BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 18 -
17 de janeiro de 2005
MENSAGEM
Prezados
Irmãos em Cristo,
A maioria
das notícias deste número do nosso Boletim se refere à
piora da situação
dos cristãos no Iraque e especialmente sobre o
sequestro
do Arcebispo Sírio-Católico de Mossul, ocorrido no dia de
hoje.
Atendendo
ao apelo do Patriarca Caldeu, Sua Beatitude Emmanuel Delly,
peço que
todos rezem para que o arcebispo seja achado com vida o mais
breve
possível. Rezemos, ainda, pela melhora da situação dos cristãos
e de toda
a população do Iraque.
Que Deus
nos abençoe.
Saudações
Fraternais,
Luis
Felipe
e-mail: [email protected]
ÍNDICE
1 -
Arcebispo católico é seqüestrado no Iraque
2 -
Arcebispo de Mossul é seqüestrado no Iraque
3 -
Arcebispo é sequestrado no Iraque, diz Vaticano
4 -
Seqüestro de um arcebispo sírio-católico no Iraque.
Confirma
a Santa Sé
5 -
Crescente violência contra cristãos no Iraque força seu exílio
6 -
Patriarca caldeu: bispo foi seqüestrado quando voltava de visita
7 -
Religiosos raptados no Iraque
8 - O
fundamentalismo islâmico ataca e põe em fuga os cristãos
iraquianos
9 - Três
por cento da população iraquiana é composta por cristãos
10 -
Vaticano pede libertação de bispo católico seqüestrado no Iraque
11 - Papa
convida católicos de rito oriental a promover a unidade com
as
Igrejas ortodoxas.
12 - PAPA
ESPERA "RENOVADO ANÚNCIO DO EVANGELHO" E "VIGOROSO IMPULSO
ECUMÊNICO"
DO SÍNODO DAS EPARQUIAS DE RITO BIZANTINO
13 - Papa
alenta a católicos de rito oriental a anunciar o Evangelho
14 - O
Papa faz chegar sua benção ao presidente eleito da Ucrânia.
15 -
Bispo do Funchal desafia a intensificar a nossa oração para a
unidade
de todos os cristãos
16 -
Mulher de 66 anos que deu à luz passa bem
NOTÍCIAS
1 -
Arcebispo católico é seqüestrado no Iraque
Fonte:
AFP 17/01/05
O
arcebispo da comunidade católica siríaca de Mossul, Basil Georges
Casmoussa,
foi seqüestrado nesta mesma cidade, anunciou hoje o porta-
voz do
Vaticano, Joaquín Navarro Valls.
"A
Santa Sé deplora do modo mais firme este ato terrorista e pede que
o
monsenhor Casmoussa seja devolvido rapidamente, são e salvo, ao seu
Ministério",
acrescentou o porta-voz. Ele não divulgou qualquer
detalhe
sobre as circunstâncias em que se deu o seqüestro do
eclesiástico.
Segundo o
patriarca caldeu, Emmanuele III Karim Delly, o arcebispo
foi
seqüestrado ao fazer uma visita pastoral em Mossul. Em
declarações
à agência católica Misna, ele disse que o padre foi
detido e
obrigado a entrar em um automóvel que se dirigiu para um
lugar
desconhecido.
O
patriarca disse que foi o responsável por avisar o Vaticano do
seqüestro
e que os caldeus estão fazendo tudo para localizar
Casmoussa.
"Esperamos conseguir salvá-lo", declarou.
Monseñor
Casmoussa, proveniente de Karakoche no Iraque, tem 66 anos.
Ordenado
sacerdote em 1962, foi nomeado arcebispo pelo papa João
Paulo II
no dia 8 de maio de 1999.
A
comunidade siríaca é composta por 35 mil fiéis concentrados na
região de
Mossul. Esta cidade conta ainda com outra comunidade
católica:
os caldeus, cerca de 20 mil pessoas, cujo arcebispo é o
monsenhor
Paulos Farai Rahho.
2 -
Arcebispo de Mossul é seqüestrado no Iraque
Fonte:
Agência Estado 17/01/05
Homens
armados capturaram o líder da comunidade católica do norte do
Iraque, o
arcebispo de Mossul, Basile Georges Casmoussa, de 66 anos.
Casmoussa
é arcebispo de Igreja Católica Síria, um dos ramos
orientais
do catolicismo. O seqüestro foi confirmado pelo Vaticano.
Segundo
um padre, o arcebispo caminhava em frente à sua igreja quando
os
pistoleiros o abordaram e o forçaram a entrar num carro, que
partiu. O
motivo do seqüestro é desconhecido, mas cristãos já
sofreram
ataques no passado.
Os
cristãos são apenas 3% da população iraquiana, de 26 milhões.
Autoridades
estimam que cerca de 15 mil cristãos deixaram o Iraque
desde
agosto, onde quatro igrejas de Bagdá e uma de Mossul foram
atacadas.
O
Vaticano divulgou nota pedindo a imediata libertação do
arcebispo.
"A Santa Sé deplora da forma mais firme tal ato de
terrorismo",
diz o comunicado.
3 -
Arcebispo é sequestrado no Iraque, diz Vaticano
Fonte:
Reuters 17/01/05
CIDADE DO
VATICANO (Reuters) - O arcebispo católico da cidade
iraquiana
de Mosul foi sequestrado na segunda-feira no que o Vaticano
classificou
de "ato de terrorismo".
