BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 12 -
10 de dezembro de 2004
MENSAGEM
Prezados
Irmãos em Cristo,
Quem
estiver interessado nas fotos da cerimônia de devolução das
relíquias
de São João Crisóstomo e de São Gregório Nazianzeno para o
Patriarcado
de Constantinopla, amplamente noticiada no último número
deste
Boletim, poderá vê-las no seguinte endereço:
http://tinyurl.com/4kjjg
Este
Boletim divulga novamente notícias sobre a difícil situação dos
cristãos
iraquianos. Peço que cada um faça uma oração pela paz no
Iraque.
Saudações
Fraternais
Luis
Felipe
[email protected]
ÍNDICE
1 -
PALAVRAS DE AGRADECIMENTO DO PATRIARCA ECUMÉNICO DE
CONSTANTINOPLA
BARTOLOMEU I
2 - «Que
a fé cristã volte a ser criadora de cultura para a pessoa,
para a
família e para toda a família dos povos europeus, de leste a
oeste»,
diz o Cardeal Poupard em visita a Minsk
3 -
Cardeal Poupard: se faz urgente enfrentar secularismo e
agnosticismo
europeu
4 -
Vaticano continua aproximação à Igreja Ortodoxa Russa
5 - Cruz
da Catedral de Sofia retornou hoje ao templo
6 -
"Não existem na Igreja de Cristo problemas intransponíveis,
quando o
amor, a justiça e a paz se encontram": a 23ª Conferência
ecumênica
dos Bispos amigos do Movimento dos Focolares em
Constantinopla,
convidados pelo Patriarca Ecumênico Bartolomeu I
7 -
BISPOS AMIGOS DO MOVIMENTO DOS FOCOLARES INSISTEM NA PROMOÇÃO DO
DIÁLOGO
ECUMÊNICO
8 -
Líderes cristãos comprometem-se no caminho ecuménico
9 -
Bispos cristãos amigos dos focolares promovem a unidade em
Istambul
participaram da festa patronal do patriarcado ecumênico de
Constantinopla
10 -
Católicos e Ortodoxos no caminho da unidade
11 -
RÚSSIA: A PERDA DOS VALORES DA FAMÍLIA
12 -
Restos Mortais Enterrados não da Família Real Russa
13 -
Líderes cristãos exigem que presidente da Ucrânia assuma seus
deveres.
Em uma carta aberta assinada pelo cardeal Husar junto a
cinco
líderes cristãos.
14 -
Instabilidade na Ucrânia preocupa a Igreja
15 -
Papel crucial das Igrejas no curso pacífico dos protestos na
Ucrânia.
Reconhece o cardeal Lubomyr Husar.
16 -
LÍDERES RELIGIOSOS UCRANIANOS DIZEM QUE PRESIDENTE TEM DEVER DE
GARANTIR
ESTABILIDADE DO PAÍS
17 -
Cardeal ucraniano recebido pelo Papa
18 -
Ucrânia: Bispo Católico analisa a revolta popular
19 -
Ucranianos querem uma sociedade apoiada em valores genuinamente
democráticos
20 -
Comando faz explodir bombas em igreja caldéia de Mossul
21 -
Igrejas atacadas no Iraque
22 - João
Paulo II junto aos católicos iraquianos após dois novos
atentados.
Destruída uma igreja e um arcebispado de Mosul.
23 -
Cristãos vivem aterrorizados em Mossul
24 - Papa
condena atentados contra igrejas no Iraque
25 -
Homens armados atacaram duas igrejas no norte do Iraque
26 - Duas
igrejas são alvos de atentados no norte do Iraque
27 -
Iraque: Violência sem tréguas
28 -
ATENTADOS DESTROEM DUAS IGREJAS CRISTÃS EM MOSSUL
29 -
"Destruíram anos de sacrifícios de tantos iraquianos" diz à
Fides Pe.
Nizar, comentando a destruição do Arcebispado caldeu de
Mosul.
"Mais uma vez, aguardamos a condenação da mídia árabe..."
30 -
Vaticano: Papa pediu à Imaculada protecção para o Iraque
31 -
"A antiga civilização cristã no Iraque está em perigo! Séculos
de
história, de cultura e de convivência pacífica, destruídos em
poucos
segundos por fanáticos ignorantes": o apelo à Fides de um
monge
Caldeu iraquiano
32 -
Igrejas orientais preocupadas com a situação no Iraque
33 - A
Fundação Pró Oriente e as igrejas cristãs de tradição síria
pediram
aos governos dos Estados Unidos e do Iraque maior proteção
para os
cristãos desse país e maior liberdade religiosa para todos os
seus
cidadãos.
34 -
ORGANIZAÇÃO CATÓLICA ESCREVE A BUSH PARA MANIFESTAR PREOCUPAÇÃO
COM
VIOLÊNCIA NO IRAQUE
35 - Alta
tensão entre muçulmanos e cristãos no Egito
36 - Mais
de 30 cristãos presos em protesto no Egito
37 -
CALENDÁRIO DOCUMENTA A DESTRUIÇÃO DAS IGREJAS ARMÊNIAS
NOTÍCIAS
1 -
PALAVRAS DE AGRADECIMENTO DO PATRIARCA ECUMÉNICO DE
CONSTANTINOPLA
BARTOLOMEU I
Fonte:
www.vatican.va
Santidade
Recordando
a vida, a fé, o ethos e as lutas do nosso Pai entre os
Santos,
João Crisóstomo, temos a impresão de o ouvir também durante
este
momento sagrado e histórico a repetição das últimas palavras da
sua vida
terrena: "Glória a Deus por tudo isto!". E cremos que
também
São Gregório o Teólogo teria patrocinado esta doxologia de
agradecimento,
porque as sagradas relíquias de ambos voltam ao lugar
a que
pertencem. Assim, termina a sua involuntária e secular
distância,
imposta naquela época por circunstâncias infelizes para a
Igreja.
Esta
trasladação abençoada realiza-se graças à decisão de boa
vontade,
agradável para eles e para nós, decisão digna de toda a
honra e
agradecimento, de Vossa amada Santidade, de nos restituir as
suas
relíquias sagradas. Em relação a isto, Vossa Santidade segue o
exemplo
de São Basílio o Grande, que restituiu as veneradas relíquias
de São
Dionísio, Bispo de Milão, que adormeceu no Senhor no exílio,
por causa
dos Arianos, e sepultado na região confiada a São Basílio,
como o
Santo refere na sua epístola (nr. 197), dirigida a Santo
Ambrósio,
sucessor de São Dionísio.
A Igreja,
adornada, em todo o mundo, pelo venerado sangue dos
Mártires
que é como púrpura e bisso respeita como convém as relíquias
dos seus
filhos, que suportaram no Senhor sofrimentos, crucifixões e
mortes
amargas infligidas pelas feras, pelo fogo, pela espada e por
numerosas
adversidades.
Por isso
a trasladação e a recolocação das relíquias dos nossos
beatos
predecessores na Santíssima Arquidiocese de Constantinopla,
que eles
tornaram gloriosa com a sua santidade, a sabedoria, as lutas
e, em
geral, com a sua obra apostólica, é motivo de alegria e júbilo
não só
para o nosso sagrado Trono Ecuménico e para o plèroma de toda
a nossa
Santíssima Igreja Ortodoxa, que os venera profundamente,
assim
como para todos os nossos irmãos católicos, que vivem na nossa
Sede.
Celebra-se
hoje um acto sagrado, que repara uma anomalia e injustiça
eclesiástica.
Este gesto fraterno da Igreja da Antiga Roma confirma
que não
existem na Igreja de Cristo problemas insuperáveis, quando o
amor, a
justiça e a paz se encontram na sagrada diaconia da
reconciliação
e da unidade.
Para o
restabelecimento da concórdia e da unidade certamente rezam
também os
dois Santos, cujas relíquias voltam à sua sede. Visto que,
como se
sabe, eles lutaram muito em vida pela unidade da Igreja na fé
e na
verdade. Permanece sempre actual e poderosa a frase de São João
Crisóstomo,
o qual afirmava que dilacerar a Igreja é um dano pior do
que cair
na heresia; e que o pecado do cisma na Igreja não pode ser
lavado
nem sequer com o sangue do martírio. Por outro lado, são
conhecidas
as palavras de paz sem par de São Gregório, o teólogo e a
sua
incomparável homilia de despedida, com a qual justificou a sua
renúncia
a Patriarca de Constantinopla, como decisão que visava o
restabelecimento
da paz e da unidade na Igreja.
Estamos
convencidos de que também Vossa Santidade deseja fortemente o
melhoramento
das relações intereclesiais. Por este motivo vos
submeteis
a tantas peregrinações cansativas em toda a Ecumene. Cada
gesto que
cura velhas feridas e previne novas, contribui para a
criação
dos pressupostos necessários para continuar o diálogo da
verdade
no amor entre as nossas Igrejas, de forma que, obedecendo à
vontade
divina do nosso Santo Deus na adorada Trindade, possamos
encontrar-nos
de novo o mais depressa possível na fé comum da Igreja
de
outrora, única base para o restabelecimento da plena comunhão
entre as
nossas Igrejas.
Por fim,
observamos que com este gesto, Vossa Santidade dá um exemplo
luminoso
a ser imitado, uma mensagem fraterna e uma admoestação a
todos os
que arbitrariamente possuem e retêm tesouros da fé, da
piedade e
da civilização de outros, para que eles sejam restituídos
àqueles
que justamente os procuram e exigem.
Por tudo
isto lhe agradecemos do fundo do coração, Santíssimo e amado
irmão em
Cristo. E Agradecemos a Vossa decisão nobre, sagrada e rica
de
simbolismo de nos restituir estas relíquias sagradas. Desejamos-
vos saúde
e longevidade, pela intercessão dos Santos Gregório e João.
Assim
seja.
2 - «Que
a fé cristã volte a ser criadora de cultura para a pessoa,
para a
família e para toda a família dos povos europeus, de leste a
oeste»,
diz o Cardeal Poupard em visita a Minsk
Fonte:
Fides 07/12/2004
Cidade do
Vaticano (Agência Fides) - O Cardeal Paul Poupard,
Presidente
do Pontifício Conselho para a Cultura, visitará Minsk de
10 a 12
de dezembro próximos, convidado pelo metropolita Filaret, de
Minsk e
Slutsk, exarca patriarcal de Belarus e presidente da Comissão
Teológica
Sinodal da Igreja Ortodoxa Russa.
A visita
do Cardeal se realiza no contexto de sua recente viagem a
Moscou,
por ocasião da inauguração da nova sede da Biblioteca do
Espírito,
à qual enviaram uma mensagem de felicitações tanto o Papa
João
Paulo II como o Patriarca de Moscou.
O
metropolita Filaret, reitor do Instituto Teológico Ortodoxo Santos
Metódio e
Cirilo, convidou o Cardeal Poupard a proferir a conferência
inaugural
do encontro internacional «A cristandade e a proximidade de
cooperação
dos valores espirituais na Comunidade européia». Na sua
intervenção
o Cardeal Poupard salienta como a Europa, filha da
cristandade,
diante do desafio do secularismo, da incredulidade e da
indiferença
religiosa, solicita uma evangelização na qual a fé cristã
volte a
ser criadora de cultura para a pessoa, para a família e para
toda a
família dos povos europeus, de leste a oeste, seguindo o
exemplo
dos santos Cirilo e Metódio.
O
encontro abordará também temas como a identidade cristã, a
liberdade
religiosa, a religião na Europa secularizada, a interação
cultural
entre ortodoxos e católicos, a santidade, a ética, a
doutrina
social cristã e a formação da base ética de uma sociedade
civil. O
encontro se concluirá com uma mesa-redonda dedicada à
memória
de santo Averincev, raiz da cultura e da arte na Europa.
