BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 6 - 15
de novembro de 2004
MENSAGEM
Prezados
Irmãos em Cristo,
Reitero que
estou à disposição para receber notícias sobre as Igrejas
Orientais
de fontes diferentes das que eu tenho utilizado, traduções
de notícias
publicadas no exterior e, especialmente, notícias sobre
as
atividades das Igrejas Orientais existentes no Brasil, uma vez que
entendo que
a carência das últimas informações é maior.
Gostaria,
ainda, receber comentários, críticas e sugestões dos atuais
assinantes,
de forma a poder aperfeiçoar o nosso Boletim.
Que Deus
nos abençoe.
Saudações
Fraternais,
Luis Felipe
[email protected]
ÍNDICE DE
NOTÍCIAS
INTERNACIONAIS
1 - Templo
do século XIV é reaberto para Cristãos Ortodoxos do Velho
Rito
2- Igreja
Ortodoxa russa terá um templo em Cuba
3 - NEM
TODOS OS RUSSOS SÃO A FAVOR DOS CÓDIGOS PESSOAIS DE
IDENTIFICAÇÃO
4 -
CONGRESSO CELEBRA OS 40 ANOS DO DECRETO CONCILIAR "UNITATIS
REDINTEGRATIO"
5 - Papa
pede unidade a cristãos em mundo ensangüentado pela guerra
6 -
Compromisso ecuménico é uma prioridade da Igreja Católica
7 - O Papa
nos 40 anos da promulgação do Decreto Conciliar "Unitatis
Redintegratio":
"O empenho pelo restabelecimento da plena e visível
comunhão
entre todos os batizados... diz respeito a todo cristão, de
toda
diocese e paróquia, de toda comunidade na Igreja"
8 - João
Paulo II alenta o estabelecimento do Estado de direito no
Iraque ao
receber o novo embaixador de Bagdá no Vaticano
9 -
Discurso do Papa ao novo embaixador do Iraque no Vaticano:
«A
autêntica democracia é possível somente em um Estado de direito»
10 - IGREJA
CALDÉIA CONVIDA CRISTÃOS A RETORNAREM AO CURDISTÃO
11 -
PATRIARCA DE BABILÔNIA DOS CALDEUS CONFIRMA: TRÊS IGREJAS
CATÓLICAS
FORAM ATINGIDAS POR ATENTADOS
12 -
Fundamentalistas aplicam "terrorismo psicológico" contra
cristãos
NACIONAIS
13 -
Inaugurada Igreja de rito ucraniano em Cascavel
14 - Os
czares invadem São Paulo
NOTÍCIAS
INTERNACIONAIS
1 - Templo
do século XIV é reaberto para Cristãos Ortodoxos do Velho
Rito
Fonte: Voz
da Rússia 15/11/2004
Depois de
restaurado, em Veliki Novgorod, uma cidade histórica russa,
foi
reaberto um templo ortodoxo do século XIV: a Igreja de São João
Crisóstomo
no Vitka, considerado um monumento arquitetônico de
primeira
grandeza. O templo será administrado pela comunidade local
dos
Cristãos Ortodoxos do Velho Rito, uma confissão cristã que no
século XVII
não se conformou com as reformas eclesiásticas então
aplicadas e
seria por isso cruelmente perseguida. Agora, comunidades
dos
Cristãos Ortodoxos do Velho Rito vão renascendo em toda a Rússia,
A Igreja no
Vitka vai ser seu primeiro templo em Veliki Novgorod.
2- Igreja
Ortodoxa russa terá um templo em Cuba
Fonte:
Agência EFE 13/11/2004
Havana, 13
nov (EFE).- O presidente do Departamento de Relações
Eclesiásticas
Internacionais do Patriarcado de Moscou, Kiril, chegou
neste
sábado a Cuba para colocar a primeira pedra de um templo da
Igreja
Ortodoxa russa que será construído em Havana.
O religioso
declarou à imprensa local que o templo será importante
para a
comunidade de russos que vive na ilha e um fator a favor da
fiança das
relações entre Rússia e Cuba.
Em sua
chegada ao aeroporto internacional "José Martí", o
representante
da Igreja Ortodoxa russa foi recebido pela responsável
do
Escritório de Assuntos Religiosos do Comitê Central do Partido
Comunista
de Cuba, Caridad Diego, e o embaixador russo em Havana,
Andrei
Dimitriev.
Kiril
chegou a Havana procedente da República Dominicana à frente de
uma
delegação que participará da colocação da primeira pedra do
templo que
será construído na Avenida do Porto da capital cubana.
em outubro
passado, o Patriarca da Igreja Ortodoxa da Rússia, Alexei
II aprovou
o projeto de construção do templo em Cuba, que lhe foi
apresentado
em uma audiência especial em Moscou pelo historiador de
Cidade de
Havana, Eusebio Leal.
Leal disse
então em Moscou que o futuro templo da Igreja Ortodoxa
russa
poderia ser inaugurado em um prazo aproximado de um ano e que
reafirmaria
o caráter da Havana Velha, "um recinto de encontro, paz e
mistura
harmônica de diferentes culturas e religiões".
Na América
Latina a Igreja Ortodoxa russa conta com dioceses na
Argentina e
Brasil e comunidades no Chile, Peru e México.
Em janeiro
deste ano foi inaugurado em Havana Velha um templo da
Igreja
Ortodoxa Grega pelo Patriarca ecumênico de Constantinopla,
Bartolomeu
I.