"Recebemos
notícias do sequestro do...arcebispo de Mosul, Basile
Georges
Casmoussa", disse o porta-voz do Vaticano, Joaquin Navarro-
Valls, à
Reuters. Ele não deu mais detalhes.
"A
Santa Sé lamenta esse ato de terrorismo da maneira mais firme e
exige que
o respeitável pastor seja libertado ileso para continuar
com seu
ministério", disse o porta-voz.
Acredita-se
que Casmoussa, 66, seja o católico de mais alto escalão a
ser
sequestrado no Iraque, onde a Igreja local tem sido alvo de
bombardeios
como forma de intimidação da minoria cristã.
Os
cristãos somam cerca de três por cento da população do Iraque, que
é de 25
milhões.
Casmoussa
é membro da Igreja Católica Síria, um rito antigo presente
mais no
Oriente Médio. Há duas dioceses católicas sírias no Iraque --
uma em
Bagdá e outra em Mosul.
(Por
Philip Pullella)
4 -
Seqüestro de um arcebispo sírio-católico no Iraque.
Confirma
a Santa Sé
CIDADE DO
VATICANO, segunda-feira, 17 de janeiro de 2005 (ZENIT.org).-
O
arcebispo sírio-católico de Mosul, no norte do Iraque, foi
seqüestrado,
segundo confirmou esta segunda-feira a Santa Sé.
Um
comunicado distribuído entre as agências de imprensa por Joaquin
Navarro-Valls
revelou que «recebemos a notícia do seqüestro do
arcebispo
sírio-católico de Mosul, Dom Basile Georges Casmoussa».
«A Santa
Sé deplora da maneira mais firme este ato terrorista
repugnante
e pede que este digno pastor seja rapidamente devolvido
ileso a
seu ministério».
O
patriarca caldeu de Bagdá, Sua Beatitude Emmanuel Delly, revelou à
agência
missionária Misna que o prelado foi seqüestrado quando saía
de uma
casa a qual havia visitado pastoralmente em sua diocese de
Mosul.
«Foi
seqüestrado e colocado em um carro. Não sabemos quem o
seqüestrou
nem o motivo deste gesto», acrescentou o patriarca.
«Nós
demos a notícia ao Vaticano do seqüestro. Agora estamos fazendo
todo o
possível para seguir seus rastros. Esperamos que consigamos
salvá-lo»,
confessou.
Sua
Beatitude Emmanuel Delly convidou a rezar para que o arcebispo
seja
deixado em liberdade o quanto antes possível.
Dom
Basile Georges Casmoussa, de 66 anos, é arcebispo sírio-católico
de Mosul
desde 1999. A arquidiocese sírio-católica de Mosul conta com
cerca de
35.000 fiéis.
5 -
Crescente violência contra cristãos no Iraque força seu exílio
Fonte:
Agência EFE 17/01/05
Os
cristãos iraquianos, que somam apenas 3% da população do país,
foram
alvo de vários ataques nos últimos meses, o que levou pelo
menos
15.000 fiéis a países vizinhos ou para a América.
Monsenhor
Basil Georges Casmoussa, arcebispo católico de rito siríaco
na cidade
de Mossul (norte do Iraque), foi seqüestrado nesta segunda-
feira por
desconhecidos, informou o porta-voz da Santa Sé em Roma,
Joaquín
Navarro Valls.
No último
7 de dezembro, duas bombas explodiram também em Mossul em
duas
igrejas, mas só causaram danos materiais.
Outros
atentados similares foram mais sangrentos, como os perpetrados
em 8 de
novembro com dois carros-bomba contra outros tantos templos
do sul de
Bagdá, que deixaram dois mortos e dezenas de feridos.
Ainda
mais grave foi o dia 1º de agosto, quando uma série coordenada
de
explosões contra cinco igrejas de Bagdá e Mossul deixaram 11 civis
mortos e
dezenas de feridos.
Também no
último 16 de outubro houve outra campanha de explosões com
artefatos
caseiros contra cinco igrejas de Bagdá, que não deixaram
vítimas.
Os
cristãos iraquianos, cerca de 800.000 pessoas no total, se
concentram
sobretudo em Bagdá e no norte do país, e especialmente na
cidade de
Mossul.
6 -
Patriarca caldeu: bispo foi seqüestrado quando voltava de visita
Fonte:
Agência EFE 17/01/05
Cidade do
Vaticano, 17 jan (EFE).- O bispo católico Basile Georges
Casmoussa,
de 67 anos, foi seqüestrado hoje, segunda-feira, quando
saía de
uma casa em Mossul (norte do Iraque) onde tinha ido fazer uma
visita
pastoral, confirmou o patriarca caldeu, Emmanuele III Karim
Delly.
Delly, em
declarações à agência católica Misna, acrescentou que o
prelado
foi detido e obrigado a entrar em um automóvel que se dirigiu
para um
lugar desconhecido.
O
patriarca da Igreja Caldéia (católica) disse que eles foram os
responsáveis
por avisar o Vaticano sobre o seqüestro de Casmoussa e
que, desde
então, estão fazendo tudo para localizá-lo.
"Esperamos
conseguir salvá-lo", dises o patriarca, que assinalou que
este novo
ato de violência não é feito só contra católicos, já que
nos
últimos dias foram seqüestrados na zona dirigentes muçulmanos e
representantes
da autoridade civil.
Este é um
novo ato terrorista contra os católicos que se une aos
atentados
contra igrejas católicas ocorridos em Mossul e Bagdá.
O
Patriarca caldeu pediu aos católicos que rezem para que o bispo
seja
achado com vida o mais breve possível.
