BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 6 - 15 de novembro de 2004

MENSAGEM

Prezados Irmãos em Cristo,

Reitero que estou à disposição para receber notícias sobre as Igrejas
Orientais de fontes diferentes das que eu tenho utilizado, traduções
de notícias publicadas no exterior e, especialmente, notícias sobre
as atividades das Igrejas Orientais existentes no Brasil, uma vez que
entendo que a carência das últimas informações é maior.

Gostaria, ainda, receber comentários, críticas e sugestões dos atuais
assinantes, de forma a poder aperfeiçoar o nosso Boletim.

Que Deus nos abençoe.

Saudações Fraternais,

Luis Felipe
[email protected]

ÍNDICE DE NOTÍCIAS

INTERNACIONAIS

1 - Templo do século XIV é reaberto para Cristãos Ortodoxos do Velho
Rito

2- Igreja Ortodoxa russa terá um templo em Cuba

3 - NEM TODOS OS RUSSOS SÃO A FAVOR DOS CÓDIGOS PESSOAIS DE
IDENTIFICAÇÃO

4 - CONGRESSO CELEBRA OS 40 ANOS DO DECRETO CONCILIAR "UNITATIS
REDINTEGRATIO"

5 - Papa pede unidade a cristãos em mundo ensangüentado pela guerra

6 - Compromisso ecuménico é uma prioridade da Igreja Católica

7 - O Papa nos 40 anos da promulgação do Decreto Conciliar "Unitatis
Redintegratio": "O empenho pelo restabelecimento da plena e visível
comunhão entre todos os batizados... diz respeito a todo cristão, de
toda diocese e paróquia, de toda comunidade na Igreja"

8 - João Paulo II alenta o estabelecimento do Estado de direito no
Iraque ao receber o novo embaixador de Bagdá no Vaticano

9 - Discurso do Papa ao novo embaixador do Iraque no Vaticano:
«A autêntica democracia é possível somente em um Estado de direito»

10 - IGREJA CALDÉIA CONVIDA CRISTÃOS A RETORNAREM AO CURDISTÃO

11 - PATRIARCA DE BABILÔNIA DOS CALDEUS CONFIRMA: TRÊS IGREJAS
CATÓLICAS FORAM ATINGIDAS POR ATENTADOS

12 - Fundamentalistas aplicam "terrorismo psicológico" contra
cristãos

NACIONAIS

13 - Inaugurada Igreja de rito ucraniano em Cascavel

14 - Os czares invadem São Paulo



NOTÍCIAS INTERNACIONAIS

1 - Templo do século XIV é reaberto para Cristãos Ortodoxos do Velho
Rito

Fonte: Voz da Rússia 15/11/2004

Depois de restaurado, em Veliki Novgorod, uma cidade histórica russa,
foi reaberto um templo ortodoxo do século XIV: a Igreja de São João
Crisóstomo no Vitka, considerado um monumento arquitetônico de
primeira grandeza. O templo será administrado pela comunidade local
dos Cristãos Ortodoxos do Velho Rito, uma confissão cristã que no
século XVII não se conformou com as reformas eclesiásticas então
aplicadas e seria por isso cruelmente perseguida. Agora, comunidades
dos Cristãos Ortodoxos do Velho Rito vão renascendo em toda a Rússia,
A Igreja no Vitka vai ser seu primeiro templo em Veliki Novgorod.


2- Igreja Ortodoxa russa terá um templo em Cuba

Fonte: Agência EFE 13/11/2004

Havana, 13 nov (EFE).- O presidente do Departamento de Relações
Eclesiásticas Internacionais do Patriarcado de Moscou, Kiril, chegou
neste sábado a Cuba para colocar a primeira pedra de um templo da
Igreja Ortodoxa russa que será construído em Havana.

O religioso declarou à imprensa local que o templo será importante
para a comunidade de russos que vive na ilha e um fator a favor da
fiança das relações entre Rússia e Cuba.

Em sua chegada ao aeroporto internacional "José Martí", o
representante da Igreja Ortodoxa russa foi recebido pela responsável
do Escritório de Assuntos Religiosos do Comitê Central do Partido
Comunista de Cuba, Caridad Diego, e o embaixador russo em Havana,
Andrei Dimitriev.

Kiril chegou a Havana procedente da República Dominicana à frente de
uma delegação que participará da colocação da primeira pedra do
templo que será construído na Avenida do Porto da capital cubana.

em outubro passado, o Patriarca da Igreja Ortodoxa da Rússia, Alexei
II aprovou o projeto de construção do templo em Cuba, que lhe foi
apresentado em uma audiência especial em Moscou pelo historiador de
Cidade de Havana, Eusebio Leal.

Leal disse então em Moscou que o futuro templo da Igreja Ortodoxa
russa poderia ser inaugurado em um prazo aproximado de um ano e que
reafirmaria o caráter da Havana Velha, "um recinto de encontro, paz e
mistura harmônica de diferentes culturas e religiões".

Na América Latina a Igreja Ortodoxa russa conta com dioceses na
Argentina e Brasil e comunidades no Chile, Peru e México.

Em janeiro deste ano foi inaugurado em Havana Velha um templo da
Igreja Ortodoxa Grega pelo Patriarca ecumênico de Constantinopla,
Bartolomeu I.


