BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 3 - 05 de novembro de 2004

MENSAGEM

Prezados Irmãos em Cristo,

Nosso Boletim tem atualmente 27 assinantes e gostaria que este número
aumentasse, de forma a poder despertar em um número maior de pessoas
o interesse pelo Oriente Cristão. Peço a todos, se for possível, que
comentem a existência deste Boletim com potenciais interessados em
assiná-lo. Não existe qualquer problema em repassar cópia deste
Boletim para outras pessoas.

A novidade deste número é a inclusão no Boletim de duas notícias do
Brasil.

Informo que estou à disposição para receber notícias sobre as Igrejas
Orientais de fontes diferentes das que eu tenho utilizado ou mesmo
traduções de notícias publicadas no exterior.

Gostaria, ainda, receber comentários, críticas e sugestões dos atuais
assinantes, de forma a poder aperfeiçoar o nosso Boletim.

Que Deus nos abençoe.

Saudações Fraternais,

Luis Felipe
[email protected]


ÍNDICE

NOTÍCIAS INTERNACIONAIS

1 - Representante papal na Rússia analisa o recém-celebrado Concílio
ortodoxo

2 - A Igreja Ortodoxa Russa comemorou a festa do Ícone da Mãe de Deus
de Kazanh

3- Vaticano considera a pacificação do Iraque fundamental para o
equilíbrio do Médio Oriente

4 - João Paulo II lembra vítimas do terrorismo e apela à democracia
no Iraque

5 - João Paulo II: Democracia e paz para o Iraque

6 - Papa pede respeito aos direitos das minorias no Iraque, em
particular a cristã

7 - Líbano: A juventude deposita as suas esperanças na Igreja

8 - O que está acontecendo depois que a força foi cedida no Iraque?

9 - Cristãos contribuirão para a paz e democracia no Iraque, afirma o
Papa

10 - ORDENAÇÃO DE NOVOS CLÉRIGOS ARMÊNIOS

11 - Patriarca Armênio Perdoa Agressor

NOTÍCIAS DO BRASIL

12 - Padre Boghos Baronian foi elevado à dignidade hierárquica de
arcipreste

13 - ROMARIA DOS MARONITAS AO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA APARECIDA



NOTÍCIAS INTERNACIONAIS

1 - Representante papal na Rússia analisa o recém-celebrado Concílio
ortodoxo
Dom Antonio Mennini constata «maior cordialidade»

Fonte: Zenit 04/11/2004

MOSCOU, quinta-feira, 4 de novembro de 2004 (ZENIT.org).- O Concílio
dos bispos da Igreja Ortodoxa russa, celebrado em Moscou em 8 de
outubro passado, suscitou temas como a introdução da religião como
matéria de estudo no ensino e as relações com o catolicismo.

Os resultados deste Concílio e as relações entre a Igreja Católica e
a Ortodoxa russa foram analisados pelo representante da Santa Sé ante
a Federação Russa, o arcebispo Antonio Mennini, em uma entrevista
concedida ao jornal «NG Religii» (20 de outubro de 2004).

O núncio apostólico revela que «muitos observadores notaram uma maior
cordialidade com respeito à Igreja Católica nos textos das palestras
principais do Concílio».

«Em minha opinião --reconhece--, não há dúvida de que a hierarquia da
Igreja russa, tanto o Santíssimo Patriarca como os membros do Santo
Sínodo, mostraram uma tristeza similar à de Sua Santidade o Papa e
dos fiéis da Igreja Católica pela piora nas relações entre nossas
Igrejas, fato que lamentavelmente aconteceu na última década».

«Tanto no Concílio como anteriormente aludiu-se várias vezes à
necessidade de prosseguir o esforço por melhorar as relações entre as
duas Igrejas, desenvolver o diálogo e ampliar a colaboração. O
Concílio ratificou com sua autoridade as tendências para a
compreensão recíproca surgidas ultimamente e espero que isto seja
frutífero», acrescenta o representante vaticano.

