Outonal

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É o clamor difuso das folhas das árvores

É a verdura que emoldura as pedras da calçada

É o voar dos toldos brancos na tenda do jardim

É o céu em tons de cinzento que súbito chora

É o aroma silvestre da terra e da relva molhada

É o vento que empurra gabardinas e guarda-chuvas

É o assobio que entra pelas frinchas das janelas

É a corrida das gotas de água no pára-brisas

É o aguaceiro que pára, espantado, e sorri

É o reflexo agitado dos ramos nas poças de chuva

É o fumo das castanhas assadas à saída do cinema

É a nuvem dourada das folhas varridas e amontoadas

É o florir inocente das violetas no vaso da minha sala.

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poema de I l o n a ..B a s t o s

 Lisboa, 2004

http://geocities.yahoo.com.br/ibbaptista/

Fotografia de Jacques Pettigrew

http://www.trekearth.com/gallery/

North_America/Canada/photo96861.htm

Som de fundo: Chopin, 2 Nocturnes, Opus 27, nº 2

Animação: http://www.ilona,com.br/

Formatação: Ilona Bastos

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