que souberam que eu era um bispo, a sua
atitude mudou e fui libertado ao meio-dia, mesmo antes da hora
fixada", acrescentou.
D. Basile Georges Casmussa, sequestrado segunda- feira em Mossul
(norte do Iraque), foi libertado sem o pagamento de qualquer resgate,
segundo anunciou o porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro-Valls.
O arcebispo caldeu de Mossul, Paulos Rahho, afirmou que o sequestro
não foi uma acção especificamente dirigida contra os
católicos. "Estes grupos apenas querem fazer dinheiro fácil e esta é
certamente a maneira mais rápida. Há dois meses que não vemos
polícias nestas paragens. Nos últimos meses continuaram os
bombardeamentos e os ataques, não houve calma nenhuma", disse.

Octávio Carmo


20 - Seqüestradores do bispo católico pedem 200 mil dólares de resgate

Agência EFE 18/01/2005

O grupo que seqüestrou o arcebispo sírio católico Basile Georges
Casmoussa na cidade iraquiana de Mossul pediu um resgate de 200 mil
dólares, afirmou nesta terça-feira o arcebispo caldeu (também
católico) da localidade, Paulos Rahho, à agência vaticana Misna.
Rahho, segundo a Misna, contou que os seqüestradores utilizaram o
telefone celular do arcebispo, de 67 anos, para ligar pedindo este
resgate.

Os seqüestradores falaram pelo telefone com o sacerdote Tetrus Mosei,
vigário geral da diocese de Mossul, para exigir o dinheiro.

"A diocese está tentado apanhar o dinheiro necessário para que o
arcebispo seja posto em liberdade. Esperamos que hoje já possamos
entregar a quantia e que ele volte conosco", disse o vigário.

O arcebispo sírio católico de Mossul, monsenhor Basile Georges
Casmoussa, foi seqüestrado ontem por desconhecidos que segundo fontes
de Mossul o obrigaram a subir em um automóvel quando realizava
trabalhos pastorais em sua diocese, onde vivem mais de 30 mil
católicos iraquianos.

O Monsenhor Rahho disse hoje à Misna que não se tratou de um novo
ataque contra os católicos, mas de grupos que tentam ganhar dinheiro
de maneira fácil e pela via mais rápida.

Rahho se queixou que há dois meses não há policiais na zona de Mossul
e que nas últimas semanas continuaram os ataques. "Não temos
serenidade alguma".

O núncio apostólico em Bagdá, o arcebispo Fernando Filoni, afirmou
que o seqüestro está relacionado com o clima de tensão pré-eleitoral
no Iraque e representa o ápice de uma estratégia contra as igreja
sírio-católica e caldéia, ambas em comunhão com Roma.

Filoni assegurou que não se sabe que está por trás do seqüestro nem
quais são seus objetivos.

O núncio do Vaticano reiterou que o arcebispo foi seqüestrado quando
acabava de visitar uma família que estava de luto.

Fernando Filoni lembrou que há vários meses a casa do bispo foi
baleada por desconhecidos. Ontem a Santa Sé exigiu que o
arcebispo "seja imediatamente devolvido ileso".

O seqüestro do prelado se soma a outros atos de violência cometidos
contra os católicos iraquianos e aos atentados contra várias igrejas
em Mossul e Bagdá realizados nos últimos meses.

Há 800 mil cristãos no Iraque, quase 3% dos 22 milhões de iraquianos.
Os católicos caldeus são a maioria, quase 70% desses 800 mil. Os
sírio-católicos são 30 mil.

Atualmente a maior parte dos sírio-católicos se encontra na Síria,
Líbano e Iraque.