3 - NEM TODOS OS RUSSOS SÃO A FAVOR DOS CÓDIGOS PESSOAIS DE
IDENTIFICAÇÃO

Fonte: Agência Novosti 11/11/2004

Vladimir Simonov, observador político da RIA "Novosti"

O Presidente Vladimir Putin e o Patriarca da Rússia Alexi II
receberam recentemente um abaixo-assinado de cidadãos da cidade e
região metropolitana de Riazan. O documento continha um apelo
dramático: "Vossa Santidade, excelentíssimos senhores! Nós não
queremos ser bio-robots programáveis, seguidos a toda a hora através
de computadores comandados por pessoas que não sabemos quem são, não
queremos perder a liberdade que Deus nos deu...Nós, cristãos
ortodoxos, não queremos colocar em perigo a salvação das nossas almas
e as almas dos nossos filhos em troca de benefícios e facilidades
sociais temporários". Este apelo sem precedentes de um grupo de
cristãos foi motivado pela intenção do Governo russo de atribuir a
cada cidadão do país um código pessoal de identificação. Esta ideia
foi sugerida pelo ministério do Desenvolvimento Económico e Comércio
e desde o início de 2004 tem sido activamente discutida quer pelo
Governo de Mikhail Fradkov, quer pelos deputados da câmara baixa do
Parlamento. Sistemas similares de contabilização da população foram
já introduzidos com êxito em cerca de 60 países do mundo. Na Rússia
existem pelo menos 18 diferentes bases de dados com diversa
informação de carácter pessoal. O número de pessoas registadas nestas
bases varia entre alguns milhões e mais de 100 milhões de pessoas.
No entanto, estas bases de dados sectoriais não permitem abranger
toda a população do país. Há determinados tipos de cidadãos que não
são cobertos por nenhuma delas, ou que podem, por um ou outro motivo,
facilmente evitar a sua inclusão nas listas. Refira-se, por exemplo,
os contribuintes não muito honestos, os jovens que fogem ao serviço
militar e mesmo os terroristas. Assim, o Estado apenas tentou dar
resposta a uma preocupação geral dos responsáveis quando no início de
2004 propôs que o melhor seria instituir um sistema de contabilização
com base no código pessoal de identificação (CPI). Preconizava-se
introduzir a inovação de duas maneiras: ou de forma mais "suave" ou
de forma mais "radical". No primeiro caso, o código seria atribuído
aos cidadãos de forma progressiva, à medida que estes fossem
contactando com as instituições do Estado. Por exemplo, quando fosse
feito o registo de nascimento, ou de casamento, o pedido de cartão de
identidade, seria automaticamente atribuído o CPI. No segundo caso, o
código seria conferido a todos num prazo curto e teria um carácter
obrigatório. Os responsáveis reconhecem ter havido alguma
ingenuidade. Eles poderiam pelo menos ter tido em conta a experiência
da recente campanha de substituição dos cartões de identidade
soviéticos pelos novos cartões. Já nesta altura milhares de russos
recusaram-se a entregar os velhos cartões só porque nos novos
figurava um campo para futura inscrição do código pessoal de
identificação. Este campo deveria vir a ser inscrito futuramente,
depois da introdução do sistema nacional de contabilização. Tal
precaução teve o efeito oposto. Iguais protestos provocou a
atribuição do número individual de contribuinte (NIC). Na região de
Leninegrado e na cidade de Priosersk foram interpostas acções em
tribunal por parte de cristãos ortodoxos que se recusaram a ter
qualquer contacto com a Inspecção de Finanças e a aceitar o NIC. O
mais curioso é que nos dois casos, que tiveram ampla ressonância, o
tribunal decidiu a favor dos queixosos. As pessoas ficaram, como elas
próprias disseram com satisfação, "sem a marca, sem o estigma do
NIC" . "Marca do diabo", "Renúncia a Deus"- é assim que muitos
cristãos na Rússia interpretam as tentativas das autoridades de
atribuir a cada pessoa um número electrónico em vez do nome cristão
que é dado ao nascer. As edições ortodoxas e "sites" da Internet
costumam citar com frequência as seguintes palavras do Apocalipse. "E
fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e
escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na testa
(...).Quem tiver inteligência calcule o número da Besta, pois é
número de um homem, e esse número é seiscentos e sessenta e seis".
Os protestos vieram até da parte dos programadores cristãos. Estes
afirmaram: "está previsto conservar os dados pessoais no formato de
código de barras EAN-14/UPC. Na própria estrutura deste código está
introduzido o número 666". A histeria religiosa em torno da
codificação da população em forma de NIC ou CPI levou a que, por fim,
o próprio Patriarca ortodoxo Alexi II fosse obrigado a intervir. O
Patriarca, como era de esperar, não ficou assustado com o
diabo . "Neste caso há que ter bom senso e no NIC não há nenhuns
666" - disse o Patriarca numa entrevista ao popular "site" russo
strana.ru - "e o próprio número 666 não tem nenhum significado
místico, porque na Bíblia também há a página 666 e nós não a
arrancamos...". Os ortodoxos até passaram a ser apoiados pelos
activistas de defesa dos direitos civis. Por razões óbvias, eles não
vêm com bons olhos a perspectiva de concentrar numa única base de
dados toda a informação pessoal referente aos cidadãos. Os movimentos
de defesa dos direitos civis costumam basear-se nos documentos do
processo de Nuremberga de 1945, em que se condena a numeração das
pessoas como um crime contra a Humanidade. Os defensores dos direitos
dos cidadãos citam o exemplo da Alemanha, que abandonou o sistema de
números pessoais, a Grécia, onde três milhões de pessoas rejeitaram
os passaportes electrónicos do espaço Schengen com códigos pessoais,
e o Japão, país que proíbe categoricamente identificar as pessoas
através de números. Os defensores locais da privacidade têm ainda os
seus próprios argumentos. Na Rússia até agora não foi possível manter
o carácter confidencial de nenhuma das bases de dados existentes.
Todas elas se tornaram do domínio público. Em qualquer mercado de
Moscovo é possível adquirir por 3-4 dólares CDs com a base de dados
da Polícia de Trânsito, que contém os dados sobre todos os
proprietários de automóveis do país, incluindo moradas e telefones,
até os telemóveis. São ainda acessíveis os arquivos electrónicos de
muitas organizações tais como hospitais psiquiátricos e serviços de
apoio a alcoólicos e toxicodependentes. Qualquer informação que tenha
sido digitalizada pode ser objecto de comercialização. Por isso, não
há nenhuma garantia, afirmam os defensores dos direitos cívicos, de
que a futura base de dados não venha também, passados dois dias, a
poder ser comprada nos mercados da capital. O Governo parece estar a
reflectir. Viver sem contabilização electrónica já é quase
impossível, mas há ainda muitos cidadãos com falta de consciência que
não o entendem. Por enquanto as autoridades tentam diminuir
o "obscurantismo do povo" através de potentes campanhas de
propaganda. Os responsáveis do Governo explicam incansavelmente que a
atribuição de um número será feita não à pessoa mas ao conjunto de
informação a seu respeito; que ao ler o número não será possível
estabelecer nem o sexo nem a idade nem outros dados da pessoa; que o
cidadão com código de identificação poderá obter mais serviços
públicos e de maior qualidade. Não se sabe ainda quando dará tal
campanha de esclarecimento os efeitos desejados. Por enquanto o
Parlamento tenciona discutir na especialidade a proposta de lei sobre
os documentos de identificação dos cidadãos. Segundo soube a
RIA "Novosti", os novos passaportes não deverão incluir qualquer
espaço destinado aos códigos de identificação. Para mais, também não
há ainda nada para colocar no espaço.