Domingo
12 de dezembro, na catedral católica de Minsk, o Cardeal
Poupard
concelebrará a missa com o Cardeal Swiatek, arcebispo de
Minsk-Mohilev,
acompanhado de numerosos sacerdotes e fiéis católicos
da
cidade. (AP)
3 -
Cardeal Poupard: se faz urgente enfrentar secularismo e
agnosticismo
europeu
Fonte:
ACI 10/12/2004
VATICANO,
10 Dez. 04 (ACI) .- Em uma conferência ditada em Minsk
(Bielorrússia),
o Cardeal Paul Poupard, Presidente do Pontifício
Conselho
da Cultura, assinalou hoje que é urgente enfrentar os
desafios
do secularismo e do agnosticismo a fim de resgatar a
identidade
cristã da Europa.
O Cardeal
Poupard apresentou a conferência intitulada "O cristianismo
e os
desafios do secularismo, o ateísmo e a indiferença religiosa",
no marco
de um congresso sobre a identidade cristã da Europa
organizado
pelo Instituto Teológico São Cirilo e São Metódio e
patrocinado
pela Igreja Ortodoxa.
Em seu
discurso, o Cardeal destacou que "a fé cristã é um valor
essencial
da Europa e em nossa época as Igrejas devem enfrentar os
desafios
do secularismo, a indiferença e o ateísmo entre os europeus
para
assegurar que o continente continue sendo uma comunidade
assentada
em valores verdadeiros".
"Para
lutar contra o relativismo, o secularismo e a indiferença,
aquilo
que produz graves problemas sociais e nega os valores da
verdade,
a dignidade do ser humano e a inspiração da beleza, é
necessário
prestar a devida atenção à relação entre o Evangelho e as
culturas",
acrescentou o Cardeal.
O Cardeal
finalmente recordou que a fé na Europa segue "sendo um
fator
para restaurar os valores mediante os dois pulmões do
cristianismo,
especialmente através da cultura cristã".
4 -
Vaticano continua aproximação à Igreja Ortodoxa Russa
Fonte:
Agência Ecclesia 09/12/2004
João
Paulo II parece manter vivo o sonho de uma aproximação à Igreja
Ortodoxa
Russa, cujas relações com o Vaticano têm sido marcadas por
uma fria
distância
e mesmo alguma animosidade.
Após os
encontros do Cardeal Paul Poupard, responsável pela área da
cultura
no Vaticano, com o Patriarca Ortodoxo de Moscovo, Alexis II,
e o
Metropolita
Kyrill, responsável pelo Departamento das Relações com o
Exterior
do
Patriarcado
Ortodoxo de Moscovo, que tiveram lugar a 19 de Novembro,
amanhã é
a
vez do
mesmo Cardeal Poupard se deslocar à Bielorússia.
Nesta
viagem, o presidente do Conselho Pontifício para a Cultura
visitará
Minsk, de
10 a 12 de Dezembro, convidado pelo Metropolita Filaret, de
Minsk e
Slutsk,
exarca patriarcal da Bielorússia e presidente da Comissão
Teológica
Sinodal
da Igreja Ortodoxa Russa.
Na sua
recente viagem a Moscovo o Cardeal francês inaugurou
a
"Biblioteca
do
Espírito". A iniciativa, promovida por católicos e ortodoxos,
contou
com a
presença
do Cardeal e do Metropolita Filaret.
João
Paulo II quis enviar um telegrama aos presentes nesta cerimónia,
onde
manifesta
o seu "vivo apreço" pela iniciativa ecuménica, "destinada a
difundir
o
Evangelho
e o valor da mensagem cristã". O Papa fez votos de que esta
manifestação
de proximidade resulte num "compromisso ecuménico comum
dos
discípulos
do divino Mestre".
A porta
parece ter ficado claramente aberta e o Metropolita Filaret,
reitor do
Instituto Teológico Ortodoxo Santos Metódio e Cirilo,
convidou
agora o
Cardeal
Poupard a proferir a conferência inaugural do encontro
internacional
"A
cristandade
e a proximidade de cooperação dos valores espirituais na
Comunidade
europeia".
O
encontro abordará temas como a identidade cristã, a liberdade
religiosa,
a
religião na Europa secularizada, a interacção cultural entre
ortodoxos
e
católicos,
a santidade, a ética, a doutrina social cristã e a
formação
da base
ética de
uma sociedade civil.
Octávio
Carmo
5 - Cruz
da Catedral de Sofia retornou hoje ao templo
Fonte:
Voz da Rússia 10/12/2004
A
principal cruz da cúpula da Catedral de Sofia retornou hoje ao
templo,
na festa do ícone da Mãe de Deus "Sinal". Segundo informou à
ITAR-TASS
o diretor do museu Nicolai Grinev "a cruz na cúpula
principal
da catedral de Sofia foi erguida em 1897, depois da
restauração
do templo, promovida pelo acadêmico Vassili Suslov". Em
1942 a
cruz de 2 metros e meio e e seis braços de cobre folhado a
ouro e
uma pomba em cima foi levada de Novgorod ocupada pela "Divisão
azul"
espanhola, que combatia ao lado da Alemanha
6 -
"Não existem na Igreja de Cristo problemas intransponíveis,
quando o
amor, a justiça e a paz se encontram": a 23ª Conferência
ecumênica
dos Bispos amigos do Movimento dos Focolares em
Constantinopla,
convidados pelo Patriarca Ecumênico Bartolomeu I
Fonte:
Fides 03/12/2004
Roma
(Agência Fides) - Sexta-feira, 26 de novembro, 40 Bispos -
ortodoxos,
sírio-ortodoxos, armênios apostólicos, anglicanos,
evangélicos-luteranos
e católicos de vários ritos, provenientes de 18
nações -
se encontraram em Nicéia, o local onde quase 1700 anos
atrás, no
primeiro Concílio ecumênico, foi formulado o comum Credo
cristão.
Conscientes das tristes consequências da desunião no
decorrer
dos séculos, neste lugar-símbolo prometeu-se solenemente
aplicar
principalmente o mandamento evangélico do amor
recíproco,
«para que Cristo viva sempre entre nós e o mundo possa
acreditar
também na nossa contribuição», como disse o Arcebispo de
Praga, o
Card. Miloslav Vlk, um dos principais promotores da
iniciativa.
Este foi - segundo os participantes - um dos momentos-
chave da
23ª Conferência ecumênica dos Bispos amigos do Movimento dos
Focolares
que, a convite do Patriarca ecumênico Bartolomeu I, se
realizou
de 23 de novembro a 1° de dezembro em Constantinopla.
Bartolomeu
I, dirigindo-se aos Bispos, congratulou-se com eles! pelo
zelo na
promoção da unidade dos cristãos, e deu destaque ao tema do
Congresso:
"Onde dois ou três estiveram reunidos em meu nome, ali
estou eu
no meio deles"(Mt 18, 20). Com ampla referência à Escritura
e ao
pensamento dos Padres gregos, o Patriarca identificou três
fundamentais
pressupostos para que se verifique esta promessa de
Jesus:
"o amor por Cristo, realizado com a observância de todos os
seus
mandamentos; a fé n'Ele, manifestada como confiança n'Ele, e a
reta fé
como reto conhecimento da sua pessoa, que brota da comunhão
pessoal
com Ele".
Durante a
Conferência, os Bispos visitaram as várias Comunidades
cristãs
da cidade, unindo-se a suas orações, conhecendo seus tesouros
espirituais
e compartilhando com elas alegrias e sofrimentos. No
Fanar, a
Sede do Patriarcado ecumênico, os Bispos participaram das
solenes
orações pela chegada, de Roma, das relíquias de S. João
Crisóstomo
e S. Gregório o Teólogo, um gesto ecumênico de grande
significado
que - como havia dito em Roma o Patriarca Bartolomeu I -
"confirma
que não existem na Igreja de Cristo problemas
intransponíveis,
quando o amor, a justiça e a paz se encontram". Os
Bispos
participaram ainda das celebrações para a Festa de Santo
André,
Padroeiro do Patriarcado ecumênico, para as quais, além da
delegação
vaticana, guiada pelo Card. Kasper, vieram a Constantinopla
representantes
das Igrejas ortodoxas no mundo.
A
presença de Cristo entre aqueles que se uniram em seu nome não foi
somente o
tema do Congresso, mas principalmente a experiência que
marcou o
evento, criando - como disseram o Bispos - "um intenso laço
de
verdadeira fraternidade". Três intervenções preparadas por Chiara
Lubich
ilustraram os fundamentos desta via ecumênica, que nasce da
espiritualidade
de comunhão vivida no Movimento dos Focolares: o
chamado
"Diálogo da vida", o "Diálogo do povo" que - explicou
Chiara
Lubich -
"não é um diálogo da base que se contrapõe ou se justapõe ao
dos
chamados vértices ou responsáveis das Igrejas, mas um diálogo do
qual
todos os cristãos podem participar". Já um Bispo luterano
expressou
o que sentiu no Congresso com as palavras do conhecido
hino
"Ubi caritas et amor, ibi Deus est - onde está a caridade e o
amor, ali
está Deus".
(P.L.R.)
7 -
BISPOS AMIGOS DO MOVIMENTO DOS FOCOLARES INSISTEM NA PROMOÇÃO DO
DIÁLOGO
ECUMÊNICO
Fonte:
Rádio Vaticana 03/12/2004
Constantinopla,
03 dez (RV) - Encerrou-se ontem, em Constantinopla,
com um
compromisso comum em favor do diálogo ecumênico, a 23ª
Conferência
dos Bispos amigos do Movimento dos Focolares. Mais de 40
Bispos de
18 países dos quatro continentes estiveram presentes no
encontro:
ortodoxos, sírio-ortodoxos, armênios apostólicos,
anglicanos,
evangélico-luteranos e católicos de vários ritos
estiveram
no encontro. "Conscientes das tristes conseqüências da
falta de
unidade no decurso dos séculos, os Bispos comprometeram-se
em
promover a plena comunhão visível dos cristãos", refere o
comunicado
final. Os Bispos participaram ainda da cerimônia de
recepção
das relíquias dos Padres da Igreja, João Crisóstomo e
Gregório
Nazianzeno, entregues por João Paulo II ao Patriarca
Bartolomeu
I no sábado passado. Nos dias 29 e 30 de novembro, os
Bispos
assistiram às celebrações solenes da Festa do Apóstolo Santo
André,
Fundador e Padroeiro do Patriarcado ecumênico de
Constantinopla,
presididas pelo Patriarca Bartolomeu I, e das quais
participou
também uma delegação da Santa Sé, presidida pelo Cardeal
Walter
Kasper. (CM)
8 -
Líderes cristãos comprometem-se no caminho ecuménico
Fonte:
Agência Ecclesia 02/12/2004
Um
compromisso comum em favor do diálogo ecuménico foi assumido por
mais de
40 Bispos de 18 países dos quatro continentes, e de várias
Igrejas
do Oriente e do Ocidente: ortodoxos, siro-ortodoxos, armenos
apostólicos,
anglicanos, evangélico-luteranos e católicos de vários
ritos.
"Queremos
dar vida em tudo e antes de tudo ao mandamento evangélico
do amor
recíproco", disse em nome dos líderes cristãos o Cardeal de
Praga, D.
Miloslav Vlk, no encerramento da 23ª Conferência ecuménica
dos
Bispos amigos do Movimento dos Focolares, que se encerrou ontem.
No
comunicado final do evento, hoje difundido, pode ler-se que um dos
momentos
mais marcantes foi a visita a Niceia, onde há quase 1700
anos,
durante o primeiro Concílio ecuménico da Igreja, "foi formulado
o
primeiro Credo comum".
"Conscientes
das tristes consequências da falta de unidade no decurso
dos
séculos, os Bispos comprometeram-se solenemente a promover a
plena
comunhão visível dos cristãos", refere o comunicado.
