HISTÓRICO DA IGREJA BATISTA DE SUÁ

1- Nome: Igreja Batista de Suá.

Endereço: Rua Ferreira Coelho, 34 - Praia do Suá. - Vitória ES

Mapa da Localização:

2 - Árvore eclesiológica .

Igreja Batista de Suá

Org: 23/01/1927.

2ª. Igreja Batista em solo capixaba.

Primeira Igreja Batista de Vitória

Org: 02/09/1903.

Primeira Igreja Batista da Bahia

Org: pelos 5 missionários

Data: 15/10/1882.

1ª Igreja Batista Brasileira.

Missionários:

William Buck Bagby

Ann Luther

Zachary Taylor

Kate Taylor

Antônio Teixeira Albuquerque(Ex-Padre)

3- Informações complementares:

3.1) Data da fundação: 23 de Janeiro de 1927.

3.2) Igreja organizadora: Primeira Igreja Batista de Vitória.

3.3) Número de membros fundadores:27

3.4) Nome dos Membros fundadores:

Fortunato Rangel, Adelaide Rangel, Agilberto Furtado, Eunice Rangel Furtado, Eduardo Rangel, Maria Rosa Rangel, Henrique Tenório, Etelvina Tenório, Amélia porto, João Porto, João da Matta, Oscar Alves Cardoso, Euflordízia Cardoso, Joaquim Freire, Idalina freire, João Valentim, Vitorino Oliveira, Euclides Pontes, José marcos de Oliveira, Cantídio Rodrigues, Rosalina Gonçalves, João Neves, Arminda Magalhães, Honório Pinto dos Santos, Júlio Câmara, Antídia Fraga.

3.5) Nome dos pastores desde a fundação em ordem cronológica:

Pr. Almir dos Santos Gonçalves.

Pr. Josué dos Santos.

Pr. Henrique Vítor

Pr. Antônio F. Porto.

Pr. Harrisson Pike.

Pr. Obadias F. Alcântara.

Pr, José Saturnino.

Pr. Waltir P. da Silva.

Pr. Ari Macharest.

Pr. Joás Máximo de Oliveira

Pr. Erasmo Maia Vieira.

Pr. João S. da Fonseca

Pr. Eliseu G. da Silva

Pr. Lázaro S. Tavares

Pr. Josenilton Bispo dos Santos

Pr Edson Maciel Júnior.

3.6) Igrejas Geradas

- Igreja Batista Central.

- 2ª Igreja Batista de Vila Velha (antigo bairro da Toca)

A IGREJA BATISTA DE SUÁ.

Janeiro é o mês do aniversário de nossa igreja, são 72 anos de existência como agência do Reino de Deus na comunidade da Praia do Suá. Reconhecemos que muitas foram as dificuldades, mas sem dúvida, incontáveis foram as vitórias. Hoje ao relembrar-mos a história de nossa igreja só temos a agradecer ao bom e amorável Deus pelas grandes coisas que ele tem feito por nós.

Durante o mês de janeiro de 1923 a Praia do Suá era um imenso areial.com apenas umas quatro ruas: Rua Norte e Sul, hoje Araújo Leitão, popularmente conhecida na época como a Rua do Pau Roliço, a Rua Almirante Tamandaré, a Rua Guarapari e a Rua Ferreira Coelho, que tinha o nome de Vila Velha,. Esta rua levava a uma cancela de ferro, acesso a Bento Ferreira, onde estava instalado o estaleiro naval, Um enorme galpão coberto de zinco que abrigava dezenas de operários em meio a um ensurdecedor barulho. Era a oficina. Não muito distante dali havia dezenas de casas simples, residência dos operários.

Foi na casa de Fortunato Rangel, um dos apontadores no estaleiro e membro da Primeira Igreja Batista de Vitória, que surgiu uma pequena congregação Batista, Pequena no princípio mas que foi crescendo, até que Fortunato adquiriu uma posse lá fora (assim se referia à Praia do Suá, quem residira em Bento Ferreira), e para lá se mudou, levando consigo a congregação. A casa de Fortunato era ampla bastante para reservar para cultos a sala da frente e usar, par residência da família os demais cômodos.

Praia do Suá sempre foi indiferente á religião. Até mesmo a Igreja católica teve de enfrentar a apatia da comunidade praiana. Pentecostais, Mórmons e outros grupos religiosos tentaram mas não conseguiram se estabelecer no bairro.

O crescimento da Congregação, apesar da indiferença da comunidade, era um prêmio dos esforços, dedicação e perseverança de Fortunato Rangel e de Agilberto Furtado, moço com menos de trinta anos de idade, porém responsável, crente autêntico, evangelista e com muito desejo de ver prosperar a Congregação Batista da Praia do Suá.

Naquela época o transporte era muito escasso. Mesmo assim Agilberto se deslocava da cidade até a Praia do Suá todos os domingos e muitas vezes, ou quase sempre acompanhado da família. Além disso Agilberto sempre trazia consigo um pregador da Primeira Igreja. A tarde era usada para visitação, convites e trabalhos ao ar-livre. À noite era o trabalho da mocidade e o culto evangelístico. E assim o trabalho crescia para honra e glória de Deus.