4 - CONGRESSO CELEBRA OS 40 ANOS DO DECRETO CONCILIAR "UNITATIS
REDINTEGRATIO"

Fonte: Radio Vaticana 10/11/2004

Roma, 10 nov (RV) - Um Congresso Internacional promovido pelo
Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos recorda,
em Rocca di Papa, nas proximidades de Roma, os 40 anos da promulgação
do decreto conciliar sobre o ecumenismo "Unitatis Redintegratio".
A propósito desse evento, realizou-se esta manhã, na Sala de Imprensa
da Santa Sé, uma entrevista coletiva da qual participaram o
Presidente desse organismo vaticano, Cardeal Walter Kasper, o
Secretário do mesmo, Arcebispo Brian Farrel, e o Subsecretário Mons.
Eleuterio Fortino, que nos explica o caminho ecumênico realizado ao
longo desses 40 anos...
MONS. ELEUTERIO FORTINO:- "Para a Igreja católica, o decreto sobre o
ecumenismo é a carta magna do compromisso ecumênico. Dali nasceu o
contato com todas as outras Igrejas e comunidades eclesiais. Dali
também teve início a preparação e a divulgação do espírito e da ação
ecumênica na Igreja Católica. Após o decreto, foram várias as
iniciativas para a sua acolhida e aplicação concreta na Igreja: na
oração, na relação com os outros, na organização das comissões
ecumênicas das dioceses, e das comissões dos Sínodos das Igrejas
orientais católicas e das conferências episcopais nacionais. Essa
rede de transmissão, de reflexão constituiu o verdadeiro caminho da
divulgação do espírito ecumênico na Igreja Católica. Sempre à luz dos
princípios estabelecidos no decreto sobre o ecumenismo, a Igreja
Católica instaurou relações e diálogos com todas as Igrejas do
Oriente e do Ocidente. Hoje, a Igreja Católica mantém relações de
confiança, de diálogo, de discussão e de busca comum com todos os
cristãos espalhados pelo mundo." (RL)


5 - Papa pede unidade a cristãos em mundo ensangüentado pela guerra

Fonte: Agência EFE 15/11/2004

João Paulo II fez, sábado (13/11), um veemente apelo em favor da
unidade dos cristãos, afirmando que, em uma época onde um humanismo
sem Deus está no auge e diversos conflitos mancham o mundo de sangue,
a Igreja pede unidade e reconciliação.

O papa fez o apelo na prece ecumênica celebrada na basílica de São
Pedro por ocasião do 40º aniversário da aprovação no Concílio
Vaticano II do Decreto Unitatis Redintegratio, que afirmava que a
promoção da unidade dos cristãos era um dos objetivos do Concílio e
tinha que ser adotada por toda a comunidade eclesiástica.

O pontífice, que considera a separação dos cristãos um "escândalo"
que afeta a credibilidade dos seguidores de Cristo na hora de
divulgar o Evangelho, ressaltou que o diálogo ecumênico é uma das
prioridades de seu pontificado e se mostrou convencido de que "algum
dia" a unidade será uma realidade.

Diante de cardeais, bispos, sacerdotes e representantes das igrejas
ortodoxas, o papa afirmou que o compromisso para o restabelecimento
da plena comunhão concerne a todos os batizados. O papa leu apenas,
com grande esforço, o princípio e o final do texto, deixando o resto
a cargo do "número três" do Vaticano, o arcebispo argentino Leonardo
Sandri, substituto da Secretaria de Estado.

Ele destacou os passos dados nestes 40 anos para a unidade, mas
reconheceu que o caminho ainda tem "pedras nas quais continuamos
tropeçando". A cerimônia de domingo encerrou a conferência "O decreto
sobre o Ecumenismo do Concílio Vaticano II quarenta anos depois",
realizado de 11 a 13 de novembro e do qual participaram 260 bispos
católicos e 27 delegações ortodoxas.

O cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a
Unidade dos Cristãos, disse durante a conferência que o ecumenismo
não atravessa um período de glaciação, mas sim em um estado de
amadurecimento. Kasper assegurou que, embora possa ser longo, o
caminho para a unidade dos cristãos está delimitado e é irreversível.

A prece de hoje foi realizada poucos dias antes da visita ao Vaticano
do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, no dia 27 de
novembro. O papa entregará a ele as relíquias dos patriarcas
ortodoxos São João Crisostomo e São Gregorio de Nazianzo, tiradas de
Constantinopla no ano 1204 quando os cruzados saquearam essa cidade e
que se encontram no Vaticano.

Oriente e Ocidente se separaram com o cisma de 1054, com as
excomunhões do papa Leão IX e do patriarca Miguel Celurario. Desde
então, passaram-se quase mil anos de incompreensão e receio. Razões
teológicas, como a rejeição dos ortodoxos ao primado da Igreja de
Roma e a negação da infalibilidade do papa, afastam os dois lados.

Os ortodoxos não reconhecem a validade dos sacramentos católicos. Já
a Igreja católica admite, desde o Vaticano II, os da Igreja ortodoxa.
Os ortodoxos culpam Roma de proselitismo e de tentar se expandir em
territórios até agora sob seu controle. Como o primado de Pedro é um
dos empecilhos, o papa João Paulo II já disse em várias ocasiões que
está disposto a que teólogos e especialistas discutam esse tema para
buscar uma solução aceita por todos.
Juan Lara


6 - Compromisso ecuménico é uma prioridade da Igreja Católica

Fonte: Agência Ecclesia 15/11/2004

A Igreja Católica tem de estar cada vez mais comprometida no caminho
ecuménico, rumo à plena unidade dos cristãos. O desafio foi lançado
por João Paulo II, durante celebração litúrgica que assinalou o 40º
aniversário da promulgação do decreto Unitatis Redintegratio do
Concílio Vaticano II.
"O ecumenismo não é apenas uma das actividades tradicionais da
Igreja, mas representa um aspecto mais profundo enquanto se funda no
desígnio salvífico de Deus para reunir todos na unidade", disse o
Papa.
O ecumenismo tem sido um dos campos onde a acção de João Paulo II
mais se tem feito notar e foi o próprio a reconhecer que "a aplicação
deste decreto conciliar, querido pelo meu predecessor, o beato João
XXIII e promulgado pelo Papa Paulo VI, foi desde o início uma das
prioridades do meu Pontificado".
Assegurando que a unidade ecuménica é uma das "prioridades" da
Igreja, o Papa pediu que os cristãos não se "resignem" perante as
dificuldades que o caminho para a comunhão plena entre os cristãos
tem experimentado.
"Procurar a unidade é, fundamentalmente, aderir à oração de
Jesus `que todos sejam um'", disse.
A celebração das Vésperas presididas pelo Papa foram o acto de
encerramento do congresso internacional "O Decreto sobre o Ecumenismo
do Concílio Vaticano II, 40 anos depois", celebrado de 11 a 13 de
Novembro em Rocca di Papa. O encontro, convocado pelo Conselho
Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, congregou 260
participantes, bispos católicos de todo o mundo, 27 delegados de
outras Igrejas e comunidades cristãs.
"Graças a Deus, superaram-se muitas diferenças e incompreensões, mas
muitas pedras de tropeço ficam ainda no longo caminho", reconheceu
João Paulo II.
"Às vezes, ficam não só incompreensões e discriminações, mas também
sintomas deploráveis de pobreza e de falta de abertura de coração, e,
sobretudo, diferenças em matéria de fé, que se concentram em torno ao
tema da Igreja, sua natureza, seus ministérios", indicou.
O chefe da Igreja Católica disse ainda que o caminho ecuménico é
tanto mais necessário quanto vivemos num mundo "que cresce para a sua
unificação".
"Na nossa época, assistimos ao crescimento de um humanismo errado,
sem Deus, e constatamos com profunda dor os conflitos que
ensanguentam o mundo: nesta situação, a Igreja é chamada, com maior
razão, a ser sinal e instrumento de unidade e reconciliação entre os
homens", declarou.
Para João Paulo II, se quiser ser sinal de paz, a Igreja não
pode "deixar de estar empenhada na superação das divisões dos
cristãos".
"Infelizmente, encontramo-nos também diante de novos problemas,
especialmente no campo ético, onde surgem ulteriores divisões que
impedem um testemunho comum", assinalou.
Em conclusão, o Papa deixou uma receita para o futuro: "mais que nos
lamentar-nos pelo que ainda não é possível, temos de dar graças e
alegrar-nos pelo que já existe e é possível".
O Congresso organizado pelo Conselho Pontifício para a Promoção da
Unidade dos Cristãos discutiu um manual do ecumenismo (Vademecum
oecumenicum), para promover a nível local o "ecumenismo espiritual",
considerado como a alma da relação entre as Igrejas cristãs. A obra
inclui propostas e sugestões de oração, destacando que "se o
compromisso ecuménico não for alimentado e sustentado por uma
profunda espiritualidade, arrisca-se a sofre os efeitos da fadiga e
da desilusão".
O texto está ainda em fase de elaboração e foi apresentado em Rocca
di Papa na forma de "documento de trabalho".
A Santa Sé pede às dioceses que promovam "a colaboração no campo
bíblico" e a "celebração da fé comum". "Em qualquer época da
história, os mais importantes actores da reconciliação e da unidade
foram homens e mulheres de oração e de contemplação", refere o
documento.
O presidente deste Dicastério, Cardeal Walter Kasper, assumiu durante
os trabalhos que o caminho ecuménico não pretende fundir todas as
confissões cristãs na Igreja Católica ou numa outra mega-Igreja.
"O ecumenismo não é uma viagem para o desconhecido nem comporta a
absorção recíproca ou a fusão, mas quer a unidade na diversidade e
diversidade na unidade", referiu o Cardeal alemão.
Octávio Carmo