Ao ser questionado sobre se a luta contra o terrorismo poderia
aproximar as duas Igrejas, dom Mennini responde que «é certamente
conhecida a posição da Igreja Católica sobre a rejeição de toda forma
de violência e discriminação e especialmente de caráter terrorista».

«Em todos os casos de crimes cometidos, sem exceção, o Santo Padre
manteve uma postura muito próxima à manifestada neste sentido pelo
Concílio. Parece-me que é uma ulterior possibilidade de trabalho de
face a uma colaboração cuja eficácia será evidentemente proporcional
ao aumento da confiança recíproca», explica.

Após a restituição do Papa ao patriarcado russo do ícone da Mãe de
Deus de Kazan, o «núncio» em Moscou afirma: «Neste caso, não se trata
só de uma obra de justiça, segundo a interpretação de alguns
observadores, mas de sincero e profundo afeto».

«Afeto de muitíssimos católicos que, nos anos sessenta, haviam
coletado, com grande sacrifício, uma soma enorme para resgatar este
ícone com o fim de que não caísse nas mãos de algum colecionador, mas
que pudesse voltar a seu país, quando fosse a vontade de Deus»,
sublinha dom Mennini.

«É também um século do afeto do Papa que ama muito este ícone,
guardou-o durante muitos anos em sua capela privada e rezava cada dia
diante dele. É de notar que Sua Santidade mostrou muitíssimo
interesse em que o ícone fosse restituído durante seu pontificado»,
indica.

Dom Mennini recorda que para promover as relações entre católicos e
ortodoxos russos criou-se uma comissão mista de trabalho, na qual
participam representantes das Igrejas locais --ortodoxa e católica--
e um observador da Sé Apostólica, como «um resultado sensível do
trabalho comum para melhorar as relações entre as duas Igrejas».

Contudo, dom Mennini afirma que «a comissão começou a atuar muito
recentemente» e que «por agora é prematuro avaliar os resultados»,
ainda que «o caminho percorrido nesta direção nos permita olhar para
o futuro com esperança».

«Há que fazer um paciente trabalho de esclarecimento recíproco para
superar as diferenças de mentalidade que, com freqüência, levam-nos a
equívocos e incompreensões», acrescenta o representante vaticano.

«Às dificuldades objetivas existentes --adverte o núncio apostólico--
, somam-se, lamentavelmente, as interpretações dos meios de
comunicação que nem sempre demonstram suficiente profissionalismo ao
tratar de relações interconfessionais e, desta maneira, não
contribuem à criação de um clima de confiança e simpatia recíproca».


2 - A Igreja Ortodoxa Russa comemorou a festa do Ícone da Mãe de Deus
de Kazanh

Fonte: Voz da Rússia 04/11/2004

Hoje, a Igreja Ortodoxa Russa comemorou a festa do Ícone da Mãe de
Deus de Kazanh, uma das relíquias religiosas mais adoradas pelo povo.
Diz a lenda que essa imagem miraculosa enviada de Kazanh estava com
as milícias que em 4 de novembro de 1612 libertaram Moscou dos
invasores poloneses. O patriarca de Moscou e de toda a Rússia, Aleksi
II, celebrou um ofício divino festivo na Catedral de Kazanh, na Praça
Vermelha de Moscou, levantada justamente em memória da libertação da
capital russa naquele ano. Nos anos 30 do século XX, essa catedral
foi destruída e uns anos atrás restaurada.


3- Vaticano considera a pacificação do Iraque fundamental para o
equilíbrio do Médio Oriente