21 - Seqüestro de bispo pode ter sido uma advertência

AFP 18/01/2005

O seqüestro do arcebispo católico de Mossul, monsenhor Basile Georges
Casmoussa, preocupou durante 24 horas os cerca de 700 mil cristãos do
Iraque, e o desenlace do caso, com sua libertação, deixa muitas
dúvidas sobre os motivos deste seqüestro.
"Eu não era a pessoa que eles queriam", afirmou o prelado hoje
durante uma entrevista coletiva promovida depois de sua libertação na
igreja Al-Kalaa, no bairro Al-Midane, no centro da maior cidade do
norte do Iraque.

"Os seqüestradores não pediram resgate, e nenhum dinheiro foi dado",
afirmou. No entanto, suas declarações contradizem as do arcebispo de
Bagdá, monsenhor Matti Matoka.

"Casmoussa telefonou nesta manhã ao arcebispado de Mossul para dizer
que estava em boa saúde, e que os que o seqüestraram exigiam uma soma
de US$ 200 mil", declarou Matoka. "São pessoas que fizeram aquilo por
dinheiro. Uma máfia. Não houve qualquer reivindicação política ou
religiosa", acrescentou.

Por sua vez, o arcebispo de Mossul procurou minimizar o
sucedido. "Acredito que meu seqüestro foi uma coincidência. Assim que
meus captores souberam que eu era uma arcebispo, a atitude deles
mudou e fui libertado ao meio-dia, antes do horário previsto, sem
pagamento de resgate", sustentou.

A agência católica Asia News tem uma tese para justificar o seqüestro
do prelado: ele seria vinculado à próxima reabertura do oleoduto de
Kirkuk, norte do país.

"Este seqüestro é um dos mais anormais da história do novo Iraque.
Não houve motivo religioso, nem exigência de resgate, e produziu um
único resultado: mostrar que a zona de Mossul não é segura", comentou
a agência. "Entre as empresas de petróleo, circula a hipótese de que
o seqüestro estaria ligado ao mercado do ouro negro e à próxima
abertura do oleoduto de Kirkuk", acrescentou.

"Por causa deste seqüestro, a reabertura do oleoduto pode ser adiada
mais uma vez", explicou a Asia News.

O governo interino iraquiano anunciou para o fim do mês de janeiro a
reabertura do oleoduto e a retomada das exportações do norte do
Iraque à Turquia, bloqueadas desde o dia 18 de dezembro após um
atentado, destacou.

"O seqüestro de Casmoussa em Mossul, capital da zona petroleira de
Kirkuk, levanta dúvidas sobre o controle efetivo da região pelas
forças da coalizão e preocupa os compradores potenciais de bruto, o
que pode prejudicar o governo de Bagdá", considerou a agência.


22 - Arcebispo seqüestrado no Iraque é libertado

Redação Terra 18/01/2005

O arcebispo católico sírio seqüestrado ontem em Mossul, no Iraque,
Basile Georges Casmoussa, 66 anos, foi libertado hoje por seus
seqüestradores, informou um porta-voz do Vaticano. O grupo tinha
exigido um resgate de US$ 200 mil.
A libertação foi confirmada pelo monsenhor Petros Mouché, de rito
sírio-católico e da diocese à qual pertence o arcebispo. Monsenhor
Petros Mouché assegurou que não houve pagamento de resgate.

Na tarde de ontem, um grupo de homens armados em dois veículos atacou
Casmoussa quando ele saía de uma casa de sua diocese de Mossul onde
realizava uma visita pastoral em companhia do motorista, no bairro Al-
Churta em Mossul. Os atacantes colocaram o arcebispo na mala do
veículo em que estavam.

O arcebispo afirmou depois de ser libertado que não foi maltratado e
que acha que seu seqüestro foi uma "casualidade". "Estou feliz por
ter voltado ao arcebispado. Não fui maltratado e acho que meu
seqüestro foi uma casualidade, já que não me pareceu que (os
seqüestradores) pretendessem atacar a Igreja", declarou Casmoussa à
Rádio Vaticano.

Casmoussa assegurou que os seqüestradores o trataram bem e que assim
que souberam que ele era um arcebispo mudaram de comportamento: "Fui
libertado ao meio-dia (de hoje), antes do previsto, e sem o pagamento
de resgate".

