BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 18 - 17 de janeiro de 2005

MENSAGEM

Prezados Irmãos em Cristo,

A maioria das notícias deste número do nosso Boletim se refere à
piora da situação dos cristãos no Iraque e especialmente sobre o
sequestro do Arcebispo Sírio-Católico de Mossul, ocorrido no dia de
hoje.

Atendendo ao apelo do Patriarca Caldeu, Sua Beatitude Emmanuel Delly,
peço que todos rezem para que o arcebispo seja achado com vida o mais
breve possível. Rezemos, ainda, pela melhora da situação dos cristãos
e de toda a população do Iraque.

Que Deus nos abençoe.

Saudações Fraternais,

Luis Felipe
e-mail: [email protected]


ÍNDICE

1 - Arcebispo católico é seqüestrado no Iraque

2 - Arcebispo de Mossul é seqüestrado no Iraque

3 - Arcebispo é sequestrado no Iraque, diz Vaticano

4 - Seqüestro de um arcebispo sírio-católico no Iraque.
Confirma a Santa Sé

5 - Crescente violência contra cristãos no Iraque força seu exílio

6 - Patriarca caldeu: bispo foi seqüestrado quando voltava de visita

7 - Religiosos raptados no Iraque

8 - O fundamentalismo islâmico ataca e põe em fuga os cristãos
iraquianos

9 - Três por cento da população iraquiana é composta por cristãos

10 - Vaticano pede libertação de bispo católico seqüestrado no Iraque

11 - Papa convida católicos de rito oriental a promover a unidade com
as Igrejas ortodoxas.

12 - PAPA ESPERA "RENOVADO ANÚNCIO DO EVANGELHO" E "VIGOROSO IMPULSO
ECUMÊNICO" DO SÍNODO DAS EPARQUIAS DE RITO BIZANTINO

13 - Papa alenta a católicos de rito oriental a anunciar o Evangelho

14 - O Papa faz chegar sua benção ao presidente eleito da Ucrânia.

15 - Bispo do Funchal desafia a intensificar a nossa oração para a
unidade de todos os cristãos

16 - Mulher de 66 anos que deu à luz passa bem


NOTÍCIAS

1 - Arcebispo católico é seqüestrado no Iraque

Fonte: AFP 17/01/05

O arcebispo da comunidade católica siríaca de Mossul, Basil Georges
Casmoussa, foi seqüestrado nesta mesma cidade, anunciou hoje o porta-
voz do Vaticano, Joaquín Navarro Valls.

"A Santa Sé deplora do modo mais firme este ato terrorista e pede que
o monsenhor Casmoussa seja devolvido rapidamente, são e salvo, ao seu
Ministério", acrescentou o porta-voz. Ele não divulgou qualquer
detalhe sobre as circunstâncias em que se deu o seqüestro do
eclesiástico.

Segundo o patriarca caldeu, Emmanuele III Karim Delly, o arcebispo
foi seqüestrado ao fazer uma visita pastoral em Mossul. Em
declarações à agência católica Misna, ele disse que o padre foi
detido e obrigado a entrar em um automóvel que se dirigiu para um
lugar desconhecido.

O patriarca disse que foi o responsável por avisar o Vaticano do
seqüestro e que os caldeus estão fazendo tudo para localizar
Casmoussa. "Esperamos conseguir salvá-lo", declarou.

Monseñor Casmoussa, proveniente de Karakoche no Iraque, tem 66 anos.
Ordenado sacerdote em 1962, foi nomeado arcebispo pelo papa João
Paulo II no dia 8 de maio de 1999.

A comunidade siríaca é composta por 35 mil fiéis concentrados na
região de Mossul. Esta cidade conta ainda com outra comunidade
católica: os caldeus, cerca de 20 mil pessoas, cujo arcebispo é o
monsenhor Paulos Farai Rahho.


2 - Arcebispo de Mossul é seqüestrado no Iraque

Fonte: Agência Estado 17/01/05

Homens armados capturaram o líder da comunidade católica do norte do
Iraque, o arcebispo de Mossul, Basile Georges Casmoussa, de 66 anos.
Casmoussa é arcebispo de Igreja Católica Síria, um dos ramos
orientais do catolicismo. O seqüestro foi confirmado pelo Vaticano.

Segundo um padre, o arcebispo caminhava em frente à sua igreja quando
os pistoleiros o abordaram e o forçaram a entrar num carro, que
partiu. O motivo do seqüestro é desconhecido, mas cristãos já
sofreram ataques no passado.

Os cristãos são apenas 3% da população iraquiana, de 26 milhões.
Autoridades estimam que cerca de 15 mil cristãos deixaram o Iraque
desde agosto, onde quatro igrejas de Bagdá e uma de Mossul foram
atacadas.

O Vaticano divulgou nota pedindo a imediata libertação do
arcebispo. "A Santa Sé deplora da forma mais firme tal ato de
terrorismo", diz o comunicado.


3 - Arcebispo é sequestrado no Iraque, diz Vaticano

Fonte: Reuters 17/01/05

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O arcebispo católico da cidade
iraquiana de Mosul foi sequestrado na segunda-feira no que o Vaticano
classificou de "ato de terrorismo".

"Recebemos notícias do sequestro do...arcebispo de Mosul, Basile
Georges Casmoussa", disse o porta-voz do Vaticano, Joaquin Navarro-
Valls, à Reuters. Ele não deu mais detalhes.

