BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 16 -
06 de janeiro de 2005
MENSAGEM
Prezados
Irmãos em Cristo,
Apresento
a todos os cristãos que seguem o Velho Calendário Juliano
os votos
de um Feliz Natal, abençoado pelo Cristo que nasceu para
salvar
todos nós.
Informo
aos interessados em ajudar as vítimas do maremoto na Ásia que
a Cáritas
Brasileira lançou a campanha SOS ÁSIA para receber doações
para os
referidos necesitados. Os que desejarem fazer doações em
dinheiro
poderão fazer depósitos na conta-corrente Cáritas Brasileira
SOS Ásia
no Banco do Brasil: número 39.000-3 e agência 3475-4.
Saudações
Fraternais,
Luis
Felipe
e-mail: [email protected]
ÍNDICE
1 - COMO
SE CELEBRA O ANO NOVO NA RÚSSIA?
2 -
Maioria dos russos vai comemorar Natal ortodoxo, segundo pesquisa
3 - Natal
Ortodoxo celebrado em Lisboa
4 - Putin
dá condolências e Patriarca Ortodoxo pede ajuda a vítimas
5 - Natal
ortodoxo celebrado em Évora
6 - O
Papa João Paulo 2o condenou na quinta-feira o "perverso"
tráfico
de crianças e orou pelas vítimas mais jovens do tsunami na
Ásia (e
mandou cumprimentos para a Igreja Ortodoxa)
7 -
Catholicos condena os ataques à igreja armênia no Iraque
8 -
LIBERTADOS CRISTÃOS COPTAS DETIDOS NO INÍCIO DE DEZEMBRO, NO
CAIRO
9 -
Ucranianos ortodoxos comemoram o Natal na 6a. feira
10 -
Visita Pastoral à Paróquia São Nicolau de Joaquim Távora - PR
11 -
Divina Liturgia de Natal em Papanduva e Colônia Guarani - SC
NOTÍCIAS
INTERNACIONAIS
1 - COMO
SE CELEBRA O ANO NOVO NA RÚSSIA?
Fonte:
Pravda 31/12/2004
Para os
russos, a árvore de Ano Novo (ou árvore de Natal, como se
costuma
dizer no Ocidente) é o elemento central da comemoração desta
data e do
banquete festivo, cujos requisitos indispensáveis são os
blinis
(algo semelhante às panquecas) recheados com caviar de
esturjão
(preto) ou de salmão (vermelho).
O caviar
nos dias de festa é uma tradição milenária na Rússia, mas o
costume
de enfeitar a árvore de Natal é relativamente recente, tendo
a sua
origem na Alemanha. Este costume foi generalizado no país pela
imperatriz
Aleksandra Fiodorovna, de origem alemã, casada com o
imperador
Nicolau I. Nessa altura a imperatriz mandava enfeitar os
seus
aposentos com ramos de abeto. Era assim que os alemães
celebravam
o nascimento de Cristo.
Os ramos
verdejantes de abeto pressupunham simultaneamente vários
outros
elementos: a luz da estrela de Belém que apareceu nos céus no
momento
do nascimento de Cristo e iluminou o caminho dos Reis Magos
que
levavam os presentes ao Menino. Além disso, a ramagem verde do
abeto
fazia lembrar aos fiéis a entrada triunfante de Jesus Cristo em
Jerusalém,
quando o povo israelita, no caminho por onde iria passar o
Salvador,
deitava no chão folhas de palmeira.
O mais
provável é que na Europa o costume de enfeitar as casas com
ramos
verdes venha do Império Romano, onde nas Saturnais os patrícios
adornavam
as suas casas com grinaldas e ramos de flores frescas.
Evidentemente,
na Europa do Norte no Inverno era impossível encontrar
rosas e
jacintos, tendo estes sido substituídos por ramos de visco,
zimbro e
abeto.
A
princípio, o abeto era entendido na Alemanha como um elemento
ornamental
indispensável do banquete de Ano Novo. Uma outra monarca,
a antiga
princesa da Prússia Charlotta (que após o casamento se
tornou
imperatriz russa Aleksandra Fiodorovna), os ramos de abeto com
as velas
acesas traziam-lhe as recordações infantis da sua pátria.
