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"O
Espiritismo é ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina
filosófica.
Como ciência prática, ele consiste nas relações que se podem
estabelecer com os Espíritos;
como filosofia ele compreende todas as
conseqüências morais que
decorrem dessas relações." ALLAN KARDEC -
O
que é o Espiritismo, Preâmbulo, IDE

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"O Espiritismo tem por missão fundamental, entre os homens,
a reforma interior de cada um, fornecendo explicações ao porquê dos
destinos, razão pela qual muitos conceitos usuais são por ele
restaurados ou corrigidos." (O Espírito da Verdade, FEB,
8)
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"Desde a primeira hora da Doutrina Espírita recomendam os
Emissários da Esfera Superior uma reforma urgente, inadiável,
intransferível: a reforma de cada um de nós, nas bases traçadas pelo
Evangelho de Jesus." (Opinião Espírita, 39, CEC)
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"O raciocínio descobre a vizinhança entre a fé e o
entendimento e a distância entre a fé o fanatismo." (Opinião Espírita,
19, CEC)
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"O espírita está informado de que o acaso não existe."
(Conduta Espírita, FEB, 18)
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"A Doutrina Espírita está alicerçada na lógica e para ser
espírita é impossível fugir dela." (Opinião Espírita,
9)
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"O Espiritismo é a doutrina da fé raciocinada." (Sol Nas
Almas, 26)
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"A Doutrina Espírita nos recomenda a fé raciocinada para
que, desde a existência terrestre, possamos compreender que é lícito
admirar o pensamento alheio e até seguí-lo, quando a isso nos decidamos,
mas é preciso pensar por nós, a fim de que não venhamos a cair
irrefletidamente no resvaladouro do erro ou no visco da obsessão." (Sol
nas Almas, 17)
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"A Doutrina Espírita é o instituto universal de ensino e
proteção, instalado por Allan Kardec, sob orientação do Mestre dos
Mestres - Jesus Cristo." (Sol Nas Almas, 46)
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"O Espiritismo abrange com a sua influência regenerativa e
edificante não apenas a individualidade, mas também todos os círculos de
atividade em que a pessoa respire." (Opinião Espírita,
5)
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"Doutrina que restaura o Cristianismo em sua pureza, é a
religião natural da consciência na Terra e no Universo." (Sol Nas Almas,
55, CEC)'
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"O Espiritismo não é simples religião igual às demais: é um
método de viver." (Sol Nas Almas, 58, CEC).
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"O Espiritismo é religião de livre exame, sem poderes
humanos que lhe domestiquem as manifestações." (Sol Nas Almas, 4,
CEC)
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"O Espiritismo não pactua com interesses puramente
terrenos." (Conduta Espírita, 10, FEB)
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"A rigor, não há representantes oficiais do Espiritismo em
setor algum da política humana." (Conduta Espírita, 10,
FEB)
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"O Espiritismo não tem chefes humanos e nenhum dos
seareiros do seu campo de multiformes atividades é imprescindível no
cenário de suas realizações." (Conduta Espírita, 46,
FEB)
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"A Doutrina Espírita entra no cenário do mundo,
precisamente quando a investigação científica arreda para longe todos os
resíduos das superstições humanas, a fim de mostrar que religião é
sinônimo de vida eterna." (Sol nas Almas, 22, CEC)
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"Doutrina do discernimento, o Espiritismo nos acorda para a
valorização das forças da vida, ensinando-nos a preservá-la e a
empregá-la com o proveito devido." (Sol nas Almas, CEC,
3)
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"Doutrina Espírita é mensagem de Cristo, anunciando-nos que
a felicidade de crer não está unicamente conjugada à responsabilidade de
agir, mas também ao júbilo de criar, sentir, continuar e viver." (Sol
Nas Almas,22, CEC)
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"Espiritismo é sublime manancial de energia espiritual."
(Opinião Espírita, 51, CEC)
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"Pode-se caminhar de muitas maneiras, com inúmeros padrões
existenciais, porem, para seguir segundo o Espiritismo só existe uma
única medida em todas as situações da romagem humana - o metro da
caridade sob a luz da consciência." (Sol Nas Almas, CEC,
58)
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"Espiritismo é caridade em movimento." (O Espírito da
Verdade, FEB, 2)
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"A Doutrina Espírita, revivescendo o ensino de Jesus, não
desconhece que a necessidade humana espera corações, cérebros e braços
empenhados em resolver-lhes os trágicos desafios." (Sol nas Almas, CEC,
40)
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"O espírita vive como vivem os outros, mas em todas as
manifestações da existência é chamado a servir aos outros, através da
atitude." (Opinião Espírita, 3, CEC)
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"O amor é o coração do Evangelho e o espírito do
Espiritismo chama-se caridade." (Opinião Espírita, 19,
CEC)
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"O Espiritismo ensinar-te-á como viver proveitosamente, em
plenitude de alegria e de paz, ante o determinismo da evolução."
