BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 16 - 06 de janeiro de 2005

MENSAGEM

Prezados Irmãos em Cristo,

Apresento a todos os cristãos que seguem o Velho Calendário Juliano
os votos de um Feliz Natal, abençoado pelo Cristo que nasceu para
salvar todos nós.

Informo aos interessados em ajudar as vítimas do maremoto na Ásia que
a Cáritas Brasileira lançou a campanha SOS ÁSIA para receber doações
para os referidos necesitados. Os que desejarem fazer doações em
dinheiro poderão fazer depósitos na conta-corrente Cáritas Brasileira
SOS Ásia no Banco do Brasil: número 39.000-3 e agência 3475-4.

Saudações Fraternais,

Luis Felipe
e-mail: [email protected]

ÍNDICE

1 - COMO SE CELEBRA O ANO NOVO NA RÚSSIA?

2 - Maioria dos russos vai comemorar Natal ortodoxo, segundo pesquisa

3 - Natal Ortodoxo celebrado em Lisboa

4 - Putin dá condolências e Patriarca Ortodoxo pede ajuda a vítimas

5 - Natal ortodoxo celebrado em Évora

6 - O Papa João Paulo 2o condenou na quinta-feira o "perverso"
tráfico de crianças e orou pelas vítimas mais jovens do tsunami na
Ásia (e mandou cumprimentos para a Igreja Ortodoxa)

7 - Catholicos condena os ataques à igreja armênia no Iraque

8 - LIBERTADOS CRISTÃOS COPTAS DETIDOS NO INÍCIO DE DEZEMBRO, NO
CAIRO

9 - Ucranianos ortodoxos comemoram o Natal na 6a. feira

10 - Visita Pastoral à Paróquia São Nicolau de Joaquim Távora - PR

11 - Divina Liturgia de Natal em Papanduva e Colônia Guarani - SC


NOTÍCIAS INTERNACIONAIS

1 - COMO SE CELEBRA O ANO NOVO NA RÚSSIA?

Fonte: Pravda 31/12/2004

Para os russos, a árvore de Ano Novo (ou árvore de Natal, como se
costuma dizer no Ocidente) é o elemento central da comemoração desta
data e do banquete festivo, cujos requisitos indispensáveis são os
blinis (algo semelhante às panquecas) recheados com caviar de
esturjão (preto) ou de salmão (vermelho).

O caviar nos dias de festa é uma tradição milenária na Rússia, mas o
costume de enfeitar a árvore de Natal é relativamente recente, tendo
a sua origem na Alemanha. Este costume foi generalizado no país pela
imperatriz Aleksandra Fiodorovna, de origem alemã, casada com o
imperador Nicolau I. Nessa altura a imperatriz mandava enfeitar os
seus aposentos com ramos de abeto. Era assim que os alemães
celebravam o nascimento de Cristo.

Os ramos verdejantes de abeto pressupunham simultaneamente vários
outros elementos: a luz da estrela de Belém que apareceu nos céus no
momento do nascimento de Cristo e iluminou o caminho dos Reis Magos
que levavam os presentes ao Menino. Além disso, a ramagem verde do
abeto fazia lembrar aos fiéis a entrada triunfante de Jesus Cristo em
Jerusalém, quando o povo israelita, no caminho por onde iria passar o
Salvador, deitava no chão folhas de palmeira.

O mais provável é que na Europa o costume de enfeitar as casas com
ramos verdes venha do Império Romano, onde nas Saturnais os patrícios
adornavam as suas casas com grinaldas e ramos de flores frescas.
Evidentemente, na Europa do Norte no Inverno era impossível encontrar
rosas e jacintos, tendo estes sido substituídos por ramos de visco,
zimbro e abeto.

