BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 12 - 10 de dezembro de 2004

MENSAGEM

Prezados Irmãos em Cristo,

Quem estiver interessado nas fotos da cerimônia de devolução das
relíquias de São João Crisóstomo e de São Gregório Nazianzeno para o
Patriarcado de Constantinopla, amplamente noticiada no último número
deste Boletim, poderá vê-las no seguinte endereço:
http://tinyurl.com/4kjjg

Este Boletim divulga novamente notícias sobre a difícil situação dos
cristãos iraquianos. Peço que cada um faça uma oração pela paz no
Iraque.

Saudações Fraternais

Luis Felipe
[email protected]


ÍNDICE

1 - PALAVRAS DE AGRADECIMENTO DO PATRIARCA ECUMÉNICO DE
CONSTANTINOPLA BARTOLOMEU I

2 - «Que a fé cristã volte a ser criadora de cultura para a pessoa,
para a família e para toda a família dos povos europeus, de leste a
oeste», diz o Cardeal Poupard em visita a Minsk

3 - Cardeal Poupard: se faz urgente enfrentar secularismo e
agnosticismo europeu

4 - Vaticano continua aproximação à Igreja Ortodoxa Russa

5 - Cruz da Catedral de Sofia retornou hoje ao templo

6 - "Não existem na Igreja de Cristo problemas intransponíveis,
quando o amor, a justiça e a paz se encontram": a 23ª Conferência
ecumênica dos Bispos amigos do Movimento dos Focolares em
Constantinopla, convidados pelo Patriarca Ecumênico Bartolomeu I

7 - BISPOS AMIGOS DO MOVIMENTO DOS FOCOLARES INSISTEM NA PROMOÇÃO DO
DIÁLOGO ECUMÊNICO

8 - Líderes cristãos comprometem-se no caminho ecuménico

9 - Bispos cristãos amigos dos focolares promovem a unidade em
Istambul participaram da festa patronal do patriarcado ecumênico de
Constantinopla

10 - Católicos e Ortodoxos no caminho da unidade

11 - RÚSSIA: A PERDA DOS VALORES DA FAMÍLIA

12 - Restos Mortais Enterrados não da Família Real Russa

13 - Líderes cristãos exigem que presidente da Ucrânia assuma seus
deveres. Em uma carta aberta assinada pelo cardeal Husar junto a
cinco líderes cristãos.

14 - Instabilidade na Ucrânia preocupa a Igreja

15 - Papel crucial das Igrejas no curso pacífico dos protestos na
Ucrânia. Reconhece o cardeal Lubomyr Husar.

16 - LÍDERES RELIGIOSOS UCRANIANOS DIZEM QUE PRESIDENTE TEM DEVER DE
GARANTIR ESTABILIDADE DO PAÍS

17 - Cardeal ucraniano recebido pelo Papa

18 - Ucrânia: Bispo Católico analisa a revolta popular

19 - Ucranianos querem uma sociedade apoiada em valores genuinamente
democráticos

20 - Comando faz explodir bombas em igreja caldéia de Mossul

21 - Igrejas atacadas no Iraque

22 - João Paulo II junto aos católicos iraquianos após dois novos
atentados. Destruída uma igreja e um arcebispado de Mosul.

23 - Cristãos vivem aterrorizados em Mossul

24 - Papa condena atentados contra igrejas no Iraque

25 - Homens armados atacaram duas igrejas no norte do Iraque

26 - Duas igrejas são alvos de atentados no norte do Iraque

27 - Iraque: Violência sem tréguas

28 - ATENTADOS DESTROEM DUAS IGREJAS CRISTÃS EM MOSSUL

29 - "Destruíram anos de sacrifícios de tantos iraquianos" diz à
Fides Pe. Nizar, comentando a destruição do Arcebispado caldeu de
Mosul. "Mais uma vez, aguardamos a condenação da mídia árabe..."

30 - Vaticano: Papa pediu à Imaculada protecção para o Iraque

31 - "A antiga civilização cristã no Iraque está em perigo! Séculos
de história, de cultura e de convivência pacífica, destruídos em
poucos segundos por fanáticos ignorantes": o apelo à Fides de um
monge Caldeu iraquiano

32 - Igrejas orientais preocupadas com a situação no Iraque

33 - A Fundação Pró Oriente e as igrejas cristãs de tradição síria
pediram aos governos dos Estados Unidos e do Iraque maior proteção
para os cristãos desse país e maior liberdade religiosa para todos os
seus cidadãos.

34 - ORGANIZAÇÃO CATÓLICA ESCREVE A BUSH PARA MANIFESTAR PREOCUPAÇÃO
COM VIOLÊNCIA NO IRAQUE

35 - Alta tensão entre muçulmanos e cristãos no Egito

36 - Mais de 30 cristãos presos em protesto no Egito

37 - CALENDÁRIO DOCUMENTA A DESTRUIÇÃO DAS IGREJAS ARMÊNIAS

NOTÍCIAS

1 - PALAVRAS DE AGRADECIMENTO DO PATRIARCA ECUMÉNICO DE
CONSTANTINOPLA BARTOLOMEU I

Fonte: www.vatican.va

Santidade

Recordando a vida, a fé, o ethos e as lutas do nosso Pai entre os
Santos, João Crisóstomo, temos a impresão de o ouvir também durante
este momento sagrado e histórico a repetição das últimas palavras da
sua vida terrena: "Glória a Deus por tudo isto!". E cremos que
também São Gregório o Teólogo teria patrocinado esta doxologia de
agradecimento, porque as sagradas relíquias de ambos voltam ao lugar
a que pertencem. Assim, termina a sua involuntária e secular
distância, imposta naquela época por circunstâncias infelizes para a
Igreja.

Esta trasladação abençoada realiza-se graças à decisão de boa
vontade, agradável para eles e para nós, decisão digna de toda a
honra e agradecimento, de Vossa amada Santidade, de nos restituir as
suas relíquias sagradas. Em relação a isto, Vossa Santidade segue o
exemplo de São Basílio o Grande, que restituiu as veneradas relíquias
de São Dionísio, Bispo de Milão, que adormeceu no Senhor no exílio,
por causa dos Arianos, e sepultado na região confiada a São Basílio,
como o Santo refere na sua epístola (nr. 197), dirigida a Santo
Ambrósio, sucessor de São Dionísio.

A Igreja, adornada, em todo o mundo, pelo venerado sangue dos
Mártires que é como púrpura e bisso respeita como convém as relíquias
dos seus filhos, que suportaram no Senhor sofrimentos, crucifixões e
mortes amargas infligidas pelas feras, pelo fogo, pela espada e por
numerosas adversidades.

Por isso a trasladação e a recolocação das relíquias dos nossos
beatos predecessores na Santíssima Arquidiocese de Constantinopla,
que eles tornaram gloriosa com a sua santidade, a sabedoria, as lutas
e, em geral, com a sua obra apostólica, é motivo de alegria e júbilo
não só para o nosso sagrado Trono Ecuménico e para o plèroma de toda
a nossa Santíssima Igreja Ortodoxa, que os venera profundamente,
assim como para todos os nossos irmãos católicos, que vivem na nossa
Sede.

Celebra-se hoje um acto sagrado, que repara uma anomalia e injustiça
eclesiástica. Este gesto fraterno da Igreja da Antiga Roma confirma
que não existem na Igreja de Cristo problemas insuperáveis, quando o
amor, a justiça e a paz se encontram na sagrada diaconia da
reconciliação e da unidade.

Para o restabelecimento da concórdia e da unidade certamente rezam
também os dois Santos, cujas relíquias voltam à sua sede. Visto que,
como se sabe, eles lutaram muito em vida pela unidade da Igreja na fé
e na verdade. Permanece sempre actual e poderosa a frase de São João
Crisóstomo, o qual afirmava que dilacerar a Igreja é um dano pior do
que cair na heresia; e que o pecado do cisma na Igreja não pode ser
lavado nem sequer com o sangue do martírio. Por outro lado, são
conhecidas as palavras de paz sem par de São Gregório, o teólogo e a
sua incomparável homilia de despedida, com a qual justificou a sua
renúncia a Patriarca de Constantinopla, como decisão que visava o
restabelecimento da paz e da unidade na Igreja.

Estamos convencidos de que também Vossa Santidade deseja fortemente o
melhoramento das relações intereclesiais. Por este motivo vos
submeteis a tantas peregrinações cansativas em toda a Ecumene. Cada
gesto que cura velhas feridas e previne novas, contribui para a
criação dos pressupostos necessários para continuar o diálogo da
verdade no amor entre as nossas Igrejas, de forma que, obedecendo à
vontade divina do nosso Santo Deus na adorada Trindade, possamos
encontrar-nos de novo o mais depressa possível na fé comum da Igreja
de outrora, única base para o restabelecimento da plena comunhão
entre as nossas Igrejas.

Por fim, observamos que com este gesto, Vossa Santidade dá um exemplo
luminoso a ser imitado, uma mensagem fraterna e uma admoestação a
todos os que arbitrariamente possuem e retêm tesouros da fé, da
piedade e da civilização de outros, para que eles sejam restituídos
àqueles que justamente os procuram e exigem.

Por tudo isto lhe agradecemos do fundo do coração, Santíssimo e amado
irmão em Cristo. E Agradecemos a Vossa decisão nobre, sagrada e rica
de simbolismo de nos restituir estas relíquias sagradas. Desejamos-
vos saúde e longevidade, pela intercessão dos Santos Gregório e João.

Assim seja.


2 - «Que a fé cristã volte a ser criadora de cultura para a pessoa,
para a família e para toda a família dos povos europeus, de leste a
oeste», diz o Cardeal Poupard em visita a Minsk

Fonte: Fides 07/12/2004

Cidade do Vaticano (Agência Fides) - O Cardeal Paul Poupard,
Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, visitará Minsk de
10 a 12 de dezembro próximos, convidado pelo metropolita Filaret, de
Minsk e Slutsk, exarca patriarcal de Belarus e presidente da Comissão
Teológica Sinodal da Igreja Ortodoxa Russa.
A visita do Cardeal se realiza no contexto de sua recente viagem a
Moscou, por ocasião da inauguração da nova sede da Biblioteca do
Espírito, à qual enviaram uma mensagem de felicitações tanto o Papa
João Paulo II como o Patriarca de Moscou.
O metropolita Filaret, reitor do Instituto Teológico Ortodoxo Santos
Metódio e Cirilo, convidou o Cardeal Poupard a proferir a conferência
inaugural do encontro internacional «A cristandade e a proximidade de
cooperação dos valores espirituais na Comunidade européia». Na sua
intervenção o Cardeal Poupard salienta como a Europa, filha da
cristandade, diante do desafio do secularismo, da incredulidade e da
indiferença religiosa, solicita uma evangelização na qual a fé cristã
volte a ser criadora de cultura para a pessoa, para a família e para
toda a família dos povos europeus, de leste a oeste, seguindo o
exemplo dos santos Cirilo e Metódio.
O encontro abordará também temas como a identidade cristã, a
liberdade religiosa, a religião na Europa secularizada, a interação
cultural entre ortodoxos e católicos, a santidade, a ética, a
doutrina social cristã e a formação da base ética de uma sociedade
civil. O encontro se concluirá com uma mesa-redonda dedicada à
memória de santo Averincev, raiz da cultura e da arte na Europa.
Domingo 12 de dezembro, na catedral católica de Minsk, o Cardeal
Poupard concelebrará a missa com o Cardeal Swiatek, arcebispo de
Minsk-Mohilev, acompanhado de numerosos sacerdotes e fiéis católicos
da cidade. (AP)