O arcebispo de rito sírio católico se mostrou convencido de que seu
seqüestro foi uma casualidade, já que nestes tempos - segundo disse -
os seqüestros de pessoas em Mossul "são numerosos". "Mas essa é só
minha opinião pessoal e com base na comunicação que tive com eles",
acrescentou o arcebispo, que insistiu em que acha que os
seqüestradores não pretendiam atacar a Igreja.

Monsenhor Casmoussa, natural de Karakoche, no Iraque, vive numa
cidade vizinha de Mossul chamada Qaraqos. Ele foi ordenado sacerdote
em 1962, tendo sido nomeado arcebispo pelo Papa João Paulo II em maio
de 1999.


23 - João Paulo II manifesta satisfação com libertação de arcebispo

Agência EFE 18/01/2005

Papa João Paulo II manifestou esta terça-feira sua satisfação pela
libertação do arcebispo de rito sírio-católico Basile Georges
Casmoussa, de 67 anos, seqüestrado ontem na cidade iraquiana de
Mossul (norte), informou o porta-voz vaticano, Joaquín Navarro Valls

"A notícia da libertação do arcebispo de Mossul, monsenhor Basile
Georges Casmoussa foi recebida com grande satisfação. O Santo Papa
foi imediatamente informado e deu graças a Deus pelo feliz desenlace
deste seqüestro", afirmou Navarro.

A libertação de Casmoussa foi confirmada pelo monsenhor Petros
Mouché, de rito sírio-católico e da diocese à qual pertence o
arcebispo, que assegurou que não houve pagamento de resgate.


24 - Rebeldes libertam arcebispo seqüestrado no Iraque

Da Folha Online 18/01/2005

O arcebispo católico Basile Georges Casmoussa, 66, seqüestrado ontem
em Mossul, cidade iraquiana ao norte do país, foi libertado nesta
terça-feira, informou a agência missionária Misna.

A informação foi confirmada pelo arcebispo de Bagdá, Matti Matoka, à
agência de notícias France Presse.

Os seqüestradores haviam pedido um resgate de US$ 200 mil mas,
segundo a Misna, nenhuma quantia foi paga para que o arcebispo fosse
solto.

Ainda segundo a Misna, Paulos Faraj Rahho, outro bispo de Mossul,
afirmou que os seqüestradores utilizaram o telefone celular de
Casmoussa, para entrar em contato com os religiosos locais, e pedir o
resgate.

A agência não informou se os seqüestradores se identificaram como
pertencentes a algum grupo rebelde que atua no Iraque.

Os cristãos representam apenas 3% da população iraquiana, de
aproximadamente 26 milhões de pessoas.

Esse pequeno contingente se divide entre as ramificações caldéia e
armênia, reconhecidas oficialmente pela Igreja Católica. Há um
pequeno grupo de católicos apostólicos romanos no país. Muitas
igrejas foram bombardeadas nos últimos meses por supostos extremistas
islâmicos.


25 - Arcebispo: "Meu seqüestro foi uma casualidade"

Agência EFE 18/01/2005

O arcebispo de rito sírio católico Basile Georges Casmoussa, de 67
anos, seqüestrado na segunda-feira em Mossul, afirmou depois de ser
libertado hoje, terça-feira, que não foi maltratado e que acha que
seu seqüestro foi uma "casualidade".

"Estou feliz por ter voltado ao arcebispado. Não fui maltratado e
acho que meu seqüestro foi uma casualidade, já que não me pareceu que
(os seqüestradores) pretendessem atacar a Igreja", declarou Casmoussa
à Rádio Vaticano.

O prelado iraquiano assegurou que os seqüestradores o trataram bem e
que assim que souberam que ele era um arcebispo mudaram de
comportamento: "Fui libertado ao meio-dia (de hoje), antes do
previsto, e sem o pagamento de resgate".

