BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 11 -
01 de dezembro de 2004
MENSAGEM
Prezados
Irmãos em Cristo,
Este
número do Boletim ficou grande e a maioria das mensagens está
relacionada
com a devolução das relíquias de São João Crisóstomo e de
São
Gregório Nazianzeno para o Patriarcado de Constantinopla.
Continuando
a divulgação de livros sobre as Igrejas Orientais, no
final do
Boletim está breve comentário sobre o livro "Creio no
Espírito
Santo - Perspectiva Oriental", do Padre Theodoro Corrêa de
Oliveira,
reitor do Seminário Greco-Melquita Católico da Sant´Ana em
São
Paulo.
Saudações
Fraternais
Luis
Felipe
[email protected]
ÍNDICE
1 -
Patriarca ortodoxo vai ao Vaticano recuperar relíquias
2 -
Amanhã, Celebração Ecumênica na Basílica de S. Pedro para a
entrega
das relíquias dos Santos João Crisóstomo e Gregório de
Nazianzeno
ao Patriarca Ecumênico de Constantinopla
3 - O
Papa preside a Celebração Ecumênica ao lado do Patriarca
Ecumênico
de Constantinopla: "Não me cansarei de buscar a comunhão
entre os
discípulos de Cristo, com firmeza e determinação"
4 -
Devolução das relíquias impulsiona a reconciliação entre
ortodoxos
e católicos. O Papa entrega ao patriarca de Constantinopla
restos de
seus dois santos predecessores.
5 - Carta
do Papa ao patriarca de Constantinopla na entrega de
relíquias.
Dos santos Gregório Nazianzeno e João Crisóstomo
6 -
Bartolomeu I assegura que viveu em Roma seu maior serviço como
patriarca
de Constantinopla. Após receber as relíquias de seus
predecessores
das mãos do Papa
7 - Santa
Sé esclarece que entrega de relíquias não é "reparação",
mas gesto
de caridade
8 - Papa
devolve relíquias de patriarcas à Igreja Ortodoxa
9 - PAPA
RESTITUI RELÍQUIAS À IGREJA ORTODOXA
10 - Papa
entrega relíquias a patriarca de Constantinopla e pede
união
cristã
11 - Papa
devolve relíquias saqueadas nas Cruzadas
12 - Os
novos caminhos no diálogo ecuménico
13 - O
papa João Paulo II devolveu neste sábado, durante uma missa
solene,
relíquias roubadas de Constantinopla durante as cruzadas, em
um
"gesto fraterno" que foi saudado pelo patriarca ortodoxo
Bartolomeu
I presente à cerimônia.
14 -
Emoção entre católicos e ortodoxos, pelo dom das relíquias de
São João
Crisóstomo e São Gregório Naziazieno - O Estado restitui um
mosteiro
dos Jesuítas à comunidade sírio-católica
15 -
Católicos e ortodoxos buscam superar suspeitas na busca da
unidade.
Na celebração de Santo André, patrono do patriarcado de
Constantinopla
16 -
DELEGAÇÃO DA SANTA SÉ ESTÁ EM ISTAMBUL PARA FESTA DE SANTO ANDRÉ
17 - As
dificuldades no ecumenismo não diminuem sua urgência.
Entrevista
com a teóloga Jutta Burggraf
18 - PAPA
REZA PELA PAZ NA UCRÂNIA
19 - João
Paulo II pede paz para a Ucrânia
20 -
Ucrânia: Líderes da Igreja Greco-Católica apelam à calma e
apoiam
processo democrático
21 - O
Papa segue rezando pela paz na Ucrânia. Saúda peregrinos
desse
país após rezar o Angelus.
22 -
"As pessoas respiram aliviadas depois dos ataques dos últimos
dias"
- dizem fontes da Fides em Mosul
23 -
Missa Celebração ortodoxa será hoje às 17h Evento é organizado
pela
comunidade árabe regularmente
NOTÍCIAS
INTERNACIONAIS
1 -
Patriarca ortodoxo vai ao Vaticano recuperar relíquias
Fonte: AP
26/11/2004
Roma - O
líder espiritual dos cristãos ortodoxos do mundo chegou à
capital
da Itália para uma cerimônia no Vaticano, na qual receberá as
relíquias
de dois santos, levadas para Roma há séculos. O papa João
Paulo II
entregará as relíquias dos patriarcas João Crisóstomo e
Gregório
de Nazianzo ao patriarca ecumênico Bartolomeu I, na Basílica
de São
Pedro, neste Sábado.
"Este
é um evento muito importante para nós. A Igreja Ortodoxa dá
grande
importância a essas relíquias e apreciamos o gesto do papa",
disse
Bartolomeu, segundo a agência de notícias Anatólia. "Este é um
símbolo
das Igrejas Ortodoxa e Católica desenvolvendo boas relações".
Tanto o
patriarca quanto o papa vêm enfatizando a reconciliação das
igrejas,
separadas em 1054.
Os
ortodoxos dizem que as relíquias foram roubadas de Constantinopla,
hoje
Istambul, durante o saque da cidade pelos cruzados, em 1204. O
Vaticano,
porém, afirma que uma das relíquias, a de Gregório, foi
levada
para Roma por monges, no século VIII.
2 -
Amanhã, Celebração Ecumênica na Basílica de S. Pedro para a
entrega
das relíquias dos Santos João Crisóstomo e Gregório de
Nazianzeno
ao Patriarca Ecumênico de Constantinopla
Fonte:
Fides 26/11/2004
Cidade do
Vaticano (Agência Fides) - No sábado, 27 de novembro, às
11h,
durante uma Celebração ecumênica na Basílica de S. Pedro, o
Patriarca
Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, receberá do Papa
João
Paulo II algumas relíquias de S. João Crisóstomo e S. Gregório
de
Nazianzeno, Bispos e Doutores da Igreja. A Celebração Ecumênica se
realiza
segundo a estrutura de uma Liturgia da Palavra e prevê os
seguintes
momentos: ritos de introdução e veneração das relíquias;
leitura
bíblica e patrística, com alguns trechos dos dois Doutores da
Igreja e
cantos da Liturgia Bizantina; Oração universal e Oração do
Senhor;
rito de entrega das relíquias, com a leitura de um texto do
Santo
Padre e o agradecimento do Patriarca Ecumêni! co; ritos de
conclusão.
A entrega
das relíquias, lê-se em um comunicado do Pontifício
Conselho
para a Promoção da Unidade dos Cristãos, constitui um
profundo
encorajamento para percorrer a via da unidade: os restos
mortais
dos dois Santos Patriarcas de Constantinopla, que lutaram
para
salvaguardar a unidade entre Oriente e Ocidente, venerados em
sua terra
de origem, acolhidos com grande honra na Igreja de Roma,
que por
longos séculos os conservou com cuidado e veneração, se
encaminham
novamente em direção ao Oriente, graças a um gesto de
compartilha
espiritual, que nutre e fortifica a comunhão entre a Sé
de Roma e
de Constantinopla. Quando chegarem a Istambul, as relíquias
serão
depositadas em uma capela do Patriarcado e no dia da Festa de
Santo
André, em 30 de novembro, serão definitivamente depostas na
Igreja
Patriarcal de S. Jorge.
S.
Gregório de Nazianzeno, Arcebispo de Constantinopla, Doutor da
Igreja
para os Latinos e chamado «o Teólogo» pelos orientais, faleceu
por volta
do ano 390. Ele foi sepultado no seu vilarejo natal nas
proximidades
de Nazianzeno (Capadócia, hodierna Turquia). Os seus
restos
mortais foram sucessivamente transladados para Constantinopla.
A
tradição reza que as veneradas relíquias tenham sido trazidas a
Roma por
algumas monjas bizantinas de Santa Anastásia, obrigadas a
deixar
Constantinopla para fugir das perseguições iconoclastas do
século
VIII. Conservadas e veneradas durante toda a Idade Média na
igreja de
Santa Maria em Campo Marzio, as relíquias de São Gregório
foram
sucessivamente transladadas para a nova Basílica Vaticana em 11
de junho
de 1580 e depositadas no altar da capela Gregoriana. S.
