BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 7 - 18 de novembro de 2004

ÍNDICE DE NOTÍCIAS

1 - Católicos e Ortodoxos inauguram Biblioteca em Moscovo

2 - O Cardeal Paul Poupard em Moscou para promover o reconhecimento
das raízes comuns do continente europeu

3 - VISITA DO CARDEAL POUPARD A MOSCOU PARA INAUGURAÇÃO DA BIBLIOTECA
DO ESPÍRITO SANTO

4 - ESPANHA DEVOLVE CRUZ DE NOVGOROD A PATRIARCADO ORTODOXO RUSSO

5 - PATRIARCA SÉRVIO DIZ QUE VISITA DO PAPA É INOPORTUNA

6 - SETE SÉCULOS DE ÍCONES

7 - HAVANA: IGREJA ORTODOXA RUSSA

8 - LANÇADA PEDRA FUNDAMENTAL DA PRIMEIRA IGREJA ORTODOXA EM CUBA

9 - Ao estreitar a cooperação com o Ministério do Interior, a Igreja
Ortodoxa Russa procura aumentar a sua influência.

10 - O escritor Aleksandr Soljenitsin foi distinguido com a mais alta
condecoração da Igreja Ortodoxa Sérvia.
esqueçam suas raízes e tradições espirituais.

11 - Turquia: Líder da Igreja Greco-Ortodoxa louva gesto do Papa

12- O patriarca da Sérvia convidou a Igreja Russa no Exterior a
restabelecer a unidade com o Patriarcado de Moscou

13 - Cardeais da Ucrânia pedem ajuda ao Ocidente

14 - LÍDERES CRISTÃOS EXORTAM PEREGRINOS A RETORNAR À TERRA SANTA

15 - Necessitam-se peregrinações à Terra Santa para evitar êxodo de
cristãos

16 - Arcebispo de Kirkuk: Ocidente «desinforma» sobre a realidade
iraquiana

17 - Adolescentes egípcias lutam contra identidades muçulmanas
forçadas

18 - IGREJA APOSTÓLICA ARMÊNIA ANALISA SITUAÇÃO DAS SEITAS

19 - MILENAR IGREJA ARMÊNIA DE AKHTAMAR TRANSFORMA-SE EM ALVO DE
TREINAMENTO DE PONTARIA E TIRO

NOTÍCIAS


1 - Católicos e Ortodoxos inauguram Biblioteca em Moscovo

Fonte: Agência Ecclesia 17/11/2004

As tensas relações entre a Igreja Católica e o Patriarcado Ortodoxo
de Moscovo vão conhecer, na próxima sexta-feira, um episódio de
aproximação entre as duas partes com a inauguração, na capital russa,
da "Biblioteca do Espírito".
A iniciativa, promovida por católicos e ortodoxos, contará na
cerimónia de abertura com o Cardeal Paul Poupard, presidente do
Conselho Pontifício para a cultura, e o Metropolita Filaret, de
Minsk. João Paulo II enviará um telegrama aos presentes nesta
cerimónia.
O local é, ao mesmo tempo, livraria, editora e centro de cultura,
nascendo com o intento de promover encontros literários e culturais.
Este é um dos pontos altos da visita do Cardeal Poupard a Moscovo,
onde permanecerá até 21 de Novembro, acompanhado pelo Pe. Bernard
Ardura, secretário do seu Dicastério. Na agenda do "ministro da
cultura" do Vaticano constam vários encontros com instituições
culturais russas, tendo em vista o reconhecimento das raízes cristãs
da Europa.
O membro da Cúria Romana irá ainda encontrar-se com o Metropolita
Kyrill, responsável pelo Departamento das Relações com o Exterior do
Patriarcado Ortodoxo de Moscovo.

Octávio Carmo


2 - O Cardeal Paul Poupard em Moscou para promover o reconhecimento
das raízes comuns do continente europeu