3 - NEM
TODOS OS RUSSOS SÃO A FAVOR DOS CÓDIGOS PESSOAIS DE
IDENTIFICAÇÃO
Fonte:
Agência Novosti 11/11/2004
Vladimir
Simonov, observador político da RIA "Novosti"
O
Presidente Vladimir Putin e o Patriarca da Rússia Alexi II
receberam
recentemente um abaixo-assinado de cidadãos da cidade e
região
metropolitana de Riazan. O documento continha um apelo
dramático:
"Vossa Santidade, excelentíssimos senhores! Nós não
queremos
ser bio-robots programáveis, seguidos a toda a hora através
de
computadores comandados por pessoas que não sabemos quem são, não
queremos
perder a liberdade que Deus nos deu...Nós, cristãos
ortodoxos,
não queremos colocar em perigo a salvação das nossas almas
e as almas
dos nossos filhos em troca de benefícios e facilidades
sociais
temporários". Este apelo sem precedentes de um grupo de
cristãos
foi motivado pela intenção do Governo russo de atribuir a
cada cidadão
do país um código pessoal de identificação. Esta ideia
foi
sugerida pelo ministério do Desenvolvimento Económico e Comércio
e desde o
início de 2004 tem sido activamente discutida quer pelo
Governo de
Mikhail Fradkov, quer pelos deputados da câmara baixa do
Parlamento.
Sistemas similares de contabilização da população foram
já
introduzidos com êxito em cerca de 60 países do mundo. Na Rússia
existem
pelo menos 18 diferentes bases de dados com diversa
informação
de carácter pessoal. O número de pessoas registadas nestas
bases varia
entre alguns milhões e mais de 100 milhões de pessoas.
No entanto,
estas bases de dados sectoriais não permitem abranger
toda a
população do país. Há determinados tipos de cidadãos que não
são
cobertos por nenhuma delas, ou que podem, por um ou outro motivo,
facilmente
evitar a sua inclusão nas listas. Refira-se, por exemplo,
os
contribuintes não muito honestos, os jovens que fogem ao serviço
militar e
mesmo os terroristas. Assim, o Estado apenas tentou dar
resposta a
uma preocupação geral dos responsáveis quando no início de
2004 propôs
que o melhor seria instituir um sistema de contabilização
com base no
código pessoal de identificação (CPI). Preconizava-se
introduzir
a inovação de duas maneiras: ou de forma mais "suave" ou
de forma
mais "radical". No primeiro caso, o código seria atribuído
aos
cidadãos de forma progressiva, à medida que estes fossem
contactando
com as instituições do Estado. Por exemplo, quando fosse
feito o
registo de nascimento, ou de casamento, o pedido de cartão de
identidade,
seria automaticamente atribuído o CPI. No segundo caso, o
código
seria conferido a todos num prazo curto e teria um carácter
obrigatório.
Os responsáveis reconhecem ter havido alguma
ingenuidade.
Eles poderiam pelo menos ter tido em conta a experiência
da recente
campanha de substituição dos cartões de identidade
soviéticos
pelos novos cartões. Já nesta altura milhares de russos
recusaram-se
a entregar os velhos cartões só porque nos novos
figurava um
campo para futura inscrição do código pessoal de
identificação.
Este campo deveria vir a ser inscrito futuramente,
depois da
introdução do sistema nacional de contabilização. Tal
precaução
teve o efeito oposto. Iguais protestos provocou a
atribuição
do número individual de contribuinte (NIC). Na região de
Leninegrado
e na cidade de Priosersk foram interpostas acções em
tribunal
por parte de cristãos ortodoxos que se recusaram a ter
qualquer
contacto com a Inspecção de Finanças e a aceitar o NIC. O
mais
curioso é que nos dois casos, que tiveram ampla ressonância, o
tribunal
decidiu a favor dos queixosos. As pessoas ficaram, como elas
próprias
disseram com satisfação, "sem a marca, sem o estigma do
NIC" .
"Marca do diabo", "Renúncia a Deus"- é assim que muitos
cristãos na
Rússia interpretam as tentativas das autoridades de
atribuir a
cada pessoa um número electrónico em vez do nome cristão
que é dado
ao nascer. As edições ortodoxas e "sites" da Internet
costumam
citar com frequência as seguintes palavras do Apocalipse. "E
fez que a
todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e
escravos,
lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na testa
(...).Quem
tiver inteligência calcule o número da Besta, pois é
número de
um homem, e esse número é seiscentos e sessenta e seis".
Os
protestos vieram até da parte dos programadores cristãos. Estes
afirmaram:
"está previsto conservar os dados pessoais no formato de
código de
barras EAN-14/UPC. Na própria estrutura deste código está
introduzido
o número 666". A histeria religiosa em torno da
codificação
da população em forma de NIC ou CPI levou a que, por fim,
o próprio
Patriarca ortodoxo Alexi II fosse obrigado a intervir. O
Patriarca,
como era de esperar, não ficou assustado com o
diabo .
"Neste caso há que ter bom senso e no NIC não há nenhuns
666" -
disse o Patriarca numa entrevista ao popular "site" russo
strana.ru -
"e o próprio número 666 não tem nenhum significado
místico,
porque na Bíblia também há a página 666 e nós não a
arrancamos...".
Os ortodoxos até passaram a ser apoiados pelos
activistas
de defesa dos direitos civis. Por razões óbvias, eles não
vêm com
bons olhos a perspectiva de concentrar numa única base de
dados toda
a informação pessoal referente aos cidadãos. Os movimentos
de defesa
dos direitos civis costumam basear-se nos documentos do
processo de
Nuremberga de 1945, em que se condena a numeração das
pessoas
como um crime contra a Humanidade. Os defensores dos direitos
dos
cidadãos citam o exemplo da Alemanha, que abandonou o sistema de
números
pessoais, a Grécia, onde três milhões de pessoas rejeitaram
os
passaportes electrónicos do espaço Schengen com códigos pessoais,
e o Japão,
país que proíbe categoricamente identificar as pessoas
através de
números. Os defensores locais da privacidade têm ainda os
seus
próprios argumentos. Na Rússia até agora não foi possível manter
o carácter
confidencial de nenhuma das bases de dados existentes.
