BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 17 - 11 de janeiro de 2005

MENSAGEM

Prezados Irmãos em Cristo,

O nosso Boletim alcançou esta semana o número de 50 assinantes. Acho
que é um número significativo, mas creio que temos potencial para
conseguir um número bem maior de assinaturas. Peço a todos, se for
possível, que comentem a existência deste Boletim com pessoas que
possam ter interesse em assiná-lo, com o objetivo de divulgar as
riquezas do Oriente Cristão a um número cada vez maior de pessoas.
Não existe qualquer problema em repassar cópia deste
Boletim para outros interessados.

Reitero que estou à disposição para receber notícias sobre as Igrejas
Orientais de fontes diferentes das que eu tenho utilizado ou mesmo
traduções de notícias publicadas no exterior. Como temos entre os
assinantes pessoas que pertencem a diversas Igrejas Orientais
presentes no Brasil, gostaria de receber notícias dessas comunidades
para incrementarmos a seção de "Notícias do Brasil".

Que Deus nos abençoe.

Saudações Fraternais,

Luis Felipe
e-mail: [email protected]

ÍNDICE

1 - João Paulo II felicita os cristãos do Oriente pelo Natal

2 - O Papa destaca patrimônio espiritual católico de Rito Bizantino

3 - Papa estimula contato com Igrejas ortodoxas

4 - João Paulo II renova apelos de aproximação à Igreja Ortodoxa

5 - NOITE DE NATAL NA RÚSSIA

6 - VLADIMIR PUTIN CONGRATULA TODOS OS CRENTES ORTODOXOS

7 - Natal ortodoxo na Rússia evoca tragédia de Beslan e maremoto

8 - Os Cristãos Ortodoxos do mundo inteiro estão comemorando o Natal

9 - Em São Petersburgo foi inaugurado um festival de teatros-presépios

10 - IGREJA ORTODOXA RUSSA, FIEL AO CALENDÁRIO JULIANO, CELEBRA O
NATAL DO SENHOR NESTE 7 DE JANEIRO

11 - Premier sérvio visita Kosovo pela primeira vez após a guerra

12 - Sérvios celebram Natal ortodoxo mais pelo país que por fé

13 - Natal dos Povos em Viana do Castelo

14 - Cristãos de leste celebraram o Natal

15 - Imigrantes de Leste foram passar o Natal aos seus países

16 - PATRIARCA CALDEU DE BAGDÁ COMENTA SEQÜESTRO DE MONGES CALDEUS

17 - SHENOUDA III DIRIGE MENSAGEM DE PAZ AOS LÍDERES DO ORIENTE MÉDIO

18 - PRESIDENTE MUBARAK PEDE QUE CRISTÃOS E MUÇULMANOS DÊEM
TESTEMUNHO DE UNIÃO

19 - NATAL ARMÊNIO EM SÃO PAULO


NOTÍCIAS INTERNACIONAIS


1 - João Paulo II felicita os cristãos do Oriente pelo Natal
Segundo o calendário juliano

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 6 de janeiro de 2004 (ZENIT.org ).-
João Paulo II felicitou esta quinta-feira os cristãos das igrejas
orientais que celebravam o Natal, seguindo o calendário juliano.

Entre as Igrejas orientais que celebram agora o Natal, a mais
numerosa é a Igreja ortodoxa russa.

Após rezar a oração mariana do Angelus junto a milhares de
peregrinos, o Santo Padre dirigiu suas felicitações aos «irmãos das
Igrejas orientais que celebram nestes dias o Santo Natal», para
dirigir-lhes sua «cordial saudação de paz e de alegria no Senhor».

O patriarca ortodoxo russo, Alexis II, enviou uma mensagem de
felicitação a João Paulo II com motivo do Natal ocidental, em 25 de
dezembro.


2 - O Papa destaca patrimônio espiritual católico de Rito Bizantino

VATICANO, 11 Jan. 05 (ACI) .- Ao receber 150 participantes no sínodo
das eparquías ítalo-albanesas de rito bizantino na Itália, o Papa
João Paulo II destacou a tradição espiritual e litúrgica deste rito
católico oriental, e animou seus membros a testemunhar o Evangelho.

Falando com os participantes do Sínodo "Comunhão e anúncio do
Evangelho", o Pontífice assinalou que "suas realidades
eclesiásticas, herdeiras de um patrimônio espiritual comum, estão
chamadas a testemunhar a unidade da mesma fé em contextos sociais
diversos".

O Santo Padre destacou além disso que o sínodo pôs o acento "em temas
essenciais como a catequese e a mistagogia para o adequado
crescimento espiritual de todo o povo de Deus. achou, além disso,
caminhos teológicos e ascéticos para a preparação do clero e dos
membros dos Institutos de vida consagrada".

O Papa também os animou a "responder de forma eficaz aos desafios
crescentes da secularização".

O Santo Padre se referiu depois à beleza do rito bizantino, das
orações eucarísticas e da celebração dos sacramentos, sublinhando
que "toda a liturgia e o culto divino com seus ricos hinos,
constituem um veículo poderoso de catequese para o povo cristão".