Gregório
de Nazianzeno foi, portanto, o primeiro Santo a ser deposto
e venerado
oficialmente na nova Basílica Vaticana, ao lado de S.
Pedro.
S. João
Crisóstomo morreu no exílio em 407. Em 27 de janeiro de 438,
os seus
restos mortais foram custodiados pela igreja bizantina dos
Santos
Apóstolos em Constantinopla, local tradicional de sepultura de
Arcebispos
e imperadores. A seguir, provavelmente no tempo do império
latino de
Constantinopla (1204 - 1258), as relíquias foram
transferidas
a Roma, para a antiga Basílica Vaticana. Sucessivamente,
em 1600,
o Papa Urbano VIII as transferiu para a Capela do Coro dos
Canônicos,
na nova Basílica Vaticana. (S.L.)
3 - O
Papa preside a Celebração Ecumênica ao lado do Patriarca
Ecumênico
de Constantinopla: "Não me cansarei de buscar a comunhão
entre os
discípulos de Cristo, com firmeza e determinação"
Fonte:
Fides 27/11/2004
Cidade do
Vaticano (Agência Fides) - "Amado Irmão, não me cansarei
jamais de
buscar a união entre os discípulos de Cristo com firmeza e
determinação,
pois o meu desejo, segundo a vontade do Senhor, é ser
servo da
comunhão, "na verdade e no amor, até que o barco - símbolo
que o
Conselho Ecumênico escolheu como emblema - não seja despedaçado
pelas
tempestades e possa chegar um dia ao porto desejado (Ut unum
sint,
97)". Esse é um trecho da carta dirigida pelo Santo Padre ao
Patriarca
Ecumênico de Constantinopla, por ocasião da Celebração
desta
manhã. Às 11 hs., na Patriarcal Basílica Vaticana, o Santo
Padre
João Paulo II presidiu, junto ao Patriarca Ecumênico de
Constantinopla,
Sua Santidade Bartolomeu I, uma Cel! ebração
Ecumênica
para a entrega das Relíquias dos Santos Gregório Nazianzeno
e João
Crisóstomo, Bispos e Doutores da Igreja. Durante a Celebração,
após a
veneração das relíquias e a leitura bíblica e patrística de
alguns
trechos dos dois Doutores da Igreja e um momento de oração,
houve o
rito de entrega das relíquias, com a leitura de um texto do
Santo
Padre e a homilia do Patriarca Ecumênico.
Após
recordar o encontro de 29 de junho passado, na ocasião da festa
dos
Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o Papa destacou que a ocasião
para
outro encontro fraterno "no amor, na oração, e no desejo de
caminhar
juntos para a plena e visível unidade que Cristo quer para
seus
discípulos" é justamente a veneração comum das relíquias dos
Santos
Gregório o Teólogo e João Crisóstomo, "dois Pais da Igreja do
Oriente,
dois Santos Patriarcas de Constantinopla, dois Doutores da
Igreja
que, com São Basílio, o Grande, sempre foram honrados com uma
festa na
Igreja católica". "Vemos, na tradição de suas relíquias, que
retornam
a Constantinopla, uma ocasião abençoada para purificar
nossas
memórias feridas, reforçar o nosso caminho de reconciliação,
confirmar
que a fé destes nossos Santos Doutores é a fé das Igrejas
do
Oriente e do Ocidente". (S.L.)
4 -
Devolução das relíquias impulsiona a reconciliação entre
ortodoxos
e católicos. O Papa entrega ao patriarca de Constantinopla
restos de
seus dois santos predecessores.
Fonte:
Zenit 28/11/2004
CIDADE DO
VATICANO, domingo, 28 de novembro de 2004 (ZENIT.org ).- Ao
entregar esse
sábado as relíquias dos santos Gregório Nacianceno e
João
Crisóstomo ao patriarca ecumênico de Constantinopla, João Paulo
II
auspiciou que este gesto sirva «para purificar nossas memórias
feridas»
e«reforçar nosso caminho de reconciliação».
Por sua parte,
ao recebê-las, o patriarca ortodoxo Bartolomeu I
assinalou
que esse ato confirmou «que não existem na Igreja de Cristo
problemas
insuperáveis».
A entrega
das relíquias, com parte dos restos mortais dos dois padres
da
Igreja, patriarcas de Constantinopla, aconteceu na basílica de São
Pedro, no
Vaticano, em uma solene liturgia na qual o Papa em ocasiões
não
conseguiu esconder a emoção.
No
encontro, leu-se uma carta do pontífice ao patriarca, «primus
inter
pares» das Igrejas ortodoxas, na qual considera que o regresso
das
relíquias a Constantinopla se converte em «uma oportunidade
abençoada
para purificar nossas memórias feridas, para reforçar nosso
caminho
de reconciliação».
Desta
forma, acrescentou no texto, que em seu nome foi lido pelo
arcebispo
Leonardo Sandri, substituto da Secretaria de Estado para os
Assuntos
Gerais, este gesto demonstra que é o «momento propício» para
rezar
para que Deus, «apresse a hora na qual possamos viver juntos,
na
celebração da santa Eucaristia, a comunhão plena, e contribuir
assim de
maneira mais eficaz a fazer que o mundo creia que Jesus
Cristo é
o Senhor».
«Não me
cansarei nunca de buscar firme e decididamente esta comunhão
entre os
discípulos de Cristo, pois meu desejo, em resposta à vontade
do
Senhor, consiste em ser servo da comunhão na verdade e no amor»,
assegurou
o Papa.
Após a
veneração das relíquias, a leitura bíblica e dos textos de
algumas
passagens dos dois doutores da Igreja, e um momento de
oração,
aconteceu o rito de entrega das relíquias.
À leitura
da mensagem do Papa seguiu o agradecimento público do
patriarca
Bartolomeu I, que confessou a «alegria» que esse gesto
provoca
não só na sede de Constantinopla, mas em toda a comunidade
ortodoxa.
«Celebra-se
hoje um ato sagrado, que repara uma anomalia e injustiça
eclesiástica
--afirmou. Este fraterno gesto da Igreja daa Antiga Roma
confirma
que não existem na Igreja de Cristo problemas insuperáveis,
quando o
amor, a justiça e a paz se encontram na sagrada busca da
reconciliação
e da unidade».
Com este
ato, concluiu, o Papa deu «um luminoso exemplo que há que
imitar».
As
relíquias de São Gregório Nacianceno, falecido no ano 390,
chegaram
a Roma com um grupo de monjas bizantinas que escapavam da
perseguição
do século VIII e, que deste modo, puseram-nas a salvo.
As de São
João Crisóstomo, falecido no ano 407, foram subtraídas
provavelmente
durante o império latino de Constantinopla, que durou
desde
1204 até 1258.
5 - Carta
do Papa ao patriarca de Constantinopla na entrega de
relíquias.
Dos santos Gregório Nazianzeno e João Crisóstomo
Fonte:
Zenit 28/11/2004
CIDADE DO
VATICANO, domingo, 28 de novembro de 2004 (ZENIT.org ).-
Publicamos
a carta que João Paulo II enviou ao patriarca ecumênico de
Constantinopla,
Bartolomeu I, ao entregar-lhe esse sábado as
relíquias
dos santos Gregório Nazianzeno e João Crisóstomo em uma
celebração
ecumênica celebrada na Basílica Vaticana.
* * *
Ao amado
irmão Bartolomeu I, patriarca de Constantinopla:
1.
Mantém-se viva em meu coração a alegria de nosso encontro no átrio
desta
Basílica Vaticana, em 29 de junho deste ano, com motivo da
festa dos
santos apóstolos Pedro e Paulo. E agora o Senhor, em sua
benevolência,
volta-nos a dar a possibilidade de viver aqui, ante o
túmulo do
apóstolo Pedro, outro encontro fraterno no amor, na oração
e na
vontade de caminhar juntos para essa unidade plena e visível que
Cristo
quer para seus discípulos.