Todas elas
se tornaram do domínio público. Em qualquer mercado de
Moscovo é
possível adquirir por 3-4 dólares CDs com a base de dados
da Polícia
de Trânsito, que contém os dados sobre todos os
proprietários
de automóveis do país, incluindo moradas e telefones,
até os
telemóveis. São ainda acessíveis os arquivos electrónicos de
muitas
organizações tais como hospitais psiquiátricos e serviços de
apoio a
alcoólicos e toxicodependentes. Qualquer informação que tenha
sido
digitalizada pode ser objecto de comercialização. Por isso, não
há nenhuma
garantia, afirmam os defensores dos direitos cívicos, de
que a
futura base de dados não venha também, passados dois dias, a
poder ser
comprada nos mercados da capital. O Governo parece estar a
reflectir.
Viver sem contabilização electrónica já é quase
impossível,
mas há ainda muitos cidadãos com falta de consciência que
não o
entendem. Por enquanto as autoridades tentam diminuir
o
"obscurantismo do povo" através de potentes campanhas de
propaganda.
Os responsáveis do Governo explicam incansavelmente que a
atribuição
de um número será feita não à pessoa mas ao conjunto de
informação
a seu respeito; que ao ler o número não será possível
estabelecer
nem o sexo nem a idade nem outros dados da pessoa; que o
cidadão com
código de identificação poderá obter mais serviços
públicos e
de maior qualidade. Não se sabe ainda quando dará tal
campanha de
esclarecimento os efeitos desejados. Por enquanto o
Parlamento
tenciona discutir na especialidade a proposta de lei sobre
os
documentos de identificação dos cidadãos. Segundo soube a
RIA
"Novosti", os novos passaportes não deverão incluir qualquer
espaço
destinado aos códigos de identificação. Para mais, também não
há ainda
nada para colocar no espaço.
4 -
CONGRESSO CELEBRA OS 40 ANOS DO DECRETO CONCILIAR "UNITATIS
REDINTEGRATIO"
Fonte:
Radio Vaticana 10/11/2004
Roma, 10
nov (RV) - Um Congresso Internacional promovido pelo
Pontifício
Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos recorda,
em Rocca di
Papa, nas proximidades de Roma, os 40 anos da promulgação
do decreto
conciliar sobre o ecumenismo "Unitatis Redintegratio".
A propósito
desse evento, realizou-se esta manhã, na Sala de Imprensa
da Santa
Sé, uma entrevista coletiva da qual participaram o
Presidente
desse organismo vaticano, Cardeal Walter Kasper, o
Secretário
do mesmo, Arcebispo Brian Farrel, e o Subsecretário Mons.
Eleuterio
Fortino, que nos explica o caminho ecumênico realizado ao
longo
desses 40 anos...
MONS.
ELEUTERIO FORTINO:- "Para a Igreja católica, o decreto sobre o
ecumenismo
é a carta magna do compromisso ecumênico. Dali nasceu o
contato com
todas as outras Igrejas e comunidades eclesiais. Dali
também teve
início a preparação e a divulgação do espírito e da ação
ecumênica
na Igreja Católica. Após o decreto, foram várias as
iniciativas
para a sua acolhida e aplicação concreta na Igreja: na
oração, na
relação com os outros, na organização das comissões
ecumênicas
das dioceses, e das comissões dos Sínodos das Igrejas
orientais
católicas e das conferências episcopais nacionais. Essa
rede de
transmissão, de reflexão constituiu o verdadeiro caminho da
divulgação
do espírito ecumênico na Igreja Católica. Sempre à luz dos
princípios
estabelecidos no decreto sobre o ecumenismo, a Igreja
Católica
instaurou relações e diálogos com todas as Igrejas do
Oriente e
do Ocidente. Hoje, a Igreja Católica mantém relações de
confiança,
de diálogo, de discussão e de busca comum com todos os
cristãos
espalhados pelo mundo." (RL)
5 - Papa
pede unidade a cristãos em mundo ensangüentado pela guerra
Fonte:
Agência EFE 15/11/2004
João Paulo
II fez, sábado (13/11), um veemente apelo em favor da
unidade dos
cristãos, afirmando que, em uma época onde um humanismo
sem Deus
está no auge e diversos conflitos mancham o mundo de sangue,
a Igreja
pede unidade e reconciliação.
O papa fez
o apelo na prece ecumênica celebrada na basílica de São
Pedro por
ocasião do 40º aniversário da aprovação no Concílio
Vaticano II
do Decreto Unitatis Redintegratio, que afirmava que a
promoção da
unidade dos cristãos era um dos objetivos do Concílio e
tinha que
ser adotada por toda a comunidade eclesiástica.
O
pontífice, que considera a separação dos cristãos um "escândalo"
que afeta a
credibilidade dos seguidores de Cristo na hora de
divulgar o
Evangelho, ressaltou que o diálogo ecumênico é uma das
prioridades
de seu pontificado e se mostrou convencido de que "algum
dia" a
unidade será uma realidade.
Diante de
cardeais, bispos, sacerdotes e representantes das igrejas
ortodoxas,
o papa afirmou que o compromisso para o restabelecimento
da plena
comunhão concerne a todos os batizados. O papa leu apenas,
com grande
esforço, o princípio e o final do texto, deixando o resto
a cargo do
"número três" do Vaticano, o arcebispo argentino Leonardo
Sandri,
substituto da Secretaria de Estado.
Ele
destacou os passos dados nestes 40 anos para a unidade, mas
reconheceu
que o caminho ainda tem "pedras nas quais continuamos
tropeçando".