"Vos alento –concluiu o Papa- a prosseguir seus contatos, graças à
tradição litúrgica comum, com as Igrejas ortodoxas desejosas também
elas, de glorificar o único Deus e salvador".


3 - Papa estimula contato com Igrejas ortodoxas

Fonte: Agência EFE 11/01/2005

O papa incitou hoje, terça-feira, a continuação dos contatos entre os
católicos e as Igrejas de rito ortodoxo, "desejosas elas também de
render glória ao Deus Único e Salvador".
João Paulo II recebeu em audiência os participantes de um sínodo de
comunidades religiosas ortodoxas na Itália, aos quais ressaltou
a "comum tradição litúrgica" com os católicos.

O pontífice se distinguiu ao longo dos anos por promover os laços
entre a Igreja Católica e as Ortodoxas, o que o levou a manter
contatos com os patriarcas de Atenas, Ucrânia e Constantinopla, entre
outras comunidades.

No entanto, ainda está longe o entendimento com o Patriarcado de
Moscou, o mais estrito na hora de rejeitar alguns postulados da
Igreja de Roma, à qual acusa de proselitismo.

O papa pediu hoje aos ortodoxos italianos que "colaborem com as
comunidades de tradição latina e reforcem cada vez mais sua
identidade, dando valor a sua milenar tradição bizantina".

O bispo de Roma destacou a importância de um "adequado crescimento
espiritual de todo o Povo de Deus", assim como da definição
de "caminhos teológicos e ascéticos para a preparação do clero".

Ele assegurou que a Santa Sé manterá seu apoio à ação "renovadora"
das Igrejas orientais e acrescentou que nos textos católicos há
referências úteis.


4 - João Paulo II renova apelos de aproximação à Igreja Ortodoxa

Fonte: Agência Ecclesia 11/01/05

João Paulo II voltou hoje a lançar um apelo pela unidade entre todos
os cristãos, de modo especial com a Igreja Ortodoxa.
Ao receber no Vaticano os participantes do sínodo das eparquias
orientais na Itália (divisões correspondentes às nossas dioceses), o
Papa referiu que os católicos de rito oriental devem "prosseguir os
contactos, graças à tradição litúrgica comum, com as Igrejas
Ortodoxas" e promover iniciativas ecuménicas nas suas comunidades.
Na sua intervenção, o Papa rezou para que "o Senhor omnipotente
conceda a todos os crentes que vivam plenamente a unidade da mesma
fé".
Ao longo de 2004, João Paulo II promoveu um amplo esforço de
desenvolvimento de aproximação com a Igreja Ortodoxa, nomeadamente a
Igreja Ortodoxa Russa. Nesse sentido, ganharam destaque dois gestos
simbólicos: as devoluções à Igreja Ortodoxa Russa do ícone da Madre
de Deus de Kazan e das relíquias de S. Gregório de Nazianzo e de S.
João de Damasceno ao Patriarcado Ecuménico de Constantinopla.
Tanto no Oriente como no Ocidente há católicos que reconhecem o
primado do Papa, apesar de terem diferenças entre si nos seus ritos,
liturgia, disciplina eclesiástica e património espiritual.
Esta diversidade de ritos, diz o Concílio Vaticano II e no Decreto
Orientalium Ecclesiarum (sobre as Igrejas do Oriente), "não só não
prejudica a unidade da Igreja Católica como a explicita". O rito
bizantino não significa uma separação de Roma, mas traz consigo uma
riqueza espiritual que ajuda compreender e concretizar a
universalidade da Igreja.

Octávio Carmo


5 - NOITE DE NATAL NA RÚSSIA

Fonte: Pravda 07/01/05

As Igrejas Ortodoxas Georgianas, Sérvias e de Jerusalém, juntamente
com os mosteiros Afon, celebram o Natal com a Igreja Ortodoxa Russa
nas primeiras horas do dia 7 de Janeiro, seguindo o calendário
Juliano.

As outras 11 igrejas ortodoxas já celebraram o Natal juntamente com a
igreja católica romana em 25 de Dezembro, não utilizando o calendário
gregoriano, seguido pelos católicos romanos e protestantes cristãos,
mas sim o calendário novo juliano, que acumulará uma diferença de um
dia até ao ano 2800.

Foi o Papa Gregório XIII que substituiu o calendário Juliano no
século 16, numa tentativa de fazer um ajusto entre o ano astronómico
e o ano calendar.

Na conferência de 1923, as igrejas ortodoxas decidiram modificar o
calendário juliano, numa iniciativa do Patriarca de Constantinopla
mas a Igreja Ortodoxa Russa não assistiu a esta conferência.

Por isso, a igreja Ortodoxa Russa segue o calendário juliano.

Bom Natal para todos os nossos leitores.

Konstantin KODENETS
PRAVDA.Ru


6 - VLADIMIR PUTIN CONGRATULA TODOS OS CRENTES ORTODOXOS

Fonte: Pravda 07/01/05

Na sua reunião hoje com o Patriarca de Toda a Rússia, Alexis II de
Moscovo, no Kremlin, Vladimir Putin enviou uma mensagem de
congratulações a todos os crentes ortodoxos e simultaneamente lançou
uma mensagem de apoio para a iniciativa da Igreja Ortodoxa Russa na
sua campanha para juntar fundos para fins humanitários.