Fonte: Agência Fides 17/11/2004

Cidade do Vaticano (Agência Fides) - O Cardeal Paul Poupard,
Presidente do Pontificio para a Cultura, acompanhado do Secretário do
Dicastério, Pe. Bernard Ardura, se encontra em Moscou de 14 a 21 de
novembro, para promover o reconhecimento das raízes cristãs do
Continente Europeu, em uma série de encontros com diversas
instituições culturais russas.
Entre estes encontros, sexta-feira, 19 de novembro, haverá a
inauguração da "Biblioteca do Espírito", motivo central da viagem.
Animada conjuntamente por católicos e ortodoxos, é contemporaneamente
livraria, casa editora e centro de cultura. A cerimônia de abertura
será presidida pelo Cardeal Poupard e pelo Metropolita Filaret di
Minsk, verdadeiro idealizador deste local de encontro para os
cristãos de Moscou, no empenho comum pela cultura. Estarão presentes
também o Ministro da Cultura da Federação Russa e o Prefeito da
cidade.
A nova sede do centro oferece uma vasta gama de serviços, de
biblioteca a salas, passando por um moderno café onde se organizam
encontros literários e culturais em torno do imprescindível Samovar.
O Santo Padre dirigiu um telegrama de saudação aos participantes do
evento.
Além disso, durante a semana, o Cardeal Poupard e o Pe. Ardura serão
protagonistas de uma série de encontros com diversas instituições
culturais da vida de Moscou. Em 16 de novembro, o purpurado francês
visitou a Universidade Humanística Estatal de Moscou, para a
conferência sobre "O Diálogo entre fé e cultura por um novo
humanismo".
No dia 17 de novembro, visitou a sede da prestigiosa Academia de
Ciências de Moscou, onde proferiu uma conferência para os estudantes
da Universidade de Ciências Humanas da cidade.
A viagem se realiza marcada por um alto perfil ecumênico. No decorrer
da semana, está previsto também um encontro com o Metropolita Kyrill,
responsável pelo Departamento das Relações Estrangeiras do
Patriarcado de Moscou. O Presidente do Pontifício Conselho para a
Cultura vai visitar ainda a Academia Teológica de S. Sergio, o
seminário do patriarcado de Moscou, que tem sua sede no histório
mosteiro de S. Sergio.
Durante a viagem, o Cardeal Poupard não deixará de encontrar a
comunidade católica da cidade, guiada pelo Arcebispo Dom
Kondrusiewicz. Neste cenário, o Cardeal encontrará os sacerdotes da
Arquidiocese da Grande Mãe de Deus de Moscou no 18 de novembro e vai
falar sobre "A Igreja e os desafios da cultura contemporânea".
Domingo, 21,
solenidade de Cristo Rei e festa da Apresentação de Maria, vai
celebrar a Santa Missa na Catedral da Mãe de Deus de Moscou.
Concelebração o Arcebispo de Moscou e o Delegado Apostólico na
Federação Russa, Dom Mennini. (AP) (17/11/2004 Agência Fides)

3 - VISITA DO CARDEAL POUPARD A MOSCOU PARA INAUGURAÇÃO DA BIBLIOTECA
DO ESPÍRITO SANTO

Fonte: Rádio Vaticano 17/11/2004

Moscou, 17 nov (RV) - O Cardeal Paul Poupard, Presidente do
Pontifício Conselho para a Cultura, encontra-se em visita a Moscou,
de 14 a 21 do corrente, para promover o reconhecimento das raízes do
continente europeu através de uma série de encontros com diversas
instituições culturais russas. O motivo principal da viagem do
Cardeal Poupard a Moscou, todavia, é a inauguração das novas
instalações da "Biblioteca do Espírito Santo", dirigida por católicos
e ortodoxos. A Biblioteca é também livraria, editora e centro comum
de cultura. A cerimônia de inauguração da "Biblioteca do Espírito
Santo" terá lugar no próximo dia 19, e será presidida pelo Cardeal
Paul Poupard e pelo Metropolita de Minsk, Filaret, verdadeiro
animador daquele lugar de encontro para cristãos moscovitas. Por
ocasião da inauguração deste centro de cultura na capital russa, o
Santo Padre enviou um telegrama, no qual "saúda os presentes na
sessão inaugural e expressa seu vivo apreço pela iniciativa". "A
Biblioteca _ diz o Papa em sua mensagem _ será um centro de difusão
do Evangelho e dos ensinamentos da tradição apostólica, como também
um meio de sensibilização dos altos valores da mensagem cristã." JPII
espera que a iniciativa possa reforçar o compromisso ecumênico comum.
(MT)


4 - ESPANHA DEVOLVE CRUZ DE NOVGOROD A PATRIARCADO ORTODOXO RUSSO

Fonte: Rádio Vaticano 17/11/2004

Moscou, 17 nov (RV) - O Ministro da Defesa da Espanha, José Bono, em
visita a Moscou, entregou ontem, ao Patriarca da Igreja ortodoxa
russa, Aleksej II, a grande cruz da Catedral de Santa Sofia, de
Novgorod, levada à Espanha há 60 anos.
Em 1942, durante a II Guerra Mundial, soldados da Divisão Azul,
integrada por voluntários espanhóis que combateram ao lado das forças
alemãs contra os soviéticos, resgataram o objeto sagrado das ruínas,
restauraram-no e o levaram para a Espanha, onde passou a ser venerado.
O Patriarca ortodoxo russo, Aleksej II, presente na cerimônia,
destacou que a devolução do objeto sagrado prova que espanhóis e
russos estão tratando de purificar os pecados de seus antepassados e
voltar definitivamente essa trágica página da história.
Segundo o Ministro espanhol, José Bono, que foi a Moscou somente para
entregar a cruz de Novgorod, símbolo da fé e da veneração dos russos
e espanhóis, "o objeto voltou para seu lugar de origem". O Ministro
expressou a esperança de voltar a se reunir com o Patriarca de
Moscou, para celebrar na Espanha, a entrega de uma réplica da grande
cruz da Catedral de Santa Sofia de Novgorod, ao povo espanhol. (WM)