7 - O Papa nos 40 anos da promulgação do Decreto Conciliar "Unitatis
Redintegratio": "O empenho pelo restabelecimento da plena e visível
comunhão entre todos os batizados... diz respeito a todo cristão, de
toda diocese e paróquia, de toda comunidade na Igreja"

Fonte: Agência Fides 15/11/2004

Cidade do Vaticano (Agência Fides) - "O empenho pelo restabelecimento
da plena e visível comunhão entre todos os batizados não se aplica
somente a alguns especialistas em ecumenismo; mas diz respeito a todo
cristão, de toda diocese e paróquia, de toda comunidade na Igreja.
Todos são chamados a assumir este empenho e ninguém pode se isentar
de fazer sua a oração de Jesus, para que todos sejam um. Todos são
chamados a rezar e a atuar pela unidade dos discípulos de Cristo."
Foi o que afirmou o Santo Padre João Paulo II durante a Celebração
das Primeiras Vésperas que presidiu na Basílica Vaticana, sábado, 13
de novembro, por ocasião do XL aniversário da promulgação do Decreto
Conciliar "Unitatis Redintegratio".
"Esta via ecumênica hoje é mais necessária do que nunca, diante de um
mundo que cresce em direção à sua unificação, e a Igreja deve unir
novos desafios para sua missão evangelizadora", disse ainda o Santo
Padre -. A atividade ecumênica e a atividade missionária estão,
portanto, relacionadas e são as duas estradas pelas quais a Igreja
realiza a sua missão no mundo e expressa concretamente a sua
catolicidade." O Papa também reiterou que na nossa época cresce "um
errôneo humanismo sem Deus", enquanto numerosos conflitos
ensangüentam o mundo. "A nossa época sente uma profunda nostalgia da
paz. A Igreja, sinal crível e instrumento da paz de Cristo, não pode
não estar empenhada em superar as divisões dos cristãos e se tornar,
assim, sempre mais testemunha da paz que Cristo oferece ao mundo."
Apesar dos encontros ecumênicos em todos os níveis, dos diálogos
teológicos e da descoberta das testemunhas comuns da fé, aprofundamos
e enriquecemos a comunhão com os outros cristãos, "mas ainda não
alcançamos a meta do nosso caminho ecumênico", evidenciou o Papa. "Às
vezes permanecem não somente mal-entendidos e preconceitos, mas
também deploráveis preguiças e restrições de coração, e
principalmente diferenças em matéria de fé, que se concentram
principalmente em torno do tema da Igreja, da sua natureza, dos seus
ministérios". No entanto, tudo isso "não deve induzir à resignação,
pelo contrário, deve servir de encorajamento para continuar e a
perseverar na oração e no empenho pela unidade".
No que diz respeito ao "futuro ecumênico", o Papa destacou,
primeiramente, a necessidade de "reforçar os fundamentos da atividade
ecumênica, ou seja, a fé comum em tudo o que é expresso na profissão
do batismo, no Credo apostólico e no Credo Niceno-
Costantinopolitano". Desta fé, deve-se em seguida desenvolver "o
conceito e a espiritualidade de comunhão", que, em
síntese, "significa compartilhar juntos o caminho em direção à
unidade na íntegra profissão de fé, nos sacramentos e no mistério
eclesiástico".
O Papa concluiu o seu discurso destacando que o "verdadeiro
Ecumenismo não existe sem conversão interior e purificação da
memória, sem santidade de vida em conformidade com o Evangelho, e
principalmente sem uma intensa e assídua oração que faça eco à oração
de Jesus". (S.L.) (Agência Fides 15/11/2004)


8 - João Paulo II alenta o estabelecimento do Estado de direito no
Iraque ao receber o novo embaixador de Bagdá no Vaticano

Fonte: Zenit 15/11/2004

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 15 de novembro de 2004
(ZENIT.org ).- João Paulo II explicou esta segunda-feira, ao receber
o novo embaixador do Iraque na Santa Sé, que a democracia só é
possível em um Estado de direito e que este exige o respeito dos
direitos fundamentais, entre outros, o da liberdade religiosa.

Ao receber as cartas credenciais de Albert Edward Ismail Yelda
(Rammadi, 1959), que até o ano 2003 vivia em Londres oferecendo
assistência legal a imigrantes iraquianos e alentando projetos de
assistência, o Santo Padre desejou que as próximas eleições,
previstas para janeiro, sejam «limpas e transparentes».

O embaixador do governo interino iraquiano chegou em dias passados a
Roma para ajudar na organização da visita do primeiro-ministro
iraquiano, Iyad Alaui, ao Papa, em 4 de novembro.

No discurso que João Paulo II dirigiu ao novo representante de Bagdá
em inglês, explicou que «a autêntica democracia é possível somente em
um Estado de direito».

«A preservação deste princípio fundamental é básica para toda
sociedade moderna que verdadeiramente tente salvaguardar e promover o
bem comum», declarou.

«No cumprimento deste dever, a distinção clara entre as esferas civil
e religiosa permite a cada uma destas exercer na prática suas
próprias responsabilidades, no respeito mútuo e com plena liberdade
de consciência», indicou.