O Presidente enviou seus melhores cumprimentos a todos os crentes da
igreja Ortodoxa Russa e votos para que tudo corra bem no próximo
futuro. Também agradeceu o patriarca pela sua reacção rápida aos
eventos terríveis na Ásia.

Realçou que as primeiras equipas de socorro a chegar à zona eram
russas do Ministério de Situações de Emergência e ainda lá continuam,
entretanto a Rússia está a angariar fundos para apoio alimentar,
tendo já estudado as necessidades.

Nos feriados durante esta semana, considera o Presidente, os russos
podem passar mais tempo com a família e as crianças, fazer desporto e
melhorar a saúde.

Timofei BYELO
PRAVDA.Ru


7 - Natal ortodoxo na Rússia evoca tragédia de Beslan e maremoto

Fonte: EFE 07/01/05

Por Sergio Imbert
A Rússia comemora nesta sexta-feira o Natal ortodoxo com ofícios
litúrgicos por todo o país e com orações de seu patriarca Alexis II
pelas vítimas da tragédia terrorista de Beslan e a catástrofe do
sudeste asiático.

Passada a véspera de Natal, através dos 11 fusos horários que a
Rússia tem, começaram ofícios religiosos em todas as igrejas e
monastérios do país e fora de seus limites, como na base de
Belingshausen, na Antártida, onde no ano passado foi construído o
templo ortodoxo mais meridional do planeta.

Os russos festejam o Natal segundo o antigo calendário juliano, que
ainda rege a Igreja Ortodoxa Russa, diferentemente do Estado, que
desde 1917 usa o calendário moderno gregoriano, utilizado ao redor do
mundo e adiantado treze dias em relação ao juliano.

Diante da presença do primeiro-ministro Mikhail Fradkov e outras
autoridades, o Patriarca celebrou na quinta-feira à noite a principal
missa que marca esse dia do Natal, na Catedral de Cristo o Salvador,
em Moscou, principal templo ortodoxo reconstruído após a queda do
comunismo.

O presidente russo, Vladimir Putin, preferiu, por sua vez, viajar
para a região de Tver, 150 quilômetros ao norte de Moscou, para
assistir discretamente junto com os fiéis locais a missa celebrada na
igreja da Natividade da Virgem, na aldeia de Gorodnia.

Em Moscou, mais de 115 mil pessoas foram às igrejas para assistir à
missa, e 11 mil fiéis presenciaram a liturgia oficiada pelo
patriarca, celebrada em meio a "medidas de segurança reforçadas" e
após suas dependências serem revistadas com cães adestrados para
detectar explosivos, segundo a polícia.

Com a interminável guerra na Chechênia, que em dez dias matou cerca
de 200 mil pessoas, a sombra do terrorismo voltou a marcar esse dia
festivo, com desmentidos do exército sobre combates de grande porte e
a mobilização de 300 mil policiais por todo o país para patrulhar as
cidades na véspera do Natal.

Em sua mensagem aos fiéis por ocasião do Natal, Alexis II disse que
2004 foi "um ano de duras provas" para a Rússia, e desejou que os
habitantes "conservem o valor nessas circunstâncias adversas".

O Patriarca se referiu diretamente à tragédia de Beslan, na república
da Ossétia do Norte, vizinha da Chechênia, onde em setembro um
comando terrorista suicida seqüestrou 1.247 crianças e adultos em uma
escola para exigir do Kremlin o fim da guerra.

A operação de resgate, feita por unidades antiterroristas e pela
polícia local, culminou com a morte de 330 reféns, incluindo 186
crianças, além de vários agentes e quase todos os terroristas.

Sem mencionar a guerra, Alexis II lamentou o "sacrilégio cometido
pelos terroristas que atentaram contra as crianças" e a "morte de
vítimas inocentes, desgraça e dor compartilhada por todo o país".

Mas acrescentou que "essa terrível tragédia demonstrou que o povo
conserva seus ideais morais, pois diante do risco de morte muitas
pessoas deram nobres exemplos de amor ao próximo e de sacrifício
pessoal".

Além disso, Alexis II lamentou "a catástrofe do sudeste asiático",
onde mais de 160 mil pessoas morreram e vários milhões ficaram sem
casa devido ao maremoto e aos devastadores tsunamis que arrasaram a
costa do oceano Índico em 26 de dezembro.

"Rezemos para que a graça divina nos dê forças para superar o mal que
nos espreita", disse o Patriarca, felicitando a todos por ocasião do
Natal e desejando que 2005 "seja um ano de paz e concórdia" para a
Rússia e os demais países.

O Natal ortodoxo foi declarado feriado na Rússia depois do colapso da
URSS em 1991 e se tornou mais um símbolo do ímpeto religioso, que,
promovido a partir do poder, tornou-se sinal da identidade nacional
russa.

