BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 11 - 01 de dezembro de 2004

MENSAGEM

Prezados Irmãos em Cristo,

Este número do Boletim ficou grande e a maioria das mensagens está
relacionada com a devolução das relíquias de São João Crisóstomo e de
São Gregório Nazianzeno para o Patriarcado de Constantinopla.

Continuando a divulgação de livros sobre as Igrejas Orientais, no
final do Boletim está breve comentário sobre o livro "Creio no
Espírito Santo - Perspectiva Oriental", do Padre Theodoro Corrêa de
Oliveira, reitor do Seminário Greco-Melquita Católico da Sant´Ana em
São Paulo.

Saudações Fraternais

Luis Felipe
[email protected]


ÍNDICE

1 - Patriarca ortodoxo vai ao Vaticano recuperar relíquias

2 - Amanhã, Celebração Ecumênica na Basílica de S. Pedro para a
entrega das relíquias dos Santos João Crisóstomo e Gregório de
Nazianzeno ao Patriarca Ecumênico de Constantinopla

3 - O Papa preside a Celebração Ecumênica ao lado do Patriarca
Ecumênico de Constantinopla: "Não me cansarei de buscar a comunhão
entre os discípulos de Cristo, com firmeza e determinação"

4 - Devolução das relíquias impulsiona a reconciliação entre
ortodoxos e católicos. O Papa entrega ao patriarca de Constantinopla
restos de seus dois santos predecessores.

5 - Carta do Papa ao patriarca de Constantinopla na entrega de
relíquias. Dos santos Gregório Nazianzeno e João Crisóstomo

6 - Bartolomeu I assegura que viveu em Roma seu maior serviço como
patriarca de Constantinopla. Após receber as relíquias de seus
predecessores das mãos do Papa

7 - Santa Sé esclarece que entrega de relíquias não é "reparação",
mas gesto de caridade

8 - Papa devolve relíquias de patriarcas à Igreja Ortodoxa

9 - PAPA RESTITUI RELÍQUIAS À IGREJA ORTODOXA

10 - Papa entrega relíquias a patriarca de Constantinopla e pede
união
cristã

11 - Papa devolve relíquias saqueadas nas Cruzadas

12 - Os novos caminhos no diálogo ecuménico

13 - O papa João Paulo II devolveu neste sábado, durante uma missa
solene, relíquias roubadas de Constantinopla durante as cruzadas, em
um "gesto fraterno" que foi saudado pelo patriarca ortodoxo
Bartolomeu I presente à cerimônia.

14 - Emoção entre católicos e ortodoxos, pelo dom das relíquias de
São João Crisóstomo e São Gregório Naziazieno - O Estado restitui um
mosteiro dos Jesuítas à comunidade sírio-católica

15 - Católicos e ortodoxos buscam superar suspeitas na busca da
unidade. Na celebração de Santo André, patrono do patriarcado de
Constantinopla

16 - DELEGAÇÃO DA SANTA SÉ ESTÁ EM ISTAMBUL PARA FESTA DE SANTO ANDRÉ

17 - As dificuldades no ecumenismo não diminuem sua urgência.
Entrevista com a teóloga Jutta Burggraf

18 - PAPA REZA PELA PAZ NA UCRÂNIA

19 - João Paulo II pede paz para a Ucrânia

20 - Ucrânia: Líderes da Igreja Greco-Católica apelam à calma e
apoiam processo democrático

21 - O Papa segue rezando pela paz na Ucrânia. Saúda peregrinos
desse país após rezar o Angelus.

22 - "As pessoas respiram aliviadas depois dos ataques dos últimos
dias" - dizem fontes da Fides em Mosul

23 - Missa Celebração ortodoxa será hoje às 17h Evento é organizado
pela comunidade árabe regularmente


NOTÍCIAS INTERNACIONAIS

1 - Patriarca ortodoxo vai ao Vaticano recuperar relíquias

Fonte: AP 26/11/2004

Roma - O líder espiritual dos cristãos ortodoxos do mundo chegou à
capital da Itália para uma cerimônia no Vaticano, na qual receberá as
relíquias de dois santos, levadas para Roma há séculos. O papa João
Paulo II entregará as relíquias dos patriarcas João Crisóstomo e
Gregório de Nazianzo ao patriarca ecumênico Bartolomeu I, na Basílica
de São Pedro, neste Sábado.
"Este é um evento muito importante para nós. A Igreja Ortodoxa dá
grande importância a essas relíquias e apreciamos o gesto do papa",
disse Bartolomeu, segundo a agência de notícias Anatólia. "Este é um
símbolo das Igrejas Ortodoxa e Católica desenvolvendo boas relações".
Tanto o patriarca quanto o papa vêm enfatizando a reconciliação das
igrejas, separadas em 1054.
Os ortodoxos dizem que as relíquias foram roubadas de Constantinopla,
hoje Istambul, durante o saque da cidade pelos cruzados, em 1204. O
Vaticano, porém, afirma que uma das relíquias, a de Gregório, foi
levada para Roma por monges, no século VIII.


2 - Amanhã, Celebração Ecumênica na Basílica de S. Pedro para a
entrega das relíquias dos Santos João Crisóstomo e Gregório de
Nazianzeno ao Patriarca Ecumênico de Constantinopla

Fonte: Fides 26/11/2004

Cidade do Vaticano (Agência Fides) - No sábado, 27 de novembro, às
11h, durante uma Celebração ecumênica na Basílica de S. Pedro, o
Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, receberá do Papa
João Paulo II algumas relíquias de S. João Crisóstomo e S. Gregório
de Nazianzeno, Bispos e Doutores da Igreja. A Celebração Ecumênica se
realiza segundo a estrutura de uma Liturgia da Palavra e prevê os
seguintes momentos: ritos de introdução e veneração das relíquias;
leitura bíblica e patrística, com alguns trechos dos dois Doutores da
Igreja e cantos da Liturgia Bizantina; Oração universal e Oração do
Senhor; rito de entrega das relíquias, com a leitura de um texto do
Santo Padre e o agradecimento do Patriarca Ecumêni! co; ritos de
conclusão.
A entrega das relíquias, lê-se em um comunicado do Pontifício
Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, constitui um
profundo encorajamento para percorrer a via da unidade: os restos
mortais dos dois Santos Patriarcas de Constantinopla, que lutaram
para salvaguardar a unidade entre Oriente e Ocidente, venerados em
sua terra de origem, acolhidos com grande honra na Igreja de Roma,
que por longos séculos os conservou com cuidado e veneração, se
encaminham novamente em direção ao Oriente, graças a um gesto de
compartilha espiritual, que nutre e fortifica a comunhão entre a Sé
de Roma e de Constantinopla. Quando chegarem a Istambul, as relíquias
serão depositadas em uma capela do Patriarcado e no dia da Festa de
Santo André, em 30 de novembro, serão definitivamente depostas na
Igreja Patriarcal de S. Jorge.
S. Gregório de Nazianzeno, Arcebispo de Constantinopla, Doutor da
Igreja para os Latinos e chamado «o Teólogo» pelos orientais, faleceu
por volta do ano 390. Ele foi sepultado no seu vilarejo natal nas
proximidades de Nazianzeno (Capadócia, hodierna Turquia). Os seus
restos mortais foram sucessivamente transladados para Constantinopla.
A tradição reza que as veneradas relíquias tenham sido trazidas a
Roma por algumas monjas bizantinas de Santa Anastásia, obrigadas a
deixar Constantinopla para fugir das perseguições iconoclastas do
século VIII. Conservadas e veneradas durante toda a Idade Média na
igreja de Santa Maria em Campo Marzio, as relíquias de São Gregório
foram sucessivamente transladadas para a nova Basílica Vaticana em 11
de junho de 1580 e depositadas no altar da capela Gregoriana. S.
Gregório de Nazianzeno foi, portanto, o primeiro Santo a ser deposto
e venerado oficialmente na nova Basílica Vaticana, ao lado de S.
Pedro.
S. João Crisóstomo morreu no exílio em 407. Em 27 de janeiro de 438,
os seus restos mortais foram custodiados pela igreja bizantina dos
Santos Apóstolos em Constantinopla, local tradicional de sepultura de
Arcebispos e imperadores. A seguir, provavelmente no tempo do império
latino de Constantinopla (1204 - 1258), as relíquias foram
transferidas a Roma, para a antiga Basílica Vaticana. Sucessivamente,
em 1600, o Papa Urbano VIII as transferiu para a Capela do Coro dos
Canônicos, na nova Basílica Vaticana. (S.L.)


