BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 17 -
11 de janeiro de 2005
MENSAGEM
Prezados
Irmãos em Cristo,
O nosso
Boletim alcançou esta semana o número de 50 assinantes. Acho
que é um
número significativo, mas creio que temos potencial para
conseguir
um número bem maior de assinaturas. Peço a todos, se for
possível,
que comentem a existência deste Boletim com pessoas que
possam
ter interesse em assiná-lo, com o objetivo de divulgar as
riquezas
do Oriente Cristão a um número cada vez maior de pessoas.
Não
existe qualquer problema em repassar cópia deste
Boletim
para outros interessados.
Reitero
que estou à disposição para receber notícias sobre as Igrejas
Orientais
de fontes diferentes das que eu tenho utilizado ou mesmo
traduções
de notícias publicadas no exterior. Como temos entre os
assinantes
pessoas que pertencem a diversas Igrejas Orientais
presentes
no Brasil, gostaria de receber notícias dessas comunidades
para
incrementarmos a seção de "Notícias do Brasil".
Que Deus
nos abençoe.
Saudações
Fraternais,
Luis
Felipe
e-mail: [email protected]
ÍNDICE
1 - João
Paulo II felicita os cristãos do Oriente pelo Natal
2 - O
Papa destaca patrimônio espiritual católico de Rito Bizantino
3 - Papa
estimula contato com Igrejas ortodoxas
4 - João
Paulo II renova apelos de aproximação à Igreja Ortodoxa
5 - NOITE
DE NATAL NA RÚSSIA
6 -
VLADIMIR PUTIN CONGRATULA TODOS OS CRENTES ORTODOXOS
7 - Natal
ortodoxo na Rússia evoca tragédia de Beslan e maremoto
8 - Os
Cristãos Ortodoxos do mundo inteiro estão comemorando o Natal
9 - Em
São Petersburgo foi inaugurado um festival de teatros-presépios
10 -
IGREJA ORTODOXA RUSSA, FIEL AO CALENDÁRIO JULIANO, CELEBRA O
NATAL DO
SENHOR NESTE 7 DE JANEIRO
11 -
Premier sérvio visita Kosovo pela primeira vez após a guerra
12 - Sérvios
celebram Natal ortodoxo mais pelo país que por fé
13 -
Natal dos Povos em Viana do Castelo
14 -
Cristãos de leste celebraram o Natal
15 -
Imigrantes de Leste foram passar o Natal aos seus países
16 -
PATRIARCA CALDEU DE BAGDÁ COMENTA SEQÜESTRO DE MONGES CALDEUS
17 -
SHENOUDA III DIRIGE MENSAGEM DE PAZ AOS LÍDERES DO ORIENTE MÉDIO
18 -
PRESIDENTE MUBARAK PEDE QUE CRISTÃOS E MUÇULMANOS DÊEM
TESTEMUNHO
DE UNIÃO
19 -
NATAL ARMÊNIO EM SÃO PAULO
NOTÍCIAS
INTERNACIONAIS
1 - João
Paulo II felicita os cristãos do Oriente pelo Natal
Segundo o
calendário juliano
CIDADE DO
VATICANO, quinta-feira, 6 de janeiro de 2004 (ZENIT.org ).-
João
Paulo II felicitou esta quinta-feira os cristãos das igrejas
orientais
que celebravam o Natal, seguindo o calendário juliano.
Entre as
Igrejas orientais que celebram agora o Natal, a mais
numerosa
é a Igreja ortodoxa russa.
Após
rezar a oração mariana do Angelus junto a milhares de
peregrinos,
o Santo Padre dirigiu suas felicitações aos «irmãos das
Igrejas
orientais que celebram nestes dias o Santo Natal», para
dirigir-lhes
sua «cordial saudação de paz e de alegria no Senhor».
O
patriarca ortodoxo russo, Alexis II, enviou uma mensagem de
felicitação
a João Paulo II com motivo do Natal ocidental, em 25 de
dezembro.
2 - O
Papa destaca patrimônio espiritual católico de Rito Bizantino
VATICANO,
11 Jan. 05 (ACI) .- Ao receber 150 participantes no sínodo
das
eparquías ítalo-albanesas de rito bizantino na Itália, o Papa
João
Paulo II destacou a tradição espiritual e litúrgica deste rito
católico
oriental, e animou seus membros a testemunhar o Evangelho.
Falando
com os participantes do Sínodo "Comunhão e anúncio do
Evangelho",
o Pontífice assinalou que "suas realidades
eclesiásticas,
herdeiras de um patrimônio espiritual comum, estão
chamadas
a testemunhar a unidade da mesma fé em contextos sociais
diversos".
O Santo
Padre destacou além disso que o sínodo pôs o acento "em temas
essenciais
como a catequese e a mistagogia para o adequado
crescimento
espiritual de todo o povo de Deus. achou, além disso,
caminhos
teológicos e ascéticos para a preparação do clero e dos
membros
dos Institutos de vida consagrada".
O Papa
também os animou a "responder de forma eficaz aos desafios
crescentes
da secularização".
O Santo
Padre se referiu depois à beleza do rito bizantino, das
orações
eucarísticas e da celebração dos sacramentos, sublinhando
que
"toda a liturgia e o culto divino com seus ricos hinos,
constituem
um veículo poderoso de catequese para o povo cristão".