O arcebispo de rito sírio católico se mostrou convencido de que seu
seqüestro foi uma casualidade, já que nestes tempos -segundo disse-
os seqüestros de pessoas em Mossul "são numerosos".

"Mas essa é só minha opinião pessoal e com base na comunicação que
tive com eles", acrescentou o arcebispo, que insistiu em que acha que
os seqüestradores não pretendiam atacar a Igreja.

Dessa mesma opinião é o patriarca da Igreja Caldéia (católica)
iraquiana, Emmanuele III Karim Delly, que assegurou que o anômalo
seqüestro demonstra que não se tratou de um ataque contra os
cristãos.


26 - Libertado o arcebispo católico seqüestrado em Mossul

Redação Terra - 18/01/2005

O arcebispo de rito sírio-católico Basile Georges Casmoussa, de 67
anos, seqüestrado nesta segunda na cidade iraquiana de Mossul
(norte), foi libertado nesta terça-feira, informou a agência vaticana
Misna.

A libertação de Casmoussa foi confirmada à Misna pelo monsenhor
Petros Mouché, também de rito sírio-católico e da diocese à qual
pertence o arcebispo.

Monsenhor Petros Mouché assegurou que não houve pagamento de resgate.
Segundo ele, Basile Georges Casmoussa está voltando para casa em um
automóvel enviado para apanhá-lo. O Monsenhor afirmou que não se sabe
a identidade dos seqüestradores e os motivos do seqüestro.

O arcebispo sírio católico de Mossul, monsenhor Basile Georges
Casmoussa, foi seqüestrado ontem por desconhecidos que, segundo
fontes de Mossul, obrigaram-no a subir em um carro quando realizava
trabalhos pastorais em sua diocese, onde vivem mais de 30 mil
católicos iraquianos. Casmoussa acabava de visitar a uma família que
se encontrava de luto.

Hoje o arcebispo caldeu (também católico) de Mossul, Paulos Rahho,
revelou à agência vaticana Misna que os seqüestradores tinham pedido
um resgate de 200 mil dólares.

Rahho informou que os seqüestradores utilizaram o telefone celular do
arcebispo para ligar para o sacerdote Tetrus Mosei, vigário geral da
diocese de Mossul, também de rito sírio católico.

Segundo ele, não se tratou de um novo ataque contra os católicos, mas
de grupos que tentam ganhar dinheiro de maneira fácil e pela via mais
rápida.

Rahho se queixou que há dois meses não há policiais na zona de Mossul
e que nas últimas semanas continuaram os ataques. "Não temos
serenidade alguma".

O núncio apostólico em Bagdá, o arcebispo Fernando Filoni, afirmou
que o seqüestro está relacionado com o clima de tensão pré-eleitoral
no Iraque e representa o ápice de uma estratégia contra as igreja
sírio-católica e caldéia, ambas em comunhão com Roma.

O seqüestro do bispo se soma a outros atos de violência cometidos
contra os católicos iraquianos e aos atentados contra várias igrejas
em Mossul e Bagdá realizados nos últimos meses.

Há 800 mil cristãos no Iraque, quase 3% dos 22 milhões de iraquianos.
Os católicos caldeus são a maioria, quase 70% desses 800 mil. Os
sírio-católicos são 30 mil.


27 - França: Refugiados caldeus e assírios auxiliam vítimas do
tsunami

Ais Notícias 17/01/2005


Uma paróquia de Paris, composta maioritariamente por refugiados
cristãos do Iraque e da Turquia, recolheu donativos para auxiliar as
vítimas do tsunami na Ásia. Os donativos foram enviados para o
secretariado francês da Ajuda à Igreja que Sofre.

A paróquia de Saint Thomas de Sarcelles, localizada na zona norte de
Paris, recolheu cerca de 5 mil euros para auxiliar as vítimas nos
países que foram atingidos pelo tsunami a 26 de Dezembro de 2004.