"A Santa Sé lamenta esse ato de terrorismo da maneira mais firme e
exige que o respeitável pastor seja libertado ileso para continuar
com seu ministério", disse o porta-voz.

Acredita-se que Casmoussa, 66, seja o católico de mais alto escalão a
ser sequestrado no Iraque, onde a Igreja local tem sido alvo de
bombardeios como forma de intimidação da minoria cristã.

Os cristãos somam cerca de três por cento da população do Iraque, que
é de 25 milhões.

Casmoussa é membro da Igreja Católica Síria, um rito antigo presente
mais no Oriente Médio. Há duas dioceses católicas sírias no Iraque --
uma em Bagdá e outra em Mosul.

(Por Philip Pullella)


4 - Seqüestro de um arcebispo sírio-católico no Iraque.
Confirma a Santa Sé

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 17 de janeiro de 2005 (ZENIT.org).-
O arcebispo sírio-católico de Mosul, no norte do Iraque, foi
seqüestrado, segundo confirmou esta segunda-feira a Santa Sé.

Um comunicado distribuído entre as agências de imprensa por Joaquin
Navarro-Valls revelou que «recebemos a notícia do seqüestro do
arcebispo sírio-católico de Mosul, Dom Basile Georges Casmoussa».

«A Santa Sé deplora da maneira mais firme este ato terrorista
repugnante e pede que este digno pastor seja rapidamente devolvido
ileso a seu ministério».

O patriarca caldeu de Bagdá, Sua Beatitude Emmanuel Delly, revelou à
agência missionária Misna que o prelado foi seqüestrado quando saía
de uma casa a qual havia visitado pastoralmente em sua diocese de
Mosul.

«Foi seqüestrado e colocado em um carro. Não sabemos quem o
seqüestrou nem o motivo deste gesto», acrescentou o patriarca.

«Nós demos a notícia ao Vaticano do seqüestro. Agora estamos fazendo
todo o possível para seguir seus rastros. Esperamos que consigamos
salvá-lo», confessou.

Sua Beatitude Emmanuel Delly convidou a rezar para que o arcebispo
seja deixado em liberdade o quanto antes possível.

Dom Basile Georges Casmoussa, de 66 anos, é arcebispo sírio-católico
de Mosul desde 1999. A arquidiocese sírio-católica de Mosul conta com
cerca de 35.000 fiéis.


5 - Crescente violência contra cristãos no Iraque força seu exílio

Fonte: Agência EFE 17/01/05

Os cristãos iraquianos, que somam apenas 3% da população do país,
foram alvo de vários ataques nos últimos meses, o que levou pelo
menos 15.000 fiéis a países vizinhos ou para a América.

Monsenhor Basil Georges Casmoussa, arcebispo católico de rito siríaco
na cidade de Mossul (norte do Iraque), foi seqüestrado nesta segunda-
feira por desconhecidos, informou o porta-voz da Santa Sé em Roma,
Joaquín Navarro Valls.

No último 7 de dezembro, duas bombas explodiram também em Mossul em
duas igrejas, mas só causaram danos materiais.

Outros atentados similares foram mais sangrentos, como os perpetrados
em 8 de novembro com dois carros-bomba contra outros tantos templos
do sul de Bagdá, que deixaram dois mortos e dezenas de feridos.

Ainda mais grave foi o dia 1º de agosto, quando uma série coordenada
de explosões contra cinco igrejas de Bagdá e Mossul deixaram 11 civis
mortos e dezenas de feridos.

Também no último 16 de outubro houve outra campanha de explosões com
artefatos caseiros contra cinco igrejas de Bagdá, que não deixaram
vítimas.

Os cristãos iraquianos, cerca de 800.000 pessoas no total, se
concentram sobretudo em Bagdá e no norte do país, e especialmente na
cidade de Mossul.


6 - Patriarca caldeu: bispo foi seqüestrado quando voltava de visita

Fonte: Agência EFE 17/01/05

Cidade do Vaticano, 17 jan (EFE).- O bispo católico Basile Georges
Casmoussa, de 67 anos, foi seqüestrado hoje, segunda-feira, quando
saía de uma casa em Mossul (norte do Iraque) onde tinha ido fazer uma
visita pastoral, confirmou o patriarca caldeu, Emmanuele III Karim
Delly.

Delly, em declarações à agência católica Misna, acrescentou que o
prelado foi detido e obrigado a entrar em um automóvel que se dirigiu
para um lugar desconhecido.

O patriarca da Igreja Caldéia (católica) disse que eles foram os
responsáveis por avisar o Vaticano sobre o seqüestro de Casmoussa e
que, desde então, estão fazendo tudo para localizá-lo.

"Esperamos conseguir salvá-lo", dises o patriarca, que assinalou que
este novo ato de violência não é feito só contra católicos, já que
nos últimos dias foram seqüestrados na zona dirigentes muçulmanos e
representantes da autoridade civil.

Este é um novo ato terrorista contra os católicos que se une aos
atentados contra igrejas católicas ocorridos em Mossul e Bagdá.

O Patriarca caldeu pediu aos católicos que rezem para que o bispo
seja achado com vida o mais breve possível.