Fonte: Agência Ecclesia 04/11/2004

O Vaticano considera que a pacificação do Iraque fundamental para o
equilíbrio do Médio Oriente. Segundo o porta-voz Joaquín Navarro-
Valls, esta problemática esteve sobre a mesa no encontro entre o
primeiro-ministro interino do Iraque, Ayad Allawi, e o Secretário de
Estado do Vaticano, Cardeal Angelo Sodano.
"No decorrer dos colóquios foram aprofundados vários aspectos da
situação no Iraque, as perspectivas de pacificação e de reconciliação
que permitam sanar as profundas feridas do passado, e os reflexos
sobre a paz na região", disse Navarro-Valls.
Além do Cardeal Sodano estiveram presentes no encontro o arcebispo
Giovanni Lajolo, secretário para as relações com os Estados, D.
Pietro Parolin, subsecretário para as relações com os Estados, e D.
Joseph Murphy, oficial da Secretaria de Estado.
As partes subscreveram a necessidade de assegurar "a plena liberdade
religiosa" e destacaram o contributo que a comunidade cristã pode
oferecer para a "reconstrução moral e material do Iraque".
Nesse sentido, Allawi condenou os ataques sofridos por algumas
igrejas cristãs, assegurando que "da parte do Governo, há vontade de
proceder ao seu restauro".
Ayad Allawi fora recebido, esta manhã, por João Paulo II (ver notícia
relacionada), que condenou a violência e o terrorismo no Iraque,
pedindo instituições democráticas "que sejam verdadeiramente
representativas e comprometidas na defesa dos direitos de todos".


4 - João Paulo II lembra vítimas do terrorismo e apela à democracia
no Iraque

Fonte: Agência Ecclesia 04/11/2004

João Paulo II lembrou hoje "todas as vítimas do terrorismo e da
violência arbitrária" no Iraque, ao receber o primeiro-ministro desse
país, Ayad Allawi, no Vaticano.
No seu discurso, o líder da Igreja Católica encorajou os esforços do
povo iraquiano para estabelecer instituições democráticas "que sejam
verdadeiramente representativas e comprometidas na defesa dos
direitos de todos".
O Papa, um dos mais firmes opositores à intervenção militar no
Iraque, manifestou a sua solidariedade para com o povo
iraquiano, "tão amargamente provado pelos sofrimentos trágicos dos
anos recentes", e para com todos aqueles que trabalham na
reconstrução do país.
João Paulo II pediu ainda respeito pela diversidade étnica e
religiosa no Iraque, que considerou "uma fonte de enriquecimento para
o país".
O drama da comunidade cristã iraquiana não foi esquecido pelo Papa.
Lembrando que ela está presente no Iraque desde os "tempos
apostólicos" (séculos I-II), João Paulo II mostrou-se confiante de
que, no futuro, os cristãos possam dar o seu próprio contributo "para
o crescimento da democracia e a construção de um futuro de paz na
região".


5 - João Paulo II: Democracia e paz para o Iraque
Palavras ao receber o primeiro-ministro do país

Fonte: Zenit 04/11/2004

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 4 de novembro de 2004 (ZENIT.org).-
Publicamos as palavras que João Paulo II dirigiu esta quinta-feira ao
primeiro-ministro do Iraque Iyad Alaui, ao recebê-lo em audiência no
Vaticano.

* * *

Sua Excelência:

Estou muito contente de dar-lhe as boas-vindas ao Vaticano e de
assegurar-lhe minha contínua proximidade ao povo iraquiano, tão
provado pelos trágicos sofrimentos dos anos recentes. Rezo por todas
as vítimas do terrorismo e da violência sem sentido, por suas
famílias e por todos aqueles que generosamente trabalham pela
reconstrução de seu país.

Quero alentar os esforços realizados pelos iraquianos para
estabelecer instituições democráticas que sejam realmente
representativas e que estejam comprometidas na defesa dos direitos de
todos, no total respeito da diversidade étnica e religiosa, que
sempre foi fonte de enriquecimento para vosso país. Estou seguro de
que a comunidade cristã, presente no Iraque desde os tempos
apostólicos, oferece sua própria contribuição ao crescimento da
democracia e à construção de um futuro de paz na região.

Cordialmente invoco abundantes bênçãos do Deus Todo Poderoso para o
senhor e para quem o acompanha, assim como para todo o querido povo
iraquiano.