O costume manda que nesta data os fiéis vão à igreja e até que a
primeira estrela apareça no céu só podem comer "sochivo" (trigo
cozido com mel e nozes), prato que deu à véspera de Natal o carinhoso
apelido de "Sochelnik".

Neste ano, pela primeira vez, o Natal ortodoxo é comemorado ao longo
de dez dias festivos pela introdução das "férias de Ano Novo",
inovação que pára o país até a próxima terça-feira, mas que
continuará na quinta-feira com o "Velho Ano Novo", segundo o mesmo
calendário juliano.

Segundo uma recente pesquisa, este ano 59% dos russos iam comemorar o
Natal, percentagem semelhante à de 1997 e 1998 (58 e 57%,
respectivamente), anos que do ponto de vista econômico foram
desfavoráveis para o país. Por outro lado, entre 1999 e 2003, anos em
que as expectativas econômicas melhoraram, a percentagem de russos
que comemorou o Natal foi de 67 a 74%.


8 - Os Cristãos Ortodoxos do mundo inteiro estão comemorando o Natal

Fonte: Voz da Rússia 07/01/05

Os Cristãos Ortodoxos do mundo inteiro estão comemorando o Natal. Na
noite passada, ofícios solenes foram celebrados nas igrejas do Rito
Oriental na Rússia, Ucrâniam Belarus, Geórgia, Armênia, Sérvia e na
cidade de Belém, na margem ocidental do rio Jordão, onde teria
nascido Jesus Cristo. Em Moscou, a liturgia no Templo de Cristo
Redentor foi dirigida pelo patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Aleksi
II. No seu apelo aos crentes, disse que as duras provações do ano
passado, especialmente a tragédia na cidade de Beslan, na Ossétia do
Norte, e a calamidade natural na Ásia, foram uma prova a mais de que
os ideais morais continuam vivos no povo. O patriarca desejou a todas
as pessoas alegria, sossego, paz e compreensão mútua. O presidente
Vladimir Putin também felicitou os Cristãos Ortodoxos pelo Natal. Os
Cristãos do Rito Ocidental, incluindo a Igreja Católica Apostólica
Romana, já haviam celebrado essa festa na noite de 24 para 25 de
dezsembro, segundo o calendário gregoriano.


9 - Em São Petersburgo foi inaugurado um festival de teatros-presépios

Fonte: Voz da Rússia 07/01/05

Em São Petersburgo foi inaugurado um festival de teatros-presépios.
Os primeiros espectáculos desse gênero nasceram na Europa Ocidental,
onde na Idade Média existia a tradição de colocar nas igrejas na
véspera do Natal uma maqueta de curral (presépio) com figurinhas da
Virgem, do menino Jesus e dos pastores. Com o correr dos tempos, esse
hábito se transformou em espectáculos de bonecos baseados em assuntos
evangélicos. Na Rússia, os primeiros teatros-presépio apareceram em
meados do século XVI e aos poucos chegaram a ser uma das diversões
mais populares na época natalina. Atualmente, essa arte vai
renascendo como uma relíquia etnográfica.


10 - IGREJA ORTODOXA RUSSA, FIEL AO CALENDÁRIO JULIANO, CELEBRA O
NATAL DO SENHOR NESTE 7 DE JANEIRO

Moscou, 07 jan (Rádio Vaticano) - Fiel ao calendário juliano, a
Igreja Ortodoxa russa celebra hoje o seu Natal. O Patriarca de Moscou
e de todas as Rússias, Aleksej II, difundiu ontem sua mensagem,
convidando todos os fiéis ortodoxos e de outras confissões à
fraternidade e ao amor ao próximo.

"Nós cristãos _ afirma o Patriarca _ acreditamos e sabemos que a
vinda de Cristo Salvador à Terra mudou radicalmente nossas vidas e a
própria natureza dos seres humanos." Aleksej II recomenda aos fiéis
que não se esqueçam desse dom "na pressa da vida cotidiana", mas "se
consagrem à oração a Deus e ao sincero amor ao próximo, na plena
realização do ensinamento evangélico".

Ao recordar o ano que passou, o Patriarca cita a tragédia na escola
de Beslan, Ossétia do Norte, em setembro, como um momento difícil
para toda a Rússia: "A morte de tantas vítimas inocentes _ diz em sua
mensagem _ tornou-se uma dor comum, mas também um momento de grande
solidariedade. Diante da morte, a maior parte das pessoas deu exemplo
de grande amor gratuito para com o próximo."

O Patriarca dirige enfim uma saudação a todos os cristãos do mundo e
aos fiéis de outras religiões: "Podemos trabalhar juntos pela
serenidade do mundo. Que Deus dê a todos os povos paz, fraternidade,
sabedoria e esperança" _ conclui.

Os cristãos ortodoxos russos se mantêm fiel, em suas festividades, ao
calendário juliano, rejeitando o calendário gregoriano, introduzido
pelo Papa Gregório XIII em 1582. Por isso, as datas não correspondem
às festividades da Igreja Católica Romana. Enquanto nós católicos
romanos, celebramos o Natal no dia 25 de dezembro, seguindo o
calendário gregoriano, os cristãos ortodoxos celebram o Natal no dia
7 de janeiro, seguindo o calendário juliano.