Depois de tomar conhecimento do seqüestro, o Vaticano emitiu um
comunicado no qual deplorava "da forma mais firme" este "desprezível
ato terrorista" e exigiu que o "digno pastor seja devolvido ileso e
de maneira imediata a seu ministério". EFE


7 - Religiosos raptados no Iraque

Fonte: Agência Ecclesia 12/01/05

Dois religiosos da Igreja Católica caldeia, no Iraque, foram raptados
no último fim-de-semana. O sequestro durou um dia, mas os monges
foram bem tratados e libertados, encontrando-se novamente no mosteiro
de Santo António, em Bagdad.

O Patriarca caldeu de Bagdad, Emmanuel III Delly, comentou o
acontecimentyo, referindo à Rádio Vaticano que "os cristãos no Iraque
não sofrem ataques por causa de sua fé, mas sim por serem iraquianos,
como acontece todos os dias também com os muçulmanos".

O Patriarca define a situação iraquiana como "não positiva", mas
espera que ela possa melhorar. Para isso, D. Delly aposta na
colaboração entre todos os membros da sociedade iraquiana, para o
progresso "económico, espiritual e cultural da Nação".

No passado mês de Dezembro o Papa condenou os atentados cometidos no
Iraque contra a minoria cristã, após a destruição de uma igreja
arménia-católica e do edifício do arcebispado caldeu. Outras cinco
igrejas de Bagdad foram alvo de uma série de ataques simultâneos a 19
de Outubro que não fizeram vítimas.

A minoria cristã já tinha sido alvo de actos de violência em Agosto,
quando seis atentados contra locais de culto cristãos causaram 10
mortos e 50 feridos em Bagdad e Mossul.

O número de cristãos no Iraque é de cerca de 750 mil. Destes, 70%
fazem parte da Igreja Católica caldeia.

Octávio Carmo


8 - O fundamentalismo islâmico ataca e põe em fuga os cristãos
iraquianos
Testemunhos desde Bagdá e Mosul

MOSUL/BAGDÁ, sexta-feira, 14 de janeiro de 2005 (ZENIT.org).- Só o
fato de ser cristão, «ou seja, da mesma religião que os soldados
ocidentais», basta para ser objeto de ameaças e ataques no Iraque,
denuncia o padre Waheed Gabriele Tooma, monge caldeu.

Do agravamento da situação para os cristãos iraquianos se fez eco a
agência «Fides», da Congregação vaticana para a Evangelização dos
Povos, recordando o recente ocorrido a dois monges caldeus do
mosteiro de Dora, ao sul de Bagdá, seqüestrados há poucos dias por
desconhecidos e libertados dois dias depois.

Acrescenta que a «florescente indústria do seqüestro não conhece
fim», e que os objetivos do integrismo religioso islâmico são os
estrangeiros, os iraquianos mais poderosos --pelo resgate-- e o
pessoal religioso, especialmente o cristão.

O padre Tooma --irmão de comunidade dos seqüestrados-- reconheceu
a «Fides» que o Iraque «é todo um povo o qual morre a cada dia e não
somente por falta de comida e medicamentos: morre moral e
culturalmente, privado de sua identidade, da liberdade de seu direito
a viver em paz como os demais povos da terra. O caminho deste povo é
obscuro, parece sem futuro: as crianças morrem sem um sorriso».

É uma situação da qual o povo foge: «Mais de 3 milhões imigraram ao
estrangeiro e, entre eles, os cristãos», confirmou.

«Só nos últimos meses, depois do atentado às igrejas cristãs,
imigraram mais de 50.000 iraquianos cristãos para Síria, Jordânia e
Turquia, por causa das ameaças recebidas por fundamentalistas
islâmicos --denunciou--. Qual é a culpa? Ser cristãoss, ou seja, da
mesma religião que os soldados ocidentais».

Em 7 de dezembro, dois atentados destruíram a igreja armênio-católica
de Mosul e o arcebispado caldeu dessa cidade. Formam parte de uma
série de ataques contra igrejas que começou a inícios de agosto,
quando foram golpeados quatro igrejas em Bagdá e uma em Mosul. Nestes
ataques morreram dezenas de cristãos. Os atentados contra lojas de
propriedades de cristãos no país já haviam começado antes.

«Nós, cristãos, mantemos de todas formas a esperança de que melhorará
a situação e pedimos de todo coração a Deus que traga a paz ao Iraque
e que ajude todos os que sofrem», concluiu o padre Tooma, procurador
da Ordem Antoniano de S. Ormisda dos Caldeus.

Desde Mosul, as Dominicanas da Apresentação recentemente confirmaram
também que a situação de perigo para os cristãos é tal que muitos se
viram obrigados a emigrar «a Síria, Jordânia, e deixaram todos seus
bens para salvar sua própria vida».

Sacerdotes, religiosos e religiosas «são perseguidos e ameaçados
dentro e fora da igreja --denunciaram--, inclusive nas pequenas
comunidades como a nossa», cita «Análisis Digital».

A casa das religiosas na cidade iraquiana se encontra situada em uma
zona entre «os americanos de um lado e do outro os terroristas»,
coisa que oferece um perigo constante e as impede durante dias de
sair o convento, nem sequer para ir à Missa.

Contudo, as irmãs não pensam em abandonar o local, já que, como
afirmaram, «estamos aqui, neste bairro, nosso bairro, e permanecemos
para dar testemunho de Cristo crucificado, mas ressuscitado dentre os
mortos».