A maioria dos paroquianos é oriunda do Iraque e da Turquia e pertence
aos ritos caldeu e assírio, comunidades que no Médio Oriente têm sido
alvo de perseguições e atentados.

No Iraque, por exemplo, várias igrejas caldeias e assírias sofreram
atentados durante o ano passado, levados a cabo por grupos
terroristas islâmicos. Milhares de cristãos iraquianos estão
actualmente refugiados na Síria e na Jordânia. Muitos dependem do
auxílio que recebem dos iraquianos que se estabeleceram nos países
ocidentais, como é o caso da França.

Neste país, a comunidade assírio-caldeia ficou muito sensibilizada
com a tragédia que devastou vários países asiáticos. Numa mensagem
enviada à Ajuda à Igreja que Sofre pelo Padre Sabri Anar explicou que
os seus paroquianos quiseram dar uma contribuição material e
espiritual às vítimas do Tsunami.

A paróquia de Saint Thomas de Sarcelles recolheu assim cerca de 5 mil
euros que, através da Ajuda à Igreja que Sofre, serão enviados para
os países asiáticos afectados pelo maremoto. Paralelamente a esta
iniciativa, "em todas as missas celebradas desde o dia 26 de Dezembro
se rezou pelas vítimas do tsunami", referiu o sacerdote caldeu.

28 - Mensagem de S. Santidade, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I
sobre calamitoso Tsunami que atingiu o Sudeste da Ásia

Fonte: www.ecclesia.com.br 01/01/05

Tradução do inglês por: Natalia Waszczynskyi

É com grande pesar que acompanhamos de perto as conseqüências
trágicas do terrível maremoto, bem como as ondas de enorme impacto
que seguiram, ocorridas na área da Indonésia poucos dias atrás,
aniquilando mais de cem mil seres humanos. Esta tragédia deixou em
total degradação mais de cinco milhões de pessoas que agora estão sem
lar, tendo perdido todos os bens essenciais à sobrevivência.
Uma vez que não estamos habilitados a oferecer o material necessário
para ajudar a diminuir e aliviar esta dor insuportável e as infinitas
necessidades de nossos irmãos que estão nessas condições terríveis,
estamos apelando para todos aqueles que possam fazê-lo, que ajudem
aqueles que precisam com toda generosidade, quer com pouco ou com
muito. Nós também elevamos nossos corações e mãos a Deus nas alturas,
e fervorosamente rezamos a Ele que perdoe os pecados da humanidade;
que envie sobre cada alma aflita Sua infinita compaixão; para
confortar aqueles que choram a perda de seus familiares; para atender
aqueles que foram atingidos; para curar os doentes; para animar e
encorajar os filantropos (benfeitores), de maneira que possam
oferecer seu auxílio em abundância para todos aqueles que precisam.
Hoje, o primeiro dia do Ano Novo, em nossa santa e venerável Catedral
Venerável, oferecemos uma prece especial a Deus, pedindo a Ele por
Sua piedade os vivos e os mortos.
Que Deus acolha arrependimento ocorra em qualquer parte do mundo.
Amém.
Suplicante fervoroso a Deus por todos vós,
Bartolomeu de Constantinopla


29 - Carta de S. Santidade Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de
Constantinopla, ao Presidente eleito da Ucrânia, Victor Yushchenko

Fonte: WWW.ECCLESIA.COM.BR

Tradução do inglês por: Natalia Waszczynskyi

Sua Excelência Mr. Viktor A- Yushchenko,
Presidente eleito da Ucrânia, Nossa amada no Senhor,

Graça e Paz de Deus!

No que tange à Mãe Igreja de Cristo, como Patriarca Ecumênico de
Constantinopla, estamos felizes em transmitir à Sua Excelência nossa
satisfação por sua eleição para a Presidência da Ucrânia.

