Fascina a mente humana inquirir sobre o bem e o mal tendo em vista o macro universo de atividades relacionadas a ambos. Algumas sistematicamente definidas como pertencentes ao bem e outras ao mal, havendo ainda algumas que flutuam entre um extremo e outro. É sabido que a humanidade em geral compartilha uma intensa agitação espiritual, cultural, política e social. A evolução da espécie, não no sentido simiesco, mas ontológico, não consegue homogeneizar as necessidades do ser como pessoa e isso é o mais puro reflexo do que já tem ocorrido por toda a existência humana em todas as partes do globo, porém numa escala correspondente as circunstâncias de vida de cada época. O ser humano é gregário, ou seja, biologicamente constituído para viver em sociedade e possui em sua essência a perfeita interação entre o corpo e a mente (soma/psique) que por sua vez se complementa interagindo com o meio social em que vive. Essa sinergia apresenta sua sustentação no equilíbrio de todos os seguimentos sociais primariamente na família, depois na escola, trabalho, laser, atividades afins, etc. Teoricamente é tudo muito simples e bem definido, mas na prática não é bem assim. Por que? Muitos estudiosos, entre os quais teólogos, sociólogos e filósofos tentaram encontrar os motivos que causam tantos disturbios à vida humana e concluiram que há um conflito de forças contrárias denominadas "bem e mal". Eu as defino como forças ativas que se manifestam não somente na natureza humana como na existência de uma forma geral. E quando me refiro ao mal, não o faço como o sociólogo francês Auguste Comte que acreditava sê-lo a ausência da verdadeira organização. E nem como o filósofo e sociólogo francês Jean-Jacques Rosseau que acreditava ser a origem do mal proveniente da civilização. Refiro-me ao mal como entidade ou produto de alguma entidade específica que existe independente da humanidade, porém que interfere continuamente atuando de forma inteligente no nascedouro das idéias, no manancial dos sentimentos e das vontades humanas. Definir o mal como antagonismo ao bem parece ser a primeira reação a sua manifestação, pelo menos cognitivamente, mas é necessário também reagir tanto perceptiva como volitivamente. Em suma, tanto o bem como o mal atuam de forma objetiva e evolutiva, parecendo conduzir a humanidade a propósitos muito bem definidos.

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