Uma grande banda, que conseguiu unir o peso do metal, a energia do hardcore e o ???? do rap (não sei o que descrever sobre o rap, pois o rap não tem nenhuma característica positiva), fazendo um som muito massa. Por favor, não venham me dizer que RATM é uma banda de hip hop, pois rap e hip hop são estilos para malacos. O RATM é rapcore, e não rap.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
História
As bandas de rock com certeza
não têm temas sócio-politíco revolucionários
entre seus assuntos preferidos para por um uma música.
Mas isto não se aplica
ao Rage against the Machine que, diferente da maioria das bandas que apenas
dizem que o sistema é uma merda, aprofunda-se neste sentido.
A banda teve início em
91, em Los Angeles, Califórnia.
Fizeram sua 1ª apresentação
ao vivo na sala de estar da casa de um amigo.
O vocalista Zack de la Rocha
já havia sido membro de uma banda de Orange County, Califórnia,
chamada Inside Out.
Aliás Rage against the
Machine, é o nome do 2º álbum desta ex-banda de Zack,
que nunca chegou a assinar contrato com alguma gravadora.
Nesta época a banda contava
com Zack (vocal), Tom Morello (guitarra), Tim Bob (baixo) e Brad Wilk (bateria).
Desde sua formação,
a banda focaliza suas forças na luta contra as injustiças
sociais e políticas, tentando incitar as grandes massas (sobretudo
a juventude), fazendo uso de sentimentos politicamente incorretos de revolta,
ou através de frases como: vá se foder, não vou fazer
o que você me diz.
Logo gravaram uma fita demo com
12 músicas, que chegou a vender mais de 5 mil cópias.
Logo chamaram a atenção
da Epic Records, que acabou contratando a banda.
Em novembro de 92 lançaram
seu 1º LP, chamado Rage against the Machine.
A capa deste disco contém
uma foto premiada de 1963. Nela aparece um monge budista em chamas, durante
um protesto anti-budismo, que ocorreu no sul do Vietnã. Esta capa
acabou chamando bastante atenção da crítica em geral.
Neste disco a banda já
deixava claro sua proposta musical e lírica, como por exemplo na
música Killing in the Name, que é uma crítica ao militarismo
americano.
O disco vendeu mais de 1 milhão
de cópias e permaneceu 8 semanas na parada dos 200 melhores da Billboard,
atingindo sua melhor posição em fevereiro de 94, quando ficou
em 45º lugar.
No final de 92 já estavam
abrindo shows para bandas como Body Count, Public Enemy e Pearl Jam, participaram
de uma turnê européia com o Suicidal Tendencies e fizeram
2 shows no palco secundário do Lollapalooza.
Em janeiro de 93, lideraram um
show beneficente chamado Rock for Choice, no Palladium, em Hollywood.
Em março entraram em turnê
pelos EUA com os caras do House of Pain.
No verão de 93 tocaram
mais uma no Lollapalooza, só que desta vez no palco principal.
Ainda em 93 participaram de um
festival beneficiente anti-nazi, em Londres, mais um show no Rock for Choice
e mais uma turnê americana, desta vez com o Cypress Hill.
Durante uma das várias
turnês do 1º disco, quando estavam na Filadélfia, a banda
iniciou um protesto de silêncio contra a censura: ficaram pelados
no palco com fitas isolantes cobrindo suas bocas e letras pintadas em seus
peitos, que com os quatro lado-a-lado formavam a sigla P-M-R-C (Parents
Music Resource Center).
O grupo encabeçou a campanha
contra a rotulação dos álbuns com aqueles avisos de
Parental Adivisor, dizendo que as letras eram explícitas.
Os caras ficaram lá sem
dar um piu sequer e sem tocar um único acorde por 25 minutos ! Alguns
dias depois fizeram um show de graça para os fãs, para que
pudessem ver a banda tocando, e não apenas parada no palco. Mesmo
assim é impossível esquecer aquele tempo que ficaram igual
bobos parados olhando a banda, esperando que algo fosse acontecer.
Levando suas mensagens aonde
fossem, organizaram um show beneficente em abril de 94, em prol da libertação
de Leonard Peltier, 1º líder do Movimento Indígena Americano,
o AIM. Leonard está preso desde o final dos anos 70 sob a alegação
de ter atirado em dois agentes do FBI.
O show arrecadou mais de 75.000
dólares e meses depois o RATM tocou no Latinpalooza, que era mais
um evento beneficente para o Fundo de Defesa à Leonard Peltier,
para a União dos Trabalhadores Rurais e também para o Para
Los Niños.
Após rigorosas turnês,
a banda mudou-se para Atlanta, onde alugaram uma casa e começaram
a conviver juntos.
Em abril de 96, agiram mais uma
vez de forma politicamente incorreta, durante sua apresentação
no Saturday Night Live, programa apresentado pelo contedor presidencial,
Steve Forbes. Deixando claro seu posicionamento político, o RATM
pendurou em seus amplificadores 2 bandeiras americanas de cabeça
para baixo. Como resultado, a apresentação da banda que era
prevista para 2 músicas acabou sendo reduzida para apenas 1.
Ainda em abril de 96 lançaram
seu 2º álbum, chamado Evil Empire (império do mal, em
português).
O nome deste álbum surgiu
da forma como o ex-presidente americano Ronald Reagan referia-se à
antiga União Soviética.
Este disco foi lançado
3 dias depois do incidente do Saturday Night Live e conseguiu chegar ao
primeiro lugar na parada dos 200 melhores álbuns da Billboard.
Até a Academia Nacional
de Artes e Ciências rendeu-se ao talento do RATM, premiando-os com
um Grammy na categoria Melhor Performance de Metal, pela música
Tire me.
Além de serem premiados
nesta categoria, ainda receberam uma indicação para Melhor
Performance de Hard Rock, pela música Bulls on Parade.
Ironicamente, a decidida banda
anti-popularização e anti-comercialização recebeu
um convite para a abertura de shows de uma das bandas mais populares do
mundo, o U2.
Os membros do RATM anunciaram
que juntariam-se ao U2 na turnê norte-americana da milionária
turnê Pop-Mart, mas deixaram uma mensagem: "O sistema ainda é
uma bosta e o Rage against the Machine irá doar o que conseguir
dos grandes faturamentos destes shows com o U2 para várias organizações,
incluíndo o Fairness and Accuracy in Reporting, a Women Alive e
a Comissão Nacional para a Democracia no México.
Em 99, depois de 3 anos sem um
novo álbum, lançaram o seu 3º LP, entitulado The Battle
of Los Angeles.