Os
participantes estiveram reunidos, ao longo dos últimos dias, com o
Patriarca
Ortodoxo Bartolomeu I; com o Cardeal Walter Kasper,
Presidente
do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos
Cristãos;
o Patriarca Arménio Apostólico de Constantinopla, Mesrop II
Mutafyan,
e o vigário patriarcal siro-ortodoxo para a Turquia,
Filksinos
Yusuf Cetin.
Os bispos
participaram ainda na cerimónia de acolhimento das
relíquias
dos Padres da Igreja, João Crisóstomo e Gregório
Nazianzeno,
Bispos de Constantinopla nos séculos IV-V, entregues por
João
Paulo II ao Patriarca Bartolomeu I no passado sábado. Nos dias
29 e 30,
os bispos assistiram, no Fanar, às celebrações solenes da
Festa do
Apóstolo Santo André, Fundador e Padroeiro do Patriarcado
ecuménico
de Constantinopla, presididas pelo Patriarca Bartolomeu I,
onde
participou também uma delegação da Santa Sé, presidida pelo
Cardeal
Walter Kasper.
Octávio
Carmo
9 -
Bispos cristãos amigos dos focolares promovem a unidade em
Istambul
Participaram
da festa patronal do patriarcado ecumênico de
Constantinopla
Fonte:
Zenit 02/12/2004
ISTAMBUL,
quinta-feira, 2 de dezembro de 2004 (ZENIT.org ).- Mais de
cinqüenta
bispos cristãos amigos do Movimento dos Focolares
encontraram-se
de 23 de novembro a 1 de dezembro para dar sua própria
contribuição
ao caminho para a unidade plena.
Os
prelados, católicos de vários ritos, ortodoxos, siro-ortodoxos,
armênios
apostólicos, anglicanos e evangélico-luteranos de ao menos
18 nações
participaram das celebrações patronais do patriarcado
ecumênico
de Constantinopla.
Conscientes
das tristes conseqüências da desunião através dos
séculos,
os bispos prometeram somente aplicar antes de tudo o
mandamento
evangélico do amor recíproco, «para que Cristo viva sempre
entre nós
e o mundo possa crer também graças a nossa contribuição»,
como
disse o arcebispo de Praga, o cardeal Miloslav Vik, um dos
principais
promotores da iniciativa.
Na oração
ecumênica de abertura, celebrada na igreja católica de
Santo
Antônio, cheia de cristãos de diferentes comunidades presentes
em
Istambul, interveio o patriarca ecumênico Bartolomeu I, que na
manhã seguinte
dirigiu-se aos bispos para reconhecer seu zelo pela
unidade
dos cristãos.
O centro
de sua meditação baseou-se no tema do Congresso, tomado das
palavras
do Evangelho de São Mateus (18, 20), «Onde estão dois ou
três
reunidos em meu nome, ali estou eu em meio deles».
Durante
os dias de convivência, segundo informa um comunicado de
imprensa
enviado a Zenit pelo serviço de Informação dos Focolares, os
bispos
visitaram as diferentes comunidades cristãs de Istambul,
unindo-se
a sua oração e compartilhando suas alegrias e sofrimentos.
Particular
importância teve a visita à sede do patriarcado armênio
apostólico
Mesrob II, que, após a celebração das Vésperas, teve um
longo
diálogo com seus hóspedes sobre a vida e situação da Igreja na
Armênia,
que através dos séculos deu um testemunho com freqüência
heróico.
Em sua mensagem à abertura do Congresso, já havia formulado
um
apaixonante chamado a favor da unidade.
Muito
cordial foi o encontro com o vigário patriarca siro-ortodoxo,
Filuksinos
Yusuf Cetin, e com sua comunidade, que ofereceu uma alegre
festa aos
bispos. Em uma entrevista, o metropolita sublinhou que o
entendimento
que pôde apreciar entre os bispos é um importante
exemplo
para os fiéis.
Na sede
do patriarcado ecumênico, os bispos participaram das solenes
orações
pela chegada de Roma das relíquias dos santos João Crisóstomo
e
Gregório Nazianzeno, um gesto que, como disse o patriarca
Bartolomeu
I, «confirma que não existem na Igreja de Cristo problemas
insuperáveis,
quando o amor, a paz e a justiça se encontram».
Mais
tarde, os prelados se uniram às celebrações pela festa de Santo
André,
patrono do patriarcado ecumênico, que contaram com a
participação
do cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho
Pontifício
para a Unidade dos Cristãos, em representação do Papa.
Três
intervenções preparadas por Chiara Lubich, fundadora dos
Focolares,
e lidas por seus colaboradores próximos, ilustraram a
espiritualidade
de comunhão que fundamenta o caminho ecumênico que
este Movimento
promove.
«O
diálogo da vida» ou «diálogo de povo», explicou Chiara
Lubich,
«não é um diálogo da base que se contrapõe ou se justapõe ao
dos assim
chamados cumes ou responsáveis de Igrejas, mas é um diálogo
do qual
todos os cristãos podem participar».
O cardeal
Kasper apresentou um panorama dos recentes avanços
ecumênicos,
e sublinhou a contribuição que oferecem os movimentos
eclesiais
à causa da unidade.
«Estou
muito agradecido a estes movimentos, em particular ao
Movimento
dos Focolares, e creio que é um sinal do Espírito Santo...
Só juntos
podemos fazer algo pela chegada do Reino de Deus. Neste
sentido,
os movimentos são uma senda importantíssima».
Os bispos
voltarão a se encontrar em setembro de 2005, em Bucareste,
respondendo
ao convite apresentado pelo patriarca ortodoxo da
Romênia,
Teoctist, e de seu Sínodo.
10 -
Católicos e Ortodoxos no caminho da unidade
Fonte:
Agência Ecclesia 02/12/2004
A Festa
litúrgica de Santo André, patrono do Patriarcado de
Constantinopla,
marcou mais um momento de aproximação entre Católicos
e
Ortodoxos.
O enviado
de João Paulo II propôs a superação das "suspeitas" entre
as
Igrejas.
"Os
cristãos, católicos e ortodoxos, deveriam ultrapassar suspeitas e
maledicências
e reconhecerem-se reciprocamente como cristãos", propôs
o Cardeal
Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a
Promoção
da Unidade dos Cristãos.
O Cardeal
alemão e os demais membros da comitiva do Vaticano chegaram
à cidade
turca no avião que trazia de Roma o Patriarca Bartolomeu I,
que no sábado
passado recebeu das mãos do Papa as relíquias dos
Santos
Gregório Nazianzeno e João Crisóstomo, seus predecessores na
sede
episcopal fundada pelo apóstolo Santo André.
Segundo o
homem do Papa para o ecumenismo, este gesto "não foi
simplesmente
uma doação ou um sinal de amizade meramente humana".
"São
as relíquias de dois testemunhos profundamente venerados e de
dois
mestres da nossa fé comum, pertencentes ao primeiro milénio, uma
fé à qual
permaneceram fiéis o Oriente e o Ocidente no segundo
milénio,
e que estamos chamados por Nosso Senhor comum, Jesus Cristo,
a
testemunhar juntos no terceiro milénio", disse D. Kasper à Rádio
Vaticano.
Octávio
Carmo
11 -
RÚSSIA: A PERDA DOS VALORES DA FAMÍLIA
Fonte:
Agência RIA Novosti 07/12/2004
Olga
Sobolevskaia, observadora da RIA "Novosti"
Nos
últimos anos, na Rússia têm-se registado mais casamentos. Mas de
1000
casamentos, 800 acabam em divórcio. As uniões de facto entraram
em moda,
mais de um terço das crianças nascem fora do casamento. Tal
como em
muitos países da Europa, a taxa de natalidade na Rússia é
muito
baixa: a cada mulher correspondem apenas 1,25 filhos - em vez
dos 2,13
necessários para a simples reposição de gerações. No
período
de transição que a sociedade tem vivido, a família como
instituição
está a perder o valor - ou, pelo menos, sofreu
uma
"transformação" significativa. Os jovens preferem viver sozinhos,
considerando
que desta forma é mais fácil fazer carreira e alcançar o
bem-estar
material. Há quem não tenha a certeza de ser capaz de
sustentar
a família: as recordações da crise económica, financeira e
do
ameaçador desemprego dos anos 90 estão ainda muito frescas. Muitos
evitam ou
adiam a constituição de família por uma outra razão: é
muito
mais aliciante uma vida sem obrigações e sem relações
sérias.
"Nos anos das reformas, nós fizemos uma aposta na propaganda
da
carreira profissional, nos valores materiais e tudo o que antes
constituía
o orgulho da nossa cultura - a proximidade emocional entre
as
pessoas, a amizade nas relações pessoais - acabou por ser
destruído"
- é assim que a psicóloga Olga Makhovskaia comenta a
actual
situação, reflectindo a opinião de muitos dos seus colegas. A
Igreja
Ortodoxa Russa, que tem abertamente alertado para a crise da
família,
considera que as razões estão na influência (e mesmo
manipulação)
que os meios de comunicação social exercem sobre a
consciência
das pessoas. "É precisamente aqui que são lançadas as
sementes
da devassidão, do egoísmo, do culto do conforto e da
chamada
'liberdade moral'" - sublinha o Patriarca ortodoxo Alexi II.
Como
consequência cresce o número de casais que se recusa a ter
filhos".
São destruídos os laços tradicionais entre as gerações. E
não se
trata apenas da diferença de valores e hábitos entre os pais e
os filhos
mas do facto de os pais serem muitas vezes obrigados a
abdicar
do tempo que passam com os filhos para poder fazer horas
extraordinárias
, trabalhar mais e ter um melhor nível de vida. As
sondagens
mostram que as pessoas têm medo da miséria, até mesmo as
das
classes média e alta. "A pouco e pouco desaparece o papel dos
avós"
- refere o director do Instituto de Problemmas Demográficos e
Sócio-Económicos
da Academia das Ciências, Natália
Rimachevskaia.
"Hoje as avós já não podem educar os netos como
antigamente
porque em muitos casos quando chegam à idade de reforma
são
obrigadas a continuar a trabalhar (só com a reforma é impossível
sobreviver
na Rússia)" . Está a crescer toda uma geração de "semi-
órfãos"
- crianças que estão privadas de laços psiccológicos estáveis,
de
contactos emocionais com os seus pais. A família realiza com
dificuldade
a sua principal função que é a socialização da criança, o
apoio à
sua adaptação à sociedade. Ao mesmo tempo, nem as amas, tão
populares
actualmente, nem a escola podem colmatar esta lacuna. As
crianças
ficam abandonadas mesmo tendo pais. "Nós entregamos as
crianças,
como malas aos depósitos de bagagens, aos infantários, às
escolas e
quando as recebemos admiramo-nos por eles serem tão
insensíveis
em relação aos pais quando estes se tornam idosos" - diz
o
sociólogo Igor Bestujev-Lada. No que se refere aos papéis do homem
e da
mulher na família, a mulher continua a liderar, mesmo que
formalmente
o poder pertença ao marido. No século XX, um século de
guerras sangrentas
e repressões, quando milhares de homens morriam,
as
mulheres russas habituaram-se a ser "o sexo forte" e a tomar todas
as
decisões. Aliás, nos anos 90 muitas mulheres provaram ser muito
mais
engenhosas e criativas do que os maridos, assegurando elas o
sustento
das famílias e criando pequenas e médias empresas. Embora
também
seja verdade que naqueles anos de adversidade económica nem
todos os
casamentos resistiram. O "matriarcado" familiar, segundo
Olga
Makhovskaia, gera um outro aspecto - os filhos ou se tornam
adultos
infantis ou contestatários permanentes. É muito pouco
provável
que no futuro venham a ser eles próprios bons pais. É
necessário
apoiar as famílias numerosas e as que adoptam crianças,
para além
de estimular nos jovens o "desejo de constituir família e
de ver a
felicidade nas crianças" - sublinha o Patriarca Alexi II. A
Rússia
precisa de uma política sensata para a família e de uma
divulgação
dos valores familiares, especialmente nos meios de
comunicação
social, afirmam os sociólogos. A Comissão parlamentar
para os
Assuntos das Mulheres, Família e Juventude , as diversas
organizações
sociais e os congressos internacionais sobre a família
muito
pouco resolvem. Uma série de regiões do país - no Centro, na
região do
Volga, na Sibéria - tenta apoiar economicamente as famílias
jovens,
atribuindo por cada criança subsídios de nascimento
complementares
aos abonos federais. Em Moscovo, os jovens pais até 30
anos
recebem pelo primeiro filho 16 mil rublos (cerca de 430 euros).