II-

Lá pelo ano de 1923 nascia o ponto de pregação na casa do irmão Fortunato Rangel, funcionando aos domingos, ás 9:00 hs da manhã, sendo mantido pela 1ª Igreja Batista de Vitória. Este ponto de pregação foi transferido em 1925 para a Praia do Suá em virtude do irmão Fortunato Ter comprado uma propriedade e mudou-se para lá. Neste mesmo local, antiga Rua Vila Velha, Hoje, Ferreira Coelho, nasceu a Congregação Batista da Praia do Suá. O missionário Loren Reno, por consentimento da 1ª Igreja organizou o ponto de pregação em congregação. Este fato deu-se numa bela tarde de Domingo.

O trabalho começou a se desenvolver. Neste início, houve uma participação especial das senhoras da 1ª Igreja, lembramos de alguns nomes: Alice Reno, Edith O West , Adelaide Rangel, Maria Marçal, Acidália Cardoso, e outras. A associação de moços da 1ª Igreja muito contribuiu na manutenção das atividades da nova congregação implantada na Praia do Suá.

Como foi dito no número anterior, a tarde era usada para visitação, convites e trabalhos ao ar-livre. A noite era o trabalho da mocidade e o culto evangelístico. No período que precedia o trabalho da mocidade era servido aos pregadores visitantes um farto café com bolo, biscoitos, verdadeiros momentos alegres. Era tudo muito animado.

E assim, em meio a muita festa e muito entusiasmo, nascia em 23 de janeiro de 1927, a IGREJA BATISTA DE SUÁ, chamada por muitos de 2ª Igreja Batista de Vitória, na rua Vila Velha, no mesmo local onde se encontra até hoje.

A cerimônia inaugural foi celebrada pelo Pr. Almir dos Santos Gonçalves, estando presentes também o missionário Loren Reno e família, além de diáconos e membros da 1º Igreja Batista de Vitória. As missionárias Edith O West e Miss Hélia também compareceram.

Foram seus membros fundadores (estão relacionados todos os nomes que foram lembrados, que até aonde temos conhecimento, representa a sua totalidade ou quase a sua totalidade).

  1. Fortunato Rangel
  2. Adelaide Rangel, esposa de Fortunato
  3. Agilberto Furtado
  4. Eunice Rangel Furtado, esposa de Agilberto
  5. Eduardo Rangel, Filho de Fortunato
  6. Maria Rosa Rangel, esposa de Eduardo
  7. Henrique Tenório
  8. Etelvina Tenório
  9. Amélia Porto
  10. João Porto, filho de Amélia porto
  11. João da Matta
  12. Maria da Matta, esposa de João da Matta.
  13. Oscar Alves Cardoso
  14. Euflordízia Cardoso, esposa de João Cardoso
  15. Joaquim Freire
  16. Idalina Freire, esposa de Joaquim Freire
  17. João Valentim
  18. |Vitorino Oliveira
  19. Euclides Pontes
  20. José Marcos de Oliveira
  21. Cantídio Rodrigues
  22. Rosalina Gonçalves
  23. João Neves.
  24. Arminda Magalhães,
  25. Honório Pinto dos Santos
  26. Júlio Câmara
  27. Antídia Fraga.

Obs: Há informações de que as esposas de João Valentim, Vitorino Oliveira José M. Oliveira também assinaram a ata da fundação.

III
" Nós os Batistas vivemos mais preocupados em viver a história do que em escrevê-la.".

Estas palavras foram ditas pelo saudoso Pastor Almir Gonçalves. Neste afã de registrar a história é que temos apresentado à Igreja Batista de Suá um pouco de sua história.

O pastor Almir dos Santos Gonçalves, Pastor da Primeira Igreja Batista de Vitória, foi eleito o primeiro pastor da móvel igreja. Quanto sacrifício, ele era pastor na primeira Igreja Batista de Vitoria, pastor – itinerante auxiliar do missionário Loren Reno, teve de fazer viagens pelo Estado, visitando campos, professor no colégio Americano Batista de Vitória e agora assumiu como pastor visitante, mais uma igreja.

Uma vez por mês vinha ele até à Praia do Suá: pregava, celebrava a ceia do Senhor realizava batismos, quando havia, e sempre havia. Estes eram realizados na praia, Praia dos Homens e uma grande multidão curiosa testemunhava o acontecimento.

A primeira diretoria da igreja tinha como vice-moderador o irmão Agilberto Furtado e Fortunato Rangel como secretário e tesoureiro.

Agilberto levava tão a sério o seu relacionamento com a Igreja de Suá, que esta era conhecida como a igreja de Agilberto.