Depois de
tomar conhecimento do seqüestro, o Vaticano emitiu um
comunicado
no qual deplorava "da forma mais firme" este "desprezível
ato
terrorista" e exigiu que o "digno pastor seja devolvido ileso e
de
maneira imediata a seu ministério". EFE
7 -
Religiosos raptados no Iraque
Fonte:
Agência Ecclesia 12/01/05
Dois
religiosos da Igreja Católica caldeia, no Iraque, foram raptados
no último
fim-de-semana. O sequestro durou um dia, mas os monges
foram bem
tratados e libertados, encontrando-se novamente no mosteiro
de Santo
António, em Bagdad.
O
Patriarca caldeu de Bagdad, Emmanuel III Delly, comentou o
acontecimentyo,
referindo à Rádio Vaticano que "os cristãos no Iraque
não
sofrem ataques por causa de sua fé, mas sim por serem iraquianos,
como
acontece todos os dias também com os muçulmanos".
O
Patriarca define a situação iraquiana como "não positiva", mas
espera
que ela possa melhorar. Para isso, D. Delly aposta na
colaboração
entre todos os membros da sociedade iraquiana, para o
progresso
"económico, espiritual e cultural da Nação".
No
passado mês de Dezembro o Papa condenou os atentados cometidos no
Iraque
contra a minoria cristã, após a destruição de uma igreja
arménia-católica
e do edifício do arcebispado caldeu. Outras cinco
igrejas
de Bagdad foram alvo de uma série de ataques simultâneos a 19
de
Outubro que não fizeram vítimas.
A minoria
cristã já tinha sido alvo de actos de violência em Agosto,
quando
seis atentados contra locais de culto cristãos causaram 10
mortos e
50 feridos em Bagdad e Mossul.
O número
de cristãos no Iraque é de cerca de 750 mil. Destes, 70%
fazem
parte da Igreja Católica caldeia.
Octávio
Carmo
8 - O
fundamentalismo islâmico ataca e põe em fuga os cristãos
iraquianos
Testemunhos
desde Bagdá e Mosul
MOSUL/BAGDÁ,
sexta-feira, 14 de janeiro de 2005 (ZENIT.org).- Só o
fato de
ser cristão, «ou seja, da mesma religião que os soldados
ocidentais»,
basta para ser objeto de ameaças e ataques no Iraque,
denuncia
o padre Waheed Gabriele Tooma, monge caldeu.
Do
agravamento da situação para os cristãos iraquianos se fez eco a
agência
«Fides», da Congregação vaticana para a Evangelização dos
Povos,
recordando o recente ocorrido a dois monges caldeus do
mosteiro
de Dora, ao sul de Bagdá, seqüestrados há poucos dias por
desconhecidos
e libertados dois dias depois.
Acrescenta
que a «florescente indústria do seqüestro não conhece
fim», e
que os objetivos do integrismo religioso islâmico são os
estrangeiros,
os iraquianos mais poderosos --pelo resgate-- e o
pessoal
religioso, especialmente o cristão.
O padre
Tooma --irmão de comunidade dos seqüestrados-- reconheceu
a «Fides»
que o Iraque «é todo um povo o qual morre a cada dia e não
somente
por falta de comida e medicamentos: morre moral e
culturalmente,
privado de sua identidade, da liberdade de seu direito
a viver
em paz como os demais povos da terra. O caminho deste povo é
obscuro,
parece sem futuro: as crianças morrem sem um sorriso».
É uma
situação da qual o povo foge: «Mais de 3 milhões imigraram ao
estrangeiro
e, entre eles, os cristãos», confirmou.
«Só nos
últimos meses, depois do atentado às igrejas cristãs,
imigraram
mais de 50.000 iraquianos cristãos para Síria, Jordânia e
Turquia,
por causa das ameaças recebidas por fundamentalistas
islâmicos
--denunciou--. Qual é a culpa? Ser cristãoss, ou seja, da
mesma
religião que os soldados ocidentais».
Em 7 de
dezembro, dois atentados destruíram a igreja armênio-católica
de Mosul
e o arcebispado caldeu dessa cidade. Formam parte de uma
série de
ataques contra igrejas que começou a inícios de agosto,
quando
foram golpeados quatro igrejas em Bagdá e uma em Mosul. Nestes
ataques
morreram dezenas de cristãos. Os atentados contra lojas de
propriedades
de cristãos no país já haviam começado antes.
«Nós,
cristãos, mantemos de todas formas a esperança de que melhorará
a
situação e pedimos de todo coração a Deus que traga a paz ao Iraque
e que
ajude todos os que sofrem», concluiu o padre Tooma, procurador
da Ordem
Antoniano de S. Ormisda dos Caldeus.
Desde
Mosul, as Dominicanas da Apresentação recentemente confirmaram
também
que a situação de perigo para os cristãos é tal que muitos se
viram
obrigados a emigrar «a Síria, Jordânia, e deixaram todos seus
bens para
salvar sua própria vida».
Sacerdotes,
religiosos e religiosas «são perseguidos e ameaçados
dentro e
fora da igreja --denunciaram--, inclusive nas pequenas
comunidades
como a nossa», cita «Análisis Digital».
A casa
das religiosas na cidade iraquiana se encontra situada em uma
zona
entre «os americanos de um lado e do outro os terroristas»,
coisa que
oferece um perigo constante e as impede durante dias de
sair o
convento, nem sequer para ir à Missa.
