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| Introdução | |||||||||||||||||
| Muita da linguagem popular açoriana é arcaica, quer nos termos utilizados, quer na pronúncia.
O fenómeno da insularidade deixou marcas no espírito dos açorianos. Cinco séculos de isolamento físico, de contacto permanente com o mar, de horizontes finitos, de cataclismos vulcânicos, de uma religiosidade gerada precisamente no terror sagrado de sismos e vulcões são factores que marcaram e moldaram o modo de ser, de pensar e de agir do povo açoriano. Sabe-se muito pouco sobre a origem desta canção “As Velhas”. É indiscutível que foi trazida pelos primeiros povoadores. A influência pode ser brasileira, africana e também americana. Tudo leva a crer que esta canção tem afinidades com as Cantigas de Escárnio e Maldizer e também com a poesia trovadoresca da Idade Média. Também pode ter influência com a cantiga Chacota, canção de “fazer rir verdades e fantasias”, um dos géneros musicais utilizados por Gil Vicente para “criticar, troçar de tudo e de todos, mas a todos divertindo”. "As Velhas" possuem uma estrutura poética constituída por uma sextilha e uma quadra. Nas Velhas, não se fazem críticas usando os nomes próprios dos visados. Em vez disso, usa-se o termo “Velho” ou “Velha” ou “meu avô” ou “minha avó”. Actualmente tem havido alguma evolução na temática desta canção terceirense no sentido de ser também crítica social. |
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| Página e Velhas da autoria de i3Azores | |||||||||||||||||