3 - Cardeal Poupard: se faz urgente enfrentar secularismo e
agnosticismo europeu

Fonte: ACI 10/12/2004

VATICANO, 10 Dez. 04 (ACI) .- Em uma conferência ditada em Minsk
(Bielorrússia), o Cardeal Paul Poupard, Presidente do Pontifício
Conselho da Cultura, assinalou hoje que é urgente enfrentar os
desafios do secularismo e do agnosticismo a fim de resgatar a
identidade cristã da Europa.
O Cardeal Poupard apresentou a conferência intitulada "O cristianismo
e os desafios do secularismo, o ateísmo e a indiferença religiosa",
no marco de um congresso sobre a identidade cristã da Europa
organizado pelo Instituto Teológico São Cirilo e São Metódio e
patrocinado pela Igreja Ortodoxa.
Em seu discurso, o Cardeal destacou que "a fé cristã é um valor
essencial da Europa e em nossa época as Igrejas devem enfrentar os
desafios do secularismo, a indiferença e o ateísmo entre os europeus
para assegurar que o continente continue sendo uma comunidade
assentada em valores verdadeiros".
"Para lutar contra o relativismo, o secularismo e a indiferença,
aquilo que produz graves problemas sociais e nega os valores da
verdade, a dignidade do ser humano e a inspiração da beleza, é
necessário prestar a devida atenção à relação entre o Evangelho e as
culturas", acrescentou o Cardeal.
O Cardeal finalmente recordou que a fé na Europa segue "sendo um
fator para restaurar os valores mediante os dois pulmões do
cristianismo, especialmente através da cultura cristã".


4 - Vaticano continua aproximação à Igreja Ortodoxa Russa

Fonte: Agência Ecclesia 09/12/2004

João Paulo II parece manter vivo o sonho de uma aproximação à Igreja
Ortodoxa Russa, cujas relações com o Vaticano têm sido marcadas por
uma fria
distância e mesmo alguma animosidade.
Após os encontros do Cardeal Paul Poupard, responsável pela área da
cultura no Vaticano, com o Patriarca Ortodoxo de Moscovo, Alexis II,
e o
Metropolita Kyrill, responsável pelo Departamento das Relações com o
Exterior do
Patriarcado Ortodoxo de Moscovo, que tiveram lugar a 19 de Novembro,
amanhã é a
vez do mesmo Cardeal Poupard se deslocar à Bielorússia.
Nesta viagem, o presidente do Conselho Pontifício para a Cultura
visitará
Minsk, de 10 a 12 de Dezembro, convidado pelo Metropolita Filaret, de
Minsk e
Slutsk, exarca patriarcal da Bielorússia e presidente da Comissão
Teológica
Sinodal da Igreja Ortodoxa Russa.
Na sua recente viagem a Moscovo o Cardeal francês inaugurou
a "Biblioteca
do Espírito". A iniciativa, promovida por católicos e ortodoxos,
contou com a
presença do Cardeal e do Metropolita Filaret.
João Paulo II quis enviar um telegrama aos presentes nesta cerimónia,
onde
manifesta o seu "vivo apreço" pela iniciativa ecuménica, "destinada a
difundir o
Evangelho e o valor da mensagem cristã". O Papa fez votos de que esta
manifestação de proximidade resulte num "compromisso ecuménico comum
dos
discípulos do divino Mestre".
A porta parece ter ficado claramente aberta e o Metropolita Filaret,
reitor do Instituto Teológico Ortodoxo Santos Metódio e Cirilo,
convidou agora o
Cardeal Poupard a proferir a conferência inaugural do encontro
internacional "A
cristandade e a proximidade de cooperação dos valores espirituais na
Comunidade
europeia".
O encontro abordará temas como a identidade cristã, a liberdade
religiosa,
a religião na Europa secularizada, a interacção cultural entre
ortodoxos e
católicos, a santidade, a ética, a doutrina social cristã e a
formação da base
ética de uma sociedade civil.

Octávio Carmo


5 - Cruz da Catedral de Sofia retornou hoje ao templo

Fonte: Voz da Rússia 10/12/2004

A principal cruz da cúpula da Catedral de Sofia retornou hoje ao
templo, na festa do ícone da Mãe de Deus "Sinal". Segundo informou à
ITAR-TASS o diretor do museu Nicolai Grinev "a cruz na cúpula
principal da catedral de Sofia foi erguida em 1897, depois da
restauração do templo, promovida pelo acadêmico Vassili Suslov". Em
1942 a cruz de 2 metros e meio e e seis braços de cobre folhado a
ouro e uma pomba em cima foi levada de Novgorod ocupada pela "Divisão
azul" espanhola, que combatia ao lado da Alemanha


6 - "Não existem na Igreja de Cristo problemas intransponíveis,
quando o amor, a justiça e a paz se encontram": a 23ª Conferência
ecumênica dos Bispos amigos do Movimento dos Focolares em
Constantinopla, convidados pelo Patriarca Ecumênico Bartolomeu I

Fonte: Fides 03/12/2004

Roma (Agência Fides) - Sexta-feira, 26 de novembro, 40 Bispos -
ortodoxos, sírio-ortodoxos, armênios apostólicos, anglicanos,
evangélicos-luteranos e católicos de vários ritos, provenientes de 18
nações - se encontraram em Nicéia, o local onde quase 1700 anos
atrás, no primeiro Concílio ecumênico, foi formulado o comum Credo
cristão. Conscientes das tristes consequências da desunião no
decorrer dos séculos, neste lugar-símbolo prometeu-se solenemente
aplicar principalmente o mandamento evangélico do amor
recíproco, «para que Cristo viva sempre entre nós e o mundo possa
acreditar também na nossa contribuição», como disse o Arcebispo de
Praga, o Card. Miloslav Vlk, um dos principais promotores da
iniciativa. Este foi - segundo os participantes - um dos momentos-
chave da 23ª Conferência ecumênica dos Bispos amigos do Movimento dos
Focolares que, a convite do Patriarca ecumênico Bartolomeu I, se
realizou de 23 de novembro a 1° de dezembro em Constantinopla.
Bartolomeu I, dirigindo-se aos Bispos, congratulou-se com eles! pelo
zelo na promoção da unidade dos cristãos, e deu destaque ao tema do
Congresso: "Onde dois ou três estiveram reunidos em meu nome, ali
estou eu no meio deles"(Mt 18, 20). Com ampla referência à Escritura
e ao pensamento dos Padres gregos, o Patriarca identificou três
fundamentais pressupostos para que se verifique esta promessa de
Jesus: "o amor por Cristo, realizado com a observância de todos os
seus mandamentos; a fé n'Ele, manifestada como confiança n'Ele, e a
reta fé como reto conhecimento da sua pessoa, que brota da comunhão
pessoal com Ele".
Durante a Conferência, os Bispos visitaram as várias Comunidades
cristãs da cidade, unindo-se a suas orações, conhecendo seus tesouros
espirituais e compartilhando com elas alegrias e sofrimentos. No
Fanar, a Sede do Patriarcado ecumênico, os Bispos participaram das
solenes orações pela chegada, de Roma, das relíquias de S. João
Crisóstomo e S. Gregório o Teólogo, um gesto ecumênico de grande
significado que - como havia dito em Roma o Patriarca Bartolomeu I -
"confirma que não existem na Igreja de Cristo problemas
intransponíveis, quando o amor, a justiça e a paz se encontram". Os
Bispos participaram ainda das celebrações para a Festa de Santo
André, Padroeiro do Patriarcado ecumênico, para as quais, além da
delegação vaticana, guiada pelo Card. Kasper, vieram a Constantinopla
representantes das Igrejas ortodoxas no mundo.
A presença de Cristo entre aqueles que se uniram em seu nome não foi
somente o tema do Congresso, mas principalmente a experiência que
marcou o evento, criando - como disseram o Bispos - "um intenso laço
de verdadeira fraternidade". Três intervenções preparadas por Chiara
Lubich ilustraram os fundamentos desta via ecumênica, que nasce da
espiritualidade de comunhão vivida no Movimento dos Focolares: o
chamado "Diálogo da vida", o "Diálogo do povo" que - explicou Chiara
Lubich - "não é um diálogo da base que se contrapõe ou se justapõe ao
dos chamados vértices ou responsáveis das Igrejas, mas um diálogo do
qual todos os cristãos podem participar". Já um Bispo luterano
expressou o que sentiu no Congresso com as palavras do conhecido
hino "Ubi caritas et amor, ibi Deus est - onde está a caridade e o
amor, ali está Deus".
(P.L.R.)


7 - BISPOS AMIGOS DO MOVIMENTO DOS FOCOLARES INSISTEM NA PROMOÇÃO DO
DIÁLOGO ECUMÊNICO

Fonte: Rádio Vaticana 03/12/2004

Constantinopla, 03 dez (RV) - Encerrou-se ontem, em Constantinopla,
com um compromisso comum em favor do diálogo ecumênico, a 23ª
Conferência dos Bispos amigos do Movimento dos Focolares. Mais de 40
Bispos de 18 países dos quatro continentes estiveram presentes no
encontro: ortodoxos, sírio-ortodoxos, armênios apostólicos,
anglicanos, evangélico-luteranos e católicos de vários ritos
estiveram no encontro. "Conscientes das tristes conseqüências da
falta de unidade no decurso dos séculos, os Bispos comprometeram-se
em promover a plena comunhão visível dos cristãos", refere o
comunicado final. Os Bispos participaram ainda da cerimônia de
recepção das relíquias dos Padres da Igreja, João Crisóstomo e
Gregório Nazianzeno, entregues por João Paulo II ao Patriarca
Bartolomeu I no sábado passado. Nos dias 29 e 30 de novembro, os
Bispos assistiram às celebrações solenes da Festa do Apóstolo Santo
André, Fundador e Padroeiro do Patriarcado ecumênico de
Constantinopla, presididas pelo Patriarca Bartolomeu I, e das quais
participou também uma delegação da Santa Sé, presidida pelo Cardeal
Walter Kasper. (CM)


8 - Líderes cristãos comprometem-se no caminho ecuménico

Fonte: Agência Ecclesia 02/12/2004

Um compromisso comum em favor do diálogo ecuménico foi assumido por
mais de 40 Bispos de 18 países dos quatro continentes, e de várias
Igrejas do Oriente e do Ocidente: ortodoxos, siro-ortodoxos, armenos
apostólicos, anglicanos, evangélico-luteranos e católicos de vários
ritos.
"Queremos dar vida em tudo e antes de tudo ao mandamento evangélico
do amor recíproco", disse em nome dos líderes cristãos o Cardeal de
Praga, D. Miloslav Vlk, no encerramento da 23ª Conferência ecuménica
dos Bispos amigos do Movimento dos Focolares, que se encerrou ontem.
No comunicado final do evento, hoje difundido, pode ler-se que um dos
momentos mais marcantes foi a visita a Niceia, onde há quase 1700
anos, durante o primeiro Concílio ecuménico da Igreja, "foi formulado
o primeiro Credo comum".
"Conscientes das tristes consequências da falta de unidade no decurso
dos séculos, os Bispos comprometeram-se solenemente a promover a
plena comunhão visível dos cristãos", refere o comunicado.
Os participantes estiveram reunidos, ao longo dos últimos dias, com o
Patriarca Ortodoxo Bartolomeu I; com o Cardeal Walter Kasper,
Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos
Cristãos; o Patriarca Arménio Apostólico de Constantinopla, Mesrop II
Mutafyan, e o vigário patriarcal siro-ortodoxo para a Turquia,
Filksinos Yusuf Cetin.
Os bispos participaram ainda na cerimónia de acolhimento das
relíquias dos Padres da Igreja, João Crisóstomo e Gregório
Nazianzeno, Bispos de Constantinopla nos séculos IV-V, entregues por
João Paulo II ao Patriarca Bartolomeu I no passado sábado. Nos dias
29 e 30, os bispos assistiram, no Fanar, às celebrações solenes da
Festa do Apóstolo Santo André, Fundador e Padroeiro do Patriarcado
ecuménico de Constantinopla, presididas pelo Patriarca Bartolomeu I,
onde participou também uma delegação da Santa Sé, presidida pelo
Cardeal Walter Kasper.