Se se decidirem
pelo nascimento de um terceiro filho poderão contar
já com 32
mil rublos. Os serviços de emprego ajudam os jovens pais a
procurar
trabalho, são-lhes concedidos créditos bonificados para a
compra de
casa. No próximo ano realizar-se-á um festival de cinema
sobre a
família, cujo objectivo é elevar o prestígio dos valores
familiares.
De tempos a tempos a televisão mostra pequenos "spots"
sobre
esta problemática, existem "sites" especiais na Internet. Não
obstante,
é difícil dizer quando voltará na Rússia a moda da família.
As
transformações da sociedade e da mentalidade continuam.
12 -
Restos Mortais Enterrados não da Família Real Russa
Fonte:
Agência RIA Novosti 09/12/2004
"GAZETA"
Em São
Petersburgo os restos mortais enterrados não da família real
russa,
afirmam japoneses.
A
história da identificação dos restos mortais da família real russa
fuzilada
por bolcheviques em 1918 em Ekaterinburgo, teve uma
continuação
sensacional. Os peritos japoneses que se ocuparam da
análise
genética, chegaram a determinar que os restos mortais
reenterrados
em 1998 em São Petersburgo não pertencem aos membros da
família
dos Romanov - comunica o jornal.
O
director do Instituto de Medicina e Ciência Legais da Universidade
Kitozato,
Tatsuo Nagai, levou ao conhecimento dos hierarcas da Igreja
Ortodoxa
Russa os dados obtidos através da peritagem. Diferentemente
de outros
grupos que efectuaram a mesma investigação, o grupo
dirigido
pelo cientista japonês tinha à sua disposição o lenço com
marcas de
sangue e suor de Nicolau II. Ainda em 1997 Tatsuo Nagai
publicou
os resultados da comparação das moléculas de ADN tomadas
deste
lenço e as mesmas moléculas tomadas da secção dos restos
mortais
em Ekaterinburgo.
Desta vez
e pela primeira vez foi efectuada a análise comparativa das
ADN do
próprio imperador, do seu sobrinho Tikhon Nikolaievitch e dos
restos
mortais enterrados. O site do Patriarcado de Moscovo comunica
que a
última investigação "refuta o posicionamento da Comissão
Estatal
que em 1998 postulou oficialmente que os ossos encontrados
nos
arredores de Ekaterinburgo eram restos mortais da família real".
"Não
temos provas convincentes sobre a localização dos restos mortais
verdadeiros",
adiantou o vice-presidente do Departamento das Relações
Exteriores
Eclesiásticas do Patriarcado de Moscovo, o arcipreste
Vsevolod
Tchaplin.
Diverge
das conclusões da Igreja Boris Nemtsov que em 1998 esteve à
frente da
Comissão Estatal que reconheceu os restos encontrados nos
arredores
de Ekaterinburgo como verdadeiros. Naquela altura a
Comissão
tomou como base os resultados da peritagem feita na Grã-
Bretanha
e nos Estados Unidos. As conclusões finais foram feitas
depois da
investigação realizada com ajuda das instalações caras que
se
encontram agora no laboratório N.º 122 do Ministério da Defesa da
Federação
Russa na cidade de Rostov-no-Don e hoje utilizadas para
identificar
as vítimas da tragédia em Beslan. Tudo isto possibilitou
aos
cientistas afirmar que os restos mortais são autênticos em
99,999999999
por cento.
A maior
parte dos descendentes da família dos Romanov concorda com a
conclusão
da Igreja Ortodoxa Russa de que os restos enterrados em São
Petersburgo
não pertencem à família imperial. Assistiu, portanto, à
cerimónia
de reenterro só o príncipe Dmitri Romanovitch tendo
declarado
naquela ocasião: "Para mim não tão importante se são eles
ou não;
para mim é mais um sentimento, um símbolo do passado". -0-
13 -
Líderes cristãos exigem que presidente da Ucrânia assuma seus
deveres.
Em uma carta aberta assinada pelo cardeal Husar junto a
cinco
líderes cristãos.
Fonte:
Zenit 01/12/2004
KIEV,
quarta-feira, 1 de dezembro de 2004 (ZENIT.org ).- Ante o
momento
«histórico» que a Ucrânia vive, convulsionada pelos protestos
pós-eleitorais,
seu presidente, como garante a Constituição, tem o
dever de
assegurar a estabilidade do país, segundo alertam seis
líderes
de várias confissões cristãs, entre eles o cardeal Lubomyr
Husar.
O
patriarca ortodoxo Filarete, o líder dos Batistas --Komendant--, o
bispo
Panochko --pentecostal--, o bispo Padun --evangélico-- e o
vigário
geral católico Trofimijak unem suas firmas à do purpurado em
uma carta
aberta dirigida ao presidente Leonid Kuchma --publicada
pelo
serviço de comunicação da Igreja greco-católica-- na qual
expressam
sua perplexidade às cúpulas institucionais sobre a gestão
da crise
política.
No país
segue aberto o conflito pelo controverso pleito de 21 de
novembro,
vencido --proclamaram dados oficiais-- pelo atual primeiro-
ministro
filo-russo Victor Yanukóvich, mas fortemente contestada
pelos
partidários de seu adversário, Victor Yuschenko, como fruto de
uma
enorme fraude.
Segundo
os seis líderes cristãos, é dever primordial do chefe de
Estado
intervir com força; ao contrário, são os cidadãos os que saem
às ruas
para «reclamar a verdade».
«A
difusão dos protestos populares demonstra que os direitos das
pessoas
foram violados brutalmente» e os ucranianos não voltarão a
suas
cassas se tais direitos «não forem renovados e garantidos»,
alertam.
A carta
dirigida a Kuchma sublinha que o povo «tem razão em esperar
do senhor
as decisões que só o presidente pode tomar como garantia da
Constituição
ucraniana». O atraso em adotá-las --observam os líderes--
é
interpretado pela população como «um plano premeditado» dirigido
contra
seus interesses.
«Está em
vossas mãos dissipar esta desconfiança e confirmar a
primazia
da lei» --exortam--, «inclusive no caso de que isso vos
obrigue a
algum sacrifício pessoal».
O texto
acrescenta um chamado ao presidente: «sua ação é
imediatamente
necessária para pôr ante suas próprias
responsabilidades
os culpados da falsificação das eleições, através
do abuso
de poder, e também os que estão insidiosamente estudando
planos
para dividir o país».
Concluem
invocando «a ajuda do Senhor» para que o presidente
possa
«ler corretamente "os sinais dos tempos" e compreender de
maneira
particular que deve demonstrar sua responsabilidade pessoal
antes de
tudo a Ele».
Esta
quarta-feira a Rada Suprema --o Parlamento da Ucrânia-- aprovou
uma moção
de censura contra o executivo do primeiro-ministro, Victor
Yanukovich,
e propôs ao presidente que sai, Leonid Kuchma, a criação
de um
governo de confiança nacional, informa «Efe».
A
resolução obriga Yanukóvich a apresentar sua renúncia como chefe do
governo.
Os partidários do primeiro-ministro anunciaram imediatamente
que
recorrerão da decisão parlamentar ante o Tribunal Constitucional.
Enquanto
se debatia na Rada, o Supremo Tribunal analisava a demanda
apresentada
pelos correligionários de Yúschenko para a anulação da
decisão
da Comissão Eleitoral Central (CEC) de proclamar Victor
Yanukóvich
vencedor das eleições de 21 de novembro passado.
Kuchma
fez um chamado a um «pacto constitucional» entre o Executivo,
a Rada e
a sociedade para superar a grave crise que o país
atravessa.
«Não há uma saída estritamente constitucional à situação»,
opinou.
Por sua
parte, a emissora pontifícia aponta que o presidente que sai
mostrou-se
esta quarta-feira favorável a novas eleições presidenciais
em dois
turnos.
13% dos
habitantes da Ucrânia, república ex-soviética de mais de 47
milhões
de habitantes, são católicos, em boa parte de rito oriental.
A maioria
da população é ortodoxa.
14 -
Instabilidade na Ucrânia preocupa a Igreja
Fonte:
Agência Ecclesia
A Igreja
greco-católica da Ucrânia acusa os governantes do país de
não
estarem interessados na mediação internacional.
"Os
governantes ucranianos apenas querem levar as coisas de modo a
que as
pessoas se cansem e abandonem as ruas", disse hoje o Cardeal
Housar em
entrevista ao jornal italiano "Corriere della Sera".
Nas ruas
de Kiev permanecem em protesto milhares de apoiantes do
candidato
da oposição. A população garante que só abandonará os
protestos
quando for reconhecida a vitória de Yusenko ou seja
anunciada
a repetição das eleições.
O Cardeal
Housar está em Roma e espera pode encontrar-se pessoalmente
com o
Papa para lhe falar da situação no país, que comparou à que
João
Paulo II viveu na Polónia.
O Papa
voltou a rezar pela Ucrânia este Domingo. Depois de saudar os
peregrinos
de língua espanhola e italiana, João Paulo II falou a um
grupo de
peregrinos ucranianos, assegurando-lhes que "estou a rezar
pela paz
no vosso país".
15 -
Papel crucial das Igrejas no curso pacífico dos protestos na
Ucrânia.
Reconhece o cardeal Lubomyr Husar.
Fonte:
Zenit 06/12/2004
ROMA/KIEV,
segunda-feira, 6 de dezembro de 2004 (ZENIT.org ).- O
cardeal
Lubomyr Husar, arcebispo maior de Lviv dos Ucranianos,
constatou
o papel crucial das Igrejas no contexto da crise que a
Ucrânia
atravessa, pois foi o principal instrumento para que as
manifestações
nas cidades do país transcorressem de forma pacífica.
A
colaboração das Igrejas também se verificou na firma de declarações
comuns,
acrescentou o purpurado. Foi o caso da carta aberta que se
dirigiu
ao presidente Lenind Kutchma para que assumisse seus deveres
(Cf.
(Zenit, 1 de dezembro de 2004 ).
Após o
pleito do 21 de novembro passado, a Ucrânia contemplou dia a
dia
protestos pós-eleitorais muito concorridos. Dados oficiais
proclamaram
vencedor das eleições o atual primeiro ministro filo-
russo
Victor Yanukóvich, mas o resultado foi fortemente contestado
pelos
partidários de seu adversário, Victor Yúschenko, como fruto de
uma
enorme fraude.
Presente
em Roma para um encontro com João Paulo II, assim como com o
secretário
de Estado Vaticano --cardeal Angelo Sodano--, o prelado
ucraniano
falou à imprensa --na igreja de Santa Sofia, em Via Boccea--
sobre a
situação da Ucrânia.
O cardeal
Husar afirmou que a crise atual de seu país é produto de
duas
perspectivas do mundo que se chocam, mas também a atribuiu à
proteção
egoísta de interesses pessoais por parte dos ocupam
atualmente
no governo.