A cerimônia de domingo encerrou a conferência "O decreto
sobre o
Ecumenismo do Concílio Vaticano II quarenta anos depois",
realizado
de 11 a 13 de novembro e do qual participaram 260 bispos
católicos e
27 delegações ortodoxas.
O cardeal
Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a
Unidade dos
Cristãos, disse durante a conferência que o ecumenismo
não
atravessa um período de glaciação, mas sim em um estado de
amadurecimento.
Kasper assegurou que, embora possa ser longo, o
caminho
para a unidade dos cristãos está delimitado e é irreversível.
A prece de
hoje foi realizada poucos dias antes da visita ao Vaticano
do
Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, no dia 27 de
novembro. O
papa entregará a ele as relíquias dos patriarcas
ortodoxos
São João Crisostomo e São Gregorio de Nazianzo, tiradas de
Constantinopla
no ano 1204 quando os cruzados saquearam essa cidade e
que se
encontram no Vaticano.
Oriente e
Ocidente se separaram com o cisma de 1054, com as
excomunhões
do papa Leão IX e do patriarca Miguel Celurario. Desde
então,
passaram-se quase mil anos de incompreensão e receio. Razões
teológicas,
como a rejeição dos ortodoxos ao primado da Igreja de
Roma e a
negação da infalibilidade do papa, afastam os dois lados.
Os
ortodoxos não reconhecem a validade dos sacramentos católicos. Já
a Igreja
católica admite, desde o Vaticano II, os da Igreja ortodoxa.
Os
ortodoxos culpam Roma de proselitismo e de tentar se expandir em
territórios
até agora sob seu controle. Como o primado de Pedro é um
dos
empecilhos, o papa João Paulo II já disse em várias ocasiões que
está
disposto a que teólogos e especialistas discutam esse tema para
buscar uma
solução aceita por todos.
Juan Lara
6 -
Compromisso ecuménico é uma prioridade da Igreja Católica
Fonte:
Agência Ecclesia 15/11/2004
A Igreja
Católica tem de estar cada vez mais comprometida no caminho
ecuménico,
rumo à plena unidade dos cristãos. O desafio foi lançado
por João
Paulo II, durante celebração litúrgica que assinalou o 40º
aniversário
da promulgação do decreto Unitatis Redintegratio do
Concílio
Vaticano II.
"O
ecumenismo não é apenas uma das actividades tradicionais da
Igreja, mas
representa um aspecto mais profundo enquanto se funda no
desígnio
salvífico de Deus para reunir todos na unidade", disse o
Papa.
O
ecumenismo tem sido um dos campos onde a acção de João Paulo II
mais se tem
feito notar e foi o próprio a reconhecer que "a aplicação
deste
decreto conciliar, querido pelo meu predecessor, o beato João
XXIII e
promulgado pelo Papa Paulo VI, foi desde o início uma das
prioridades
do meu Pontificado".
Assegurando
que a unidade ecuménica é uma das "prioridades" da
Igreja, o
Papa pediu que os cristãos não se "resignem" perante as
dificuldades
que o caminho para a comunhão plena entre os cristãos
tem
experimentado.
"Procurar
a unidade é, fundamentalmente, aderir à oração de
Jesus `que
todos sejam um'", disse.
A
celebração das Vésperas presididas pelo Papa foram o acto de
encerramento
do congresso internacional "O Decreto sobre o Ecumenismo
do Concílio
Vaticano II, 40 anos depois", celebrado de 11 a 13 de
Novembro em
Rocca di Papa. O encontro, convocado pelo Conselho
Pontifício
para a Promoção da Unidade dos Cristãos, congregou 260
participantes,
bispos católicos de todo o mundo, 27 delegados de
outras
Igrejas e comunidades cristãs.
"Graças
a Deus, superaram-se muitas diferenças e incompreensões, mas
muitas
pedras de tropeço ficam ainda no longo caminho", reconheceu
João Paulo
II.
"Às vezes,
ficam não só incompreensões e discriminações, mas também
sintomas
deploráveis de pobreza e de falta de abertura de coração, e,
sobretudo,
diferenças em matéria de fé, que se concentram em torno ao
tema da
Igreja, sua natureza, seus ministérios", indicou.
O chefe da
Igreja Católica disse ainda que o caminho ecuménico é
tanto mais
necessário quanto vivemos num mundo "que cresce para a sua
unificação".
"Na
nossa época, assistimos ao crescimento de um humanismo errado,
sem Deus, e
constatamos com profunda dor os conflitos que
ensanguentam
o mundo: nesta situação, a Igreja é chamada, com maior
razão, a
ser sinal e instrumento de unidade e reconciliação entre os
homens",
declarou.
Para João
Paulo II, se quiser ser sinal de paz, a Igreja não
pode
"deixar de estar empenhada na superação das divisões dos
cristãos".
"Infelizmente,
encontramo-nos também diante de novos problemas,
especialmente
no campo ético, onde surgem ulteriores divisões que
impedem um
testemunho comum", assinalou.
Em
conclusão, o Papa deixou uma receita para o futuro: "mais que nos
lamentar-nos
pelo que ainda não é possível, temos de dar graças e
alegrar-nos
pelo que já existe e é possível".
O Congresso
organizado pelo Conselho Pontifício para a Promoção da
Unidade dos
Cristãos discutiu um manual do ecumenismo (Vademecum
oecumenicum),
para promover a nível local o "ecumenismo espiritual",
considerado
como a alma da relação entre as Igrejas cristãs. A obra
inclui
propostas e sugestões de oração, destacando que "se o
compromisso
ecuménico não for alimentado e sustentado por uma
profunda
espiritualidade, arrisca-se a sofre os efeitos da fadiga e
da
desilusão".
O texto
está ainda em fase de elaboração e foi apresentado em Rocca
di Papa na
forma de "documento de trabalho".