Em seu rápido crescimento a Igreja Batista de Suá teve o apoio do Curso de obreiras, dirigida por Miss West (eram moças vocacionadas para o ministério cristão vindo do interior do Estado e eram internas no colégio Americano). No principio as moças vinham em companhia de Margarida Carrie, Filhas do missionário Reno e depois na companhia de Aracy Gonçalves (Cici), filha do Pastor Almir, Zaira Cardoso, Lídia Guimarães, Maria das Dores, Gozete, Adeir e outras. Estas moças além do ensino na escola Dominical, enriqueciam o culto com músicas especiais, além de tocar o órgão harmônico comprado com esforço e campanha de Fortunato Rangel).Junto com as moças também vinham de vez em quando moços também estudantes no Curso de Obreiros do Colégio Americano: Antônio Dutra Júnior,Israel Pinheiro, Nathan Lopes, Manoel Leal, Joaquim Silva, Irisson Soares, Luiz Batista e tantos outros.

Uma vez por semana, dona Heracledina esposa do pastor Almir, vinha à Praia do Suá ensaiar o coro, e o Dr. Alberto Stange Júnior tinha a incubência de anualmente dirigir série de conferências ( especialmente na semana santa), trazendo sua "lanterna mágica" como era conhecida o seu projetor.

A Igreja Batista de Suá era dominada por um espírito e desejo de evangelizar: congregações em Laranjeiras, Carapina, Serra, Gurigica, Sta Lúcia e outros ( em barcos de pescaria ), viagens em caminhões á Guarapari, Cachoeira de Sta. Leopoldina, tudo era motivo de muita alegria! Os feriados eram aproveitados para passeio da mocidade ou reuniões sociais nos fundo da igreja.

Assim neste espírito de cooperação, amor e unidade a Igreja Batista de Suá, estava marcando a sua história. Uma igreja vibrante, com ardor evangelistico, com desejo de ganhar almas para Cristo. Uma igreja que precisa ser exemplo para os dias de hoje.

Que possamos relembrar à nossa origem e agradecer a Deus pelos ... anos desta Igreja do Reino aqui na Terra. Que neste Culto comemorativo que prestamos, haja o desejo de fazer mais para a causa em nossa comunidade.

IV-

No dia 23 de janeiro vivemos o dia oficial do aniversário da Igreja, porém comemoramos esta data tão significante para nós, no dia 17 passado, quando em culto solene e festivo tivemos uma grande programação e um gostoso momento de confraternização. Por esta razão, apresentamos neste Domingo a conclusão da história da igreja. A matéria não esta esgotada. Noutra oportunidade daremos seqüência a esta valorosa obra.

Muitos participaram da construção deste monumento que é a Igreja Batista de Suá, diáconos Honório dos Santos, Plínio Andrade dos Santos, José Marcos, Benedito Pereira, Albertine Meador, Adalfredo Vanick, Valdevino Santos, Antônio Guimarães Rômulo Silva, Antônio Rodrigues, Maria de Jesus, Amélia Guimarães, Ivaniza, Lacy, Pedro Brito, Henrique Vítor e muitos outros, em épocas diferentes, cada um a seu modo, participaram da obra.

Quando falamos de música na Igreja Batista de Suá não podemos esquecer de Dona Filhinha, Henrique e Pedro Brito. Não podemos deixar de falar do grande coral, formado pelos membros da Igreja, que chegou a gravar um disco para a glória de Deus, quando falarmos em Escola Bíblica Dominical não podemos esquecer Salvino de Castro, João Marcos, Waldevino Santos, tesoureiros, além de Fortunato Rangel, destacamos Plínio Andrade dos Santos, sobre os quais nunca pairou a menor dúvida quando á honestidade e eficiência deles.

Em síntese, podemos afirmar que Salvino de Castro ( pai de hoje Pastor Jair de Castro) dinamizou a união de mocidade: José Marcos fez a Escola Bíblica Dominical vibrar, Maria de Jesus, Ady, Inete, Antônio Guimarães, Ivaniza, eram figuras obrigatórias nas comissões de festa de natal, de missões e outras atividades semelhantes no calendário da igreja.

A maturidade da Igreja de Suá parecer Ter começado com o pastorado de Josué dos Santos. Foi ele o primeiro pastor com tempo integral dedicado á igreja. Recém- formado no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil veio para Suá. Residindo, solteiro que era, em um quarto na casa de Adelaide Rangel. Mas tarde assumiu também o pastorado da Igreja de Santo Antônio e pouco depois por motivo de doença se afastou do campo capixaba.

Entre o pastorado de Almir Gonçalves e Josué dos Santos tivemos : Missionários Elton Jonhson e Dr. ª J. Terry. E depois de Josué tivemos Henrique e Vítor, franciscene, Valtir, Ary Marcharet, Joás M. Oliveira. João Soares e Eliseu Rangel.

Neste esforço de recordar, muitos nomes não são citados mas nem por isso são menos importantes. Um exército não é formado apenas de oficiais mas de soldados também e são estes que marcham na linha de frente dando combate ao inimigo. Estes nossos soldados anônimos, humildes lavadeiras e operários nunca negaram o apoio e a contribuição indispensável ao crescimento de nossa Igreja. E muitas vezes o fizeram com sacrifício.

A DEUS seja toda glória e honra !!!...........amém..

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