Oferece-nos
esta oportunidade a comum veneração pelas relíquias dos
santos
Gregório, o Teólogo, e João Crisóstomo, dois padres da Igreja
de
Oriente, dois santos patriarcas de Constantinopla, dois doutores
da Igreja
que, junto a São Basílio, o Grande, sempre foram honrados
com força
na Igreja Católica. E nós, cada vez que «nos encontramos
com estes
padres nossos, somos confirmados na fé e alentados na
esperança»
(carta apostólica «Patres Ecclesiae», 1).
2. Agora
algumas de suas relíquias --restos daqueles corpos que
viveram o
seguimento de Cristo, sofreram a perseguição por seu Nome e
foram
templo do Espírito Santo-- regressam a Constantinopla.
No
traslado destas relíquias tão santas percebemos uma oportunidade
abençoada
para purificar nossas memórias feridas, para reforçar nosso
caminho
de reconciliação, para confirmar que a fé destes santos
doutores
nossos é a fé das Igrejas do Oriente e do Ocidente. Vemos,
ao mesmo
tempo, a hora propícia para «mostrar com palavras e gestos
de hoje
imensas riquezas que nossas Igrejas conservam nos cofres de
suas
tradições» («Orientale lúmen», 4).
Este é o
«momento propício» para unir a sua intercessão nossa oração
para que
o Senhor apresse a hora na qual possamos viver juntos, na
celebração
da santa Eucaristia, a comunhão plena, e contribuir assim
de
maneira mais eficaz a fazer que o mundo creia que Jesus Cristo é o
Senhor.
3. Amado
irmão, não me cansarei nunca de buscar firme e decididamente
esta
comunhão entre os discípulos de Cristo, pois meu desejo, em
resposta
à vontade do Senhor, consiste em ser servo da comunhão «na
verdade e
no amor para que a barca --maravilhoso símbolo que o
Conselho
Ecumênico das Igrejas elegeu como emblema-- não seja
sacudida
pelas tempestades e possa chegar um dia ao porto» («Ut unum
sint»,
97).
O Senhor,
que vem entre seus santos (Cf. Zacarias 14, 5), confirme
nossos
propósitos e nos preserve no compromisso do cumprimento
cotidiano
do mandamento novo. Na paciência de Cristo e na caridade de
Deus, com
afeto fraterno.
Desde o
Vaticano, 27 de novembro de 2004
IOANNES
PAULUS II
6 -
Bartolomeu I assegura que viveu em Roma seu maior serviço como
patriarca
de Constantinopla. Após receber as relíquias de seus
predecessores
das mãos do Papa
Fonte:
Zenit 29/11/2004
CIDADE DO
VATICANO, segunda-feira, 29 de novembro de 2004
(ZENIT.org
).- Bartolomeu I confessou que esse sábado viveu em Roma o
serviço mais
importante que ofereceu em seus 13 anos como patriarca
ecumênico
de Constantinopla ao receber das mãos de João Paulo II as
relíquias
de dois santos doutores da Igreja, que o precederam em sua
sede
patriarcal.
O «primus
inter pares» das igrejas ortodoxas reconhece: «Estou
comovido
e muito contente. Não só pessoalmente, mas toda a Igreja de
Constantinopla
e posso dizer, sem reservas, que também toda a
Ortodoxia,
todo o Oriente cristão».
O
patriarca recebeu esse sábado de João Paulo II em sua solene
liturgia
celebrada na Basílica de São Pedro no Vaticano as relíquias
dos
santos Gregório Nazianzeno e João Crisóstomo.
«É um
passo muito importante para a unidade entre nossas Igrejas
irmãs»,
sublinhou o patriarca em uma entrevista concedida à «Rádio
Vaticano».
«Considero que foi o mais importante de meu serviço
patriarcal
destes últimos 13 anos. Damos graças a Sua Santidade»,
João
Paulo II.
Bartolomeu
I, que foi eleito sucessor de Santo André Apóstolo na Sede
de
Constantinopla em 1991, acolheu em seu avião de regresso a
Constantinopla
uma delegação da Santa Sé, presidida pelo cardeal
Walter
Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da
Unidade
dos Cristãos.
Os
representantes papais se unirão esta terça-feira à Igreja de
Constantinopla
e a outros numerosos representantes católicos e
ortodoxos
na celebração da festa de Santo André.
«Podemos
esperar outros passos adiante --confirma Bartolomeu I--. Não
podemos
prever quais serão, mas serão sempre positivos, sempre passos
fraternos
que promoverão boas relações entre nós. Cada um destes
passos
será uma pedra na construção do edifício da unidade plena».
7 - Santa
Sé esclarece que entrega de relíquias não é "reparação",
mas gesto
de caridade
Fonte:
ACI 29/11/2004
VATICANO,
29 Nov. 04 (ACI ) .- O Diretor da Sala de Imprensa da Santa
Sé,
Joaquim Navarro Valls, esclareceu neste fim de semana que a
entrega
das relíquias dos Santos João Crisóstomo e Gregório Naziazeno
ao
Patriarca Bartolomeu I não foi um ato de "reparação" mas sim de
comunhão.
Navarro Valls
observou que "alguns meios de comunicação difundiram a
notícia
de que o gesto do Papa João Paulo II, de grande importância
eclesiástica
e expressão da `comunicatio in sacris' existente entre o
Oriente e
o Ocidente cristãos, seja uma `reparação' e um modo do Papa
de `pedir
perdão' por parte da Igreja Católica pela subtração das
relíquias
do Patriarcado ecumênico durante a cruzada do século XIII".
O
porta-voz da Santa Sé explicou que "essa interpretação é inexata do
ponto de
vista histórico porque, entre outras coisas, os restos
mortais
de São Gregório Naziazeno chegaram a Roma no século VIII, na
época da
perseguição iconoclasta, para ficarem à salvo".
"Sem
negar os trágicos acontecimentos do século XIII, com a volta -
não a
restituição- a Constantinopla das relíquias dos dois Santos,
igualmente
venerados no Oriente e no Ocidente, exemplos luminosos da
busca da
unidade e da paz da Igreja de Cristo, além das polêmicas e
das
dificuldades do passado, no terceiro milênio quer voltar a propor
este
exemplo edificante e despertar uma oração dos católicos e dos
ortodoxos
para sua comunhão plena".
As
relíquias
As
relíquias de São Gregório Nazianzeno foram transladadas de
Constantinopla
a Roma por várias freiras bizantinas no século VIII na
época das
perseguições iconoclastas dos imperadores Leão III Isaurico
e
Constantino, que negavam o culto às imagens sagradas e perseguia a
quem as
venerasse.
As
relíquias se conservaram na Igreja romana de Santa Maria em ampo
Marzio
até que o Papa Gregório XIII em 1580 pediu às religiosas que
as
trouxessem para a basílica vaticana e foram colocadas debaixo do
altar da
Capela Gregoriana.
O
Pontífice quis entretanto que as freiras conservassem uma relíquia
pertencente
ao braço do santo.
São João
Crisóstomo morreu no exílio e suas relíquias foram
transladadas
a Constantinopla por ordem do imperador Teodósio.
Permaneceram
neste lugar até a época do império latino de Ocidente
(1204-1258),
quando foram transportadas a Roma.
Em 1990
foram transladadas ao altar da Capela do Coro na basílica de
São
Pedro, uma vez restaurado.
8 - Papa
devolve relíquias de patriarcas à Igreja Ortodoxa
Fonte:
Folha Online 27/11/2004
O papa
João Paulo 2º devolveu hoje à Igreja Ortodoxa os ossos de dois
patriarcas
que estavam no Vaticano, em Roma, há séculos, trazidos de
Constantinopla
(atual Istambul, na Turquia).
O papa
disse, em uma carta entregue ao patriarca ortodoxo, Bartolomeu
1º, que
espera que a "devolução destas relíquias a Constantinopla
seja uma
ocasião abençoada para purificar nossas memórias feridas e
para
reforçar nosso caminho de reconciliação".