6 - Papa pede respeito aos direitos das minorias no Iraque, em
particular a cristã

Fonte: Zenit 04/11/2004

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 4 de novembro de 2004 (ZENIT.org).-
João Paulo II condenou esta quinta-feira a atual «violência sem
sentido» e alentou o estabelecimento da democracia no Iraque ao
receber em audiência o primeiro-ministro iraquiano Iyad Alaui.

No encontro, ao que o representante iraquiano havia dado nas vésperas
uma grande importância, o Santo Padre pediu que fossem respeitadas as
minorias religiosas no país, em particular a cristã.

«Estou muito contente de dar-lhe as boas-vindas ao Vaticano e de
assegurar-lhe minha contínua proximidade ao povo iraquiano, tão
provado pelos trágicos sofrimentos dos anos recentes», começou
dizendo o Santo Padre no breve discurso que dirigiu a Alaui e a seus
acompanhantes.

«Rezo por todas as vítimas do terrorismo e da violência sem sentido,
por suas famílias e por todos aqueles que generosamente trabalham
pela reconstrução de seu país», acrescentou o Santo Padre falando em
inglês.

«Quero alentar os esforços realizados pelos iraquianos para
estabelecer instituições democráticas que sejam realmente
representativas e que estejam comprometidas na defesa dos direitos de
todos, no total respeito da diversidade étnica e religiosa, que
sempre foi fonte de enriquecimento para vosso país», indicou.

«Estou seguro de que a comunidade cristã, presente no Iraque desde os
tempos apostólicos, oferece sua própria contribuição ao crescimento
da democracia e à construção de um futuro de paz na região»,
explicou.

Pouco antes, o Papa e o representante iraquiano haviam mantido um
encontro privado de cerca de dez minutos na biblioteca privada do
Santo Padre.

O mandatário apresentou seu séqüito, do qual formavam parte sua
esposa, Thana Alaui, e o ministro do Planejamento e Desenvolvimento,
Mahdi A. Hafedh; o ministro para os Direitos Humanos, Bikhtiar Amin;
e o ministro de Estado, Wael Al Fadel.

A seguir, o primeiro-ministro e seus mais próximos colaboradores
mantiveram um encontro de trabalho com o cardeal Angelo Sodano,
secretário de Estado vaticano, segundo revelou posteriormente um
comunicado publicado por Joaquín Navarro-Valls, porta-voz da Santa
Sé.

Participaram também o arcebispo Giovanni Lajolo, secretário vaticano
para as Relações com os Estados; dom Pietro Parolin, subsecretário
para as Relações com os Estados; assim como dois oficiais da
Secretaria de Estado, os monsenhores Franco Coppola e Joseph Murphy.

«Nestes colóquios foram aprofundados diferentes aspectos da situação
do Iraque, as perspectivas de pacificação e reconciliação que
permitem sanar as profundas feridas do passado e as conseqüências
para a paz na região», declara o texto.

«Analisou-se também a necessidade de assegurar plena liberdade
religiosa e a contribuição que a comunidade cristã pode oferecer à
reconstrução moral e material do país», acrescenta Navarro-Valls.

O porta-voz sublinha que «o primeiro-ministro deplorou os ataques
sofridos por algumas igrejas cristãs, assegurando, por parte do
governo, a vontade de restaurá-las».

Antes de chegar ao Vaticano, Alaui fez em uma coletiva de imprensa um
chamado para que os governos que até agora haviam sido alheios ao
conflito se impliquem na reconstrução do Iraque.

«Aos países que se contentaram com o papel de espectadores da questão
iraquiana», disse após encontrar-se com Silvio Berlusconi, primeiro-
ministro italiano, «dirijo-me para encaminhar a construção de um
Iraque melhor, um país determinado a voltar à comunidade
internacional e a fazer voltar a comunidade internacional para si».

Iyad Alaui, de origem xiita, nascido em 1945, foi nomeado primeiro-
ministro do governo de transição em 28 de junho. Médico neurologista
e homem de negócios, havia desempenhado um papel importante na
dissidência iraquiana no estrangeiro, em particular na Grã-Bretanha.
Nestes anos, mantinha relações com os serviços secretos americanos e
de outros países.


