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COOPERA RIBEIRÃO ATA DE REUNIÃO GRUPO FACILITADOR Quinta-feira, 27/02/2003 Horário: 19:30hsLocal: Centro Médico – Salão Social Aberto
Participantes: Carlos A. Cordeiro de Sá Filho, Fernando Freire, José Argemiro da Silveira, Sheila Cristina Guimarães, Silmara Cosme, Terezinha Barbosa, Ercília Osti, Nivaldo Del Vechio, Dresler Horschutz, Aguinaldo José Gomes, Vitório César Figueiredo Restio.
Matheus Alexandre G. S. Benedeti e Joana Ercolin Teixeira como secretários.
Devido ao número menor de integrantes presentes, o grupo propõe uma reunião objetiva, com caráter informal, apesar da sugestão de Sá de transferir a reunião, porém seria importante que a ata fosse feita. Após dinâmica de abertura iniciou-se a reunião. Terezinha falou da dificuldade da falta de documentação das entidades e dificuldades com a burocracia. Disse já ter feito um cronograma para o primeiro semestre de 2003 das futuras atividades do Coopera, e que o folder para divulgação já estaria pronto e fez a leitura do cronograma. Sheila frisou que tanto o cronograma, quanto o folder não estão definidos e são ainda, propostas a serem apresentadas e avaliadas pelo grupo todo na próxima reunião. O grupo concordou com a proposta do Cronograma da Terezinha que deverá ser mais detalhado e analisado posteriormente. Ercília sugere que para trabalharmos dentro do que o grupo se propôs, mediante ao conceito do Coopera, partindo da premissa da importância de se estimular as entidades a participar da capacitação, em que a entidade, para participar de qualquer eventos aberto com a comunidade precisaria estar participando dos eventos de capacitação, seria fundamental que antes do primeiro evento aberto aprovado pelo grupo (ex. feira dos quitutes), se crie um evento fechado para se trabalhar melhor os conceitos do Coopera e seus objetivos (promovendo uma integração maior entre as entidades) e um outro tema relacionado a Valores Humanos (à definir pelo grupo de capacitação). Assim, após a reunião do grupo facilitador do dia 13 de Março (onde cada grupo irá apresentar suas propostas), seria marcada a data para uma Assembléia Geral, na qual seriam apresentados os primeiros trabalhos da equipe facilitadora, como também, o conceito do Selo Coopera e os eventos sugeridos. Sugestão de 1º evento de capacitação: 12 de Abril de 2003, Sábado , das 8h30 às 12h30, com intervalo para um café, que a princípio não se teria quase nenhum custo. As entidades que participarem deste evento, ficam inscritas para participarem do evento aberto em maio (por ex.). Argemiro questionou a sugestão da Ercília de vincular a capacitação com eventos abertos. Terezinha disse que se as entidades se encontram com problemas humanos e financeiros, não se poderá vetar as mesmas de participarem do evento se não fizerem a capacitação. O trabalho tem que ser de conquista e não de limitação das ong´s. Sá concordou com a colocação de Terezinha . Ele propõe que a capacitação seja no dia do evento e que se repense no local do mesmo. Sá disse que não se pode perder a oportunidade de promover encontros de entidades como o que aconteceu no COC e que seja repensado a capacitação voltada para os interesses do Coopera (politização) e não do Ribeirão Preto pela Paz (valores humanos e cultura de paz). Ercília disse que a proposta é no intuito de se criar um estímulo para a capacitação e que se não for desta forma (Selo Coopera) que o grupo pode encontrar uma outra forma de se fazer isto. E manifestou sua preocupação com a possibilidade das entidades se interessarem apenas pelos eventos abertos. Vitório César (GHIV) falou da necessidade das ong´s se capacitarem, acha que atrelar a capacitação ao evento aberto iria contra a filosofia democrática do Coopera, precisando de uma discussão melhor sobre o objetivo do mesmo, pois a seu ver está confuso. E sugeriu um tema para uma palestra de capacitação: "novo código civil e as ong´s". Agnaldo falou da importância das entidades se organizarem, das dificuldades financeiras que impedem que realizem