A congregação tem sete comunidades no Iraque, nas quais trabalham
cerca de 40 religiosas dedicadas à educação e à atenção de residência
para jovens, lares para crianças e centros assistenciais como o
Hospital São Rafael, de Bagdá.


9 - Três por cento da população iraquiana é composta por cristãos

Fonte: Agência EFE 17/01/05

Cidade do Vaticano, 17 jan (EFE) - Os cristãos no Iraque, cuja
presença tem raízes muito antigas, somam cerca de 800.000 pessoas,
quase 3% da população iraquiana.

Desses cristãos, a maioria, 70%, são católicos, e o resto, ortodoxos.
Também há membros da Igreja Assiria do Oriente, igreja autônoma que
não está em comunhão com Roma, mas também não o faz com as igrejas
ortodoxas, além de alguns protestantes e dos nestorianos.

Os católicos dividem-se entre a Igresia Caldéia, majoritária, os do
rito Latino, os Armênios e os Sírio-católicos. Os ortodoxos são sirio-
ortodoxos e armênios apostólicos.

A Igreja Caldéia é composta pela maioria dos cristãos iraquianos.

São quase 600.000. A sede do Patriarcado fica em Bagdá, onde vive a
comunidade mais numerosa destes católicos, cerca de 350.000.

O patriarca é Emmanuel Karim Delly, de 76 anos, eleito chefe da
Igreja Caldéia em 4 de dezembro de 2003 no Sínodo de Bispos que
aconteceu no Vaticano para escolher o sucessor de Raphael Bidawid I,
falecido em julho desse ano.

Os Latinos são cerca de 2.500, em sua maioria religiosos e
religiosas, que realizam seu apostolado em Badgá e no norte do
Iraque. O chefe desta pequena comunidade católica é o arcebispo Jean
Benjamin Sleiman.

Os Armênios somam cerca de 20.000. Provêm, em sua maior parte, da
emigração e das deportações forçadas que aconteceram na Armênia a
partir de 1915, depois dos massacres realizadas pelo regime dos
chamados Jovens Turcos.

Esta Igreja inspira-se na figura de São Gregório, o Iluminado, e
também está dividida entre católicos e apostólicos (ortodoxos). O
Patriarca católico armênio é Andon Atamian.

Existe uma escola armênia na qual estudam 800 alunos com freiras
armênias. Esta comunidade está cada vez mais dizimada devido ao fato
de que muitas famílias estão emigrando devido à pobreza.

Os Sírio-Católicos são 25.000, divididos entre Bagdá e Mossul (norte
do Iraque). Esta Igreja é guiada por Athanase Shaba Matoka e tem sua
origem nas boas relações que durante as Cruzadas foram mantidas entre
alguns católicos e os bispos sírio-ortodoxos. Os jesuítas e os
franciscanos abriram uma missão em Alepo (Síria) em 1626 e muitos
sírios-ortodoxos voltaram à comunhão com Roma, ou seja, ao seio da
Igreja Católica.

Atualmente a maior parte dos sírio católicos se encontra na Síria, no
Líbano e no Iraque. A língua comum é o árabe, mas muitos usam o
antigo assírio.

Os membros da autônoma Igreja Assíria do Oriente são cerca de 70.000
e vivem em sua maior parte no norte do Iraque, conservando sua
própria identidade cultural, lingüística e religiosa.

Os Ortodoxos dividem-se entre os sírios-ortodoxos e os armênios
apostólicos. Os Sírio-ortodoxos somam 50.000, vivem em Bagdá, Mossul
e Mar Matta, e a maior parte destes cristãos provém das províncias
meridionais da Turquia.

Os sírios ortodoxos são aqueles cristãos que não aceitaram o Concílio
Ecumênico da Calcedônia, do ano 451, no qual se condenou o
monofisismo, segundo o qual Cristo só tinha uma natureza, a divina, e
era homem só aparentemente.

O Concílio da Calcedônia condenou o monofisismo e definiu a dupla
natureza de Cristo, humana e divina, unidas substancialmente em uma
só pessoa divina.

Os armênios não reconheceram o concílio e junto com a Igreja Copta
(Egito e Etiópia) e a Jacobita (Irã e Armênia) insistiram no
monofisismo.

Assim nasceu a Igreja Armênia não católica que não pode ser chamada
de ortodoxa porque é anterior a 1054, quando aconteceu o cisma do
Oriente.

Os Armênios Apostólicos são cerca de 15.000, em sua maioria membros
de famílias que emigraram da Armênia durante a I Guerra Mundial.

Os Protestantes são em sua maioria membros da Igreja Adventista do
Sétimo Dia. São muito poucos.

Os Nestorianos são cerca 40.000. São os descendentes do cisma
registrado na Idade Média com o bispo de Constantinopla Nestório.

Esta corrente de pensamento ensinava que, em Cristo, as duas
naturezas, a humana e a divina, formam duas pessoas unidas entre elas
de maneira extrínseca, sem nenhum tipo de relação recíproca.

Foi condenada no Concílio de Efeso do ano 431. EFE


10 - Vaticano pede libertação de bispo católico seqüestrado no Iraque

Fonte: Agência EFE 17/01/05

Cidade do Vaticano, 17 jan (EFE) - O bispo católico caldeu Basile
Georges Casmoussa foi seqüestrado hoje, segunda-feira, na cidade
iraquiana de Mossul, segundo confirmou o Vaticano, que exigiu sua
libertação imediata.