Não
obstante, na raiz da crise permanece um regime imoral que privou
o povo
ucraniano de seus legítimos direitos e dignidade, afirmou o
purpurado
segundo cita esta segunda-feira a Igreja greco-católica.
Em
qualquer caso, reconheceu que a crise atual não carece de seus
aspectos
positivos, pois, de fato, pela primeira vez desde a queda do
comunismo,
o povo está afirmando seus direitos civis.
Explicou
que várias Igrejas cristãs haviam estado orando juntas em
atos de
culto públicos e que a nação ucraniana se havia unido de uma
forma
nunca antes vista, apesar das diferenças religiosas, culturais,
regionais
e lingüísticas.
Reconheceu
também o purpurado --que na próxima quinta-feira será
recebido
pelo Papa-- que o papel da Igreja havia demonstrado ser de
vital
importância: as Igrejas estiveram colaborando na firma de
declarações
comuns e foram o instrumento principal implicado em
manter
pacíficas as manifestações nas cidades da Ucrânia, disse.
Acolhendo
os recursos apresentados pela oposição, o Tribunal Supremo
da
Ucrânia anulou na sexta-feira passada as eleições presidenciais
porque
«se cometeram falsificações que fazem impossível determinar o
resultado».
A votação entre Yanukóvich e Yúschenko deverá celebrar-se
novamente.
Acatando a sentença, a Comissão Eleitoral Central convocou
oficialmente
para 26 de dezembro o pleito.
Além de
anular a consulta de 21 de novembro, o Tribunal Supremo
declarou
ilegal a proclamação realizada pela Comissão Eleitoral
Central
da vitória de Yanukóvich --apoiado pelo Kremlin e pelo
presidente
ucraniano que deixa o cargo, Kuchma--.
Todos os
recursos da oposição prosperaram, com exceção do que
propunha
a correção dos dados de 21 de novembro e a proclamação
imediata
de Yúschenko presidente.
A leitura
da sentença, a cargo do presidente do Tribunal, Anatoli
Ierema,
foi acompanhada por telões na Praça da Independência,
epicentro
do protesto dos seguidores de Yúschenko.
Estes
foram capazes de permanecer no centro de Kiev e em outras
cidades
ucranianas durante quase duas semanas em grande número,
apesar
das nevadas e das gélidas temperaturas. Chegaram a assediar os
edifícios
das autoridades, mas sem chegar nunca à violência, afirma o
jornal da
Santa Sé, «L'Osservatore Romano».
A maioria
da população da Ucrânia, ex-república soviética de mais de
47
milhões de habitantes, é ortodoxa. 13% são católicos, em boa parte
de rito
oriental.
16 -
LÍDERES RELIGIOSOS UCRANIANOS DIZEM QUE PRESIDENTE TEM DEVER DE
GARANTIR
ESTABILIDADE DO PAÍS
Fonte:
Rádio Vaticana 02/12/2004
Kiev, 02
dez (RV) - Neste momento histórico que a Ucrânia está
atravessando,
seu Presidente, como garante a Constituição, tem o
dever de
assegurar a estabilidade do país. Este é o que alerta
formulado
por seis líderes de várias confissões cristãs, entre eles o
Cardeal
Lubomyr Husar.
O
Patriarca ortodoxo Filarete, o líder dos batistas Komendant, o
Bispo
pentecostal Panochko, o Bispo evangélico Padun e o Bispo
católico
de Lutsk, Markijan Trofimiak, uniram-se ao Cardeal Husar e
escreveram
uma carta aberta ao Presidente Leonid Kuchma, na qual
expressam
sua perplexidade sobre a gestão da crise política. Segundo
os seis
líderes cristãos, é dever primordial do chefe de Estado
intervir
com decisão; mas ao contrário, são os cidadãos os que saem
às ruas
para reclamar a verdade.
A carta
enviada a Kuchma ressalta que o povo tem razão em esperar
decisões
que só o presidente pode tomar, como manda a Constituição
ucraniana.
O atraso em adotá-las _ observam os líderes _ é
interpretado
pela população como um plano premeditado, contra seus
interesses.
(CM)
17 -
Cardeal ucraniano recebido pelo Papa
Fonte:
Agência Ecclesia 07/12/2004
O Cardeal
Lubomyr Husar, arcebispo maior de Lviv dos Ucranianos, foi
hoje
recebido por João Paulo II no Vaticano para debaterem a crise
política
que afecta actualmente o país da Europa de Leste.
Para o
líder da Igreja greco-católica na Ucrânia, a realização de uma
nova
segunda ronda das eleições presidenciais é o ideal, porque
evitam
"o desastre e a confusão total" de começar tudo de novo.
A
mesa-redonda entre os rivais das presidenciais ucranianas, na
presença
de mediadores estrangeiros, terminou hoje, após seis horas
de
discussões, sem acordo quanto às principais divergências que
separam
as duas partes. O Supremo Tribunal anulara sexta-feira
passada a
segunda volta das presidenciais de 21 de Novembro, devido
às
fraudes constatadas, e invalidara a vitória anunciada de
Ianukovitch
além de ordenar uma segunda volta das eleições para 26 de
Dezembro.
O cardeal
Lubomyr Husar considera "crucial "o papel das Igrejas no
contexto
da crise que a Ucrânia atravessa, porque asseguraram "que as
manifestações
nas cidades do país transcorressem de forma pacífica".
Segundo
este responsável, a crise actual do seu país "é fruto de duas
perspectivas
do mundo entram em choque".
A maioria
da população da Ucrânia, ex-república soviética de mais de
47
milhões de habitantes, é ortodoxa. 13% são católicos, em boa parte
de rito
oriental.
Octávio
Carmo
18 -
Ucrânia: Bispo Católico analisa a revolta popular
Fonte:
Ais Notícias 08/12/2004
Na
opinião do Bispo-Auxiliar de Kyiv-Zhytomeyr, D. Stanislaw
Szyrokaradiuk,
a revolta popular ucraniana pretende "abrir caminho
para uma
nova sociedade civil, baseada em genuínos valores
democráticos".
"As
pessoas estão acordadas. Não querem mais que o velho estado de
coisas se
prolongue", garantiu D. Stanislaw Szyrokaradiuk, durante
uma
entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre.
O prelado
considera que a revolta popular que se verificou na Ucrânia
após as
eleições presidenciais de Novembro (entretanto anuladas) é
consequência
da manutenção do "status quo", que não se alterou após a
independência.
"O que aconteceu em 1991 foi uma «revolução a partir
de cima»,
«uma mudança nas cores da bandeira», mas a ordem social e
política
na Ucrânia continuou tal como dantes, com «antigos clãs» a
exercer o
poder e com uma corrupção galopante", afirmou.
Analisando
as aspirações dos ucranianos que protestaram nas ruas,
pedindo a
realização de novas eleições, o Bispo-Auxiliar referiu: "As
pessoas
pedem que as eleições agendadas para dia 26 de Dezembro sejam
livres e
justas, de forma a preparar o caminho para uma nova
sociedade
civil baseada em genuínos valores democráticos".
Hoje, os
apoiantes do candidato da oposição Viktor Yanukovych
levantaram
as barricadas em torno dos edifícios governamentais após
17 dias
de protesto, depois de terem conhecimento de que o Parlamento
vai
aprovar um conjunto de reformas exigidas pela oposição que
incluem
alterações à lei eleitoral.
Sobre as
relações entre a Igreja Católica e o Estado, D. Stanislaw
Szyrokaradiuk
considerou que existiram evoluções positivas após a
independência:
"Não são tão más como eram no regime soviético,
contudo,
após 10 anos, ainda não foi restituídas as propriedades da
Igreja.
Os anteriores governos fizeram várias promessas -
especialmente
antes de eleições - mas nunca as cumpriram". O prelado
espera
que no futuro, se existir um governo democrático, esta
situação
seja resolvida.
Para os
250 mil católicos da Diocese de Kyiv-Zhytomeyr, o prelado
pediu
"o contínuo apoio da Igreja nesta altura de crise" e agradeceu
todo o
auxílio por parte dos benfeitores da Ajuda à Igreja que Sofre.
19 -
Ucranianos querem uma sociedade apoiada em valores genuinamente
democráticos
Fonte:
ACI 10/12/2004
KIEV, 10
Dez. 04 (ACI) .- O Bispo Auxiliar de Kiev, Dom. Stanislaw
Szyrokoradiuk,
advertiu que os ucranianos acordaram e não querem uma
prolongação
da anterior forma de governar, mas sim exigem uma nova
sociedade
civil apoiada em valores genuinamente democráticos como
conseqüência
de eleições livres e justas.
Em sua
visita à sede internacional da associação católica Ajuda à
Igreja
Necessitada (AIN), o Prelado manifestou que o ocorrido em
Ucrânia
em 1991 foi uma reforma cujo impulso veio de cima, porque a
ordem
política e social permaneceu como antes, com 'antigos clãs' que
exercem
um poder total e corrupto.
Referindo-se
às relações Igreja-estado, Dom. Szyrokoradiuk advertiu
que não
são tão más como nos tempos comunistas. Entretanto, não
restituíram
os bens à Igreja como foi reiteradamente prometido antes
de cada
eleição. "Sob um novo governo democrático, as possibilidades
de que
este assunto se resolva de forma apropriada só podem
aumentar",
anotou.
Dom.
Szyrokoradiuk, expressou seu agradecimento à AIN e a todos seus
benfeitores,
assinalando que "nossa gente necessita o firme apoio da
Igreja
nestes tempos de crise".
20 -
Comando faz explodir bombas em igreja caldéia de Mossul
Fonte:
AFP 07/12/2004
MOSSUL,
Iraque, 7 dez (AFP) - A igreja caldéia de Mossul, uma das
maiores
desta cidade do norte do Iraque, foi atacada nesta terça-
feira por
homens armados que colocaram explosivos no prédio, informou
um
religioso.
"Por
volta das 16h30 (13h30 GMT) vários homens armados entraram na
igreja e
depois de ordenar às pessoas presentes que entrassem numa
dependência
mais afastada colocaram explosivos em diferentes lugares
do
prédio", informou à AFP o padre Raghid Aziz Kara.
"Depois
nos tiraram e fizeram explodir o edifício. Ouvimos três
detonações",
disse o sacerdote ao correspondente da AFP ante a igreja
em
chamas.
A igreja,
construída por volta de 1950 e ampliada na década de 90,
está
situada no bairro Al Chifa, no centro de Mossul, cidade que fica
a 370 km
ao norte de Bagdá.
21 -
Igrejas atacadas no Iraque
Fonte:
Agência Ecclesia 07/12/2004
Uma
igreja caldeia de Mossul, norte do Iraque, sofreu hoje o ataque
de um
bando de homens armados que danificaram o edifício.
O Pe.
Raghid Aziz Kara relatou à AFP que os assaltantes juntaram
todas
pessoas presentes num mesmo local e espalharam cargas
explosivas
por diversos espaços da igreja. "Nós fomos levados para
fora da
igreja e os homens armados fizeram explodir o edifício",
referiu.
À mesma
hora, homens armados atacaram uma igreja arménia no este de
Mossul,
provocando grandes danos mateirias, mas sem que o atentado
tenha
provocado vítimas.
Neste
momento, numa população de 22 milhões de habitantes, o número
de
cristãos no Iraque é de cerca de 750 mil. Destes, 70% fazem parte
da Igreja
Católica caldeia.
Cinco
igrejas de Bagdad foram alvo de uma série de ataques
simultâneos
a 19 de Outubro que não fizeram vítimas. A minoria cristã
já tinha
sido alvo de actos de violência em Agosto, quando seis
atentados
contra locais de culto cristãos causaram 10 mortos e 50
feridos
em Bagdad e Mossul.
Octávio
Carmo
22 - João
Paulo II junto aos católicos iraquianos após dois novos
atentados.
