Dissertar sobre a existência é algo bem complexo por diversas razões. A própria definição do termo é muito abrangente, pois, se levarmos em conta tanto a existência abstrata como a concreta muito se poderia falar a respeito. A priori podemos dizer que existir é estar presente em algum lugar ainda que não possamos perceber de um modo ou de outro esta existência. Em relação aos reinos animal, vegetal e mineral a existência é concreta porque podemos através dos cinco sentidos percebe-la. Quanto ao ser humano, bem, este é um capítulo a parte, pois, há elementos abstratos envolvidos. Elementos estes que podem ser denominados como espírito, alma, energia, etc. É sabido que a morte põe fim a existência de tudo que seja orgânico e a desintegração põe fim a tudo que seja inorgânico. Quanto ao homem, existem correntes que defendem o seu fim quando este morre. Outros acreditam que a morte não seja um fim sumário e que tanto a vida como a morte sejam formas distintas de existência e que a nós meros mortais compete apenas compreender a forma relativa à vida biológica apenas, sendo que a morte como inicio de uma nova forma de existência só pode ser compreendida por meios que transcendam valores científicos. A partir daí começamos a pisar em terreno arenoso, pois, nestes termos tratamos da existência abstrata ou metafísica. Não me é permitido estabelecer critérios, nem a mim, nem a ninguém que esclareçam tais formas de pensamento. O que posso assegurar é que se cremos numa existência pós-morte, cremos num objetivo para ela e se há um objetivo há alguém que o definiu. Através deste hiato de indefinições entram as religiões. Muitas se baseiam no que fazemos em vida para sermos ou não bem sucedidos na existência pós-morte, outras nem tanto, e há os que acreditam ser a vida um processo cíclico e que vamos e voltamos quantas vezes for preciso até atingirmos um patamar de evolução necessária. Quanto a mim, autor deste artigo, cristão por formação,  creio que mais do que nos preocuparmos com a existência, devemos sim assimilar tudo que dela podemos depreender a fim de '"existirmos" com propósitos bem definidos, pois a existência humana não significa apenas ocupar lugar no tempo e no espaço. Há muitos objetivos a serem conquistados, há muitos propósitos a serem definidos. Devemos sim aproveitar  tudo o que nos for concedido nesta vida a fim de construirmos uma história pessoal digna e respeitosa, pois,  como dizia o velho John "Life is very short".

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