"Este
gesto fraterno da Igreja de Roma confirma que não existem na
Igreja de
Cristo problemas que não possam ser superados quando o
amor, a
justiça e a paz se encontram em um espírito de reconciliação
e busca
de unidade", disse Bartolomeu 1º.
O papa se
sentou ao lado do patriarca da Igreja Ortodoxa, Bartolomeu
1º, na
Basílica de São Pedro, no Vaticano, enquanto as relíquias
foram
trazidas ao altar, em relicários de cristal e alabastro.
As
relíquias são os ossos dos patriarcas ortodoxos João Crisóstomo e
Gregório
Nazianzeno --arcebispos católicos antes do Cisma (do
grego
"schísma") de 1054 entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa,
e que
depois de tornaram patriarcas ortodoxos.
A Igreja
Ortodoxa diz que as relíquias foram roubadas de
Constantinopla
em um saque à cidade em 1204. O Vaticano, por sua vez,
alega que
os ossos foram levados a Roma por monges bizantinos no
século 8.
Uma
cerimônia com representantes das duas Igrejas deverá ser
realizada
hoje em Istambul, para celebrar a volta das relíquias à
cidade.
Reconciliação
Em agosto
deste ano, o papa mostrou seu desejo de reconciliar-se com
os
ortodoxos, restituindo aos russos da imagem de Nossa Senhora de
Kazan.
A imagem,
que estava na sala de estudos privados do papa, desapareceu
da Rússia
durante a Revolução de Outubro, no início do século 20, e
circulou
por vários países da Europa antes de ser entregue há dez
anos ao Vaticano.
O Sumo
Pontífice planejara devolver a imagem durante uma eventual
viagem à
Rússia, um de seus sonhos, que não pôde ser realizado por
causa da
oposição do patriarca ortodoxo Alexis 2º.
Apesar do
gesto de amizade de João Paulo 2º, as relações entre as
duas
igrejas cristãs continuam sendo tensas. Os ortodoxos acusam os
católicos
de proselitismo e de terem se apropriado de várias igrejas
e
terrenos na Ucrânia depois do fim da União Soviética em 1991.
Com
agências internacionais
9 - PAPA
RESTITUI RELÍQUIAS À IGREJA ORTODOXA
Fonte:
ANSA 27/11/2004
CIDADE DO
VATICANO, 27 (ANSA) - João Paulo II restituiu hoje ao
Patriarca
Ecumênico de Constantinopla, Bartolomé I, as relíquias de
São
Gregório Nazianzo e São João Crisótomo, e pediu para trabalharem
pela
"unidade" do cristianismo e reparar a cisão histórica entre as
Igrejas.
O Papa,
que se aproximou em um abraço com o patriarca ortodoxo,
assegurou
que "nunca" irá parar de buscar, de modo "firme e
resolvido",
a "comunhão entre os discípulos de Cristo".
"Meu
desejo, em resposta à vontade do Senhor, é ser um servo da
comunhão
na verdade e no amor", disse João Paulo II.
O Papa
assegurou, nesse sentido, que "não existem na Igreja de
Cristo
problemas insuperáveis, quando o amor, a justiça e a paz se
encontram
na sagrada diaconia da reconciliação e da unidade".
O
porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro, manifestou que a
restituição
das relíquias de São João Crisóstomo e São Gregório de
Nazianzo,
chamado o Teólogo, não é uma "reparação" mas uma forma da
Igreja
Católica de conseguir a "unidade".
As
relíquias foram pegas de Constantinopla em 1204, durante o
assalto
cruzado, e levadas ao Vaticano.
As
Igrejas do Oriente e Ocidente se separaram no cisma de 1054,
quando o
papa Leon IX e o patriarca Miguel Celurario foram
excomungados.
10 - Papa
entrega relíquias a patriarca de Constantinopla e pede
união
cristã
Fonte:
Reuters 27/11/2004
CIDADE DO
VATICANO - O Papa João Paulo II, numa tentativa de melhorar
relações
com os cristãos ortodoxos, devolveu no sábado restos de dois
dos mais
importantes santos da Igreja Ortodoxa 800 anos após serem
retirados
de Constantinopla pelos cruzados.
Próximo
de Bartolomeu I, o patriarca de Constantinopla e líder
espiritual
dos 300 milhões de cristãos ortodoxos do mundo, o
pontífice
de 84 anos renovou apelos para unidade entre as alas da
Igreja,
que se separaram no Grande Cisma de 1054.
- Vemos
nesta transferência de relíquias uma chance abençoada de
purificar
nossas memórias feridas, para afirmar nosso caminho em
direção a
uma reconciliação - afirmou o Papa.
Bartolomeu,
respondendo aos pedidos de laços mais próximos, agradeceu
ao Papa
por corrigir uma "injustiça eclesiástica".
- Este
gesto fraternal da Igreja da Velha Roma confirma que não há
problemas
insuperáveis na igreja de Cristo - afirmou Bartolomeu.
A alguns
metros dos dois líderes religiosos, duas urnas guardavam os
restos de
São Gregório Nazianzen e de São João Crisóstomo, que serão
enviados
para Istambul no fim do sábado.
Desde sua
eleição em 1978, o Papa fez da reconciliação com os
cristãos
ortodoxos uma prioridade de sua agenda.
Durante
uma visita a Atenas, em 2001, o papa pediu a Deus para
perdoar
os católicos romanos por mil anos de pecados contra os
cristãos
ortodoxos. Ele também pediu perdão aos muçulmanos pelos
cruzados,
que tentaram reconquistar a Terra Santa, e aos judeus por
séculos
de anti-semitismo.
Alguns
relatos históricos afirmam que os restos de Nazianzen e de
Crisóstomo
foram levados em 1204 durante um saque a Constantinopla,
atual
Istambul. Mas o porta-voz do Vaticano afirma que os restos de
Nazianzen
foram levados no século oitavo para Roma para serem
protegidos.
A recente
viagem de Bartolomeu a Roma pode ser significativa para o
desejo do
Papa em visitar Moscou, cidade que abriga a sede da
poderosa
Igreja Ortodoxa Russa. Mas líderes ortodoxos têm acusado a
Igreja
Católica Romana de se aproximar de antigas nações comunistas
na
tentativa de converter seus habitantes. A Igreja Católica nega as
acusações.
11 - Papa
devolve relíquias saqueadas nas Cruzadas
Fonte :
BBC 27/11/2004
Roma - O
papa João Paulo 2º vai fazer um gesto de amizade aos
cristãos
ortodoxos sem precedentes durante cerimônia no Vaticano
neste
sábado. Ele vai entregar as relíquias de dois santos do início
da era
cristã ao patriarca de Constantinopla, Bartolomeu 1º.
As
relíquias foram veneradas por centenas de anos em Constantinopla -
Istambul
desde 1453. Elas foram saqueadas por mercenários cristãos no
período
das Cruzadas e estão na Basílica de São Pedro, em Roma. Os
ossos
seriam de São João Crisóstomo e São Gregório, dois sábios da
Igreja
Cristã. Ambos foram arcebispos de Constantinopla muito antes
do cisma
entre as Igrejas Cristãs do Ocidente e do Oriente, há quase
mil anos.
Ao som do
canto majestoso de um coral ortodoxo, o papa vai entregar
formalmente
as relíquias a Bartolomeu 1º, líder espiritual de cerca
de 300
milhões de cristãos ortodoxos do mundo todo. O papa fez da
reconciliação
das Igrejas cristãs um dos grandes temas de seu longo
pontificado,
mas até agora teve sucesso limitado.
O diálogo
entre católicos e anglicanos emperrados em torno da questão
da
ordenação de mulheres pela Igreja anglicana e as relações com os
ortodoxos
russos ainda estão tensas, apesar de o papa recentemente
ter
presenteado o líder da Igreja russa com um ícone sagrado antigo.
Os russos
acusam o papa de tentar forçar a conversão de fiéis
ortodoxos,
uma acusação que o Vaticano nega enfaticamente.
