Aqui será, em breve, um espaço reservado para todos que queiram
escrever algum texto, alguma poesia, ou melhor, qualquer coisa
sobre política, religião, música, cinema, cultura em geral
e diversos assuntos.
É só escrever para meu email: [email protected], e mandar um texto seu !
E, um abração para todos vocês !


Abaixo, está o primeiro texto. É a respeito de Vinhos.
Ele é da autoria de Anderson (Rauzito), o primeiro colaborador.
O email de contato dele está aí: [email protected]
Na dúvida, mandem mensagem para o moço !

Vinho – a bebida dos Deuses

Quando se fala em uva que cor lhe vem a mente??

Quando se fala em vinho que cor lhe vem a mente???

Então esqueça que existe vinho branco!

Os melhores vinhos com certeza têm cor de rubi, de sabor consistente, com um único bochecho você
identifica, num bom vinho, em que madeira o vinho foi curtido, identifica o gosto de diversas frutas também.

Não pense que o vinho mais caro é o melhor vinho!

Começamos pelos deliciosos vinhos brasileiros que custam pouco se comparar suas deliciosas uvas
em relação aos europeus.

Só que antes de tudo escolha uma boa safra, para vc que esta iniciando a safra mais em “conta” é a de
1999, se tiver um dinheirinho a mais no bolso aconselho também a de 1973.
Mas estou já de plantão na frente das lojas para comprar a da safra de 2004, que com a estiagem deste
ano que passou, aqui no sul, as
uvas estão perfeitas, com um sabor inatingível pelos mais estimados vinhos europeus
diga-se á até mesmo pelos vinhos franceses, as uvas enxutas com pouca água e muito sabor.

O vinho que é um marco, adorado por todos que saboreiam
o bom vinho com certeza é o Carbernet
Sauvion, noto que a maioria das mulheres prefere o Merlot, mas o que está
atualmente na moda é o Malbeck, Pynoir.

O vinho Cabernet Sauvion combina muito bem com uma boa
caça, aconselho carne de javali ou lebre,
mas nunca tente misturar com sopa, terão uma experiência desagradável.

O vinho tinto se serve à temperatura de mais ou menos 20º e se abre a garrafa uns 20 minutos
antes de apreciá-la.

Esqueçam também que existe vinho suave!

Os vinhos tintos de mesa são bem diferentes do verdadeiro vinhos, pois estes vinhos são adulterados
tanto em sua tonalidades como gosto, são misturados a eles corantes e açucares, mantendo assim sempre
um mesmo padrão.

A maioria das pessoas diz não gostarem de vinho pois estão acostumados com estes “vinhos em
caixinha” cheios de corantes e conservantes.

Muito obrigado pela atenção de vcs, da próxima vez trarei os preços e melhores fabricantes brasileiros.

Até a próxima

Mais um texto do Anderson...


Os três passos da degustação de vinhos!

“Degustar é debruçar os sentidos e as emoções sobre o vinho.”

1. Analise a cor do vinho inclinando a taça, de
preferência, sobre uma superfície branca:

Vinho Branco:

Cor amarela-palha significa vinho jovem e de pouco corpo.
Vinhos como Frascati Italiano, Riesling Itálico e vinhos
verdes devem ter esta tonalidade.

Cor amarelo-esverdeado identifica a juventude e o frescor
do vinho. Como exemplo, temos os vinhos Sauvignon Blanc,
Chandonnay sem carvalho e Malvasias jovens.

Cor amarela-dourado caracteriza vinhos maduros com algum
envelhecimento ou com passagens por barricas de carvalho.

Cor âmbar, de tonalidade escura , marca a concentração e
açucares no caso dos vinhos doces tipo Porto Lágrima ou
Jerez Cream doce. No caso de vinhos de Jerez tipo Oloroso ou
Madeira, a cor é fruto da oxidação positiva do vinho. No
entanto, com relação aos brancos de mesa, significa
decrepitude, a oxidação neste caso é negativa.

Vinho Tinto:

Como são vinhos elaborados com castas tintas, a cor depende
do tipo de uva. Algumas possuem maior carga de pigmento de
cor como a Tannat, Ancellota, Shiraz e Cabernet Sauvion. Já
outras castas como Pinot Noir , Gamay e Cabernet Franc produzem
vinhos com cores não tão intensas.

Cor vermelha violáceo representa que o vinho é muito jovem,
vinho da safra. Por exemplo, um vinho merlot engarafado no
mesmo ano da colheita.

Cor vermelho rubi significa juventude. Como um cabernet
Franc nacional jovem.

Cor vermelha alaranjada demonstra que o vinho evoluiu, seja em
barricas, seja em garrafas. Como exemplo um Cabernet Sauvignon
com passagem de um ano em carvalho e mais um ano em garrafa.

Cor atijolada para os vinhos tintos é o ápice de evolução.
Vinhos de Cabernet Sauvignon e Tannat, que são uvas tânicas,
podem representar o apogeu. Mas para vinhos de Cabernet Franc
e Gamay, isso pode significar a perda do melhor momento e da
tipicidade. A idéia de que vinho quanto mais velho melhor é
um mito. Essa afirmação serve apenas para alguns tipos de
vinho.

2.Aromas do vinho

Os aromas pertencem ao mundo da complexidade, do encantamento,
da memória olfativa, e cada um possui a sua dependendo das
experiências vividas, da infância e dos lugares que visitamos
ou moramos.

Tecnicamente, os vinhos brancos e tintos podem ter três tipos de aromas:

Aroma primário: É o aroma das uvas aromáticas, cujo aroma é o
mesmo da uva in natura . Como exemplo, temos os
Moscatéis, Malvasias, Torrontés e até a uva americana Isabel.

Aroma secundário: Este aroma é fruto da fermentação. Aqui o
vinho desenvolve os aromas frutados. Frutas vermelhas e
negras para os tintos (groselha, ameixas, morangos,
amoras). Quando mais maduros, desenvolvem os aromas de uvas-
passa e geléias. Também surgem os aromas terrosos e
herbáceos (terra molhada, grama de jardim, erva de
chimarrão). Aromas de especiarias também são encontrados.
Já as uvas brancas desenvolvem aromas de frutos brancos,
como maçãs-verde, pêra e marmelo, ou cítricos como casca de
limão e pomelo. Aromas herbáceos como grama, folha de
tomateiro. Frutos tropicais como abacaxi, melão e pêssego
são comuns. Mais maduro, o vinho branco desenvolve aroma de
compotas e de doce de fruta como laranja e maracujá. Agora,
quando se fala de aromas de fumaça , baunilha, coco ou
café pó exemplo, estes são frutos de passagem pelas
barricas de carvalho.

Aromas Terciários: aqui podemos falar da famosa palavra
bouquet, pois é encontrado nos vinhos que envelheceram em
carvalho e na garrafa. Não esperamos aromas francos e
simples. Neste caso, encontra-se a complexidade, o
casamento entre a casta e a madeira. Aromas de café
torrado, chocolate, couro, caramelo estão presentes.

3.Sabores do vinho.

Os sabores estão ligados aos sensores presentes nas nossas
papilas gustativas. Detectamos a doçura, a viva acidez, a
salinidade , o amargor final. Além disso, pelo tato
sentimos a estrutura do vinho, do leve e mediano até o mais
encorpado, que pertencem.


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