Octávio Carmo


9 - Bispos cristãos amigos dos focolares promovem a unidade em
Istambul
Participaram da festa patronal do patriarcado ecumênico de
Constantinopla

Fonte: Zenit 02/12/2004

ISTAMBUL, quinta-feira, 2 de dezembro de 2004 (ZENIT.org ).- Mais de
cinqüenta bispos cristãos amigos do Movimento dos Focolares
encontraram-se de 23 de novembro a 1 de dezembro para dar sua própria
contribuição ao caminho para a unidade plena.

Os prelados, católicos de vários ritos, ortodoxos, siro-ortodoxos,
armênios apostólicos, anglicanos e evangélico-luteranos de ao menos
18 nações participaram das celebrações patronais do patriarcado
ecumênico de Constantinopla.

Conscientes das tristes conseqüências da desunião através dos
séculos, os bispos prometeram somente aplicar antes de tudo o
mandamento evangélico do amor recíproco, «para que Cristo viva sempre
entre nós e o mundo possa crer também graças a nossa contribuição»,
como disse o arcebispo de Praga, o cardeal Miloslav Vik, um dos
principais promotores da iniciativa.

Na oração ecumênica de abertura, celebrada na igreja católica de
Santo Antônio, cheia de cristãos de diferentes comunidades presentes
em Istambul, interveio o patriarca ecumênico Bartolomeu I, que na
manhã seguinte dirigiu-se aos bispos para reconhecer seu zelo pela
unidade dos cristãos.

O centro de sua meditação baseou-se no tema do Congresso, tomado das
palavras do Evangelho de São Mateus (18, 20), «Onde estão dois ou
três reunidos em meu nome, ali estou eu em meio deles».

Durante os dias de convivência, segundo informa um comunicado de
imprensa enviado a Zenit pelo serviço de Informação dos Focolares, os
bispos visitaram as diferentes comunidades cristãs de Istambul,
unindo-se a sua oração e compartilhando suas alegrias e sofrimentos.

Particular importância teve a visita à sede do patriarcado armênio
apostólico Mesrob II, que, após a celebração das Vésperas, teve um
longo diálogo com seus hóspedes sobre a vida e situação da Igreja na
Armênia, que através dos séculos deu um testemunho com freqüência
heróico. Em sua mensagem à abertura do Congresso, já havia formulado
um apaixonante chamado a favor da unidade.

Muito cordial foi o encontro com o vigário patriarca siro-ortodoxo,
Filuksinos Yusuf Cetin, e com sua comunidade, que ofereceu uma alegre
festa aos bispos. Em uma entrevista, o metropolita sublinhou que o
entendimento que pôde apreciar entre os bispos é um importante
exemplo para os fiéis.

Na sede do patriarcado ecumênico, os bispos participaram das solenes
orações pela chegada de Roma das relíquias dos santos João Crisóstomo
e Gregório Nazianzeno, um gesto que, como disse o patriarca
Bartolomeu I, «confirma que não existem na Igreja de Cristo problemas
insuperáveis, quando o amor, a paz e a justiça se encontram».

Mais tarde, os prelados se uniram às celebrações pela festa de Santo
André, patrono do patriarcado ecumênico, que contaram com a
participação do cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho
Pontifício para a Unidade dos Cristãos, em representação do Papa.

Três intervenções preparadas por Chiara Lubich, fundadora dos
Focolares, e lidas por seus colaboradores próximos, ilustraram a
espiritualidade de comunhão que fundamenta o caminho ecumênico que
este Movimento promove.

«O diálogo da vida» ou «diálogo de povo», explicou Chiara
Lubich, «não é um diálogo da base que se contrapõe ou se justapõe ao
dos assim chamados cumes ou responsáveis de Igrejas, mas é um diálogo
do qual todos os cristãos podem participar».

O cardeal Kasper apresentou um panorama dos recentes avanços
ecumênicos, e sublinhou a contribuição que oferecem os movimentos
eclesiais à causa da unidade.

«Estou muito agradecido a estes movimentos, em particular ao
Movimento dos Focolares, e creio que é um sinal do Espírito Santo...
Só juntos podemos fazer algo pela chegada do Reino de Deus. Neste
sentido, os movimentos são uma senda importantíssima».

Os bispos voltarão a se encontrar em setembro de 2005, em Bucareste,
respondendo ao convite apresentado pelo patriarca ortodoxo da
Romênia, Teoctist, e de seu Sínodo.


10 - Católicos e Ortodoxos no caminho da unidade

Fonte: Agência Ecclesia 02/12/2004

A Festa litúrgica de Santo André, patrono do Patriarcado de
Constantinopla, marcou mais um momento de aproximação entre Católicos
e Ortodoxos.

O enviado de João Paulo II propôs a superação das "suspeitas" entre
as Igrejas.
"Os cristãos, católicos e ortodoxos, deveriam ultrapassar suspeitas e
maledicências e reconhecerem-se reciprocamente como cristãos", propôs
o Cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a
Promoção da Unidade dos Cristãos.

O Cardeal alemão e os demais membros da comitiva do Vaticano chegaram
à cidade turca no avião que trazia de Roma o Patriarca Bartolomeu I,
que no sábado passado recebeu das mãos do Papa as relíquias dos
Santos Gregório Nazianzeno e João Crisóstomo, seus predecessores na
sede episcopal fundada pelo apóstolo Santo André.

Segundo o homem do Papa para o ecumenismo, este gesto "não foi
simplesmente uma doação ou um sinal de amizade meramente humana".

"São as relíquias de dois testemunhos profundamente venerados e de
dois mestres da nossa fé comum, pertencentes ao primeiro milénio, uma
fé à qual permaneceram fiéis o Oriente e o Ocidente no segundo
milénio, e que estamos chamados por Nosso Senhor comum, Jesus Cristo,
a testemunhar juntos no terceiro milénio", disse D. Kasper à Rádio
Vaticano.

Octávio Carmo


11 - RÚSSIA: A PERDA DOS VALORES DA FAMÍLIA

Fonte: Agência RIA Novosti 07/12/2004

Olga Sobolevskaia, observadora da RIA "Novosti"

Nos últimos anos, na Rússia têm-se registado mais casamentos. Mas de
1000 casamentos, 800 acabam em divórcio. As uniões de facto entraram
em moda, mais de um terço das crianças nascem fora do casamento. Tal
como em muitos países da Europa, a taxa de natalidade na Rússia é
muito baixa: a cada mulher correspondem apenas 1,25 filhos - em vez
dos 2,13 necessários para a simples reposição de gerações. No
período de transição que a sociedade tem vivido, a família como
instituição está a perder o valor - ou, pelo menos, sofreu
uma "transformação" significativa. Os jovens preferem viver sozinhos,
considerando que desta forma é mais fácil fazer carreira e alcançar o
bem-estar material. Há quem não tenha a certeza de ser capaz de
sustentar a família: as recordações da crise económica, financeira e
do ameaçador desemprego dos anos 90 estão ainda muito frescas. Muitos
evitam ou adiam a constituição de família por uma outra razão: é
muito mais aliciante uma vida sem obrigações e sem relações
sérias. "Nos anos das reformas, nós fizemos uma aposta na propaganda
da carreira profissional, nos valores materiais e tudo o que antes
constituía o orgulho da nossa cultura - a proximidade emocional entre
as pessoas, a amizade nas relações pessoais - acabou por ser
destruído" - é assim que a psicóloga Olga Makhovskaia comenta a
actual situação, reflectindo a opinião de muitos dos seus colegas. A
Igreja Ortodoxa Russa, que tem abertamente alertado para a crise da
família, considera que as razões estão na influência (e mesmo
manipulação) que os meios de comunicação social exercem sobre a
consciência das pessoas. "É precisamente aqui que são lançadas as
sementes da devassidão, do egoísmo, do culto do conforto e da
chamada 'liberdade moral'" - sublinha o Patriarca ortodoxo Alexi II.
Como consequência cresce o número de casais que se recusa a ter
filhos". São destruídos os laços tradicionais entre as gerações. E
não se trata apenas da diferença de valores e hábitos entre os pais e
os filhos mas do facto de os pais serem muitas vezes obrigados a
abdicar do tempo que passam com os filhos para poder fazer horas
extraordinárias , trabalhar mais e ter um melhor nível de vida. As
sondagens mostram que as pessoas têm medo da miséria, até mesmo as
das classes média e alta. "A pouco e pouco desaparece o papel dos
avós" - refere o director do Instituto de Problemmas Demográficos e
Sócio-Económicos da Academia das Ciências, Natália
Rimachevskaia. "Hoje as avós já não podem educar os netos como
antigamente porque em muitos casos quando chegam à idade de reforma
são obrigadas a continuar a trabalhar (só com a reforma é impossível
sobreviver na Rússia)" . Está a crescer toda uma geração de "semi-
órfãos" - crianças que estão privadas de laços psiccológicos estáveis,
de contactos emocionais com os seus pais. A família realiza com
dificuldade a sua principal função que é a socialização da criança, o
apoio à sua adaptação à sociedade. Ao mesmo tempo, nem as amas, tão
populares actualmente, nem a escola podem colmatar esta lacuna. As
crianças ficam abandonadas mesmo tendo pais. "Nós entregamos as
crianças, como malas aos depósitos de bagagens, aos infantários, às
escolas e quando as recebemos admiramo-nos por eles serem tão
insensíveis em relação aos pais quando estes se tornam idosos" - diz
o sociólogo Igor Bestujev-Lada. No que se refere aos papéis do homem
e da mulher na família, a mulher continua a liderar, mesmo que
formalmente o poder pertença ao marido. No século XX, um século de
guerras sangrentas e repressões, quando milhares de homens morriam,
as mulheres russas habituaram-se a ser "o sexo forte" e a tomar todas
as decisões. Aliás, nos anos 90 muitas mulheres provaram ser muito
mais engenhosas e criativas do que os maridos, assegurando elas o
sustento das famílias e criando pequenas e médias empresas. Embora
também seja verdade que naqueles anos de adversidade económica nem
todos os casamentos resistiram. O "matriarcado" familiar, segundo
Olga Makhovskaia, gera um outro aspecto - os filhos ou se tornam
adultos infantis ou contestatários permanentes. É muito pouco
provável que no futuro venham a ser eles próprios bons pais. É
necessário apoiar as famílias numerosas e as que adoptam crianças,
para além de estimular nos jovens o "desejo de constituir família e
de ver a felicidade nas crianças" - sublinha o Patriarca Alexi II. A
Rússia precisa de uma política sensata para a família e de uma
divulgação dos valores familiares, especialmente nos meios de
comunicação social, afirmam os sociólogos. A Comissão parlamentar
para os Assuntos das Mulheres, Família e Juventude , as diversas
organizações sociais e os congressos internacionais sobre a família
muito pouco resolvem. Uma série de regiões do país - no Centro, na
região do Volga, na Sibéria - tenta apoiar economicamente as famílias
jovens, atribuindo por cada criança subsídios de nascimento
complementares aos abonos federais. Em Moscovo, os jovens pais até 30
anos recebem pelo primeiro filho 16 mil rublos (cerca de 430 euros).
Se se decidirem pelo nascimento de um terceiro filho poderão contar
já com 32 mil rublos. Os serviços de emprego ajudam os jovens pais a
procurar trabalho, são-lhes concedidos créditos bonificados para a
compra de casa. No próximo ano realizar-se-á um festival de cinema
sobre a família, cujo objectivo é elevar o prestígio dos valores
familiares. De tempos a tempos a televisão mostra pequenos "spots"
sobre esta problemática, existem "sites" especiais na Internet. Não
obstante, é difícil dizer quando voltará na Rússia a moda da família.
As transformações da sociedade e da mentalidade continuam.