3 - O Papa preside a Celebração Ecumênica ao lado do Patriarca
Ecumênico de Constantinopla: "Não me cansarei de buscar a comunhão
entre os discípulos de Cristo, com firmeza e determinação"

Fonte: Fides 27/11/2004

Cidade do Vaticano (Agência Fides) - "Amado Irmão, não me cansarei
jamais de buscar a união entre os discípulos de Cristo com firmeza e
determinação, pois o meu desejo, segundo a vontade do Senhor, é ser
servo da comunhão, "na verdade e no amor, até que o barco - símbolo
que o Conselho Ecumênico escolheu como emblema - não seja despedaçado
pelas tempestades e possa chegar um dia ao porto desejado (Ut unum
sint, 97)". Esse é um trecho da carta dirigida pelo Santo Padre ao
Patriarca Ecumênico de Constantinopla, por ocasião da Celebração
desta manhã. Às 11 hs., na Patriarcal Basílica Vaticana, o Santo
Padre João Paulo II presidiu, junto ao Patriarca Ecumênico de
Constantinopla, Sua Santidade Bartolomeu I, uma Cel! ebração
Ecumênica para a entrega das Relíquias dos Santos Gregório Nazianzeno
e João Crisóstomo, Bispos e Doutores da Igreja. Durante a Celebração,
após a veneração das relíquias e a leitura bíblica e patrística de
alguns trechos dos dois Doutores da Igreja e um momento de oração,
houve o rito de entrega das relíquias, com a leitura de um texto do
Santo Padre e a homilia do Patriarca Ecumênico.
Após recordar o encontro de 29 de junho passado, na ocasião da festa
dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o Papa destacou que a ocasião
para outro encontro fraterno "no amor, na oração, e no desejo de
caminhar juntos para a plena e visível unidade que Cristo quer para
seus discípulos" é justamente a veneração comum das relíquias dos
Santos Gregório o Teólogo e João Crisóstomo, "dois Pais da Igreja do
Oriente, dois Santos Patriarcas de Constantinopla, dois Doutores da
Igreja que, com São Basílio, o Grande, sempre foram honrados com uma
festa na Igreja católica". "Vemos, na tradição de suas relíquias, que
retornam a Constantinopla, uma ocasião abençoada para purificar
nossas memórias feridas, reforçar o nosso caminho de reconciliação,
confirmar que a fé destes nossos Santos Doutores é a fé das Igrejas
do Oriente e do Ocidente". (S.L.)


4 - Devolução das relíquias impulsiona a reconciliação entre
ortodoxos e católicos. O Papa entrega ao patriarca de Constantinopla
restos de seus dois santos predecessores.

Fonte: Zenit 28/11/2004

CIDADE DO VATICANO, domingo, 28 de novembro de 2004 (ZENIT.org ).- Ao
entregar esse sábado as relíquias dos santos Gregório Nacianceno e
João Crisóstomo ao patriarca ecumênico de Constantinopla, João Paulo
II auspiciou que este gesto sirva «para purificar nossas memórias
feridas» e«reforçar nosso caminho de reconciliação».

Por sua parte, ao recebê-las, o patriarca ortodoxo Bartolomeu I
assinalou que esse ato confirmou «que não existem na Igreja de Cristo
problemas insuperáveis».

A entrega das relíquias, com parte dos restos mortais dos dois padres
da Igreja, patriarcas de Constantinopla, aconteceu na basílica de São
Pedro, no Vaticano, em uma solene liturgia na qual o Papa em ocasiões
não conseguiu esconder a emoção.

No encontro, leu-se uma carta do pontífice ao patriarca, «primus
inter pares» das Igrejas ortodoxas, na qual considera que o regresso
das relíquias a Constantinopla se converte em «uma oportunidade
abençoada para purificar nossas memórias feridas, para reforçar nosso
caminho de reconciliação».

Desta forma, acrescentou no texto, que em seu nome foi lido pelo
arcebispo Leonardo Sandri, substituto da Secretaria de Estado para os
Assuntos Gerais, este gesto demonstra que é o «momento propício» para
rezar para que Deus, «apresse a hora na qual possamos viver juntos,
na celebração da santa Eucaristia, a comunhão plena, e contribuir
assim de maneira mais eficaz a fazer que o mundo creia que Jesus
Cristo é o Senhor».

«Não me cansarei nunca de buscar firme e decididamente esta comunhão
entre os discípulos de Cristo, pois meu desejo, em resposta à vontade
do Senhor, consiste em ser servo da comunhão na verdade e no amor»,
assegurou o Papa.

Após a veneração das relíquias, a leitura bíblica e dos textos de
algumas passagens dos dois doutores da Igreja, e um momento de
oração, aconteceu o rito de entrega das relíquias.

À leitura da mensagem do Papa seguiu o agradecimento público do
patriarca Bartolomeu I, que confessou a «alegria» que esse gesto
provoca não só na sede de Constantinopla, mas em toda a comunidade
ortodoxa.

«Celebra-se hoje um ato sagrado, que repara uma anomalia e injustiça
eclesiástica --afirmou. Este fraterno gesto da Igreja daa Antiga Roma
confirma que não existem na Igreja de Cristo problemas insuperáveis,
quando o amor, a justiça e a paz se encontram na sagrada busca da
reconciliação e da unidade».

Com este ato, concluiu, o Papa deu «um luminoso exemplo que há que
imitar».

As relíquias de São Gregório Nacianceno, falecido no ano 390,
chegaram a Roma com um grupo de monjas bizantinas que escapavam da
perseguição do século VIII e, que deste modo, puseram-nas a salvo.

As de São João Crisóstomo, falecido no ano 407, foram subtraídas
provavelmente durante o império latino de Constantinopla, que durou
desde 1204 até 1258.


5 - Carta do Papa ao patriarca de Constantinopla na entrega de
relíquias. Dos santos Gregório Nazianzeno e João Crisóstomo

Fonte: Zenit 28/11/2004

CIDADE DO VATICANO, domingo, 28 de novembro de 2004 (ZENIT.org ).-
Publicamos a carta que João Paulo II enviou ao patriarca ecumênico de
Constantinopla, Bartolomeu I, ao entregar-lhe esse sábado as
relíquias dos santos Gregório Nazianzeno e João Crisóstomo em uma
celebração ecumênica celebrada na Basílica Vaticana.

* * *

Ao amado irmão Bartolomeu I, patriarca de Constantinopla:

1. Mantém-se viva em meu coração a alegria de nosso encontro no átrio
desta Basílica Vaticana, em 29 de junho deste ano, com motivo da
festa dos santos apóstolos Pedro e Paulo. E agora o Senhor, em sua
benevolência, volta-nos a dar a possibilidade de viver aqui, ante o
túmulo do apóstolo Pedro, outro encontro fraterno no amor, na oração
e na vontade de caminhar juntos para essa unidade plena e visível que
Cristo quer para seus discípulos.