"Vos
alento –concluiu o Papa- a prosseguir seus contatos, graças à
tradição
litúrgica comum, com as Igrejas ortodoxas desejosas também
elas, de
glorificar o único Deus e salvador".
3 - Papa
estimula contato com Igrejas ortodoxas
Fonte:
Agência EFE 11/01/2005
O papa
incitou hoje, terça-feira, a continuação dos contatos entre os
católicos
e as Igrejas de rito ortodoxo, "desejosas elas também de
render
glória ao Deus Único e Salvador".
João
Paulo II recebeu em audiência os participantes de um sínodo de
comunidades
religiosas ortodoxas na Itália, aos quais ressaltou
a
"comum tradição litúrgica" com os católicos.
O
pontífice se distinguiu ao longo dos anos por promover os laços
entre a
Igreja Católica e as Ortodoxas, o que o levou a manter
contatos
com os patriarcas de Atenas, Ucrânia e Constantinopla, entre
outras
comunidades.
No
entanto, ainda está longe o entendimento com o Patriarcado de
Moscou, o
mais estrito na hora de rejeitar alguns postulados da
Igreja de
Roma, à qual acusa de proselitismo.
O papa
pediu hoje aos ortodoxos italianos que "colaborem com as
comunidades
de tradição latina e reforcem cada vez mais sua
identidade,
dando valor a sua milenar tradição bizantina".
O bispo
de Roma destacou a importância de um "adequado crescimento
espiritual
de todo o Povo de Deus", assim como da definição
de
"caminhos teológicos e ascéticos para a preparação do clero".
Ele
assegurou que a Santa Sé manterá seu apoio à ação "renovadora"
das
Igrejas orientais e acrescentou que nos textos católicos há
referências
úteis.
4 - João
Paulo II renova apelos de aproximação à Igreja Ortodoxa
Fonte:
Agência Ecclesia 11/01/05
João
Paulo II voltou hoje a lançar um apelo pela unidade entre todos
os
cristãos, de modo especial com a Igreja Ortodoxa.
Ao
receber no Vaticano os participantes do sínodo das eparquias
orientais
na Itália (divisões correspondentes às nossas dioceses), o
Papa
referiu que os católicos de rito oriental devem "prosseguir os
contactos,
graças à tradição litúrgica comum, com as Igrejas
Ortodoxas"
e promover iniciativas ecuménicas nas suas comunidades.
Na sua
intervenção, o Papa rezou para que "o Senhor omnipotente
conceda a
todos os crentes que vivam plenamente a unidade da mesma
fé".
Ao longo
de 2004, João Paulo II promoveu um amplo esforço de
desenvolvimento
de aproximação com a Igreja Ortodoxa, nomeadamente a
Igreja
Ortodoxa Russa. Nesse sentido, ganharam destaque dois gestos
simbólicos:
as devoluções à Igreja Ortodoxa Russa do ícone da Madre
de Deus
de Kazan e das relíquias de S. Gregório de Nazianzo e de S.
João de
Damasceno ao Patriarcado Ecuménico de Constantinopla.
Tanto no
Oriente como no Ocidente há católicos que reconhecem o
primado
do Papa, apesar de terem diferenças entre si nos seus ritos,
liturgia,
disciplina eclesiástica e património espiritual.
Esta
diversidade de ritos, diz o Concílio Vaticano II e no Decreto
Orientalium
Ecclesiarum (sobre as Igrejas do Oriente), "não só não
prejudica
a unidade da Igreja Católica como a explicita". O rito
bizantino
não significa uma separação de Roma, mas traz consigo uma
riqueza
espiritual que ajuda compreender e concretizar a
universalidade
da Igreja.
Octávio
Carmo
5 - NOITE
DE NATAL NA RÚSSIA
Fonte:
Pravda 07/01/05
As
Igrejas Ortodoxas Georgianas, Sérvias e de Jerusalém, juntamente
com os
mosteiros Afon, celebram o Natal com a Igreja Ortodoxa Russa
nas
primeiras horas do dia 7 de Janeiro, seguindo o calendário
Juliano.
As outras
11 igrejas ortodoxas já celebraram o Natal juntamente com a
igreja
católica romana em 25 de Dezembro, não utilizando o calendário
gregoriano,
seguido pelos católicos romanos e protestantes cristãos,
mas sim o
calendário novo juliano, que acumulará uma diferença de um
dia até
ao ano 2800.
Foi o
Papa Gregório XIII que substituiu o calendário Juliano no
século
16, numa tentativa de fazer um ajusto entre o ano astronómico
e o ano
calendar.
Na
conferência de 1923, as igrejas ortodoxas decidiram modificar o
calendário
juliano, numa iniciativa do Patriarca de Constantinopla
mas a Igreja
Ortodoxa Russa não assistiu a esta conferência.
Por isso,
a igreja Ortodoxa Russa segue o calendário juliano.
Bom Natal
para todos os nossos leitores.
Konstantin
KODENETS
PRAVDA.Ru
6 -
VLADIMIR PUTIN CONGRATULA TODOS OS CRENTES ORTODOXOS
Fonte:
Pravda 07/01/05
Na sua
reunião hoje com o Patriarca de Toda a Rússia, Alexis II de
Moscovo,
no Kremlin, Vladimir Putin enviou uma mensagem de
congratulações
a todos os crentes ortodoxos e simultaneamente lançou
uma
mensagem de apoio para a iniciativa da Igreja Ortodoxa Russa na
sua
campanha para juntar fundos para fins humanitários.