A princípio, o abeto era entendido na Alemanha como um elemento
ornamental indispensável do banquete de Ano Novo. Uma outra monarca,
a antiga princesa da Prússia Charlotta (que após o casamento se
tornou imperatriz russa Aleksandra Fiodorovna), os ramos de abeto com
as velas acesas traziam-lhe as recordações infantis da sua pátria.
Esta comemoração íntima na casa real russa era complementada com a
tradição de trocar presentes, que se colocavam debaixo do pequeno
abeto ou no seus ramos. Mas, já que a quantidade de presentes ia
aumentando de ano para ano, uma árvore pequena já não era suficiente,
indo esta crescendo cada vez mais, tal como a família dos soberanos e
a sua numerosa prole.

Todos se aperceberam destas novidades na casa imperial e,
naturalmente, não quiseram ficar para trás. O fenómeno da árvore de
Natal passou de boca em boca e todos os aristocratas queriam ter uma
igual no seu palácio - quer dizer, a moda foi-se espalhando,
conquistando primeiro São Petersburgo e depois toda a Rússia. Assim,
a árvore de Natal tornou-se na Rússia uma das tradições mais
acarinhadas.

E por quê? Porque o seu mistério do seu verde eterno condizia
perfeitamente com o frio Inverno russo e com a alma eslava. Não se
deve esquecer que historicamente os russos eram inicialmente um povo
de pescadores, lenhadores e lavradores no meio de imensas florestas.
E esta floresta vasta, perigosa e inexplorada é um elemento central
da sua mentalidade, tal como os monstros dos povos pagãos. Creio que
é mesmo por isso que os russos preferem ter em sua casa durante a
quadra festiva abetos naturais, com o seu cheiro característico,
desprezando aquelas imitações sintéticas importadas do Ocidente.

Importa lembrar que na Rússia o Natal se celebra numa data diferente
da Europa devido à diferença do calendário usado na Igreja - juliano
e gregoriano - isto é, a 7 de Janeiro e não a 25 de Dezembro. Mas,
por paradoxal que pareça, o Ano Novo costuma ser comemorado na mesma
data.

Convém realçar mais um atributo indispensável da festa de Ano Novo na
Rússia: a participação obrigatória das crianças, o que confere à
festividade elementos de teatro infantil. De mão dada em círculo,
adultos e crianças fazem uma roda à volta da árvore de Natal,
cantarolando o refrão: "...e na floresta nasceu um abeto...".
Após a Revolução Socialista de 1917, que implementou novos costumes e
nova moral, a tradição da Árvore de Natal foi eliminada como uma
superstição burguesa. A 24 de Novembro de 1917 foi publicada a
respectiva lei pelo Conselho de Comissários do Povo. Chegaram assim
tempos difíceis para as crianças, para todos os que gostavam de
brincar e assinalar a data. O Ano Novo foi riscado do calendário de
feriados e passou a ser um dia normal de trabalho, sem prendas,
presentes e surpresas. Os abetos desapareceram dos mercados e os que
se atreviam a trazê-los directamente dos bosques eram imediatamente
chamados à responsabilidade criminal.

O primeiro a violar este tabu de moral comunista foi o dramaturgo
Milhail Bulgakov que no seu famoso espectáculo "Os dias dos Turbins",
tendo colocado numa das cenas a árvore interdita, enfeitada com
grinaldas, velas de cera e com o específico cheiro a abeto. José
Estaline que, tendo fama de apreciador da arte e de teatro - como
afirmam os historiadores - assistiu pelo menos a 15 espectáculos
daquele dramaturgo e, tão impressionado ficou que autorizou de novo
comemorar o Ano Novo com todos os seus atributos.

Como resultado, a 10 de Janeiro de 1937 um abeto de dimensões
colossais foi instalado na Sala das Colunas da Casa da União. Media
15 metros de altura! Em breve chegaram os tempos da Segunda Grande
Guerra (1941-1945), que puseram fim ao renascimento desta tradição
russa.

O verdadeiro culto do Ano Novo só voltou na URSS em 1947, quando o
dia 1 de Janeiro foi proclamado feriado, tal como era nos bons tempos
pré-revolucionários. Com a árvore de Natal voltou a atmosfera de
alegria, folia, mascarados, fogos de artifício, presentes e prendas,
postais de Ano Novo.