Esta
comemoração íntima na casa real russa era complementada com a
tradição
de trocar presentes, que se colocavam debaixo do pequeno
abeto ou
no seus ramos. Mas, já que a quantidade de presentes ia
aumentando
de ano para ano, uma árvore pequena já não era suficiente,
indo esta
crescendo cada vez mais, tal como a família dos soberanos e
a sua
numerosa prole.
Todos se
aperceberam destas novidades na casa imperial e,
naturalmente,
não quiseram ficar para trás. O fenómeno da árvore de
Natal
passou de boca em boca e todos os aristocratas queriam ter uma
igual no
seu palácio - quer dizer, a moda foi-se espalhando,
conquistando
primeiro São Petersburgo e depois toda a Rússia. Assim,
a árvore
de Natal tornou-se na Rússia uma das tradições mais
acarinhadas.
E por
quê? Porque o seu mistério do seu verde eterno condizia
perfeitamente
com o frio Inverno russo e com a alma eslava. Não se
deve
esquecer que historicamente os russos eram inicialmente um povo
de
pescadores, lenhadores e lavradores no meio de imensas florestas.
E esta
floresta vasta, perigosa e inexplorada é um elemento central
da sua
mentalidade, tal como os monstros dos povos pagãos. Creio que
é mesmo
por isso que os russos preferem ter em sua casa durante a
quadra
festiva abetos naturais, com o seu cheiro característico,
desprezando
aquelas imitações sintéticas importadas do Ocidente.
Importa
lembrar que na Rússia o Natal se celebra numa data diferente
da Europa
devido à diferença do calendário usado na Igreja - juliano
e
gregoriano - isto é, a 7 de Janeiro e não a 25 de Dezembro. Mas,
por
paradoxal que pareça, o Ano Novo costuma ser comemorado na mesma
data.
Convém
realçar mais um atributo indispensável da festa de Ano Novo na
Rússia: a
participação obrigatória das crianças, o que confere à
festividade
elementos de teatro infantil. De mão dada em círculo,
adultos e
crianças fazem uma roda à volta da árvore de Natal,
cantarolando
o refrão: "...e na floresta nasceu um abeto...".
Após a
Revolução Socialista de 1917, que implementou novos costumes e
nova
moral, a tradição da Árvore de Natal foi eliminada como uma
superstição
burguesa. A 24 de Novembro de 1917 foi publicada a
respectiva
lei pelo Conselho de Comissários do Povo. Chegaram assim
tempos
difíceis para as crianças, para todos os que gostavam de
brincar e
assinalar a data. O Ano Novo foi riscado do calendário de
feriados
e passou a ser um dia normal de trabalho, sem prendas,
presentes
e surpresas. Os abetos desapareceram dos mercados e os que
se
atreviam a trazê-los directamente dos bosques eram imediatamente
chamados
à responsabilidade criminal.
O
primeiro a violar este tabu de moral comunista foi o dramaturgo
Milhail
Bulgakov que no seu famoso espectáculo "Os dias dos Turbins",
tendo
colocado numa das cenas a árvore interdita, enfeitada com
grinaldas,
velas de cera e com o específico cheiro a abeto. José
Estaline
que, tendo fama de apreciador da arte e de teatro - como
afirmam
os historiadores - assistiu pelo menos a 15 espectáculos
daquele
dramaturgo e, tão impressionado ficou que autorizou de novo
comemorar
o Ano Novo com todos os seus atributos.
Como
resultado, a 10 de Janeiro de 1937 um abeto de dimensões
colossais
foi instalado na Sala das Colunas da Casa da União. Media
15 metros
de altura! Em breve chegaram os tempos da Segunda Grande
Guerra
(1941-1945), que puseram fim ao renascimento desta tradição
russa.
O
verdadeiro culto do Ano Novo só voltou na URSS em 1947, quando o
dia 1 de
Janeiro foi proclamado feriado, tal como era nos bons tempos
pré-revolucionários.
Com a árvore de Natal voltou a atmosfera de
alegria,
folia, mascarados, fogos de artifício, presentes e prendas,
postais
de Ano Novo.