«Espero que o povo iraquiano continue promovendo sua longa tradição
de tolerância, reconhecendo sempre o direito à liberdade de culto e
ao ensinamento religioso», auspiciou o bispo de Roma, assegurando a
colaboração da Igreja Católica e, em particular, dos cristãos caldeus
para «construir uma nação mais pacífica e estável».

«Nestes momentos em que preparais vosso povo para enfrentar a tarefa
de eleger livremente homens e mulheres que guiarão o Iraque de
amanhã, alento o atual governo em seus esforços para assegurar que
estas eleições sejam limpas e transparentes, oferecendo a todos os
candidatos as mesmas oportunidades neste direito democrático»,
afirmou o Papa.

Pelo que se refere aos «desafios propostos pela pobreza, o desemprego
e a violência», o Papa pediu ao governo de Bagdá que «trabalhe
incansavelmente para solucionar as disputas e conflitos através do
diálogo e da negociação, recorrendo à força militar só como último
recurso».

Os cristãos no Iraque são cerca de 800.000; 3% da população,
divididos, sobretudo, entre católicos e ortodoxos. Os mais numerosos,
os caldeus, unidos a Roma, representam 70% dos cristãos.

Nos últimos meses, em particular a partir do inicio de agosto, as
igrejas, assim como lojas de cristãos, converteram-se em objetivo de
ataques terroristas. Em 8 de novembro aconteceram atentados contra
duas igrejas, nos quais morreram três pessoas e outras 45 ficaram
feridas.


9 - Discurso do Papa ao novo embaixador do Iraque no Vaticano:
«A autêntica democracia é possível somente em um Estado de direito»

Fonte: Zenit 15/11/2004

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 15 de novembro de 2004
(ZENIT.org ).- Publicamos o discurso que João Paulo II dirigiu esta
segunda-feira ao senhor Albert Edward Ismail Yelda, embaixador da
República do Iraque na Santa Sé, com motivo da apresentação de suas
cartas credenciais.
* * *
Sua Excelência:

Com muita satisfação, dou-lhe as cordiais boas-vindas ao aceitar as
Cartas Credenciais que o acreditam como embaixador extraordinário e
plenipotenciário da República do Iraque na Santa Sé. Agradeço-lhe
pela amável saudação que traz da parte do presidente, o xeique Ghazi
Ajeel Al-Yawar, e com muito prazer transmito meus melhores desejos
para as autoridades e os cidadãos de seu país. Através da presença do
núncio apostólico, estive perto do querido povo do Iraque desde o
início deste período de conflito. Quero pedir-lhe que lhes assegure
minha preocupação constante pelas numerosas vítimas do terrorismo e
da violência. Rezo para que lhes sejam tirados futuros sofrimentos e
recebam a assistência de que necessitam por parte das organizações
humanitárias internacionais.

Sua antiga cultura foi descrita como o «berço da civilização» e se
orgulhou da presença de cristãos desde o início do próprio
cristianismo. De fato, foi um claro exemplo das muitas maneiras nas
quais os fiéis das diferentes religiões podem viver em paz e
harmonia. Meu desejo ardente é que, na medida em que Iraque avança
para a democracia, estas características de sua história voltem a
converter-se em um elemento essencial da sociedade.

Sua Excelência sublinhou a importância de proteger a dignidade de
toda pessoa humana. Para isso é essencial o Estado de direito como
elemento integral de governo. A preservação deste princípio
fundamental é básica para toda sociedade moderna que verdadeiramente
trate de salvaguardar e promover o bem comum. No cumprimento deste
dever, a distinção clara entre as esferas civil e religiosa permite a
cada um destes exercer na prática suas próprias responsabilidades, no
respeito mútuo e com plena liberdade de consciência. Espero que o
povo iraquiano continue promovendo sua longa tradição de tolerância,
reconhecendo sempre o direito à liberdade de culto e o ensinamento
religioso. Uma vez que estes direitos fundamentais sejam protegidos
pela legislação ordinária e se convertam em uma parte integrante do
tecido social, permitirão a todos os cidadãos, sem distinção de
crenças religiosas ou afiliações, oferecer sua própria contribuição à
edificação do Iraque. Neste sentido, o país pode expressar as
profundas convicções religiosas de todos os seus povos, através da
criação de uma sociedade autenticamente moral e justa. Posso-lhe
assegurar, Excelência, que toda a Igreja Católica e, em particular,
os cristãos caldeus presentes em seu país desde os tempos dos
apóstolos estão comprometidos na assistência de seu povo para
construir uma nação mais pacífica e estável.

O Iraque está submerso nestes momentos em um difícil processo de
transição de um regime totalitário à conformação de um Estado
democrático no qual seja respeitada a dignidade de cada pessoa e
todos seus cidadãos desfrutem dos mesmos direitos. A autêntica
democracia é possível «somente em um Estado de direito» e requer «que
se dêem as condições necessárias para a promoção das pessoas,
mediante a educação e a formação nos verdadeiros ideais..., mediante
a criação de estruturas de participação e de co-responsabilidade»
(Cf. carta encíclica Centesimus Annus, 46). Nestes momentos nos quais
preparais o vosso povo para enfrentar a tarefa de eleger livremente
os homens e as mulheres que guiarão o Iraque de amanhã, alento o
atual governo em seus esforços por assegurar que estas eleições sejam
limpas e transparentes, oferecendo a todos os candidatos as mesmas
oportunidades neste direito democrático que lhes alenta a exercer.