5 - PATRIARCA SÉRVIO DIZ QUE VISITA DO PAPA É INOPORTUNA

Fonte: Rádio Vaticano 16/11/2004

Belgrado, 16 nov (RV) - O Patriarca Pavle, líder da Igreja ortodoxa
sérvia, que se encontra em visita a Moscou, declarou que o atual
momento é inoportuno para uma visita de JPII à Sérvia e Montenegro.
Segundo o líder servo-ortodoxo, o Sínodo dos bispos ortodoxos sérvios
julga negativa uma eventual visita do JPII. O Patriarca sérvio não
especificou os motivos da decisão, mas indicou que o Pontífice,
algumas vezes, acenou à possibilidade de realizar uma visita à Sérvia
e Montenegro e a um encontro com o Patriarca.
Essa resposta oral do Patriarca sérvio, acerca da não oportunidade de
uma visita do Papa neste momento, se deve ao fato que o pedido para
que tal visita acontecesse, nunca foi formalizado por escrito, pela
Igreja ortodoxa sérvia. (WM)


6 - SETE SÉCULOS DE ÍCONES

FONTE: Pravda 25/10/2004

O Museu Central de Cultura e Artes Medievais, no Mosteiro de São
Andronicus em Moscovo, tem uma exposição de ícones russos raros -
muitos nunca vistos pelo público. Os 150 ícones provêm de 33
colecções particulares.

Os sete séculos de ícones, desde o século 14 até ao século 20,
representam todas as escolas tradicionais, nomeadamente a de Moscovo,
Rostov, Suzdal, Tver, Pskov, Novgorod Veliky, Nizhny Novgorod,
Vologda e Archangel'sk.

Há um ícone representando os príncipes canonizados, Vladimir, Boris e
Gleb, na tradição de Rostov no século 16 e a imagem do Salvador, da
parte final do século 14, entre muitas outras peças.

De destaque estão também as peças de Simon Ushakov (segunda metade do
século 17). A peça mais recente data de 1905, sendo Nosso senhor
Jesus Cristo, por Mikhail Dikarev, um dos mais famosos pintores de
ícones russos no século 20.

Olga SELYANINA


7 - HAVANA: IGREJA ORTODOXA RUSSA

Fonte: Pravda 17/11/2004

Fontes da Embaixada da federação russa em Havana confirmam que irá
ser construída uma igreja ortodoxa russa com cinco cúpulas, sendo
desenhado por uma comissão conjunto de russos e cubanos.

Cyril, o Metropolitano de Smolensk e Mark, Bispo de Yegorievsk, foram
recebidos pelo Presidente Fidel Castro depois de terem assistido à
colocação da pedra de toque.

Esta igreja irá servir os cerca de 2000 ortodoxos residentes em Cuba.

Olga SELYANINA


8 - LANÇADA PEDRA FUNDAMENTAL DA PRIMEIRA IGREJA ORTODOXA EM CUBA

Fonte: Rádio Vaticano 15/11/2004

Havana, 15 nov (RV) - Após uma procissão pelas ruas coloniais de
Havana, líderes religiosos e membros do governo cubano lançaram
ontem, a pedra fundamental da primeira igreja ortodoxa russa na
ilha. Durante a cerimônia, o responsável pelas relações exteriores
do Patriarcado Russo, o Metropolita Kirill, declarou que a igreja
constituirá um monumento da amizade entre Cuba e Rússia. O
Metropolita Kirill acrescentou que a igreja vai homenagear os
milhares de trabalhadores, soldados e técnicos que cooperaram com a
Cuba comunista por "três gloriosas décadas", antes do desmanche da ex-
URSS. "O passado pode se unir ao presente, constituindo um futuro
comum" _ disse o Metropolita. A cerimônia de ontem teve início no
antigo convento católico romano de São Francisco. O Núncio Apostólico
em Cuba, Dom Luigi Bonazzi, também estava presente. A nova igreja
ortodoxa russa, que é também financiada pelo governo cubano, abrirá
suas portas daqui um ano. Cuba foi um estratégico aliado da ex-URSS
contra os EUA durante a Guerra Fria. Sob uma ideológica e econômica
aliança que durou 30 anos, Cuba recebeu cerca de 20% do seu consumo
nacional de subsídios soviéticos. Cuba tornou-se oficialmente um
Estado ateu depois da revolução de 1959, quando Fidel Castro assumiu
o poder. Há mais de 10 anos, o governo retirou as referências sobre o
ateísmo da Constituição e permitiu que fiéis ingressassem no Partido
Comunista. As relações entre a Igreja Católica e o governo cubano
viveram um grande momento em janeiro de 1998, com a histórica visita
de JPII à ilha. (BF)


9 - Ao estreitar a cooperação com o Ministério do Interior, a Igreja
Ortodoxa Russa procura aumentar a sua influência.