À parte
do abeto, outro atributo da festa de Ano Novo é a chegada do
Pai
Natal, com o nariz vermelho do frio e obrigatoriamente com o saco
cheio de
prendas, presentes, doces e bombons. Na Rússia desde os
tempos
antigos o Pai Natal é chamado Vovô do Frio. Usa a roupa mais
ou menos
igual ao Pai Natal ocidental: um casaco comprido de pele, um
gorro com
pompom, luvas grossas, segurando na mão um bastão e levando
nas
costas um saco vermelho cheio de presentes. A única diferença
entre o
personagem europeu e o Vovô do Frio russo é a cor das vestes
e as
botas altas de feltro deste último, que o protegem do frio.
Ninguém
sabe ao certo como apareceu este personagem, pois apenas há
um século
o Vovô do Frio era desconhecido. Pela primeira vez apareceu
nos
postais de Ano Novo nos finais do século XIX. Na Alemanha é
conhecido
como Ruprecht (isto é, Vovô de Natal), na Inglaterra como
Santa
Claus (ou seja, São Nicolau), na França como Pai de Janeiro. A
sua
aparência é bastante semelhante em todos os países: um velhote
alto,
forte, com gorro de pele, um casaco vermelho comprido e sempre
com um
bastão de madeira.
Na Rússia
o Vovô do Frio apareceu não só em postais, mas também nos
palcos
improvisados acompanhado sempre da sua neta Snegurotchka
(Menina
das Neves). A imagem do Vovô do Frio reflecte na perfeição o
protagonista
dum conto de fadas russo onde aparece o Morozko (Tio do
Frio),
cuja função é congelar os rios e lagos, construir palácios de
gelo,
cobrir árvores com a neve e outros feitos semelhantes. Mas o
principal
é dar e distribuir presentes entre a meninada, retirando-os
da sua
enorme sacola. Na figura do Vovô do Frio transparece a imagem
do mago
das tempestades de neve - quer dizer ele remonta à mitologia
pagã
russa.
O Vovô do
Frio entra em casa e começa a distribuir presentes às
crianças.
Depois, pelo costume russo, senta-se à mesa e os donos de
casa
servem-lhe um copo de vinho ou um bom cálice de vodca.
Frequentemente
é convidado a tomar chá com doces.
Os doces
merecem especial menção. Eles finalizam a festa. Na Rússia
são
bombons de chocolate, bizet, geléias, bolos com creme e nata
batida,
biscoitos, bolachas com passas, pastéis recheados com
marmelada,
frutas glacé, panquecas quentes com mel, etc. Todo este
paraíso
de gulodice culmina com um bolo grande com natas batidas,
feito especialmente
numa confeitaria. No cimo do bolo é colocado um
abeto de
fruta glacé ou chocolate e para imitar a neve é espalhado em
cima um
creme branco ou natas bem batidas. O champanhe é servido à
luz dos
fogos-de-bengala e o bolo é partido à luz das velas acesas.
Os russos
mais extravagantes costumam celebrar o Ano Novo nas
suas
"dachas" (aliás, quintas de Verão construídas normalmente nos
arredores
da cidade) onde é fácil encontrar um abeto no meio dos
montes de
neve. A árvore é enfeitadas com grinaldas e luzinhas e
quando
soa o repique do carrilhão da Torre do Kremlin anunciando a
chegada
do Ano Novo, todos se põem a beber vodca no meio do frio
gélido e
a comer pepinos salgados.
Anatoli
Korolev
observador
político
RIA
"Novosti"
2 -
Maioria dos russos vai comemorar Natal ortodoxo, segundo pesquisa
Fonte:
EFE 04/01/05
Moscou, 4
jan (EFE).- A maioria dos russos, 59%, vai comemorar no
próximo
dia 7 o Natal segundo o ritual ortodoxo russo, constatou uma
pesquisa
realizada pelo Centro Levada e divulgada nesta terça-feira.
A Igreja
Ortodoxa Russa se guia pelo calendário juliano, que tem um
atraso de
13 dias em relação ao gregoriano - usado em quase todo o
mundo -,
e celebra o Natal em 7 de janeiro, dia declarado feriado
depois da
queda do comunismo.