Contudo,
as irmãs não pensam em abandonar o local, já que, como
afirmaram,
«estamos aqui, neste bairro, nosso bairro, e permanecemos
para dar
testemunho de Cristo crucificado, mas ressuscitado dentre os
mortos».
A
congregação tem sete comunidades no Iraque, nas quais trabalham
cerca de
40 religiosas dedicadas à educação e à atenção de residência
para
jovens, lares para crianças e centros assistenciais como o
Hospital
São Rafael, de Bagdá.
9 - Três
por cento da população iraquiana é composta por cristãos
Fonte:
Agência EFE 17/01/05
Cidade do
Vaticano, 17 jan (EFE) - Os cristãos no Iraque, cuja
presença
tem raízes muito antigas, somam cerca de 800.000 pessoas,
quase 3%
da população iraquiana.
Desses
cristãos, a maioria, 70%, são católicos, e o resto, ortodoxos.
Também há
membros da Igreja Assiria do Oriente, igreja autônoma que
não está
em comunhão com Roma, mas também não o faz com as igrejas
ortodoxas,
além de alguns protestantes e dos nestorianos.
Os
católicos dividem-se entre a Igresia Caldéia, majoritária, os do
rito
Latino, os Armênios e os Sírio-católicos. Os ortodoxos são sirio-
ortodoxos
e armênios apostólicos.
A Igreja
Caldéia é composta pela maioria dos cristãos iraquianos.
São quase
600.000. A sede do Patriarcado fica em Bagdá, onde vive a
comunidade
mais numerosa destes católicos, cerca de 350.000.
O
patriarca é Emmanuel Karim Delly, de 76 anos, eleito chefe da
Igreja
Caldéia em 4 de dezembro de 2003 no Sínodo de Bispos que
aconteceu
no Vaticano para escolher o sucessor de Raphael Bidawid I,
falecido
em julho desse ano.
Os
Latinos são cerca de 2.500, em sua maioria religiosos e
religiosas,
que realizam seu apostolado em Badgá e no norte do
Iraque. O
chefe desta pequena comunidade católica é o arcebispo Jean
Benjamin
Sleiman.
Os
Armênios somam cerca de 20.000. Provêm, em sua maior parte, da
emigração
e das deportações forçadas que aconteceram na Armênia a
partir de
1915, depois dos massacres realizadas pelo regime dos
chamados
Jovens Turcos.
Esta
Igreja inspira-se na figura de São Gregório, o Iluminado, e
também
está dividida entre católicos e apostólicos (ortodoxos). O
Patriarca
católico armênio é Andon Atamian.
Existe
uma escola armênia na qual estudam 800 alunos com freiras
armênias.
Esta comunidade está cada vez mais dizimada devido ao fato
de que
muitas famílias estão emigrando devido à pobreza.
Os
Sírio-Católicos são 25.000, divididos entre Bagdá e Mossul (norte
do
Iraque). Esta Igreja é guiada por Athanase Shaba Matoka e tem sua
origem
nas boas relações que durante as Cruzadas foram mantidas entre
alguns
católicos e os bispos sírio-ortodoxos. Os jesuítas e os
franciscanos
abriram uma missão em Alepo (Síria) em 1626 e muitos
sírios-ortodoxos
voltaram à comunhão com Roma, ou seja, ao seio da
Igreja
Católica.
Atualmente
a maior parte dos sírio católicos se encontra na Síria, no
Líbano e
no Iraque. A língua comum é o árabe, mas muitos usam o
antigo
assírio.
Os
membros da autônoma Igreja Assíria do Oriente são cerca de 70.000
e vivem
em sua maior parte no norte do Iraque, conservando sua
própria
identidade cultural, lingüística e religiosa.
Os
Ortodoxos dividem-se entre os sírios-ortodoxos e os armênios
apostólicos.
Os Sírio-ortodoxos somam 50.000, vivem em Bagdá, Mossul
e Mar
Matta, e a maior parte destes cristãos provém das províncias
meridionais
da Turquia.
Os sírios
ortodoxos são aqueles cristãos que não aceitaram o Concílio
Ecumênico
da Calcedônia, do ano 451, no qual se condenou o
monofisismo,
segundo o qual Cristo só tinha uma natureza, a divina, e
era homem
só aparentemente.
O
Concílio da Calcedônia condenou o monofisismo e definiu a dupla
natureza
de Cristo, humana e divina, unidas substancialmente em uma
só pessoa
divina.
Os
armênios não reconheceram o concílio e junto com a Igreja Copta
(Egito e
Etiópia) e a Jacobita (Irã e Armênia) insistiram no
monofisismo.
Assim
nasceu a Igreja Armênia não católica que não pode ser chamada
de
ortodoxa porque é anterior a 1054, quando aconteceu o cisma do
Oriente.
Os
Armênios Apostólicos são cerca de 15.000, em sua maioria membros
de
famílias que emigraram da Armênia durante a I Guerra Mundial.
Os
Protestantes são em sua maioria membros da Igreja Adventista do
Sétimo
Dia. São muito poucos.
Os
Nestorianos são cerca 40.000. São os descendentes do cisma
registrado
na Idade Média com o bispo de Constantinopla Nestório.
Esta
corrente de pensamento ensinava que, em Cristo, as duas
naturezas,
a humana e a divina, formam duas pessoas unidas entre elas
de
maneira extrínseca, sem nenhum tipo de relação recíproca.