O
Presidente enviou seus melhores cumprimentos a todos os crentes da
igreja
Ortodoxa Russa e votos para que tudo corra bem no próximo
futuro.
Também agradeceu o patriarca pela sua reacção rápida aos
eventos
terríveis na Ásia.
Realçou
que as primeiras equipas de socorro a chegar à zona eram
russas do
Ministério de Situações de Emergência e ainda lá continuam,
entretanto
a Rússia está a angariar fundos para apoio alimentar,
tendo já
estudado as necessidades.
Nos
feriados durante esta semana, considera o Presidente, os russos
podem
passar mais tempo com a família e as crianças, fazer desporto e
melhorar
a saúde.
Timofei
BYELO
PRAVDA.Ru
7 - Natal
ortodoxo na Rússia evoca tragédia de Beslan e maremoto
Fonte:
EFE 07/01/05
Por
Sergio Imbert
A Rússia
comemora nesta sexta-feira o Natal ortodoxo com ofícios
litúrgicos
por todo o país e com orações de seu patriarca Alexis II
pelas
vítimas da tragédia terrorista de Beslan e a catástrofe do
sudeste
asiático.
Passada a
véspera de Natal, através dos 11 fusos horários que a
Rússia
tem, começaram ofícios religiosos em todas as igrejas e
monastérios
do país e fora de seus limites, como na base de
Belingshausen,
na Antártida, onde no ano passado foi construído o
templo
ortodoxo mais meridional do planeta.
Os russos
festejam o Natal segundo o antigo calendário juliano, que
ainda
rege a Igreja Ortodoxa Russa, diferentemente do Estado, que
desde
1917 usa o calendário moderno gregoriano, utilizado ao redor do
mundo e
adiantado treze dias em relação ao juliano.
Diante da
presença do primeiro-ministro Mikhail Fradkov e outras
autoridades,
o Patriarca celebrou na quinta-feira à noite a principal
missa que
marca esse dia do Natal, na Catedral de Cristo o Salvador,
em
Moscou, principal templo ortodoxo reconstruído após a queda do
comunismo.
O
presidente russo, Vladimir Putin, preferiu, por sua vez, viajar
para a
região de Tver, 150 quilômetros ao norte de Moscou, para
assistir
discretamente junto com os fiéis locais a missa celebrada na
igreja da
Natividade da Virgem, na aldeia de Gorodnia.
Em
Moscou, mais de 115 mil pessoas foram às igrejas para assistir à
missa, e
11 mil fiéis presenciaram a liturgia oficiada pelo
patriarca,
celebrada em meio a "medidas de segurança reforçadas" e
após suas
dependências serem revistadas com cães adestrados para
detectar
explosivos, segundo a polícia.
Com a
interminável guerra na Chechênia, que em dez dias matou cerca
de 200 mil
pessoas, a sombra do terrorismo voltou a marcar esse dia
festivo,
com desmentidos do exército sobre combates de grande porte e
a
mobilização de 300 mil policiais por todo o país para patrulhar as
cidades
na véspera do Natal.
Em sua
mensagem aos fiéis por ocasião do Natal, Alexis II disse que
2004 foi
"um ano de duras provas" para a Rússia, e desejou que os
habitantes
"conservem o valor nessas circunstâncias adversas".
O
Patriarca se referiu diretamente à tragédia de Beslan, na república
da
Ossétia do Norte, vizinha da Chechênia, onde em setembro um
comando
terrorista suicida seqüestrou 1.247 crianças e adultos em uma
escola
para exigir do Kremlin o fim da guerra.
A
operação de resgate, feita por unidades antiterroristas e pela
polícia
local, culminou com a morte de 330 reféns, incluindo 186
crianças,
além de vários agentes e quase todos os terroristas.
Sem
mencionar a guerra, Alexis II lamentou o "sacrilégio cometido
pelos
terroristas que atentaram contra as crianças" e a "morte de
vítimas
inocentes, desgraça e dor compartilhada por todo o país".
Mas
acrescentou que "essa terrível tragédia demonstrou que o povo
conserva
seus ideais morais, pois diante do risco de morte muitas
pessoas
deram nobres exemplos de amor ao próximo e de sacrifício
pessoal".
Além
disso, Alexis II lamentou "a catástrofe do sudeste asiático",
onde mais
de 160 mil pessoas morreram e vários milhões ficaram sem
casa
devido ao maremoto e aos devastadores tsunamis que arrasaram a
costa do
oceano Índico em 26 de dezembro.
"Rezemos
para que a graça divina nos dê forças para superar o mal que
nos
espreita", disse o Patriarca, felicitando a todos por ocasião do
Natal e
desejando que 2005 "seja um ano de paz e concórdia" para a
Rússia e
os demais países.
O Natal
ortodoxo foi declarado feriado na Rússia depois do colapso da
URSS em
1991 e se tornou mais um símbolo do ímpeto religioso, que,
promovido
a partir do poder, tornou-se sinal da identidade nacional
russa.
