BOLETIM
DE NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 1 - 28
de outubro de 2004
MENSAGEM
Prezados
Irmãos em Cristo,
Estamos
iniciando oficialmente o serviço de divulgação de notícias
sobre as
Igrejas Orientais.
Segundo o
Documento Unitatis Redintegratio do Concílio Vaticano
II:
"Conhecer, venerar, conservar e fomentar o riquíssimo patrimônio
litúrgico
e espiritual dos orientais é de máxima importância para
guardar
fielmente a plenitude da tradição cristã e realizar a
reconciliação
dos cristãos orientais e ocidentais".
Peço que
cada um faça ao menos uma prece pela unidade dos cristãos.
Que Deus
nos abençoe.
Saudações
Fraternais,
Luis
Felipe
ÍNDICE
1 -
TEODORO II É OFICIALMENTE O NOVO PATRIARCA DE ALEXANDRIA
2 - A
única TV privada cristã da Terra Santa evangeliza e cria
pontes .
É uma iniciativa do greco-ortodoxo Samir Qumsieh.
3 -
Ortodoxos consagram "igreja flutuante" ao santo que converteu a
Rússia
4 - O
Papa se solidariza com vítimas de "barbárie cega" terrorista no
Iraque
5 -
VATICANO E RABINATO SUPREMO LAMENTAM ATAQUE CONTRA O PATRIARCA
ARMÊNIO
6 -
BÍBLIA PARA CRIANÇAS
7 -
Etiópia: A guerra esgotou os recursos do país, afirma bispo
8 -
Bielorrússia: O Cardeal Swiatek observa renascimento da Igreja
9 -
Eritréia: "Rezem Pela Paz em Nosso País"
10 -
Egipto: João Paulo II pede respeito pela liberdade de culto e
religião
11 -
Perseguição religiosa sob falsa liberdade
12 -
Exportação de bordado faz revolução cultural em oásis do Egito
13-
Ayatollah Sistani convida os cristãos a participarem nas eleições
iraquianas
14 - João
Paulo II reza pelo Iraque e condena o terrorismo.
Alenta os
cristãos a contribuírem na reconciliação
MENSAGENS
1 -
TEODORO II É OFICIALMENTE O NOVO PATRIARCA DE ALEXANDRIA
Fonte:
Radio Vaticana 26/10/2004
Istambul,
26 out (RV) - No domingo, Teodoro II tomou posse
oficialmente
do Patriarcado de Alexandria e de toda a África.
Alexandria
è o segundo patriarcado mais importante da Igreja
Ortodoxa,
depois de Istambul.
Teodoro
II nasceu em Creta, 50 anos atrás, e era metropolita de
Camarões
e Zimbábue. Sua eleição deve-se à morte do Patriarca Petros
VII,
ocorrida num acidente de helicóptero, no dia 11 de setembro
passado.
Teodoro
II declarou que quer "instaurar o diálogo com todas as outras
crenças,
em especial com o Islamismo, com o objetivo de enfrentar os
graves
problemas da África, entre os quais a pobreza, a fome e o
terrorismo".
(BF)
2 - A
única TV privada cristã da Terra Santa evangeliza e cria
pontes .
É uma iniciativa do greco-ortodoxo Samir Qumsieh.
Fonte:
Zenit 26/10/2004
BELÉM,
terça-feira, 26 de outubro de 2004 (ZENIT.org ).- Com suas
emissões
desde Belém, o canal privado Al-Mahed (O Natal), do greco-
ortodoxo
Samir Qumsieh, converteu-se na «voz do cristianismo desde o
Oriente
Médio» e ponto de encontro para cristãos, judeus e muçulmanos.
«Nossa
emissora --dizem os responsáveis-- é a única na Palestina e no
mundo
árabe que transmite missas cristãs, serviços e um programa
cristão
semanal chamado "Evangelho e vida"», do sacerdote católico e
biblista
Peter Hanna Madrous. Também na sexta-feira emite a oração
muçulmana.