A revolução russa havia imposto o calendário "ocidental", e o Natal
ortodoxo em janeiro era um dia de trabalho normal. Desde 1991, com o
desmanche da ex-URSS, a Igreja Ortodoxa russa voltou a respeitar o
calendário juliano. (CM)


11 - Premier sérvio visita Kosovo pela primeira vez após a guerra

Fonte: EFE 07/01/05

O primeiro-ministro da Sérvia, Vojislav Kostunica, chegou nesta sexta-
feira a Pec, oeste de Kosovo, escoltado pela força Kfor da Otan, para
assistir à liturgia natalina celebrada pelo patriarca sérvio
ortodoxo, Pavle.
A porta-voz da missão Unmik da ONU, Clarisse Pasztory, disse à
agência Kosova Live que, após consultar a Kfor, essa missão tinha
dado sinal verde para Kostunica entrar em Kosovo com o objetivo de
assistir à liturgia no patriarcado cristão ortodoxo de Pec. A porta-
voz acrescentou que se trata de uma visita particular por motivos
religiosos.

Segundo o porta-voz da Kfor, o coronel Yves Kermorvan, para a visita
do primeiro-ministro sérvio essas tropas não lançaram dispositivos
excepcionais de segurança. Fontes do patriarcado de Pec informaram
que Kostunica chegou nesta manhã e voltará ainda hoje a Belgrado.

Embora em visita particular, Kostunica é o primeiro chefe de governo
sérvio a viajar a Kosovo desde o fim da guerra em junho de 1999, e
esta província sérvia, de maioria separatista albanesa, foi colocada
sob a administração interina da ONU.

Na liturgia do Natal ortodoxo, comemorado em 7 de janeiro segundo o
calendário juliano, o patriarca Pavle dirigiu hoje uma mensagem de
paz aos líderes sérvios e albaneses.


12 - Sérvios celebram Natal ortodoxo mais pelo país que por fé
Fonte: Reuters 07/01/05

Por Ellie Tzortzi

BELGRADO (Reuters) - Milhares de sérvios celebraram o Natal na sexta-
feira, numa das maiores igrejas ortodoxas do mundo, com o acendimento
de velas para vivos e mortos, num ritual que 20 anos atrás estava
praticamente esquecido.

O cheiro de incenso dominava a igreja de São Sava, uma enorme
construção de mármore branco visível de toda Belgrado, preenchida
pelo murmúrio de orações.

Embora oficialmente ainda não tenha sido concluída, a igreja estava
lotada. Muitos dos presentes, no entanto, não sabiam bem por que
estavam lá. "Ainda não decidi se tenho fé ou não", disse Tanya,
17. "Mas gosto da tradição e da cerimônia, é algo que faz parte de
nosso país. Quase as perdemos durante o comunismo, e agora precisamos
tentar preservá-las."

O regime comunista do marechal Tito, na Iugoslávia, perseguiu a
Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa Sérvia depois de 1945. Nos anos
1960, as cerimônias religiosas limitavam-se às fúnebres.

O ressurgimento teve início nos anos 1980, e a Igreja Ortodoxa se
fortaleceu durante a década de guerra que se seguiu, unindo sérvios
divididos nas muitas regiões da ex-Iugoslávia.

"O papel da igreja cresceu desde a dissolução da Iugoslávia, e hoje é
mais forte do que jamais foi desde a Segunda Guerra Mundial", disse o
professor Thomas Bremer, da Universidade de Muenster, na Alemanha.

Em declarações por escrito à Reuters, ele disse que a igreja era
encarada "muito claramente como uma instituição sérvia, em que o
elemento nacional sempre foi muito importante".

Antigas canções bizantinas eram tocadas por alto-falantes no exterior
da igreja, enquanto os visitantes jogavam seus "badnjak" -- galhos de
carvalho e sementes -- no fogo.

A igreja começou a influir na política em 1990, quando a Sérvia era
um Estado isolado, por causa das guerras étnicas na Croácia e na
Bósnia, e no fim até alvo para bombardeios ocidentais na primeira
guerra da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Primeiro a igreja apoiou o presidente Slobodan Milosevic, mas depois
saiu à frente dos protestos pró-democracia e contra Milosevic.

Hoje ela faz comentários livremente sobre os assuntos mais
importantes do país, como o destino dos sérvios em Kosovo, cercados
por uma maioria albanesa que exige a independência.

"Sempre que há algum problema afetando o interesse nacional, a
maioria dos políticos sérvios compete para mostrar suas ligações com
a Igreja", disse Slobodan Markovich, do Instituto para Estudos
Europeus, em Belgrado. Fazem isso porque é um "meio eficaz de mostrar
ligação com uma instituição que simboliza a unidade nacional".

Mas, se a maioria considera a Igreja uma parte essencial de sua
identidade, o sentimento puramente religioso está em falta. Uma
pesquisa de 1991 mostrou que todos os sérvios étnicos se
autodenominavam cristãos ortodoxos, mas só 25 por cento acreditavam
em Deus.