O costume
manda que nesta data os fiéis vão à igreja e até que a
primeira
estrela apareça no céu só podem comer "sochivo" (trigo
cozido
com mel e nozes), prato que deu à véspera de Natal o carinhoso
apelido
de "Sochelnik".
Neste
ano, pela primeira vez, o Natal ortodoxo é comemorado ao longo
de dez
dias festivos pela introdução das "férias de Ano Novo",
inovação
que pára o país até a próxima terça-feira, mas que
continuará
na quinta-feira com o "Velho Ano Novo", segundo o mesmo
calendário
juliano.
Segundo
uma recente pesquisa, este ano 59% dos russos iam comemorar o
Natal,
percentagem semelhante à de 1997 e 1998 (58 e 57%,
respectivamente),
anos que do ponto de vista econômico foram
desfavoráveis
para o país. Por outro lado, entre 1999 e 2003, anos em
que as
expectativas econômicas melhoraram, a percentagem de russos
que
comemorou o Natal foi de 67 a 74%.
8 - Os
Cristãos Ortodoxos do mundo inteiro estão comemorando o Natal
Fonte:
Voz da Rússia 07/01/05
Os
Cristãos Ortodoxos do mundo inteiro estão comemorando o Natal. Na
noite
passada, ofícios solenes foram celebrados nas igrejas do Rito
Oriental
na Rússia, Ucrâniam Belarus, Geórgia, Armênia, Sérvia e na
cidade de
Belém, na margem ocidental do rio Jordão, onde teria
nascido
Jesus Cristo. Em Moscou, a liturgia no Templo de Cristo
Redentor
foi dirigida pelo patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Aleksi
II. No
seu apelo aos crentes, disse que as duras provações do ano
passado,
especialmente a tragédia na cidade de Beslan, na Ossétia do
Norte, e
a calamidade natural na Ásia, foram uma prova a mais de que
os ideais
morais continuam vivos no povo. O patriarca desejou a todas
as
pessoas alegria, sossego, paz e compreensão mútua. O presidente
Vladimir
Putin também felicitou os Cristãos Ortodoxos pelo Natal. Os
Cristãos
do Rito Ocidental, incluindo a Igreja Católica Apostólica
Romana,
já haviam celebrado essa festa na noite de 24 para 25 de
dezsembro,
segundo o calendário gregoriano.
9 - Em
São Petersburgo foi inaugurado um festival de teatros-presépios
Fonte:
Voz da Rússia 07/01/05
Em São
Petersburgo foi inaugurado um festival de teatros-presépios.
Os
primeiros espectáculos desse gênero nasceram na Europa Ocidental,
onde na
Idade Média existia a tradição de colocar nas igrejas na
véspera
do Natal uma maqueta de curral (presépio) com figurinhas da
Virgem,
do menino Jesus e dos pastores. Com o correr dos tempos, esse
hábito se
transformou em espectáculos de bonecos baseados em assuntos
evangélicos.
Na Rússia, os primeiros teatros-presépio apareceram em
meados do
século XVI e aos poucos chegaram a ser uma das diversões
mais
populares na época natalina. Atualmente, essa arte vai
renascendo
como uma relíquia etnográfica.
10 -
IGREJA ORTODOXA RUSSA, FIEL AO CALENDÁRIO JULIANO, CELEBRA O
NATAL DO
SENHOR NESTE 7 DE JANEIRO
Moscou,
07 jan (Rádio Vaticano) - Fiel ao calendário juliano, a
Igreja
Ortodoxa russa celebra hoje o seu Natal. O Patriarca de Moscou
e de
todas as Rússias, Aleksej II, difundiu ontem sua mensagem,
convidando
todos os fiéis ortodoxos e de outras confissões à
fraternidade
e ao amor ao próximo.
"Nós
cristãos _ afirma o Patriarca _ acreditamos e sabemos que a
vinda de
Cristo Salvador à Terra mudou radicalmente nossas vidas e a
própria
natureza dos seres humanos." Aleksej II recomenda aos fiéis
que não
se esqueçam desse dom "na pressa da vida cotidiana", mas "se
consagrem
à oração a Deus e ao sincero amor ao próximo, na plena
realização
do ensinamento evangélico".
Ao
recordar o ano que passou, o Patriarca cita a tragédia na escola
de
Beslan, Ossétia do Norte, em setembro, como um momento difícil
para toda
a Rússia: "A morte de tantas vítimas inocentes _ diz em sua
mensagem
_ tornou-se uma dor comum, mas também um momento de grande
solidariedade.
Diante da morte, a maior parte das pessoas deu exemplo
de grande
amor gratuito para com o próximo."
O
Patriarca dirige enfim uma saudação a todos os cristãos do mundo e
aos fiéis
de outras religiões: "Podemos trabalhar juntos pela
serenidade
do mundo. Que Deus dê a todos os povos paz, fraternidade,
sabedoria
e esperança" _ conclui.
Os
cristãos ortodoxos russos se mantêm fiel, em suas festividades, ao
calendário
juliano, rejeitando o calendário gregoriano, introduzido
pelo Papa
Gregório XIII em 1582. Por isso, as datas não correspondem
às
festividades da Igreja Católica Romana. Enquanto nós católicos
romanos,
celebramos o Natal no dia 25 de dezembro, seguindo o
calendário
gregoriano, os cristãos ortodoxos celebram o Natal no dia
7 de
janeiro, seguindo o calendário juliano.