Fonte: RIA "Novosti" 18/11/2004

"KOMMERSANT"

Ontem o Patriarca Alexi II assinou com o ministro do Interior, Rachid
Nurgaliev, um acordo de cooperação entre a Igreja Ortodoxa Russa
(IOR) e este ministério. Na opinião de alguns observadores, a IOR
pretende deste modo passar a ser uma estrutura do Estado, o que
contradiz a Constituição, escreve o "Kommersant".
O novo acordo declara a intenção da IOR e do MI de contribuir para a
solução dos problemas mais prementes da actualidade. Trata-se em
primeiro lugar da luta contra o terrorismo. No dizer de Nurgaliev, a
tarefa-chave da interacção é não só resolver o problema pela força,
mas ainda criar uma sólida barreira moral. Ao comentar os contactos
cada vez mais intensivos da IOR com as estruturas do Estado, os
representantes do Patriarcado de Moscovo afirmam que as relações da
Igreja com o Estado não garantem a IOR uma posição privilegiada face
às outras confissões.
Os defensores dos direitos humanos contestam esta opinião. "Vejo uma
ameaça na assinatura de acordos semelhantes entre o Patriarcado de
Moscovo e as estruturas do Estado", diz o director executivo do
movimento "Pelos Direitos Humanos" - Lev Ponomarev. - "Ao nosso
movimento dirigem-se muitos fiéis ortodoxos que não pertencem à IOR.
Eles dizem que as suas igrejas lhes são retiradas ilegitimamente e
entregues à IOR. Após a assinatura deste tipo de acordos, estes casos
ir-se-ão multiplicar. Ao meu ver, a IOR quer ser a religião de
Estado, o que contradiz a Constituição do país".
Na opinião do ex-presidente da comunidade ortodoxa de rito antigo de
Rogojsk, Aleksei Riabtsev, "qualquer actividade religiosa activa nas
estruturas do Estado adquire inevitavelmente um carácter político."


10 - O escritor Aleksandr Soljenitsin foi distinguido com a mais alta
condecoração da Igreja Ortodoxa Sérvia.

Fonte: Voz da Rússia 17/11/2004

O conhecido escritor russo Aleksandr Soljenitsin foi distinguido com
a "Ordem do Santo Savva" de primeiro grau, a mais alta condecoração
da Igreja Ortodoxa Sérvia. Mereceu esse galardão pela preservação da
memória dos milhões de vítimas do desumano regime na Rússia e
cuidados com o povo sérvio. Na cerimônia de entrega, o metropolita do
Montenegro e da Costa Marítima, Amfilokhi, expressou admiração com a
ação de Aleksandr Soljenitsin para bem dos povos eslavos e a
contribuição que tem dado para a luta pela liberdade e o progresso.
Tendo ressaltado os laços históricos entre os povos da Rússia e da
Sérvia, o escritor manifestou a esperança de que os Eslavos jamais
esqueçam suas raízes e tradições espirituais.


11 - Turquia: Líder da Igreja Greco-Ortodoxa louva gesto do Papa

Fonte: Ais Notícias 17/11/2004

O Patriarca Greco-Ortoxo de Constantinopla, Bartolomeu I, considerou
a decisão de João Paulo II de devolver a Istambul as relíquias de São
João Crisóstomo, confiscadas no século XIII, como um "sinal de amor
fraterno" para com os cristãos do oriente.
O Patriarca Bartolomeu I descreveu a decisão papal para a devolução
das relíquias como "um acontecimento histórico" que contribuirá para
melhorar as relações entre ortodoxos e católicos que pertencem "a uma
Igreja indivisível", divulgou o secretariado britânico da Ajuda à
Igreja que Sofre.
"Rezaremos para que o Papa ilumine e dê alento aos líderes das
Igrejas e proporcione às comunidades cristãs outras ocasiões de
inspiração espiritual", referiu D. Bartolomeu I na sua mensagem aos
peregrinos britânicos que no passado dia 3 foram recebidos no
Patriarcado de Istambul. O Patriarca louvou também o discurso de João
Paulo II em Junho deste ano, em que apresentou um pedido público de
desculpas pelo ataque dos cruzados a Istambul (antiga
Constantinopla), no século XIII.
As relíquias de São João Crisóstomo e de São Gregório Nazianzeno irão
assim regressar a Istambul 800 anos após terem sido levadas pelos
cruzados durante o saque de Constantinopla em 1204. A entrega das
relíquias, prevista para o dia 27 de Novembro, surge na sequência de
uma intensa actividade diplomática entre o Vaticano e a Igreja Greco-
Ortodoxa, separadas desde o Grande Cisma de 1054.
D. Bartolomeu I travou uma longa batalha com o Governo turco pela
autorização da reabertura do seminário greco-ortodoxo de Halki,
encerrado desde 1971. No início de 2003, o executivo turco deu luz
verde à reabertura deste seminário e aprovou legislação que prevê
maior liberdade para entidades e associações religiosas estrangeiras,
garantindo o pleno exercício das actividades de culto aos não
muçulmanos.
Segundo a agência Ecclesia, no início de Outubro o Secretário de
Estado do Vaticano, Cardeal Ângelo Sodano, assegurou a neutralidade
da posição da Santa Sé face à entrada da Turquia na União Europeia
(UE). Também o Arcebispo Giovanni Lajolo, responsável pelas relações
da Santa Sé com os Estados, sustentou que o Vaticano não se oporá à
adesão da Turquia "desde que responda a todos os critérios da Cimeira
de Copenhaga, em 2002". Esta posição é, aliás, semelhante à que foi
defendida pelo Presidente da República, Jorge Sampaio.
No entanto, o Cardeal Joseph Ratzinger, responsável pela Congregação
para a Doutrina da Fé, considera que "histórica e culturalmente, a
Turquia tem pouco em comum com a Europa" e que seria preferível que a
Turquia se constituísse "como uma ponte entre o mundo Árabe e o mundo
Europeu".
O início das negociações para a adesão da Turquia à UE está
dependente da decisão que será tomada pelos chefes de Estado e do
Governo dos países da UE no dia 17 de Dezembro.