"Ir a Igreja virou moda no fim dos anos 1980 e, desde então, usar
crucifixos se tornou parte de nossa cultura", disse Markovich. "Mas
em termos de acreditar em Deus a situação é bem diferente", afirmou.
Segundo ele, há muito mais gente que segue a astrologia.

Sincero ou não, o renascimento religioso está totalmente assimilado
nos costumes sérvios. O batismo é comum, assim como casamentos na
igreja.

Mas nem todo mundo gosta dele. "As coisas estão ficando ridículas. As
pessoas costumavam passar o Natal com a família, contando histórias e
cantando, tudo muito simples", disse Malisha, 42. "Agora parece uma
competição. Não há crentes verdadeiros entre os que propagandeiam sua
fé."

(Reportagem adicional de Liljana Cvekic)

Para ver foto: http://br.news.yahoo.com/050107/5/qmg4.html


13 - Natal dos Povos em Viana do Castelo

Fonte: Agência Ecclesia 10/01/05

O "Natal dos Povos" reuniu ontem no Centro Pastoral Paulo VI, em
Darque - Viana do Castelo, cerca de meia centena de imigrantes, na
sua grande maioria de origem do Leste europeu, numa celebração
natalícia ortodoxa de rito bizantino.
Esta iniciativa da Cáritas Diocesana, até agora denominada "Natal
Ortodoxo" mudou a designação para abrir a uma participação mais
alargada daqueles que têm batido à porta do Centro Local de Apoio ao
Imigrante, adiantou José Machado, presidente da instituição.
O padre ortodoxo de rito Bizantino do Patriarcado de Constantinopla,
Roman Rudnik, presidiu à longa celebração de Natal cheia de canto e
do intenso odor do incenso, não que sem antes tenhas pedido a bênção
ao Bispo Diocesano na afirmação e reconhecimento da sucessão dos
Apóstolos.
Antes do início da celebração, D. José Pedreira saudou os
participantes assinalando o seu júbilo pela celebração da presença de
Jesus Cristo e da devoção a Maria.
Nesta celebração «muito interessante» participou, pela primeira vez,
Sílvia Rocha, uma brasileira que o «amor» levou a deixar tudo para
fazer vida em Portugal.
Esta professora primária que exerceu o ensino durante onze anos,
apaixonou-se pelo actual marido quando este estava no Brasil a fazer
uma formação, na mesma universidade que entretanto começou a
frequentar em horário pós-laboral.
Uma vez em Portugal deparou-se com a famigerada burocracia que, até
hoje, a impediu de obter a equivalência do curso obtido naquele país
apenas o reconhecimento pela Universidade do Minho.
Com uma situação económica estável no Brasil, em Portugal trabalha
numa loja do shopping da cidade para poder viver.
Quanto a este encontro não poderia fazer avaliação mais positiva
porque, desde logo, lhe permitiu encontrar outros conterrâneos, e de
seguida, tomar contacto com cultura diversas.
O siberiano Alexandre Koundik, polícia e campeão de ski russo, também
participou neste encontro que para ele é uma oportunidade de fazer a
Festa de Natal com os amigos e reencontrar outros conterrâneos.
A viver em Portugal há quatro anos, actualmente com toda a família,
trabalha na Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com
Deficiência Mental. Ela e a esposa trabalham como «auxiliares de
ocupação» ajudando aquelas crianças e auferindo um salário que lhes
permite viver com alguma qualidade e ainda ajudar a família que
continua nas longínquas terras russas.
José Machado sublinhou que a iniciativa é uma «continuidade dos
outros Natais» perspectivando com esta abertura a todos os imigrantes
motivá-los para o espírito associativo. «Vamos colocar nas mãos dos
próprios imigrantes o desafio de se organizarem», deixando para a
Diocese o apoio em termos da cedência de espaço para as suas
celebrações.
A iniciativa da Cáritas está suportada no conhecimento da realidade
obtida a partir do Centro Local de Apoio ao Imigrante onde 30 a 40
pessoas por mês se dirigem para solicitar informação e ajuda.
Ucranianos e Russo lideram o contigente de quem ali se dirige, mas já
começa a ser notória a presença de Chineses e de gente da América do
Sul que não Brasileiros.
A legalização continua no topo das preocupações de quantos se dirigem
àquele serviço, ocupando os lugares seguintes a problemática da saúde
e da educação dos filhos.