Como
única televisão privada cristã, Al-Mahed (www.almahedtv.org )
representa
uma exceção no panorama midiático palestino. Sua sede está
em Belém,
a poucos metros da basílica da Natividade. Antes que alguns
repetidores
ficassem danificados pelos confrontos militares, Al-Mahed
chegava à
Jordânia, à Cisjordânia e às cidades de Hebrón, Ramallah e
Jericó.
Para Sua
Beatitude Michel Sabbah, patriarca latino de Jerusalém, «Al-
Mahed faz
um inestimável serviço à Igreja proporcionando a seus
espectadores
uma visão cristã, e seus programas são muito
apreciados»,
cita «AsiaNews».
O
secretário do patriarca greco-ortodoxo de Jerusalém, Aristarchos,
reconhece
que «Al-Mahed, transmitindo as cerimônias mais importantes
das
festas cristãs, representa um instrumento essencial de anúncio da
verdade
cristã».
As
dificuldades das incursões no território de Belém e o maltrato por
parte da
Autoridade Palestina se contam entre os desafios que Al-
Mahed e
seu editor-diretor, Samir Qumsieh, tiveram de enfrentar.
Durante o
acesso à basílica da Natividade em Belém, em 2002, Al-Mahed
foi a
única emissora local que cobriu o evento integralmente. Quatro
operadores
trocaram turnos 24 horas ao dia durante seis semanas para
transmitir
os atos e dar informações práticas à população, trancada
em suas
próprias casas.
Inclusive
um redator renunciou a ir ao funeral de seu irmão, falecido
nos
confrontos, para poder desempenhar sua tarefa.
Em 2000,
Yasser Arafat --presidente da Autoridade Palestina--
«apagou»
a emissora televisiva durante 20 dias e Qumsieh foi
encarcerado
três vezes por seus protestos. Ainda que na região
palestina
haja liberdade de imprensa, na prática, os editores e
jornalistas
não podem fazer seu trabalho livremente.
Por
exemplo, no ano passado, Al-Mahed condenou as violências de
militantes
palestinos contra um assentamento israelense, mas as
televisões
palestinas oficiais não se fizeram eco do protesto da
emissora
cristã.
O
programa de primeira hora «Morning Path», dirigido pela jornalista
Karim
Asakra, é conhecido por ouvir a voz tanto de palestinos como de
israelenses
acerca de uma notícia ou de um fato de crônica: «Os
telespectadores
às vezes não estão muito contentes em ouvir também a
outra
parte --explica o jornalista--, mas nossa TV deseja apresentar
sempre os
dois lados da moeda».
Nascida
em 1996, Al-Mahed tem hoje pouco mais de 30 funcionários e se
interessa
pela vida religiosa das 13 comunidades cristãs presentes na
Terra
Santa. Propõe igualmente programas musicais, sociais,
educativos,
religiosos e infantis.
Também
transmite a oração da sexta-feira para os muçulmanos que não
podem ir
às mesquitas, um programa especial para o Ramadã e filmes
populares
de corte islâmico.
Seu
proprietário e editor, Qumseih, realiza seu trabalho como uma
vocação
evangelizadora: «Deus me elegeu para esta missão; somos a
única voz
cristã que sai do Oriente Médio», explica.
«O povo
chama a nossa TV de "a voz do cristianismo". Através de
nossas
transmissões, muitos cristãos --enfermos, anciãos, pessoas com
deficiências--
podem receber seu alimento espiritual», acrescenta.
A crítica
situação econômica da região faz sentir seus efeitos também
na
pequena televisão cristã de Belém, que enfrenta a diminuição dos
anúncios
publicitários, seu único meio de financiamento.
Com uma
despesa anual de 63 mil dólares, Qumsieh e sua família
investiram
800 mil na criação da televisão: «Meus irmãos me disseram
para
deter este desperdício, mas para mim o mais duro seria fechar a
TV,
porque é algo que envolve toda a comunidade», explica.