Tentativa
de reconciliação
Mesmo
fragilizado, o papa insistiu em fazer esse gesto único de
devolver
as relíquias dos santos à sua cidade de origem, mas é
improvável
que isso permita grandes avanços na retomada das relações
com os
cristãos ortodoxos.
Um
graduado cardeal do Vaticano, encarregado das relações com outras
Igrejas
cristãs, admitiu recentemente que o entusiasmo por uma
unidade
total e visível entre católicos e membros de outras Igrejas
cristãs
está esfriando.
No mês
passado, os bispos da Igreja Ortodoxa Grega vetaram planos
para um
visita do Arcebispo de Atenas à Roma, em retribuição à visita
de João
Paulo 2º a Grécia em 2001. A reunificação das Igrejas Cristãs
claramente
não está próxima.
12 - Os
novos caminhos no diálogo ecuménico
Fonte:
Agência Ecclesia 29/11/2004
João
Paulo II deu vida, neste sábado, a mais um momento histórico no
caminho do
ecumenismo, quando entregou ao Patriarca Ecuménico de
Constantinopla,
Bartolomeu I, as relíquias dos Santos Gregório
Nazianzeno
e João Crisóstomo, venerados há séculos na Basílica de São
Pedro.
A
cerimónia representou, nas palavras do Papa, o sinal da vontade de
caminhar
junto rumo à "plena e visível unidade que Cristo quer para
seus
discípulos". A decisão foi saudada pelo Patriarca Ortodoxo
Bartolomeu
I como "um gesto fraterno".
João
Paulo II fez votos para que "o regresso das relíquias a
Constantinopla
possa ser uma ocasião abençoada para purificar as
memórias
feridas e reforçar o caminho de reconciliação" entre
católicos
e ortodoxos.
No mesmo
sentido se manifestou Bartolomeu I, na homilia, assegurando
que
"este gesto sagrado repara uma anomalia e uma injustiça
eclesiástica".
"Este
gesto fraterno da Igreja de Roma confirma que não existem, na
Igreja de
Cristo, problemas inultrapassáveis quando o amor, a justiça
e a paz
se reencontram num espírito de reconciliação e procura da
unidade",
acrescentou, agradecendo ao Papa por tudo o que ele tem
feito
para "cicatrizar as antigas feridas e prevenir novas".
Antes do
gesto de sábado, João Paulo II restituíra, em Agosto, o
ícone de
Nossa Senhora de Kazan ao Patriarcado Ortodoxo de Moscovo.
O Papa
ressaltou o papel dos Santos Gregório Nazianzeno e João
Crisóstomo,
"ardentes intercessores do dom da unidade visível para as
nossas
Igrejas".
Os dois
Santos viveram no século IV, no território que é hoje a
Turquia.
As relíquias de São Gregório Nazianzeno encontravam-se em
Roma
desde o século VIII, num mosteiro de Beneditinas, tendo sido
transferidas
em 1580 para uma capela na Basílica de São Pedro por
iniciativa
do Papa Gregório XIII.
Os restos
de São João Crisóstomo foram roubados há mil anos, no saque
a Constantinopla,
um dos momentos mais dramáticos da história nas
relações
entre as Igrejas do Oriente e do Ocidente. Estas relíquias
estão na
capela do Santíssimo Sacramento da Basílica de São Pedro
desde o
século XVII.
Cantos
latinos e coros gregos alternaram-se ao acompanhar a procissão
com as
relíquias dos dois Padres e Doutores da Igreja, custodiadas em
urnas de
alabastro. O momento crucial da celebração, a entrega das
relíquias
a Bartolomeu I, foi precedido da leitura de uma carta
endereçada
pelo Papa ao Patriarca de Constantinopla.
Na
missiva, lida pelo Arcebispo Leonardo Sandri, Substituto da
Secretaria
de Estado, o Papa ressalta que a trasladação das santas
relíquias
representa "uma ocasião abençoada para confirmar que a fé
desses
nossos Santos é a fé das Igrejas do Oriente e do Ocidente".
"Não
me cansarei nunca de buscar, firme e decididamente, esta
comunhão
entre os discípulos de Cristo, pois o meu desejo, em
resposta
à vontade do Senhor, consiste em ser servo da comunhão na
verdade e
no amor", assegurou o Papa.
Dando
seguimento a este gesto, ontem à tarde uma delegação da Santa
Sé chegou
a Istambul, na Turquia, com Bartolomeu I, para a festa de
Santo
André, Patrono do Patriarcado de Constantinopla, que se celebra
no dia 30
de novembro.
À
chegada, Bartolomeu I agradeceu diante de uma multidão em festa "a
generosa
decisão" do Papa e da Cúria Romana, assegurando que este
gesto
"diferencia-os dos seus predecessores".
Octávio
Carmo
13 - O
papa João Paulo II devolveu neste sábado, durante uma missa
solene,
relíquias roubadas de Constantinopla durante as cruzadas, em
um
"gesto fraterno" que foi saudado pelo patriarca ortodoxo
Bartolomeu
I presente à cerimônia.
Fonte:
AFP 27/11/2004
As
relíquias são as de dois integrantes da Igreja e patriarcas de
Constantinopla,
Gregório Nacianceno e João Crisóstomo, que viveram no
século IV
na Capadócia e Antióquia, atual Turquia. O papa, que
estava
com uma boa aparência, apesar de sua doença, disse que espera
que a
"devolução destas relíquias a Constantinopla seja uma ocasião
abençoada
para purificar nossas memórias feridas e para reforçar
nosso
caminho de reconciliação", em uma carta entregue ao
patriarca.
"Este gesto sagrado repara uma anomalia e uma injustiça
eclesiástica",
comentou o patriarca em uma homilia realizada diante
do altar
da confissão onde estava sentado, à direita do papa. "Este
gesto
fraterno da Igreja de Roma confirma que não existem na Igreja
de Cristo
problemas que não possam ser superados quando o amor, a
justiça e
a paz se encontram em um espírito de reconciliação e busca
de
unidade", acrescentou. Citando San Juan Crisóstomo, afirmou
que
"abandonar a Igreja é um dano mais grave que o da heresia" e
agradeceu
a João Paulo II por tudo o que fez "para cicatrizar antigas
feridas e
prevenir novas". A Igreja ortodoxa e a Igreja Católica
romana
estão separadas desde o cisma de 1054. As relíquias serão
transportadas
de avião a Istambul neste sábado mesmo.
14 -
Emoção entre católicos e ortodoxos, pelo dom das relíquias de
São João
Crisóstomo e São Gregório Naziazieno - O Estado restitui um
mosteiro
dos Jesuítas à comunidade sírio-católica
Fonte:
Fides 30/11/2004
Istanbul
(Agência Fides) - Uma assembléia ecumênica acolheu em
Istambul
as relíquias de São João Crisóstomo e São Gregório
Nazianzieno,
dom do Santo Padre ao Patriarcado Ecumênico de
Constantinopla.
Ontem, a Catedral ortodoxa de São Jorge estava
repleta,
diante do Patriarca Bartolomeu I, de numerosos Bispos
católicos,
das autoridades civis turcas. Hoje, haverá um grande fluxo
de
peregrinos nas celebrações pela festividade de Santo André.
"O
gesto tem um grande significado de reconciliação entre as Igrejas -
disse à
Fides Pe. George Marovich, Porta-voz da Conferência
Episcopal
da Turquia - e terá repercussões positivas nas relações
ecumênicas
no futuro". O clima entre fiéis era muito alegre e
emocionante.
O evento teve grande cobertura da mídia e recebeu
atenção
por parte das instituições do Estado.
Também
nas relações entre Estado e Igreja, registram-se pequenos
progressos:
recentemente foi restituída à comunidade cristã a Igreja-
mosteiro
dos padres Jesuítas em Istambul, que havia se tornado
propriedade
do Estado. Agora ali está alojada a comunidade sírio-
católica.
Os
cristãos aguardam a formação de uma comissão bilateral Igreja-
Estado,
para solucionar as pendências nas relações e o estatuto
jurídico.
"O andamento destes colóquios dependerá indiretamente -
destaca
Pe. Marovich - de como prosseguirá o caminho de aproximação
da
Turquia à União Européia, um processo que poderá favorecer o
reconhecimento
da Igreja".
