Sorry, your browser doesn't support Java(tm).

"Há mundos particularmente destinados aos Espíritos, nos quais podem habitar
 temporariamente, e nele gozam de um bem-estar maior ou menor."
ALLAN KARDEC
(O Livro dos Espíritos, 234)

André Luiz in Síntese

  • "Eu guardava a impressão de haver perdido a idéia de tempo. A noção de espaço esvaíra-se-me de há muito. Estava convicto de não mais pertencer ao número de encarnados no mundo e, no entanto, meus pulmões respiravam a longos haustos." (Nosso Lar, 1, FEB)

  • "Sentia-me, na verdade, amargurado duende nas grades escuras do horror. Cabelos eriçados, coração aos saltos, medo terrível senhoreando-me, muita vez gritei como louco, implorei piedade e clamei contra o doloroso desânimo que me subjugava o espírito." 
    (Nosso Lar, 1)

  • "Perdera toda a noção de rumo. O receio do ignoto e o pavor da treva absorviam-me todas as faculdades de raciocínio, logo que me desprendera dos últimos laços físicos, em pleno sepulcro!" (Nosso Lar, 1, FEB)

  • "E a estranha viagem prosseguia... com que fim? Quem o poderia dizer? Apenas sabia que fugia sempre... O medo me impelia de roldão. Onde o lar, a esposa, os filhos?" 
    Nosso Lar, 1)

  • "De início, as lágrimas lavavam-me incessantemente o rosto e apenas, em minutos raros, felicitava-me a benção do sono. Interrompia-se, porém, bruscamente, a sensação de alívio. Seres monstruosos acordavam-me, irônicos; era imprescindível fugir deles." (Idem)

  • "Suicida! Suicida! Criminoso! Infame! - gritos assim, cercavam-me de todos os lados. Onde os sicários de coração empedernido? Por vezes enxergava-os de relance, escorregadios na treva espessa e, quando meu desespero atingia o auge, atacava-os mobilizando extremas energias." (Nosso lar, 2)

  • "Em vão, porém, esmurrava o ar nos paroxismos da cólera. Gargalhadas sarcásticas feriam-me os ouvidos, enquanto os vultos negros desapareciam na sombra." (Nosso lar, 2)

  • "Para quem apelar? Torturava-me a fome, a sede me escaldava. Comezinhos fenômenos da experiência material patenteavam-se aos meus olhos. Crescera-me a barba, a roupa começava a romper-se com os esforços da resistência, na região desconhecida."
    (Nosso lar, 2)

  • "A circunstância mais dolorosa, no entanto, não era o terrível abandono a que me sentia votado, mas o assédio incessante de forças perversas que me assomavam nos caminhos ermos e obscuros." (Nosso Lar, 2)

  • "E quando as energias me faltaram de todo, quando me senti absolutamente colado ao lodo da Terra, sem forças para reerguer-me, pedi ao Supremo Autor da Natureza me estendesse mãos paternais, em tão amargurosa emergência." (Nosso Lar, 2, FEB)

  • "Ah! é preciso haver sofrido muito, para entender todas as misteriosas belezas da oração; é necessário haver conhecido o remorso, a humilhação, a extrema desventura, para tomar com eficácia o sublime elixir de esperança. (Nosso Lar, 2, FEB)

  • "Ah! é preciso haver sofrido muito, para entender todas as misteriosas belezas da oração; é necessário haver conhecido o remorso, a humilhação, a extrema desventura, para tomar com eficácia o sublime elixir de esperança. (Nosso Lar, 2, FEB)

  • "Foi nesse instante que as neblinas espessas se dissiparam e alguém surgiu, emissário dos Céus. Um velhinho simpático me sorriu paternalmente. Inclinou-se, fixou nos meus os grandes olhos lúcidos, e falou: "Coragem, meu filho! O Senhor não te desampara." (Nosso Lar, 2, FEB)

  • "Clarêncio, que se apoiava num cajado de substância luminosa, deteve-se à frente de grande porta encravada em altos muros, cobertos de trepadeiras floridas e graciosas."(Nosso Lar, 2, FEB)

  • "Branda claridade inundava ali todas as coisas. Ao longe, gracioso foco de luz dava a idéia de um pôr do sol em tardes primaveris. À medida que avançávamos, conseguia identificar preciosas construções, situadas em extensos jardins." (Nosso Lar, 3, FEB)

  • "Recordei, então, que nunca fixara o Sol, nos dias terrestres, meditando na imensurável bondade d'Aquele que no-lo concede para o caminho eterno da vida."(Nosso Lar, 3, FEB)

  • "A essa altura, serviram-me caldo reconfortante, seguido de água muito fresca, que me pareceu portadora de fluidos divinos."(Nosso Lar, 3, FEB)


"Amigos, por quem sois, explicai-me em que
novo mundo me encontro...
De que estrela me vem, agora, esta luz
confortadora e brilhante? "
André Luiz
Crepúsculo em Nosso Lar, 3, FEB)


  • "Estamos nas esferas espirituais vizinhas da Terra, e o Sol, que nos ilumina, neste momento, é o mesmo que nos vivifica o corpo físico." (Nosso Lar, 3, FEB)