Foi
condenada no Concílio de Efeso do ano 431. EFE
10 -
Vaticano pede libertação de bispo católico seqüestrado no Iraque
Fonte:
Agência EFE 17/01/05
Cidade do
Vaticano, 17 jan (EFE) - O bispo católico caldeu Basile
Georges
Casmoussa foi seqüestrado hoje, segunda-feira, na cidade
iraquiana
de Mossul, segundo confirmou o Vaticano, que exigiu sua
libertação
imediata.
"Chegou-nos
a notícia do seqüestro do arcebispo sírio católico de
Mossul, o
monsenhor Basile Georges Casmoussa. A Santa Sé deplora este
ato
terrorista desprezível e pede que esse digno pastor seja
devolvido
de maneira imediata e ileso a seu ministério", afirmou o
porta-voz
vaticano, Joaquín Navarro Valls, em um comunicado.
Casmoussa,
de 67 anos, nasceu na localidade de Karakoche (Mossul).
Foi
ordenado sacerdote em 1962 e consagrado bispo em 1999.
Por
enquanto não há mais dados sobre o seqüestro do religioso.
Nos
últimos meses, foram cometidos atos de violência contra os
católicos
iraquianos e atentados contra igrejas em Mossul e Bagdá.
Há cerca
de 800 mil cristãos no Iraque, que representam quase 3% dos
22
milhões de iraquianos.
Os
católicos caldeus são a maioria, quase 70% desses 800 mil.
A sede do
Patriarcado Caldeu fica em Bagdá, onde vive a comunidade
mais
numerosa (350 mil dos quase 600 mil católicos caldeus
iraquianos).
Na
localidade onde nasceu o bispo seqüestrado, os católicos caldeus
são cerca
de 25 mil.
A Igreja
Caldéia se dedica sobretudo à educação e assistência das
numerosas
famílias pobres, cristãs e muçulmanas, que há no Iraque.
A
presença de cristãos no Iraque é muito antiga ao ponto de eles se
definirem
como "filhos de São Tomás".
Além dos
católicos caldeus, há também no Iraque ortodoxos, alguns
protestantes
e membros da Igreja Assíria do Oriente, que não está
subordinada
à Roma e nem aos ortodoxos. EFE
11 - Papa
convida católicos de rito oriental a promover a unidade com
as
Igrejas ortodoxas.
Recomenda
a eles «sólida formação» para não perder sua tradição.
CIDADE DO
VATICANO, terça-feira, 11 de janeiro de 2005 (ZENIT.org).-
João
Paulo II alentou esta terça-feira os católicos de rito oriental
a
promover contatos com as Igrejas ortodoxas --com as que
compartilham
tradições e rito-- para superar o cisma de inícios do
segundo
milênio.
Escutaram
as palavras do Papa 150 participantes no Sínodo
Interpatriarcal
das três circunscrições eclesiásticas bizantinas
católicas
na Itália: a Eparquia de Lungro, a Eparquia de Piana dos
Albaneses
e o Mosteiro de Santa Maria de Grottaferrata.
«Alento-vos
a continuar os contatos, graças à comum tradição
litúrgica,
com as Igrejas ortodoxas desejosas também elas de dar
glória a
Deus e Salvador», afirmou o Papa.
«O Senhor
onipotente, que no Natal recém-vivido revelou sua divina
ternura à
luminosa encarnação do Verbo, permita a todos os crentes em
Cristo
viver plenamente a unidade da mesma fé», desejou.
O Segundo
Sínodo Interpatriarcal se celebra em três sessões: as duas
primeiras
aconteceram em outubro e novembro passados, a terceira está-
se
vivendo de 10 a 14 de janeiro.
Tem por
tema «Comunhão e anúncio do Evangelho» e, segundo comunicado
dos
organizadores a Zenit, «quer responder à importante urgência da
pastoral
da nova evangelização, que tem em seu centro Jesus, morto e
ressuscitado,
salvação para todo homem».
O
Mosteiro ítalo-bizantino de Santa Maria de Grottaferrata, a 20
quilômetros
de Roma, dependente da Santa Sé, foi fundado no ano 1004
por São
Nilo de Rossano", 50 anos antes da divisão entre a Igreja
Católica
e as Igrejas ortodoxas. Este mosteiro testemunha com a
oração
cotidiana, desde há mil anos, a unidade da Igreja em suas
múltiplas
tradições de espiritualidade e cultura. É um lugar de
encontro
e de diálogo entre o Ocidente latino e o Oriente ortodoxo,
aberto a
quem quer viver e aprofundar na espiritualidade bizantina.
Remonta-se
ao ano 1940 o primeiro Sínodo das duas eparquias --
equivalentes
a dioceses-- dos católicos de rito oriental que chegaram
à
península italiana e a suas ilhas no século XV, depois da ocupação
da
Albânia, Grécia e os Bálcãs por parte dos otomanos.
«Herdeiros
de um patrimônio espiritual comum, estas realidades
eclesiais
vossas estão chamadas a testemunhar a unidade da mesma fé
em
diferentes contextos sociais. Colaboram desde o ponto de vista
pastoral
com as comunidades de tradição latina e reforçam cada vez
mais sua
identidade, aproveitando sua milenar tradição bizantina»,
afirmou o
Papa.
O Papa
alentou os católicos de rito oriental na Itália a manter sua
tradição
através de uma «sólida formação», «capaz de responder de
maneira
eficaz aos crescentes desafios da secularização».
O
pontífice garantiu, na presença do cardeal Ignace Moussa I Daoud,
prefeito
da Congregação para as Igrejas Orientais, que a Santa
Sé «não
deixará de oferecer-lhe seu apoio».