A Santa Sé
pede às dioceses que promovam "a colaboração no campo
bíblico"
e a "celebração da fé comum". "Em qualquer época da
história,
os mais importantes actores da reconciliação e da unidade
foram
homens e mulheres de oração e de contemplação", refere o
documento.
O presidente
deste Dicastério, Cardeal Walter Kasper, assumiu durante
os
trabalhos que o caminho ecuménico não pretende fundir todas as
confissões
cristãs na Igreja Católica ou numa outra mega-Igreja.
"O
ecumenismo não é uma viagem para o desconhecido nem comporta a
absorção
recíproca ou a fusão, mas quer a unidade na diversidade e
diversidade
na unidade", referiu o Cardeal alemão.
Octávio
Carmo
7 - O Papa
nos 40 anos da promulgação do Decreto Conciliar "Unitatis
Redintegratio":
"O empenho pelo restabelecimento da plena e visível
comunhão
entre todos os batizados... diz respeito a todo cristão, de
toda
diocese e paróquia, de toda comunidade na Igreja"
Fonte:
Agência Fides 15/11/2004
Cidade do
Vaticano (Agência Fides) - "O empenho pelo restabelecimento
da plena e
visível comunhão entre todos os batizados não se aplica
somente a
alguns especialistas em ecumenismo; mas diz respeito a todo
cristão, de
toda diocese e paróquia, de toda comunidade na Igreja.
Todos são
chamados a assumir este empenho e ninguém pode se isentar
de fazer
sua a oração de Jesus, para que todos sejam um. Todos são
chamados a
rezar e a atuar pela unidade dos discípulos de Cristo."
Foi o que
afirmou o Santo Padre João Paulo II durante a Celebração
das
Primeiras Vésperas que presidiu na Basílica Vaticana, sábado, 13
de
novembro, por ocasião do XL aniversário da promulgação do Decreto
Conciliar
"Unitatis Redintegratio".
"Esta
via ecumênica hoje é mais necessária do que nunca, diante de um
mundo que
cresce em direção à sua unificação, e a Igreja deve unir
novos
desafios para sua missão evangelizadora", disse ainda o Santo
Padre -. A
atividade ecumênica e a atividade missionária estão,
portanto,
relacionadas e são as duas estradas pelas quais a Igreja
realiza a
sua missão no mundo e expressa concretamente a sua
catolicidade."
O Papa também reiterou que na nossa época cresce "um
errôneo
humanismo sem Deus", enquanto numerosos conflitos
ensangüentam
o mundo. "A nossa época sente uma profunda nostalgia da
paz. A
Igreja, sinal crível e instrumento da paz de Cristo, não pode
não estar
empenhada em superar as divisões dos cristãos e se tornar,
assim,
sempre mais testemunha da paz que Cristo oferece ao mundo."
Apesar dos
encontros ecumênicos em todos os níveis, dos diálogos
teológicos
e da descoberta das testemunhas comuns da fé, aprofundamos
e
enriquecemos a comunhão com os outros cristãos, "mas ainda não
alcançamos
a meta do nosso caminho ecumênico", evidenciou o Papa. "Às
vezes
permanecem não somente mal-entendidos e preconceitos, mas
também deploráveis
preguiças e restrições de coração, e
principalmente
diferenças em matéria de fé, que se concentram
principalmente
em torno do tema da Igreja, da sua natureza, dos seus
ministérios".
No entanto, tudo isso "não deve induzir à resignação,
pelo contrário,
deve servir de encorajamento para continuar e a
perseverar
na oração e no empenho pela unidade".
No que diz
respeito ao "futuro ecumênico", o Papa destacou,
primeiramente,
a necessidade de "reforçar os fundamentos da atividade
ecumênica,
ou seja, a fé comum em tudo o que é expresso na profissão
do batismo,
no Credo apostólico e no Credo Niceno-
Costantinopolitano".
Desta fé, deve-se em seguida desenvolver "o
conceito e
a espiritualidade de comunhão", que, em
síntese,
"significa compartilhar juntos o caminho em direção à
unidade na
íntegra profissão de fé, nos sacramentos e no mistério
eclesiástico".
O Papa
concluiu o seu discurso destacando que o "verdadeiro
Ecumenismo
não existe sem conversão interior e purificação da
memória,
sem santidade de vida em conformidade com o Evangelho, e
principalmente
sem uma intensa e assídua oração que faça eco à oração
de
Jesus". (S.L.) (Agência Fides 15/11/2004)
8 - João
Paulo II alenta o estabelecimento do Estado de direito no
Iraque ao
receber o novo embaixador de Bagdá no Vaticano
Fonte:
Zenit 15/11/2004
CIDADE DO
VATICANO, segunda-feira, 15 de novembro de 2004
(ZENIT.org
).- João Paulo II explicou esta segunda-feira, ao receber
o novo
embaixador do Iraque na Santa Sé, que a democracia só é
possível em
um Estado de direito e que este exige o respeito dos
direitos
fundamentais, entre outros, o da liberdade religiosa.
Ao receber
as cartas credenciais de Albert Edward Ismail Yelda
(Rammadi,
1959), que até o ano 2003 vivia em Londres oferecendo
assistência
legal a imigrantes iraquianos e alentando projetos de
assistência,
o Santo Padre desejou que as próximas eleições,
previstas
para janeiro, sejam «limpas e transparentes».
O
embaixador do governo interino iraquiano chegou em dias passados a
Roma para
ajudar na organização da visita do primeiro-ministro
iraquiano,
Iyad Alaui, ao Papa, em 4 de novembro.
No discurso
que João Paulo II dirigiu ao novo representante de Bagdá
em inglês,
explicou que «a autêntica democracia é possível somente em
um Estado
de direito».