Destruída uma igreja e um arcebispado de Mosul.
Fonte:
Zenit 08/12/2004
CIDADE DO
VATICANO, quarta-feira, 8 de dezembro de 2004 (ZENIT.org)
João
Paulo II manifestou esta quarta-feira sua proximidade aos
católicos
iraquianos comovidos pelos dois atentados que no dia
anterior
destruíram em Mosul uma igreja armênio-católica e o
arcebispado
caldeu.
«Expresso
minha proximidade aos fiéis, comovidos pelo atentado, e
suplico
ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria, que o povo
iraquiano
possa conhecer finalmente tempos de reconciliação e de
paz»,
afirmou o Papa após rezar o Angelus no dia da Imaculada
Conceição.
Segundo
informa a agência AsiaNews, às 14h30 (hora local), vários
homens
assaltaram a igreja católica de rito armênio situada no bairro
Wihda, no
leste de Mosul.
Os
assaltantes obrigaram um guarda e duas pessoas a abandonar o local
e, em
seguida, fizeram estourar duas bombas. Segundo testemunhas, no
atentado
ficaram feridas três pessoas.
Pouco
depois, às 16h30, um grupo de quatro ou cinco homens armados
irrompeu
no arcebispado caldeu da cidade, situado junto ao rio Tigre,
segundo
informou a AsiaNews o padre Raghid Aziz Kara, única
testemunha
do ataque.
O
arcebispo Paulos Faraj Rahho se encontrava ausente, pois estava
cumprindo
seus compromissos pastorais.
Os
assaltantes obrigaram o sacerdote, que auxilia o arcebispo em
trabalhos
de secretaria, a abandonar o edifício, introduziram
dinamite
e fizeram explodir. O padre Raghid Aziz Kara assegura que
escutou
três explosões que incendiaram o arcebispado.
O
arcebispado de Mosul é um moderno edifício de dois andares,
inaugurado
em 1995 pelo arcebispo precedente, dom Georges F. Garmou.
Tem uma
cúpula cujo perfil exterior recorda o de uma capela.
Não
sofreu danos a igreja da Virgem da Purificação, que se encontra a
dez
metros do arcebispado. É venerada pelos muçulmanos de Mosul, por
causa da
imagem da Virgem.
A diocese
caldéia de Mosul, guiada por dom Paulos Faraj Rahho, conta
com
35.000 fiéis e doze paróquias. Os sacerdotes diocesanos são 22,
as
religiosas 20 e os religiosos não-sacerdotes 8.
O
arcebispo Fernando Filoni, núncio apostólico em Bagdá, definiu os
dois
episódios de «gravíssimos ataques covardes contra instituições e
símbolos
cristãos que não têm possibilidade de defender-se».
Em uma
entrevista concedida a AsiaNews, explica que a igreja
armênia
«devia ser inaugurada com motivo de Natal», e isto demonstra
a «falta
total de respeito pelos locais sagrados e as pessoas» da
violência
terrorista.
O núncio
revela que o arcebispado de Mosul era «há tempos objeto de
ameaças»,
que «agora se materializaram pontualmente», demonstrando
uma vez
mais o «caráter absurdo e a premeditação» destes atentados.
«Os
terroristas --sublinha Filoni-- não têm respeito algum pelos
locais
sagrados», recordando que, após os ataques americanos contra
Faluja,
«ameaçaram destruir uma igreja por cada mesquita atacada».
23 -
Cristãos vivem aterrorizados em Mossul
Fonte:
Agência Ecclesia 09/12/2004
A
comunidade cristã vive momentos de terror no Iraque, sobretudo na
cidade de
Mossul.
O
Arcebispo caldeu de Mossul viu a sua casa ser incendiada esta terça-
feira por
um grupo terrorista. D. Faraj Rahho e vários sacerdotes
foram
forçados a abandonar a residência episcopal por um grupo de
homens
armados, descritos como elementos das brigadas "Mujahedin".
O
arcebispo Faraj Rahho (de 62 anos) e os sacerdotes com quem estava
reunido
foram levados sob ameaça de armas para o exterior do
edifício.
Os atacantes lançaram depois engenhos explosivos para o
interior
da residência episcopal, que provocaram um incêndio. O
prelado
ainda suplicou aos terroristas para que o deixassem entrar na
casa para
recolher documentos importantes, mas o seu pedido foi
recusado.
Sacerdotes
de Bagdad que foram contactados pela Fundação "Ajuda à
Igreja
que Sofre", indicaram que "o bispo e os padres ficaram
tremendamente
abalados", especialmente porque D. Faraj Rahho "foi
forçado a
ficar defronte à sua casa e vê-la a arder".
Há já
vários meses, os sacerdotes e os cristãos de Mossul têm vindo a
receber
ameaças de morte. Estas ameaças levaram D. Faraj Rahho a
deslocar
um dos sacerdotes da sua diocese para uma casa distante da
cidade.
João
Paulo II condenou ontem os atentados cometidos no Iraque contra
a minoria
cristã. "Ontem (terça-feira) em Mossul, no Iraque, foram
destruídos
uma igreja arménia-católica e o edifício do arcebispado
caldeu",
denunciou o Papa, perante vários milhares de fiéis reunidos
na Praça
de São Pedro, para a oração do Angelus.
"Suplico
ao Senhor, através da Virgem Imaculada, que o querido povo
iraquiano
possa finalmente conhecer um tempo de reconciliação e de
paz",
referiu, endereçando condolências aos fiéis
iraquianos
"perturbados pelos atentados".
Neste
momento, numa população de 22 milhões de habitantes, o número
de
cristãos no Iraque é de cerca de 750 mil. Destes, 70% fazem parte
da Igreja
Católica caldeia.
Cinco
igrejas de Bagdad foram alvo de uma série de ataques
simultâneos
a 19 de Outubro que não fizeram vítimas. A minoria cristã
já tinha
sido alvo de actos de violência em Agosto, quando seis
atentados
contra locais de culto cristãos causaram 10 mortos e 50
feridos
em Bagdad e Mossul.
Octávio
Carmo
24 - Papa
condena atentados contra igrejas no Iraque
Fonte:
Agência Ecclesia 09/12/2004
João Paulo
II condenou ontem os atentados cometidos terça-feira em
Mossul,
Iraque, contra as igrejas cristãs.
"Ontem
(terça-feira) em Mossul, no Iraque, foram destruídos uma
igreja
arménia-católica e o edifício do arcebispado caldeu",
denunciou
o Papa, perante vários milhares de fiéis reunidos na Praça
de São
Pedro, para a oração do Angelus.
"Suplico
ao Senhor, através da Virgem Imaculada, que o querido povo
iraquiano
possa finalmente conhecer um tempo de reconciliação e de
paz",
referiu, endereçando condolências aos fiéis
iraquianos
"perturbados pelos atentados".
Terça-feira,
duas igrejas cristãs foram atacadas, simultaneamente,
por
homens armados, em Mossul, grande cidade no Norte do Iraque.
A igreja,
de rito caldeu, uma das maiores da cidade, foi atacada por
desconhecidos
que colocaram explosivos em diferentes locais e os
detonaram
depois de evacuarem o recinto. Ao mesmo tempo,
desconhecidos
atacaram uma igreja arménia na zona leste de Mossul.
Neste
momento, numa população de 22 milhões de habitantes, o número
de
cristãos no Iraque é de cerca de 750 mil. Destes, 70% fazem parte
da Igreja
Católica caldeia.
Cinco
igrejas de Bagdad foram alvo de uma série de ataques
simultâneos
a 19 de Outubro que não fizeram vítimas. A minoria cristã
já tinha
sido alvo de actos de violência em Agosto, quando seis
atentados
contra locais de culto cristãos causaram 10 mortos e 50
feridos
em Bagdad e Mossul.
O
arcebispo Fernando Filoni, Núncio Apostólico em Bagdad, definiu os
dois
episódios como "gravíssimos ataques covardes contra instituições
e
símbolos cristãos que não têm possibilidade de defender-se". Numa
entrevista
concedida à agência AsiaNews, o prelado explica que a
igreja
arménia deveria ser inaugurada por alturas do Natal e que o
ataque
"demonstra a falta total de respeito pelos locais sagrados e
as
pessoas da violência terrorista".
Octávio
Carmo
25 -
Homens armados atacaram duas igrejas no norte do Iraque
Fonte:
Reuters 07/12/2004
MOSUL
(Reuters) - Homens armados atacaram duas igrejas na terça-feira
no tenso
norte do Iraque, segundo testemunhas, em mais um episódio
que tem
grupos religiosos ou étnicos como alvo da violência.
Membros
das igrejas cristãs, uma armênia e outra caldéia, disseram
que os
agressores invadiram os templos, expulsaram os fiéis e
provocaram
explosões dentro deles, causando danos, mas não vítimas.
Havia
fumaça saindo da igreja armênia e chamas dentro da igreja
caldéia,
segundo repórteres da Reuters. Não se sabe quantas pessoas
estavam
nos locais durante os ataques, mas aparentemente não era
muita gente.
Mosul,
com 1,2 milhão de habitantes, tem uma grande comunidade
cristã,
que no país como um todo representa cerca de 3 por cento da
população.
A tensão
entre as duas comunidades muçulmanas sunitas de Mosul, os
árabes e
os curdos, é grande desde o mês passado, quando
guerrilheiros
árabes expulsaram o contingente policial da cidade, que
havia
sido treinado pelos Estados Unidos. As forças norte-americanas
trouxeram
unidades curdas para manter a ordem.
Os
cristãos já sofreram outros ataques nos últimos meses. Em agosto,
carros-bomba
explodiram simultaneamente em Bagdá e Mosul, matando
pelo
menos 12 pessoas.
Em
outubro, no primeiro dia do mês sagrado muçulmano do ramadã, cinco
igrejas
de Bagdá foram alvo de bombas, incidente que voltou a se
repetir
em 8 de novembro, quando pelo menos oito pessoas morreram.
Não há
dados a respeito, mas vários dos cerca de 650 mil cristãos do
Iraque, a
maioria caldeus, assírios e católicos, já deixaram o país
desde a
queda de Saddam Hussein ou pretendem fazê-lo.
Alguns
atuavam em ramos como a venda de bebidas alcoólicas, o que
lhes
valeu a antipatia de radicais muçulmanos.
26 - Duas
igrejas são alvos de atentados no norte do Iraque
Fonte:
Folha Online 07/12/2004
Homens
armados atacaram duas igrejas em Mossul, no norte do Iraque,
nesta
terça-feira. Membros das igrejas cristãs, uma armênia e outra
caldéia,
disseram que os agressores invadiram os templos, expulsaram
os fiéis
e provocaram explosões.
De acordo
com o vice-governador Khasro Gouran, três pessoas ficaram
feridas
no primeiro ataque, supostamente à igreja armênia, que
ocorreu
às 14h30 [9h30 em Brasília] nas vizinhanças de Wihda.
Não há
informações sobre feridos no ataque a outra igreja, que
ocorreu
uma hora depois, nas vizinhanças de Shefa, no oeste da
Província.
Mossul,
com 1,2 milhão de habitantes, tem uma grande comunidade
cristã,
que no país como um todo representa cerca de 3% da população.
Ataques
contra cristãos
Os
cristãos já sofreram outros ataques nos últimos meses. Em agosto,
carros-bomba
explodiram simultaneamente em Bagdá (capital) e Mossul,
matando
ao menos 12 pessoas.
Em
outubro, no primeiro dia do Ramadã [mês sagrado dos muçulmanos,
época em
que comer, beber e manter relações sexuais são atividades
proibidas
entre a alvorada e anoitecer, que acontece no nono mês do
calendário
islâmico], cinco igrejas de Bagdá foram alvo de bombas.
Em 8 de
novembro, ao menos oito pessoas morreram em outro ataque.