Oferece-nos esta oportunidade a comum veneração pelas relíquias dos
santos Gregório, o Teólogo, e João Crisóstomo, dois padres da Igreja
de Oriente, dois santos patriarcas de Constantinopla, dois doutores
da Igreja que, junto a São Basílio, o Grande, sempre foram honrados
com força na Igreja Católica. E nós, cada vez que «nos encontramos
com estes padres nossos, somos confirmados na fé e alentados na
esperança» (carta apostólica «Patres Ecclesiae», 1).

2. Agora algumas de suas relíquias --restos daqueles corpos que
viveram o seguimento de Cristo, sofreram a perseguição por seu Nome e
foram templo do Espírito Santo-- regressam a Constantinopla.

No traslado destas relíquias tão santas percebemos uma oportunidade
abençoada para purificar nossas memórias feridas, para reforçar nosso
caminho de reconciliação, para confirmar que a fé destes santos
doutores nossos é a fé das Igrejas do Oriente e do Ocidente. Vemos,
ao mesmo tempo, a hora propícia para «mostrar com palavras e gestos
de hoje imensas riquezas que nossas Igrejas conservam nos cofres de
suas tradições» («Orientale lúmen», 4).

Este é o «momento propício» para unir a sua intercessão nossa oração
para que o Senhor apresse a hora na qual possamos viver juntos, na
celebração da santa Eucaristia, a comunhão plena, e contribuir assim
de maneira mais eficaz a fazer que o mundo creia que Jesus Cristo é o
Senhor.

3. Amado irmão, não me cansarei nunca de buscar firme e decididamente
esta comunhão entre os discípulos de Cristo, pois meu desejo, em
resposta à vontade do Senhor, consiste em ser servo da comunhão «na
verdade e no amor para que a barca --maravilhoso símbolo que o
Conselho Ecumênico das Igrejas elegeu como emblema-- não seja
sacudida pelas tempestades e possa chegar um dia ao porto» («Ut unum
sint», 97).

O Senhor, que vem entre seus santos (Cf. Zacarias 14, 5), confirme
nossos propósitos e nos preserve no compromisso do cumprimento
cotidiano do mandamento novo. Na paciência de Cristo e na caridade de
Deus, com afeto fraterno.

Desde o Vaticano, 27 de novembro de 2004

IOANNES PAULUS II


6 - Bartolomeu I assegura que viveu em Roma seu maior serviço como
patriarca de Constantinopla. Após receber as relíquias de seus
predecessores das mãos do Papa

Fonte: Zenit 29/11/2004

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 29 de novembro de 2004
(ZENIT.org ).- Bartolomeu I confessou que esse sábado viveu em Roma o
serviço mais importante que ofereceu em seus 13 anos como patriarca
ecumênico de Constantinopla ao receber das mãos de João Paulo II as
relíquias de dois santos doutores da Igreja, que o precederam em sua
sede patriarcal.

O «primus inter pares» das igrejas ortodoxas reconhece: «Estou
comovido e muito contente. Não só pessoalmente, mas toda a Igreja de
Constantinopla e posso dizer, sem reservas, que também toda a
Ortodoxia, todo o Oriente cristão».

O patriarca recebeu esse sábado de João Paulo II em sua solene
liturgia celebrada na Basílica de São Pedro no Vaticano as relíquias
dos santos Gregório Nazianzeno e João Crisóstomo.

«É um passo muito importante para a unidade entre nossas Igrejas
irmãs», sublinhou o patriarca em uma entrevista concedida à «Rádio
Vaticano». «Considero que foi o mais importante de meu serviço
patriarcal destes últimos 13 anos. Damos graças a Sua Santidade»,
João Paulo II.

Bartolomeu I, que foi eleito sucessor de Santo André Apóstolo na Sede
de Constantinopla em 1991, acolheu em seu avião de regresso a
Constantinopla uma delegação da Santa Sé, presidida pelo cardeal
Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da
Unidade dos Cristãos.

Os representantes papais se unirão esta terça-feira à Igreja de
Constantinopla e a outros numerosos representantes católicos e
ortodoxos na celebração da festa de Santo André.

«Podemos esperar outros passos adiante --confirma Bartolomeu I--. Não
podemos prever quais serão, mas serão sempre positivos, sempre passos
fraternos que promoverão boas relações entre nós. Cada um destes
passos será uma pedra na construção do edifício da unidade plena».


7 - Santa Sé esclarece que entrega de relíquias não é "reparação",
mas gesto de caridade

Fonte: ACI 29/11/2004

VATICANO, 29 Nov. 04 (ACI ) .- O Diretor da Sala de Imprensa da Santa
Sé, Joaquim Navarro Valls, esclareceu neste fim de semana que a
entrega das relíquias dos Santos João Crisóstomo e Gregório Naziazeno
ao Patriarca Bartolomeu I não foi um ato de "reparação" mas sim de
comunhão.
Navarro Valls observou que "alguns meios de comunicação difundiram a
notícia de que o gesto do Papa João Paulo II, de grande importância
eclesiástica e expressão da `comunicatio in sacris' existente entre o
Oriente e o Ocidente cristãos, seja uma `reparação' e um modo do Papa
de `pedir perdão' por parte da Igreja Católica pela subtração das
relíquias do Patriarcado ecumênico durante a cruzada do século XIII".
O porta-voz da Santa Sé explicou que "essa interpretação é inexata do
ponto de vista histórico porque, entre outras coisas, os restos
mortais de São Gregório Naziazeno chegaram a Roma no século VIII, na
época da perseguição iconoclasta, para ficarem à salvo".
"Sem negar os trágicos acontecimentos do século XIII, com a volta -
não a restituição- a Constantinopla das relíquias dos dois Santos,
igualmente venerados no Oriente e no Ocidente, exemplos luminosos da
busca da unidade e da paz da Igreja de Cristo, além das polêmicas e
das dificuldades do passado, no terceiro milênio quer voltar a propor
este exemplo edificante e despertar uma oração dos católicos e dos
ortodoxos para sua comunhão plena".
As relíquias
As relíquias de São Gregório Nazianzeno foram transladadas de
Constantinopla a Roma por várias freiras bizantinas no século VIII na
época das perseguições iconoclastas dos imperadores Leão III Isaurico
e Constantino, que negavam o culto às imagens sagradas e perseguia a
quem as venerasse.
As relíquias se conservaram na Igreja romana de Santa Maria em ampo
Marzio até que o Papa Gregório XIII em 1580 pediu às religiosas que
as trouxessem para a basílica vaticana e foram colocadas debaixo do
altar da Capela Gregoriana.
O Pontífice quis entretanto que as freiras conservassem uma relíquia
pertencente ao braço do santo.
São João Crisóstomo morreu no exílio e suas relíquias foram
transladadas a Constantinopla por ordem do imperador Teodósio.
Permaneceram neste lugar até a época do império latino de Ocidente
(1204-1258), quando foram transportadas a Roma.
Em 1990 foram transladadas ao altar da Capela do Coro na basílica de
São Pedro, uma vez restaurado.


8 - Papa devolve relíquias de patriarcas à Igreja Ortodoxa

Fonte: Folha Online 27/11/2004

O papa João Paulo 2º devolveu hoje à Igreja Ortodoxa os ossos de dois
patriarcas que estavam no Vaticano, em Roma, há séculos, trazidos de
Constantinopla (atual Istambul, na Turquia).

O papa disse, em uma carta entregue ao patriarca ortodoxo, Bartolomeu
1º, que espera que a "devolução destas relíquias a Constantinopla
seja uma ocasião abençoada para purificar nossas memórias feridas e
para reforçar nosso caminho de reconciliação".