12 - PAPA
ESPERA "RENOVADO ANÚNCIO DO EVANGELHO" E "VIGOROSO IMPULSO
ECUMÊNICO"
DO SÍNODO DAS EPARQUIAS DE RITO BIZANTINO
Cidade do
Vaticano, 11 jan (RV) - "Um renovado anúncio do Evangelho"
e
"um vigoroso impulso ecumênico": é o que JPII espera dos trabalhos
conclusivos
do Sínodo entre as eparquias das circunscrições de rito
bizantino
na Itália, iniciado ontem, em Grottaferrata, nas
proximidades
de Roma, e que prosseguirá até sexta-feira, dia 14.
Esta
manhã, JPII recebeu em audiência, no Vaticano, os participantes
desse
Sínodo, acompanhados pelo Prefeito da Congregação para as
Igrejas
Orientais, Cardeal Ignace Moussa I Daoud.
O
primeiro Sínodo das duas eparquias _ equivalentes a dioceses _ dos
ítalo-albaneses,
unificados no século XV após a ocupação da Albânia,
Grécia e
Bálcãs da parte dos otomanos remonta a 1940.
As
eparquias são: Eparquia de Lungro para os da Calábria e da Itália
continental;
e Eparquia de Piana dos Albaneses para os da Sicília; a
essas se
acrescenta o mosteiro exárquico de Grottaferrata, a antiga e
gloriosa
Abadia de São Nilo, que remonta ao ano 1000, herdeira do
monaquismo
ítalo-greco, antes da ruptura entre Oriente e Ocidente.
Reunido
nestes dias, na pequena cidade do Lácio, o Sínodo reflete
sobre o
tema "Comunhão e anúncio do Evangelho".
"Um
tema muito atual" _ disse o Papa _ para a realidade eclesial de
vocês
"chamada a testemunhar a unidade da própria fé em diversos
contextos
sociais", e "que colaboram com as comunidades de tradição
latina e
reforçam sempre mais a sua identidade, fazendo tesouro da
sua
milenar tradição bizantina".
JPII
louvou o empenho do Sínodo centralizado na missão do nosso
tempo,
"evitando uma indevida transformação da identidade
espiritual",
e buscando uma formação do clero e do laicato, a fim de
que
esteja "enraizada na tradição oriental em condições de responder
de modo
eficaz aos crescentes desafios da secularização".
A seguir,
o Papa assegurou que a Santa Sé mediante a Congregação para
as
Igrejas Orientais não deixará de oferecer "ajuda a essa ação
renovadora".
Por fim
JPII encorajou "a prosseguir _ graças à comum tradição
litúrgica
_ os contatos com as Igrejas ortodoxas, desejosas _ também
elas _ de
render glória ao único Deus e Salvador" e fazendo votos de
que o
Senhor "conceda a todos os fiéis em Cristo viver plenamente a
unidade
da mesma fé".
===============
Além dos
participantes do Sínodo das Eparquias ítalo-albanesas na
Itália, o
Santo Padre recebeu em audiência, esta manhã, no Vaticano,
o Cardeal
Joachim Meisner, Arcebispo de Colônia, Alemanha; o Núncio
Apostólico
no Chile, Dom Aldo Cavalli; o Núncio Apostólico na
Jordânia
e Iraque, Dom Fernando Filoni; e o Dr. James Farrugia,
embaixador
de Malta junto à Santa Sé, em visita de despedida, pelo
fim de
sua missão diplomática. (RL)
13 - Papa
alenta a católicos de rito oriental a anunciar o Evangelho
Roma, 12
(NE - eclesiales.org) O Papa João Paulo II recebeu ontem 150
participantes
do sínodo das eparquias ítalo-albanesas na Itália,
acompanhados
pelo cardeal Ignace Moussa I Daoud, prefeito da
Congregação
para as Igrejas Orientais. O tema do sínodo é "Comunhão e
anúncio
do Evangelho".
"Vosso
sínodo - disse o Papa - acentuou temas essenciais como a
catequese
e a mistagogia para o adequado crescimento espiritual de
todo o
povo de Deus. Encontrou, além disso, caminhos teológicos e
ascéticos
para a preparação do clero e dos membros dos Institutos de
Vida
Consagrada. (...) Propondes dedicar tempo a uma sólida formação
enraizada
na tradição oriental e adequada para responder de forma
eficaz os
desafios crescentes da secularização".
O Santo
Padre referiu-se depois à beleza do rito bizantino, das
orações
eucarísticas e da celebração dos sacramentos, salientando
que
"toda a liturgia e o culto divino com seus ricos hinos constituem
um
veículo poderoso de catequese para o povo cristão".
"Que
o Senhor Todopoderoso (...) conceda a todos os cristãos viver
plenamente
a unidade da mesma fé! Rezo por esta intenção e peço ao
Senhor
que vosso Sínodo contribua para favorecer um anúncio renovado
do
Evangelho em todas as vossas comunidades", concluiu.
14 - O
Papa faz chegar sua benção ao presidente eleito da Ucrânia.
O
arcebispo greco-católico de Lviv deseja a Yúschenko «sabedoria» à
frente do
Estado
CIDADE DO
VATICANO/KIEV, quarta-feira, 12 de janeiro de 2005
(ZENIT.org).-
Na segunda-feira passada, João Paulo II transmitiu sua
benção ao
presidente eleito da Ucrânia, Viktor Yúschenko, através do
embaixador
desse país na Santa Sé, Hryhoril Khoruzhii.