«Se
sairmos do ar, não haverá outra voz como a nossa», conclui.
3 -
Ortodoxos consagram "igreja flutuante" ao santo que converteu a
Rússia
Fonte:
ACI Digital 27/10/2004
MOSCOU,
27 Out. 04 (ACI).- A Igreja Ortodoxa Russa contará com um
novo
navio capela que será consagrado neste 31 de outubro a São
Vladimir,
o governante que converteu a Rússia ao Cristianismo.
A
"igreja flutuante" será consagrada pelo metropolita ortodoxo Germán
Timofeev
de Volgogrado e Kamishinskii, e sua função será visitar os
assentamentos
localizados à beira do rio Volga que não contam com
templos
ou onde não esteja previsto construi-los.
O navio
se chamará "Werenfried" em comemoração ao sacerdote católico
Werenfried
van Straaten, fundador da Associação Católica
Internacional
"Ajuda à Igreja que Sofre", com sede na Alemanha e que
ajudou em
várias oportunidades à Igreja Ortodoxa Russa através de
projetos
como os navios capelas.
Os dois
primeiros navios capelas foram o St. Innokentij, consagrado
em 1998,
e o St. Nikolaj, que data do ano 2000.
4 - O
Papa se solidariza com vítimas de "barbárie cega" terrorista no
Iraque
Fonte:
ACI Digital 27/10/2004
VATICANO,
27 Out. 04 (ACI).- Ao final da audiência geral desta quarta-
feira,
celebrada sob a chuva na Praça de São Pedro, O Papa João Paulo
II
manifestou que diariamente reza pelo povo iraquiano e ofereceu sua
participação
na dor de todos aqueles que sofrem a "barbárie cega do
terrorismo".
"Todos
os dias rezo pela querida população iraquiana, que trata de
reconstruir
as instituições de seu país", disse o Papa depois de ter
saudado
os peregrinos em holandês, croata, esloveno, húngaro e
polonês.
"Ao
mesmo tempo convido aos cristãos a seguir oferecendo com
generosidade
sua contribuição fundamental para a reconciliação dos
corações.
Expresso, enfim, minha participação na dor das famílias das
vítimas e
nos sofrimentos dos reféns e de todos quão inocentes são
presa da
barbárie cega do terrorismo", acrescentou o Santo Padre.
5 -
VATICANO E RABINATO SUPREMO LAMENTAM ATAQUE CONTRA O PATRIARCA
ARMÊNIO
Fonte:
Armenia.com.br 25/10/2004
Vaticano
(Haaretz/Asbarez) - A Santa Sede e o Rabinato Supremo de
Israel
emitiram um comunicado conjunto, condenando um ataque físico
que foi
cometido por um estudante yeshiva na Cidade Velha de contra o
Patriarca
Armênio de Jerusalém. Na declaração conjunta, emitida em
Roma, o
Vaticano e o Rabinato Supremo pediram que as autoridades
religiosas
protestassem, publicamente, as ações que desrespeitam os
religiosos,
bem como símbolos e locais sagrados. A declaração
apresenta
como exemplo "a violação de cemitérios e o mais recente
ataque
contra o Arcebispo Armênios de Jerusalém". A declaração pede,
também, a
todos as autoridades competentes respeitarem "o caráter
sagrado
de Jerusalém, evitando a ocorrência de ações abomináveis que
ofendem a
sensibilidade das comunidades religiosas que residem em
Jerusalém".
A declaração conjunta foi emitida após a conclusão de um
encontro
de três dias entre autoridades católicas e judaicas em
Grottaferrata,
ao sul de Roma, constituindo a quarta sessão de
diálogo
desde junho de 2002 entre a Santa Sede e o Rabinato Supremo.