"Este gesto fraterno da Igreja de Roma confirma que não existem na
Igreja de Cristo problemas que não possam ser superados quando o
amor, a justiça e a paz se encontram em um espírito de reconciliação
e busca de unidade", disse Bartolomeu 1º.

O papa se sentou ao lado do patriarca da Igreja Ortodoxa, Bartolomeu
1º, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, enquanto as relíquias
foram trazidas ao altar, em relicários de cristal e alabastro.

As relíquias são os ossos dos patriarcas ortodoxos João Crisóstomo e
Gregório Nazianzeno --arcebispos católicos antes do Cisma (do
grego "schísma") de 1054 entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa,
e que depois de tornaram patriarcas ortodoxos.

A Igreja Ortodoxa diz que as relíquias foram roubadas de
Constantinopla em um saque à cidade em 1204. O Vaticano, por sua vez,
alega que os ossos foram levados a Roma por monges bizantinos no
século 8.

Uma cerimônia com representantes das duas Igrejas deverá ser
realizada hoje em Istambul, para celebrar a volta das relíquias à
cidade.

Reconciliação

Em agosto deste ano, o papa mostrou seu desejo de reconciliar-se com
os ortodoxos, restituindo aos russos da imagem de Nossa Senhora de
Kazan.

A imagem, que estava na sala de estudos privados do papa, desapareceu
da Rússia durante a Revolução de Outubro, no início do século 20, e
circulou por vários países da Europa antes de ser entregue há dez
anos ao Vaticano.

O Sumo Pontífice planejara devolver a imagem durante uma eventual
viagem à Rússia, um de seus sonhos, que não pôde ser realizado por
causa da oposição do patriarca ortodoxo Alexis 2º.

Apesar do gesto de amizade de João Paulo 2º, as relações entre as
duas igrejas cristãs continuam sendo tensas. Os ortodoxos acusam os
católicos de proselitismo e de terem se apropriado de várias igrejas
e terrenos na Ucrânia depois do fim da União Soviética em 1991.

Com agências internacionais


9 - PAPA RESTITUI RELÍQUIAS À IGREJA ORTODOXA

Fonte: ANSA 27/11/2004

CIDADE DO VATICANO, 27 (ANSA) - João Paulo II restituiu hoje ao
Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomé I, as relíquias de
São Gregório Nazianzo e São João Crisótomo, e pediu para trabalharem
pela "unidade" do cristianismo e reparar a cisão histórica entre as
Igrejas.
O Papa, que se aproximou em um abraço com o patriarca ortodoxo,
assegurou que "nunca" irá parar de buscar, de modo "firme e
resolvido", a "comunhão entre os discípulos de Cristo".
"Meu desejo, em resposta à vontade do Senhor, é ser um servo da
comunhão na verdade e no amor", disse João Paulo II.
O Papa assegurou, nesse sentido, que "não existem na Igreja de
Cristo problemas insuperáveis, quando o amor, a justiça e a paz se
encontram na sagrada diaconia da reconciliação e da unidade".
O porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro, manifestou que a
restituição das relíquias de São João Crisóstomo e São Gregório de
Nazianzo, chamado o Teólogo, não é uma "reparação" mas uma forma da
Igreja Católica de conseguir a "unidade".
As relíquias foram pegas de Constantinopla em 1204, durante o
assalto cruzado, e levadas ao Vaticano.
As Igrejas do Oriente e Ocidente se separaram no cisma de 1054,
quando o papa Leon IX e o patriarca Miguel Celurario foram
excomungados.


10 - Papa entrega relíquias a patriarca de Constantinopla e pede
união
cristã

Fonte: Reuters 27/11/2004

CIDADE DO VATICANO - O Papa João Paulo II, numa tentativa de melhorar
relações com os cristãos ortodoxos, devolveu no sábado restos de dois
dos mais importantes santos da Igreja Ortodoxa 800 anos após serem
retirados de Constantinopla pelos cruzados.

Próximo de Bartolomeu I, o patriarca de Constantinopla e líder
espiritual dos 300 milhões de cristãos ortodoxos do mundo, o
pontífice de 84 anos renovou apelos para unidade entre as alas da
Igreja, que se separaram no Grande Cisma de 1054.

- Vemos nesta transferência de relíquias uma chance abençoada de
purificar nossas memórias feridas, para afirmar nosso caminho em
direção a uma reconciliação - afirmou o Papa.

Bartolomeu, respondendo aos pedidos de laços mais próximos, agradeceu
ao Papa por corrigir uma "injustiça eclesiástica".

- Este gesto fraternal da Igreja da Velha Roma confirma que não há
problemas insuperáveis na igreja de Cristo - afirmou Bartolomeu.

A alguns metros dos dois líderes religiosos, duas urnas guardavam os
restos de São Gregório Nazianzen e de São João Crisóstomo, que serão
enviados para Istambul no fim do sábado.

Desde sua eleição em 1978, o Papa fez da reconciliação com os
cristãos ortodoxos uma prioridade de sua agenda.

Durante uma visita a Atenas, em 2001, o papa pediu a Deus para
perdoar os católicos romanos por mil anos de pecados contra os
cristãos ortodoxos. Ele também pediu perdão aos muçulmanos pelos
cruzados, que tentaram reconquistar a Terra Santa, e aos judeus por
séculos de anti-semitismo.

Alguns relatos históricos afirmam que os restos de Nazianzen e de
Crisóstomo foram levados em 1204 durante um saque a Constantinopla,
atual Istambul. Mas o porta-voz do Vaticano afirma que os restos de
Nazianzen foram levados no século oitavo para Roma para serem
protegidos.

A recente viagem de Bartolomeu a Roma pode ser significativa para o
desejo do Papa em visitar Moscou, cidade que abriga a sede da
poderosa Igreja Ortodoxa Russa. Mas líderes ortodoxos têm acusado a
Igreja Católica Romana de se aproximar de antigas nações comunistas
na tentativa de converter seus habitantes. A Igreja Católica nega as
acusações.


11 - Papa devolve relíquias saqueadas nas Cruzadas

Fonte : BBC 27/11/2004

Roma - O papa João Paulo 2º vai fazer um gesto de amizade aos
cristãos ortodoxos sem precedentes durante cerimônia no Vaticano
neste sábado. Ele vai entregar as relíquias de dois santos do início
da era cristã ao patriarca de Constantinopla, Bartolomeu 1º.

As relíquias foram veneradas por centenas de anos em Constantinopla -
Istambul desde 1453. Elas foram saqueadas por mercenários cristãos no
período das Cruzadas e estão na Basílica de São Pedro, em Roma. Os
ossos seriam de São João Crisóstomo e São Gregório, dois sábios da
Igreja Cristã. Ambos foram arcebispos de Constantinopla muito antes
do cisma entre as Igrejas Cristãs do Ocidente e do Oriente, há quase
mil anos.

Ao som do canto majestoso de um coral ortodoxo, o papa vai entregar
formalmente as relíquias a Bartolomeu 1º, líder espiritual de cerca
de 300 milhões de cristãos ortodoxos do mundo todo. O papa fez da
reconciliação das Igrejas cristãs um dos grandes temas de seu longo
pontificado, mas até agora teve sucesso limitado.

O diálogo entre católicos e anglicanos emperrados em torno da questão
da ordenação de mulheres pela Igreja anglicana e as relações com os
ortodoxos russos ainda estão tensas, apesar de o papa recentemente
ter presenteado o líder da Igreja russa com um ícone sagrado antigo.
Os russos acusam o papa de tentar forçar a conversão de fiéis
ortodoxos, uma acusação que o Vaticano nega enfaticamente.

Tentativa de reconciliação

Mesmo fragilizado, o papa insistiu em fazer esse gesto único de
devolver as relíquias dos santos à sua cidade de origem, mas é
improvável que isso permita grandes avanços na retomada das relações
com os cristãos ortodoxos.