A
revolução russa havia imposto o calendário "ocidental", e o Natal
ortodoxo
em janeiro era um dia de trabalho normal. Desde 1991, com o
desmanche
da ex-URSS, a Igreja Ortodoxa russa voltou a respeitar o
calendário
juliano. (CM)
11 -
Premier sérvio visita Kosovo pela primeira vez após a guerra
Fonte:
EFE 07/01/05
O
primeiro-ministro da Sérvia, Vojislav Kostunica, chegou nesta sexta-
feira a
Pec, oeste de Kosovo, escoltado pela força Kfor da Otan, para
assistir
à liturgia natalina celebrada pelo patriarca sérvio
ortodoxo,
Pavle.
A
porta-voz da missão Unmik da ONU, Clarisse Pasztory, disse à
agência
Kosova Live que, após consultar a Kfor, essa missão tinha
dado
sinal verde para Kostunica entrar em Kosovo com o objetivo de
assistir
à liturgia no patriarcado cristão ortodoxo de Pec. A porta-
voz
acrescentou que se trata de uma visita particular por motivos
religiosos.
Segundo o
porta-voz da Kfor, o coronel Yves Kermorvan, para a visita
do
primeiro-ministro sérvio essas tropas não lançaram dispositivos
excepcionais
de segurança. Fontes do patriarcado de Pec informaram
que
Kostunica chegou nesta manhã e voltará ainda hoje a Belgrado.
Embora em
visita particular, Kostunica é o primeiro chefe de governo
sérvio a
viajar a Kosovo desde o fim da guerra em junho de 1999, e
esta
província sérvia, de maioria separatista albanesa, foi colocada
sob a
administração interina da ONU.
Na
liturgia do Natal ortodoxo, comemorado em 7 de janeiro segundo o
calendário
juliano, o patriarca Pavle dirigiu hoje uma mensagem de
paz aos
líderes sérvios e albaneses.
12 -
Sérvios celebram Natal ortodoxo mais pelo país que por fé
Fonte:
Reuters 07/01/05
Por Ellie
Tzortzi
BELGRADO
(Reuters) - Milhares de sérvios celebraram o Natal na sexta-
feira,
numa das maiores igrejas ortodoxas do mundo, com o acendimento
de velas
para vivos e mortos, num ritual que 20 anos atrás estava
praticamente
esquecido.
O cheiro
de incenso dominava a igreja de São Sava, uma enorme
construção
de mármore branco visível de toda Belgrado, preenchida
pelo
murmúrio de orações.
Embora
oficialmente ainda não tenha sido concluída, a igreja estava
lotada.
Muitos dos presentes, no entanto, não sabiam bem por que
estavam
lá. "Ainda não decidi se tenho fé ou não", disse Tanya,
17.
"Mas gosto da tradição e da cerimônia, é algo que faz parte de
nosso
país. Quase as perdemos durante o comunismo, e agora precisamos
tentar
preservá-las."
O regime
comunista do marechal Tito, na Iugoslávia, perseguiu a
Igreja
Católica e a Igreja Ortodoxa Sérvia depois de 1945. Nos anos
1960, as
cerimônias religiosas limitavam-se às fúnebres.
O
ressurgimento teve início nos anos 1980, e a Igreja Ortodoxa se
fortaleceu
durante a década de guerra que se seguiu, unindo sérvios
divididos
nas muitas regiões da ex-Iugoslávia.
"O
papel da igreja cresceu desde a dissolução da Iugoslávia, e hoje é
mais
forte do que jamais foi desde a Segunda Guerra Mundial", disse o
professor
Thomas Bremer, da Universidade de Muenster, na Alemanha.
Em
declarações por escrito à Reuters, ele disse que a igreja era
encarada
"muito claramente como uma instituição sérvia, em que o
elemento
nacional sempre foi muito importante".
Antigas
canções bizantinas eram tocadas por alto-falantes no exterior
da
igreja, enquanto os visitantes jogavam seus "badnjak" -- galhos de
carvalho
e sementes -- no fogo.
A igreja
começou a influir na política em 1990, quando a Sérvia era
um Estado
isolado, por causa das guerras étnicas na Croácia e na
Bósnia, e
no fim até alvo para bombardeios ocidentais na primeira
guerra da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Primeiro
a igreja apoiou o presidente Slobodan Milosevic, mas depois
saiu à
frente dos protestos pró-democracia e contra Milosevic.
Hoje ela
faz comentários livremente sobre os assuntos mais
importantes
do país, como o destino dos sérvios em Kosovo, cercados
por uma
maioria albanesa que exige a independência.
"Sempre
que há algum problema afetando o interesse nacional, a
maioria
dos políticos sérvios compete para mostrar suas ligações com
a
Igreja", disse Slobodan Markovich, do Instituto para Estudos
Europeus,
em Belgrado. Fazem isso porque é um "meio eficaz de mostrar
ligação
com uma instituição que simboliza a unidade nacional".
Mas, se a
maioria considera a Igreja uma parte essencial de sua
identidade,
o sentimento puramente religioso está em falta. Uma
pesquisa
de 1991 mostrou que todos os sérvios étnicos se
autodenominavam
cristãos ortodoxos, mas só 25 por cento acreditavam
em Deus.