À parte do abeto, outro atributo da festa de Ano Novo é a chegada do
Pai Natal, com o nariz vermelho do frio e obrigatoriamente com o saco
cheio de prendas, presentes, doces e bombons. Na Rússia desde os
tempos antigos o Pai Natal é chamado Vovô do Frio. Usa a roupa mais
ou menos igual ao Pai Natal ocidental: um casaco comprido de pele, um
gorro com pompom, luvas grossas, segurando na mão um bastão e levando
nas costas um saco vermelho cheio de presentes. A única diferença
entre o personagem europeu e o Vovô do Frio russo é a cor das vestes
e as botas altas de feltro deste último, que o protegem do frio.

Ninguém sabe ao certo como apareceu este personagem, pois apenas há
um século o Vovô do Frio era desconhecido. Pela primeira vez apareceu
nos postais de Ano Novo nos finais do século XIX. Na Alemanha é
conhecido como Ruprecht (isto é, Vovô de Natal), na Inglaterra como
Santa Claus (ou seja, São Nicolau), na França como Pai de Janeiro. A
sua aparência é bastante semelhante em todos os países: um velhote
alto, forte, com gorro de pele, um casaco vermelho comprido e sempre
com um bastão de madeira.

Na Rússia o Vovô do Frio apareceu não só em postais, mas também nos
palcos improvisados acompanhado sempre da sua neta Snegurotchka
(Menina das Neves). A imagem do Vovô do Frio reflecte na perfeição o
protagonista dum conto de fadas russo onde aparece o Morozko (Tio do
Frio), cuja função é congelar os rios e lagos, construir palácios de
gelo, cobrir árvores com a neve e outros feitos semelhantes. Mas o
principal é dar e distribuir presentes entre a meninada, retirando-os
da sua enorme sacola. Na figura do Vovô do Frio transparece a imagem
do mago das tempestades de neve - quer dizer ele remonta à mitologia
pagã russa.

O Vovô do Frio entra em casa e começa a distribuir presentes às
crianças. Depois, pelo costume russo, senta-se à mesa e os donos de
casa servem-lhe um copo de vinho ou um bom cálice de vodca.
Frequentemente é convidado a tomar chá com doces.

Os doces merecem especial menção. Eles finalizam a festa. Na Rússia
são bombons de chocolate, bizet, geléias, bolos com creme e nata
batida, biscoitos, bolachas com passas, pastéis recheados com
marmelada, frutas glacé, panquecas quentes com mel, etc. Todo este
paraíso de gulodice culmina com um bolo grande com natas batidas,
feito especialmente numa confeitaria. No cimo do bolo é colocado um
abeto de fruta glacé ou chocolate e para imitar a neve é espalhado em
cima um creme branco ou natas bem batidas. O champanhe é servido à
luz dos fogos-de-bengala e o bolo é partido à luz das velas acesas.

Os russos mais extravagantes costumam celebrar o Ano Novo nas
suas "dachas" (aliás, quintas de Verão construídas normalmente nos
arredores da cidade) onde é fácil encontrar um abeto no meio dos
montes de neve. A árvore é enfeitadas com grinaldas e luzinhas e
quando soa o repique do carrilhão da Torre do Kremlin anunciando a
chegada do Ano Novo, todos se põem a beber vodca no meio do frio
gélido e a comer pepinos salgados.

Anatoli Korolev
observador político
RIA "Novosti"


2 - Maioria dos russos vai comemorar Natal ortodoxo, segundo pesquisa

Fonte: EFE 04/01/05

Moscou, 4 jan (EFE).- A maioria dos russos, 59%, vai comemorar no
próximo dia 7 o Natal segundo o ritual ortodoxo russo, constatou uma
pesquisa realizada pelo Centro Levada e divulgada nesta terça-feira.

A Igreja Ortodoxa Russa se guia pelo calendário juliano, que tem um
atraso de 13 dias em relação ao gregoriano - usado em quase todo o
mundo -, e celebra o Natal em 7 de janeiro, dia declarado feriado
depois da queda do comunismo.