Os
sociólogos do Centro Levada constataram que a percentagem de
russos
que neste ano vai comemorar o Natal é similar à de 1997 e
1998, (58
e 57% respectivamente), anos que, do ponto de vista
econômico,
foram desfavoráveis para o país.
Por outro
lado, entre 1999 e 2003, anos em que melhoraram as
expectativas
econômicas, a percentagem de russos que celebrou o Natal
foi de
entre 67 e 74%.
3 - Natal
Ortodoxo celebrado em Lisboa
Fonte:
Agência Ecclesia 05/01/2005
Lisboa
volta a celebrar o Natal no próximo Domingo. Música, palhaços,
jogos e
teatros infantis são algumas das actividades que preenchem a
festa de
Natal destinada aos imigrantes cristãos ortodoxos, que
decorrerá
no próximo domingo, 9 de Janeiro, em Belém.
Organizada
pelo Millenium BCP e pela Western Union, a festa de Natal
ortodoxa
pretende "congregar comunidades de diversas nacionalidades
de
religião cristã ortodoxa em torno de um ícone comum - a maior
árvore de
Natal da Europa", disse à Agência Lusa Paulo Fidalgo,
director
de comunicação do Millenium BCP.
Assim, de
um momento para o outro, parece que estamos de novo nos
dias 24 e
25 de Dezembro. E a verdade é que há, em Portugal, quem
apenas
agora começa a festejar o Natal, litúrgica e socialmente.
De acordo
com o calendário juliano (ver peça explicativa), ainda
usado na
Rússia e em outros países do Leste europeu, o dia 6 de
Janeiro
volta a ser véspera de Natal. Para muitos cristãos ortodoxos
e
católicos de rito oriental, só a 7 de Janeiro se assinala o dia do
nascimento
de Jesus Cristo. A realidade, a que os portugueses já se
vão
habituando, surge com a vaga de imigração registada no nosso país
durante
os últimos anos.
Além dos
ucranianos, a maior comunidade imigrante de Leste, há ainda
russos,
arménios, georgianos, romenos, búlgaros e várias outras
nacionalidades
num total próximo das 200 mil pessoas que lutam para
manter
vivas as suas tradições. Esta nova realidade faz com que
aumente
também o número de lugares com celebrações litúrgicas de rito
bizantino.
Calendário
Juliano
É um
calendário solar criado em 45 a.C. pelo imperador romano Júlio
César
para trazer os meses romanos ao seu lugar habitual em relação
às
estações do ano, confusão gerada pela adopção de um calendário de
inspiração
lunissolar. César impõe 12 meses com duração
predeterminada
e a adopção de um ano bissexto a cada 4 anos.
No ano da
mudança, para fazer a concordância entre o ano civil e o
ano
solar, ele inclui no calendário mais dois meses de 33 e 34 dias,
respectivamente,
entre Novembro e Dezembro, além do 13º mês, o
mercedonius,
de 23 dias. O ano fica com 445 dias distribuídos em 15
meses e é
chamado "o ano da confusão."
Esse
calendário, que tem um desfasamento de 13 dias em relação ao
nosso,
começa a ser substituído pelo calendário gregoriano a partir
do século
XVI - a Rússia e a Grécia só fazem a mudança no século XX.
Octávio
Carmo
4 - Putin
dá condolências e Patriarca Ortodoxo pede ajuda a vítimas
Fonte:
EFE 05/01/05
Moscou, 5
jan (EFE).- O presidente russo, Vladimir Putin, manifestou
nesta
quarta-feira seu pesar pelas vítimas do maremoto e os tsunamis
que
arrasaram o litoral do Oceano Índico, enquanto o Patriarca da
Igreja
Ortodoxa, Alexis II, pediu aos fiéis que ajudem as pessoas
atingidas.
O Kremlin informou que Putin deu suas condolências pelo
telefone
aos presidentes do Sri Lanka, Chandrika Kumaratunga, e da
Indonésia,
Susilo Bambang Yudhoyono, e aos primeiros-ministros da
Tailândia,
Thaksin Shinawatra, e da Índia, Manmohan Singh.