7 - Líbano: A juventude deposita as suas esperanças na Igreja

Fonte: AIS Noícias 04/11/2004

Em entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre, o Padre Samer Nassif,
sacerdote maronita libanês a trabalhar em França, dá conta do êxodo
dos cristãos libaneses devido a uma situação económica catastrófica,
ao desemprego e ao desrespeito pelos direitos humanos.

No Líbano subsistem actualmente cinco comunidades cristãs, quatro
comunidades ortodoxas e duas grandes comunidades muçulmanas, que têm
procurado respeitar-se mutuamente. Os cristãos representam cerca de
metade da população total do Líbano (3,5 milhões de habitantes), mas
entre os libaneses na diáspora (estimada entre 12 e 15 milhões de
pessoas) os cristãos serão mais de 60%.
"O Líbano tem sofrido enormemente com a guerra e com o terrorismo",
explica o Padre Samer Nassif que estudou num seminário maronita em
Beirute e actualmente faz parte da diáspora libanesa em França. "A
ocupação por parte das forças da Síria destruiu cidades e aldeias e
arruinou a economia", acrescenta. O desemprego e a difícil situação
humanitária empurram todos os anos milhares de jovens cristãos
libaneses para a emigração.
"Estas pessoas partem para não regressar", lamenta o
sacerdote. "Quando pensamos que na Palestina restam apenas 1% a 2% de
cristãos, que no Iraque resta apenas 1 milhão de cristãos e quando no
Líbano assistimos a esta imigração em grande escala, estamos perante
um cenário assustador", afirma o Padre Samer Nassif.
O sacerdote considera que "é graças ao cristianismo que o Líbano é um
país democrático e o êxodo dos cristãos irá prejudicar todas as
outras comunidades nesse aspecto". Os tradicionais laços culturais
que ligam o Líbano ao Ocidente, especialmente em relação à França,
poderão vir a perder-se uma vez que as escolas católicas correm o
risco de desaparecer. A partir de 1970 estas escolas, as únicas onde
o Francês é ensinado, deixaram de receber qualquer apoio por parte do
Estado e vivem hoje em situação de crise.
"A Igreja precisa de recuperar forças para dar o seu contributo à
reconstrução social no Líbano porque os jovens depositam todas as
suas esperanças na Igreja", conclui o Padre Samer Nassif.
Os maronitas constituem uma comunidade cristã distinta desde o século
VII, quando o III Conselho de Constantinopla considerou como heresia
a questão doutrinal em torno do monotelismo. No século XII os
Maronitas voltam a estar em comunhão com a Santa Sé. Durante o século
XIX ocorreram conflitos sangrentos entre os maronitas e os drusos
muçulmanos pelo controle da região do Monte Líbano, que levariam a
uma intervenção militar e à ocupação do Líbano e da Síria pela França
a partir de 1920.


8 - O que está acontecendo depois que a força foi cedida no Iraque?

Fonte: Portas Abertas 19/10/2004

IRAQUE "Ninguém está esperando nada", afirmou nosso colaborador no
Iraque. "As pessoas estão esperando temerosas e ninguém tem nenhuma
teoria sobre o que acontecerá". Os cristãos, também, estão
amedrontados: "nós podemos,
somente, esperar que coisas positivas sejam desenvolvidas".
Confiança no governo designado que assumiu o poder das forças aliadas
é mínimo. A expectativa entre os cristãos é que o país se tornará
cada vez mais violento até que as eleições aconteçam e um novo
governo seja escolhido. Isto pode acontecer no fim deste ano ou no
início do próximo ano.

De acordo com o bispo de Kirkuk: "Em nossa cidade, a situação é
bastante estável, mas em Mosul e em Bagdá, ela é extremamente
violenta. A rua mais protegida em Bagdá é a rodovia para o aeroporto.
Ela é protegida por muitos militares. Apesar disso, a cada dois dias,
há um ataque bem sucedido". A palavra `bem sucedido' quer dizer:
matar alguém ou explodir um tanque ou um outro veículo importante.
Esta estrada é a mais usada pelos estrangeiros que viajam para Bagdá.