O Santo
Padre e o representante ucraniano se encontram durante a
tradicional
reunião de princípio de ano com o Corpo Diplomático
acreditado
na Santa Sé (Cf. Zenit, 10 de janeiro de 2005), segundo
confirmou
a Zenit o Serviço de Informação Religiosa da Ucrânia
(RISU),
fazendo-se eco de uma nota da agência ucraniana de notícias
UNIAN.
Desta
forma, o cardeal Lubomyr Husar --arcebispo greco-católico de
Lviv--
enviou uma carta de felicitação a Yúschenko expressando sua
certeza
de que cumprirá as esperanças que o povo pôs nele, informou
Razom em
31 de dezembro passado.
À frente
da Igreja greco-católica na Ucrânia, o purpurado desejou em
sua carta
a Yúschenko «perseverança no Senhor» e «sabedoria na
direção
do Estado».
«Esteja
sempre com Deus, porque Ele provou sua amabilidade e amor por
nosso
povo», exortou o prelado.
O cardeal
Husar apoiou a população que encheu as ruas em Kiev pedindo
novas
eleições após o turno eleitoral de 21 de novembro. Dados
oficiais
haviam proclamado vencedor o então primeiro-ministro filo-
russo
Victor Yanukóvich, mas os partidários de Yúschenko denunciaram
os
resultados como fruto de uma enorme fraude.
Acolhendo
os recursos apresentados pela oposição, o Tribunal Supremo
da
Ucrânia anulou doze dias depois de sua celebração este turno das
eleições
presidenciais porque «se cometeram falsificações» que
faziam
«impossível determinar o resultado». A votação entre
Yanukóvich
e Yúschenko repetiu-se em 26 de dezembro.
Na noite
de segunda-feira passada, a Comissão Eleitoral Central
declarou
Victor Yúschenko vencedor das eleições presidenciais da
Ucrânia
com 51,99% dos votos, frente a 44,20% que obteve seu
adversário,
informou UNIAN.
Para que
Yúschenko possa ser investido presidente, os resultados
definitivos
dos comícios devem ser publicados na imprensa oficial no
transcurso
de três dias.
Mas
Yanukóvich anunciou sua intervenção de interpor esta quarta-feira
um
recurso ante o Tribunal Supremo para impugnar esses resultados,
confirmou
«Europa Press». O Supremo já desestimou todos os recursos
apresentados
até agora por Yanukóvich.
15 -
Bispo do Funchal desafia a intensificar a nossa oração para a
unidade
de todos os cristãos
Fonte:
Agência Ecclesia 17/01/2005
«Cristo
único fundamento da Igreja»
O tema
deste ano foi escolhido em São Paulo na 1ª carta aos Coríntios
(1 Cor.
3, 1-23). O apóstolo coloca «Cristo único fundamento da
Igreja».
«Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que faz
crescer».
«Temos necessidade urgente de profetas e santos, escreveu o
patriarca
ortodoxo de Antioquia, para ajudar as novas igrejas a se
libertar
do peso terrestre, para fazer penitência e se converter pelo
perdão
recíproco».
De 18 a
25 de Janeiro somos de novo chamados, igrejas e paróquias, a
intensificar
a nossa oração para a unidade de todos os cristãos. A
rotina
pode entrar também neste campo e, até, o sentido de
inutilidade.
Afinal, após momentos de grande entusiasmo e esperança
como no
início do século XX e após o Concílio o movimento ecuménico
parece navegar
em alto mar sem ter ancorado no porto.
Não
podemos baixar os braços, pelo contrário, temos de elevá-los até
Deus. É
este o significado da Semana de Orações que vamos iniciar no
dia 18 de
Janeiro, iniciativa criada há cerca de um século por dois
anglicanos.
O tema
deste ano foi escolhido em São Paulo na 1ª carta aos Coríntios
(1 Cor.
3, 1-23). O apóstolo coloca «Cristo único fundamento da
Igreja».
«Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que faz
crescer».
«Temos necessidade urgente de profetas e santos, escreveu o
patriarca
ortodoxo de Antioquia, para ajudar as novas igrejas a se
libertar
do peso terrestre, para fazer penitência e se converter pelo
perdão
recíproco».
A Santa
Rússia e o ecumenismo
2 - Nos
últimos anos temos sido alertados pelas dificuldades que
provêm da
Igreja ortodoxa russa e da Igreja Católica.
A
ortodoxia, ou seja o conjunto das igrejas ortodoxas, não é formada
apenas
pela Igreja russa, mas esta é uma parte importante e mesmo
essencial.
Foi a ortodoxia que contribuiu eficazmente para constituir
o povo
russo e a sua cultura e a realizar a sua unidade nacional. Não
é sem
motivos que grandes escritores se referem à «Santa Rússia».
Ainda
hoje, este país é a maior igreja ortodoxa, pelo número de
fiéis,
paróquias e mosteiros.
Após a
revolução russa, devido à perseguição e à falta de liberdade,
a
presença intelectual da igreja russa dentro da ortodoxia ficou
enfraquecida
e ainda não houve tempo suficiente para recuperar o
tempo
perdido.
Persistem
ainda as marcas do período comunista nos corpos e nos
espíritos,
embora oficialmente, esse tempo esteja sepultado. Durante
sessenta
anos a Igreja russa foi sacrificada, impedida de formar
homens e
mulheres na verdadeira cultura religiosa. A formação e
recrutamento
de bispos, padres, e religiosas eram controlados pelo
Estado
que favorecia a mediocridade, impedia a catequese nas
paróquias,
proibia o exercício de qualquer actividade caritativa.
