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Como
Escapar do Inferno
Lemos em
um artigo intitulado "Morrer sem sofrimento":
O
inferno tem muitos nomes
O
que nos espera após a morte? Lorle Louis crê que tudo será agradável.
Provavelmente "veremos" de novo aqueles que tiveram grande
significado em nossa vida. Lorle Louis saiu de sua igreja. Ela
afirma ter-se tornado mais religiosa à medida que se afastava da
igreja. Como Elisabeth Kübler-Ross (famosa pesquisadora de experiências
de quase-morte – N.R.), Lorle Louis crê num ciclo contínuo:
"Já passamos por centenas de vidas e ainda temos muitas diante
de nós". Ser muito materialista poderia influenciar a paz da
alma, afirma ela. E isto seria provavelmente o que chamamos de
inferno. "Mas também deveres não-cumpridos e sentimentos de
culpa podem ser um inferno". Até mesmo as cartas que deveríamos
ter escrito e não escrevemos, acrescenta Suzanne Morley – além
das experiências na vida que poderíamos ter tido e deixamos de
vivenciar. Ela imagina que, acima de tudo, após a morte haverá
descanso.
A
Bíblia nos adverte insistentemente sobre o perigo do auto-engano.
Lemos, por exemplo, em 1 Coríntios 3.18-20: "Ninguém se
engane a si mesmo: se alguém dentre vós se tem por sábio neste século,
faça-se estulto para se tornar sábio. Porque a sabedoria deste
mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele apanha
os sábios na própria astúcia deles. E outra vez: O Senhor conhece
os pensamentos dos sábios, que são pensamentos vãos"
(compare também Gl 6.3 e Tg 1.22). Além disso, somos
advertidos a não nos deixarmos ludibriar por palavras enganadoras
ou humanamente lógicas: "Assim digo para que ninguém vos
engane com raciocínios falazes" (Cl 2.4). E, finalmente,
nos é mostrado que o pecado nos engana, levando-nos a pensar que
somos sábios em todas as nossas próprias opiniões: "Porque
o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me
enganou e me matou" (Rm 7.11).
As
palavras do comentário acima citado soam benévolas e sábias. Elas
são uma tentativa humana de explicar a morte e o inferno. Mas será
que elas são verdadeiras ou se trata de um auto-engano? A Bíblia
relata algo bem diferente sobre a morte e o além. Aquele que se
afastar da comunhão com cristãos sinceros certamente não se
tornará mais piedoso, biblicamente falando. Antes, pelo contrário,
somos exortados: "Não deixemos de congregar-nos, como é
costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais
quanto vedes que o Dia se aproxima" (Hb 10.25).
A
Palavra de Deus não ensina que após a morte tudo será agradável
e que haverá descanso para aqueles que não creram em Jesus, que não
O seguiram enquanto viviam. Pelo contrário. Em Apocalipse 14.11 está
escrito que, após a morte, os ímpios não terão descanso nem de
dia nem de noite, de eternidade a eternidade.
Além
disso, de forma nenhuma a Bíblia ensina que já vivemos centenas de
vidas e ainda temos muitas vidas pela frente. Ao contrário, lemos
em Hebreus 9.27: "E, assim como aos homens está ordenado
morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo."
O
conceito bíblico de "inferno" também não se refere
apenas à perda da paz de espírito, aos sentimentos decorrentes de
um dever não-cumprido, ao sentimento de culpa ou às cartas que
deveríamos ter escrito. Não, o inferno ou o lago de fogo é a
conseqüência da decisão de não receber Jesus em sua vida (Jo
1.12 e At 17.30) e, por isso, não estar inscrito no livro da vida: "E,
se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado
para dentro do lago de fogo" (Ap 20.15).
Talvez
as explanações do artigo citado nos impressionem, mas a Bíblia
diz que somente a verdade, e não o auto-engano, nos libertará. O
que adianta chegar a conclusões aparentemente sensatas e lógicas,
mas enganosas, e terminar sua vida no inferno? Não deveríamos nos
satisfazer com os raciocínios dos homens nem tentar nos tranqüilizar
com eles, mas buscar também a posição bíblica, para só então
tomar a decisão certa. Pois, a mensagem da Bíblia não fala só do
inferno. Ela nos oferece o caminho da salvação e da esperança.
Ela nos abre um futuro maravilhoso e oferece paz verdadeira e tranqüilizadora
para a alma. É a vontade expressa de Deus não ver nenhuma pessoa
no inferno. Muito pelo contrário, Ele deseja "que todos os
homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade"
(1 Tm 2.4), para que possa levá-los ao Seu reino, em Sua presença
na casa de Seu Pai. Ali as moradas já estão preparadas (Jo
14.1-6). Jesus veio e tomou sobre Si o juízo que merecíamos por
causa da culpa dos nossos pecados para que pudéssemos fugir do juízo
de Deus. Ele carregou os nossos pecados e nos oferece o Seu perdão!
Por isso o homem pode escolher entre duas verdades que a Bíblia nos
apresenta: "Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna;
o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida,
mas sobre ele permanece a ira de Deus" (Jo 3.36). "Em
verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê
naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas
passou da morte para a vida" (Jo 5.24). A decisão por
Jesus, a fé nEle, é o caminho certo, a saída do auto-engano para
a certeza da salvação. (Norbert Lieth)
Publicado
anteriormente na revista Chamada
da Meia-Noite, abril de 1999
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