No momento, o futuro não parece promissor, mas um pequeno ponto de
luz tem, vagarosamente, trazido progresso à economia. Mesmo se as
companhias não puderem ou desejem expandir seus negócios de forma
ambiciosa, os estrangeiros, cuidadosamente, contemplarão o andamento
do Iraque.

"Embora se possa ver frustração crescente, eu espero que isto leve as
pessoas a pensar em deixar o país" afirmou nosso colaborador. "Desde
a primeira guerra do Golfo, aproximadamente, trinta e cinco por cento
da população cristã emigrou, mas durante a última Guerra do Golfo, a
emigração foi muito menor".

As pessoas que ficaram após a primeira guerra, provavelmente, estão
incapazes de viajar. Eles podem não ter nenhum dinheiro ou acesso a
outros países e, também, não muitos países os acolhem.

"Durante a segunda guerra do Golfo, muitas famílias foram para países
vizinhos, tais como a Jordânia e a Síria. Após o término da guerra,
uma parte deles retornou". Neste momento, nenhum êxodo autêntico é
visto, mas é improvável ver alguém retornar. A situação é bastante
instável.

As pessoas, primeiramente, querem ver o que acontecerá com o governo
antes de decidir se retornam ou não.
É claro que isto influencia a igreja do Iraque. Especialmente, se
houver formação de um regime fanático, como o regime iraquiano,
ninguém retornará ao Iraque. Nesse caso, será o início de um tempo
difícil para a Igreja no Iraque e isto pode levar a um êxodo total.

Tradução: Daniela Mendonça


9 - Cristãos contribuirão para a paz e democracia no Iraque, afirma o
Papa

Fonte: ACI Digital 04/11/2004

VATICANO, 04 Nov. 04 (ACI) .- Ao receber em audiência privada ao
primeiro-ministro iraquiano, Iyad Alaui, o Papa João Paulo II
assegurou que os cristãos no Iraque contribuirão para a democracia e
o restabelecimento da paz na região.

"Estou seguro de que a comunidade cristã presente no Iraque dará sua
própria contribuição ao crescimento da democracia e à construção de
um futuro de paz na região", afirmou o Santo Padre ao mandatário
iraquiano durante o cordial encontro.

Em sua intervenção, João Paulo II alentou Alaui pelos esforços
realizados para "estabelecer instituições democráticas" no Iraque e
pediu que estas "sejam sinceramente representativas e trabalhem para
defender os direitos de todos, no respeito completo das diversidades
étnicas e religiosas, que sempre foram uma fonte do enriquecimento do
país".

Do mesmo modo, o Pontífice se referiu ao sofrimento dos iraquianos
nos últimos anos e manifestou que suas orações estão dedicadas "a
todas as vítimas do terrorismo e a violência lasciva e a todos os que
trabalham generosamente para a reconstrução do país".

Durante o encontro o Papa manifestou sua simpatia pelo primeiro-
ministro, que estava acompanhado por sua esposa Thana e por uma
delegação de uma dezena de pessoas, da que formavam parte os
ministros iraquianos de Direitos humanos e de Desenvolvimento.


10 - ORDENAÇÃO DE NOVOS CLÉRIGOS ARMÊNIOS

Fonte: Informativo Armenia Outubro de 2004

Durante inspiradora celebração litúrgica na monumental catedral de
São Gregório Iluminador, em Erevan, no domingo 10 de outubro, e sob a
presidência do pastor supremo da Igreja Apostólica Armênia,
catolicosse Karekin II, 19 novos diáconos foram ordenados para o
exercício do sagrado ministério, o que, pelo seu número, constitui
acontecimento inédito. Seis dos ordenados são graduados do Seminário
Kevorkian, de Etchmiadzin, um deles veio do Seminário de Jerusalém, e
os demais 12 representam a primeira leva de formandos do Curso
Sacerdotal Intensivo, de duração de dois anos e meio. Criado em 2001,
esse Curso destina-se a vocacionados que já tenham algum diploma
universitário e que demonstrem maturidade e aptidões intelectuais e
espirituais.