12 - Restos Mortais Enterrados não da Família Real Russa

Fonte: Agência RIA Novosti 09/12/2004

"GAZETA"

Em São Petersburgo os restos mortais enterrados não da família real
russa, afirmam japoneses.
A história da identificação dos restos mortais da família real russa
fuzilada por bolcheviques em 1918 em Ekaterinburgo, teve uma
continuação sensacional. Os peritos japoneses que se ocuparam da
análise genética, chegaram a determinar que os restos mortais
reenterrados em 1998 em São Petersburgo não pertencem aos membros da
família dos Romanov - comunica o jornal.
O director do Instituto de Medicina e Ciência Legais da Universidade
Kitozato, Tatsuo Nagai, levou ao conhecimento dos hierarcas da Igreja
Ortodoxa Russa os dados obtidos através da peritagem. Diferentemente
de outros grupos que efectuaram a mesma investigação, o grupo
dirigido pelo cientista japonês tinha à sua disposição o lenço com
marcas de sangue e suor de Nicolau II. Ainda em 1997 Tatsuo Nagai
publicou os resultados da comparação das moléculas de ADN tomadas
deste lenço e as mesmas moléculas tomadas da secção dos restos
mortais em Ekaterinburgo.

Desta vez e pela primeira vez foi efectuada a análise comparativa das
ADN do próprio imperador, do seu sobrinho Tikhon Nikolaievitch e dos
restos mortais enterrados. O site do Patriarcado de Moscovo comunica
que a última investigação "refuta o posicionamento da Comissão
Estatal que em 1998 postulou oficialmente que os ossos encontrados
nos arredores de Ekaterinburgo eram restos mortais da família real".

"Não temos provas convincentes sobre a localização dos restos mortais
verdadeiros", adiantou o vice-presidente do Departamento das Relações
Exteriores Eclesiásticas do Patriarcado de Moscovo, o arcipreste
Vsevolod Tchaplin.

Diverge das conclusões da Igreja Boris Nemtsov que em 1998 esteve à
frente da Comissão Estatal que reconheceu os restos encontrados nos
arredores de Ekaterinburgo como verdadeiros. Naquela altura a
Comissão tomou como base os resultados da peritagem feita na Grã-
Bretanha e nos Estados Unidos. As conclusões finais foram feitas
depois da investigação realizada com ajuda das instalações caras que
se encontram agora no laboratório N.º 122 do Ministério da Defesa da
Federação Russa na cidade de Rostov-no-Don e hoje utilizadas para
identificar as vítimas da tragédia em Beslan. Tudo isto possibilitou
aos cientistas afirmar que os restos mortais são autênticos em
99,999999999 por cento.

A maior parte dos descendentes da família dos Romanov concorda com a
conclusão da Igreja Ortodoxa Russa de que os restos enterrados em São
Petersburgo não pertencem à família imperial. Assistiu, portanto, à
cerimónia de reenterro só o príncipe Dmitri Romanovitch tendo
declarado naquela ocasião: "Para mim não tão importante se são eles
ou não; para mim é mais um sentimento, um símbolo do passado". -0-


13 - Líderes cristãos exigem que presidente da Ucrânia assuma seus
deveres. Em uma carta aberta assinada pelo cardeal Husar junto a
cinco líderes cristãos.

Fonte: Zenit 01/12/2004

KIEV, quarta-feira, 1 de dezembro de 2004 (ZENIT.org ).- Ante o
momento «histórico» que a Ucrânia vive, convulsionada pelos protestos
pós-eleitorais, seu presidente, como garante a Constituição, tem o
dever de assegurar a estabilidade do país, segundo alertam seis
líderes de várias confissões cristãs, entre eles o cardeal Lubomyr
Husar.

O patriarca ortodoxo Filarete, o líder dos Batistas --Komendant--, o
bispo Panochko --pentecostal--, o bispo Padun --evangélico-- e o
vigário geral católico Trofimijak unem suas firmas à do purpurado em
uma carta aberta dirigida ao presidente Leonid Kuchma --publicada
pelo serviço de comunicação da Igreja greco-católica-- na qual
expressam sua perplexidade às cúpulas institucionais sobre a gestão
da crise política.

No país segue aberto o conflito pelo controverso pleito de 21 de
novembro, vencido --proclamaram dados oficiais-- pelo atual primeiro-
ministro filo-russo Victor Yanukóvich, mas fortemente contestada
pelos partidários de seu adversário, Victor Yuschenko, como fruto de
uma enorme fraude.

Segundo os seis líderes cristãos, é dever primordial do chefe de
Estado intervir com força; ao contrário, são os cidadãos os que saem
às ruas para «reclamar a verdade».

«A difusão dos protestos populares demonstra que os direitos das
pessoas foram violados brutalmente» e os ucranianos não voltarão a
suas cassas se tais direitos «não forem renovados e garantidos»,
alertam.

A carta dirigida a Kuchma sublinha que o povo «tem razão em esperar
do senhor as decisões que só o presidente pode tomar como garantia da
Constituição ucraniana». O atraso em adotá-las --observam os líderes--
é interpretado pela população como «um plano premeditado» dirigido
contra seus interesses.

«Está em vossas mãos dissipar esta desconfiança e confirmar a
primazia da lei» --exortam--, «inclusive no caso de que isso vos
obrigue a algum sacrifício pessoal».

O texto acrescenta um chamado ao presidente: «sua ação é
imediatamente necessária para pôr ante suas próprias
responsabilidades os culpados da falsificação das eleições, através
do abuso de poder, e também os que estão insidiosamente estudando
planos para dividir o país».

Concluem invocando «a ajuda do Senhor» para que o presidente
possa «ler corretamente "os sinais dos tempos" e compreender de
maneira particular que deve demonstrar sua responsabilidade pessoal
antes de tudo a Ele».

Esta quarta-feira a Rada Suprema --o Parlamento da Ucrânia-- aprovou
uma moção de censura contra o executivo do primeiro-ministro, Victor
Yanukovich, e propôs ao presidente que sai, Leonid Kuchma, a criação
de um governo de confiança nacional, informa «Efe».

A resolução obriga Yanukóvich a apresentar sua renúncia como chefe do
governo. Os partidários do primeiro-ministro anunciaram imediatamente
que recorrerão da decisão parlamentar ante o Tribunal Constitucional.

Enquanto se debatia na Rada, o Supremo Tribunal analisava a demanda
apresentada pelos correligionários de Yúschenko para a anulação da
decisão da Comissão Eleitoral Central (CEC) de proclamar Victor
Yanukóvich vencedor das eleições de 21 de novembro passado.

Kuchma fez um chamado a um «pacto constitucional» entre o Executivo,
a Rada e a sociedade para superar a grave crise que o país
atravessa. «Não há uma saída estritamente constitucional à situação»,
opinou.

Por sua parte, a emissora pontifícia aponta que o presidente que sai
mostrou-se esta quarta-feira favorável a novas eleições presidenciais
em dois turnos.

13% dos habitantes da Ucrânia, república ex-soviética de mais de 47
milhões de habitantes, são católicos, em boa parte de rito oriental.
A maioria da população é ortodoxa.


14 - Instabilidade na Ucrânia preocupa a Igreja

Fonte: Agência Ecclesia

A Igreja greco-católica da Ucrânia acusa os governantes do país de
não estarem interessados na mediação internacional.
"Os governantes ucranianos apenas querem levar as coisas de modo a
que as pessoas se cansem e abandonem as ruas", disse hoje o Cardeal
Housar em entrevista ao jornal italiano "Corriere della Sera".
Nas ruas de Kiev permanecem em protesto milhares de apoiantes do
candidato da oposição. A população garante que só abandonará os
protestos quando for reconhecida a vitória de Yusenko ou seja
anunciada a repetição das eleições.
O Cardeal Housar está em Roma e espera pode encontrar-se pessoalmente
com o Papa para lhe falar da situação no país, que comparou à que
João Paulo II viveu na Polónia.
O Papa voltou a rezar pela Ucrânia este Domingo. Depois de saudar os
peregrinos de língua espanhola e italiana, João Paulo II falou a um
grupo de peregrinos ucranianos, assegurando-lhes que "estou a rezar
pela paz no vosso país".


15 - Papel crucial das Igrejas no curso pacífico dos protestos na
Ucrânia. Reconhece o cardeal Lubomyr Husar.

Fonte: Zenit 06/12/2004

ROMA/KIEV, segunda-feira, 6 de dezembro de 2004 (ZENIT.org ).- O
cardeal Lubomyr Husar, arcebispo maior de Lviv dos Ucranianos,
constatou o papel crucial das Igrejas no contexto da crise que a
Ucrânia atravessa, pois foi o principal instrumento para que as
manifestações nas cidades do país transcorressem de forma pacífica.

A colaboração das Igrejas também se verificou na firma de declarações
comuns, acrescentou o purpurado. Foi o caso da carta aberta que se
dirigiu ao presidente Lenind Kutchma para que assumisse seus deveres
(Cf. (Zenit, 1 de dezembro de 2004 ).

Após o pleito do 21 de novembro passado, a Ucrânia contemplou dia a
dia protestos pós-eleitorais muito concorridos. Dados oficiais
proclamaram vencedor das eleições o atual primeiro ministro filo-
russo Victor Yanukóvich, mas o resultado foi fortemente contestado
pelos partidários de seu adversário, Victor Yúschenko, como fruto de
uma enorme fraude.

Presente em Roma para um encontro com João Paulo II, assim como com o
secretário de Estado Vaticano --cardeal Angelo Sodano--, o prelado
ucraniano falou à imprensa --na igreja de Santa Sofia, em Via Boccea--
sobre a situação da Ucrânia.

O cardeal Husar afirmou que a crise atual de seu país é produto de
duas perspectivas do mundo que se chocam, mas também a atribuiu à
proteção egoísta de interesses pessoais por parte dos ocupam
atualmente no governo.