  • "Decorridas algumas semanas de tratamento ativo, saí, pela primeira vez, em companhia de Lísias. Impressionou-me o espetáculo das ruas. Vastas avenidas, enfeitadas de árvores frondosas. Passados alguns minutos, eis-nos à porta de graciosa construção, cercada de colorido jardim." (Nosso Lar, 8)

  • "Entramos. Ambiente simples e acolhedor. Móveis quase idênticos aos terrestres; objetos em geral, mostrando pequeninas variantes. Quadros de sublime significação espiritual, um piano de notáveis proporções, descansando sobre ele grande harpa talhada em linhas nobres e delicadas." (NOSSO LAR,17)

  • "Quando o discípulo está preparado, o Pai envia o instrutor. O mesmo se dá, relativamente ao trabalho. Quando o servidor está pronto, o serviço aparece..."(Nosso Lar, 26, FEB)

  • "As câmaras de Retificação estão localizadas nas vizinhanças do Umbral. Os necessitados que aí se reúnem não toleram as luzes, nem a atmosfera de cima, nos primeiros tempos de moradia em "Nosso Lar". (Nosso Lar, 26, FEB)

  • "Memória inquieta, coração oprimido, em poucos instantes localizei-a no passado. Era Elisa. Aquela mesma Elisa que conhecera nos tempos de rapaz. Estava modificada pelo sofrimento, mas não podia ter quaisquer dúvidas." (Nosso Lar, 40)

  • "Ouça, minha amiga - falei com emoção forte -, também eu me chamo André e preciso ajudá-la. Conte comigo, doravante... Até agora, não tenho propriamente uma família em "Nosso Lar". Mas você será aqui minha irmã do coração." (Nosso Lar, 40)

"Vive o amor sublime no corpo mortal,
ou na alma eterna? Na Espiritualidade
o noivado é muito mais belo, porque
não existem véus de ilusão
a obscurecer o olhar."
(Nosso Lar, 45, FEB)
  Sorry, your browser doesn't support Java(tm).


"Recolhido ao quarto confortável e espaçoso, orei ao Senhor da Vida agradecendo a bênção de ter sido útil. A "proveitosa fadiga" dos que cumprem o dever não me deu ensejo a qualquer vigília desagradável. Daí a instantes, sensações de leveza invadiram-me a alma toda e tive a impressão de ser arrebatado em pequenino barco, rumando a regiões desconhecidas." (N.L., 36)

"Desembarquei com precipitação verdadeiramente infantil. Reconheceria aquela voz entre milhares. Num momento, abraçava minha mãe em transbordamentos de júbilo." (Nosso Lar, 36)

"Fui conduzido então por ela, a prodigioso bosque, onde as flores eram dotadas de singular propriedade - a de reter a luz, revelando a festa permanente do perfume e da cor. Tapetes dourados e luminosos estendiam-se dessa maneira, sob as grandes árvores sussurrantes ao vento." (Nosso Lar, 36)

"Minhas impressões de felicidade e paz eram inexcedíveis. O sonho não era propriamente qual se verifica na Terra. Eu sabia, perfeitamente, que deixara o veículo inferior no apartamento das Câmaras de Retificação, em "Nosso Lar", e tinha absoluta consciência daquela movimentação em plano diverso."(Nosso Lar, 36)

"Ligado o receptor, suave melodia derramou-se no ambiente, embalando-nos em harmoniosa sonoridade, vendo-se no espelho da televisão a figura do locutor, no gabinete de trabalho."(Nosso Lar, 24)

"Daí a instantes, começou ele a falar: - Emissora do Posto Dois, de "Moradia". Continuamos a irradiar o apelo da colônia, em benefício da paz na Terra."(Nosso Lar, 24)

"Estamos ouvindo "Moradia", velha colônia de serviços muito ligada às zonas inferiores."(Nosso Lar, 24)

"Assombrava-me, sobretudo, a imensidade dos serviços espirituais nos planos de vida nova a que me recolhera. Pois havia cidades de espíritos generosos, suplicando socorro e cooperação?" (Nosso Lar, 24)

REGRESSANDO A CASA

"André, amanhã acompanharei nossa irmã Laura à esfera carnal. Se lhe apraz, poderá vir conosco para visitar sua família."(Nosso Lar, 48)

"Possuído de Júbilo intenso, agradeci, chorando e rindo ao mesmo tempo. Ia, enfim, rever a esposa e os filhos amados..." (Nosso Lar, 49, FEB)

"Imitando a criança que se conduz pelos passos dos benfeitores, cheguei à minha cidade, com a sensação indescritível do viajante que torna ao berço natal depois de longa ausência." (Nosso Lar, 49, FEB)

"Gritei minha alegria com toda a força dos pulmões, mas as palavras pareciam reboar pela casa sem atingir os ouvidos dos circunstantes. Compreendi a situação e calei-me, desapontado. Abracei-me à companheira, com o carinho da minha saudade imensa, mas Zélia parecia totalmente insensível ao meu gesto de amor."(Nosso Lar, 49, FEB)