O Iraque também enfrenta nestes momentos a batalha para superar os
desafios propostos pela pobreza, o desemprego e a violência. Que seu
governo trabalhe incansavelmente para solucionar as disputas e
conflitos através do diálogo e da negociação, recorrendo à força
militar só como último recurso. Neste sentido, é essencial que o
Estado, com a assistência da comunidade internacional, promova o
entendimento mútuo e a tolerância entre os diferentes grupos étnicos
e religiosos. Isto permitirá ao povo da região criar um ambiente que
não só esteja comprometido com a justiça e a paz, mas que também seja
capaz de apoiar o necessário crescimento econômico e o
desenvolvimento integral para o bem-estar de seus cidadãos e do mesmo
país. Os homens e as mulheres podem eliminar juntos as causas
culturais da divisão e do conflito «ensinando a grandeza e a
dignidade da pessoa e difundindo uma maior consciência da unidade do
gênero humano» (Mensagem para a Jornada Mundial da Paz 2002, 12).

Senhor embaixador, confio em que sua missão reforce os laços de
entendimento e cooperação entre a República do Iraque e a Santa Sé.
Conte com a certeza com que os diferentes organismos da Cúria romana
estarão sempre dispostos a auxiliar-lhe no cumprimento de seus
elevados deveres. Invoco sobre o senhor e sobre o amado povo do
Iraque as abundantes bênçãos de Deus todo-poderoso.


10 - IGREJA CALDÉIA CONVIDA CRISTÃOS A RETORNAREM AO CURDISTÃO

Fonte: Radio Vaticana 10/11/2004

Bagdá, 10 nov (RV) - O Bispo de Zaku dos Caldeus, Dom Petros Hanna
Issa Al-Harboli, lançou um forte apelo aos cristãos curdo-iraquianos,
que vivem em condições difíceis em Bagdá e outras regiões do país,
para que retornem ao Curdistão iraquiano.
Dom Al-Harboli convidou também as ONGs internacionais, pedindo ajuda
para a reconstrução dos vilarejos cristãos e não-cristãos destruídos
durante a guerra.
Há algumas semanas, líderes religiosos denunciaram as fortes pressões
e ameaças sofridas pelos cerca de 650 mil cristãos iraquianos, por
parte de grupos islâmicos fundamentalistas. No último final de semana
duas explosões atingiram três igrejas em Bagdá, matando três pessoas.
A nova condição da comunidade cristã no Iraque é classificada pelo
diretor da revista "Al Fikr Al Masihi" (O pensamento cristão), Hermiz
Sanaty, como deplorável. Para ele, muitos dos problemas são causados
pela errônea identificação dos cristãos com a imagem das forças de
ocupação norte-americanas.
"Um sinal dessa pressão exercida sobre os cristãos _ conta Sanaty _ é
a imposição do véu às mulheres, em algumas cidades iraquianas, a
separação entre homens e mulheres nas escolas, e as ameaças verbais
ou escritas colocadas por debaixo das portas ou afixadas nos muros."

Para Hermiz Sanaty, a melhor alternativa para esse grave problema
seria o retorno dos cristãos ao Curdistão. (WM)


11 - PATRIARCA DE BABILÔNIA DOS CALDEUS CONFIRMA: TRÊS IGREJAS
CATÓLICAS FORAM ATINGIDAS POR ATENTADOS

Fonte: Radio Vaticana 10/11/2004

Bagdá, 10 nov (RV) - Três igrejas católicas foram atingidas por
explosões em Bagdá e não duas, como precedentemente divulgado.
Segundo o Patriarca de Babilônia dos Caldeus, Emmanuel III Delly,
além da Igreja Sírio-ortodoxa de Dora e da Igreja Nestoriana de São
Mateus, um dos atentados atingiu também a Igreja Caldéia de Bagdá.
O Patriarca católico caldeu descreve com profunda tristeza mais um
episódio de violência contra a comunidade cristã iraquiana.
Segundo fontes de saúde iraquianas, os dois atentados teriam
provocado a morte de três pessoas e ferido outras 40. Uma série de
atentados contra igrejas cristãs matou 11 pessoas em agosto passado.
(WM)


12 - Fundamentalistas aplicam "terrorismo psicológico" contra
cristãos

Fonte: ACI Digital 11/11/2004

MADRI, 11 Nov. 04 (ACI ) .- Junto com os atentados às Igrejas, os
cristãos iraquianos sofrem outro tipo de terrorismo, o "terrorismo
psicológico", tal como denunciou o Pe. Nizar Semaan, sacerdote da
diocese de Mosul.
Em um artigo publicado no jornal La Razón, o Pe. Semaan assinala que
os fundamentalistas islâmicos realizam no Iraque "uma matança
cultural e psicológica" ao obrigar os cristãos "a comportarem-se como
não querem".
Um exemplo é a perseguição que sofrem as jovens cristãs, que recebem
constantes ameaças por meio de panfletos nas portas da universidade
ou da igreja.
O sacerdote disse que os integralistas procuram obrigá-las a usar o
véu islâmico, isto tem feito que várias o levem na bolsa e o ponham
quando existe perigo.
"Não me cansarei nunca de pedir aos líderes do mundo árabe uma
condenação clara ao terrorismo, que de momento não se produziu",
afirmou o sacerdote de origem síria. Acrescentou que os jornais
árabes informam sobre os atentados terroristas em tom
triunfalista, "em vez de fomentar um isolamento social" para eles.
Mais ataque
Ataques em suas próprias casas, seqüestros e assassinatos à mãos de
fundamentalistas, vêm denunciando os cristãos iraquianos, tal como
manifestou uma religiosa que preferiu permanecer no anonimato por
motivos de segurança.
A família de Mazen Sako, residente no Nínive, foi atacada por
integralistas, que quando entrava em sua casa lhe disseram: "viemos
exterminá-los, é o fim para os cristãos".
Pouco lhe valeu resistir, porque imediatamente os fundamentalistas
mataram seu filho de dez anos.
Citando à agência Fides, o jornal espanhol relata que para Elias, um
leigo sírio que vive em Bagdá, a situação no país é terrível. "Aqui
há uma guerra civil. Se continuarmos assim, o cristianismo no Iraque
poderiam desaparecer muito em breve. Já fugiram que Bagdá ao menos
4.000 famílias cristãs", afirmou.
Segundo Elias, os cristãos devem agora celebrar Missa "nos subsolos
das Igrejas", como se fossem catacumbas modernas.
Denúncias de ameaça e assaltos também chegam do patriarcado caldeu de
Mosul.
Fontes do patriarcado afirmaram que a única solução é o isolamento
dos extremistas. Informaram que se dirigiram "aos chefes muçulmanos
para que possamos viver em paz uns com outros, porque não queremos
que uma minoria de extremistas danifique a imagem de tolerância
religiosa e pacífica".