12- O patriarca da Sérvia convidou a Igreja Russa no Exterior a
restabelecer a unidade com o Patriarcado de Moscou

Fonte: Voz da Rússia 16/11/2004

O patriarca da Sérvia, Pavle, convidou a Igreja Russa no Exterior a
restabelecer a unidade com o Patriarcado de Moscou da Igreja Ortodoxa
Russa. Na segunda-feira, o alto hóspede se reuniu na capital russa
com o patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Aleksi II, o qual informou
o visitante sobre as continuadas conversações com vista à
reunificação. O patriarca Pavle lembrou que depois da Revolução
Bolchevista de 1917 na Rússia, a Sérvia acolheu muitos refugiados
russos e que justamente na localidade sérvia de Sremski Karlovci foi
fundada a Igreja Russa no Exterior. O patriarca da Igreja Ortodoxa
Russa, Aleksi II, entregou ao patriarca sérvio Pavle a "Ordem do
Santo Príncipe Equiapostólico Vladimir" O primaz da Igreja Ortodoxa
Sérvia foi distinguido com essa elevado galardão pelo reforço da
unidade ortodoxa e dos vínculos fraternos entre as Igrejas, assim
como por ocasião do seu 90o aniversário.


13 - Cardeais da Ucrânia pedem ajuda ao Ocidente

Fonte: Agência Ecclesia 18/11/2004

Os Cardeais da Ucrânia pediram aos governos do Ocidente um maior
apoio para a instituição de uma verdadeira democracia no país, que se
prepara para a segunda volta das eleições presidenciais, a ter lugar
no próximo Domingo.
A Organização para a Cooperação e Segurança na Europa (OSCE) referiu,
no final da primeira volta, que as eleições presidenciais na
Ucrânia "não decorreram de acordo com as normas democráticas".
O Cardeal Lubomyr Husar, líder da Igreja Católica de rito oriental,
criticou os governos do Ocidente por não oferecerem "apoio político"
às aspirações ucranianas.
Também o Cardeal Marian Jaworski, arcebispo católico de Lviv, referiu
à agência de informação polaca KAI que "se o Ocidente não se abrir à
Ucrânia, seremos forçados a procurar um parceiro estratégico
diferente".
"A integração da Ucrânia na UE depende largamente do Ocidente",
assegurou.


14 - LÍDERES CRISTÃOS EXORTAM PEREGRINOS A RETORNAR À TERRA SANTA

Fonte: Rádio Vaticano 17/11/2004

Jerusalém, 17 nov (RV) - Representantes das Igrejas cristãs na Terra
Santa reunidos em Jerusalém, divulgaram, nesta segunda-feira, um
documento conclamando os peregrinos cristãos de todo mundo a visitar
à Terra Santa.
"Um chamado a toda a gente de fé. Visitai hoje a Terra Santa" _ é o
nome do documento assinado na "Cidade da paz", por representantes das
Igrejas latina, grega e russa ortodoxas, armênia e evangélica e
também pelo Núncio Apostólico em Israel, Dom Pietro Sambi.

Para o Custódio franciscano na Terra Santa, Pe.. Pierbattista
Pizzaballa, presente no ato, há muitas divisões na comunidade cristã
na Terra Santa, mas muitos pontos em comum. Um deles é a necessidade
de manter acesa nos fiéis de todo o mundo, a chama da peregrinação.
Por sua vez, o Núncio, Dom Pietro Sambi, considera que a visita dos
fiéis ao berço do Cristianismo é também uma alegria e uma riqueza
espiritual oferecida às minorias cristãs. O Arcebispo acredita que um
ambiente de paz poderá contribui para diluir as tensões políticas
entre israelenses e palestinos.
O Ministro do Turismo de Israel, Gideon Ezra, também presente na
assinatura do documento, informou que em 2000, o ano do Jubileu, 60%
dos dois milhões e seiscentos mil peregrinos que visitaram a Terra
Santa eram cristãos. Em 2004, todavia, são cristãos somente 29% dos
1,5 milhões de turistas que visitaram e visitarão a Terra Santa.
Um comunicado divulgado pelos franciscanos em 2003, prevê que em 2020
os cristãos na Terra Santa, em sua maioria palestinos, representarão
apenas 1,6% do total da população.
O temor de que a presença cristã na Terra Santa diminua, em termos
demográficos, é sentido pela imigração maciça de judeus, pela alta
natalidade dos muçulmanos e pelo contínuo êxodo de cristãos. (WM)