Um graduado cardeal do Vaticano, encarregado das relações com outras
Igrejas cristãs, admitiu recentemente que o entusiasmo por uma
unidade total e visível entre católicos e membros de outras Igrejas
cristãs está esfriando.

No mês passado, os bispos da Igreja Ortodoxa Grega vetaram planos
para um visita do Arcebispo de Atenas à Roma, em retribuição à visita
de João Paulo 2º a Grécia em 2001. A reunificação das Igrejas Cristãs
claramente não está próxima.


12 - Os novos caminhos no diálogo ecuménico

Fonte: Agência Ecclesia 29/11/2004

João Paulo II deu vida, neste sábado, a mais um momento histórico no
caminho do ecumenismo, quando entregou ao Patriarca Ecuménico de
Constantinopla, Bartolomeu I, as relíquias dos Santos Gregório
Nazianzeno e João Crisóstomo, venerados há séculos na Basílica de São
Pedro.
A cerimónia representou, nas palavras do Papa, o sinal da vontade de
caminhar junto rumo à "plena e visível unidade que Cristo quer para
seus discípulos". A decisão foi saudada pelo Patriarca Ortodoxo
Bartolomeu I como "um gesto fraterno".
João Paulo II fez votos para que "o regresso das relíquias a
Constantinopla possa ser uma ocasião abençoada para purificar as
memórias feridas e reforçar o caminho de reconciliação" entre
católicos e ortodoxos.
No mesmo sentido se manifestou Bartolomeu I, na homilia, assegurando
que "este gesto sagrado repara uma anomalia e uma injustiça
eclesiástica".
"Este gesto fraterno da Igreja de Roma confirma que não existem, na
Igreja de Cristo, problemas inultrapassáveis quando o amor, a justiça
e a paz se reencontram num espírito de reconciliação e procura da
unidade", acrescentou, agradecendo ao Papa por tudo o que ele tem
feito para "cicatrizar as antigas feridas e prevenir novas".
Antes do gesto de sábado, João Paulo II restituíra, em Agosto, o
ícone de Nossa Senhora de Kazan ao Patriarcado Ortodoxo de Moscovo.
O Papa ressaltou o papel dos Santos Gregório Nazianzeno e João
Crisóstomo, "ardentes intercessores do dom da unidade visível para as
nossas Igrejas".
Os dois Santos viveram no século IV, no território que é hoje a
Turquia. As relíquias de São Gregório Nazianzeno encontravam-se em
Roma desde o século VIII, num mosteiro de Beneditinas, tendo sido
transferidas em 1580 para uma capela na Basílica de São Pedro por
iniciativa do Papa Gregório XIII.
Os restos de São João Crisóstomo foram roubados há mil anos, no saque
a Constantinopla, um dos momentos mais dramáticos da história nas
relações entre as Igrejas do Oriente e do Ocidente. Estas relíquias
estão na capela do Santíssimo Sacramento da Basílica de São Pedro
desde o século XVII.
Cantos latinos e coros gregos alternaram-se ao acompanhar a procissão
com as relíquias dos dois Padres e Doutores da Igreja, custodiadas em
urnas de alabastro. O momento crucial da celebração, a entrega das
relíquias a Bartolomeu I, foi precedido da leitura de uma carta
endereçada pelo Papa ao Patriarca de Constantinopla.
Na missiva, lida pelo Arcebispo Leonardo Sandri, Substituto da
Secretaria de Estado, o Papa ressalta que a trasladação das santas
relíquias representa "uma ocasião abençoada para confirmar que a fé
desses nossos Santos é a fé das Igrejas do Oriente e do Ocidente".
"Não me cansarei nunca de buscar, firme e decididamente, esta
comunhão entre os discípulos de Cristo, pois o meu desejo, em
resposta à vontade do Senhor, consiste em ser servo da comunhão na
verdade e no amor", assegurou o Papa.
Dando seguimento a este gesto, ontem à tarde uma delegação da Santa
Sé chegou a Istambul, na Turquia, com Bartolomeu I, para a festa de
Santo André, Patrono do Patriarcado de Constantinopla, que se celebra
no dia 30 de novembro.
À chegada, Bartolomeu I agradeceu diante de uma multidão em festa "a
generosa decisão" do Papa e da Cúria Romana, assegurando que este
gesto "diferencia-os dos seus predecessores".

Octávio Carmo


13 - O papa João Paulo II devolveu neste sábado, durante uma missa
solene, relíquias roubadas de Constantinopla durante as cruzadas, em
um "gesto fraterno" que foi saudado pelo patriarca ortodoxo
Bartolomeu I presente à cerimônia.

Fonte: AFP 27/11/2004

As relíquias são as de dois integrantes da Igreja e patriarcas de
Constantinopla, Gregório Nacianceno e João Crisóstomo, que viveram no
século IV na Capadócia e Antióquia, atual Turquia. O papa, que
estava com uma boa aparência, apesar de sua doença, disse que espera
que a "devolução destas relíquias a Constantinopla seja uma ocasião
abençoada para purificar nossas memórias feridas e para reforçar
nosso caminho de reconciliação", em uma carta entregue ao
patriarca. "Este gesto sagrado repara uma anomalia e uma injustiça
eclesiástica", comentou o patriarca em uma homilia realizada diante
do altar da confissão onde estava sentado, à direita do papa. "Este
gesto fraterno da Igreja de Roma confirma que não existem na Igreja
de Cristo problemas que não possam ser superados quando o amor, a
justiça e a paz se encontram em um espírito de reconciliação e busca
de unidade", acrescentou. Citando San Juan Crisóstomo, afirmou
que "abandonar a Igreja é um dano mais grave que o da heresia" e
agradeceu a João Paulo II por tudo o que fez "para cicatrizar antigas
feridas e prevenir novas". A Igreja ortodoxa e a Igreja Católica
romana estão separadas desde o cisma de 1054. As relíquias serão
transportadas de avião a Istambul neste sábado mesmo.


14 - Emoção entre católicos e ortodoxos, pelo dom das relíquias de
São João Crisóstomo e São Gregório Naziazieno - O Estado restitui um
mosteiro dos Jesuítas à comunidade sírio-católica

Fonte: Fides 30/11/2004

Istanbul (Agência Fides) - Uma assembléia ecumênica acolheu em
Istambul as relíquias de São João Crisóstomo e São Gregório
Nazianzieno, dom do Santo Padre ao Patriarcado Ecumênico de
Constantinopla. Ontem, a Catedral ortodoxa de São Jorge estava
repleta, diante do Patriarca Bartolomeu I, de numerosos Bispos
católicos, das autoridades civis turcas. Hoje, haverá um grande fluxo
de peregrinos nas celebrações pela festividade de Santo André.
"O gesto tem um grande significado de reconciliação entre as Igrejas -
disse à Fides Pe. George Marovich, Porta-voz da Conferência
Episcopal da Turquia - e terá repercussões positivas nas relações
ecumênicas no futuro". O clima entre fiéis era muito alegre e
emocionante. O evento teve grande cobertura da mídia e recebeu
atenção por parte das instituições do Estado.
Também nas relações entre Estado e Igreja, registram-se pequenos
progressos: recentemente foi restituída à comunidade cristã a Igreja-
mosteiro dos padres Jesuítas em Istambul, que havia se tornado
propriedade do Estado. Agora ali está alojada a comunidade sírio-
católica.
Os cristãos aguardam a formação de uma comissão bilateral Igreja-
Estado, para solucionar as pendências nas relações e o estatuto
jurídico. "O andamento destes colóquios dependerá indiretamente -
destaca Pe. Marovich - de como prosseguirá o caminho de aproximação
da Turquia à União Européia, um processo que poderá favorecer o
reconhecimento da Igreja".
Encontrando, em clima cordial, em junho passado, o Primeiro Ministro
Recep Tayyip Erdogan, os Bispos de diversos ritos (latinos, armênios,
caldeus, sírio-católicos) expuseram os problemas e preocupações dos
cristãos na Turquia, e pediram explicitamente o reconhecimento
jurídico oficial da Igreja Católica na Turquia.
De 66 milhões de habitantes, a população turca é em 98% muçulmana, os
cristãos são 0,6%, entre ortodoxos e católicos de ritos latino,
armênio, sírio-católico, caldeu, bizantino, maronita. (PA)


15 - Católicos e ortodoxos buscam superar suspeitas na busca da
unidade. Na celebração de Santo André, patrono do patriarcado de
Constantinopla

Fonte: Zenit 30/11/2004

ISTAMBUL, terça-feira, 30 de novembro de 2004 (ZENIT.org ).- O
enviado de João Paulo II propôs superar as suspeitas entre ortodoxos
e católicos ao participar esta terça-feira na antiga Constantinopla
das celebrações do patrono desse patriarcado ecumênico, Santo André.

O cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a
Promoção da Unidade dos Cristãos, liderava a delegação vaticana que
participou da solene liturgia presidida pelo patriarca Bartolomeu I
na catedral de São Jorge.

O purpurado e os demais membros da comitiva chegaram à cidade turca
no avião que trazia de Roma o mesmo patriarca, que no sábado passado
recebeu das mãos do Papa as relíquias dos santos Gregório Nazianzeno
e João Crisóstomo, seus predecessores na sede episcopal fundada pelo
apóstolo Santo André.

«Os cristãos, católicos e ortodoxos, deveriam ultrapassar suspeitas e
maledicências e reconhecerem-se reciprocamente como cristãos», propôs
em síntese o cardeal alemão, na mensagem que dirigiu a Bartolomeu I,
segundo referiu «Rádio Vaticano».

A entrega das relíquias dos padres da Igreja do Oriente, explicou o
purpurado, não foi «simplesmente uma doação ou um sinal de amizade
meramente humana».

«São as relíquias de dois testemunhos profundamente venerados e de
dois mestres de nossa fé comum, pertencentes ao primeiro milênio, uma
fé à qual permaneceram fiéis o Oriente e o Ocidente no segundo
milênio, e que estamos chamados por nosso Senhor comum, Jesus Cristo,
a testemunhar juntos no terceiro milênio».

«O que nos une é, portanto, muito mais que uma comunhão humana, é uma
comunhão na fé», sublinhou o representante do Papa.

Apesar de tudo, reconheceu, «somos conscientes» de que a comunhão
entre católicos e ortodoxos «não é ainda comunhão plena».

Portanto, propôs reforçar «nossa vontade de avançar no caminho para a
plena comunhão».

Em particular, pediu «reativar sem atraso o diálogo teológico
internacional» entre ortodoxos e católicos, bloqueado por causa de
diferenças em torno aos católicos de rito oriental, que professam
fidelidade ao bispo de Roma, e que vivem em países de maioria
ortodoxa.

Em sua estadia em Istambul, a delegação vaticana está mantendo
conversações com a Comissão Sinodal (ortodoxa) para as Relações com a
Igreja Católica.

A festa de Santo André esteve precedida em Istambul pelo encontro
internacional de bispos amigos dos Focolares, entre os quais havia
representantes ortodoxos, luteranos e anglicanos.


16 - DELEGAÇÃO DA SANTA SÉ ESTÁ EM ISTAMBUL PARA FESTA DE SANTO ANDRÉ

Fonte: Radio Vaticana 30/11/2004

Cidade do Vaticano, 30 nov (RV) - O Presidente do Pontifício Conselho
para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Walter Kasper,
participou, como chefe de uma delegação vaticana, da cerimônia
realizada esta manhã na Catedral de São Jorge, em Constantinopla, no
dia da festa de Santo André, o "Primeiro a ser chamado por Jesus
dentre os Apóstolos". O Apóstolo irmão de São Pedro é o Patrono do
Patriarcado de Constantinopla.
Todos os anos, a celebração litúrgica ortodoxa se realiza,
tradicionalmente, com a presença de representantes da Santa Sé. Mas
este ano a solene celebração teve um sabor especial, dois dias após
outra celebração, na qual JPII entregou, na Basílica de São Pedro, as
relíquias dos Santos Gregório Nazianzeno e João Crisóstomo ao
Patriarca Bartolomeu I.
Não se tratou de "um simples dom ou de um sinal de amizade meramente
humano", ressaltou o Cardeal Kasper em sua saudação ao Patriarca. "O
que nos une é muito mais que uma comunhão humana, é uma comunhão na
fé, que João Crisóstomo e Gregório o Teólogo confessaram e
corajosamente proclamaram, pela qual ambos combateram e sofreram",
acrescentou.
Apesar disso, prosseguiu o Cardeal kasper, "temos consciência de que
a comunhão entre cristãos e ortodoxos expressa pelas relíquias não é
ainda plena comunhão". Por isso, o Cardeal disse devemos reativar,
sem mais tardar, o diálogo teológico internacional, que Bartolomeu I
apoiou desde o início.
"Muitos cristãos, e de modo especial o Papa _ concluiu o Presidente
do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos _,
nutrem o sincero desejo de que essa celebração possa encorajar-nos a
aprofundar a recíproca compreensão para muitas questões concretas,
com a ajuda de Deus e a intercessão de Maria, Mãe de Deus." (RL)


17 - As dificuldades no ecumenismo não diminuem sua urgência.
Entrevista com a teóloga Jutta Burggraf

Fonte: Zenit 30/11/2004

PAMPLONA, quinta-feira, 25 de novembro de 2004 (ZENIT.org ).- As
dificuldades do caminho ecumênico fizeram diminuir o entusiasmo que
se experimentou após o Concílio Vaticano II, mas, de todos os
modos, «melhoraram as relações entre os cristãos de diferentes
confissões», constata a professora Jutta Burggraf.

Docente na Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra, a
teóloga alemã é especialista em ecumenismo e mariologia.

Quarenta anos depois do decreto ecumênico «Unitatis Redintegratio»,
Burggraf traça para Zenit algumas linhas para entender em que estado
se encontra o caminho para a unidade entre os cristãos.

Jutta Burggraf escreveu «Conhecer-se e compreender-se. Uma introdução
ao ecumenismo», de (Editora Rialp).

--A relação entre cristãos de diferentes confissões melhorou 40 anos
depois do decreto conciliar sobre o ecumenismo «Unitatis
Redintegratio»?

--Burggraf: Sem dúvida melhoraram as relações entre os cristãos de
diferentes confissões. Na atualidade, há diálogos --em níveis muito
diferentes-- entre a maioria das inumeráveis comunidades cristãs, e
podemos ver com alegria muitos frutos concretos em todo o mundo.
Basta recordar, por exemplo, o «Documento de Balamand» (Líbano), de
1993, que expressou o acordo entre católicos e ortodoxos em dar uma
sólida formação ecumênica aos futuros sacerdotes, em evitar
rigorosamente os ataques recíprocos nos meios de comunicação, e em
honrar juntos todos aqueles que sofreram a perseguição em nome da fé
cristã. João Paulo II descreveu este documento como um "novo passo"
no caminho ecumênico. Outro acontecimento importante foi a Declaração
conjunta de católicos e luteranos sobre a doutrina da justificação,
firmada em Augsburgo (Alemanha) em 1999. A este respeito, o bispo
evangélico Knuth comentou que, em meio ao humano toma lá dá cá, em
meio às dificuldades da diplomacia, o Espírito Santo quis dar um
sinal.