"Chegou-nos a notícia do seqüestro do arcebispo sírio católico de
Mossul, o monsenhor Basile Georges Casmoussa. A Santa Sé deplora este
ato terrorista desprezível e pede que esse digno pastor seja
devolvido de maneira imediata e ileso a seu ministério", afirmou o
porta-voz vaticano, Joaquín Navarro Valls, em um comunicado.
Casmoussa, de 67 anos, nasceu na localidade de Karakoche (Mossul).
Foi ordenado sacerdote em 1962 e consagrado bispo em 1999.

Por enquanto não há mais dados sobre o seqüestro do religioso.

Nos últimos meses, foram cometidos atos de violência contra os
católicos iraquianos e atentados contra igrejas em Mossul e Bagdá.

Há cerca de 800 mil cristãos no Iraque, que representam quase 3% dos
22 milhões de iraquianos.

Os católicos caldeus são a maioria, quase 70% desses 800 mil.

A sede do Patriarcado Caldeu fica em Bagdá, onde vive a comunidade
mais numerosa (350 mil dos quase 600 mil católicos caldeus
iraquianos).

Na localidade onde nasceu o bispo seqüestrado, os católicos caldeus
são cerca de 25 mil.

A Igreja Caldéia se dedica sobretudo à educação e assistência das
numerosas famílias pobres, cristãs e muçulmanas, que há no Iraque.

A presença de cristãos no Iraque é muito antiga ao ponto de eles se
definirem como "filhos de São Tomás".

Além dos católicos caldeus, há também no Iraque ortodoxos, alguns
protestantes e membros da Igreja Assíria do Oriente, que não está
subordinada à Roma e nem aos ortodoxos. EFE


11 - Papa convida católicos de rito oriental a promover a unidade com
as Igrejas ortodoxas.
Recomenda a eles «sólida formação» para não perder sua tradição.

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 11 de janeiro de 2005 (ZENIT.org).-
João Paulo II alentou esta terça-feira os católicos de rito oriental
a promover contatos com as Igrejas ortodoxas --com as que
compartilham tradições e rito-- para superar o cisma de inícios do
segundo milênio.

Escutaram as palavras do Papa 150 participantes no Sínodo
Interpatriarcal das três circunscrições eclesiásticas bizantinas
católicas na Itália: a Eparquia de Lungro, a Eparquia de Piana dos
Albaneses e o Mosteiro de Santa Maria de Grottaferrata.

«Alento-vos a continuar os contatos, graças à comum tradição
litúrgica, com as Igrejas ortodoxas desejosas também elas de dar
glória a Deus e Salvador», afirmou o Papa.

«O Senhor onipotente, que no Natal recém-vivido revelou sua divina
ternura à luminosa encarnação do Verbo, permita a todos os crentes em
Cristo viver plenamente a unidade da mesma fé», desejou.

O Segundo Sínodo Interpatriarcal se celebra em três sessões: as duas
primeiras aconteceram em outubro e novembro passados, a terceira está-
se vivendo de 10 a 14 de janeiro.

Tem por tema «Comunhão e anúncio do Evangelho» e, segundo comunicado
dos organizadores a Zenit, «quer responder à importante urgência da
pastoral da nova evangelização, que tem em seu centro Jesus, morto e
ressuscitado, salvação para todo homem».

O Mosteiro ítalo-bizantino de Santa Maria de Grottaferrata, a 20
quilômetros de Roma, dependente da Santa Sé, foi fundado no ano 1004
por São Nilo de Rossano", 50 anos antes da divisão entre a Igreja
Católica e as Igrejas ortodoxas. Este mosteiro testemunha com a
oração cotidiana, desde há mil anos, a unidade da Igreja em suas
múltiplas tradições de espiritualidade e cultura. É um lugar de
encontro e de diálogo entre o Ocidente latino e o Oriente ortodoxo,
aberto a quem quer viver e aprofundar na espiritualidade bizantina.

Remonta-se ao ano 1940 o primeiro Sínodo das duas eparquias --
equivalentes a dioceses-- dos católicos de rito oriental que chegaram
à península italiana e a suas ilhas no século XV, depois da ocupação
da Albânia, Grécia e os Bálcãs por parte dos otomanos.

«Herdeiros de um patrimônio espiritual comum, estas realidades
eclesiais vossas estão chamadas a testemunhar a unidade da mesma fé
em diferentes contextos sociais. Colaboram desde o ponto de vista
pastoral com as comunidades de tradição latina e reforçam cada vez
mais sua identidade, aproveitando sua milenar tradição bizantina»,
afirmou o Papa.

O Papa alentou os católicos de rito oriental na Itália a manter sua
tradição através de uma «sólida formação», «capaz de responder de
maneira eficaz aos crescentes desafios da secularização».

O pontífice garantiu, na presença do cardeal Ignace Moussa I Daoud,
prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, que a Santa
Sé «não deixará de oferecer-lhe seu apoio».


12 - PAPA ESPERA "RENOVADO ANÚNCIO DO EVANGELHO" E "VIGOROSO IMPULSO
ECUMÊNICO" DO SÍNODO DAS EPARQUIAS DE RITO BIZANTINO

Cidade do Vaticano, 11 jan (RV) - "Um renovado anúncio do Evangelho"
e "um vigoroso impulso ecumênico": é o que JPII espera dos trabalhos
conclusivos do Sínodo entre as eparquias das circunscrições de rito
bizantino na Itália, iniciado ontem, em Grottaferrata, nas
proximidades de Roma, e que prosseguirá até sexta-feira, dia 14.