As
discussões foram centralizadas sobre as crenças cristãs e judaicas
relativo
à justiça social e hábitos éticos. Os encontros anteriores
concentraram
temas como a dignidade do homem, o valor da vida humana
e
família, assim como a importância das Escrituras para a sociedade
contemporânea.
6 -
BÍBLIA PARA CRIANÇAS
Fonte:
Informativo ARMENIA Seembro de 2004
Mais de
1500 crianças, a maioria de famílias desfavorecidas,
participaram
de cursos de leitura bíblica durante os acampamentos de
verão
organizados em agosto em várias regiões da Armênia. Baseados na
fartamente
ilustrada "Bíblia para crianças em 365 histórias", os
cursos foram
promovidos pela Sociedade Bíblica Armênia (SBA), sob o
patrocínio
das Igrejas Apostólica, Católica e Evangélica do país;
tiveram a
duração de 2 a 3 semanas e foram ministrados por dezenas de
voluntários
previamene treinados. O secretário-executivo da SBA,
Arshavir
Kapoudjian, compareceu pessoalmente a vários acampamentos e
constatou
o entusiasmo com que crianças de 8 a 14 anos liam e
comentavam
as narrativas bíblicas, iniciando-se assim nos fundamentos
da fé. O
admirável nesse empreendimento é sua original e feliz
dimensão
ecumênica, o que permite esperar que as novas gerações
venham a
ter uma visão tolerante e arejada da milenar tradição cristã
armênia.
7 -
Etiópia: A guerra esgotou os recursos do país, afirma bispo
Fonte:
Ais Notícias 19/10/2004
O Bispo
da Diocese de Embeder, no norte da Etiópia, afirmou que a
guerra
fratricida com a Eritreia consumiu os recursos do país.
D. Musie
Ghebreghiordis, Bispo de Embeder, não tem dúvidas: a guerra
entre as
nações vizinhas da Etiópia e da Eritreia foi apenas "uma
luta
inútil entre dois países irmãos". "Se existisse uma coexistência
pacífica
entre os dois países, poderiam desenvolver-se muito
rapidamente.
Mas nos últimos 7 anos despenderam os seus magros
recursos
em armamento", acrescentou D. Musie Ghebreghiordis.
Em
entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre, o prelado etíope lamentou o
conflito
sangrento causado por questões fronteiriças, que entre 1998
e 2000
causou milhares de vítimas. "A guerra afectou ambos os países
economicamente.
A Eritreia depende da Etiópia por causa dos recursos
económicos
e a Etiópia depende da Eritreia por causa do acesso ao
mar",
referiu.
Ainda
persiste o receio de que o conflito entre os dois países possa
eclodir
novamente. Em Julho, Meles Zenawi, o Primeiro-ministro
etíope,
declarou: "Actualmente a presença da força de manutenção da
paz da
ONU ao longo da linha de fronteira previne a possibilidade de
que as
hostilidades recomecem". O Secretário-geral das Nações Unidas,
Kofi
Annan, avisou os governos da Etiópia e da Eritreia que a missão
da ONU
não poderá permanecer para sempre por causa dos seus elevados
custos. A
ONU decidiu estender até ao final do ano esta missão,
reduzindo
o número de militares que nela participam.
A Diocese
de Embeder, que compreende uma população total de 2 milhões
de
habitantes, a maioria dos quais são cristãos ortodoxos ou
muçulmanos,
conta actualmente com 18 mil católicos. As prioridades
eleitas
para esta diocese são a formação dos leigos e a construção de
infraestruturas.
8 -
Bielorrússia: O Cardeal Swiatek observa renascimento da Igreja
Fonte:
Ais Notícias 21/10/2004
No dia do
seu nonagésimo aniversário, um dos dignitários de mais
idade da
Igreja Católica, o Cardeal Kazimierz Swiatek, concedeu uma
entrevista
exclusiva à Ajuda à Igreja que Sofre. O Arcebispo de Minsk-
Mohilev e
Bispo de Pinsk, símbolo da perseguição religiosa do século
XX,
considera que se assiste actualmente na Bielorrússia a
um
"renascimento" da Igreja Católica.