Nestas
conversas, o presidente russo explicou os planos de seu país
para
conceder ajuda humanitária aos países afetados pela catástrofe
de 26 de
dezembro e recebeu agradecimentos pelo envio de médicos e
equipes
de resgate à região da tragédia.
O
Patriarca ortodoxo russo, Alexis II, pediu hoje aos fiéis que
arrecadem
fundos para ajudar as milhões de pessoas que perderam suas
casas e
necessitam urgente de assistência médica e humanitária.
"Pedi
a todas as dioceses que dêem importância a essa tragédia. O
mundo
inteiro se solidariza e ajuda às vítimas, e nossa Igreja se
somará a
essa campanha", disse o Patriarca durante um encontro com o
ministro
da Defesa russo, Sergei Ivanov.
O número
de mortos russos no desastre chega a dez pessoas, todos eles
na
Tailândia, no entanto só foram identificados e entregues a
familiares
os corpos de dois turistas, a moscovita Oxana Lipuntsova e
seu filho
de seis anos.
Além
disso, segundo os últimos dados do Ministério de Exteriores,
estão
desaparecidos outros 16 turistas russos que estavam de férias
na ilha
tailandesa de Phuket durante o maremoto de 26 de dezembro,
que
deixou mais de 155 mil mortos.
O
Ministério russo de Situações de Emergência enviou nos dias 27 e 30
de
dezembro 50 toneladas de carga humanitária ao Sri Lanka, e hoje
outro
avião levou à Indonésia 20 toneladas de ajuda, entre barracas,
geradores
elétricos, pilhas de depuração de água, camas, cobertores,
colchões
e outra cargas.
Um
porta-voz do Ministério disse às agências russas que nos próximos
dias a
Rússia enviará mais vários aviões com ajuda humanitária à
Indonésia
e a outros países do sudeste asiático afetados pelo
maremoto
e as ondas gigantes.
5 - Natal
ortodoxo celebrado em Évora
Fonte:
Agência Ecclesia 06/01/2005
Os dois
padres Ucranianos, Ivan Hudz e Antoniy Pavchuk, que estão a
trabalhar
com os imigrantes do leste nas dioceses de Évora e Beja,
vão
celebrar hoje, dia 6 de Janeiro, pelas 22.30 horas na Igreja de
S.
Francisco em Évora, a missa de Natal que para os Ortodoxos se
realiza
no dia 7 de Janeiro. No ano anterior, a celebração natalícia
congregou
cerca de 300 imigrantes de leste. Depois da missa de Natal
realiza-se
um jantar com os pratos tradicionais dos vários países de
leste
representados.
Estes
sacerdotes estão a trabalhar com os imigrantes de Leste
naquelas
dioceses há cerca de dois anos e, actualmente, já ministram
catequese
aos filhos destes.
Assim, na
manhã de sábado, dia 8 de Janeiro, pelas 10 horas, também
na Igreja
de S. Francisco, pela primeira vez na diocese de Évora,
sete
crianças receberão o sacramento da comunhão segundo o rito
bizantino.
Duas das crianças são filhos de imigrantes residentes em
Beja.
Luís
Filipe Santos
6 - O
Papa João Paulo 2o condenou na quinta-feira o "perverso"
tráfico
de crianças e orou pelas vítimas mais jovens do tsunami na
Ásia (e
mandou cumprimentos para a Igreja Ortodoxa)
Fonte:
Reuters 06/01/2005
"Ao
mesmo tempo que renovo minhas orações pelas jovens vítimas do
maremoto
na Ásia, não esqueço das crianças que são vítimas de fome e
doenças,
guerra e terrorismo, ou daquelas crianças sequestradas,
perdidas
ou exploradas por um perverso tráfico", disse o papa a
milhares
de peregrinos na Praça de São Pedro.
As
crianças são pelo menos um terço dos 150.000 mortos pelo maremoto
de 26 de
dezembro, e a Organização das Nações Unidas disse que
a
"geração tsunami" deve sofrer mais do que os adultos, já que passa
fome e
sede por causo do desastre.