Esta manhã, JPII recebeu em audiência, no Vaticano, os participantes
desse Sínodo, acompanhados pelo Prefeito da Congregação para as
Igrejas Orientais, Cardeal Ignace Moussa I Daoud.

O primeiro Sínodo das duas eparquias _ equivalentes a dioceses _ dos
ítalo-albaneses, unificados no século XV após a ocupação da Albânia,
Grécia e Bálcãs da parte dos otomanos remonta a 1940.

As eparquias são: Eparquia de Lungro para os da Calábria e da Itália
continental; e Eparquia de Piana dos Albaneses para os da Sicília; a
essas se acrescenta o mosteiro exárquico de Grottaferrata, a antiga e
gloriosa Abadia de São Nilo, que remonta ao ano 1000, herdeira do
monaquismo ítalo-greco, antes da ruptura entre Oriente e Ocidente.

Reunido nestes dias, na pequena cidade do Lácio, o Sínodo reflete
sobre o tema "Comunhão e anúncio do Evangelho".

"Um tema muito atual" _ disse o Papa _ para a realidade eclesial de
vocês "chamada a testemunhar a unidade da própria fé em diversos
contextos sociais", e "que colaboram com as comunidades de tradição
latina e reforçam sempre mais a sua identidade, fazendo tesouro da
sua milenar tradição bizantina".

JPII louvou o empenho do Sínodo centralizado na missão do nosso
tempo, "evitando uma indevida transformação da identidade
espiritual", e buscando uma formação do clero e do laicato, a fim de
que esteja "enraizada na tradição oriental em condições de responder
de modo eficaz aos crescentes desafios da secularização".

A seguir, o Papa assegurou que a Santa Sé mediante a Congregação para
as Igrejas Orientais não deixará de oferecer "ajuda a essa ação
renovadora".

Por fim JPII encorajou "a prosseguir _ graças à comum tradição
litúrgica _ os contatos com as Igrejas ortodoxas, desejosas _ também
elas _ de render glória ao único Deus e Salvador" e fazendo votos de
que o Senhor "conceda a todos os fiéis em Cristo viver plenamente a
unidade da mesma fé".

===============

Além dos participantes do Sínodo das Eparquias ítalo-albanesas na
Itália, o Santo Padre recebeu em audiência, esta manhã, no Vaticano,
o Cardeal Joachim Meisner, Arcebispo de Colônia, Alemanha; o Núncio
Apostólico no Chile, Dom Aldo Cavalli; o Núncio Apostólico na
Jordânia e Iraque, Dom Fernando Filoni; e o Dr. James Farrugia,
embaixador de Malta junto à Santa Sé, em visita de despedida, pelo
fim de sua missão diplomática. (RL)


13 - Papa alenta a católicos de rito oriental a anunciar o Evangelho

Roma, 12 (NE - eclesiales.org) O Papa João Paulo II recebeu ontem 150
participantes do sínodo das eparquias ítalo-albanesas na Itália,
acompanhados pelo cardeal Ignace Moussa I Daoud, prefeito da
Congregação para as Igrejas Orientais. O tema do sínodo é "Comunhão e
anúncio do Evangelho".

"Vosso sínodo - disse o Papa - acentuou temas essenciais como a
catequese e a mistagogia para o adequado crescimento espiritual de
todo o povo de Deus. Encontrou, além disso, caminhos teológicos e
ascéticos para a preparação do clero e dos membros dos Institutos de
Vida Consagrada. (...) Propondes dedicar tempo a uma sólida formação
enraizada na tradição oriental e adequada para responder de forma
eficaz os desafios crescentes da secularização".

O Santo Padre referiu-se depois à beleza do rito bizantino, das
orações eucarísticas e da celebração dos sacramentos, salientando
que "toda a liturgia e o culto divino com seus ricos hinos constituem
um veículo poderoso de catequese para o povo cristão".

"Que o Senhor Todopoderoso (...) conceda a todos os cristãos viver
plenamente a unidade da mesma fé! Rezo por esta intenção e peço ao
Senhor que vosso Sínodo contribua para favorecer um anúncio renovado
do Evangelho em todas as vossas comunidades", concluiu.


14 - O Papa faz chegar sua benção ao presidente eleito da Ucrânia.
O arcebispo greco-católico de Lviv deseja a Yúschenko «sabedoria» à
frente do Estado

CIDADE DO VATICANO/KIEV, quarta-feira, 12 de janeiro de 2005
(ZENIT.org).- Na segunda-feira passada, João Paulo II transmitiu sua
benção ao presidente eleito da Ucrânia, Viktor Yúschenko, através do
embaixador desse país na Santa Sé, Hryhoril Khoruzhii.

O Santo Padre e o representante ucraniano se encontram durante a
tradicional reunião de princípio de ano com o Corpo Diplomático
acreditado na Santa Sé (Cf. Zenit, 10 de janeiro de 2005), segundo
confirmou a Zenit o Serviço de Informação Religiosa da Ucrânia
(RISU), fazendo-se eco de uma nota da agência ucraniana de notícias
UNIAN.

Desta forma, o cardeal Lubomyr Husar --arcebispo greco-católico de
Lviv-- enviou uma carta de felicitação a Yúschenko expressando sua
certeza de que cumprirá as esperanças que o povo pôs nele, informou
Razom em 31 de dezembro passado.