Em
Setembro o Cardeal Swiatek recebeu a distinção de "Testemunha da
Fé"
em Castel Gandolfo, na residência de Verão do Papa. Durante a
cerimónia,
João Paulo II salientou que "o título de 'Testemunha da
Fé' é
apropriado para um cristão, especialmente para um pastor
vestido
com as insígnias cardinalícias, que durante os difíceis anos
da
perseguição da Igreja na Europa de Leste deu um corajoso
testemunho
de Cristo e do Evangelho".
Kazimierz
Swiatek nasceu a 21 de Outubro de 1914 e foi ordenado padre
no ano em
que a Alemanha invadiu a Polónia - 1939. Foi preso pelos
nazis na
sua paróquia, no leste da Polónia e interrogado 59 vezes
pela
Gestapo, sendo libertado já em 1941.
Três anos
mais tarde o exército soviético avançava pela Polónia e o
Padre
Swiatek era novamente detido, desta vez pelos russos, e enviado
para a
prisão de Minsk (actual capital da Bielorrússia). Nos anos do
regime
estalinista foi enviado para os "gulags" da Sibéria, campos de
trabalho
forçado onde teve de suportar o frio do Árctico, a fome e a
perseguição
por motivos religiosos. Em 1954 foi libertado e rumou à
cidade de
Pinsk, tornando-se sacerdote da catedral da cidade. Foi
ordenado
bispo em 1991 e em 1994 João Paulo II nomeou-o cardeal.
Em
entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre, D. Kazimierz Swiatek,
analisou
a actual situação da Bielorrússia, 13 anos passados sobre o
fim da
União Soviética. "A queda da União Soviética deu lugar a
grandes
mudanças: a perseguição aos cristãos chegou ao fim, foram
restituídos
os bens eclesiais que tinham sido confiscados e foram
outorgadas
licenças para a construção de igrejas", afirmou.
"Na
Bielorrússia constatamos que a Igreja Católica renasceu",
considerou
D. Kazimierz Swiatek que destaca o aumento de novos
templos,
de sacerdotes e o surgimento de uma hierarquia eclesial,
graças ao
vasto número de sacerdotes vindos da Polónia. Mas o prelado
lembra
que há ainda caminho a percorrer em matéria de liberdade
religiosa:
"foi recentemente promulgada um nova lei sobre as
confissões
e grupos religiosos que, infelizmente, traz limitações à
actividade
religiosa". Essas limitações prendem-se com o registo das
paróquias
e com os vistos de entrada no país exigidos aos sacerdotes
estrangeiros.
Para o Arcebispo de Minsk a Bielorrússia está já "livre
do
ateísmo teórico" mas, por influência do Ocidente, corre o risco
de
"fazer uma transição para um materialismo prático".
Na
questão das relações com a Igreja Ortodoxa o Cardeal Swiatek
lamenta
que a aproximação à Igreja Católica tenha "estancado". "Hoje,
os
clérigos ortodoxos não respondem aos convites dos sacerdotes
católicos",
indicou o prelado.
Por fim,
D. Kazimierz Swiatek, dirigiu uma mensagem aos benfeitores
da Ajuda
à Igreja que Sofre: "Em nome da Igreja bielorrussa e de
todos os
seus sacerdotes e crentes, quero aproveitar esta ocasião
para manifestar-vos
a nossa profunda gratidão - Que Deus vos pague!".
9 -
Eritréia: "Rezem Pela Paz em Nosso País"
Fonte:
Ais Notícias 14/10/2004
O Bispo
de Keren, D. Kidane Yebio, dirigiu um apelo aos benfeitores
da Ajuda
à Igreja que Sofre: "Por favor, rezem pela paz no nosso
país".