O papa,
de 84 anos, que sofre do mal de Parkinson e fala com
dificuldades,
fez sua oração no dia de Reis da igreja católica,
comemorado
em lembrança aos três reis que levaram presentes a Jesus.
Na Itália
a data é marcada com doces e presentes para as crianças.
O papa
também mandou seus comprimentos à Igreja Ortodoxa, que
comemora
o Natal nesta semana.
7 -
Catholicos condena os ataques à igreja armênia no Iraque
Fonte:
Jornal Armênio Hay Tert 17/12/2004
O
Catholicos de todos os armenios, Karekin II condenou as explosoes
as
igrejas armênia e caldeana na cidade de Mosul, Iraque. Como
reportou
o serviço de impresa de Santa Etchimiadzin, o patriarca
armênio
disse que os atos terroristas extinguem a paz coexistente
entre
cristãos e mulçumanos. Sua santidade pediu aos lideres das
comunidades
cristãs e islamicas, tao bem quanto a populacao iraquiana
a
demostrarem conciência e previnir ameaças aos valores religiosos na
críse
política do Iraque.
Pan
Armenian
8 -
LIBERTADOS CRISTÃOS COPTAS DETIDOS NO INÍCIO DE DEZEMBRO, NO
CAIRO
Cairo, 05 jan (Rádio Vaticano) - Todos os cristãos coptas
detidos
no início de dezembro, no Cairo, Egito, foram finalmente
colocados
em liberdade. Nesta terça-feira, um grupo de 11 pessoas
deixou a
prisão, após o pagamento de 300 esterlinas egípcias, cerca
de 150
reais. A informação foi divulgada hoje, pelo diário filo-
governamental
"Al-Ahram". Um grupo de cristãos coptas foi acusado de
incitar à
violência, durante uma manifestação em frente à Catedral de
São
Marcos, na capital egípcia. Na ocasião 34 pessoas foram detidas
após
fortes confrontos com a polícia. Os cristãos protestavam contra
a
conversão forçada de uma mulher cristã ao Islamismo. Fontes dos
Arcebispado
copta informaram que a mulher se encontra com seus filhos
em um
mosteiro, nas proximidades do Cairo, após ter afirmado à
Procuradoria
que continuará cristã até à morte. Em sinal de protesto
contra as
detenções, o Patriarca Ortodoxo copta, Shenouda III se auto-
exilara
em um mosteiro. Os cristãos coptas representam 10% dos 70
milhões
de habitantes egípcios e denunciam com freqüência, abusos
cometidos
pela maioria muçulmana. Com a libertação, o líder copta
anunciou
que celebrará o Natal ortodoxo, no dia 7 de janeiro, ao lado
dos seus
fiéis. (WM)
NOTÍCIAS
DO BRASIL
9 -
Ucranianos ortodoxos comemoram o Natal na 6a. feira
Fonte:
CruzeiroNet [ Ag. Estado ] 06/01/05
A Igreja
Ortodoxa São Demétrio, no Bairro Bigorrilho, em Curitiba,
está
enfeitada com cores mais alegres que o habitual. As cerca de 300
famílias
de imigrantes e descendentes ucranianos ortodoxos que moram
na
capital paranaense estão em festa. Seguindo o calendário juliano e
não o
gregoriano, 6a. feira (07/01) eles estão no dia 25 de dezembro,
comemorando
o Natal. Uma festa que se estenderá até 15 de fevereiro.
Para os
ucranianos ortodoxos, o ano-novo começa na próxima sexta-
feira
(14).
O
calendário seguido pelas igrejas ortodoxas é o instituído por Júlio
César no
ano 46 antes de Cristo e adotado pelos cristãos no Concílio
Ecumênico
realizado em Nicéia no ano 325 depois de Cristo. O
rompimento
entre a igreja oriental e a de Roma, em 1054, foi o início
do
desentendimento que levou até mesmo a um novo calendário. Em 1582,
o papa Gregório
XIII promoveu a alteração, com uma diferença de 13
dias.
Esse calendário foi adotado pelas igrejas ocidentais e por
ucranianos
que seguem o rito romano.