(Opinião Espírita, 35, CEC)
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"Justa, dessa forma, a iniciativa de trazer a Doutrina
Espírita à concorrência honesta das normas que as religiões e as
filosofias apresentam às criaturas, no sentido de lhes facilitar a
existência." (O. E., Prefácio)
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PRÁTICAS
ESTRANHAS
"Muitos companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e
respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a
enxertia de práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeado
indebitamente situações e personalidades humanas, supostas
capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo. No
entanto, examinemos, sem parcialidade, a expressão, contraditória de
semelhante atitude, analisando-a, na lógica da vida. Criaturas de todas
as plagas do Universo são filhas do Criador e chegarão, um dia, à
perfeição integral. Mas, no passo evolutivo em que nos achamos, não nos é
lícito estar com todas, conquanto respeitemos a todas, de vez que inúmeras
se encontram em experiências diametralmente opostas aos objetivos que nos
propomos alcançar. Não existem caminhos que não sejam viáveis e todos
podem conduzir a determinado ponto do mundo. Contudo, somente os viajores
irresponsáveis escolherão perlustrar atalhos perigosos e desfiladeiros
obscuros, espinheiros e charcos, no dédalo de aventuras marginais, ao
longo da estrada justa. Indiscriminadamente, os produtos expostos num
mercado são úteis. Mas sob a desculpa do acatamento que se deve a todos,
não nos cabe comer de tudo, sem a mínima noção de higiene e sem qualquer
consideração para com a própria saúde. Águas de qualquer procedência
liquidam a sede. No entanto, com a desculpa de todos são valiosas, não é
aconselhável se beba qualquer uma, sem qualquer preocupação de limpeza, a
menos que a pessoa esteja nas vascas da sofreguidão, ameaçada de morte
pelo deserto. Sabemos que a legislação humana obtida à custa de
sofrimento estabelece a segregação dos irmãos delinqüentes para o trabalho
reeducativo; sustenta a polícia rodoviária para garantir a ordem da
passagem correta; mantém fiscalização adequada para o devido asseio nos
recursos destinados à alimentação pública e cria agentes de filtragem
para que as fontes não se façam veículos de endemias e outras calamidades
que arrasariam populações indefesas. Reflitamos nisso e compreenderemos
que assegurar a simplicidade dos princípios espíritas, nas Casas
Doutrinárias, para que as suas atividades atinjam a meta da libertação
espiritual da Humanidade não é fanatismo e nem rigorismo de espécie
alguma, porquanto, agir de outro modo seria o mesmo que devolver um mapa
luminoso ao labirinto das sombras, após séculos de esforço e sacrifício
para obtê-lo, como se também, a pretexto de fraternidade, fôssemos
obrigados a desertar do lar para residir nas penitenciárias; a deixar o
caminho certo para seguir pelo cipoal. a largar o prato saudável para
ingerir a refeição deteriorada e desprezar a água potável por líquidos de
salubridade suspeita. Em Doutrina Espírita, pois, seja compreensível
afirmar que é certo respeitar tudo e beneficiar sem complicar a cada um de
nossos irmãos, onde quer que se encontrem, mas não podemos aceitar tudo e
nem abraçar tudo, a fim de podermos estar certos." (ANDRÉ LUIZ, Opinião
Espírita, 25, CEC)
EDUCAR-SE
PARA EDUCAR
"A cultura avançada na Terra patrocina, invariavelmente,
processos mais amplos para a defesa do corpo. Resguardos para as
surpresas da temperatura. Imunidades à frente das moléstias
contagiosas. Roupas adequadas para atravessar as ondas rubras do
incêndio. Escafandros destinados à imersão sem perigo nos segredos do
mar. Entretanto, não existem à venda peles que abriguem a pessoa contra
o frio do desencanto, vacinas que a isentem perante a devastação da
calúnia, amianto que a preserve do fogo das paixões e nem aparelhos que a
mantenham invulnerável sob os arrastamentos inferiores. Há, porém, a
cultura da alma que não se adquire nas universidades de alvenaria e que é
possível obter na própria Terra, através das lições dos instrutores
espirituais que se acham no educandário humano, em socorro da vida. É
por isso que há escolas e escolas, professores da inteligência e
professores do espírito. Todavia, as técnicas de instrução e