Não obstante, na raiz da crise permanece um regime imoral que privou
o povo ucraniano de seus legítimos direitos e dignidade, afirmou o
purpurado segundo cita esta segunda-feira a Igreja greco-católica.

Em qualquer caso, reconheceu que a crise atual não carece de seus
aspectos positivos, pois, de fato, pela primeira vez desde a queda do
comunismo, o povo está afirmando seus direitos civis.

Explicou que várias Igrejas cristãs haviam estado orando juntas em
atos de culto públicos e que a nação ucraniana se havia unido de uma
forma nunca antes vista, apesar das diferenças religiosas, culturais,
regionais e lingüísticas.

Reconheceu também o purpurado --que na próxima quinta-feira será
recebido pelo Papa-- que o papel da Igreja havia demonstrado ser de
vital importância: as Igrejas estiveram colaborando na firma de
declarações comuns e foram o instrumento principal implicado em
manter pacíficas as manifestações nas cidades da Ucrânia, disse.

Acolhendo os recursos apresentados pela oposição, o Tribunal Supremo
da Ucrânia anulou na sexta-feira passada as eleições presidenciais
porque «se cometeram falsificações que fazem impossível determinar o
resultado». A votação entre Yanukóvich e Yúschenko deverá celebrar-se
novamente. Acatando a sentença, a Comissão Eleitoral Central convocou
oficialmente para 26 de dezembro o pleito.

Além de anular a consulta de 21 de novembro, o Tribunal Supremo
declarou ilegal a proclamação realizada pela Comissão Eleitoral
Central da vitória de Yanukóvich --apoiado pelo Kremlin e pelo
presidente ucraniano que deixa o cargo, Kuchma--.

Todos os recursos da oposição prosperaram, com exceção do que
propunha a correção dos dados de 21 de novembro e a proclamação
imediata de Yúschenko presidente.

A leitura da sentença, a cargo do presidente do Tribunal, Anatoli
Ierema, foi acompanhada por telões na Praça da Independência,
epicentro do protesto dos seguidores de Yúschenko.

Estes foram capazes de permanecer no centro de Kiev e em outras
cidades ucranianas durante quase duas semanas em grande número,
apesar das nevadas e das gélidas temperaturas. Chegaram a assediar os
edifícios das autoridades, mas sem chegar nunca à violência, afirma o
jornal da Santa Sé, «L'Osservatore Romano».

A maioria da população da Ucrânia, ex-república soviética de mais de
47 milhões de habitantes, é ortodoxa. 13% são católicos, em boa parte
de rito oriental.


16 - LÍDERES RELIGIOSOS UCRANIANOS DIZEM QUE PRESIDENTE TEM DEVER DE
GARANTIR ESTABILIDADE DO PAÍS

Fonte: Rádio Vaticana 02/12/2004

Kiev, 02 dez (RV) - Neste momento histórico que a Ucrânia está
atravessando, seu Presidente, como garante a Constituição, tem o
dever de assegurar a estabilidade do país. Este é o que alerta
formulado por seis líderes de várias confissões cristãs, entre eles o
Cardeal Lubomyr Husar.

O Patriarca ortodoxo Filarete, o líder dos batistas Komendant, o
Bispo pentecostal Panochko, o Bispo evangélico Padun e o Bispo
católico de Lutsk, Markijan Trofimiak, uniram-se ao Cardeal Husar e
escreveram uma carta aberta ao Presidente Leonid Kuchma, na qual
expressam sua perplexidade sobre a gestão da crise política. Segundo
os seis líderes cristãos, é dever primordial do chefe de Estado
intervir com decisão; mas ao contrário, são os cidadãos os que saem
às ruas para reclamar a verdade.

A carta enviada a Kuchma ressalta que o povo tem razão em esperar
decisões que só o presidente pode tomar, como manda a Constituição
ucraniana. O atraso em adotá-las _ observam os líderes _ é
interpretado pela população como um plano premeditado, contra seus
interesses. (CM)


17 - Cardeal ucraniano recebido pelo Papa

Fonte: Agência Ecclesia 07/12/2004

O Cardeal Lubomyr Husar, arcebispo maior de Lviv dos Ucranianos, foi
hoje recebido por João Paulo II no Vaticano para debaterem a crise
política que afecta actualmente o país da Europa de Leste.
Para o líder da Igreja greco-católica na Ucrânia, a realização de uma
nova segunda ronda das eleições presidenciais é o ideal, porque
evitam "o desastre e a confusão total" de começar tudo de novo.
A mesa-redonda entre os rivais das presidenciais ucranianas, na
presença de mediadores estrangeiros, terminou hoje, após seis horas
de discussões, sem acordo quanto às principais divergências que
separam as duas partes. O Supremo Tribunal anulara sexta-feira
passada a segunda volta das presidenciais de 21 de Novembro, devido
às fraudes constatadas, e invalidara a vitória anunciada de
Ianukovitch além de ordenar uma segunda volta das eleições para 26 de
Dezembro.
O cardeal Lubomyr Husar considera "crucial "o papel das Igrejas no
contexto da crise que a Ucrânia atravessa, porque asseguraram "que as
manifestações nas cidades do país transcorressem de forma pacífica".
Segundo este responsável, a crise actual do seu país "é fruto de duas
perspectivas do mundo entram em choque".
A maioria da população da Ucrânia, ex-república soviética de mais de
47 milhões de habitantes, é ortodoxa. 13% são católicos, em boa parte
de rito oriental.

Octávio Carmo


18 - Ucrânia: Bispo Católico analisa a revolta popular

Fonte: Ais Notícias 08/12/2004

Na opinião do Bispo-Auxiliar de Kyiv-Zhytomeyr, D. Stanislaw
Szyrokaradiuk, a revolta popular ucraniana pretende "abrir caminho
para uma nova sociedade civil, baseada em genuínos valores
democráticos".

"As pessoas estão acordadas. Não querem mais que o velho estado de
coisas se prolongue", garantiu D. Stanislaw Szyrokaradiuk, durante
uma entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre.

O prelado considera que a revolta popular que se verificou na Ucrânia
após as eleições presidenciais de Novembro (entretanto anuladas) é
consequência da manutenção do "status quo", que não se alterou após a
independência. "O que aconteceu em 1991 foi uma «revolução a partir
de cima», «uma mudança nas cores da bandeira», mas a ordem social e
política na Ucrânia continuou tal como dantes, com «antigos clãs» a
exercer o poder e com uma corrupção galopante", afirmou.

Analisando as aspirações dos ucranianos que protestaram nas ruas,
pedindo a realização de novas eleições, o Bispo-Auxiliar referiu: "As
pessoas pedem que as eleições agendadas para dia 26 de Dezembro sejam
livres e justas, de forma a preparar o caminho para uma nova
sociedade civil baseada em genuínos valores democráticos".

Hoje, os apoiantes do candidato da oposição Viktor Yanukovych
levantaram as barricadas em torno dos edifícios governamentais após
17 dias de protesto, depois de terem conhecimento de que o Parlamento
vai aprovar um conjunto de reformas exigidas pela oposição que
incluem alterações à lei eleitoral.

Sobre as relações entre a Igreja Católica e o Estado, D. Stanislaw
Szyrokaradiuk considerou que existiram evoluções positivas após a
independência: "Não são tão más como eram no regime soviético,
contudo, após 10 anos, ainda não foi restituídas as propriedades da
Igreja. Os anteriores governos fizeram várias promessas -
especialmente antes de eleições - mas nunca as cumpriram". O prelado
espera que no futuro, se existir um governo democrático, esta
situação seja resolvida.

Para os 250 mil católicos da Diocese de Kyiv-Zhytomeyr, o prelado
pediu "o contínuo apoio da Igreja nesta altura de crise" e agradeceu
todo o auxílio por parte dos benfeitores da Ajuda à Igreja que Sofre.


19 - Ucranianos querem uma sociedade apoiada em valores genuinamente
democráticos

Fonte: ACI 10/12/2004

KIEV, 10 Dez. 04 (ACI) .- O Bispo Auxiliar de Kiev, Dom. Stanislaw
Szyrokoradiuk, advertiu que os ucranianos acordaram e não querem uma
prolongação da anterior forma de governar, mas sim exigem uma nova
sociedade civil apoiada em valores genuinamente democráticos como
conseqüência de eleições livres e justas.
Em sua visita à sede internacional da associação católica Ajuda à
Igreja Necessitada (AIN), o Prelado manifestou que o ocorrido em
Ucrânia em 1991 foi uma reforma cujo impulso veio de cima, porque a
ordem política e social permaneceu como antes, com 'antigos clãs' que
exercem um poder total e corrupto.
Referindo-se às relações Igreja-estado, Dom. Szyrokoradiuk advertiu
que não são tão más como nos tempos comunistas. Entretanto, não
restituíram os bens à Igreja como foi reiteradamente prometido antes
de cada eleição. "Sob um novo governo democrático, as possibilidades
de que este assunto se resolva de forma apropriada só podem
aumentar", anotou.
Dom. Szyrokoradiuk, expressou seu agradecimento à AIN e a todos seus
benfeitores, assinalando que "nossa gente necessita o firme apoio da
Igreja nestes tempos de crise".


20 - Comando faz explodir bombas em igreja caldéia de Mossul

Fonte: AFP 07/12/2004

MOSSUL, Iraque, 7 dez (AFP) - A igreja caldéia de Mossul, uma das
maiores desta cidade do norte do Iraque, foi atacada nesta terça-
feira por homens armados que colocaram explosivos no prédio, informou
um religioso.

"Por volta das 16h30 (13h30 GMT) vários homens armados entraram na
igreja e depois de ordenar às pessoas presentes que entrassem numa
dependência mais afastada colocaram explosivos em diferentes lugares
do prédio", informou à AFP o padre Raghid Aziz Kara.

"Depois nos tiraram e fizeram explodir o edifício. Ouvimos três
detonações", disse o sacerdote ao correspondente da AFP ante a igreja
em chamas.

A igreja, construída por volta de 1950 e ampliada na década de 90,
está situada no bairro Al Chifa, no centro de Mossul, cidade que fica
a 370 km ao norte de Bagdá.


21 - Igrejas atacadas no Iraque

Fonte: Agência Ecclesia 07/12/2004

Uma igreja caldeia de Mossul, norte do Iraque, sofreu hoje o ataque
de um bando de homens armados que danificaram o edifício.
O Pe. Raghid Aziz Kara relatou à AFP que os assaltantes juntaram
todas pessoas presentes num mesmo local e espalharam cargas
explosivas por diversos espaços da igreja. "Nós fomos levados para
fora da igreja e os homens armados fizeram explodir o edifício",
referiu.

À mesma hora, homens armados atacaram uma igreja arménia no este de
Mossul, provocando grandes danos mateirias, mas sem que o atentado
tenha provocado vítimas.

Neste momento, numa população de 22 milhões de habitantes, o número
de cristãos no Iraque é de cerca de 750 mil. Destes, 70% fazem parte
da Igreja Católica caldeia.

Cinco igrejas de Bagdad foram alvo de uma série de ataques
simultâneos a 19 de Outubro que não fizeram vítimas. A minoria cristã
já tinha sido alvo de actos de violência em Agosto, quando seis
atentados contra locais de culto cristãos causaram 10 mortos e 50
feridos em Bagdad e Mossul.

Octávio Carmo


22 - João Paulo II junto aos católicos iraquianos após dois novos
atentados. Destruída uma igreja e um arcebispado de Mosul.