Incessantemente, suplicamos a Deus Todo-poderoso para que abençoe a
sofredora Nação Ucraniana com paz, justiça, prosperidade e liberdade
para todos os cidadãos.

Estamos conscientes e dolorosamente tristes pelas atuais crises da
Ortodoxia na Ucrânia, a fé dos antepassados do povo Ucraniano.

Como temos expressado repetidamente nossas preocupações a respeito da
desunião dentro da Ortodoxia na Ucrânia, também temos repetidamente
expressado nossa prontidão em auxiliar a melhorar esta dolorosa
situação.

Parece que é propício que se inicie o processo de cura desta
desunião, e a Grande Igreja de Cristo, o Patriarcado Ecumênico, está
pronto para prestar qualquer assistência neste empenho.

Congratulando-nos com V. Excelência uma vez mais, enviamos nossa
bênção patriarcal e orações pela sua saúde e bem estar, neste Ano
Novo e nos muitos anos que virão.

Patriarcado Ecumênico, 03 de Janeiro de 2005

Suplicante fervoroso a Deus por vós,

Bartolomeu I
Arcebispo de Constantinopla, Nova Roma
Patriarca Ecumênico


30 - Festa do Batismo do Senhor

Voz da Russia 19/01/05

Hoje, em todos os templos da Igreja Ortodoxa Russa dentro e fora do
País se realizaram solenidades da festa do Batismo do Senhor. O
centro das mais importantes cerimônias em Moscou foi a Sé da Aparição
de Deus, onde a liturgia festiva e o sacramento de bênção da água
foram celebrados pelo patriarca Aleksi II


31 - SERÁ INAUGURADO UM MONUMENTO DE SÃO GREGÓRIO, O ILUMINADOR, NO
VATICANO

www.armenia.com.br 17/01/05

Yerevan (PanArmenianNet) - No dia 19/01 será inaugurado, no muro da
Catedral de São Pedro, no Vaticano, um monumento erguido em homenagem
a São Gregório, o Iluminador. O Papa João Paulo II participará da
cerimônia de inauguração. Por ocasião dos 1700 anos da adoção do
Cristianismo como religião oficial de Estado na Armênia, o Patriarca
dos Armênios Católicos, Nersés Bedros XIX pedira ao Papa que fosse
erigido um monumento em homenagem a Gregório, o Iluminador. A
escultura de mármore tem 5.7 metros de altura e já está pronta. O
autor do monumento é o escultor francês de origem armênia, Khatchik
Kazandjian.


32 - O Papa recebe o Patriarca da Armênia e abençoa imagem do
Padroeiro

VATICANO, 19 Jan. 05 (ACI) .- Ao receber a visita do Patriarca de
Cilícia dos Armênios, Sua Beatitude Nerses Bedros XIX, junto com
outros bispos que o acompanharam, o Papa João Paulo II abençôu hoje
uma imagem de São Gregório "O Iluminador", Padroeiro da Armênia.
A imagem foi colocada na fachada posterior da Basílica de São Pedro.
Está feita em mármore branco de Carrara pelo escultor armênio Kazán
Khatechik e foi financiada pelo Colégio Armênio de Roma.
São Gregório trabalhou pela propagação do cristianismo em Armênia a
partir do ano 300, obtendo entre outras coisas a conversão do rei
Tiridate III e toda seu corte.
Os cristãos armênios viveram em comunhão com Roma até o ano 491,
quando abraçaram a tese do monofisismo, segundo a qual Cristo só
tinha uma natureza, a divina, e era homem só na aparência. Essa
postura durou até dezembro de 1996, quando durante a segunda visita
do Patriarca Karekin I ao Vaticano, o Papa João Paulo II assinou
junto com ele uma "declaração conjunta cristológica" em que se
reconhecia a dupla natureza de Cristo, humana e divina.
O Santo Padre visitou Armênia no ano 2001 para comemorar em Erevan o
1700 aniversário da conversão do país ao cristianismo, que tornou-
se a religião oficial.
Atualmente, dos 3,8 milhões de armênios, mais de dois milhões
pertencem à Igreja armênia enquanto que os católicos são apenas 150
mil.