Os sociólogos do Centro Levada constataram que a percentagem de
russos que neste ano vai comemorar o Natal é similar à de 1997 e
1998, (58 e 57% respectivamente), anos que, do ponto de vista
econômico, foram desfavoráveis para o país.

Por outro lado, entre 1999 e 2003, anos em que melhoraram as
expectativas econômicas, a percentagem de russos que celebrou o Natal
foi de entre 67 e 74%.


3 - Natal Ortodoxo celebrado em Lisboa

Fonte: Agência Ecclesia 05/01/2005

Lisboa volta a celebrar o Natal no próximo Domingo. Música, palhaços,
jogos e teatros infantis são algumas das actividades que preenchem a
festa de Natal destinada aos imigrantes cristãos ortodoxos, que
decorrerá no próximo domingo, 9 de Janeiro, em Belém.
Organizada pelo Millenium BCP e pela Western Union, a festa de Natal
ortodoxa pretende "congregar comunidades de diversas nacionalidades
de religião cristã ortodoxa em torno de um ícone comum - a maior
árvore de Natal da Europa", disse à Agência Lusa Paulo Fidalgo,
director de comunicação do Millenium BCP.
Assim, de um momento para o outro, parece que estamos de novo nos
dias 24 e 25 de Dezembro. E a verdade é que há, em Portugal, quem
apenas agora começa a festejar o Natal, litúrgica e socialmente.
De acordo com o calendário juliano (ver peça explicativa), ainda
usado na Rússia e em outros países do Leste europeu, o dia 6 de
Janeiro volta a ser véspera de Natal. Para muitos cristãos ortodoxos
e católicos de rito oriental, só a 7 de Janeiro se assinala o dia do
nascimento de Jesus Cristo. A realidade, a que os portugueses já se
vão habituando, surge com a vaga de imigração registada no nosso país
durante os últimos anos.
Além dos ucranianos, a maior comunidade imigrante de Leste, há ainda
russos, arménios, georgianos, romenos, búlgaros e várias outras
nacionalidades num total próximo das 200 mil pessoas que lutam para
manter vivas as suas tradições. Esta nova realidade faz com que
aumente também o número de lugares com celebrações litúrgicas de rito
bizantino.

Calendário Juliano
É um calendário solar criado em 45 a.C. pelo imperador romano Júlio
César para trazer os meses romanos ao seu lugar habitual em relação
às estações do ano, confusão gerada pela adopção de um calendário de
inspiração lunissolar. César impõe 12 meses com duração
predeterminada e a adopção de um ano bissexto a cada 4 anos.
No ano da mudança, para fazer a concordância entre o ano civil e o
ano solar, ele inclui no calendário mais dois meses de 33 e 34 dias,
respectivamente, entre Novembro e Dezembro, além do 13º mês, o
mercedonius, de 23 dias. O ano fica com 445 dias distribuídos em 15
meses e é chamado "o ano da confusão."
Esse calendário, que tem um desfasamento de 13 dias em relação ao
nosso, começa a ser substituído pelo calendário gregoriano a partir
do século XVI - a Rússia e a Grécia só fazem a mudança no século XX.

Octávio Carmo


4 - Putin dá condolências e Patriarca Ortodoxo pede ajuda a vítimas

Fonte: EFE 05/01/05

Moscou, 5 jan (EFE).- O presidente russo, Vladimir Putin, manifestou
nesta quarta-feira seu pesar pelas vítimas do maremoto e os tsunamis
que arrasaram o litoral do Oceano Índico, enquanto o Patriarca da
Igreja Ortodoxa, Alexis II, pediu aos fiéis que ajudem as pessoas
atingidas. O Kremlin informou que Putin deu suas condolências pelo
telefone aos presidentes do Sri Lanka, Chandrika Kumaratunga, e da
Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, e aos primeiros-ministros da
Tailândia, Thaksin Shinawatra, e da Índia, Manmohan Singh.