«A
preservação deste princípio fundamental é básica para toda
sociedade
moderna que verdadeiramente tente salvaguardar e promover o
bem comum»,
declarou.
«No
cumprimento deste dever, a distinção clara entre as esferas civil
e religiosa
permite a cada uma destas exercer na prática suas
próprias
responsabilidades, no respeito mútuo e com plena liberdade
de
consciência», indicou.
«Espero que
o povo iraquiano continue promovendo sua longa tradição
de
tolerância, reconhecendo sempre o direito à liberdade de culto e
ao
ensinamento religioso», auspiciou o bispo de Roma, assegurando a
colaboração
da Igreja Católica e, em particular, dos cristãos caldeus
para
«construir uma nação mais pacífica e estável».
«Nestes
momentos em que preparais vosso povo para enfrentar a tarefa
de eleger
livremente homens e mulheres que guiarão o Iraque de
amanhã,
alento o atual governo em seus esforços para assegurar que
estas
eleições sejam limpas e transparentes, oferecendo a todos os
candidatos
as mesmas oportunidades neste direito democrático»,
afirmou o
Papa.
Pelo que se
refere aos «desafios propostos pela pobreza, o desemprego
e a
violência», o Papa pediu ao governo de Bagdá que «trabalhe
incansavelmente
para solucionar as disputas e conflitos através do
diálogo e
da negociação, recorrendo à força militar só como último
recurso».
Os cristãos
no Iraque são cerca de 800.000; 3% da população,
divididos,
sobretudo, entre católicos e ortodoxos. Os mais numerosos,
os caldeus,
unidos a Roma, representam 70% dos cristãos.
Nos últimos
meses, em particular a partir do inicio de agosto, as
igrejas,
assim como lojas de cristãos, converteram-se em objetivo de
ataques
terroristas. Em 8 de novembro aconteceram atentados contra
duas
igrejas, nos quais morreram três pessoas e outras 45 ficaram
feridas.
9 -
Discurso do Papa ao novo embaixador do Iraque no Vaticano:
«A
autêntica democracia é possível somente em um Estado de direito»
Fonte:
Zenit 15/11/2004
CIDADE DO
VATICANO, segunda-feira, 15 de novembro de 2004
(ZENIT.org
).- Publicamos o discurso que João Paulo II dirigiu esta
segunda-feira
ao senhor Albert Edward Ismail Yelda, embaixador da
República
do Iraque na Santa Sé, com motivo da apresentação de suas
cartas
credenciais.
* * *
Sua
Excelência:
Com muita
satisfação, dou-lhe as cordiais boas-vindas ao aceitar as
Cartas
Credenciais que o acreditam como embaixador extraordinário e
plenipotenciário
da República do Iraque na Santa Sé. Agradeço-lhe
pela amável
saudação que traz da parte do presidente, o xeique Ghazi
Ajeel
Al-Yawar, e com muito prazer transmito meus melhores desejos
para as
autoridades e os cidadãos de seu país. Através da presença do
núncio
apostólico, estive perto do querido povo do Iraque desde o
início
deste período de conflito. Quero pedir-lhe que lhes assegure
minha
preocupação constante pelas numerosas vítimas do terrorismo e
da
violência. Rezo para que lhes sejam tirados futuros sofrimentos e
recebam a
assistência de que necessitam por parte das organizações
humanitárias
internacionais.
Sua antiga
cultura foi descrita como o «berço da civilização» e se
orgulhou da
presença de cristãos desde o início do próprio
cristianismo.
De fato, foi um claro exemplo das muitas maneiras nas
quais os
fiéis das diferentes religiões podem viver em paz e
harmonia.
Meu desejo ardente é que, na medida em que Iraque avança
para a
democracia, estas características de sua história voltem a
converter-se
em um elemento essencial da sociedade.
Sua
Excelência sublinhou a importância de proteger a dignidade de
toda pessoa
humana. Para isso é essencial o Estado de direito como
elemento
integral de governo. A preservação deste princípio
fundamental
é básica para toda sociedade moderna que verdadeiramente
trate de
salvaguardar e promover o bem comum. No cumprimento deste
dever, a
distinção clara entre as esferas civil e religiosa permite a
cada um
destes exercer na prática suas próprias responsabilidades, no
respeito
mútuo e com plena liberdade de consciência. Espero que o
povo
iraquiano continue promovendo sua longa tradição de tolerância,
reconhecendo
sempre o direito à liberdade de culto e o ensinamento
religioso.
Uma vez que estes direitos fundamentais sejam protegidos
pela
legislação ordinária e se convertam em uma parte integrante do
tecido
social, permitirão a todos os cidadãos, sem distinção de
crenças
religiosas ou afiliações, oferecer sua própria contribuição à
edificação
do Iraque. Neste sentido, o país pode expressar as
profundas
convicções religiosas de todos os seus povos, através da
criação de
uma sociedade autenticamente moral e justa. Posso-lhe
assegurar,
Excelência, que toda a Igreja Católica e, em particular,
os cristãos
caldeus presentes em seu país desde os tempos dos
apóstolos
estão comprometidos na assistência de seu povo para
construir
uma nação mais pacífica e estável.
O Iraque
está submerso nestes momentos em um difícil processo de
transição
de um regime totalitário à conformação de um Estado
democrático
no qual seja respeitada a dignidade de cada pessoa e
todos seus
cidadãos desfrutem dos mesmos direitos. A autêntica
democracia
é possível «somente em um Estado de direito» e requer «que
se dêem as
condições necessárias para a promoção das pessoas,
mediante a
educação e a formação nos verdadeiros ideais..., mediante
a criação
de estruturas de participação e de co-responsabilidade»
(Cf. carta
encíclica Centesimus Annus, 46). Nestes momentos nos quais
preparais o
vosso povo para enfrentar a tarefa de eleger livremente
os homens e
as mulheres que guiarão o Iraque de amanhã, alento o
atual
governo em seus esforços por assegurar que estas eleições sejam
limpas e
transparentes, oferecendo a todos os candidatos as mesmas
oportunidades
neste direito democrático que lhes alenta a exercer.
