CATECISMO ORTODOXO

 

  

Parte II

 

Deus Manifestado no Mundo

 

 

12 - Baptismo

d - A indispensabilidade do Baptismo

Desde que no Baptismo o homem recebe, no lugar da antiga existência que ele tinha, uma nova existência e nova vida, e torna-se um filho de Deus, um membro do Corpo de Cristo ou na Igreja, um herdeiro da vida eterna, é então evidente que o Baptismo é indispensável para todos, inclusive às crianças, de modo que crescendo no corpo e no espírito elas possam crescer em Cristo. Nas Escrituras Apostólicas muitas vezes há menção do Baptismo de famílias inteiras (a casa de Lídia, a casa do guarda da prisão, a casa de Estéfanas - 1 Cor. 1, 16),e> em nenhum lugar é mencionado que as crianças eram excluídas. Os Padres da Igreja em suas instruções aos fiéis insistem no Baptismo das crianças. São Gregório, o Teólogo, dirigindo-se a mães cristãs, diz: “Tens uma criança? Não dês tempo para que o mal aumente. Que ela seja santificada na infância, e desde jovem dedicada ao Espírito. Tens medo do selo por causa da fraqueza da natureza, como alguém de coração fraco e fé pequena? Mas Ana mesmo antes de dar a luz Samuel prometido para Deus, ela rapidamente depois do parto dedicou-o e levantou-o para a veste sagrada, sem temer a fraqueza humana, mas acreditando em Deus”.

No entanto, é indispensável nessa questão que as pessoas que ofereçam as crianças para o Baptismo reconheçam toda a sua responsabilidade pela criação da criança baptizada na fé e virtude cristã. Nós lemos uma instrução a respeito disso, por exemplo, na obra «On The Ecclesiastical Hierarchy», conhecida sob o nome de São Dinis, o Aeropagita, que sempre foi muito respeitada na Igreja: “Foi agradável a nossos divinos instrutores permitir que crianças fossem baptizadas também, sob a sagrada condição de que os pais naturais da criança deveriam confiá-la a alguém entre os fiéis que a instruiria bem nos assuntos divinos e então tomaria conta da criança como um pai, dado do alto, e como um guarda da salvação eterna da criança. Esse homem, quando ele promete guiar a criança numa vida pia, é compelido pelo Bispo a proclamar as renúncias e a confissão sagrada (durante o Baptismo)”.

Como é importante para nós essa instrução que vem da antiga Igreja Cristã. Dela nós vemos quão importante é a responsabilidade que o padrinho da pessoa baptizada toma sobre si. Quão cuidadosos os pais da criança devem ser na escolha do padrinho! Logicamente, numa família Cristã normal os próprios pais usualmente ensinam as suas crianças as verdades da fé e as suas obrigações morais. Mas a destruição das bases da vida social contemporânea compele que se esteja em guarda para que a criança não permaneça sem orientação Cristã. E, sempre em situação favorável um padrinho deve manter um contacto espiritual estreito com seu afilhado e estar pronto a qualquer momento necessário a ir a ele com um sincero auxílio Cristão.

O décimo parágrafo do Símbolo da Fé, diz: “Confesso um só Baptismo para a remissão dos pecados”. Isso significa que o Baptismo na Igreja Ortodoxa, como um nascimento espiritual, se ele foi realizado como um rito sagrado correctamente e por tripla imersão (ou aspersão) em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, não pode ser repetido.

 

 

 

Arcebispo Primaz Katholikos

Mons. Dom ++ Paulo Jorge de Laureano - Vieira y Saragoça

(Mar Alexander I da Hispânea)

 

 

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Última actualização deste Link em 01 de Abril de 2009

 

 

 

 

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