Nestas conversas, o presidente russo explicou os planos de seu país
para conceder ajuda humanitária aos países afetados pela catástrofe
de 26 de dezembro e recebeu agradecimentos pelo envio de médicos e
equipes de resgate à região da tragédia.

O Patriarca ortodoxo russo, Alexis II, pediu hoje aos fiéis que
arrecadem fundos para ajudar as milhões de pessoas que perderam suas
casas e necessitam urgente de assistência médica e humanitária.

"Pedi a todas as dioceses que dêem importância a essa tragédia. O
mundo inteiro se solidariza e ajuda às vítimas, e nossa Igreja se
somará a essa campanha", disse o Patriarca durante um encontro com o
ministro da Defesa russo, Sergei Ivanov.

O número de mortos russos no desastre chega a dez pessoas, todos eles
na Tailândia, no entanto só foram identificados e entregues a
familiares os corpos de dois turistas, a moscovita Oxana Lipuntsova e
seu filho de seis anos.

Além disso, segundo os últimos dados do Ministério de Exteriores,
estão desaparecidos outros 16 turistas russos que estavam de férias
na ilha tailandesa de Phuket durante o maremoto de 26 de dezembro,
que deixou mais de 155 mil mortos.

O Ministério russo de Situações de Emergência enviou nos dias 27 e 30
de dezembro 50 toneladas de carga humanitária ao Sri Lanka, e hoje
outro avião levou à Indonésia 20 toneladas de ajuda, entre barracas,
geradores elétricos, pilhas de depuração de água, camas, cobertores,
colchões e outra cargas.

Um porta-voz do Ministério disse às agências russas que nos próximos
dias a Rússia enviará mais vários aviões com ajuda humanitária à
Indonésia e a outros países do sudeste asiático afetados pelo
maremoto e as ondas gigantes.


5 - Natal ortodoxo celebrado em Évora

Fonte: Agência Ecclesia 06/01/2005

Os dois padres Ucranianos, Ivan Hudz e Antoniy Pavchuk, que estão a
trabalhar com os imigrantes do leste nas dioceses de Évora e Beja,
vão celebrar hoje, dia 6 de Janeiro, pelas 22.30 horas na Igreja de
S. Francisco em Évora, a missa de Natal que para os Ortodoxos se
realiza no dia 7 de Janeiro. No ano anterior, a celebração natalícia
congregou cerca de 300 imigrantes de leste. Depois da missa de Natal
realiza-se um jantar com os pratos tradicionais dos vários países de
leste representados.
Estes sacerdotes estão a trabalhar com os imigrantes de Leste
naquelas dioceses há cerca de dois anos e, actualmente, já ministram
catequese aos filhos destes.
Assim, na manhã de sábado, dia 8 de Janeiro, pelas 10 horas, também
na Igreja de S. Francisco, pela primeira vez na diocese de Évora,
sete crianças receberão o sacramento da comunhão segundo o rito
bizantino. Duas das crianças são filhos de imigrantes residentes em
Beja.

Luís Filipe Santos

6 - O Papa João Paulo 2o condenou na quinta-feira o "perverso"
tráfico de crianças e orou pelas vítimas mais jovens do tsunami na
Ásia (e mandou cumprimentos para a Igreja Ortodoxa)

Fonte: Reuters 06/01/2005

"Ao mesmo tempo que renovo minhas orações pelas jovens vítimas do
maremoto na Ásia, não esqueço das crianças que são vítimas de fome e
doenças, guerra e terrorismo, ou daquelas crianças sequestradas,
perdidas ou exploradas por um perverso tráfico", disse o papa a
milhares de peregrinos na Praça de São Pedro.
As crianças são pelo menos um terço dos 150.000 mortos pelo maremoto
de 26 de dezembro, e a Organização das Nações Unidas disse que
a "geração tsunami" deve sofrer mais do que os adultos, já que passa
fome e sede por causo do desastre.
O papa, de 84 anos, que sofre do mal de Parkinson e fala com
dificuldades, fez sua oração no dia de Reis da igreja católica,
comemorado em lembrança aos três reis que levaram presentes a Jesus.
Na Itália a data é marcada com doces e presentes para as crianças.
O papa também mandou seus comprimentos à Igreja Ortodoxa, que
comemora o Natal nesta semana.