Fonte: Zenit 08/12/2004

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 8 de dezembro de 2004 (ZENIT.org)
João Paulo II manifestou esta quarta-feira sua proximidade aos
católicos iraquianos comovidos pelos dois atentados que no dia
anterior destruíram em Mosul uma igreja armênio-católica e o
arcebispado caldeu.

«Expresso minha proximidade aos fiéis, comovidos pelo atentado, e
suplico ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria, que o povo
iraquiano possa conhecer finalmente tempos de reconciliação e de
paz», afirmou o Papa após rezar o Angelus no dia da Imaculada
Conceição.

Segundo informa a agência AsiaNews, às 14h30 (hora local), vários
homens assaltaram a igreja católica de rito armênio situada no bairro
Wihda, no leste de Mosul.

Os assaltantes obrigaram um guarda e duas pessoas a abandonar o local
e, em seguida, fizeram estourar duas bombas. Segundo testemunhas, no
atentado ficaram feridas três pessoas.

Pouco depois, às 16h30, um grupo de quatro ou cinco homens armados
irrompeu no arcebispado caldeu da cidade, situado junto ao rio Tigre,
segundo informou a AsiaNews o padre Raghid Aziz Kara, única
testemunha do ataque.

O arcebispo Paulos Faraj Rahho se encontrava ausente, pois estava
cumprindo seus compromissos pastorais.

Os assaltantes obrigaram o sacerdote, que auxilia o arcebispo em
trabalhos de secretaria, a abandonar o edifício, introduziram
dinamite e fizeram explodir. O padre Raghid Aziz Kara assegura que
escutou três explosões que incendiaram o arcebispado.

O arcebispado de Mosul é um moderno edifício de dois andares,
inaugurado em 1995 pelo arcebispo precedente, dom Georges F. Garmou.
Tem uma cúpula cujo perfil exterior recorda o de uma capela.

Não sofreu danos a igreja da Virgem da Purificação, que se encontra a
dez metros do arcebispado. É venerada pelos muçulmanos de Mosul, por
causa da imagem da Virgem.

A diocese caldéia de Mosul, guiada por dom Paulos Faraj Rahho, conta
com 35.000 fiéis e doze paróquias. Os sacerdotes diocesanos são 22,
as religiosas 20 e os religiosos não-sacerdotes 8.

O arcebispo Fernando Filoni, núncio apostólico em Bagdá, definiu os
dois episódios de «gravíssimos ataques covardes contra instituições e
símbolos cristãos que não têm possibilidade de defender-se».

Em uma entrevista concedida a AsiaNews, explica que a igreja
armênia «devia ser inaugurada com motivo de Natal», e isto demonstra
a «falta total de respeito pelos locais sagrados e as pessoas» da
violência terrorista.

O núncio revela que o arcebispado de Mosul era «há tempos objeto de
ameaças», que «agora se materializaram pontualmente», demonstrando
uma vez mais o «caráter absurdo e a premeditação» destes atentados.

«Os terroristas --sublinha Filoni-- não têm respeito algum pelos
locais sagrados», recordando que, após os ataques americanos contra
Faluja, «ameaçaram destruir uma igreja por cada mesquita atacada».


23 - Cristãos vivem aterrorizados em Mossul

Fonte: Agência Ecclesia 09/12/2004

A comunidade cristã vive momentos de terror no Iraque, sobretudo na
cidade de Mossul.
O Arcebispo caldeu de Mossul viu a sua casa ser incendiada esta terça-
feira por um grupo terrorista. D. Faraj Rahho e vários sacerdotes
foram forçados a abandonar a residência episcopal por um grupo de
homens armados, descritos como elementos das brigadas "Mujahedin".
O arcebispo Faraj Rahho (de 62 anos) e os sacerdotes com quem estava
reunido foram levados sob ameaça de armas para o exterior do
edifício. Os atacantes lançaram depois engenhos explosivos para o
interior da residência episcopal, que provocaram um incêndio. O
prelado ainda suplicou aos terroristas para que o deixassem entrar na
casa para recolher documentos importantes, mas o seu pedido foi
recusado.

Sacerdotes de Bagdad que foram contactados pela Fundação "Ajuda à
Igreja que Sofre", indicaram que "o bispo e os padres ficaram
tremendamente abalados", especialmente porque D. Faraj Rahho "foi
forçado a ficar defronte à sua casa e vê-la a arder".

Há já vários meses, os sacerdotes e os cristãos de Mossul têm vindo a
receber ameaças de morte. Estas ameaças levaram D. Faraj Rahho a
deslocar um dos sacerdotes da sua diocese para uma casa distante da
cidade.

João Paulo II condenou ontem os atentados cometidos no Iraque contra
a minoria cristã. "Ontem (terça-feira) em Mossul, no Iraque, foram
destruídos uma igreja arménia-católica e o edifício do arcebispado
caldeu", denunciou o Papa, perante vários milhares de fiéis reunidos
na Praça de São Pedro, para a oração do Angelus.

"Suplico ao Senhor, através da Virgem Imaculada, que o querido povo
iraquiano possa finalmente conhecer um tempo de reconciliação e de
paz", referiu, endereçando condolências aos fiéis
iraquianos "perturbados pelos atentados".

Neste momento, numa população de 22 milhões de habitantes, o número
de cristãos no Iraque é de cerca de 750 mil. Destes, 70% fazem parte
da Igreja Católica caldeia.

Cinco igrejas de Bagdad foram alvo de uma série de ataques
simultâneos a 19 de Outubro que não fizeram vítimas. A minoria cristã
já tinha sido alvo de actos de violência em Agosto, quando seis
atentados contra locais de culto cristãos causaram 10 mortos e 50
feridos em Bagdad e Mossul.

Octávio Carmo


24 - Papa condena atentados contra igrejas no Iraque

Fonte: Agência Ecclesia 09/12/2004

João Paulo II condenou ontem os atentados cometidos terça-feira em
Mossul, Iraque, contra as igrejas cristãs.
"Ontem (terça-feira) em Mossul, no Iraque, foram destruídos uma
igreja arménia-católica e o edifício do arcebispado caldeu",
denunciou o Papa, perante vários milhares de fiéis reunidos na Praça
de São Pedro, para a oração do Angelus.
"Suplico ao Senhor, através da Virgem Imaculada, que o querido povo
iraquiano possa finalmente conhecer um tempo de reconciliação e de
paz", referiu, endereçando condolências aos fiéis
iraquianos "perturbados pelos atentados".
Terça-feira, duas igrejas cristãs foram atacadas, simultaneamente,
por homens armados, em Mossul, grande cidade no Norte do Iraque.
A igreja, de rito caldeu, uma das maiores da cidade, foi atacada por
desconhecidos que colocaram explosivos em diferentes locais e os
detonaram depois de evacuarem o recinto. Ao mesmo tempo,
desconhecidos atacaram uma igreja arménia na zona leste de Mossul.
Neste momento, numa população de 22 milhões de habitantes, o número
de cristãos no Iraque é de cerca de 750 mil. Destes, 70% fazem parte
da Igreja Católica caldeia.
Cinco igrejas de Bagdad foram alvo de uma série de ataques
simultâneos a 19 de Outubro que não fizeram vítimas. A minoria cristã
já tinha sido alvo de actos de violência em Agosto, quando seis
atentados contra locais de culto cristãos causaram 10 mortos e 50
feridos em Bagdad e Mossul.
O arcebispo Fernando Filoni, Núncio Apostólico em Bagdad, definiu os
dois episódios como "gravíssimos ataques covardes contra instituições
e símbolos cristãos que não têm possibilidade de defender-se". Numa
entrevista concedida à agência AsiaNews, o prelado explica que a
igreja arménia deveria ser inaugurada por alturas do Natal e que o
ataque "demonstra a falta total de respeito pelos locais sagrados e
as pessoas da violência terrorista".

Octávio Carmo


25 - Homens armados atacaram duas igrejas no norte do Iraque

Fonte: Reuters 07/12/2004

MOSUL (Reuters) - Homens armados atacaram duas igrejas na terça-feira
no tenso norte do Iraque, segundo testemunhas, em mais um episódio
que tem grupos religiosos ou étnicos como alvo da violência.

Membros das igrejas cristãs, uma armênia e outra caldéia, disseram
que os agressores invadiram os templos, expulsaram os fiéis e
provocaram explosões dentro deles, causando danos, mas não vítimas.

Havia fumaça saindo da igreja armênia e chamas dentro da igreja
caldéia, segundo repórteres da Reuters. Não se sabe quantas pessoas
estavam nos locais durante os ataques, mas aparentemente não era
muita gente.

Mosul, com 1,2 milhão de habitantes, tem uma grande comunidade
cristã, que no país como um todo representa cerca de 3 por cento da
população.

A tensão entre as duas comunidades muçulmanas sunitas de Mosul, os
árabes e os curdos, é grande desde o mês passado, quando
guerrilheiros árabes expulsaram o contingente policial da cidade, que
havia sido treinado pelos Estados Unidos. As forças norte-americanas
trouxeram unidades curdas para manter a ordem.

Os cristãos já sofreram outros ataques nos últimos meses. Em agosto,
carros-bomba explodiram simultaneamente em Bagdá e Mosul, matando
pelo menos 12 pessoas.

Em outubro, no primeiro dia do mês sagrado muçulmano do ramadã, cinco
igrejas de Bagdá foram alvo de bombas, incidente que voltou a se
repetir em 8 de novembro, quando pelo menos oito pessoas morreram.

Não há dados a respeito, mas vários dos cerca de 650 mil cristãos do
Iraque, a maioria caldeus, assírios e católicos, já deixaram o país
desde a queda de Saddam Hussein ou pretendem fazê-lo.

Alguns atuavam em ramos como a venda de bebidas alcoólicas, o que
lhes valeu a antipatia de radicais muçulmanos.


26 - Duas igrejas são alvos de atentados no norte do Iraque

Fonte: Folha Online 07/12/2004

Homens armados atacaram duas igrejas em Mossul, no norte do Iraque,
nesta terça-feira. Membros das igrejas cristãs, uma armênia e outra
caldéia, disseram que os agressores invadiram os templos, expulsaram
os fiéis e provocaram explosões.

De acordo com o vice-governador Khasro Gouran, três pessoas ficaram
feridas no primeiro ataque, supostamente à igreja armênia, que
ocorreu às 14h30 [9h30 em Brasília] nas vizinhanças de Wihda.

Não há informações sobre feridos no ataque a outra igreja, que
ocorreu uma hora depois, nas vizinhanças de Shefa, no oeste da
Província.

Mossul, com 1,2 milhão de habitantes, tem uma grande comunidade
cristã, que no país como um todo representa cerca de 3% da população.

Ataques contra cristãos

Os cristãos já sofreram outros ataques nos últimos meses. Em agosto,
carros-bomba explodiram simultaneamente em Bagdá (capital) e Mossul,
matando ao menos 12 pessoas.

Em outubro, no primeiro dia do Ramadã [mês sagrado dos muçulmanos,
época em que comer, beber e manter relações sexuais são atividades
proibidas entre a alvorada e anoitecer, que acontece no nono mês do
calendário islâmico], cinco igrejas de Bagdá foram alvo de bombas.

Em 8 de novembro, ao menos oito pessoas morreram em outro ataque.