A Igreja
russa considera a modernidade através das influências
poderosas
do Ocidente, principalmente no campo económico, na invasão
das
formas de vestuário, alimentação e música. A vida eclesial e o
ecumenismo
são marcados negativamente pela entrada agressiva das
seitas,
de certos movimentos chamados evangélicos e até da Igreja
Católica.
Mas há outras influências que produzem interrogações de
nível
mais profundo, porque de ordem doutrinal e pastoral, como a
crítica
bíblica, as reformas litúrgicas, o empenhamento das igrejas
ocidentais
no campo social, político, defesa dos direitos humanos,
luta contra
a sida, o alcoolismo, a droga, a prostituição e
salvaguarda
do ambiente,
Na Rússia
confunde-se habitualmente o Ocidente com tudo o que vem de
fora,
tanto as qualidades, como os malefícios e até as taras no campo
da
sexualidade e desprezo da vida humana, como o aborto.
O povo
russo está habituado a respeitar a tradição. Ao considerar os
perigos
que aparecem com a modernidade, é tentado a conservar
plenamente
os seus ritos, tradições, cânones sinodais e língua
litúrgica
antiga, o eslavo. Este conservadorismo explica a
desconfiança
para com os grandes pensadores e teólogos russos que
ousam
enfrentar a modernidade, tanto dentro como fora da Rússia.
Não
faltam também sinais de mudança. Já no tempo do regime comunista,
alguns
bispos e padres que operavam muito discretamente, foram
grandes
pastores, e hoje começam a favorecer academias de teólogos,
centros
bíblicos e a participarem em encontros internacionais. Devido
à
degradação da economia, as paróquias tomam conta dos órfãos, dos
drogados,
dos prisioneiros libertados. É dentro destes grupos, assim
o
esperamos, que vão nascer e crescer os arquitectos do novo
ecumenismo.
A
instituição eclesiástica russa é pesada, não favorece iniciativas
locais ou
adaptações. Em 1917/18 realizou-se o Concílio de Moscovo
que não
teve ainda tempo para dar os seus frutos.
Síntese
entre tradição e modernidade
3 - Mas
há sinais de esperança. Os peregrinos que, com verdadeiro
sentido
ecuménico e espiritual, visitam a Rússia, principalmente as
grandes
cidades como Moscovo e Sant Petersburg e os mosteiros de
Zagorsks,
Vladimir e Suzdal, encontram sinais de grande vitalidade e
esperança.
Não foi em vão que a «Santa Rússia» foi regada com o
sangue de
tantos mártires durante o período comunista. Para conhecer
a
espiritualidade e alma cristã russa é preciso visitar e orar
longamente
em Zagorsks, cidade mosteiro onde se encontra o grande
herói da
santidade São Sérgio de Radoney.
Tivemos
ocasião de admirar em 2002 as multidões que acorrem a este
célebre
santuário onde a liturgia é o coração da comunidade, a fonte
da sua
energia e da sua esperança.
Em Sant
Petersburg celebramos a missa numa das três igrejas católicas
da
cidade, junto da maior e mais frequentada estrada da metrópole. No
altar
colocaram a imagem do Imaculado Coração de Maria e a Igreja era
dedicada
a Nossa Senhora de Fátima. Recordamos as palavras de Nossa
Senhora:
«Por fim o meu Imaculado Coração vencerá».
Pouco a
pouco o povo russo realiza, à sua maneira, a síntese entre
tradição
e modernidade. As escolas teológicas vão permitir o diálogo
e o
encontro com os cristãos do Ocidente, desta forma contribuirão
para o
verdadeiro ecumenismo e a paz entre os cristãos.
Funchal,
16 de Janeiro de 2005
D.
Teodoro de Faria, Bispo do Funchal
16 -
Mulher de 66 anos que deu à luz passa bem
Fonte:
Agência Estado 17/01/05
Bucareste
- Uma romena de 66 anos que deu à luz uma mmenina de 1,45 kg
no
domingo passa bem. Sua filha também está em boas condições,
informam
os médicos, embora ambas continuem na UTI. Adriana Iliescu,
que
recebeu inseminação artificial usando espermatozóides e óvulo
doados,
tive a filha, Eliza Maria, por cesariana no Hospital
Maternidade
Giulesti, em Bucareste. A irmã gêmea de Eliza Maria
nasceu
morta.
Iliescu
falou hoje à Associated Press TV que está "mais do que feliz"
em ter
dado à luz. Ela se submeteu a nove anos de tratamento de
fertilidade
antes de ser inseminada, disse o médico Bogdan Marinescu,
que
dirige o hospital. A criança nasceu prematura, quase dois meses
antes do
período completo de 40 semanas.
"O
bebê está bem, ela respira sozinha... Deste momento em diante,
começaremos
a terapia para ganhar peso", disse Marinescu. "Estamos
felizes
que mãe e filha estejam normais e esperamos que isso
continue".
Os médicos realizaram a cesariana depois que a menor das
gêmeas
morreu no útero. Segundo uma porta-voz do hospital, a menina
porta
pesava 700 g.
O bispo
Ciprian Campineanul, membro do comitê de bioética da Igreja
Ortodoxa,
disse que os sacerdotes se opõem a todo tipo de
fertilização
in vitro, não importa a idade da mulher. Ele disse que o
caso de
Iliescu representa "um ato egoísta".
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