27 -
Iraque: Violência sem tréguas
Fonte:
Ais Notícias 07/12/2004
O
Arcebispo caldeu de Mossul viu a sua casa ser incendiada esta tarde
por um
grupo terrorista. D. Faraj Rahho e vários sacerdotes foram
forçados
a abandonar a residência episcopal por um grupo de homens
armados,
descritos como elementos das brigadas "Mujahedin".
D. Faraj
Rahho (de 62 anos) e os sacerdotes com quem estava reunido
foram
levados sob ameaça de armas para o exterior do edifício. Os
atacantes
lançaram depois engenhos explosivos para o interior da
residência
episcopal, que provocaram um incêndio. O prelado ainda
suplicou
aos terroristas para que o deixassem entrar na casa para
recolher
documentos importantes, mas o seu pedido foi recusado.
Sacerdotes
de Bagdade que foram contactados pela Ajuda à Igreja que
Sofre,
indicaram que "o bispo e os padres ficaram tremendamente
abalados",
especialmente porque D. Faraj Rahho "foi forçado a ficar
defronte
à sua casa e vê-la a arder". Os padres iraquianos pediram
orações
para os cristãos iraquianos e em especial para o Arcebispo de
Mossul.
Foram
feitos avisos recentes, por parte do clero e da comunidade
cristã em
Mossul, para uma escalada de violência nesta cidade no
norte do
Iraque onde existem cerca de 21 mil católicos. Teme-se que
em Mossul
possa ocorrer uma situação semelhante à que se verificou em
Fallujah.
Há já
vários meses, os sacerdotes e os cristãos de Mossul têm vindo a
receber
ameaças de morte. Estas ameaças levaram D. Faraj Rahho a
deslocar
um dos sacerdotes da sua diocese para uma casa distante da
cidade.
A
responsável pelo Departamento de Projectos para o Médio Oriente da
Ajuda à
Igreja que Sofre, Marie-Ange Siebrecht, visitou o Iraque em
Maio do
ano passado. Em relação a mais este ataque terrorista contra
os
cristãos iraquianos declarou: "Não podemos imaginar o que o bispo
e as
outras pessoas passaram. Não devemos esquecer que Mossul é um
dos
centros cristãos mais importantes no Iraque, com uma história tão
antiga
quanto rica".
Marie-Ange
Siebrecht referiu ter ficado impressionada pela fé e pelo
espírito
dos cristãos que conheceu no Iraque e fez votos para que
isso
servisse como alento numa altura de sofrimento como esta.
28 -
ATENTADOS DESTROEM DUAS IGREJAS CRISTÃS EM MOSSUL
Fonte:
Rádio Vaticana 09/12/2004
Bagdá, 09
dez (RV) - Duas igrejas cristãs foram alvo de atentados no
Iraque: a
primeira a ser atingida foi uma igreja católica de rito
armênio,
no leste de Mossul. Os assaltantes afastaram o segurança da
igreja e
outras duas pessoas presentes no local. Em seguida,
explodiram
duas bombas. Três pessoas ficaram feridas.
O segundo
atentado _ mais grave _ foi contra a Cúria Episcopal
Caldéia
de Mossul. Cerca de cinco homens armados intimaram Pe. Raghid
Aziz Kara
a deixar o local. A seguir, dinamitaram todo o edifício. O
Bispo,
Dom Paul Faraj Rahho, estava ausente devido a empenhos
pastorais.
O Núncio
Apostólico no Iraque, Dom Fernando Filoni, condenou
duramente
os atentados. "São ataques gravíssimos contra instituições
e
símbolos cristãos que não têm a possibilidade de se defender" _
disse.
Dom
Filoni destacou que a igreja armênia deveria ser inaugurada por
ocasião
do Natal, o que demonstra a absoluta falta de respeito pelos
lugares
santos e pelas pessoas. O Núncio declarou que há tempos o
Bispo de
Mossul vinha recebendo ameaças.
Já o
Patriarca católico caldeu, Emmanuel III Delly, destacou a
impotência
do governo iraquiano que, diante a episódio do gênero,
nada pode
fazer. Ele confirmou o medo dos cristãos. (BF)
29 -
"Destruíram anos de sacrifícios de tantos iraquianos" diz à
Fides Pe.
Nizar, comentando a destruição do Arcebispado caldeu de
Mosul.
"Mais uma vez, aguardamos a condenação da mídia árabe..."
Fonte:
Agência Fides 9/12/2004
Mosul
(Agência Fides) - "Não obstante as advertências que lançamos
através
da Fides sobre a situação dos cristãos no Iraque, continuam
os
ataques extremistas contra a comunidade cristã". É o amargurado
comentário
de Pe. Nizar Semaan à Agência Fides, depois dos últimos
atentados
realizados em Mosul contra a Igreja católica de rito
armênio e
o Arcebispado Caldeu. "Estes criminosos destruíram um lugar
de culto
querido de nossa histórica comunidade, e ao qual os cristãos
caldeus
eram muito afeiçoados" diz Pe. Nizar, falando do
Arcebispado.
"Não sabem que custou anos de sacrifícios de tantos
católicos
iraquianos, seja na pátria, como no exterior. Tantos
imigrados,
de fato, se sacrificaram anos e anos para enviar verbas
para a
construção do edifício religioso".
"O
Arcebispado foi inaugurado cerca de 10 anos atrás, e já na época,
despertou
invejas e ciúmes nos extremistas" - recorda Pe.
Nizar.
"Fiquei surpreso pela maldade com a qual os criminosos agiram.
Depois de
afastar os fiéis, os terroristas colocaram as bombas e
detonaram
os edifícios sagrados. Depois, ergueram postos de bloqueio
para
impedir aos bombeiros de se aproximar e apagar o fogo, até que
as chamas
destruíram tudo" - afirma o sacerdote iraquiano.
"O
Arcebispado era um objetivo fácil, pois não era vigiado, já que a
própria
comunidade católica não queria que diante de um local de
culto
houvesse pessoas armadas" - afirma Pe. Nizar.
"Mais
uma vez, aguardo a condenação destes atentados por parte da
mídia
árabe. Temo que aguardarei em vão, pois até agora, não se
elevaram
vozes em defesa da minoria cristã no Iraque dos grandes
meios de
informação do mundo árabe. Mas nós também não somos árabes?
Que
incomodo criamos?" (L.M.)
30 -
Vaticano: Papa pediu à Imaculada protecção para o Iraque
Fonte:
Ais Notícias 09/12/2004
Durante a
celebração dos 150 anos do dogma da Imaculada João Paulo II
mencionou
os atentados terroristas em Mossul e pediu a Nossa Senhora
que
intercedesse pela paz e reconciliação no Iraque. Um sacerdote que
testemunhou
o ataque contra o palácio episcopal do Arcebispo de
Mossul,
D. Faraj Rahho, defende que os cristãos iraquianos devem
ser
"símbolos da paz".
Ontem na
Praça de S. Pedro, perante milhares de fiéis que assistiam à
celebração
do dogma da Imaculada, o Papa referiu os ataques
terroristas
que destruíram uma igreja armeno-católica e o edifício do
arcebispado
caldeu em Mossul. "Sinto-me «espiritualmente próximo» dos
fiéis
perturbados por tais ataques e peço ao Senhor, através da
intercessão
da Virgem Imaculada, para que o povo iraquiano possa
conhecer
a paz e a reconciliação", apelou João Paulo II.
Ontem à
tarde ocorreram dois atentados na cidade de Mossul. O
primeiro
atentado deu-se no bairro de Widha (pelas 14h30, hora
local),
destruindo uma igreja católica do rito arménio que seria
inaugurada
durante o Natal. Um grupo de homens armados fez detonar
duas
bombas que destruíram o templo e causaram ferimentos em três
pessoas.
Horas depois foi incendiada a residência do Arcebispo caldeu
de
Mossul. A Igreja da Virgem da Purificação, venerada por cristãos e
por
muçulmanos, não sofreu danos apesar de estar situada junto à
residência
de D. Faraj Rahho
Segundo a
agência Asia News, D. Fernando Filoni, represente
apostólico
em Bagdade, definiu as das acções terroristas
como
"gravíssimos ataques cobardes contra instituições e símbolos
cristãos".
O núncio apostólico lamentou que os terroristas não
respeitem
lugares sagrados e lembrou que durante o ataque americano a
Fallujah
os terroristas prometeram "uma igreja por cada mesquita que
fosse
atacada".
O Pe.
Ragheed Ganni, sacerdote de Mossul que presenciou o ataque
contra o
palácio episcopal, relatou-o à agência Asia News: "Quatro ou
cinco
pessoas entraram no edifício, três usavam máscara. Ordenaram-se
que
saísse e disseram «vamos colocar bombas porque a América está a
destruir
as nossas mesquitas»".
"O
Arcebispo perdeu a sua residência e muitas pessoas vieram oferecer-
lhe abrigo.
Alguns muçulmanos também ofereceram a sua hospitalidade e
expressaram
o seu repúdio pelo ataque", realçou o sacerdote.
Para o
Pe. Ganni, o Natal "será um sinal para o Iraque e somos
chamados
a ser símbolos da paz". Lembrando o apelo do Papa para a que
a paz e a
reconciliação aconteçam no Iraque, o sacerdote referiu que
o apoio
do Santo Padre tem encorajado os cristãos iraquianos e
salientou:
"o palácio episcopal ficou praticamente destruído à
excepção
de uma das paredes e nessa parede está pendurado um retrato
do
Papa".
31 -
"A antiga civilização cristã no Iraque está em perigo! Séculos
de
história, de cultura e de convivência pacífica, destruídos em
poucos
segundos por fanáticos ignorantes": o apelo à Fides de um
monge
Caldeu iraquiano
Fonte:
Fides 09/12/2004
Mosul
(Agência Fides) - "Bastam poucos segundos, uma bomba, um gesto
criminoso
de fanáticos ignorantes para destruir traços de séculos de
história,
de cultura e de convivência pacifica no Iraque. É uma
situação
insustentável. A antiga civilização cristã no Iraque está em
risco!":
é o dramático apelo enviado à Fides por um monge Caldeu do
Norte do
Iraque, que viveu também em Mosul.
O monge,
que pede o anonimato por razões de segurança, expressa a
Fides
toda a sua amargura depois dos recentes atentados contra o
Arcebispado
Caldeu e Armênio em Mosul: "Estamos no desconforto total.
Os
cristãos têm medo e continuam a fugir: não existe mais segurança
para
viver. Estamos convencidos que por detrás destes atentados não
estão os
muçulmanos de Mosul, que convivem há séculos pacificamente e
apreciam
os cristãos. Recebemos numerosos testemunhos de
solidariedade
por parte deles. Ontem, em Mosul, a comunidade cristã
manifestou
nas ruas, condenando os atentados, e muitos muçulmanos
uniram-se
à marcha, demonstrando sua estima e amizade pelos cristãos.
Um canal
da TV iraquiana transmitiu um documentário sobre a história
cristã de
Mosul, para confirmar que os cristãos têm um papel
importante
na civilização iraquiana e que sua presença é
antiqüíssima,
precedente à muçulmana".
O monge
acrescenta: "Por isso, acreditamos que os responsáveis sejam
grupos de
fanáticos ignorantes, que desconhecem a história. Não
sabemos
de onde vêm tais grupos, mas certamente não são locais.
Segundo
alguns, são terroristas de Faluja. Algumas fontes dizem que
eles
querem atingir as igrejas cristãs em represália aos ataques das
tropas
americanas às mesquitas. Nós nos sentimos impotentes.
Continuamos
a rezar e a esperara que com as eleições de janeiro, a
situação
do país se estabilize".