33 - Apóstolo da Arménia recordado no Vaticano

Fonte: Agência Ecclesia 19/01/2005

João Paulo II abençoou hoje no Vaticano uma estátua de S. Gregório, o
Iluminador, apóstolo dos arménios, que ficará instalada num dos
nichos exteriores da Basílica de São Pedro.
O santo nasceu em 260 e foi o responsável pela conversão do seu país
ao cristianismo, no ano de 301, após lhe ter sido atribuída a cura do
rei Tiridates. A tradição diz que o título de "Iluminador" lhe foi
atribuído pels arménios "por os ter levado à luz que é Cristo".
A obra, em mármore, mede 5,64 metros e pesa 20 toneladas. A autoria é
do artista arménio Kazan Khatechik, numa iniciativa do colégio
arménio de Roma.
Esta é a oitava estátua colocada nos nichos exteriores da Basílica de
São Pedro.


34 - João Paulo II apela à purificação da memória nas relações entre
cristãos

Fonte: Agência Ecclesia 19/01/2005

João Paulo II pediu às Igrejas Cristãs de todo o mundo, que se
encontram a viver a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que
acompanhem as suas preces de uma verdadeira "purificação das mentes,
dos sentimentos e da memória".
"O desejo da unidade vai-se estendendo e aprofundando, chegando a
ambientes e contextos novos, suscitando fervor de obras, iniciativas
e reflexões", disse o Papa, recordando "contactos importantes de
diálogo e colaboração" ocorridos recentemente, como foi o caso da
devolução à Igreja Ortodoxa Russa do ícone da Madre de Deus de Kazan
e das relíquias de S. Gregório de Nazianzo e de S. João de Damasceno
ao Patriarcado Ecuménico de Constantinopla.
O Papa dedicou a catequese da audiência geral de hoje à iniciativa
ecuménica de oração, que decorre de 18 a 25 de Janeiro, classificando
as divisões entre as confissões cristãs como "dolorosas". "A dor da
separação faz-se sentir com uma intensidade cada vez mais maior,
diante dos desafios de um mundo que espera um testemunho evangélico
claro e unânime por parte de todos os que acreditam em Cristo", disse
aos peregrinos reunidos na sala Paulo VI, do Vaticano.
Na sua intervenção, João Paulo II lembrou que a próxima semana deve
ser uma oportunidade de "reflexão e oração", exigindo a todos os
católicos um compromisso "no restabelecimento da plena unidade entre
os cristãos, segundo a vontade de Jesus".
Celebrada anualmente, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
tem como tema de fundo para 2005 uma passagem da primeira Carta de
São Paulo aos Coríntios, "Cristo, único fundamento da Igreja" (1Co
3,1-23). O Papa considera que o tema escolhido "coloca diante de nós
uma verdade basilar para qualquer compromisso ecuménico".
Este ano, a Semana de Oração decorre poucos meses depois do 40º
aniversário da promulgação do Decreto do Concílio Vaticano II sobre o
ecumenismo, "Unitatis Redintegratio", no qual se recomenda a oração
como "alma de todo o movimento ecuménico (nº 8).
O Papa refere que esse documento "colocou a Igreja Católica, firme e
irrevogavelmente, no caminho do movimento ecuménico".
Em Roma, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos será concluída
com a celebração das Vésperas de 25 de Janeiro, na Basílica de São
Paulo Fora de Muros, com a participação de representantes de várias
Igrejas e Confissões Cristãs. Em representação do Papa estará o
Cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a
Promoção da Unidade dos Cristãos.
"Eu irei estar unido a eles espiritualmente e peço-vos que rezem
também, para que toda a família dos crentes possa atingir, quanto
antes, a plena comunhão desejada por Cristo", concluiu o Papa.

Octávio Carmo

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