Certamente, há quem não aceita estes novos desenvolvimentos. O
entusiasmo ecumênico dos tempos posteriores ao Concílio já não
existe. Perdeu-se a ilusão de que as diferenças entre as diversas
comunidades cristãs desapareceriam com relativa facilidade.
Experimentamos que o caminho do ecumenismo é duro e longo. Mas não
estamos em uma crise, mas em uma situação de maior maturidade: vemos
hoje mais claramente o que nos une e o que nos separa.

--Em seu livro «Conhecer-se e compreender-se», afirma que «a
preocupação pela unidade dos cristãos não é um capricho de alguns
teólogos modernos, responde à oração de Cristo "Que todos sejam um"».
Pensa que o cristão comum é consciente disso?

--Burggraf: Penso que somos muito mais conscientes disso que nos
tempos anteriores ao Concílio. Sobretudo nos países nos quais
convivem cristãos de diferentes confissões, estendeu-se o costume de
unir-se para rezar juntos (especialmente durante a Semana de oração
pela unidade que se celebra a cada ano de 18 a 25 de janeiro), e de
trabalhar uns com os outros para o bem da sociedade.

Em Pádua nasceu, há algum tempo, um «Fórum de cristãos comprometidos
no mundo do espetáculo», que busca contribuir na formação cristã dos
profissionais do circo e dos parques de atrações. A instituição tem
por objetivo favorecer as relações entre católicos, protestantes e
ortodoxos assim como encher com a luz do Evangelho este mundo tão
peculiar. Quer fazer mais alegre a convivência cristã. Enfim, há
consciência de que Deus nos chama a realizar juntos sua vontade.

--Ainda se fala de irmãos sagrados, ou é uma formulação superada?

--Burggraf: Referindo-se aos ortodoxos, o Papa João Paulo II falou
repetidas vezes de «nossos irmãos reencontrados». É uma expressão
feliz; sublinha que não só nos encontramos na mesma casa de Cristo --
sendo irmãos--, mas que temos também a vontade de aprender «a arte de
viver juntos».

Só quando tentamos compreender-nos mutuamente, podemos criar um clima
de confiança. E só quando nos mostramos abertos para as pessoas que
pensam de modo diferente, que falam outras línguas, que crêem, rezam
e celebram os mistérios da fé de modo diferente, podemos preparar uma
aproximação mútua. O respeito se reflete, não em último lugar, no
vocabulário. Leva a eliminar palavras, juízos e atos que não sejam
conformes, segundo justiça e verdade, à condição dos demais.

--A Igreja insiste muito no chamado «ecumenismo espiritual»: do que
se trata?

--Burggraf: O trabalho ecumênico não se define unicamente por uma
preocupação pelos demais, mas também por nós mesmos. Cada cristão há
de perguntar-se, antes de tudo: que testemunho de Cristo dou ao
mundo? Se não transparece o amor misericordioso de Deus, ninguém
poderá descobrir a fé através dele. Uma existência desenvolvida
plenamente segundo o Evangelho sempre é atrativa e fomenta por si só
a unidade entre os homens.

Como pode um católico atrever-se a dizer que em sua Igreja se
encontra a «plenitude da verdade e dos valores», se sua vida pessoal
está cheia de mentiras e de egocentrismo? Ou como pode falar com um
mínimo de autoridade sobre a «plenitude de graça», se todos em seu
redor se sentem encolhidos e paralisados, longe de experimentar a
alegria da redenção? Segundo testemunham os Evangelhos, na companhia
de Jesus, todos se encontravam cômodos e se sabiam acolhidos e
protegidos. Podiam deixar suas cargas, descansar e recuperar a
alegria de viver.

Com efeito, «não se dá verdadeiro ecumenismo sem conversão interior»,
afirma o Concílio Vaticano II. É necessário olhar para Cristo e
aprender dele. Não podemos contentar-nos com algumas mudanças
superficiais em nossa vida pessoal ou em nossa relação com os demais.
Deus nos pede a audácia de realizar uma sincera renovação interior, e
sua ajuda não nos faltará. Pede-nos uma autêntica conversão do
coração, que não exige exclusivamente qualidades «morais», mas também
um novo modo de ver, de apreciar e de julgar, ou seja, uma
nova «visão de fé».

Com relação aos cristãos de outras confissões, esta consiste em
esquecer rancores históricos, em libertar-nos de determinadas
discriminações ou propostas estreitas e suportar, por outro lado,
serenamente, a incompreensão e a desconfiança que sempre podem dar-se
enquanto existam homens sobre a terra.

Assim, o ecumenismo não é, em primeiro lugar, uma questão de doutrina
teológica nem de colaboração pastoral, mas de oração e caridade.
Segundo as famosas palavras de Santo Agostinho, «a soberba gera
divisão, e a caridade é a mãe da unidade». Estamos chamados a
realizar o «diálogo de amor».

--A senhora vem da Alemanha, país onde claramente se vive o
ecumenismo dia a dia: o que aprendeu no ambiente alemão que pode
agora aplicar a uma realidade de maioria católica, como pode ser a
espanhola, na qual agora vive?

--Burggraf: Aprendi a querer bem nossos irmãos luteranos. Às vezes
podemos, inconscientemente e por falta de formação, contristar e
inclusive feri-los fazendo juízos gerais e injustos sobre eles. Por
exemplo, a piedade dos luteranos nos pode parecer «fria», porque não
vemos nenhuma imagem da Virgem, dos anjos ou dos santos em seus
templos nem e em suas casas; mas, na realidade, este juízo nosso se
deve ao desconhecimento de sua espiritualidade cristocêntrica, que
pode ser, em um caso concreto, muito mais profunda e «calorosa» que a
de muitos «católicos».

Os luteranos, também, possuem outros símbolos cristãos, como as
cruzes, as epígrafes ornamentais e as inscrições gravadas em madeira,
que abundam nos lugares e inclusive nas ruas de algumas cidades do
Norte da Alemanha. Esta relativa falta de imagens é compensada
abundantemente por uma rica tradição musical, como se o que não
expressaram plasticamente, expressaram-no através da música
religiosa, coral e instrumental.


18 - PAPA REZA PELA PAZ NA UCRÂNIA

Fonte: ANSA 28/11/2004

CIDADE DO VATICANO, 28 (ANSA) - O papa João Paul II dirigiu hoje,
pela segunda vez em poucos dias, um pensamento especial para a
Ucrânia e, na conclusão do Angelus, afirmou que reza pela paz neste
país.
"O meu pensamento vai também aos peregrinos ucranianos presentes
nesta praça", disse o pontífice idoso, dirigindo-se aos milhares de
fiéis reunidos no Vaticano.
"A eles ofereço a minha oração pela paz em seu país", acrescentou
João Paulo II que, na última quarta-feira, durante a audiência geral,
já demonstrou a atenção particular com a qual acompanha os
acontecimentos na Ucrânia, país que visitou em junho de 2001.


19 - João Paulo II pede paz para a Ucrânia

Fonte: Agência Ecclesia 29/11/2004

João Paulo II voltou a rezar pela Ucrânia este Domingo. Depois de
saudar os peregrinos de língua espanhola e italiana, o Papa falou a
um grupo de peregrinos da Ucrânia, assegurando-lhes que "estou a
rezar pela paz no vosso país".
No final da recitação do Angelus, na Praça de São Pedro, João Paulo
II afirmou que "o meu pensamento vai também para os peregrinos
ucranianos presentes nesta Praça".
Já na audiência geral da passada quarta-feira, o Papa se referira à
Ucrânia, revelando que rezava de "uma maneira muito particular" pelo
país que visitou em 2001, mergulhado numa crise política desde as
eleições presidenciais.
O parlamento ucraniano pronunciou-se este sábado pela anulação do
escrutínio presidencial do passado dia 21 de Novembro e retirou a sua
confiança à Comissão Eleitoral Central, tendo sido também anunciado
que os dois candidatos aceitam repetir o acto eleitoral.


