CATECISMO ORTODOXO

 

  

Parte II

 

Deus Manifestado no Mundo

 

 

15 – Arrependimento (Confissão; Penitência)

d - A visão Católica Romana

Do que foi dito acima fica clara a inaceitabilidade da visão Católica Romana das penitências, que procede de conceitos legais de acordo com os quais:

a - todo pecado ou soma de pecados deve ter uma punição eclesiástica (à parte o facto que frequentemente infortúnios por exemplo, doenças são uma recompensa pelos pecados, assim com frequência o pecador pode ver em seu dado uma punição divina pelos pecados);

b - essa punição pode ser removida por uma “indulgência”, que pode ser dada até mesmo antecipadamente aos pecados, por exemplo, por ocasião da celebração de Jubileus, (Os teólogos católicos romanos dividem as boas obras em dois aspectos: mérito pessoal (que é pessoal e não transferível), e satisfação (expiação); esse último aspecto pode ser transferido para outros que têm falta de “satisfação”. A “satisfação” de todos os santos (e primeiro de todos, do próprio Cristo) formaram um “tesouro” que o Papa Católico Romano distribui para os fiéis por meio de “indulgências” formalmente definida como “a remissão de punição temporal devida ao pecado, a culpa do qual foi perdoada. “Obras suprarrogatórias”, ou “obras de super rogação” são o “excesso” de satisfação dos santos, não requerido para sua salvação, que entram no acima mencionado “tesouro” (ver «Catholic Encyclopedia» 1913, Ed., Artigo “Indulgences”). Todas essas ideias foram desenvolvidas no século XIII pelo Escolásticismo e são totalmente estranhas ao pensamento Ortodoxo).

Se entre certos professores da Igreja antiga, as penitências eram chamadas de “satisfação”, elas eram assim chamadas só no sentido moral, como um meio de aprofundar a consciência do pecado no pecador, isso sendo “satisfatório” para o fim de edificação, mas não como uma justificação legal.

Deve-se distinguir do Mistério da Confissão à orientação moral do pai espiritual, algo muito generalizado na antiguidade e agora em uso especialmente entre monásticos. Frequentemente a orientação era (ou é) dada por pessoas que não foram consagradas, isto é, que não têm grau Sacerdotal, quando sobre eles recai a obrigação de guiar seus filhos espirituais. A confissão dos pensamentos e actos diante do guia espiritual tem um significado psicológico imenso no sentido de crescimento moral, para correcção das inclinações malignas, a superação das dúvidas e flutuações e assim por diante. Mas essa orientação espiritual não tem a importância de um Mistério de uma acção dadora de graça.

 

 

 

Arcebispo Primaz Katholikos

Mons. Dom ++ Paulo Jorge de Laureano - Vieira y Saragoça

(Mar Alexander I da Hispânea)

 

 

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Última actualização deste Link em 01 de Abril de 2009

 

 

 

 

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