necessidades básicas como por exemplo: compra de cadeiras, luvas e etc. Dresler achou que as ong´s, de modo geral, sem capacitação não dá para realizar eventos. E que é possível realizar eventos com arrecadação financeira para as entidades. Argemiro falou que os eventos do Coopera são momentos de integração, não só de arrecadação de dinheiro. Dresler citou trabalhos de entidades da europa e que dão muito valor à capacitação. Sá falou que devemos trabalhar com a realidade brasileira e a de Ribeirão Preto, não adiantando comparar com trabalhos da europa. Terezinha também não concordou com Dresler e deu exemplo da precariedade de algumas organizações, afirmou ainda, que o Coopera não pode ser uma cópia do Ribeirão Preto Pela Paz, concordando com Argemiro a respeito da importância do evento de encontro das ong´s como integração. Sheila disse é importante abrirmos as nossas mentes e aprendermos a ouvir o outro. Que todos têm experiências ricas e relevantes. Nenhum é melhor ou mais importante que o outro e temos que aprender a canalizar nossa energia na busca de um bem comum. Sá concorda com Dresler quanto à desorganização das ong´s. Sheila esclarece ainda, que o Coopera foi criado pelo Programa Ribeirão Preto Pela Paz, com o intuito de unir as ong’s e não para ser espelho do mesmo. Sá afirmou que o Ribeirão Pela Paz se diz independente mas na prática ele veta ou interrompe alguns atos do Coopera, limitando a independência do último. Acha que tem havido um esvaziamento das reuniões por falta de transparência no Coopera. Disse não estar claro qual o papel do RPPAZ no Coopera. Acha que tem que ficar definido conceitos e objetivos - se o Coopera é um projeto do RPPAz ou não. Discutiu a entrada de pessoas que não eram do grupo inicial mas que participam e opinam da mesma forma. Questionou se o grupo não tem interesse político, se não é um braço do Ribeirão Pela Paz, a começar pelo espaço utilizado para as reuniões e o método aplicado nas mesmas. Argemiro afirmou que se entrou mais pessoas no grupo no decorrer dos trabalhos foi um processo natural e que as pessoas entram e saem por inicitiva própria. Disse que, apesar do Araújo não estar presente, ele tinha autonomia para afirmar que o Coopera não é extensão do RPPAZ. Ocorre que, algumas vezes, componentes do RPPAZ podem ter feito algumas colocações infelizes. Disse ainda que a cultura de paz pode surgir como assunto transversal no coopera. Na opinião de Fernando o Ribeirão Preto Pela Paz gerou o Coopera e é um facilitador do processo. Agnaldo disse que é importante a retomada de uma reunião com todos os facilitadores do Coopera, para não perder nem o trabalho e nem o grupo. Terezinha disse que há uma mistura do Coopera com o Programa Ribeirão Pela Paz e afirmou que isso aconteceu por falta de iniciativa do próprio grupo facilitador. Acha que tem que mudar inclusive o método utilizado para início das reuniões. Sheila disse que a estrutura do Ribeirão Preto Pela Paz (secretária, telefone, fax) é utilizada para a organização do Coopera. Sá se dispôs a ligar para todos facilitadores do Coopera para marcar a próxima reunião evitando a utilização da estrutura do RPPAZ, sugerindo também a divisão de tarefas. Vitório César sugeriu uma comissão efetiva de trabalho, independente do Ribeirão Preto Pela Paz. Nivaldo questiona se o grupo facilitador deve continuar aberto à participação, considerando-se que a entrada de pessoas novas a cada reunião atrapalha o andamento da reunião seguinte, visto que as pessoas acabam levantando assuntos já definidos anteriormente. Ercília considerou ser importante deixar claro o conceito do Coopera Ribeirão, no próximo encontro, já que a maioria não tem isso bem assimilado. Terezinha sugeriu fazer uma pauta para a próxima reunião. O grupo concordou. Ficou definido que serão tratados os seguintes assuntos: - Esclarecer os conceitos e objetivos do Coopera Ribeirão e ser houver tempo, será feita a apresentação e análise das propostas sugeridas pelo grupo facilitador.
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