"Ir
a Igreja virou moda no fim dos anos 1980 e, desde então, usar
crucifixos
se tornou parte de nossa cultura", disse Markovich. "Mas
em termos
de acreditar em Deus a situação é bem diferente", afirmou.
Segundo
ele, há muito mais gente que segue a astrologia.
Sincero
ou não, o renascimento religioso está totalmente assimilado
nos
costumes sérvios. O batismo é comum, assim como casamentos na
igreja.
Mas nem
todo mundo gosta dele. "As coisas estão ficando ridículas. As
pessoas
costumavam passar o Natal com a família, contando histórias e
cantando,
tudo muito simples", disse Malisha, 42. "Agora parece uma
competição.
Não há crentes verdadeiros entre os que propagandeiam sua
fé."
(Reportagem
adicional de Liljana Cvekic)
Para ver
foto: http://br.news.yahoo.com/050107/5/qmg4.html
13 -
Natal dos Povos em Viana do Castelo
Fonte:
Agência Ecclesia 10/01/05
O
"Natal dos Povos" reuniu ontem no Centro Pastoral Paulo VI, em
Darque -
Viana do Castelo, cerca de meia centena de imigrantes, na
sua
grande maioria de origem do Leste europeu, numa celebração
natalícia
ortodoxa de rito bizantino.
Esta
iniciativa da Cáritas Diocesana, até agora denominada "Natal
Ortodoxo"
mudou a designação para abrir a uma participação mais
alargada
daqueles que têm batido à porta do Centro Local de Apoio ao
Imigrante,
adiantou José Machado, presidente da instituição.
O padre
ortodoxo de rito Bizantino do Patriarcado de Constantinopla,
Roman
Rudnik, presidiu à longa celebração de Natal cheia de canto e
do
intenso odor do incenso, não que sem antes tenhas pedido a bênção
ao Bispo
Diocesano na afirmação e reconhecimento da sucessão dos
Apóstolos.
Antes do
início da celebração, D. José Pedreira saudou os
participantes
assinalando o seu júbilo pela celebração da presença de
Jesus
Cristo e da devoção a Maria.
Nesta
celebração «muito interessante» participou, pela primeira vez,
Sílvia
Rocha, uma brasileira que o «amor» levou a deixar tudo para
fazer
vida em Portugal.
Esta
professora primária que exerceu o ensino durante onze anos,
apaixonou-se
pelo actual marido quando este estava no Brasil a fazer
uma
formação, na mesma universidade que entretanto começou a
frequentar
em horário pós-laboral.
Uma vez
em Portugal deparou-se com a famigerada burocracia que, até
hoje, a
impediu de obter a equivalência do curso obtido naquele país
apenas o
reconhecimento pela Universidade do Minho.
Com uma
situação económica estável no Brasil, em Portugal trabalha
numa loja
do shopping da cidade para poder viver.
Quanto a
este encontro não poderia fazer avaliação mais positiva
porque,
desde logo, lhe permitiu encontrar outros conterrâneos, e de
seguida,
tomar contacto com cultura diversas.
O
siberiano Alexandre Koundik, polícia e campeão de ski russo, também
participou
neste encontro que para ele é uma oportunidade de fazer a
Festa de
Natal com os amigos e reencontrar outros conterrâneos.
A viver
em Portugal há quatro anos, actualmente com toda a família,
trabalha
na Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com
Deficiência
Mental. Ela e a esposa trabalham como «auxiliares de
ocupação»
ajudando aquelas crianças e auferindo um salário que lhes
permite
viver com alguma qualidade e ainda ajudar a família que
continua
nas longínquas terras russas.
José
Machado sublinhou que a iniciativa é uma «continuidade dos
outros
Natais» perspectivando com esta abertura a todos os imigrantes
motivá-los
para o espírito associativo. «Vamos colocar nas mãos dos
próprios
imigrantes o desafio de se organizarem», deixando para a
Diocese o
apoio em termos da cedência de espaço para as suas
celebrações.
A
iniciativa da Cáritas está suportada no conhecimento da realidade
obtida a
partir do Centro Local de Apoio ao Imigrante onde 30 a 40
pessoas
por mês se dirigem para solicitar informação e ajuda.
Ucranianos
e Russo lideram o contigente de quem ali se dirige, mas já
começa a
ser notória a presença de Chineses e de gente da América do
Sul que
não Brasileiros.
A
legalização continua no topo das preocupações de quantos se dirigem
àquele
serviço, ocupando os lugares seguintes a problemática da saúde
e da
educação dos filhos.
Notícias
de Viana
14 -
Cristãos de leste celebraram o Natal
Fonte:
Agência Ecclesia 10/01/05
Católicos
e ortodoxos da diocese de Lisboa juntaram-se, dia 7 de
Janeiro,
na Igreja de São Domingos, em Lisboa, para celebrarem o
Natal do
Imigrante. "Oriente e Ocidente: unidos no mesmo Natal" foi
tema da
celebração presidida pelo Pe. Delmar Barreiros, director do
Departamento
da Pastoral da Mobilidade. No ano em que Lisboa se
prepara
para receber o Congresso Internacional da Nova Evangelização
(ICNE) a
celebração "pretendeu consolidar as amizades e a união" -
disse o
Pe. Delmar Barreiros.