27 - Iraque: Violência sem tréguas

Fonte: Ais Notícias 07/12/2004

O Arcebispo caldeu de Mossul viu a sua casa ser incendiada esta tarde
por um grupo terrorista. D. Faraj Rahho e vários sacerdotes foram
forçados a abandonar a residência episcopal por um grupo de homens
armados, descritos como elementos das brigadas "Mujahedin".

D. Faraj Rahho (de 62 anos) e os sacerdotes com quem estava reunido
foram levados sob ameaça de armas para o exterior do edifício. Os
atacantes lançaram depois engenhos explosivos para o interior da
residência episcopal, que provocaram um incêndio. O prelado ainda
suplicou aos terroristas para que o deixassem entrar na casa para
recolher documentos importantes, mas o seu pedido foi recusado.

Sacerdotes de Bagdade que foram contactados pela Ajuda à Igreja que
Sofre, indicaram que "o bispo e os padres ficaram tremendamente
abalados", especialmente porque D. Faraj Rahho "foi forçado a ficar
defronte à sua casa e vê-la a arder". Os padres iraquianos pediram
orações para os cristãos iraquianos e em especial para o Arcebispo de
Mossul.

Foram feitos avisos recentes, por parte do clero e da comunidade
cristã em Mossul, para uma escalada de violência nesta cidade no
norte do Iraque onde existem cerca de 21 mil católicos. Teme-se que
em Mossul possa ocorrer uma situação semelhante à que se verificou em
Fallujah.

Há já vários meses, os sacerdotes e os cristãos de Mossul têm vindo a
receber ameaças de morte. Estas ameaças levaram D. Faraj Rahho a
deslocar um dos sacerdotes da sua diocese para uma casa distante da
cidade.

A responsável pelo Departamento de Projectos para o Médio Oriente da
Ajuda à Igreja que Sofre, Marie-Ange Siebrecht, visitou o Iraque em
Maio do ano passado. Em relação a mais este ataque terrorista contra
os cristãos iraquianos declarou: "Não podemos imaginar o que o bispo
e as outras pessoas passaram. Não devemos esquecer que Mossul é um
dos centros cristãos mais importantes no Iraque, com uma história tão
antiga quanto rica".

Marie-Ange Siebrecht referiu ter ficado impressionada pela fé e pelo
espírito dos cristãos que conheceu no Iraque e fez votos para que
isso servisse como alento numa altura de sofrimento como esta.


28 - ATENTADOS DESTROEM DUAS IGREJAS CRISTÃS EM MOSSUL

Fonte: Rádio Vaticana 09/12/2004

Bagdá, 09 dez (RV) - Duas igrejas cristãs foram alvo de atentados no
Iraque: a primeira a ser atingida foi uma igreja católica de rito
armênio, no leste de Mossul. Os assaltantes afastaram o segurança da
igreja e outras duas pessoas presentes no local. Em seguida,
explodiram duas bombas. Três pessoas ficaram feridas.
O segundo atentado _ mais grave _ foi contra a Cúria Episcopal
Caldéia de Mossul. Cerca de cinco homens armados intimaram Pe. Raghid
Aziz Kara a deixar o local. A seguir, dinamitaram todo o edifício. O
Bispo, Dom Paul Faraj Rahho, estava ausente devido a empenhos
pastorais.

O Núncio Apostólico no Iraque, Dom Fernando Filoni, condenou
duramente os atentados. "São ataques gravíssimos contra instituições
e símbolos cristãos que não têm a possibilidade de se defender" _
disse.

Dom Filoni destacou que a igreja armênia deveria ser inaugurada por
ocasião do Natal, o que demonstra a absoluta falta de respeito pelos
lugares santos e pelas pessoas. O Núncio declarou que há tempos o
Bispo de Mossul vinha recebendo ameaças.

Já o Patriarca católico caldeu, Emmanuel III Delly, destacou a
impotência do governo iraquiano que, diante a episódio do gênero,
nada pode fazer. Ele confirmou o medo dos cristãos. (BF)


29 - "Destruíram anos de sacrifícios de tantos iraquianos" diz à
Fides Pe. Nizar, comentando a destruição do Arcebispado caldeu de
Mosul. "Mais uma vez, aguardamos a condenação da mídia árabe..."

Fonte: Agência Fides 9/12/2004

Mosul (Agência Fides) - "Não obstante as advertências que lançamos
através da Fides sobre a situação dos cristãos no Iraque, continuam
os ataques extremistas contra a comunidade cristã". É o amargurado
comentário de Pe. Nizar Semaan à Agência Fides, depois dos últimos
atentados realizados em Mosul contra a Igreja católica de rito
armênio e o Arcebispado Caldeu. "Estes criminosos destruíram um lugar
de culto querido de nossa histórica comunidade, e ao qual os cristãos
caldeus eram muito afeiçoados" diz Pe. Nizar, falando do
Arcebispado. "Não sabem que custou anos de sacrifícios de tantos
católicos iraquianos, seja na pátria, como no exterior. Tantos
imigrados, de fato, se sacrificaram anos e anos para enviar verbas
para a construção do edifício religioso".
"O Arcebispado foi inaugurado cerca de 10 anos atrás, e já na época,
despertou invejas e ciúmes nos extremistas" - recorda Pe.
Nizar. "Fiquei surpreso pela maldade com a qual os criminosos agiram.
Depois de afastar os fiéis, os terroristas colocaram as bombas e
detonaram os edifícios sagrados. Depois, ergueram postos de bloqueio
para impedir aos bombeiros de se aproximar e apagar o fogo, até que
as chamas destruíram tudo" - afirma o sacerdote iraquiano.
"O Arcebispado era um objetivo fácil, pois não era vigiado, já que a
própria comunidade católica não queria que diante de um local de
culto houvesse pessoas armadas" - afirma Pe. Nizar.
"Mais uma vez, aguardo a condenação destes atentados por parte da
mídia árabe. Temo que aguardarei em vão, pois até agora, não se
elevaram vozes em defesa da minoria cristã no Iraque dos grandes
meios de informação do mundo árabe. Mas nós também não somos árabes?
Que incomodo criamos?" (L.M.)


30 - Vaticano: Papa pediu à Imaculada protecção para o Iraque

Fonte: Ais Notícias 09/12/2004

Durante a celebração dos 150 anos do dogma da Imaculada João Paulo II
mencionou os atentados terroristas em Mossul e pediu a Nossa Senhora
que intercedesse pela paz e reconciliação no Iraque. Um sacerdote que
testemunhou o ataque contra o palácio episcopal do Arcebispo de
Mossul, D. Faraj Rahho, defende que os cristãos iraquianos devem
ser "símbolos da paz".

Ontem na Praça de S. Pedro, perante milhares de fiéis que assistiam à
celebração do dogma da Imaculada, o Papa referiu os ataques
terroristas que destruíram uma igreja armeno-católica e o edifício do
arcebispado caldeu em Mossul. "Sinto-me «espiritualmente próximo» dos
fiéis perturbados por tais ataques e peço ao Senhor, através da
intercessão da Virgem Imaculada, para que o povo iraquiano possa
conhecer a paz e a reconciliação", apelou João Paulo II.

Ontem à tarde ocorreram dois atentados na cidade de Mossul. O
primeiro atentado deu-se no bairro de Widha (pelas 14h30, hora
local), destruindo uma igreja católica do rito arménio que seria
inaugurada durante o Natal. Um grupo de homens armados fez detonar
duas bombas que destruíram o templo e causaram ferimentos em três
pessoas. Horas depois foi incendiada a residência do Arcebispo caldeu
de Mossul. A Igreja da Virgem da Purificação, venerada por cristãos e
por muçulmanos, não sofreu danos apesar de estar situada junto à
residência de D. Faraj Rahho

Segundo a agência Asia News, D. Fernando Filoni, represente
apostólico em Bagdade, definiu as das acções terroristas
como "gravíssimos ataques cobardes contra instituições e símbolos
cristãos". O núncio apostólico lamentou que os terroristas não
respeitem lugares sagrados e lembrou que durante o ataque americano a
Fallujah os terroristas prometeram "uma igreja por cada mesquita que
fosse atacada".

O Pe. Ragheed Ganni, sacerdote de Mossul que presenciou o ataque
contra o palácio episcopal, relatou-o à agência Asia News: "Quatro ou
cinco pessoas entraram no edifício, três usavam máscara. Ordenaram-se
que saísse e disseram «vamos colocar bombas porque a América está a
destruir as nossas mesquitas»".

"O Arcebispo perdeu a sua residência e muitas pessoas vieram oferecer-
lhe abrigo. Alguns muçulmanos também ofereceram a sua hospitalidade e
expressaram o seu repúdio pelo ataque", realçou o sacerdote.

Para o Pe. Ganni, o Natal "será um sinal para o Iraque e somos
chamados a ser símbolos da paz". Lembrando o apelo do Papa para a que
a paz e a reconciliação aconteçam no Iraque, o sacerdote referiu que
o apoio do Santo Padre tem encorajado os cristãos iraquianos e
salientou: "o palácio episcopal ficou praticamente destruído à
excepção de uma das paredes e nessa parede está pendurado um retrato
do Papa".


31 - "A antiga civilização cristã no Iraque está em perigo! Séculos
de história, de cultura e de convivência pacífica, destruídos em
poucos segundos por fanáticos ignorantes": o apelo à Fides de um
monge Caldeu iraquiano

Fonte: Fides 09/12/2004

Mosul (Agência Fides) - "Bastam poucos segundos, uma bomba, um gesto
criminoso de fanáticos ignorantes para destruir traços de séculos de
história, de cultura e de convivência pacifica no Iraque. É uma
situação insustentável. A antiga civilização cristã no Iraque está em
risco!": é o dramático apelo enviado à Fides por um monge Caldeu do
Norte do Iraque, que viveu também em Mosul.
O monge, que pede o anonimato por razões de segurança, expressa a
Fides toda a sua amargura depois dos recentes atentados contra o
Arcebispado Caldeu e Armênio em Mosul: "Estamos no desconforto total.
Os cristãos têm medo e continuam a fugir: não existe mais segurança
para viver. Estamos convencidos que por detrás destes atentados não
estão os muçulmanos de Mosul, que convivem há séculos pacificamente e
apreciam os cristãos. Recebemos numerosos testemunhos de
solidariedade por parte deles. Ontem, em Mosul, a comunidade cristã
manifestou nas ruas, condenando os atentados, e muitos muçulmanos
uniram-se à marcha, demonstrando sua estima e amizade pelos cristãos.
Um canal da TV iraquiana transmitiu um documentário sobre a história
cristã de Mosul, para confirmar que os cristãos têm um papel
importante na civilização iraquiana e que sua presença é
antiqüíssima, precedente à muçulmana".
O monge acrescenta: "Por isso, acreditamos que os responsáveis sejam
grupos de fanáticos ignorantes, que desconhecem a história. Não
sabemos de onde vêm tais grupos, mas certamente não são locais.
Segundo alguns, são terroristas de Faluja. Algumas fontes dizem que
eles querem atingir as igrejas cristãs em represália aos ataques das
tropas americanas às mesquitas. Nós nos sentimos impotentes.
Continuamos a rezar e a esperara que com as eleições de janeiro, a
situação do país se estabilize".
Nos meses passados, a Agência Fides havia assinalado o aumento do
extremismo islâmico no Iraque, especialmente na área de Mosul,
recolhendo os testemunhos de diversos membros da comunidade cristã,
sacerdotes, religiosos e leigos (cfr. Agência Fides 16/10/2004)
Já em dezembro de 2003, a pressão de grupos terroristas sobre a
comunidade cristã de Mosul havia se intensificado. Um ano atrás, um
grupo armado invadiu, durante a noite, a sede do Patriarcado Caldeu
da cidade, depois de uma longa série de atos de intimidação. O
Patriarcado havia recebido muitas cartas que ameaçavam de morte os
cristãos se não se convertessem ao Islamismo. Os líderes religiosos
cristãos lançaram apelos a toda a cidadania de Mosul, para que os
extremistas e violentos fossem isolados do resto da população.
Mosul, que se encontra a 370 km ao norte da capital, Bagdá, tem mais
de um milhão de habitantes. No momento, 1.200 soldados americanos e
1.600 homens das forças de segurança presidiam a cidade. (PA)


32 - Igrejas orientais preocupadas com a situação no Iraque

Fonte: Agência Ecclesia 07/12/2004

A Fundação "Pro Oriente" e as Igrejas cristãs de tradição síria
exortaram os governos do Iraque e dos EUA a velar "por uma melhor
protecção dos cristãos iraquianos" e pela "liberdade religiosa" para
todos seus cidadãos.