O Iraque
também enfrenta nestes momentos a batalha para superar os
desafios propostos
pela pobreza, o desemprego e a violência. Que seu
governo
trabalhe incansavelmente para solucionar as disputas e
conflitos
através do diálogo e da negociação, recorrendo à força
militar só
como último recurso. Neste sentido, é essencial que o
Estado, com
a assistência da comunidade internacional, promova o
entendimento
mútuo e a tolerância entre os diferentes grupos étnicos
e
religiosos. Isto permitirá ao povo da região criar um ambiente que
não só
esteja comprometido com a justiça e a paz, mas que também seja
capaz de
apoiar o necessário crescimento econômico e o
desenvolvimento
integral para o bem-estar de seus cidadãos e do mesmo
país. Os
homens e as mulheres podem eliminar juntos as causas
culturais
da divisão e do conflito «ensinando a grandeza e a
dignidade
da pessoa e difundindo uma maior consciência da unidade do
gênero
humano» (Mensagem para a Jornada Mundial da Paz 2002, 12).
Senhor
embaixador, confio em que sua missão reforce os laços de
entendimento
e cooperação entre a República do Iraque e a Santa Sé.
Conte com a
certeza com que os diferentes organismos da Cúria romana
estarão
sempre dispostos a auxiliar-lhe no cumprimento de seus
elevados
deveres. Invoco sobre o senhor e sobre o amado povo do
Iraque as
abundantes bênçãos de Deus todo-poderoso.
10 - IGREJA
CALDÉIA CONVIDA CRISTÃOS A RETORNAREM AO CURDISTÃO
Fonte:
Radio Vaticana 10/11/2004
Bagdá, 10
nov (RV) - O Bispo de Zaku dos Caldeus, Dom Petros Hanna
Issa
Al-Harboli, lançou um forte apelo aos cristãos curdo-iraquianos,
que vivem
em condições difíceis em Bagdá e outras regiões do país,
para que
retornem ao Curdistão iraquiano.
Dom
Al-Harboli convidou também as ONGs internacionais, pedindo ajuda
para a
reconstrução dos vilarejos cristãos e não-cristãos destruídos
durante a
guerra.
Há algumas
semanas, líderes religiosos denunciaram as fortes pressões
e ameaças
sofridas pelos cerca de 650 mil cristãos iraquianos, por
parte de
grupos islâmicos fundamentalistas. No último final de semana
duas
explosões atingiram três igrejas em Bagdá, matando três pessoas.
A nova
condição da comunidade cristã no Iraque é classificada pelo
diretor da
revista "Al Fikr Al Masihi" (O pensamento cristão), Hermiz
Sanaty,
como deplorável. Para ele, muitos dos problemas são causados
pela
errônea identificação dos cristãos com a imagem das forças de
ocupação
norte-americanas.
"Um
sinal dessa pressão exercida sobre os cristãos _ conta Sanaty _ é
a imposição
do véu às mulheres, em algumas cidades iraquianas, a
separação
entre homens e mulheres nas escolas, e as ameaças verbais
ou escritas
colocadas por debaixo das portas ou afixadas nos muros."
Para Hermiz
Sanaty, a melhor alternativa para esse grave problema
seria o
retorno dos cristãos ao Curdistão. (WM)
11 -
PATRIARCA DE BABILÔNIA DOS CALDEUS CONFIRMA: TRÊS IGREJAS
CATÓLICAS
FORAM ATINGIDAS POR ATENTADOS
Fonte:
Radio Vaticana 10/11/2004
Bagdá, 10
nov (RV) - Três igrejas católicas foram atingidas por
explosões
em Bagdá e não duas, como precedentemente divulgado.
Segundo o
Patriarca de Babilônia dos Caldeus, Emmanuel III Delly,
além da
Igreja Sírio-ortodoxa de Dora e da Igreja Nestoriana de São
Mateus, um
dos atentados atingiu também a Igreja Caldéia de Bagdá.
O Patriarca
católico caldeu descreve com profunda tristeza mais um
episódio de
violência contra a comunidade cristã iraquiana.
Segundo
fontes de saúde iraquianas, os dois atentados teriam
provocado a
morte de três pessoas e ferido outras 40. Uma série de
atentados
contra igrejas cristãs matou 11 pessoas em agosto passado.
(WM)
12 -
Fundamentalistas aplicam "terrorismo psicológico" contra
cristãos
Fonte: ACI
Digital 11/11/2004
MADRI, 11
Nov. 04 (ACI ) .- Junto com os atentados às Igrejas, os
cristãos
iraquianos sofrem outro tipo de terrorismo, o "terrorismo
psicológico",
tal como denunciou o Pe. Nizar Semaan, sacerdote da
diocese de
Mosul.
Em um
artigo publicado no jornal La Razón, o Pe. Semaan assinala que
os
fundamentalistas islâmicos realizam no Iraque "uma matança
cultural e
psicológica" ao obrigar os cristãos "a comportarem-se como
não querem".
Um exemplo
é a perseguição que sofrem as jovens cristãs, que recebem
constantes
ameaças por meio de panfletos nas portas da universidade
ou da
igreja.
O sacerdote
disse que os integralistas procuram obrigá-las a usar o
véu
islâmico, isto tem feito que várias o levem na bolsa e o ponham
quando
existe perigo.