7 - Catholicos condena os ataques à igreja armênia no Iraque

Fonte: Jornal Armênio Hay Tert 17/12/2004

O Catholicos de todos os armenios, Karekin II condenou as explosoes
as igrejas armênia e caldeana na cidade de Mosul, Iraque. Como
reportou o serviço de impresa de Santa Etchimiadzin, o patriarca
armênio disse que os atos terroristas extinguem a paz coexistente
entre cristãos e mulçumanos. Sua santidade pediu aos lideres das
comunidades cristãs e islamicas, tao bem quanto a populacao iraquiana
a demostrarem conciência e previnir ameaças aos valores religiosos na
críse política do Iraque.

Pan Armenian


8 - LIBERTADOS CRISTÃOS COPTAS DETIDOS NO INÍCIO DE DEZEMBRO, NO
CAIRO Cairo, 05 jan (Rádio Vaticano) - Todos os cristãos coptas
detidos no início de dezembro, no Cairo, Egito, foram finalmente
colocados em liberdade. Nesta terça-feira, um grupo de 11 pessoas
deixou a prisão, após o pagamento de 300 esterlinas egípcias, cerca
de 150 reais. A informação foi divulgada hoje, pelo diário filo-
governamental "Al-Ahram". Um grupo de cristãos coptas foi acusado de
incitar à violência, durante uma manifestação em frente à Catedral de
São Marcos, na capital egípcia. Na ocasião 34 pessoas foram detidas
após fortes confrontos com a polícia. Os cristãos protestavam contra
a conversão forçada de uma mulher cristã ao Islamismo. Fontes dos
Arcebispado copta informaram que a mulher se encontra com seus filhos
em um mosteiro, nas proximidades do Cairo, após ter afirmado à
Procuradoria que continuará cristã até à morte. Em sinal de protesto
contra as detenções, o Patriarca Ortodoxo copta, Shenouda III se auto-
exilara em um mosteiro. Os cristãos coptas representam 10% dos 70
milhões de habitantes egípcios e denunciam com freqüência, abusos
cometidos pela maioria muçulmana. Com a libertação, o líder copta
anunciou que celebrará o Natal ortodoxo, no dia 7 de janeiro, ao lado
dos seus fiéis. (WM)

NOTÍCIAS DO BRASIL

9 - Ucranianos ortodoxos comemoram o Natal na 6a. feira

Fonte: CruzeiroNet [ Ag. Estado ] 06/01/05

A Igreja Ortodoxa São Demétrio, no Bairro Bigorrilho, em Curitiba,
está enfeitada com cores mais alegres que o habitual. As cerca de 300
famílias de imigrantes e descendentes ucranianos ortodoxos que moram
na capital paranaense estão em festa. Seguindo o calendário juliano e
não o gregoriano, 6a. feira (07/01) eles estão no dia 25 de dezembro,
comemorando o Natal. Uma festa que se estenderá até 15 de fevereiro.
Para os ucranianos ortodoxos, o ano-novo começa na próxima sexta-
feira (14).

O calendário seguido pelas igrejas ortodoxas é o instituído por Júlio
César no ano 46 antes de Cristo e adotado pelos cristãos no Concílio
Ecumênico realizado em Nicéia no ano 325 depois de Cristo. O
rompimento entre a igreja oriental e a de Roma, em 1054, foi o início
do desentendimento que levou até mesmo a um novo calendário. Em 1582,
o papa Gregório XIII promoveu a alteração, com uma diferença de 13
dias. Esse calendário foi adotado pelas igrejas ocidentais e por
ucranianos que seguem o rito romano.