Na carta, os assinantes manifestam a sua preocupação pelas numerosas
vítimas inocentes da guerra e pelos violentos confrontos no Iraque.

A missiva recorda a presença cristã no Iraque desde o século I,
respeitada pela população como um "elemento de equilíbrio", e pede às
autoridades que façam o possível para proteger a liberdade religiosa.

A Fundação Pro Oriente foi fundada em 1964 em Viena, durante o
Concilio Vaticano II, por iniciativa do então Arcebispo da capital
austríaca, Cardeal Franz König. O seu objectivo é a promoção do
diálogo ecuménico com as Igrejas ortodoxas e de tradição oriental.

Octávio Carmo


33 - A Fundação Pró Oriente e as igrejas cristãs de tradição síria
pediram aos governos dos Estados Unidos e do Iraque maior proteção
para os cristãos desse país e maior liberdade religiosa para todos os
seus cidadãos.

Fonte: Agência EFE 06/12/2004

Em carta dirigida ao presidente americano, George W. Bush; ao
presidente interino iraquiano, Ghazi al-Yawar; e ao primeiro-
ministro, Iyad Allawi, esta fundação católica defensora do diálogo
ecumênico manifestou sua crescente preocupação com as inúmeras
vítimas inocentes da guerra e dos confrontos violentos no Iraque.

Segundo a agência católica austríaca Kathpress, a Pró Oriente pede
que as autoridades respeitem a liberdade religiosa.

Esta fundação surgiu em 1964, em Viena, por causa do II Concílio
Vaticano, por iniciativa do arcebispo desta capital, cardeal Franz
Koenig, e tem como objetivo o diálogo ecumênico com as igrejas
ortodoxas e de tradição oriental para promover a unidade entre os
cristãos.

As igrejas de tradição síria analisaram em Changanassery, Índia, por
iniciativa da fundação, a atual situação no Iraque, junto com
representantes das confissões cristãs mais importantes do país.

Desde agosto, foram registrados diferentes atentados contra
instituições cristãs em Bagdá e Mossul, nos quais houve mortos e
destruição. Além disso, cresce o número de cristãos que deixam o país
por se sentirem ameaçados.

O patriarca da Igreja Caldéia de Bagdá, Emanuel III Delly, pediu
recentemente ao mundo ocidental "orações e ajuda" para os cristãos,
da mesma forma que para toda a população do Iraque.

Em uma entrevista recente ao jornal Standard, de Viena, o patriarca
ressaltou que os atentados e a perseguição à minoria cristã no Iraque
são praticados por poucos e sem a aprovação da maioria. E advertiu
que nesses atentados, certamente, também morrem muçulmanos.


34 - ORGANIZAÇÃO CATÓLICA ESCREVE A BUSH PARA MANIFESTAR PREOCUPAÇÃO
COM VIOLÊNCIA NO IRAQUE

Fonte: Rádio Vaticana 06/12/2004

Viena, 06 dez (RV) - A Fundação Pro Oriente e as Igrejas cristãs de
tradição síria exortaram os governos do Iraque e dos Estados Unidos a
velar por uma melhor proteção dos cristãos iraquianos e pela
liberdade religiosa para todos seus cidadãos.
O pedido foi feito em uma carta dirigida ao Presidente dos EUA,
George W. Bush, ao Presidente interino iraquiano, Ghazi al-Yauer, e
ao Primeiro-ministro, Yyad Alaui. Na carta, a Fundação Pro Oriente
manifestou sua preocupação pelas numerosas vítimas inocentes da
guerra e pelos violentos confrontos no Iraque.

A organização recorda a presença cristã no Iraque desde o século I,
respeitada pela população como um "elemento de equilíbrio", e pede às
autoridades que façam o possível para proteger a liberdade religiosa.

A Fundação Pro Oriente foi fundada em 1964 em Viena, durante o
Concilio Vaticano II, por iniciativa do então Arcebispo da capital
austríaca, Cardeal Franz König. Seu objetivo é a promoção do diálogo
ecumênico com as Iglesias ortodoxas e de tradição oriental, para
promover a unidade entre os cristãos. (BF)


35 - Alta tensão entre muçulmanos e cristãos no Egito

Fonte: Agência EFE 06/12/2004

Por Naji Al Qanni Cairo, 6 dez (EFE).- O governo do Egito e a Igreja
Copta tentavam hoje, segunda-feira, conter a tensão registrada entre
a maioria muçulmana e a minoria cristã, alguns de cujos membros
acusam funcionários públicos de tentar converter sua comunidade ao
Islã.

Segundo a imprensa local, Osama El Baz, o principal assessor político
do presidente Hosni Mubarak, entrou em contato com o papa da Igreja
Copta, Shenuda III, para apaziguar os ânimos depois que o foco de
tensão, que surgiu há duas semanas em Asiut, se transferiu nas
últimas horas ao Cairo.

Centenas de cristãos se manifestaram no domingo em frente a uma
igreja do bairro de Abbasya, próximo ao aeroporto da capital egípcia,
onde era realizado o funeral de um conhecido jornalista copto, Said
Sumbel, e o qual invadiram gritando slogans contra o que consideram
uma política premeditada do governo.

Os manifestantes protestavam pelo caso da mulher de um predicador
cristão da localidade de Buheira -150 quilômetros ao norte de Cairo,
no Delta do Nilo-, que segundo eles foi obrigada a se converter ao
Islã.

Embora o ministro de Desenvolvimento, Abdelrahim Shehata, tenha
viajado na quarta-feira a Buheira para se reunir com os hierarcas
coptos da região, a situação nessa localidade continuava tensa hoje,
informaram os meios locais.

O de Buheira é só o ultimo de uma série de casos que refletem o mal-
estar da comunidade copta desde que, em meados de novembro, o líder
do governamental Partido Nacional Democrático (PND) de Asiut -que
abriga a maior comunidade copta do país- fora acusado pelo clero
local de incitar a juventude copta a se converter ao Islã.

O funcionário governamental, Mohamed Abdelmohsen Saleh, negou as
acusações, mas a hierarquia clerical de Asiut não deixou de atribuir-
lhe a intenção de cercear os direitos dos coptos, entre eles o de
construir igrejas.

Asiut foi palco nos anos 90 de um espiral de vinganças entre cristãos
e muçulmanos que mataram dezenas de pessoas de ambas as comunidades.

Embora os últimos enfrentamentos sangrentos na região se remontem a
1998, Asiut e seus arredores seguem sendo desde então uma das áreas
do país com maior vigilância das forças de segurança. A região
continua fechada ao turismo e só pode ser visitada visitar com uma
permissão especial das autoridades.

Segundo especialistas da Universidade Americana do Cairo, até 50.000
coptos se convertem anualmente ao Islá, em muitos casos para obter
vantagens administrativas na hora de conseguir emprego.

Apenas 10% dos 70 milhões de egípcios são coptos, o que lhes converte
na maior comunidade cristã do mundo árabe.

Apesar de terem perdido sua língua e falarem árabe, os coptos se
consideram os verdadeiros descendentes dos habitantes do Antigo
Egito. Atribuem a seus ancestrais o fato de ter resistido à
islamização da população que aconteceu com a chegada dos árabes ao
país, no século VI depois de Cristo.



36 - Mais de 30 cristãos presos em protesto no Egito

Fonte: AP 09/12/2004

Cairo - Mais de 30 cristãos egípcios foram presos e 24 soldados da
tropa de choque da polícia ficaram feridos durante um protesto
furioso contra a conversão forçada de uma mulher ao Islã - acusação
negada pelas autoridades egípcias.

Milhares de cristãos tomaram o complexo da catedral copta ortodoxa do
Cairo, carregando cruzes de madeira, gritando slogans e exigindo que
as autoridades libertassem a mulher. Segundo os manifestantes, Wafaa
Constantine, mulher de um padre, foi seqüestrada e forçada a aceitar
o islamismo.

Os protestos tiveram início no domingo, quando se espalhou o boato de
que Wafaa, uma funcionária pública, havia sido forçada a se converter
pelo chefe. A manifestação atingiu o clímax quando o papa Shenouda
III deixou a catedral, depois de receber a promessa de que a mulher
seria liberada na quarta-feira. Mas o retorno acabou adiado, de
acordo com o bispo Yanous, um assessor próximo do papa.

Milhares de policiais de choque cercaram a área, enquanto os
manifestantes começavam a arremessar pedras. Os dois lados estavam
separados pelos portões da catedral. Testemunhas dizem que a polícia
jogava pedras de volta na multidão. Entre os feridos há um padre,
Matyas Abdel Maseh. "O governo está atacando os cristãos", afirmou.

De acordo com um representante do Ministério do Interior, Wafaa foi
levada para um monastério do Cairo, onde uma comissão investiga se
ela foi forçada a abraçar o Islã ou se se converteu espontaneamente,
para abandonar o marido e se casar com o chefe.



37 - CALENDÁRIO DOCUMENTA A DESTRUIÇÃO DAS IGREJAS ARMÊNIAS

Fonte: Armenia.com.br

Glendale, CA., EE.UU. (Asbarez) - A organização Pesquisa sobre a
Arquitetura Armênia (PAA) lançou seu calendário para 2005, destacando
a real situação das Igrejas Armênias na Turquia, intactas na virada
do século XIX para XX, mas se encontram hoje numa fase final de total
destruição e abandono. A PAA pesquisa e busca os monumentos
arquitetônicos armênios da Armênia histórica, e que estão atualmente
no território da Turquia - principalmente nas regiões da Armênia
Ocidental e Cilícia, bem como nos países circunvizinhos, Geórgia,
Azerbaijão, Nakhitchevan e Irã. O objetivo da organização é
fotografar e mapear os monumentos existentes a fim de resgatá-los em
documentos, apresentando os ao conhecimento da opinião pública
armênia e internacional, antes da erradicação e eliminação total dos
mesmos. A organização PAA iniciou suas atividades em fins de 1960, e
atua hoje como uma organização filantrópica (não-lucrativa) na
Armênia. Os interessados em obter maiores informações sobre as
atividades desta organização, podem acessar o site http://www.raa.am

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