Notícias de Viana


14 - Cristãos de leste celebraram o Natal

Fonte: Agência Ecclesia 10/01/05

Católicos e ortodoxos da diocese de Lisboa juntaram-se, dia 7 de
Janeiro, na Igreja de São Domingos, em Lisboa, para celebrarem o
Natal do Imigrante. "Oriente e Ocidente: unidos no mesmo Natal" foi
tema da celebração presidida pelo Pe. Delmar Barreiros, director do
Departamento da Pastoral da Mobilidade. No ano em que Lisboa se
prepara para receber o Congresso Internacional da Nova Evangelização
(ICNE) a celebração "pretendeu consolidar as amizades e a união" -
disse o Pe. Delmar Barreiros.
Os cristãos ortodoxos e os católicos de rito bizantino celebram o
Natal a 7 de Janeiro e os católicos de rito latino a 25 de
Dezembro. "Apesar de assinalarem a data em dias diferentes, o Natal
de Cristo vai ao encontro de todos os imigrantes" - referiu o Pe.
Josafat Andri Koval, responsável pela capelania dos ucranianos de
Lisboa, para justificar o tema da celebração. A Igreja estava repleta
de imigrantes das comunidades de Leste onde não "faltaram também as
tradições dos respectivos países". Na celebração - feita em rito
bizantino e as leituras em diversas línguas - o Pe. Delmar Barreiros
apelou para a "vivência em comunhão". E adianta: "um cristão que viva
de costas voltadas para outro cristão não é verdadeiramente cristão".
Aos cristãos de leste, o celebrante sublinhou que "os portugueses não
querem fazer assimilação deles" mas "uma integração dos imigrantes".
Após a celebração litúrgica, um grupo de ucranianos fez um Auto de
Natal "vestidos à oriental". No jantar do dia anterior, na refeição
da «consoada», os cristãos de leste recordaram o Natal dos seus
países onde "não faltaram os tradicionais pratos". Um
Natal "saudosista" parecido com a ceia Natal dos "nossos portugueses
que estão lá fora".

Luís Filipe Santos


15 - Imigrantes de Leste foram passar o Natal aos seus países

Fonte: Agência Ecclesia 07/01/2005

Este ano, as celebrações natalícias nas dioceses alentejanas tiveram
menos participantes

Este ano, as celebrações natalícias dos católicos de rito bizantino
das diocese de Évora e Beja "têm menos pessoas" porque "muitos foram
passar esta quadra aos seus países" - disse à Agência ECCLESIA Ivan
Hudz, sacerdote ucraniano de rito bizantino, que trabalha nestas
dioceses. Ontem, a Igreja de S. Francisco, em Évora, encheu-se de
cristãos para celebrarem o nascimento do menino mas "não tivemos o
nosso jantar tradicional depois da Eucaristia". Uma noite especial
onde não se come nem carne nem peixe, apenas vegetais.
Como hoje, dia 7 de Janeiro, "não é feriado", o Pe. Ivan Hudz
celebrou a missa de Natal pelas 8 horas da manhã porque "muitos dos
imigrantes tiveram que ir trabalhar". A trabalhar com este sacerdote
nestas dioceses está o Pe. Antoniy Pavchuk. Os dois dão apoio
espiritual a cerca de 5 mil imigrantes de Leste mas "tenho poucos
praticantes".
Na manhã de sábado, dia 8 de Janeiro, pelas 10 horas, também na
Igreja de S. Francisco, pela primeira vez na diocese de Évora, sete
crianças receberão o sacramento da comunhão segundo o rito bizantino.
Duas das crianças são filhos de imigrantes residentes em Beja. Uma
celebração que terá a presença do bispo auxiliar de Évora, D. Amândio
Tomás.
O Pe. Ivan Hudz confessou à Agência ECCLESIA que "temos três dias de
Natal". O primeiro é 7 de Janeiro. O dia seguinte "também é dia de
Natal mas memória da Sagrada Família". O dia 9 de Janeiro, memória de
S. Estevão, "também faz parte da quadra natalícia".
De acordo com o calendário Juliano (ver peça explicativa), ainda
usado na Rússia e em outros países do Leste europeu, o dia 6 de
Janeiro volta a ser véspera de Natal. Para muitos cristãos ortodoxos
e católicos de rito oriental, só a 7 de Janeiro se assinala o dia do
nascimento de Jesus Cristo. A realidade, a que os portugueses já se
vão habituando, surge com a vaga de imigração registada no nosso país
durante os últimos anos.
Além dos ucranianos, a maior comunidade imigrante de Leste, há ainda
russos, arménios, georgianos, romenos, búlgaros e várias outras
nacionalidades num total próximo das 200 mil pessoas que lutam para
manter vivas as suas tradições. Esta nova realidade faz com que
aumente também o número de lugares com celebrações litúrgicas de rito
bizantino.

Calendário Juliano
É um calendário solar criado em 45 a.C. pelo imperador romano Júlio
César para trazer os meses romanos ao seu lugar habitual em relação
às estações do ano, confusão gerada pela adopção de um calendário de
inspiração lunissolar. César impõe 12 meses com duração
predeterminada e a adopção de um ano bissexto a cada 4 anos.
No ano da mudança, para fazer a concordância entre o ano civil e o
ano solar, ele inclui no calendário mais dois meses de 33 e 34 dias,
respectivamente, entre Novembro e Dezembro, além do 13º mês, o
mercedonius, de 23 dias. O ano fica com 445 dias distribuídos em 15
meses e é chamado "o ano da confusão."
Esse calendário, que tem um desfasamento de 13 dias em relação ao
nosso, começa a ser substituído pelo calendário gregoriano a partir
do século XVI - a Rússia e a Grécia só fazem a mudança no século XX.