As
festividades do Natal ucraniano ortodoxo começaram nesta 5a. feira
(06), com
um jejum absoluto até o ofício religioso realizado à noite.
Somente
após a celebração, eles se reunirão para a ceia natalina,
onde não
entra carne nem gordura. São 12 pratos típicos da cultura
ucraniana,
simbolizando cada um dos apóstolos de Jesus Cristo. A
iguaria
principal é o cutiá, um cozido com grãos de trigo, temperado
com mel e
semente de papoula. Simboliza o agradecimento e o pedido de
fartura,
felicidade e vida tranqüila.
Amanhã,
às 9 horas, o bispo eparca da Igreja Ortodoxa Ucraniana na
América
do Sul, do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, d.
Jeremias
Ferens, presidirá uma missa solene. A conciliação entre os
calendários
gregoriano e juliano, para quem segue este na vida
religiosa,
nem sempre é fácil. "Cada um se arranja do jeito que
pode",
diz o bispo.
"Procuramos
fazer nossas celebrações à noite para favorecer aqueles
que
precisam trabalhar." Até o dia 15 de fevereiro, os ucranianos
costumam
realizar visitas saudando-se com canções natalinas. Nesse
dia,
encerram-se oficialmente as festividades, com a festa da
apresentação
de Jesus no templo e a purificação de Nossa Senhora,
juntamente
com a bênção de velas, símbolo da presença de Cristo na
terra.
De acordo
com o bispo, o Brasil tem cerca de 400 mil imigrantes e
descendentes
de ucranianos. Mas apenas 5% são ortodoxos e seguem o
calendário
juliano. O Paraná tem uma das principais colônias de
ucranianos
no Brasil. Eles começaram a chegar em grupos maiores a
partir de
1895, fixando-se sobretudo em Curitiba e na região sul do
Estado.
Evandro
Fadel
10 - Visita
Pastoral à Paróquia São Nicolau de Joaquim Távora - PR
Fonte:
www.ecclesia.com.br 01/01/05
Nos dias
18 e 19 de Dezembro a Comunidade Ortodoxa Ucraniana da
Paróquia
São Nicolau de Joaquim Távora recebeu a visita pastoral do
Bispo
Eparca, Dom Jeremias Ferens, acompanhado do pároco,
Protopresbítero
Nicolas Millus e sua Panimatika, Sra. Paulina
Tchaika.
Na manhã de Domingo dia 19 a comunidade reuniu-se na igreja
para a
Divina Liturgia Pontifical celebrada por Dom Jeremias. Após a
Divina
Liturgia, a Diretoria da Paróquia ofereceu um almoço de
confraternização
aos convidados. Na tarde de domingo, Dom Jeremias,
Pe.
Nicolas Millus e alguns membros da Comunidade dirigiram-se ao
cemitério
para oficiar uma Panahïda por falecidos daquela comunidade,
em
especial, em memória da jovem Professora ortodoxa, Maria Aparecida
Besruski
e seus alunos, oito crianças de Joaquim Távora-PR, mortos
carbonizados
em 1986).
11 -
Divina Liturgia de Natal em Papanduva e Colônia Guarani - SC
Fonte:
www.ecclesia.com.br 01/01/05
No dia 24
de Dezembro, Dom Jeremias, acompanhado de Pe. André e dos
seminaristas
Ivan Tchopko e Abraão, visitou as comunidades ortodoxas
de
Papanduva - SC. Na capela dos Santos Cosme e Damião a Divina
Liturgia
de Natal foi oficiada na tarde de Sexta-feira, 24. Antes, um
grupo de
crianças daquela comunidade fez uma emocionante e singela
representação
teatral da Natividade do Senhor diante de uma presépio
que elas
mesmas prepararam no interior da capela. Após a Divina
Liturgia,
Dom Jeremias distribuiu bombons e presentes às crianças que
participaram
da Divina Liturgia. A noite, a Divina Liturgia de Natal
foi
oficiada na Paróquia São Valdomiro, o Grande, em Papanduva. Após
a Divina
Liturgia, um membro daquela paróquia vestiu-se de papai noel
e
distribuiu bombons e presentes para as crianças.
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