20 - Ucrânia: Líderes da Igreja Greco-Católica apelam à calma e
apoiam processo democrático

Fonte: Ais Notícias 29/11/2004

Os bispos greco-católicos ucranianos pediram aos líderes cívicos para
que não interfiram no processo democrático, que escutem a voz do povo
e que procurem uma solução pacífica para a crise pós-eleitoral.
Myroslav Marynovich (na imagem), o vice-reitor da Universidade
Católica Ucraniana, considera que a Igreja é fulcral para garantir
uma solução justa na resolução da crise eleitoral.
Na mensagem divulgada durante o sínodo de bispos que decorreu durante
a semana passada, em Kiev, o porta-voz da Conferência Episcopal
Ucraniana declarou: "Se não fizermos nada, seremos escravos para
sempre". O clero ucraniano tem conduzido os crentes em vigílias de
oração, pedindo a resolução pacífica para o crescente clima de
tensão, que poderá mesmo conduzir a uma guerra civil.
Em entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre, o vice-reitor da
Universidade Católica Ucraniana, Myroslav Marynovich, referiu
que "especialmente num momento como este, a oração é a mensagem vital
que queremos fazer passar". O responsável académico, que esteve preso
durante dez anos num "gullag" soviético (campo de detenção e
trabalhos forçados), revelou também que os " nossos líderes têm
organizado reuniões cívicas apelando às pessoas para que salvaguardem
os seus interesses e para que não permitam que aconteça o descalabro".
O Supremo Tribunal da Ucrânia decidiu, entretanto, suspender o
anúncio dos resultados oficiais das eleições presidenciais do passado
dia 21 e começa, a partir de hoje, a analisar as alegações de fraude
nas eleições que deram a vitória ao candidato pró-russo Viktor
Yushchenko.
A União Europeia (UE) e a NATO apelaram hoje para que seja respeitada
a integridade territorial da Ucrânia que corre o risco de se dividir.
Javier Solona, responsável pela política externa da UE, criticou as
ameaças de secessão dos partidários de Viktor Yanukovich. O candidato
pró-russo, que saiu provisoriamente vencedor destas eleições, foi
recentemente encorajado pelo Presidente russo, Vladimir Putin, que
defendeu inclusive uma cidadania conjunta russo-ucraniana.
Neville Kyrke-Smith, presidente do secretariado britânico da Ajuda à
Igreja que Sofre, conhece bem a Ucrânia, um país que visitou por
várias ocasiões. Na sua opinião, os resultados finais destas eleições
são fulcrais: "Elas decidem se a Ucrânia se volta para a Europa e
para a democracia ou se os Ucranianos se irão algemar num pseudo-
pacto soviético com a Rússia". E acrescenta: "A Ucrânia situa-se na
linha divisória entre a Europa e o Leste, em termos políticos e
eclesiásticos. Como tal, estas eleições terão grande impacto nas
populações e nas Igrejas".


21 - O Papa segue rezando pela paz na Ucrânia. Saúda peregrinos
desse país após rezar o Angelus.

Fonte: Zenit 28/11/2004


CIDADE DO VATICANO, domingo, 28 de novembro de 2004 (ZENIT.org ).-
João Paulo II assegurou este domingo que reza incessantemente pela
paz na Ucrânia, país submerso em uma profunda crise, à raiz dos
protestos contra as supostas fraudes verificadas nas eleições
presidenciais de 21 de novembro.

«Meu pensamento se dirige aos peregrinos ucranianos presentes nesta
praça», disse o Santo Padre desde a janela de seu escritório ante as
trinta mil pessoas que o escutavam.

«Asseguro-lhes minha oração pela paz em seu país», acrescentou o
Papa, que visitou a Ucrânia em junho de 2001.

No último encontro público com os peregrinos, na quarta-feira
anterior, durante a audiência geral, o bispo de Roma já havia
garantido suas orações pela paz nesse país.

O Parlamento da Ucrânia se pronunciou em uma resolução pela
invalidade das eleições, de modo que a classe política se encontra à
espera da decisão que ao respeito tomará esta segunda o Supremo
Tribunal.

13% dos habitantes da Ucrânia, república ex-soviética de mais de 47
milhões de habitantes, são católicos, em boa parte de rito oriental.
A maioria da população é ortodoxa.


22 - "As pessoas respiram aliviadas depois dos ataques dos últimos
dias" - dizem fontes da Fides em Mosul

Fonte: Fides 29/11/2004

Bagdá (Agência Fides) - "Finalmente, estamos um pouco mais
tranqüilos. Em algumas áreas da cidade, a calma retornou, embora
ainda se registrem combates em outros bairros". É o que informa à
Agência Fides Pe. Nizar Semaan, que contatou fontes locais em Mosul,
norte do Iraque. "Depois que boa parte dos postos de polícia retornou
às mãos das forças regulares, as pessoas voltaram às ruas" - diz Pe.
Nizar - "mas é preciso ainda tempo, antes de se retornar à
normalidade".
Na última semana, forças extremistas se apropriaram da maior parte
dos postos de polícia da cidade (veja Fides de 22 de novembro de
2004), provocando caos em meio à população.
A situação permanece tensa. Ontem, 28 de novembro, foram encontrados
os corpos de 17 integrantes da Guarda Nacional iraquiana, mortos
depois de capturados nos ataques dos últimos dias. Segundo fontes
internacionais, com a descoberta de ontem, aumenta para 57 o número
de corpos encontrados na cidade.
Mosul, que se encontra a 370 km a norte da capital, Bagdá, tem mais
de um milhão de habitantes. Atualmente, 1200 soldados americanos e
1600 homens das forças de segurança presidiam a cidade. (L.M.)

NOTÍCIA DO BRASIL

23 - Missa Celebração ortodoxa será hoje às 17h Evento é organizado
pela comunidade árabe regularmente

Fonte: Jornal de Piracicaba 28/11/2004

A comunidade árabe de Piracicaba realiza hoje, missa ortodoxa, na
capela do Lar dos Velhinhos de Piracicaba, a partir das 17h. A
celebração será feita pelo padre José Valério Lopes dos Santos, da
Catedral Ortodoxa de São Paulo. A missa ortodoxa costumeiramente vem
sendo realizada na Igreja Nossa Senhora Assunção, mas por causa do
vestibular no Colégio Dom Bosco-Assunção, foi transferida para o Lar.
A missa é em preparação ao Natal. A celebração é aberta à comunidade.
A cerimônia de hoje inclui um batizado, utilizando água, óleo, pão e
vinho. A missa ortodoxa cumpre as mesmas etapas da católica romana,
referindo-se ao nascimento, vida e ressurreição de Jesus", afirma
Valdemar Demétrio. Ele conta que a maior parte da celebração utiliza
cânticos gregorianos e muitas orações. "Algumas frases são mantidas
em grego", observa. Demétrio informa que durante a celebração há
procissão dentro da própria igreja utilizando crucifixo, a bíblia e
ícones (pinturas), o pão e o vinho.

LIVRO

"Creio no Espírito Santo - Perspectiva Oriental"

Autor: Padre Theodoro Corrêa de Oliveira

Palavra & Prece Editora

89 páginas

Esta obra pretende ser um pequena gota da rica e ampla
espiritualidade bizantina, esquecida, sufocada e muitas vezes
difundida de maneira equívoca em nossas comunidades. Ela não é peça
arqueológica morta, mas inserida na apostolicidade e sob o testemunho
dos Santos Padres, continua a jorrar como fonte espiritual dos
primórdios da Igreja.


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