15 - Necessitam-se peregrinações à Terra Santa para evitar êxodo de
cristãos

Fonte: ACI Digital 17/11/2004

JERUSALÉM, 17 Nov. 04 (ACI ) .- Os representantes de diferentes
denominações cristãs assinaram uma declaração exortando aos fiéis de
todo o mundo a peregrinar aos Santos Lugares para impedir o êxodo
maciço de cristãos.
O documento se intitula "Um chamado a toda gente de fé. Visitem a
Terra Santa", e está assinado pelo Núncio Apostólico da Terra Santa,
Dom Pietro Sambi, assim como pelos líderes religiosos das Igrejas
Latina (Católica); Grega e Russa Ortodoxas; Armênia; e Evangélica.
Segundo o Custódio da Terra Santa, Pe. Pierre Battista Pizzaballa
OFM, a assinatura desta proclamação é uma amostra de que embora "haja
muitas coisas que nos dividem", há "muitas outras que unem" os
cristãos.
Por sua vez, Dom Pietro Sambi assinalou que para os cristãos da Terra
Santa, as peregrinações são os únicos momentos de "alegria e
enriquecimento espiritual" nos quais podem gozar de um ambiente de
paz e assim dissipar por um instante as tensões entre israelenses e
palestinos.
De acordo com um relatório elaborado em 2003 pelos franciscanos,
custódios da Terra Santa, o temor de que a presença cristá seja só
testemunhal vai crescendo conforme diminui o número de fiéis. De
acordo com o documento, para 2020 os cristãos nesta parte do mundo
serão apenas 1,6 por cento da população.
Este dado toma força se for tomado em conta que em 1840 os cristãos
de Jerusalém, em sua maioria palestinos, eram 25 por cento da
população. Em 2002 esta porcentagem reduziu para 2 por cento.
A diminuição dos cristãos de contradiz com o aumento de judeus e
muçulmanos.
No caso dos judeus, eles passaram de quatro mil em 1840 a 400 mil em
2002; enquanto que os muçulmanos cresceram de 4 mil e 600 a 143 mil,
graças a sua taxa de natalidade que lhes permite dobrar seu número a
cada 25 anos.
O decréscimo de cristãos não só se percebe em Jerusalém, também se
sente em Belém e Nazaré.
"Com o êxodo cristão se vai também a visão cristã do homem, universal
e igualitária, com o respeito à pessoa e à vida em uma região em que
estes valores estão em franca regressão", assinala o relatório.
O texto lamenta que "os governos do Ocidente cristão, levados por uma
falsa visão da liberdade religiosa e quiçá por um laicismo
exacerbado" insistam em que "não ajudam os cristãos, mas sim os
palestinos".
Por sua vez, o ministro de turismo israelense, Gideon Ezra, informou
que no Jubileu do ano 2000, "60 por cento de 2,67 milhões visitantes
a Terra Santa eram cristãos, enquanto que dos 1,5 milhões de turistas
previstos para este ano, só 29 por cento serão originais".


16 - Arcebispo de Kirkuk: Ocidente «desinforma» sobre a realidade
iraquiana

Fonte: Zenit 18/11/2004

Declarações de dom Louis Sako

KIRKUK, quinta-feira, 18 de novembro de 2004 (ZENIT.org ).- O
arcebispo de Kirkuk dos Caldeus denunciou a «desinformação» e
a «polêmica» dos meios de comunicação ocidentais sobre seu país, o
Iraque, onde a população, ao contrário, aguarda com alegria as
eleições de janeiro, «porque ajudarão a unidade nacional».

«Nem tudo é morte e destruição, há muitas coisas positivas no Iraque:
as universidades funcionam, as escolas estão abertas, o povo sai à
rua normalmente», é certo que, «quando se perpetra um seqüestro ou um
homicídio, em seguida dá-se a notícia e isso cria temor entre o
povo», explica dom Louis Sako em uma entrevista difundida
por «AsiaNews» na terça-feira passada.

No Iraque «não existe nenhuma resistência organizada» --aponta--, mas
quem comete estes atos de violência «opõe "resistência" aos
iraquianos, que querem reconstruir seu país».

Por sua parte, os iraquianos «"resistem" ao terrorismo e não cometem
atentados, que são, ao contrário, obra de infiltrados estrangeiros --
alerta--. Repeti isso outras vezes: no Iraque entraram sauditas,
jordanianos, sírios, sudaneses: disse isso também o primeiro-ministro
Iyad Alaui. Está claro que existem colaboradores iraquianos que, por
dinheiro, ocultam os terroristas».

Segundo dom Louis Sako, para sair desta crise, há que «deixar que os
iraquianos se administrem por si mesmos». «Agora há um governo que
está preparando as eleições, e quem quer apresentar-se pode fazê-lo
livremente», recorda.

Em sua opinião, «a guerra dos terroristas é uma guerra sem
objetivos». Se o que estes querem é «um Iraque democrático, aberto,
moderno», que «se registrem para as eleições, tratem com o novo
governo e utilizem os instrumentos do diálogo», propõe.

Convencido de que «as eleições serão um ponto de partida para o novo
Iraque», o prelado observa que, ao contrário, «os jornais e
televisões ocidentais fazem somente propaganda e desinformação».

«Os iraquianos estão contentes de ter eleições e as esperam muito
porque estas ajudarão a unidade nacional. Talvez nem tudo se fará de
maneira perfeita, mas com o tempo melhorará. Por fim, dar-se-á aos
iraquianos a possibilidade de eleger. Por que no Ocidente se faz
tanto ruído e polêmica quando antes, sob Saddam Hussein, quando não
havia eleições livres, não se dizia nada?», pergunta.