Encontrando,
em clima cordial, em junho passado, o Primeiro Ministro
Recep
Tayyip Erdogan, os Bispos de diversos ritos (latinos, armênios,
caldeus,
sírio-católicos) expuseram os problemas e preocupações dos
cristãos
na Turquia, e pediram explicitamente o reconhecimento
jurídico
oficial da Igreja Católica na Turquia.
De 66
milhões de habitantes, a população turca é em 98% muçulmana, os
cristãos
são 0,6%, entre ortodoxos e católicos de ritos latino,
armênio,
sírio-católico, caldeu, bizantino, maronita. (PA)
15 -
Católicos e ortodoxos buscam superar suspeitas na busca da
unidade.
Na celebração de Santo André, patrono do patriarcado de
Constantinopla
Fonte:
Zenit 30/11/2004
ISTAMBUL,
terça-feira, 30 de novembro de 2004 (ZENIT.org ).- O
enviado
de João Paulo II propôs superar as suspeitas entre ortodoxos
e
católicos ao participar esta terça-feira na antiga Constantinopla
das
celebrações do patrono desse patriarcado ecumênico, Santo André.
O cardeal
Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a
Promoção
da Unidade dos Cristãos, liderava a delegação vaticana que
participou
da solene liturgia presidida pelo patriarca Bartolomeu I
na
catedral de São Jorge.
O
purpurado e os demais membros da comitiva chegaram à cidade turca
no avião
que trazia de Roma o mesmo patriarca, que no sábado passado
recebeu
das mãos do Papa as relíquias dos santos Gregório Nazianzeno
e João
Crisóstomo, seus predecessores na sede episcopal fundada pelo
apóstolo
Santo André.
«Os
cristãos, católicos e ortodoxos, deveriam ultrapassar suspeitas e
maledicências
e reconhecerem-se reciprocamente como cristãos», propôs
em
síntese o cardeal alemão, na mensagem que dirigiu a Bartolomeu I,
segundo
referiu «Rádio Vaticano».
A entrega
das relíquias dos padres da Igreja do Oriente, explicou o
purpurado,
não foi «simplesmente uma doação ou um sinal de amizade
meramente
humana».
«São as
relíquias de dois testemunhos profundamente venerados e de
dois
mestres de nossa fé comum, pertencentes ao primeiro milênio, uma
fé à qual
permaneceram fiéis o Oriente e o Ocidente no segundo
milênio,
e que estamos chamados por nosso Senhor comum, Jesus Cristo,
a
testemunhar juntos no terceiro milênio».
«O que
nos une é, portanto, muito mais que uma comunhão humana, é uma
comunhão
na fé», sublinhou o representante do Papa.
Apesar de
tudo, reconheceu, «somos conscientes» de que a comunhão
entre
católicos e ortodoxos «não é ainda comunhão plena».
Portanto,
propôs reforçar «nossa vontade de avançar no caminho para a
plena
comunhão».
Em particular,
pediu «reativar sem atraso o diálogo teológico
internacional»
entre ortodoxos e católicos, bloqueado por causa de
diferenças
em torno aos católicos de rito oriental, que professam
fidelidade
ao bispo de Roma, e que vivem em países de maioria
ortodoxa.
Em sua
estadia em Istambul, a delegação vaticana está mantendo
conversações
com a Comissão Sinodal (ortodoxa) para as Relações com a
Igreja
Católica.
A festa
de Santo André esteve precedida em Istambul pelo encontro
internacional
de bispos amigos dos Focolares, entre os quais havia
representantes
ortodoxos, luteranos e anglicanos.
16 -
DELEGAÇÃO DA SANTA SÉ ESTÁ EM ISTAMBUL PARA FESTA DE SANTO ANDRÉ
Fonte:
Radio Vaticana 30/11/2004
Cidade do
Vaticano, 30 nov (RV) - O Presidente do Pontifício Conselho
para a
Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Walter Kasper,
participou,
como chefe de uma delegação vaticana, da cerimônia
realizada
esta manhã na Catedral de São Jorge, em Constantinopla, no
dia da
festa de Santo André, o "Primeiro a ser chamado por Jesus
dentre os
Apóstolos". O Apóstolo irmão de São Pedro é o Patrono do
Patriarcado
de Constantinopla.
Todos os
anos, a celebração litúrgica ortodoxa se realiza,
tradicionalmente,
com a presença de representantes da Santa Sé. Mas
este ano
a solene celebração teve um sabor especial, dois dias após
outra
celebração, na qual JPII entregou, na Basílica de São Pedro, as
relíquias
dos Santos Gregório Nazianzeno e João Crisóstomo ao
Patriarca
Bartolomeu I.
Não se
tratou de "um simples dom ou de um sinal de amizade meramente
humano",
ressaltou o Cardeal Kasper em sua saudação ao Patriarca. "O
que nos
une é muito mais que uma comunhão humana, é uma comunhão na
fé, que
João Crisóstomo e Gregório o Teólogo confessaram e
corajosamente
proclamaram, pela qual ambos combateram e sofreram",
acrescentou.
Apesar
disso, prosseguiu o Cardeal kasper, "temos consciência de que
a
comunhão entre cristãos e ortodoxos expressa pelas relíquias não é
ainda
plena comunhão". Por isso, o Cardeal disse devemos reativar,
sem mais
tardar, o diálogo teológico internacional, que Bartolomeu I
apoiou
desde o início.
"Muitos
cristãos, e de modo especial o Papa _ concluiu o Presidente
do
Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos _,
nutrem o
sincero desejo de que essa celebração possa encorajar-nos a
aprofundar
a recíproca compreensão para muitas questões concretas,
com a
ajuda de Deus e a intercessão de Maria, Mãe de Deus." (RL)
17 - As
dificuldades no ecumenismo não diminuem sua urgência.
Entrevista
com a teóloga Jutta Burggraf
Fonte:
Zenit 30/11/2004
PAMPLONA,
quinta-feira, 25 de novembro de 2004 (ZENIT.org ).- As
dificuldades
do caminho ecumênico fizeram diminuir o entusiasmo que
se
experimentou após o Concílio Vaticano II, mas, de todos os
modos,
«melhoraram as relações entre os cristãos de diferentes
confissões»,
constata a professora Jutta Burggraf.
Docente
na Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra, a
teóloga
alemã é especialista em ecumenismo e mariologia.
Quarenta
anos depois do decreto ecumênico «Unitatis Redintegratio»,
Burggraf
traça para Zenit algumas linhas para entender em que estado
se
encontra o caminho para a unidade entre os cristãos.
Jutta
Burggraf escreveu «Conhecer-se e compreender-se. Uma introdução
ao
ecumenismo», de (Editora Rialp).
--A
relação entre cristãos de diferentes confissões melhorou 40 anos
depois do
decreto conciliar sobre o ecumenismo «Unitatis
Redintegratio»?
--Burggraf:
Sem dúvida melhoraram as relações entre os cristãos de
diferentes
confissões. Na atualidade, há diálogos --em níveis muito
diferentes--
entre a maioria das inumeráveis comunidades cristãs, e
podemos
ver com alegria muitos frutos concretos em todo o mundo.
Basta
recordar, por exemplo, o «Documento de Balamand» (Líbano), de
1993, que
expressou o acordo entre católicos e ortodoxos em dar uma
sólida
formação ecumênica aos futuros sacerdotes, em evitar
rigorosamente
os ataques recíprocos nos meios de comunicação, e em
honrar
juntos todos aqueles que sofreram a perseguição em nome da fé
cristã.
João Paulo II descreveu este documento como um "novo passo"
no
caminho ecumênico. Outro acontecimento importante foi a Declaração
conjunta
de católicos e luteranos sobre a doutrina da justificação,
firmada
em Augsburgo (Alemanha) em 1999. A este respeito, o bispo
evangélico
Knuth comentou que, em meio ao humano toma lá dá cá, em
meio às
dificuldades da diplomacia, o Espírito Santo quis dar um
sinal.