À frente da Igreja greco-católica na Ucrânia, o purpurado desejou em
sua carta a Yúschenko «perseverança no Senhor» e «sabedoria na
direção do Estado».

«Esteja sempre com Deus, porque Ele provou sua amabilidade e amor por
nosso povo», exortou o prelado.

O cardeal Husar apoiou a população que encheu as ruas em Kiev pedindo
novas eleições após o turno eleitoral de 21 de novembro. Dados
oficiais haviam proclamado vencedor o então primeiro-ministro filo-
russo Victor Yanukóvich, mas os partidários de Yúschenko denunciaram
os resultados como fruto de uma enorme fraude.

Acolhendo os recursos apresentados pela oposição, o Tribunal Supremo
da Ucrânia anulou doze dias depois de sua celebração este turno das
eleições presidenciais porque «se cometeram falsificações» que
faziam «impossível determinar o resultado». A votação entre
Yanukóvich e Yúschenko repetiu-se em 26 de dezembro.

Na noite de segunda-feira passada, a Comissão Eleitoral Central
declarou Victor Yúschenko vencedor das eleições presidenciais da
Ucrânia com 51,99% dos votos, frente a 44,20% que obteve seu
adversário, informou UNIAN.

Para que Yúschenko possa ser investido presidente, os resultados
definitivos dos comícios devem ser publicados na imprensa oficial no
transcurso de três dias.

Mas Yanukóvich anunciou sua intervenção de interpor esta quarta-feira
um recurso ante o Tribunal Supremo para impugnar esses resultados,
confirmou «Europa Press». O Supremo já desestimou todos os recursos
apresentados até agora por Yanukóvich.


15 - Bispo do Funchal desafia a intensificar a nossa oração para a
unidade de todos os cristãos

Fonte: Agência Ecclesia 17/01/2005

«Cristo único fundamento da Igreja»
O tema deste ano foi escolhido em São Paulo na 1ª carta aos Coríntios
(1 Cor. 3, 1-23). O apóstolo coloca «Cristo único fundamento da
Igreja». «Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que faz
crescer». «Temos necessidade urgente de profetas e santos, escreveu o
patriarca ortodoxo de Antioquia, para ajudar as novas igrejas a se
libertar do peso terrestre, para fazer penitência e se converter pelo
perdão recíproco».

De 18 a 25 de Janeiro somos de novo chamados, igrejas e paróquias, a
intensificar a nossa oração para a unidade de todos os cristãos. A
rotina pode entrar também neste campo e, até, o sentido de
inutilidade. Afinal, após momentos de grande entusiasmo e esperança
como no início do século XX e após o Concílio o movimento ecuménico
parece navegar em alto mar sem ter ancorado no porto.

Não podemos baixar os braços, pelo contrário, temos de elevá-los até
Deus. É este o significado da Semana de Orações que vamos iniciar no
dia 18 de Janeiro, iniciativa criada há cerca de um século por dois
anglicanos.

O tema deste ano foi escolhido em São Paulo na 1ª carta aos Coríntios
(1 Cor. 3, 1-23). O apóstolo coloca «Cristo único fundamento da
Igreja». «Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que faz
crescer». «Temos necessidade urgente de profetas e santos, escreveu o
patriarca ortodoxo de Antioquia, para ajudar as novas igrejas a se
libertar do peso terrestre, para fazer penitência e se converter pelo
perdão recíproco».

A Santa Rússia e o ecumenismo
2 - Nos últimos anos temos sido alertados pelas dificuldades que
provêm da Igreja ortodoxa russa e da Igreja Católica.
A ortodoxia, ou seja o conjunto das igrejas ortodoxas, não é formada
apenas pela Igreja russa, mas esta é uma parte importante e mesmo
essencial. Foi a ortodoxia que contribuiu eficazmente para constituir
o povo russo e a sua cultura e a realizar a sua unidade nacional. Não
é sem motivos que grandes escritores se referem à «Santa Rússia».
Ainda hoje, este país é a maior igreja ortodoxa, pelo número de
fiéis, paróquias e mosteiros.

Após a revolução russa, devido à perseguição e à falta de liberdade,
a presença intelectual da igreja russa dentro da ortodoxia ficou
enfraquecida e ainda não houve tempo suficiente para recuperar o
tempo perdido.

Persistem ainda as marcas do período comunista nos corpos e nos
espíritos, embora oficialmente, esse tempo esteja sepultado. Durante
sessenta anos a Igreja russa foi sacrificada, impedida de formar
homens e mulheres na verdadeira cultura religiosa. A formação e
recrutamento de bispos, padres, e religiosas eram controlados pelo
Estado que favorecia a mediocridade, impedia a catequese nas
paróquias, proibia o exercício de qualquer actividade caritativa.

A Igreja russa considera a modernidade através das influências
poderosas do Ocidente, principalmente no campo económico, na invasão
das formas de vestuário, alimentação e música. A vida eclesial e o
ecumenismo são marcados negativamente pela entrada agressiva das
seitas, de certos movimentos chamados evangélicos e até da Igreja
Católica. Mas há outras influências que produzem interrogações de
nível mais profundo, porque de ordem doutrinal e pastoral, como a
crítica bíblica, as reformas litúrgicas, o empenhamento das igrejas
ocidentais no campo social, político, defesa dos direitos humanos,
luta contra a sida, o alcoolismo, a droga, a prostituição e
salvaguarda do ambiente,

Na Rússia confunde-se habitualmente o Ocidente com tudo o que vem de
fora, tanto as qualidades, como os malefícios e até as taras no campo
da sexualidade e desprezo da vida humana, como o aborto.