Quanto aos atentados contra Igrejas cristãs, esses ataques podem
advir, de acordo com dom Sako, do fato de que os cristãos «podem ser
um instrumento de equilíbrio na sociedade iraquiana e querem
construir um novo Iraque aberto, onde os direitos de todos sejam
respeitados».

«A guerra do Iraque não é uma guerra de religião --declara--. E
queria dizer aos terroristas»; «nós somos pacíficos e a favor do
diálogo». De fato, sublinha que «os verdadeiros muçulmanos condenaram
os atentados contra os cristãos».

E assinala a ausência da Europa no contexto que o Iraque está
atravessando: «Já não se ouve a voz do velho continente; os Estados
Unidos estão sós». O prelado considera que o apoio europeu poderia ir
desde «ajudar o governo iraquiano a controlar as fronteiras para que
não entrem terroristas» a «trazer ajuda econômica para favorecer uma
cultura nova, aberta à convivência, à aceitação do outro, ao respeito
das pessoas humanas e das outras culturas».

Mas o velho continente «deve entender que não há tempo a perder em
interesses marginais ou egoístas: o mundo inteiro tem necessidade de
paz», alerta.

Em sua opinião, «a Europa deve atuar porque os europeus conhecem o
Oriente Médio muito melhor que os americanos».

«Há que ajudar o Oriente Médio a reencontrar a paz e fazer os países
muçulmanos entrarem na sociedade contemporânea, fundada na democracia
e na liberdade --expõe--. Se o modelo iraquiano fracassa, será um
desastre para todos: estes grupos terroristas serão mais fortes em
todo o mundo».

Reconhecendo sua «esperança» e mostrando-se otimista pelo futuro de
seu país, o arcebispo de Kirkuk pede aos cristãos ocidentais que
orem, «não só pelos cristãos, mas por todos os iraquianos»: «Deus
pode mudar o coração duro dos homens», conclui.

17 - Adolescentes egípcias lutam contra identidades muçulmanas
forçadas

Fonte: Missão Portas Abertas 18/11/2004

EGITO - Duas irmãs adolescentes no Egito foram ao tribunal para
contestar a mudança forçada de sua identidade religiosa oficial ao
islamismo. Espera-se um veredicto do Conselho Estadual no fim de
novembro, no caso de Iman e Olfat Malak Ayet, agora com 17 e 18 anos
de idade. Criadas como cristãs sua vida inteira pela mãe ortodoxa
copta, as duas garotas eram crianças quando seu falecido pai se
converteu ao islamismo. Depois de deixar sua esposa cristã, a
pequena Olfat e a ainda não-nascida Iman em 1986, Malak Aayad Assad
mudou seu nome para Mohamed Abdullah al-Mahdi, casou-se com uma
muçulmana e teve mais três filhos. Depois de uma batalha legal de
vários anos, ele finalmente consentiu divorciar-se formalmente de sua
esposa cristã. Mas o pai nunca tomou a guarda de suas duas filhas
cristãs, nem interferiu na criação cristã que a mãe lhes dava. "Ele,
às vezes, nos visitava nas festas cristãs", Olfat disse a Compass
durante uma entrevista particular em julho, "mas ele nunca sugeriu
que devêssemos nos tornar muçulmanas". Foi apenas na primavera de
2003, quando Olfat pediu uma cópia de sua certidão de nascimento dos
computadores do governo, que ela soube que seu pai havia mudado sua
identidade oficial de cristã para muçulmana. Os documentos foram
alterados vários anos antes da morte dele em novembro de 2002. Ao
fazer isso, ele falsificou sua própria certidão de nascimento,
afirmando que seu novo nome muçulmano foi o que ele recebeu quando
nasceu em 1955, ao invés daquele que ele tinha quando se converteu ao
islamismo em 1986. A fim de entrarem nos exames finais da escola,
para então se candidatarem à universidade, as irmãs cristãs deveriam,
primeiramente, pedir a emissão de suas carteiras de identidades. Mas
baseadas em suas certidões "muçulmanas", as carteiras de identidades
declararão que elas são muçulmanas, ao invés de cristãs. Uma vez
que o cidadão é registrado oficialmente como um muçulmano, o governo
egípcio tem historicamente recusado que o indivíduo renuncie ao islã,
evitando a apostasia pela pena de morte. Mas, em uma exceção sem
antecedentes, no último mês de abril, uma corte administrativa do
Cairo ordenou ao Ministério Interior que reintegrasse uma cristã com
sua identidade cristã, 11 anos depois de ela ter se convertido ao
islamismo. Então, através de um material relativo, as duas irmãs
menores de idade abriram um caso em maio contra o Ministério
Interior, pedindo o direito de mudarem suas certidões de nascimento
de volta aos seus nomes e religião cristãos originais. "Como essas
crianças podem ser forçadas a tornarem-se muçulmanas quando elas
nunca praticaram o islamismo em toda a sua vida?", o advogado cristão
Nagib Gabriel perguntou à corte na terceira audiência, no dia 6 de
julho. Nagib está atualmente representando cidadãos coptas que querem
manter ou restaurar suas identidades cristãs em onze casos
similares. Defendendo o ponto de vista do governo egípcio, o
Ministério Interior declarou, em seu resumo legal, que as duas
garotas devem esperar até a idade de 21 anos para apelarem à corte,
se elas quiserem reverter suas certidões de nascimento cristãs. Na
audiência de 22 de junho, os representantes do Ministério Interior
insistiram que por ser a lei islâmica "a fonte principal de
legislação e a fé islâmica ser a religião oficial do estado", a isso
se segue que a lei islâmica "deve ser aplicada aos outros cidadãos
que abraçam qualquer outra religião divina - cristianismo ou
islamismo - nos seus assuntos pessoais". A burocracia do governo
foi adiante, exigindo que o estado egípcio usasse "mão de ferro" para
acabar com tal fuga religiosa por futilidades, "a fim de proteger a
paz social e a estrutura da sociedade". Concluindo, ele mencionou
injunções da lei islâmica que requerem que um homem muçulmano
apóstata seja morto caso ele recuse se arrepender, e uma mulher deve
ser "presa e espancada até que ela morra ou se decida pelo
islamismo". Desde 1998, o governo egípcio tem emitido uma nova
carteira de identidade com código de barras, que deve ser carregada
por todos os cidadãos. O último prazo para a obtenção da nova
carteira está marcado para janeiro de 2005. Um ativista copta dos
direitos humanos abriu um processo em 1997, tentando desafiar a
constitucionalidade de um decreto de 1994 do Ministério Interior, que
requisitava que a identidade religiosa esteja nas carteiras de
identidade. Mas a corte, unilateralmente, retirou os documentos do
caso e nunca o ouviu. Um veredicto final para o caso das duas
irmãs, que está sendo julgado pela Corte Administrativa do Conselho
Estadual de Doqqi, foi marcado para o dia 16 de novembro. Mas se
espera que a audiência seja adiada para outra semana, porque ela cai
no fim do Ramadã, então a corte pode emitir sua sentença dentro dos
próximos 15 dias. De acordo com o advogado das garotas, tanto o
Ministério Interior como a viúva muçulmana do pai têm o direito de
apelar a decisão. Nagib disse que as garotas não puderam conter as
lágrimas quando ele as levou à corte em julho para falarem com o juiz
que cuida do caso. "Estamos orando o tempo todo para que ganhemos
esse caso" Olfat e Iman disseram. Tradução: Daila Fanny