Certamente,
há quem não aceita estes novos desenvolvimentos. O
entusiasmo
ecumênico dos tempos posteriores ao Concílio já não
existe.
Perdeu-se a ilusão de que as diferenças entre as diversas
comunidades
cristãs desapareceriam com relativa facilidade.
Experimentamos
que o caminho do ecumenismo é duro e longo. Mas não
estamos
em uma crise, mas em uma situação de maior maturidade: vemos
hoje mais
claramente o que nos une e o que nos separa.
--Em seu
livro «Conhecer-se e compreender-se», afirma que «a
preocupação
pela unidade dos cristãos não é um capricho de alguns
teólogos
modernos, responde à oração de Cristo "Que todos sejam um"».
Pensa que
o cristão comum é consciente disso?
--Burggraf:
Penso que somos muito mais conscientes disso que nos
tempos
anteriores ao Concílio. Sobretudo nos países nos quais
convivem
cristãos de diferentes confissões, estendeu-se o costume de
unir-se
para rezar juntos (especialmente durante a Semana de oração
pela
unidade que se celebra a cada ano de 18 a 25 de janeiro), e de
trabalhar
uns com os outros para o bem da sociedade.
Em Pádua nasceu,
há algum tempo, um «Fórum de cristãos comprometidos
no mundo
do espetáculo», que busca contribuir na formação cristã dos
profissionais
do circo e dos parques de atrações. A instituição tem
por
objetivo favorecer as relações entre católicos, protestantes e
ortodoxos
assim como encher com a luz do Evangelho este mundo tão
peculiar.
Quer fazer mais alegre a convivência cristã. Enfim, há
consciência
de que Deus nos chama a realizar juntos sua vontade.
--Ainda
se fala de irmãos sagrados, ou é uma formulação superada?
--Burggraf:
Referindo-se aos ortodoxos, o Papa João Paulo II falou
repetidas
vezes de «nossos irmãos reencontrados». É uma expressão
feliz;
sublinha que não só nos encontramos na mesma casa de Cristo --
sendo
irmãos--, mas que temos também a vontade de aprender «a arte de
viver
juntos».
Só quando
tentamos compreender-nos mutuamente, podemos criar um clima
de
confiança. E só quando nos mostramos abertos para as pessoas que
pensam de
modo diferente, que falam outras línguas, que crêem, rezam
e
celebram os mistérios da fé de modo diferente, podemos preparar uma
aproximação
mútua. O respeito se reflete, não em último lugar, no
vocabulário.
Leva a eliminar palavras, juízos e atos que não sejam
conformes,
segundo justiça e verdade, à condição dos demais.
--A
Igreja insiste muito no chamado «ecumenismo espiritual»: do que
se trata?
--Burggraf:
O trabalho ecumênico não se define unicamente por uma
preocupação
pelos demais, mas também por nós mesmos. Cada cristão há
de
perguntar-se, antes de tudo: que testemunho de Cristo dou ao
mundo? Se
não transparece o amor misericordioso de Deus, ninguém
poderá
descobrir a fé através dele. Uma existência desenvolvida
plenamente
segundo o Evangelho sempre é atrativa e fomenta por si só
a unidade
entre os homens.
Como pode
um católico atrever-se a dizer que em sua Igreja se
encontra
a «plenitude da verdade e dos valores», se sua vida pessoal
está
cheia de mentiras e de egocentrismo? Ou como pode falar com um
mínimo de
autoridade sobre a «plenitude de graça», se todos em seu
redor se
sentem encolhidos e paralisados, longe de experimentar a
alegria
da redenção? Segundo testemunham os Evangelhos, na companhia
de Jesus,
todos se encontravam cômodos e se sabiam acolhidos e
protegidos.
Podiam deixar suas cargas, descansar e recuperar a
alegria
de viver.
Com
efeito, «não se dá verdadeiro ecumenismo sem conversão interior»,
afirma o
Concílio Vaticano II. É necessário olhar para Cristo e
aprender
dele. Não podemos contentar-nos com algumas mudanças
superficiais
em nossa vida pessoal ou em nossa relação com os demais.
Deus nos
pede a audácia de realizar uma sincera renovação interior, e
sua ajuda
não nos faltará. Pede-nos uma autêntica conversão do
coração,
que não exige exclusivamente qualidades «morais», mas também
um novo
modo de ver, de apreciar e de julgar, ou seja, uma
nova
«visão de fé».
Com
relação aos cristãos de outras confissões, esta consiste em
esquecer
rancores históricos, em libertar-nos de determinadas
discriminações
ou propostas estreitas e suportar, por outro lado,
serenamente,
a incompreensão e a desconfiança que sempre podem dar-se
enquanto
existam homens sobre a terra.
Assim, o
ecumenismo não é, em primeiro lugar, uma questão de doutrina
teológica
nem de colaboração pastoral, mas de oração e caridade.
Segundo
as famosas palavras de Santo Agostinho, «a soberba gera
divisão,
e a caridade é a mãe da unidade». Estamos chamados a
realizar
o «diálogo de amor».
--A
senhora vem da Alemanha, país onde claramente se vive o
ecumenismo
dia a dia: o que aprendeu no ambiente alemão que pode
agora
aplicar a uma realidade de maioria católica, como pode ser a
espanhola,
na qual agora vive?
--Burggraf:
Aprendi a querer bem nossos irmãos luteranos. Às vezes
podemos,
inconscientemente e por falta de formação, contristar e
inclusive
feri-los fazendo juízos gerais e injustos sobre eles. Por
exemplo,
a piedade dos luteranos nos pode parecer «fria», porque não
vemos
nenhuma imagem da Virgem, dos anjos ou dos santos em seus
templos
nem e em suas casas; mas, na realidade, este juízo nosso se
deve ao
desconhecimento de sua espiritualidade cristocêntrica, que
pode ser,
em um caso concreto, muito mais profunda e «calorosa» que a
de muitos
«católicos».
Os
luteranos, também, possuem outros símbolos cristãos, como as
cruzes,
as epígrafes ornamentais e as inscrições gravadas em madeira,
que
abundam nos lugares e inclusive nas ruas de algumas cidades do
Norte da
Alemanha. Esta relativa falta de imagens é compensada
abundantemente
por uma rica tradição musical, como se o que não
expressaram
plasticamente, expressaram-no através da música
religiosa,
coral e instrumental.
18 - PAPA
REZA PELA PAZ NA UCRÂNIA
Fonte:
ANSA 28/11/2004
CIDADE DO
VATICANO, 28 (ANSA) - O papa João Paul II dirigiu hoje,
pela
segunda vez em poucos dias, um pensamento especial para a
Ucrânia
e, na conclusão do Angelus, afirmou que reza pela paz neste
país.
"O
meu pensamento vai também aos peregrinos ucranianos presentes
nesta
praça", disse o pontífice idoso, dirigindo-se aos milhares de
fiéis
reunidos no Vaticano.
"A
eles ofereço a minha oração pela paz em seu país", acrescentou
João
Paulo II que, na última quarta-feira, durante a audiência geral,
já
demonstrou a atenção particular com a qual acompanha os
acontecimentos
na Ucrânia, país que visitou em junho de 2001.
19 - João
Paulo II pede paz para a Ucrânia
Fonte:
Agência Ecclesia 29/11/2004
João
Paulo II voltou a rezar pela Ucrânia este Domingo. Depois de
saudar os
peregrinos de língua espanhola e italiana, o Papa falou a
um grupo
de peregrinos da Ucrânia, assegurando-lhes que "estou a
rezar
pela paz no vosso país".
No final
da recitação do Angelus, na Praça de São Pedro, João Paulo
II
afirmou que "o meu pensamento vai também para os peregrinos
ucranianos
presentes nesta Praça".
Já na
audiência geral da passada quarta-feira, o Papa se referira à
Ucrânia,
revelando que rezava de "uma maneira muito particular" pelo
país que
visitou em 2001, mergulhado numa crise política desde as
eleições
presidenciais.
