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"Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado." (Mt 12:37) |
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"Pois nós não podemos deixar de falar das |
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| coisas que temos visto e ouvido" | ||||
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(Atos 4.20) |
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O mundo moderno tem sido marcado pela ilusão dos espetáculos e shows. A televisão tem mesclado, de madeira sutil, a realidade com ilusão. A questão da verdade tornou-se irrelevante. O que mais importa é produtos. A telinha (com seus espetáculos e shows) tem feito de tudo para mutilar a capacidade de pensar e refletir. Por outro lata, quando uma programação exige a reflexão e o exercício de nossa capacidade de pensar, não há interesse em assisti-la. A cultura contemporânea é a cultura do espetáculo. Há uma predisposição, por parte das pessoas, de participarem de eventos dessa natureza. Não é exagero dizer que o mundo moderno (a sociedade em que vivemos) é um grande show. O espetáculo da vida não se apresenta apenas como uma coleção social entre pessoas mediatizadas pelas imagens. Tudo o espetáculo tem como finalidade entreter, relaxar, levar a uma mão-reflexão. Por essa razão as pessoas não mais se concentram em um assunto por mais de quinze minutos. No turbilhão audiovisual das imagens e da interatividade que caracteriza o nosso tempo, estamos quase nos desfazendo de um dos métodos mais eficazes para a compreensão e prática da vontade de Deus: a pregação do evangelho. Relegada a um plano secundário, a pregação do evangelho no mundo contemporâneo está cedendo um lugar avantajado às atividades lúdicas e interativas. Cultuar a Deus tem sido sinônimo de "louvorzão", e o espaço da pregação no culto tem sido reduzido cada vez mais, para dar espaço ao efêmero. Que fazer? Aceitar a realidade nebulosa que se agiganta ou resgatar o lugar deste importante método de exposição do evangelho, que leva ao homem a oportunidade de salvação? De fato, a igreja não pode abandonar a primazia da pregação por causa dos caprichos da cultura. O que ela deve fazer é dar primazia à pregação da palavra. Muitas igrejas têm crescido sem priorizar o ensino e a pregação da palavra; outras crescem a partir dela. Aquelas, com resultados temporários e superficiais; estas, já são mais maduras em relação aos resultados e à permanência dos mesmos. A igreja não pode se deixar absorver pelos mecanismos utilizados pelos meios de comunicação. Ela tem uma resposta à contemporaneidade, uma grande contribuição a dar para melhor compreender os acontecimentos ao nosso redor; no entrando, isso só pode se dar se devolvermos à pregação seu lugar de proeminência! O lugar da pregação no mundo contemporâneo deve ser resgatado pelos seguintes motivos: Deus revelou-se através da palavra. João, o apóstolo, disse: "No princípio era o verbo (palavra)" (Jo 1.1). O Filho de Deus (Jesus Cristo) é a palavra. Ele é a comunicação de Deus para o mundo. Deus revelou-se a si mesmo como palavra e, também, por meio dela. É através da palavra que Deus realiza a sua obra no meio do seu povo: O mundo foi feito pela sua palavra (Hb 11.3). Em Timóteo 2.16-17, lemos: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda a boa obra em nós, será pela palavra. Da mesma forma, o salmista afirma que o homem que medita na sua palavra "será como árvore plantada junta às correntes de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo quanto fizer prosperará" (Sl 1.3). Aí está uma grande verdade: é através da palavra que Deus age em nosso meio. Em Hebreu 4.12, lemos: "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamento e intenções do coração". A Palavra de Deus age de maneira grandiosa e espetacular, como agente de julgamento e avaliadora de nossas convicções. No Evangelho de João (17.17) lemos: "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade". A obra de santificação é realizada por meio da palavra. A igreja cristã primitiva dava maior relevância à palavra de Deus no momento da adoração, e não o contrário. Por exemplo, Filipe, quando desceu à cidade de Samário, "pregava-lhes..." (Atos 8.5). Pedro quando se apresentou diante do centurião romano, em Cesaréia, disse-lhe que o Senhor "nos mandou pregar" (Atos 10.42). Os filósofos atenienses identificaram Paulo como um possível pregador (Atos 17.18). Os filósofos tinham razão, pois Paulo considerava a pregação sua principal tarefa. Em 1 Coríntios 1.17, ele diz: "Porque Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho..." Os acontecimentos históricos têm mostrado que a expansão do reino de Deus tem se dado por meio da pregação de palavra. Entretanto, o conceito de pregação, na mentalidade moderna, parece ter sido modificado. Uma pregação "ótima" é, ao mesmo tempo, breve e estimulante. Ela deve conter entretenimento e levar o público a um frenesi. Esse tipo de pregação nos tem levado a uma completa acomodação, reflexo de uma sociedade educada pela televisão. É agradável, mas, em contrapartida, não apresenta nenhuma preocupação com a verdade. A pregação deve ocupar o seu lugar - o de primazia. Os pregadores que priorizaram a pregação do evangelho foram os que obtiveram resultados significativos,e permanentes em seus ministérios e, conseqüentemente, o reino de Deus cresceu fortificado. Precisamos de pregações com conteúdo, com argumentos lógicos e que expressem com propriedade a vontade de Deus para o povo. Pregações que dependam da aprovação de Deus e não se preocupem em agradar ao público, mas, em transmitir a mensagem de salvação. |
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Pr. Almir Cordeiro de Jesus Retirado da revista Atitude 3º Trimestre de 2002. |
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