As festividades do Natal ucraniano ortodoxo começaram nesta 5a. feira
(06), com um jejum absoluto até o ofício religioso realizado à noite.
Somente após a celebração, eles se reunirão para a ceia natalina,
onde não entra carne nem gordura. São 12 pratos típicos da cultura
ucraniana, simbolizando cada um dos apóstolos de Jesus Cristo. A
iguaria principal é o cutiá, um cozido com grãos de trigo, temperado
com mel e semente de papoula. Simboliza o agradecimento e o pedido de
fartura, felicidade e vida tranqüila.

Amanhã, às 9 horas, o bispo eparca da Igreja Ortodoxa Ucraniana na
América do Sul, do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, d.
Jeremias Ferens, presidirá uma missa solene. A conciliação entre os
calendários gregoriano e juliano, para quem segue este na vida
religiosa, nem sempre é fácil. "Cada um se arranja do jeito que
pode", diz o bispo.

"Procuramos fazer nossas celebrações à noite para favorecer aqueles
que precisam trabalhar." Até o dia 15 de fevereiro, os ucranianos
costumam realizar visitas saudando-se com canções natalinas. Nesse
dia, encerram-se oficialmente as festividades, com a festa da
apresentação de Jesus no templo e a purificação de Nossa Senhora,
juntamente com a bênção de velas, símbolo da presença de Cristo na
terra.

De acordo com o bispo, o Brasil tem cerca de 400 mil imigrantes e
descendentes de ucranianos. Mas apenas 5% são ortodoxos e seguem o
calendário juliano. O Paraná tem uma das principais colônias de
ucranianos no Brasil. Eles começaram a chegar em grupos maiores a
partir de 1895, fixando-se sobretudo em Curitiba e na região sul do
Estado.

Evandro Fadel


10 - Visita Pastoral à Paróquia São Nicolau de Joaquim Távora - PR

Fonte: www.ecclesia.com.br 01/01/05

Nos dias 18 e 19 de Dezembro a Comunidade Ortodoxa Ucraniana da
Paróquia São Nicolau de Joaquim Távora recebeu a visita pastoral do
Bispo Eparca, Dom Jeremias Ferens, acompanhado do pároco,
Protopresbítero Nicolas Millus e sua Panimatika, Sra. Paulina
Tchaika. Na manhã de Domingo dia 19 a comunidade reuniu-se na igreja
para a Divina Liturgia Pontifical celebrada por Dom Jeremias. Após a
Divina Liturgia, a Diretoria da Paróquia ofereceu um almoço de
confraternização aos convidados. Na tarde de domingo, Dom Jeremias,
Pe. Nicolas Millus e alguns membros da Comunidade dirigiram-se ao
cemitério para oficiar uma Panahïda por falecidos daquela comunidade,
em especial, em memória da jovem Professora ortodoxa, Maria Aparecida
Besruski e seus alunos, oito crianças de Joaquim Távora-PR, mortos
carbonizados em 1986).


11 - Divina Liturgia de Natal em Papanduva e Colônia Guarani - SC

Fonte: www.ecclesia.com.br 01/01/05

No dia 24 de Dezembro, Dom Jeremias, acompanhado de Pe. André e dos
seminaristas Ivan Tchopko e Abraão, visitou as comunidades ortodoxas
de Papanduva - SC. Na capela dos Santos Cosme e Damião a Divina
Liturgia de Natal foi oficiada na tarde de Sexta-feira, 24. Antes, um
grupo de crianças daquela comunidade fez uma emocionante e singela
representação teatral da Natividade do Senhor diante de uma presépio
que elas mesmas prepararam no interior da capela. Após a Divina
Liturgia, Dom Jeremias distribuiu bombons e presentes às crianças que
participaram da Divina Liturgia. A noite, a Divina Liturgia de Natal
foi oficiada na Paróquia São Valdomiro, o Grande, em Papanduva. Após
a Divina Liturgia, um membro daquela paróquia vestiu-se de papai noel
e distribuiu bombons e presentes para as crianças.

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