Os
cristãos ortodoxos e os católicos de rito bizantino celebram o
Natal a 7
de Janeiro e os católicos de rito latino a 25 de
Dezembro.
"Apesar de assinalarem a data em dias diferentes, o Natal
de Cristo
vai ao encontro de todos os imigrantes" - referiu o Pe.
Josafat
Andri Koval, responsável pela capelania dos ucranianos de
Lisboa,
para justificar o tema da celebração. A Igreja estava repleta
de
imigrantes das comunidades de Leste onde não "faltaram também as
tradições
dos respectivos países". Na celebração - feita em rito
bizantino
e as leituras em diversas línguas - o Pe. Delmar Barreiros
apelou
para a "vivência em comunhão". E adianta: "um cristão que viva
de costas
voltadas para outro cristão não é verdadeiramente cristão".
Aos
cristãos de leste, o celebrante sublinhou que "os portugueses não
querem
fazer assimilação deles" mas "uma integração dos imigrantes".
Após a
celebração litúrgica, um grupo de ucranianos fez um Auto de
Natal
"vestidos à oriental". No jantar do dia anterior, na refeição
da
«consoada», os cristãos de leste recordaram o Natal dos seus
países
onde "não faltaram os tradicionais pratos". Um
Natal
"saudosista" parecido com a ceia Natal dos "nossos portugueses
que estão
lá fora".
Luís
Filipe Santos
15 -
Imigrantes de Leste foram passar o Natal aos seus países
Fonte:
Agência Ecclesia 07/01/2005
Este ano,
as celebrações natalícias nas dioceses alentejanas tiveram
menos
participantes
Este ano,
as celebrações natalícias dos católicos de rito bizantino
das
diocese de Évora e Beja "têm menos pessoas" porque "muitos foram
passar
esta quadra aos seus países" - disse à Agência ECCLESIA Ivan
Hudz,
sacerdote ucraniano de rito bizantino, que trabalha nestas
dioceses.
Ontem, a Igreja de S. Francisco, em Évora, encheu-se de
cristãos
para celebrarem o nascimento do menino mas "não tivemos o
nosso
jantar tradicional depois da Eucaristia". Uma noite especial
onde não
se come nem carne nem peixe, apenas vegetais.
Como
hoje, dia 7 de Janeiro, "não é feriado", o Pe. Ivan Hudz
celebrou
a missa de Natal pelas 8 horas da manhã porque "muitos dos
imigrantes
tiveram que ir trabalhar". A trabalhar com este sacerdote
nestas
dioceses está o Pe. Antoniy Pavchuk. Os dois dão apoio
espiritual
a cerca de 5 mil imigrantes de Leste mas "tenho poucos
praticantes".
Na manhã
de sábado, dia 8 de Janeiro, pelas 10 horas, também na
Igreja de
S. Francisco, pela primeira vez na diocese de Évora, sete
crianças
receberão o sacramento da comunhão segundo o rito bizantino.
Duas das
crianças são filhos de imigrantes residentes em Beja. Uma
celebração
que terá a presença do bispo auxiliar de Évora, D. Amândio
Tomás.
O Pe.
Ivan Hudz confessou à Agência ECCLESIA que "temos três dias de
Natal".
O primeiro é 7 de Janeiro. O dia seguinte "também é dia de
Natal mas
memória da Sagrada Família". O dia 9 de Janeiro, memória de
S.
Estevão, "também faz parte da quadra natalícia".
De acordo
com o calendário Juliano (ver peça explicativa), ainda
usado na
Rússia e em outros países do Leste europeu, o dia 6 de
Janeiro
volta a ser véspera de Natal. Para muitos cristãos ortodoxos
e
católicos de rito oriental, só a 7 de Janeiro se assinala o dia do
nascimento
de Jesus Cristo. A realidade, a que os portugueses já se
vão
habituando, surge com a vaga de imigração registada no nosso país
durante
os últimos anos.
Além dos
ucranianos, a maior comunidade imigrante de Leste, há ainda
russos,
arménios, georgianos, romenos, búlgaros e várias outras
nacionalidades
num total próximo das 200 mil pessoas que lutam para
manter
vivas as suas tradições. Esta nova realidade faz com que
aumente
também o número de lugares com celebrações litúrgicas de rito
bizantino.
Calendário
Juliano
É um
calendário solar criado em 45 a.C. pelo imperador romano Júlio
César
para trazer os meses romanos ao seu lugar habitual em relação
às
estações do ano, confusão gerada pela adopção de um calendário de
inspiração
lunissolar. César impõe 12 meses com duração
predeterminada
e a adopção de um ano bissexto a cada 4 anos.
No ano da
mudança, para fazer a concordância entre o ano civil e o
ano
solar, ele inclui no calendário mais dois meses de 33 e 34 dias,
respectivamente,
entre Novembro e Dezembro, além do 13º mês, o
mercedonius,
de 23 dias. O ano fica com 445 dias distribuídos em 15
meses e é
chamado "o ano da confusão."
Esse
calendário, que tem um desfasamento de 13 dias em relação ao
nosso,
começa a ser substituído pelo calendário gregoriano a partir
do século
XVI - a Rússia e a Grécia só fazem a mudança no século XX.