Três anos
após o acordo de paz celebrado em 2001 entre a Etiópia e a
Eritreia
existe ainda um clima de tensão nas relações entre as duas
nações
africanas. Em Setembro, o Governo da Eritreia criticou a
resolução
do Conselho de Segurança das Nações Unidas que renovou o
mandato
da força de manutenção de paz, encarregue de vigiar a
fronteira
entre a Etiópia e a Eritreia. O Ministro dos negócios
estrangeiros
afirmou que a resolução era desadequada, uma vez que, na
sua
opinião, "coloca em pé de igualdade quem respeita a lei
(Eritreia)
e quem viola a lei internacional (Etiópia)".
As
guerras entre os dois países, que se arrastaram por três décadas e
que
tiraram a vida a 65 mil pessoas, tiveram também efeitos
devastadores
nas economias de ambos os lados da fronteira.
"Dada
a inexistência praticamente total de infraestruturas no país, a
Igreja
desempenha um papel importante na educação, nos cuidados de
saúde e
na promoção do papel da mulher na sociedade", explicou D.
Kidane
Yebio em entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre.
O prelado
lamenta que o apoio concedido pela Conferência Episcopal
Italiana
à Igreja da Eritreia, recebido regularmente durante 9 anos,
passe a
ser recebido de forma descontínua a partir de Outubro do
próximo
ano. "Estamos completamente dependentes dos auxílios vindos
do
exterior", indicou.
Questionado
sobre o diálogo inter-religioso, o Bispo de Keren
considerou
que existem "boas relações" com outras Igrejas e
denominações
cristãs, bem como com outras religiões (principalmente a
muçulmana).
No que se refere às relações com o Estado, estas são
marcadas
"pelo respeito mútuo".
O
Relatório sobre a Liberdade Religiosa da Ajuda à Igreja que Sofre
destacou
as restrições de que são alvo os grupos religiosos que se
estabeleceram
recentemente na Eritreia, como é o caso das Testemunhas
de Jeová.
O documento salienta ainda, pela positiva, o encontro entre
os
líderes religiosos da Etiópia e da Eritreia em Asmara, capital da
Eritreia,
em Fevereiro de 2002.
10 -
Egipto: João Paulo II pede respeito pela liberdade de culto e
religião
Fonte:
Ais Notícias 20/09/2004
Na
recepção à nova embaixadora do Egipto no Vaticano, Navine Halim, o
Santo
Padre pediu que fossem respeitados os direitos fundamentais dos
cristãos.
João
Paulo II explicou à representante do Governo egípcio no Vaticano
que é uma
responsabilidade do Estado "assegurar a paz, o bem-estar e
a
segurança de todos os cidadãos". "Isso implica a igualdade de todos
perante a
lei", acrescentou, citando as palavras do discurso da
embaixadora
Navine Halim na audiência com o Papa, onde manifestou a
intenção
do seu Governo egípcio de defender "uma globalização que
tenha em
conta as diversidades culturais".
"Sei
que posso contar com a vigilância das autoridades egípcias para
assegurar
em particular a todos os cidadãos o princípio de liberdade
de culto
e religião, que é uma forma eminente da liberdade das
pessoas",
referiu João Paulo II.
No
Egipto, onde a maioria da população é muçulmana, cerca de 15% da
população
professa o cristianismo. Existem cristãos do rito copta
(cerca de
5%), melquita, maronita, caldeu, arménio e sírio. Nos
últimos
anos ocorreram alguns episódios de violência contra os
cristãos
coptas. Na sequência destas acções foi apresentada uma
petição
para acabar com a violência contra esta comunidade ao
Secretariado
das Nações Unidas e ao Alto Comissário da ONU para os
Direitos
Humanos.
O Papa
pediu aos representantes religiosos egípcios que
rejeitem
"toda a visão sectária" nas mensagens que dirigem aos seus
fiéis,
favorecendo a compreensão pelo outro. A Universidade de Al-
Azhar, no
Cairo, foi apontada por João Paulo II como uma das mais
importantes
autoridades morais muçulmanas no mundo e como "uma
oportunidade
para que se avance e se intensifique o diálogo inter-
religioso".