"Não
me cansarei nunca de pedir aos líderes do mundo árabe uma
condenação
clara ao terrorismo, que de momento não se produziu",
afirmou o
sacerdote de origem síria. Acrescentou que os jornais
árabes
informam sobre os atentados terroristas em tom
triunfalista,
"em vez de fomentar um isolamento social" para eles.
Mais ataque
Ataques em
suas próprias casas, seqüestros e assassinatos à mãos de
fundamentalistas,
vêm denunciando os cristãos iraquianos, tal como
manifestou
uma religiosa que preferiu permanecer no anonimato por
motivos de
segurança.
A família
de Mazen Sako, residente no Nínive, foi atacada por
integralistas,
que quando entrava em sua casa lhe disseram: "viemos
exterminá-los,
é o fim para os cristãos".
Pouco lhe
valeu resistir, porque imediatamente os fundamentalistas
mataram seu
filho de dez anos.
Citando à
agência Fides, o jornal espanhol relata que para Elias, um
leigo sírio
que vive em Bagdá, a situação no país é terrível. "Aqui
há uma guerra
civil. Se continuarmos assim, o cristianismo no Iraque
poderiam
desaparecer muito em breve. Já fugiram que Bagdá ao menos
4.000
famílias cristãs", afirmou.
Segundo
Elias, os cristãos devem agora celebrar Missa "nos subsolos
das
Igrejas", como se fossem catacumbas modernas.
Denúncias
de ameaça e assaltos também chegam do patriarcado caldeu de
Mosul.
Fontes do
patriarcado afirmaram que a única solução é o isolamento
dos
extremistas. Informaram que se dirigiram "aos chefes muçulmanos
para que
possamos viver em paz uns com outros, porque não queremos
que uma
minoria de extremistas danifique a imagem de tolerância
religiosa e
pacífica".
NOTÍCIAS DO
BRASIL
13 -
Inaugurada Igreja de rito ucraniano em Cascavel
Fonte: CNBB
20/09/2004
No dia 19
de setembro, a comunidade Ucraina de Cascavel inaugurou, no
Bairro São
Crisóvão, a nova Igreja dedicada a Nossa Senhora do
Perpétuo
Socorro. A solenidade contou com a presença do Eparca Dom
Efraim,
acompanhado por diversos sacerdotes e leigos vindos sobretudo
da cidade
de Prudentópolis. Esteve presente também o cônsul da
Ucrânia no
Brasil, que anunciou o crescimento do intercâmbio cultural
e comercial
de seu com o nosso país.
A Igreja,
com suas lindas torres, aponta o caminho para Deus.. O
interior
também é muito rico, sobretudo pela presença de várias
ícones,
entre elas a da padroeira.
14 - Os
czares invadem São Paulo
Fonte:
Valor Econômico 12,13,14,15 e 16/11/2004
Tesouros do
Kremlin serão expostos no Museu da Faap em abril
Por
Robinson Borges De São Paulo
O
presidente do Brasil no Kremlin e o Kremlin no Brasil. Esse
intercâmbio
russo-brasileiro vai ocorrer no dia 26 de abril, quando o
presidente
Luiz Inácio Lula da Silva visitar Moscou e 200 peças do
museu do
palácio do governo russo ocuparem os espaços do Museu de
Arte
Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB- Faap), em
São Paulo.
A mostra,
que prossegue até junho, será abrangente na variedade dos
objetos e
no período retratado - do século 16 ao 20. São
indumentárias,
ícones, móveis, pratarias, cristais, objetos de ouro,
armas,
arreios com pedras e um dos ovos criado pelo ourives Fabergé,
entre 1885
e 1916, a pedido de Alexandre III e de Nicolau II. Os ovos
constituem
uma das coleções de jóias mais valiosas do mundo.
Os objetos
preciosos do Museu do Kremlin são considerados um símbolo
do Estado
russo e de sua cultura. Por esse motivo, a curadoria da
exposição
no Brasil exigiu alguém que conhecesse o museu com
profundidade.
Os nomes são Elena Gagarina, diretora-geral do Museu do
Kremlin -
também filha do astronauta soviético Yuri Alexeievitch
Gagarin
(1934 - 1968) - e Elizabeth-Sophie Mazzella di Bosco Balsa,
chefe do
setor comercial da Embaixada do Brasil em Moscou.
"Esta
exposição vai ocorrer por causa do interesse político,
econômico e
cultural do Brasil na Rússia", diz Antonio Bias Bueno
Guillon,
diretor-presidente da Faap. "Essa também foi a motivação que
nos levou a
organizar a exposição da China ('China: a Arte Imperial,
a Arte do
Cotidiano, a Arte Contemporânea')."
Há também a
possibilidade de o MAB - Faap montar uma exposição em
Moscou, no
mesmo período da do Kremlin em São Paulo, com obras do
acervo do
museu brasileiro - constituído de obras de artistas
contemporâneos,
como Tarsila do Amaral, Flávio de Carvalho, Cícero
Dias, Anita
Malfatti, Di Cavalcanti, Brecheret, Ismael Neri, entre
outros.
"Estamos em conversações", comenta Guillon.
A relação
da Rússia com a Faap remete è exposição "Ícones: A Alma da
Rússia",
inaugurada em 1998. Em seguida, o Teatro Faap trouxe o Balé
Folclórico
Russo do Centro Artístico Nikolayevsky. E, em 2000,
recebeu a
primeira companhia de dança contemporânea de Moscou, na
época,
dirigida por Nikolay Ogryskov.
Outros
projetos estão em andamento: uma exposição com artistas russos
contemporâneos
e a vinda de um artista para residir em São Paulo e
fazer
intercâmbio com artistas locais. Ele morará no loft Lutétia (de
Ramos de
Azevedo), no centro de São Paulo. "Queremos divulgar o nome
da Faap no
exterior, promovendo o interesse nacional", diz Guillon.
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