Nos meses
passados, a Agência Fides havia assinalado o aumento do
extremismo
islâmico no Iraque, especialmente na área de Mosul,
recolhendo
os testemunhos de diversos membros da comunidade cristã,
sacerdotes,
religiosos e leigos (cfr. Agência Fides 16/10/2004)
Já em
dezembro de 2003, a pressão de grupos terroristas sobre a
comunidade
cristã de Mosul havia se intensificado. Um ano atrás, um
grupo
armado invadiu, durante a noite, a sede do Patriarcado Caldeu
da
cidade, depois de uma longa série de atos de intimidação. O
Patriarcado
havia recebido muitas cartas que ameaçavam de morte os
cristãos
se não se convertessem ao Islamismo. Os líderes religiosos
cristãos
lançaram apelos a toda a cidadania de Mosul, para que os
extremistas
e violentos fossem isolados do resto da população.
Mosul,
que se encontra a 370 km ao norte da capital, Bagdá, tem mais
de um
milhão de habitantes. No momento, 1.200 soldados americanos e
1.600
homens das forças de segurança presidiam a cidade. (PA)
32 - Igrejas
orientais preocupadas com a situação no Iraque
Fonte:
Agência Ecclesia 07/12/2004
A
Fundação "Pro Oriente" e as Igrejas cristãs de tradição síria
exortaram
os governos do Iraque e dos EUA a velar "por uma melhor
protecção
dos cristãos iraquianos" e pela "liberdade religiosa" para
todos
seus cidadãos.
Na carta,
os assinantes manifestam a sua preocupação pelas numerosas
vítimas
inocentes da guerra e pelos violentos confrontos no Iraque.
A missiva
recorda a presença cristã no Iraque desde o século I,
respeitada
pela população como um "elemento de equilíbrio", e pede às
autoridades
que façam o possível para proteger a liberdade religiosa.
A
Fundação Pro Oriente foi fundada em 1964 em Viena, durante o
Concilio
Vaticano II, por iniciativa do então Arcebispo da capital
austríaca,
Cardeal Franz König. O seu objectivo é a promoção do
diálogo
ecuménico com as Igrejas ortodoxas e de tradição oriental.
Octávio
Carmo
33 - A
Fundação Pró Oriente e as igrejas cristãs de tradição síria
pediram
aos governos dos Estados Unidos e do Iraque maior proteção
para os
cristãos desse país e maior liberdade religiosa para todos os
seus
cidadãos.
Fonte:
Agência EFE 06/12/2004
Em carta
dirigida ao presidente americano, George W. Bush; ao
presidente
interino iraquiano, Ghazi al-Yawar; e ao primeiro-
ministro,
Iyad Allawi, esta fundação católica defensora do diálogo
ecumênico
manifestou sua crescente preocupação com as inúmeras
vítimas
inocentes da guerra e dos confrontos violentos no Iraque.
Segundo a
agência católica austríaca Kathpress, a Pró Oriente pede
que as
autoridades respeitem a liberdade religiosa.
Esta
fundação surgiu em 1964, em Viena, por causa do II Concílio
Vaticano,
por iniciativa do arcebispo desta capital, cardeal Franz
Koenig, e
tem como objetivo o diálogo ecumênico com as igrejas
ortodoxas
e de tradição oriental para promover a unidade entre os
cristãos.
As
igrejas de tradição síria analisaram em Changanassery, Índia, por
iniciativa
da fundação, a atual situação no Iraque, junto com
representantes
das confissões cristãs mais importantes do país.
Desde
agosto, foram registrados diferentes atentados contra
instituições
cristãs em Bagdá e Mossul, nos quais houve mortos e
destruição.
Além disso, cresce o número de cristãos que deixam o país
por se
sentirem ameaçados.
O
patriarca da Igreja Caldéia de Bagdá, Emanuel III Delly, pediu
recentemente
ao mundo ocidental "orações e ajuda" para os cristãos,
da mesma
forma que para toda a população do Iraque.
Em uma
entrevista recente ao jornal Standard, de Viena, o patriarca
ressaltou
que os atentados e a perseguição à minoria cristã no Iraque
são
praticados por poucos e sem a aprovação da maioria. E advertiu
que
nesses atentados, certamente, também morrem muçulmanos.
34 -
ORGANIZAÇÃO CATÓLICA ESCREVE A BUSH PARA MANIFESTAR PREOCUPAÇÃO
COM
VIOLÊNCIA NO IRAQUE
Fonte:
Rádio Vaticana 06/12/2004
Viena, 06
dez (RV) - A Fundação Pro Oriente e as Igrejas cristãs de
tradição
síria exortaram os governos do Iraque e dos Estados Unidos a
velar por
uma melhor proteção dos cristãos iraquianos e pela
liberdade
religiosa para todos seus cidadãos.
O pedido
foi feito em uma carta dirigida ao Presidente dos EUA,
George W.
Bush, ao Presidente interino iraquiano, Ghazi al-Yauer, e
ao
Primeiro-ministro, Yyad Alaui. Na carta, a Fundação Pro Oriente
manifestou
sua preocupação pelas numerosas vítimas inocentes da
guerra e
pelos violentos confrontos no Iraque.
A
organização recorda a presença cristã no Iraque desde o século I,
respeitada
pela população como um "elemento de equilíbrio", e pede às
autoridades
que façam o possível para proteger a liberdade religiosa.
A
Fundação Pro Oriente foi fundada em 1964 em Viena, durante o
Concilio
Vaticano II, por iniciativa do então Arcebispo da capital
austríaca,
Cardeal Franz König. Seu objetivo é a promoção do diálogo
ecumênico
com as Iglesias ortodoxas e de tradição oriental, para
promover
a unidade entre os cristãos. (BF)
35 - Alta
tensão entre muçulmanos e cristãos no Egito
Fonte:
Agência EFE 06/12/2004
Por Naji
Al Qanni Cairo, 6 dez (EFE).- O governo do Egito e a Igreja
Copta
tentavam hoje, segunda-feira, conter a tensão registrada entre
a maioria
muçulmana e a minoria cristã, alguns de cujos membros
acusam
funcionários públicos de tentar converter sua comunidade ao
Islã.
Segundo a
imprensa local, Osama El Baz, o principal assessor político
do
presidente Hosni Mubarak, entrou em contato com o papa da Igreja
Copta,
Shenuda III, para apaziguar os ânimos depois que o foco de
tensão,
que surgiu há duas semanas em Asiut, se transferiu nas
últimas
horas ao Cairo.
Centenas
de cristãos se manifestaram no domingo em frente a uma
igreja do
bairro de Abbasya, próximo ao aeroporto da capital egípcia,
onde era
realizado o funeral de um conhecido jornalista copto, Said
Sumbel, e
o qual invadiram gritando slogans contra o que consideram
uma
política premeditada do governo.
Os
manifestantes protestavam pelo caso da mulher de um predicador
cristão
da localidade de Buheira -150 quilômetros ao norte de Cairo,
no Delta
do Nilo-, que segundo eles foi obrigada a se converter ao
Islã.
Embora o
ministro de Desenvolvimento, Abdelrahim Shehata, tenha
viajado
na quarta-feira a Buheira para se reunir com os hierarcas
coptos da
região, a situação nessa localidade continuava tensa hoje,
informaram
os meios locais.
O de
Buheira é só o ultimo de uma série de casos que refletem o mal-
estar da
comunidade copta desde que, em meados de novembro, o líder
do
governamental Partido Nacional Democrático (PND) de Asiut -que
abriga a
maior comunidade copta do país- fora acusado pelo clero
local de
incitar a juventude copta a se converter ao Islã.
O
funcionário governamental, Mohamed Abdelmohsen Saleh, negou as
acusações,
mas a hierarquia clerical de Asiut não deixou de atribuir-
lhe a
intenção de cercear os direitos dos coptos, entre eles o de
construir
igrejas.
Asiut foi
palco nos anos 90 de um espiral de vinganças entre cristãos
e
muçulmanos que mataram dezenas de pessoas de ambas as comunidades.
Embora os
últimos enfrentamentos sangrentos na região se remontem a
1998,
Asiut e seus arredores seguem sendo desde então uma das áreas
do país
com maior vigilância das forças de segurança. A região
continua
fechada ao turismo e só pode ser visitada visitar com uma
permissão
especial das autoridades.
Segundo
especialistas da Universidade Americana do Cairo, até 50.000
coptos se
convertem anualmente ao Islá, em muitos casos para obter
vantagens
administrativas na hora de conseguir emprego.
Apenas
10% dos 70 milhões de egípcios são coptos, o que lhes converte
na maior
comunidade cristã do mundo árabe.
Apesar de
terem perdido sua língua e falarem árabe, os coptos se
consideram
os verdadeiros descendentes dos habitantes do Antigo
Egito.
Atribuem a seus ancestrais o fato de ter resistido à
islamização
da população que aconteceu com a chegada dos árabes ao
país, no
século VI depois de Cristo.
36 - Mais
de 30 cristãos presos em protesto no Egito
Fonte: AP
09/12/2004
Cairo -
Mais de 30 cristãos egípcios foram presos e 24 soldados da
tropa de
choque da polícia ficaram feridos durante um protesto
furioso
contra a conversão forçada de uma mulher ao Islã - acusação
negada
pelas autoridades egípcias.
Milhares
de cristãos tomaram o complexo da catedral copta ortodoxa do
Cairo,
carregando cruzes de madeira, gritando slogans e exigindo que
as
autoridades libertassem a mulher. Segundo os manifestantes, Wafaa
Constantine,
mulher de um padre, foi seqüestrada e forçada a aceitar
o
islamismo.
Os
protestos tiveram início no domingo, quando se espalhou o boato de
que
Wafaa, uma funcionária pública, havia sido forçada a se converter
pelo
chefe. A manifestação atingiu o clímax quando o papa Shenouda
III
deixou a catedral, depois de receber a promessa de que a mulher
seria
liberada na quarta-feira. Mas o retorno acabou adiado, de
acordo
com o bispo Yanous, um assessor próximo do papa.
Milhares
de policiais de choque cercaram a área, enquanto os
manifestantes
começavam a arremessar pedras. Os dois lados estavam
separados
pelos portões da catedral. Testemunhas dizem que a polícia
jogava
pedras de volta na multidão. Entre os feridos há um padre,
Matyas
Abdel Maseh. "O governo está atacando os cristãos", afirmou.
De acordo
com um representante do Ministério do Interior, Wafaa foi
levada
para um monastério do Cairo, onde uma comissão investiga se
ela foi
forçada a abraçar o Islã ou se se converteu espontaneamente,
para
abandonar o marido e se casar com o chefe.
37 -
CALENDÁRIO DOCUMENTA A DESTRUIÇÃO DAS IGREJAS ARMÊNIAS
Fonte:
Armenia.com.br
Glendale,
CA., EE.UU. (Asbarez) - A organização Pesquisa sobre a
Arquitetura
Armênia (PAA) lançou seu calendário para 2005, destacando
a real
situação das Igrejas Armênias na Turquia, intactas na virada
do século
XIX para XX, mas se encontram hoje numa fase final de total
destruição
e abandono. A PAA pesquisa e busca os monumentos
arquitetônicos
armênios da Armênia histórica, e que estão atualmente
no
território da Turquia - principalmente nas regiões da Armênia
Ocidental
e Cilícia, bem como nos países circunvizinhos, Geórgia,
Azerbaijão,
Nakhitchevan e Irã. O objetivo da organização é
fotografar
e mapear os monumentos existentes a fim de resgatá-los em
documentos,
apresentando os ao conhecimento da opinião pública
armênia e
internacional, antes da erradicação e eliminação total dos
mesmos. A
organização PAA iniciou suas atividades em fins de 1960, e
atua hoje
como uma organização filantrópica (não-lucrativa) na
Armênia.
Os interessados em obter maiores informações sobre as
atividades
desta organização, podem acessar o site http://www.raa.am
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