CATECISMO ORTODOXO
Parte II
Deus Manifestado no Mundo
10 – A Igreja
r - A
ininterruptibilidade do episcopado
A
sucessão dos Apóstolos e a ininterruptibilidade do Episcopado constituem um dos
lados essenciais da Igreja. E ao contrário: a ausência da sucessão
episcopal em uma ou outra denominação Cristã deriva-se de um atributo da
verdadeira Igreja, mesmo que nelas esteja presente um ensinamento dogmático não
distorcido. Tal entendimento esteve presente na Igreja desde o seu início. Da
história da Igreja de Eusébio de Cesaréia nós sabemos que todas as Igrejas
Cristãs locais antigas preservaram listas de seus Bispos em sua sucessão não
interrompida.
Santo Irineu de Lyon escreve:
"Nós podemos enumerar aqueles que foram apontados como Bispos das Igrejas
pelos Apóstolos, e seus sucessores até o nosso tempo". E, de facto, ele
enumera em ordem a sucessão dos Bispos da Igreja Romana quase até o fim do
segundo século" (Against Heresies,
pt 3, ch 3).
A mesma visão da importância da sucessão é expressa por Tertuliano. Ele escreveu a respeito dos heréticos de seu tempo: "que eles mostrem o começo de suas Igrejas, e revelem a série de seus Bispos que devem continuar em sucessão de modo que seu primeiro Bispo tenha tido como sua causa ou predecessor um dos Apóstolos ou um dos Padres Apostólicos que esteve muito tempo com os Apóstolos. Pois as Igrejas Apostólicas guardam as listas de Bispos precisamente dessa forma. A Igreja de Smirna, por exemplo, apresenta Policarpo, que foi apontado por João; a Igreja de Roma aponta Clemente, que foi ordenado por Pedro; e da mesma forma as outras Igrejas também apontam para aqueles homens como rebentos da semente Apostólica" (Tertuliano, "Concerning the Prescriptions" contra os heréticos).
Mons. Dom ++
(Mar Alexander I
da Hispânea)