CATECISMO ORTODOXO
Parte II
Deus Manifestado no Mundo
16 – Ordem (Sacerdócio; Episcopado)
e - O celibato
dos Bispos
Para um Bispo
existe a obrigação do celibato. Nos primeiros séculos do Cristianismo tal
demanda não era obrigatória, mas mesmo nos tempos apostólicos era permitido aos
Bispos evitar o casamento com o objectivo da luta ascética de continência. Esse
costume tornou-se reforçado e o Sexto Concílio
Ecuménico fez dele um cánon. Com respeito a Presbíteros
e Diáconos,
a Igreja considerou que tal carga não deveria ser posta sobre eles como
obrigatória, e que o antigo cánon que proíbe o clero, depois da ordenação,
casar, mas que aceita ao Mistério
do Sacerdócio pessoas que já sejam casadas, olhando mesmo isso como natural
e normal, fosse seguido. Um segundo casamento assim como ter como mulher uma
que já tivesse sido casada, são obstáculos para a ordenação. Na Igreja Católica
Apostólica Romana do quarto ao sexto século, o celibato começou a ser
introduzido igualmente para Padres e Diáconos. Essa inovação foi rejeitada pelo
Sexto Concílio Ecuménico; mas essa proibição não foi atendida pelos Papas
Romanos.
Os Protestantes
rejeitam o sacerdócio como um “sacramento”. Os seus pastores são só eleitos e
apontados pelo povo, mas não recebem nenhum tipo especial de consagração, e
nesse sentido eles não são distinguidos de nenhum membro comum de suas
comunidades. Historicamente isso é explicado pela oposição aos abusos de
direitos pelo clero latino no final da Idade Média. Os Protestantes fizeram
como sua justificativa teórica a opinião que a ordenação ao sacerdócio começou
a ser chamado pelo nome fixo de “sacramento”
somente em tempos mais recentes. Mas com certeza tal justificativa não tem
nenhum valor. Nós vemos do ensinamento e da prática dos Apóstolos, e da
constante crença da Igreja, que «cheirotonia» desde o inicio era uma acção
sagrada dadora de graça sacramental, e portanto o facto de que em um período
posterior ela começou a ser chamada de “sacramento” não introduziu nada novo,
mas só expressou sua essência mais precisamente em uma só palavra. De modo
similar, por exemplo, o termo «homoousios», aceito no Primeiro Concílio
Ecuménico, não introduziu nada novo no antigo ensinamento da Igreja sobre a
Divindade do Filho de Deus, mas só definiu mais precisamente e confirmou a
divindade. Desafortunadamente, eruditos protestantes, defendendo a falsa
posição do Protestantismo, continuam teimosamente, mas sem prova, a deduzir os
reais conceitos dos Mistérios Cristãos da prática dos mistérios pagãos.
Mons. Dom ++
(Mar Alexander I
da Hispânea)