adestramento possuem análogos mecanismos. Se ninguém consegue envergar
determinada veste por alguém e muito menos apropriar-se de recursos
defensivos em substituição a outra pessoa, nos problemas do burilamento
moral vige idêntico preceito. A Doutrina Espírita é o instituto
universal de ensino e proteção, instalado por Allan Kardec, sob orientação
do Mestre dos Mestres - Jesus Cristo. Nela encontramos todos os
equipamentos e valores necessários à habilitação do espírito para a
segurança e vitória no mundo e a favor do mundo que se eleva e melhora
sempre, quando alguém se eleva e melhora... Para isso, no entanto,
indispensável se disponha cada um a aceitar pacientemente as provas
terráqueas por exercícios inevitáveis, aprendendo a amar e servir,
compreender e construir, a fim de educar-se para educar." (André Luiz,
Sol Nas Almas, Cap. 46, Editora CEC)
RELIGIÃO E
VIDA
"Pompas religiosas herdadas de avoengos da Humanidade ainda
hoje suscitam tristeza em múltiplos ambientes da fé. Procura-se
comumente o contato com as Forças Superiores da Vida, que operam em nome
da Providência, com o verbo reprimido em posturas e maneiras previamente
estudas, qual se as relações com Deus devessem obedecer às rígidas
etiquetas das cortes antigas, em que os corações dos vassalos batiam muito
longe dos reis. Se os costumes sociais alcançaram atualmente feição
nitidamente mais liberal nas civilizações de liderança, não acontece o
mesmo em matéria de cultos. Tomamos o serviço religioso como sendo
clima exótico para se engavetar a alma no preparo da morte, como se
mergulha carne em salmoura. Decerto que não será lícito dispensar a
dignidade e a decência das atividades do sentimento e do estudo, em torno
da Espiritualidade Maior, mas é necessário exonerar a máscara em nosso
intercâmbio com os planos sublimes. Nesse sentido, é mais que justo
recorrer ao exemplo do Mestre, em cujo tempo, cerimônias e rituais já
haviam atingido culminâncias. Jesus lê e ora nos cenáculos consagrados
à prece, mas isso não o impede de tratar dos assuntos da alma sob o céu a
pleno campo. Em nenhum texto evangélico aparece notícia de artifícios
ou meneios que houvesse ele usado para impressionar. Prefere sempre
mais o templo da natureza para os transbordamentos da alma que os
santuários de pedra. As orações que nos deixou são modelos de concisão
e simplicidade sem a mínima idéia de solenidade ou dramatização. E se
hoje na Terra fala a ciência da possibilidade de chamar os
recém-desencarnados à existência, atenuando-se o império da morte, Jesus
foi o pioneiro de semelhante movimento, conferindo a vários mortos o
retorno à vida, por mais tempo, demonstrando que nem sempre a
desencarnação é fulminativa e que, por isso mesmo, na maioria dos casos,
será possível reajustar o recém-desencarnado na casa orgânica, ainda
usufruível, ponto essencial para compreendermos a necessidade de abolição
dos ofícios fúnebres perfeitamente incompatíveis com o senso da perenidade
da alma. E ele mesmo, o Mestre, institui a base do cristianismo em sua
própria sobrevivência, materializando-se à frente dos seguidores, para que
a certeza da imortalidade dissipe para sempre a neblina da angústia ante a
separação transitória. A Doutrina Espírita entra no cenário do mundo,
precisamente quando a investigação científica arreda para longe todos os
resíduos das superstições humanas, a fim de mostrar que religião é
sinônimo de vida eterna. Holofote da verdade espanejando no horizonte
avelhantadas teias de treva, para que o homem contemple adiante os
objetivos dos próprios destinos, o Espiritismo vem quebrar as limitações
menos dignas e romper os condicionamentos inferiores, à maneira de
processo natural de evolução, destinado a libertar o espírito na Terra
para estágios mais altos de ascensão e progresso, tais como aqueles que
desfazem a casca do ovo e desintegram o envoltório da semente, para que a
ave e a planta ganhem atividade e altura. Reverenciamos nele o caminho
da renovação pavimentado de esperança e alegria. Doutrina Espírita é
mensagem de Cristo, anunciando-nos que a felicidade de crer não está
unicamente conjugada à responsabilidade de agir, mas também ao júbilo de
criar, sentir, continuar e viver." (André Luiz, Sol Nas Almas, cap. 22,
Editora CEC)
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