O
parlamento ucraniano pronunciou-se este sábado pela anulação do
escrutínio
presidencial do passado dia 21 de Novembro e retirou a sua
confiança
à Comissão Eleitoral Central, tendo sido também anunciado
que os
dois candidatos aceitam repetir o acto eleitoral.
20 -
Ucrânia: Líderes da Igreja Greco-Católica apelam à calma e
apoiam
processo democrático
Fonte:
Ais Notícias 29/11/2004
Os bispos
greco-católicos ucranianos pediram aos líderes cívicos para
que não
interfiram no processo democrático, que escutem a voz do povo
e que
procurem uma solução pacífica para a crise pós-eleitoral.
Myroslav
Marynovich (na imagem), o vice-reitor da Universidade
Católica
Ucraniana, considera que a Igreja é fulcral para garantir
uma
solução justa na resolução da crise eleitoral.
Na
mensagem divulgada durante o sínodo de bispos que decorreu durante
a semana
passada, em Kiev, o porta-voz da Conferência Episcopal
Ucraniana
declarou: "Se não fizermos nada, seremos escravos para
sempre".
O clero ucraniano tem conduzido os crentes em vigílias de
oração,
pedindo a resolução pacífica para o crescente clima de
tensão,
que poderá mesmo conduzir a uma guerra civil.
Em
entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre, o vice-reitor da
Universidade
Católica Ucraniana, Myroslav Marynovich, referiu
que
"especialmente num momento como este, a oração é a mensagem vital
que
queremos fazer passar". O responsável académico, que esteve preso
durante
dez anos num "gullag" soviético (campo de detenção e
trabalhos
forçados), revelou também que os " nossos líderes têm
organizado
reuniões cívicas apelando às pessoas para que salvaguardem
os seus
interesses e para que não permitam que aconteça o descalabro".
O Supremo
Tribunal da Ucrânia decidiu, entretanto, suspender o
anúncio
dos resultados oficiais das eleições presidenciais do passado
dia 21 e
começa, a partir de hoje, a analisar as alegações de fraude
nas
eleições que deram a vitória ao candidato pró-russo Viktor
Yushchenko.
A União
Europeia (UE) e a NATO apelaram hoje para que seja respeitada
a
integridade territorial da Ucrânia que corre o risco de se dividir.
Javier
Solona, responsável pela política externa da UE, criticou as
ameaças
de secessão dos partidários de Viktor Yanukovich. O candidato
pró-russo,
que saiu provisoriamente vencedor destas eleições, foi
recentemente
encorajado pelo Presidente russo, Vladimir Putin, que
defendeu
inclusive uma cidadania conjunta russo-ucraniana.
Neville
Kyrke-Smith, presidente do secretariado britânico da Ajuda à
Igreja
que Sofre, conhece bem a Ucrânia, um país que visitou por
várias
ocasiões. Na sua opinião, os resultados finais destas eleições
são
fulcrais: "Elas decidem se a Ucrânia se volta para a Europa e
para a
democracia ou se os Ucranianos se irão algemar num pseudo-
pacto
soviético com a Rússia". E acrescenta: "A Ucrânia situa-se na
linha divisória
entre a Europa e o Leste, em termos políticos e
eclesiásticos.
Como tal, estas eleições terão grande impacto nas
populações
e nas Igrejas".
21 - O
Papa segue rezando pela paz na Ucrânia. Saúda peregrinos
desse
país após rezar o Angelus.
Fonte:
Zenit 28/11/2004
CIDADE DO
VATICANO, domingo, 28 de novembro de 2004 (ZENIT.org ).-
João
Paulo II assegurou este domingo que reza incessantemente pela
paz na
Ucrânia, país submerso em uma profunda crise, à raiz dos
protestos
contra as supostas fraudes verificadas nas eleições
presidenciais
de 21 de novembro.
«Meu
pensamento se dirige aos peregrinos ucranianos presentes nesta
praça»,
disse o Santo Padre desde a janela de seu escritório ante as
trinta
mil pessoas que o escutavam.
«Asseguro-lhes
minha oração pela paz em seu país», acrescentou o
Papa, que
visitou a Ucrânia em junho de 2001.
No último
encontro público com os peregrinos, na quarta-feira
anterior,
durante a audiência geral, o bispo de Roma já havia
garantido
suas orações pela paz nesse país.
O
Parlamento da Ucrânia se pronunciou em uma resolução pela
invalidade
das eleições, de modo que a classe política se encontra à
espera da
decisão que ao respeito tomará esta segunda o Supremo
Tribunal.
13% dos
habitantes da Ucrânia, república ex-soviética de mais de 47
milhões
de habitantes, são católicos, em boa parte de rito oriental.
A maioria
da população é ortodoxa.
22 -
"As pessoas respiram aliviadas depois dos ataques dos últimos
dias"
- dizem fontes da Fides em Mosul
Fonte:
Fides 29/11/2004
Bagdá
(Agência Fides) - "Finalmente, estamos um pouco mais
tranqüilos.
Em algumas áreas da cidade, a calma retornou, embora
ainda se
registrem combates em outros bairros". É o que informa à
Agência
Fides Pe. Nizar Semaan, que contatou fontes locais em Mosul,
norte do
Iraque. "Depois que boa parte dos postos de polícia retornou
às mãos
das forças regulares, as pessoas voltaram às ruas" - diz Pe.
Nizar -
"mas é preciso ainda tempo, antes de se retornar à
normalidade".
Na última
semana, forças extremistas se apropriaram da maior parte
dos
postos de polícia da cidade (veja Fides de 22 de novembro de
2004),
provocando caos em meio à população.
A
situação permanece tensa. Ontem, 28 de novembro, foram encontrados
os corpos
de 17 integrantes da Guarda Nacional iraquiana, mortos
depois de
capturados nos ataques dos últimos dias. Segundo fontes
internacionais,
com a descoberta de ontem, aumenta para 57 o número
de corpos
encontrados na cidade.
Mosul,
que se encontra a 370 km a norte da capital, Bagdá, tem mais
de um milhão
de habitantes. Atualmente, 1200 soldados americanos e
1600
homens das forças de segurança presidiam a cidade. (L.M.)
NOTÍCIA
DO BRASIL
23 -
Missa Celebração ortodoxa será hoje às 17h Evento é organizado
pela
comunidade árabe regularmente
Fonte:
Jornal de Piracicaba 28/11/2004
A
comunidade árabe de Piracicaba realiza hoje, missa ortodoxa, na
capela do
Lar dos Velhinhos de Piracicaba, a partir das 17h. A
celebração
será feita pelo padre José Valério Lopes dos Santos, da
Catedral
Ortodoxa de São Paulo. A missa ortodoxa costumeiramente vem
sendo
realizada na Igreja Nossa Senhora Assunção, mas por causa do
vestibular
no Colégio Dom Bosco-Assunção, foi transferida para o Lar.
A missa é
em preparação ao Natal. A celebração é aberta à comunidade.
A
cerimônia de hoje inclui um batizado, utilizando água, óleo, pão e
vinho. A
missa ortodoxa cumpre as mesmas etapas da católica romana,
referindo-se
ao nascimento, vida e ressurreição de Jesus", afirma
Valdemar
Demétrio. Ele conta que a maior parte da celebração utiliza
cânticos
gregorianos e muitas orações. "Algumas frases são mantidas
em
grego", observa. Demétrio informa que durante a celebração há
procissão
dentro da própria igreja utilizando crucifixo, a bíblia e
ícones
(pinturas), o pão e o vinho.
LIVRO
"Creio
no Espírito Santo - Perspectiva Oriental"
Autor:
Padre Theodoro Corrêa de Oliveira
Palavra
& Prece Editora
89
páginas
Esta obra
pretende ser um pequena gota da rica e ampla
espiritualidade
bizantina, esquecida, sufocada e muitas vezes
difundida
de maneira equívoca em nossas comunidades. Ela não é peça
arqueológica
morta, mas inserida na apostolicidade e sob o testemunho
dos
Santos Padres, continua a jorrar como fonte espiritual dos
primórdios
da Igreja.
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