18 - IGREJA APOSTÓLICA ARMÊNIA ANALISA SITUAÇÃO DAS SEITAS

Fonte: Armenia.com.br 17/11/2004

Yerevan (PanArmenianNet) - Os participantes da sessão do Conselho
Espiritual da Igreja Apostólica Armênia discutiu, em 16/11, os
problemas conectados com as atividades das organizações sectárias e o
registro dos Testemunhos de Jeová pelo Ministério da Justiça da
Armênia. O Conselho Superior Espiritual confirmou sua aderência aos
valores cristãos, tais como a liberdade de consciência, todavia
declarou ser inadmissível a situação no que se refere ao registro das
organizações religiosas, cujas atividades violam a legislação da
República da Armênia, assim como a liberdade de pensamento e
consciência com suas respectivas organizações. As atividades das
seitas totalitárias, incluindo os Testemunhos de Jeová não apenas
entram em conflito com os valores espirituais do povo armênio, mas
também violam a lei "Sobre liberdade de Consciência" e os direitos
humanos, principalmente das crianças, assim como os direitos
referentes à saúde pública, etc. Lembre-se, ademais, que o registro
dos Testemunhos de Jeová causou profunda ressonância entre a
população armênia.


19 - MILENAR IGREJA ARMÊNIA DE AKHTAMAR TRANSFORMA-SE EM ALVO DE
TREINAMENTO DE PONTARIA E TIRO

Fonte: Armenia.com.br 17/11/2004

Bruxelas (Assembléia Armênia da Europa/Gibrahayer) - O alerta vem por
parte de um correspondente do diário turco Milliyet. As maravilhosas
esculturas da histórica Igreja Armênia de Akhtamar, construída no
lago Van no século X, ter-se-iam transformado em alvo de prática de
tiros de amas de fogo pelos visitantes. O jornal publicou uma foto
enviada pelo correspondente, onde pode-se verificar, visivelmente, o
estado em que se encontram as esculturas atualmente. O correspondente
de Milliyet informa que há apenas um guarda tomando conta da Igreja,
ali permanecendo apenas durante o horário de expediente comum. No
resto do dia, os visitantes "se divertem" atirando com armas de fogo
contra as esculturas esculpidas nas paredes da Igreja, e alguns até
tentam buscar algum tesouro. Veli Seckin, professor do Departamento
de Arqueologia na Universidade de Van disse que há rumores entre a
população local sobre a existência de tesouros escondidos na ilha de
Akhtamar. Até mesmo um guarda da Igreja foi detido quando "estava
procurando o tesouro", disse Seckin. Um outro jornal tuco, "Zaman" já
teria alertado, em maio deste ano, de que a famosa Igreja da Santa
Cruz, na ilha de Akhtamar, que é visitda po rmuitos turistas
estrangeiros, estava se transformando em ruínas, correndo o risco de
ser desmoronada.

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