"Mas, doutor, salve-o, por caridade! Peço-lhe! Oh! não suportaria uma segunda viuvez."(Nosso Lar, 49, FEB)

"Um corisco não me fulminaria com tamanha violência. Outro homem se apossara de meu lar. A esposa me esquecera. A casa não mais me pertencia. Valia a pena ter esperado tanto para colher semelhantes desilusões?" (Nosso Lar, 49, FEB)

"Chegou a noite e voltou o dia, encontrando-me na mesma situação de perplexidade, a ouvir conceitos e a surpreender atitudes que nunca poderia ter suspeitado." (Nosso Lar, 49, FEB)

"Aproximei-me da filha chorosa e estanquei-lhe o pranto, murmurando palavras de encorajamento e consolação, que ela não registrou auditiva, mas subjetivamente, sob a feição de pensamentos confortadores." (Nosso Lar, 49)

"Roguei ao Senhor energias necessárias para manter a compreensão imprescindível e passei a interpretar os cônjuges como se fossem meus irmãos." (Nosso Lar, 50)

"Reconheci que Zélia e Ernesto se amavam intensamente. E, se de fato me sentia companheiro fraternal de ambos, devia auxiliá-los com os recursos ao meu alcance. (Nosso Lar, 50)"Ao fim da semana, chegara ao termo de minha primeira licença nos serviços das Câmaras de Retificação. A alegria tornara aos cônjuges, que passei a estimar como irmãos."(Nosso Lar, 50)"À luz dormente e cariciosa do crepúsculo, tomei o caminho de "Nosso Lar", totalmente modificado. Naqueles rápidos sete dias, aprendera preciosas lições práticas no culto vivo da compreensão e da fraternidade legítimas." (André Luiz, Nosso Lar, 50, FEB)


André Luiz na Íntegra


A ORAÇÃO COLETIVA

"Aquela melodia renovava-me as energias profundas. Levantei-me vencendo dificuldades e agarrei-me ao braço fraternal que Lísias me estendia. Seguindo vacilante, cheguei a enorme salão, onde numerosa assembléia meditava em silêncio, profundamente recolhida. Da abóbada cheia de claridade brilhante, pendiam delicadas e flóreas guirlandas, que vinham do teto à base, formando radiosos símbolos de Espiritualidade Superior. Ninguém parecia dar conta da minha presença, ao passo que mal dissimulava eu a surpresa inexcedível. Todos os circunstantes, atentos, pareciam aguardar alguma coisa. Contendo a custo numerosas indagações que me esfervilhavam na mente, notei que ao fundo, em tela gigantesca, desenhava-se prodigioso quadro de luz quase feérica. Obedecendo a processos adiantados de televisão, surgiu o cenário de templo maravilhoso. Sentado, em lugar de destaque, um ancião coroado de luz fixava o alto, em atitude de prece, envergando alva túnica de irradiações resplandecentes. Em plano inferior, setenta e duas figuras pareciam acompanhá-lo em respeitoso silêncio. Altamente surpreendido, reparei Clarêncio participando da assembléia, entre os que cercavam o velhinho refulgente.
Apertei o braço do enfermeiro amigo, e, compreendendo ele que minhas perguntas não se fariam esperar, esclareceu em voz baixa, que mais se assemelhava a leve sopro:
- Conserve-se tranqüilo. Todas as residências e instituições de "Nosso Lar" estão orando com o Governador, através da audição e visão a distância. Louvemos o Coração Invisível do Céu.
Mal terminara a explicação, as setenta e duas figuras começaram a cantar harmonioso hino, repleto de indefinível beleza. O cântico celeste constituía-se de notas angelicais, de sublimado reconhecimento. Pairavam no recinto misteriosas vibrações de paz e de alegria e, quando as notas argentinas fizeram um delicioso staccato, desenhou-se ao longe, em plano elevado, um coração maravilhosamente azul (Imagem simbólica formada pelas vibrações mentais dos habitantes da colônia - Nota do Autor espiritual), com estrias douradas. Cariciosa música, respondia aos louvores, procedente talvez de esferas distantes. Foi aí que abundante chuva de flores azuis se derramou sobre nós; mas, se fixávamos os miosótis
celestiais, não conseguíamos detê-los nas mãos. As corolas minúsculas desfaziam-se de leve, ao tocar-nos a fronte, experimentando eu, por minha vez, singular renovação de energias ao contato das pétalas fluídicas que me balsamizavam o coração.
Terminada a sublime oração, regressei ao aposento de enfermo, amparado pelo amigo que me atendia de perto. Entretanto, não era mais o doente grave de horas antes. A primeira prece coletiva, em "Nosso Lar", operara em mim completa transformação. Conforto inesperado envolvia-me a alma. Pela primeira vez, depois de anos consecutivos de sofrimento, o pobre coração, saudoso e atormentado, à maneira de cálice muito tempo vazio, enchera-se de novo das gotas generosas do licor da esperança." (Nosso Lar, 3, FEB)


"Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, 
quantas mortes necessitamos ainda?"
André Luiz
(Nosso Lar - Prefácio)

 

HOMEPAGE

.

 
   
Hosted by www.Geocities.ws

1