"Estimando-se
mutuamente, cristãos e muçulmanos poderão trabalhar
melhor
juntos no serviço da causa da paz e de um futuro melhor para a
humanidade",
concluiu o Papa.
11 -
Perseguição religiosa sob falsa liberdade
Fonte:
Missão Portas Abertas 24/10/2004
EGITO -
De acordo com a constituição egípcia, todos têm liberdade
religiosa.
Contudo, há séria discriminação contra os cristãos. Eles
raramente
obtêm uma licença para construir ou mesmo restaurar uma
igreja.
Segundo o
bispo Thomas de Al Kosya, as autoridades estão misturando a
religião
com a adoração.
"Nós,
realmente, temos liberdade de adoração, mas nós não temos
liberdade
de religião", conta ele a Portas Abertas. Ele quer dizer
que
cristãos têm permissão de praticar sua religião dentro das
paredes
de suas igrejas, mas no lado de fora, quase nada é permitido.
Além
disso, existem poucas igrejas.
"O
Egito experimentou uma explosão populacional desde a década de
1920, mas
há simplesmente o mesmo número de igrejas que havia naquela
época.
Contudo,
o número de mesquitas construídas é dez vezes maior do que o
de
igrejas cristãs. Al Kosya é uma cidade muito privilegiada com
igrejas,
mas todas elas são pequenas. A maior igreja pode acomodar
600
pessoas. Há 34 mil cristãos, contudo, com a união de todas as
igrejas,
há lugar para apenas duas mil pessoas. Licenças são
raramente
concedidas para a construção de igrejas. Nenhuma outra foi
construída
em Al Assuit, desde 1932".
Desde
2002, a obtenção de licença para construção ou reforma de uma
igreja
não precisa ser mais emitida pelo presidente. Agora, o governo
local tem
permissão para emiti-la.
"Em
alguns bairros, isto significa um grande progresso, mas não em Al
Kosya",
afirma o bispo Thomas. "Nós ainda não obtivemos qualquer
licença
para construir ou reformar igrejas".
Ele
menciona um recente exemplo de seu próprio bairro para ilustrar
qual é a
situação para os cristãos.
No
vilarejo de Talhet al Amida, no bairro de Minia, quando a parede
ao redor
da igreja foi parcialmente derrubada por uma tempestade, os
membros
da igreja imediatamente iniciaram a consertar a parede de
barro.
Isto aconteceu durante a última noite de um sábado. Eles
realizaram
isto imediatamente, na esperança de que as autoridades não
percebessem
para, assim, não precisarem contar com a obtenção de uma
licença
para consertar a parede.
Contudo,
um muçulmano na vizinhança alertou a polícia, que
imediatamente
entrou em cena. O comissário da polícia ordenou que as
pessoas
parassem de trabalhar. O sacerdote da igreja, o padre
Michael,
que estava encarregado, foi intimado para ir à delegacia em
um
vilarejo próximo. Michael fez objeção a isto e prometeu comparecer
na
delegacia após o primeiro culto da igreja naquela manhã. Contudo,
isto não
foi permitido.
Ele e
quatro funcionários foram colocados em uma caminhonete, o padre
no
assento do passageiro e os outros presos na parte traseira aberta
da
camioneta. O policial, que é um muçulmano fanático, dirigiu a
caminhonete.
Segundo testemunhas oculares, ele dirigiu como um louco
em
direção ao vilarejo, onde se localiza a delegacia. Próximo ao
canal,
ele perdeu controle do carro. Somente o motorista teve tempo
de pular,
enquanto o veículo se chocou com o canal. O padre e dois
membros
do conselho da igreja foram mortos.
Algumas
pessoas estão convencidas que o policial dirigiu,
intencionalmente,
em direção ao canal. Outras fontes mencionam que
foi um
acidente.