Luís Filipe Santos


16 - PATRIARCA CALDEU DE BAGDÁ COMENTA SEQÜESTRO DE MONGES CALDEUS

Bagdá, 10 jan (Rádio Vaticano) - O Patriarca caldeu de Bagdá, Dom
Emmanuel III Delly, comentou o seqüestro, que durou um dia, de dois
monges caldeus, do Mosteiro de Santo Antônio, na capital iraquiana.

Segundo o Patriarca, os cristãos no Iraque não sofrem ataques por
causa de sua fé, mas sim por serem iraquianos, como acontece todos os
dias também com os muçulmanos.

Dom Delly informa que os dois religiosos foram bem tratados e
libertados 24 horas depois, e agora já se encontram no convento de
Santo Antônio, em Bagdá.

O Patriarca define a situação iraquiana como "não positiva", mas
espera que possa melhorar. Para isso, Dom Delly aposta na colaboração
entre todos os membros da sociedade iraquiana, pelo
progresso "econômico, espiritual e cultural" da Nação. (BF)


17 - SHENOUDA III DIRIGE MENSAGEM DE PAZ AOS LÍDERES DO ORIENTE MÉDIO

Cairo, 07 jan (Rádio Vaticano) - O Patriarca Copta, Shenouda III,
dirigiu hoje, na Catedral de Abbasiya, no Cairo, uma mensagem de paz
aos líderes do Oriente Médio durante a celebração da missa do Natal
ortodoxo, que se celebra hoje, segundo o calendário juliano.

O Patriarca copta destacou o difícil momento de conflitos
generalizados no Oriente Médio e no Sudão: para Shenouda III, os
coptas celebram, neste Natal, a necessidade de alcançar a paz nos
territórios palestinos, no Iraque e no Sudão.

Durante a homilia, Shenouda III não se referiu aos recentes conflitos
entre fiéis coptas e a polícia egípcia, que deixou dezenas de feridos
e 34 detidos em dezembro passado. A comunidade copta se erguera para
denunciar as discriminações sofridas pela maioria muçulmana no Egito.

Os cristãos egípcios representam 10% dos 70 milhões de habitantes do
país. (WM)


18 - PRESIDENTE MUBARAK PEDE QUE CRISTÃOS E MUÇULMANOS DÊEM
TESTEMUNHO DE UNIÃO

Cairo, 10 jan (Rádio Vaticano) - O Presidente do Egito, Hosni
Mubarak, fez um apelo, neste domingo, à unidade entre os muçulmanos e
a minoria cristã do país.

"Não devemos dar nenhuma oportunidade para as diferenças entre
muçulmanos e cristãos, para que não se crie uma separação entre os
dois lados" _ disse Mubarak. O Presidente do Egito afirmou que não
existe nenhuma diferença entre os cidadãos: "Somos todos egípcios" _
declarou ele, na cidade de Aswan.

Normalmente, as relações entre as duas religiões, no Egito, são
amistosas, mas foram abaladas no ultimo mês, por diversos confrontos.
Em dezembro, a polícia deteve 34 pessoas após uma manifestação, no
Cairo. Os cristãos protestavam contra a presumível conversão forçada
ao Islamismo, da esposa de um pastor. Ativistas muçulmanos negaram,
contudo, que a mulher se tivesse convertido sob pressão.

Para pedir a libertação dos detidos, o líder da Igreja copta, Shenuda
III, decidira isolar-se em um mosteiro. Shenuda III saiu do mosteiro
somente após receber garantias por parte das autoridades egípcias, de
que os cristãos seriam libertados.

Clérigos coptas no sul do Egito denunciam que dezenas de coptas têm
sido coagidos a se converter, alguns sob pressão de seus patrões.
Eles protestam ainda contra dificuldades para se obter o alvará para
a construção de novas igrejas.

A pior crise entre muçulmanos e cristãos no Egito, verificou-se em
1999, quando 20 cristãos foram mortos no vilarejo de Kosheh.
Atualmente, os cristãos são cerca de 5-10% dos egípcios. Mas antes da
conquista islâmica no século VII d.C., a maioria dos egípcios era
cristã. (BF)


NOTÍCIA DO BRASIL

19 - NATAL ARMÊNIO EM SÃO PAULO

Fonte: www.armenia.com.br 10/01/2005

No dia 06 de janeiro p.p., quinta-feira, realizou-se a celebração do
Natal e Epifania comemorada pela Igreja Apostólica Armênia neste dia.
Na ocasião, a Missa especial foi celebrada pelo Primaz da Diocese da
Igreja Apostólica Armênia do Brasil, S.E. Arcebispo Datev Karibian,
que também deu seu sermão alusivo à data. Centenas de fiéis
compareceram à Igreja, e o evento foi registrado e transmitido no
noticiário noturno da TV Gazeta de São Paulo, Canal 11.
Por sua vez, como é de hábito, a Diretoria da Sociedade Artística
Melodias Armênias - SAMA/Clube Armênio ofereceu um belo Almoço de
Natal nas dependências do Clube, a partir das 13h00, ao qual
compareceu um bom número convidados e membros da coletividade.


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