11 - Patriarca Armênio Perdoa Agressor

Fonte: Informativo Armenia Outubro de 2004

ISRAEL - O arcebispo Nourhan Manouguian, do Patriarcado Apostólico de
Jerusalém, que, em 17 de outubro, durante uma procissão religiosa,
fora vítima de agressão blasfema da parte de um seminarista judeu
fundamentalista, mostrou candura cristã perdoando o infrator e
preferindo anular o processo policial contra o mesmo. Porta-voz do
Patriarcado declarou que o agressor desculpou-se e que a Igreja
aceitou dar o assunto por encerrado.


12 - Padre Boghos Baronian foi elevado à dignidade hierárquica de
arcipreste

Fonte: Informativo Armenia Outubro de 2004

BRASIL - Comunicado de imprensa do Catolicossado de Etchmiadzin
informa que, em ato religioso celebrado na catedral da sede
catolicossal, em 6 de outubro, o Rev. Padre Boghos Baronian, da
igreja paroquial apostólica armênia São João Batista, em Osasco, foi
elevado à dignidade hierárquica de arcipreste, "em reconhecimento dos
20 anos de dedicados serviços ao seu rebanho espiritual".


13 - ROMARIA DOS MARONITAS AO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA APARECIDA

Fonte: www.igrejamaronita.org.br 04/11/2004

QUERIDOS MARONITAS
Paz e bem!
Neste ano de 2004 o Brasil comemora o centenário da coroação de Nossa
Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, (1904 – 2004). Por
coincidência o Líbano celebra também neste ano o centenário de sua
Padroeira, Nossa Senhora do Líbano, em Harissa, (1904 –2004). Sua
Excelência Reverendíssima Dom Raimundo Damasceno, Arcebispo de
Aparecida, e o Reverendíssimo Padre Joercio Gonçalves Pereira, Reitor
do Santuário de Nossa Senhora Aparecida convidaram a Nossa Igreja
Maronita do Brasil para participar desse evento histórico: o
centenário da Coroação de Nossa Senhora Aparecida. Combinamos que com
eles vamos celebrar uma Missa Solene no rito Maronita na Basílica de
Senhora de Aparecida do Norte, no sábado, dia 04 de Dezembro do
corrente ano às 10:00 horas.

Queridos, não foi apenas com muito prazer que atendemos ao convite de
Sua Excelência o Sr. Arcebispo Dom Raimundo Damasceno e do
Reverendíssimo Padre Joercio Gonçalves Pereira, Reitor do Santuário,
mas como uma oportunidade imperdível de merecermos com filial
gratidão as graças que Deus com certeza nos dará tanto para nós como
para o nosso querido Líbano. Portanto, neste ato religioso
celebraremos as glorias de nossa Querida Mãe celeste com o duplo
título de Padroeira do Brasil e do Líbano

Os reverendíssimos padres das nossas paróquias Maronitas no Brasil
concelebrarão comigo, assim como S. E. Dom Raimundo Damasceno e os
reverendos padres da Basílica. Queridos, todos estão convidados para
participar desse insigne evento que é uma romaria ou peregrinação ao
Santuário de Nossa Senhora Aparecida por amor à nossa terna Mãe Nossa
Senhora, a qual pedimos sua proteção para a nossa pátria de origem e
por este Brasil que nos acolhe carinhosamente.

Vamos então nos encontrarmos em Aparecida no dia 04 de Dezembro deste
ano.como romeiros ou peregrinos numa festa líbano-brasileira. Espero
a presença de muitos queridos patrícios!
Que Nossa Senhora nos proteja de todos os males!

São Paulo, 03 de Novembro de 2004.

Dom Joseph Mahfouz, OLM
Arcebispo Maronita do Brasil.

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