FORMOSA HOMENAGEM
Nesta obra, André Luiz homenageia as mulheres de forma especial:
as seis principais personagens femininas, dotadas de sentimentos e conflitos iguais à todas as mulheres, mostram, através de páginas emocionantes, como atingiram a vitória sobre as paixões menores, alçando vôo rumo à felicidade e ao engrandecimento espiritual.
Uma delas pode parecer-se com você...

 

EVELINA

Rogando proteção à mãezinha desencarnada, em comovente prece refratada, a adolescente dá início à ação de Clarêncio, André Luiz e Hilário, no socorro ao lar de Zulmira. Dona de nobre e generoso coração, trabalha com afinco pela felicidade do pai e da madrasta. É elevada, espiritualmente, igualando-se, entre os encarnados,
apenas à Antonina.

 
 

ODILA

Mãe de Evelina, não lhe ouve os rogos, presa de estranha loucura: junto à segunda esposa do marido, jura vingança pela intromissão da mulher em seu lar e pela morte do filho. Enlouquecida de ciúmes, luta para aniquilar Zulmira. Mais tarde, esclarecida por Clara, um luminoso Espírito, transforma-se no anjo protetor do antigo lar terreno e benfeitora maior da ex-rival. É, entre todas as personagens,
a de maior coragem e grandeza.

   
 
 

ZULMIRA

Segunda esposa de Amaro. Torturada psiquicamente, é levada a desejar ardentemente a morte do pequeno Júlio, por não suportar o carinho do marido para com o menino. Mas quando ele desencarna, sente-se culpada, adoecendo em seguida, vítima do remorso e da cruel perseguição de Odila. Não sabe que Júlio é duplamente suicida. Mais tarde, já suspensa a obsessão, Zulmira auxilia Odila recebendo Júlio em seus braços, por duas vezes, como filho muito amado.

 
 


ANTONINA

Muito pobre, vive com dificuldades imensas para sustentar seus três filhos, na pequena casa suburbana. Abandonada pelo marido inconseqüente, resgata o passado doloroso, quando abandonou a família, igualmente, para enveredar-se por aventuras inferiores, aos tempos da Guerra do Paraguai, como Lola Ibarruri, a formosa cantora. Na vida atual, disposta a recuperar seus patrimônios espirituais, persevera, corajosa, na trilha do bem e da dignidade, e, embora carente de recursos e afetos, derrama em torno de seus passos a amizade generosa e fraterna. Perdeu um filhinho, recentemente, em virtude das imensas dificuldades. Ainda jovem, bela e de nobre caráter, cativa Mário, o ciumento ex-noivo de Zulmira, casando-se com ele mais tarde.

 
 

BLANDINA

Anjo bom no "Lar da Bênção", desvela-se em tomar conta dos pequenos desencarnados. Embora a juventude extrema, seus olhos trazem o brilho da madureza espiritual. Encanta Clarêncio e os aprendizes com sua doçura e sabedoria. Cuida de Júlio, particularmente. Em conversa com André e demais, algo triste, Blandina deixa escapar que busca novos valores maternos para si, no "Lar da Bênção". Para muitos, a Blandina da história é Meimei, o formoso Espírito que através da psicografia de Chico Xavier, legou todo um amoroso trabalho voltado à educação moral e religiosa da infância.

 
 

CLARA

É o Espírito feminino mais evoluído do grupo dos desencarnados. Possui a maravilhosa capacidade de emitir projeções próprias de harmonia e beleza, visto já ter atingido o total equilíbrio dos centros de força que irradiam ondulações luminosas e distintas.
É levada por Clarêncio até Odila, para esclarecê-la acerca do perigoso caminho tomado e esta toma-a por um anjo. Transforma-se-lhe em benfeitora, auxiliando-a até seu completo reequilíbrio. Em seus olhos, às vezes, uma saudade imensa de algo, ou alguém. Doutrinando Odila, e para incentivá-la a preservar os seus afetos terrenos, confessa tristemente que há onze séculos trabalha pelo retorno de corações amados, sem sucesso.

 

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