Naturalismo
TEMÁTICA
A temática naturalista está voltada para o cientificismo. A arte transforma-se em um verdadeiro laboratório de pesquisa. As análises devem serem estabelecidas a luz da ciência. Explora a sociedade decadente e o ser humano é visto através de seus atos fisiológicos, instintos sexuais, em suma, faz uma análise e um romance experimental. Chama-se naturalismo ao exagero do realismo. No realismo partia-se de fatos retratando-os fielmente como realmente aconteceram. No naturalismo, a arte é vista através da análise feita da realidade, partindo de bases científicas que explicam o comportamento assumido pelos personagens. Chega-se ao exagero, ao abuso de recursos para expressão. No naturalismo os personagens tornam-se prontos a comprovar as vistas do público leitor as teorias científicas. O romance naturalista e social: estuda os vários tipos e grupos humanos, analisa a sociedade burguesa com pessimismo e amargo. Isto porque os personagens são em geral doentes do sentido e da vontade sujeita a todos os tipos de convenções sociais hipócritas e frágeis. Tanto na Europa como no Brasil os movimentos realista e naturalista foram simultâneos chegando inclusive a confundirem-se uma vez que ambos pretendem observar atentamente a sociedade para criticá-la. Os escritores naturalistas ao entrarem em contato com problemas sociais, iam atribuí-los não às pessoas particulares, mas as influências do meio ambiente e da hereditariedade. Em suas obras, seria abordado temas como: a miséria, o adultério, a criminalidade, desequilíbrio psíquico e a sexualidade reprimida. Além disso suas personagens eram em geral de classe pobre onde as contradições do sistema social podem ser mais evidenciados. Os representantes máximos do naturalismo brasileiro são: Aluízio de Azevedo, Adolfo Caminho, Inglês de Souza, Júlio Ribeiro e Domingos Olímpio.
CARACTERÍSTICAS:
Objetivismo, racionalismo, impessoalismo - Materialismo: preocupação com o "real-sensível" - Anti-monarquia, anti-clero, anti-burguesia - Fim dos heróis de folhetim - Romance realista: Machado de Assis - Romance naturalista: Aluízio de Azevedo - Poesia parnasiana: Olavo Bilac
Positivismo:
Escola filosófica fundada por Augusto Conte, chamada posteriormente Filosofia Científica. Considerando que o espírito humano atravessa três estados teóricos e distintos - o teológico, o metafísico e o positivo - que, de resto, são três métodos diferentes de busca do conhecimento - o Positivismo interpreta o primeiro estado como a infância da humanidade. A história do positivismo no Brasil tem importância especial para a evolução das idéias no país. Foi sobre o patrocínio do positivismo que, em grande parte, se fez a preparação teórica da implantação da república. Vários dos mais destacados propagandistas republicanos eram positivistas e, nos primeiros anos que se seguiram à queda do império, ocuparam posições de relevo na administração pública.
Evolucionismo:
No evolucionismo, os antropólagos procuram saber com as diferentes aventuras se desenvolveram, e como as mudanças ocorrem. Sabem que culturas vizinhas possuem conhecimentos, crenças religiosas e grupos sociais semelhantes, porque elas aprenderam bastante umas com as outras.
Determinismo:
Foi a linguagem filosófica na segunda metade do século XIX, com base em vários cognatos preexistentes nessas línguas ligadas ao limite, tais como determinar. O vocábulo foi de início forjado do pré-determinismo, sobre o qual, por 1849, se teria modelado ao determinismo, irradiando-se palas línguas modernas de cultura. O termo é portanto relativamente recente, só começando a generalizar-se a partir de 1840, enquanto, até essa data, apenas aparecia empregado em algumas obras de filósofos alemães.
TEXTO NATURALISTA
O cortiço
"Ela saltou no meio da roda, com os braços na cintura rebolando as ilhargas e bamboleando a cabeça ora para esquerda, ora para a direita, como numa sofrequidão de gozo carnal, num requebrado luxurioso que apunha ofegante já correndo de barriga empinada, já recuando os braços estendidos, a tremer toda como se fosse afundando num prazer grosso que nem azeite em que se não toma pé e nunca encontra o fundo. Depois, como se voltasse a vida, soltava um gemido prolongado, estralando os dedos no ar, vergando as pernas, descendo e subindo sem nunca parar como os quadris, em seguida sapateavam freneticamente erguendo e abaixando os braços que dobrava, ora um, ora outro, sobre a fibra titilando".
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