Entretanto,
eventos como este, em que muçulmanos enganam cristãos de
maneira
perigosa, ocorrem em média, uma vez por mês no Egito.
Tradução:
Daniela Mendonça
12 -
Exportação de bordado faz revolução cultural em oásis do Egito
Fonte:
BBC 21/10/2004
Ver a
matéria com fotos no endereço:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2004/10/041021_oasis
mla.shtml
13-
Ayatollah Sistani convida os cristãos a participarem nas eleições
iraquianas
Fonte:
Agencia Ecclesia 28/10/2004
O
ayatollah Ali Sistani, a mais alta autoridade religiosa xiita no
Iraque,
convidou os líderes cristãos do país a encorajar a
participação
dos seus fiéis nas próximas eleições, previstas para
Janeiro
de 2005.
Após um
encontro com o Patriarca Caldeu, D. Emmanuel Delly, Sistani
condenou
ainda os actos cometidos por extremistas e terroristas
contra
locais de culto cristãos e muçulmanos.
D.
Emmanuel Delly qualificou o encontro como "fraternal, entre
crentes
fiéis ao Iraque".
"Fazemos
parte da mesma família e devemos trabalhar juntos para um
Iraque
que prospere, onde reine a paz e o amor", acrescentou aos
jornalistas.
O Patriarca esteve acompanhado por chefes da Igreja
Ortodoxa
Arménia e Síria.
Os cerca
de 700 mil cristãos no Iraque estão agora na mira dos
fundamentalistas
islâmicos. Muitos deles, cerca de 40 mil, já terão
fugido
para a Síria e o Líbano, à espera de melhores dias.
A
situação agravou-se significativamente a partir do dia 16 de
Outubro,
data em que rebentaram cinco bombas perto de outras tantas
igrejas
cristãs em Bagdad.
Os
cristãos iraquianos vivem sob constantes ameaças de morte e, em
algumas
localidades, celebram a Missa às escondidas. Segundo a
agência
Fides, do Vaticano, entre 10 de Abril de 2003 e 18 de Outubro
deste ano
foram assassinados 88 cristãos no Iraque.
Octávio
Carmo
14 - João
Paulo II reza pelo Iraque e condena o terrorismo
Alenta os
cristãos a contribuírem na reconciliação.
Fonte:
Zenit 27/10/2004
CIDADE DO
VATICANO, quarta-feira, 27 de outubro de 2004 (ZENIT.org).-
João
Paulo II expressou esta quarta-feira sua proximidade à população
iraquiana
e condenou a «barbárie cega do terrorismo».
«Todos os
dias rezo pela querida população iraquiana, que tenta
reconstruir
as instituições de seu país», afirmou ao final da
audiência
geral ante cerca de 20.000 peregrinos congregados na praça
de São
Pedro no Vaticano.
«Ao mesmo
tempo, convido os cristãos a continuarem oferecendo com
generosidade
sua contribuição fundamental para a reconciliação dos
corações»,
acrescentou em uma audiência que esteve caracterizada pela
chuva.
Os cristãos
se converteram, em particular a partir de 1º de agosto,
no
objetivo de grupos terroristas fundamentalistas no Iraque. Em 16
de
outubro, cinco bombas explodiram contra cinco igrejas cristãs em
Bagdá.
A agência
vaticana «Fides» recolheu os nomes e sobrenomes de 88
cristãos
assassinados no Iraque desde 10 de abril de 2003 até 18 de
outubro.
O bispo
de Roma, que apareceu em discretas condições de saúde,
expressou
por último sua «participação na dor das famílias das
vítimas e
nos sofrimentos dos reféns e de todos os inocentes que são
presa da
barbárie cega do terrorismo».
Calcula-se
que centenas de iraquianos e cerca de 20 estrangeiros se
encontrem
seqüestrados nestes momentos no Iraque. Ao menos 37
seqüestrados
estrangeiros foram assassinados no país nos últimos
meses.
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