O povo russo está habituado a respeitar a tradição. Ao considerar os
perigos que aparecem com a modernidade, é tentado a conservar
plenamente os seus ritos, tradições, cânones sinodais e língua
litúrgica antiga, o eslavo. Este conservadorismo explica a
desconfiança para com os grandes pensadores e teólogos russos que
ousam enfrentar a modernidade, tanto dentro como fora da Rússia.

Não faltam também sinais de mudança. Já no tempo do regime comunista,
alguns bispos e padres que operavam muito discretamente, foram
grandes pastores, e hoje começam a favorecer academias de teólogos,
centros bíblicos e a participarem em encontros internacionais. Devido
à degradação da economia, as paróquias tomam conta dos órfãos, dos
drogados, dos prisioneiros libertados. É dentro destes grupos, assim
o esperamos, que vão nascer e crescer os arquitectos do novo
ecumenismo.

A instituição eclesiástica russa é pesada, não favorece iniciativas
locais ou adaptações. Em 1917/18 realizou-se o Concílio de Moscovo
que não teve ainda tempo para dar os seus frutos.

Síntese entre tradição e modernidade
3 - Mas há sinais de esperança. Os peregrinos que, com verdadeiro
sentido ecuménico e espiritual, visitam a Rússia, principalmente as
grandes cidades como Moscovo e Sant Petersburg e os mosteiros de
Zagorsks, Vladimir e Suzdal, encontram sinais de grande vitalidade e
esperança. Não foi em vão que a «Santa Rússia» foi regada com o
sangue de tantos mártires durante o período comunista. Para conhecer
a espiritualidade e alma cristã russa é preciso visitar e orar
longamente em Zagorsks, cidade mosteiro onde se encontra o grande
herói da santidade São Sérgio de Radoney.

Tivemos ocasião de admirar em 2002 as multidões que acorrem a este
célebre santuário onde a liturgia é o coração da comunidade, a fonte
da sua energia e da sua esperança.

Em Sant Petersburg celebramos a missa numa das três igrejas católicas
da cidade, junto da maior e mais frequentada estrada da metrópole. No
altar colocaram a imagem do Imaculado Coração de Maria e a Igreja era
dedicada a Nossa Senhora de Fátima. Recordamos as palavras de Nossa
Senhora: «Por fim o meu Imaculado Coração vencerá».

Pouco a pouco o povo russo realiza, à sua maneira, a síntese entre
tradição e modernidade. As escolas teológicas vão permitir o diálogo
e o encontro com os cristãos do Ocidente, desta forma contribuirão
para o verdadeiro ecumenismo e a paz entre os cristãos.

Funchal, 16 de Janeiro de 2005
D. Teodoro de Faria, Bispo do Funchal


16 - Mulher de 66 anos que deu à luz passa bem

Fonte: Agência Estado 17/01/05

Bucareste - Uma romena de 66 anos que deu à luz uma mmenina de 1,45 kg
no domingo passa bem. Sua filha também está em boas condições,
informam os médicos, embora ambas continuem na UTI. Adriana Iliescu,
que recebeu inseminação artificial usando espermatozóides e óvulo
doados, tive a filha, Eliza Maria, por cesariana no Hospital
Maternidade Giulesti, em Bucareste. A irmã gêmea de Eliza Maria
nasceu morta.

Iliescu falou hoje à Associated Press TV que está "mais do que feliz"
em ter dado à luz. Ela se submeteu a nove anos de tratamento de
fertilidade antes de ser inseminada, disse o médico Bogdan Marinescu,
que dirige o hospital. A criança nasceu prematura, quase dois meses
antes do período completo de 40 semanas.

"O bebê está bem, ela respira sozinha... Deste momento em diante,
começaremos a terapia para ganhar peso", disse Marinescu. "Estamos
felizes que mãe e filha estejam normais e esperamos que isso
continue". Os médicos realizaram a cesariana depois que a menor das
gêmeas morreu no útero. Segundo uma porta-voz do hospital, a menina
porta pesava 700 g.

O bispo Ciprian Campineanul, membro do comitê de bioética da Igreja
Ortodoxa, disse que os sacerdotes se opõem a todo tipo de
fertilização in vitro, não importa a idade da mulher. Ele disse que o
caso de Iliescu representa "um ato egoísta".


---------------------------------------------------------------------
O organizador deste clipping não pode se responsabilizar pela
veracidade e correção das notícias divulgadas e a inclusão das mesmas
no clipping não significa um juízo de valor positivo sobre as
notícias.
Este clipping está em conformidade com o disposto no Art. 46, I, 'a'
da Lei n. 9.610/98.
A assinatura deste clipping é gratuita e pode ser feita através do
envio de e-mail para:
[email protected]
Para cancelar assinatura:
[email protected]
A assinatura e o cancelamento da Assinatura deste Boletim também pode
ser feita no endereço:
http://br.groups.yahoo.com/group/igrejasorientaisnoticias/
Para comentários e sugestões basta enviar e-mail para:
[email protected]

Hosted by www.Geocities.ws

1