Luís
Filipe Santos
16 -
PATRIARCA CALDEU DE BAGDÁ COMENTA SEQÜESTRO DE MONGES CALDEUS
Bagdá, 10
jan (Rádio Vaticano) - O Patriarca caldeu de Bagdá, Dom
Emmanuel
III Delly, comentou o seqüestro, que durou um dia, de dois
monges
caldeus, do Mosteiro de Santo Antônio, na capital iraquiana.
Segundo o
Patriarca, os cristãos no Iraque não sofrem ataques por
causa de
sua fé, mas sim por serem iraquianos, como acontece todos os
dias
também com os muçulmanos.
Dom Delly
informa que os dois religiosos foram bem tratados e
libertados
24 horas depois, e agora já se encontram no convento de
Santo
Antônio, em Bagdá.
O
Patriarca define a situação iraquiana como "não positiva", mas
espera
que possa melhorar. Para isso, Dom Delly aposta na colaboração
entre
todos os membros da sociedade iraquiana, pelo
progresso
"econômico, espiritual e cultural" da Nação. (BF)
17 -
SHENOUDA III DIRIGE MENSAGEM DE PAZ AOS LÍDERES DO ORIENTE MÉDIO
Cairo, 07
jan (Rádio Vaticano) - O Patriarca Copta, Shenouda III,
dirigiu
hoje, na Catedral de Abbasiya, no Cairo, uma mensagem de paz
aos
líderes do Oriente Médio durante a celebração da missa do Natal
ortodoxo,
que se celebra hoje, segundo o calendário juliano.
O
Patriarca copta destacou o difícil momento de conflitos
generalizados
no Oriente Médio e no Sudão: para Shenouda III, os
coptas
celebram, neste Natal, a necessidade de alcançar a paz nos
territórios
palestinos, no Iraque e no Sudão.
Durante a
homilia, Shenouda III não se referiu aos recentes conflitos
entre
fiéis coptas e a polícia egípcia, que deixou dezenas de feridos
e 34
detidos em dezembro passado. A comunidade copta se erguera para
denunciar
as discriminações sofridas pela maioria muçulmana no Egito.
Os
cristãos egípcios representam 10% dos 70 milhões de habitantes do
país.
(WM)
18 -
PRESIDENTE MUBARAK PEDE QUE CRISTÃOS E MUÇULMANOS DÊEM
TESTEMUNHO
DE UNIÃO
Cairo, 10
jan (Rádio Vaticano) - O Presidente do Egito, Hosni
Mubarak,
fez um apelo, neste domingo, à unidade entre os muçulmanos e
a minoria
cristã do país.
"Não
devemos dar nenhuma oportunidade para as diferenças entre
muçulmanos
e cristãos, para que não se crie uma separação entre os
dois
lados" _ disse Mubarak. O Presidente do Egito afirmou que não
existe
nenhuma diferença entre os cidadãos: "Somos todos egípcios" _
declarou
ele, na cidade de Aswan.
Normalmente,
as relações entre as duas religiões, no Egito, são
amistosas,
mas foram abaladas no ultimo mês, por diversos confrontos.
Em
dezembro, a polícia deteve 34 pessoas após uma manifestação, no
Cairo. Os
cristãos protestavam contra a presumível conversão forçada
ao
Islamismo, da esposa de um pastor. Ativistas muçulmanos negaram,
contudo,
que a mulher se tivesse convertido sob pressão.
Para
pedir a libertação dos detidos, o líder da Igreja copta, Shenuda
III,
decidira isolar-se em um mosteiro. Shenuda III saiu do mosteiro
somente
após receber garantias por parte das autoridades egípcias, de
que os
cristãos seriam libertados.
Clérigos
coptas no sul do Egito denunciam que dezenas de coptas têm
sido
coagidos a se converter, alguns sob pressão de seus patrões.
Eles
protestam ainda contra dificuldades para se obter o alvará para
a
construção de novas igrejas.
A pior
crise entre muçulmanos e cristãos no Egito, verificou-se em
1999,
quando 20 cristãos foram mortos no vilarejo de Kosheh.
Atualmente,
os cristãos são cerca de 5-10% dos egípcios. Mas antes da
conquista
islâmica no século VII d.C., a maioria dos egípcios era
cristã.
(BF)
NOTÍCIA
DO BRASIL
19 -
NATAL ARMÊNIO EM SÃO PAULO
Fonte:
www.armenia.com.br 10/01/2005
No dia 06
de janeiro p.p., quinta-feira, realizou-se a celebração do
Natal e
Epifania comemorada pela Igreja Apostólica Armênia neste dia.
Na
ocasião, a Missa especial foi celebrada pelo Primaz da Diocese da
Igreja
Apostólica Armênia do Brasil, S.E. Arcebispo Datev Karibian,
que
também deu seu sermão alusivo à data. Centenas de fiéis
compareceram
à Igreja, e o evento foi registrado e transmitido no
noticiário
noturno da TV Gazeta de São Paulo, Canal 11.
Por sua
vez, como é de hábito, a Diretoria da Sociedade Artística
Melodias
Armênias - SAMA/Clube Armênio ofereceu um belo Almoço de
Natal nas
dependências do Clube, a partir das 13h00, ao qual
compareceu
um bom número convidados e membros da coletividade.
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