NOTÍCIAS DO BRASIL

13 - Inaugurada Igreja de rito ucraniano em Cascavel

Fonte: CNBB 20/09/2004
No dia 19 de setembro, a comunidade Ucraina de Cascavel inaugurou, no
Bairro São Crisóvão, a nova Igreja dedicada a Nossa Senhora do
Perpétuo Socorro. A solenidade contou com a presença do Eparca Dom
Efraim, acompanhado por diversos sacerdotes e leigos vindos sobretudo
da cidade de Prudentópolis. Esteve presente também o cônsul da
Ucrânia no Brasil, que anunciou o crescimento do intercâmbio cultural
e comercial de seu com o nosso país.
A Igreja, com suas lindas torres, aponta o caminho para Deus.. O
interior também é muito rico, sobretudo pela presença de várias
ícones, entre elas a da padroeira.


14 - Os czares invadem São Paulo

Fonte: Valor Econômico 12,13,14,15 e 16/11/2004

Tesouros do Kremlin serão expostos no Museu da Faap em abril
Por Robinson Borges De São Paulo

O presidente do Brasil no Kremlin e o Kremlin no Brasil. Esse
intercâmbio russo-brasileiro vai ocorrer no dia 26 de abril, quando o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitar Moscou e 200 peças do
museu do palácio do governo russo ocuparem os espaços do Museu de
Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB- Faap), em
São Paulo.

A mostra, que prossegue até junho, será abrangente na variedade dos
objetos e no período retratado - do século 16 ao 20. São
indumentárias, ícones, móveis, pratarias, cristais, objetos de ouro,
armas, arreios com pedras e um dos ovos criado pelo ourives Fabergé,
entre 1885 e 1916, a pedido de Alexandre III e de Nicolau II. Os ovos
constituem uma das coleções de jóias mais valiosas do mundo.

Os objetos preciosos do Museu do Kremlin são considerados um símbolo
do Estado russo e de sua cultura. Por esse motivo, a curadoria da
exposição no Brasil exigiu alguém que conhecesse o museu com
profundidade. Os nomes são Elena Gagarina, diretora-geral do Museu do
Kremlin - também filha do astronauta soviético Yuri Alexeievitch
Gagarin (1934 - 1968) - e Elizabeth-Sophie Mazzella di Bosco Balsa,
chefe do setor comercial da Embaixada do Brasil em Moscou.

"Esta exposição vai ocorrer por causa do interesse político,
econômico e cultural do Brasil na Rússia", diz Antonio Bias Bueno
Guillon, diretor-presidente da Faap. "Essa também foi a motivação que
nos levou a organizar a exposição da China ('China: a Arte Imperial,
a Arte do Cotidiano, a Arte Contemporânea')."

Há também a possibilidade de o MAB - Faap montar uma exposição em
Moscou, no mesmo período da do Kremlin em São Paulo, com obras do
acervo do museu brasileiro - constituído de obras de artistas
contemporâneos, como Tarsila do Amaral, Flávio de Carvalho, Cícero
Dias, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Brecheret, Ismael Neri, entre
outros. "Estamos em conversações", comenta Guillon.

A relação da Rússia com a Faap remete è exposição "Ícones: A Alma da
Rússia", inaugurada em 1998. Em seguida, o Teatro Faap trouxe o Balé
Folclórico Russo do Centro Artístico Nikolayevsky. E, em 2000,
recebeu a primeira companhia de dança contemporânea de Moscou, na
época, dirigida por Nikolay Ogryskov.

Outros projetos estão em andamento: uma exposição com artistas russos
contemporâneos e a vinda de um artista para residir em São Paulo e
fazer intercâmbio com artistas locais. Ele morará no loft Lutétia (de
Ramos de Azevedo), no centro de São Paulo. "Queremos divulgar o nome
da Faap no exterior, promovendo o interesse nacional", diz Guillon.



----------------------------------------------------------------------
O organizador deste clipping não pode se responsabilizar pela
veracidade e correção das notícias divulgadas e a inclusão das mesmas
no clipping não significa um juízo de valor positivo sobre as
notícias.
Este clipping está em conformidade com o disposto no Art. 46, I, 'a'
da Lei n. 9.610/98.
A assinatura deste clipping é gratuita.
A assinatura e o cancelamento da Assinatura deste Boletim pode ser
feita no endereço:
http://br.groups.yahoo.com/group/igrejasorientaisnoticias/
Para comentários e sugestões basta enviar e-mail para:
[email protected]

Hosted by www.Geocities.ws

1