Tempo Para Os Filhos
Há
tempo de abraça-lo bem forte e contar-lhe a mais bela de todas as histórias.
Um tempo de mostrar-lhe Deus, na terra, no céu, na flor, para ensinar-lhe
admiração e reverência.
Há
tempo de deixar os pratos na pia e leva-lo para balançar no parque, apostar
corrida, fazer um desenho, apanhar uma borboleta e lhe dar amizade alegre.
Há
tempo de mostrar-lhe o caminho, ensinar seus lábios infantis a repetir as
palavras corretas. Há tempo de cantar ao invés de resmungar, de sorrir ao invés
de franzir a testa. De enxugar as lágrimas com um beijo e rir dos pratos
quebrados. Um tempo de compartilhar com o melhor de mim nas minhas atitudes. Há
tempo de responder às suas perguntas, porque pode vir o tempo em que ele não
queira mais minhas respostas.
Há
um tempo de ensina-lo pacientemente a obedecer, a guardar seus brinquedos. Há
um tempo de assisti-lo a sair bravamente para a escola, de sentir falta de alguém
a quem controlar. E de saber que outras mentes recebem suas atenções, mas que
estarei ali para atender o seu chamado quando ele voltar para casa. E que
ouvirei ansiosa a história do seu dia.
Há
tempo de ensinar-lhe independência, responsabilidade e autoconfiança. Tempo de
ser firme, mas amigável, de disciplinar com amor, pois cedo, muito cedo, haverá
o tempo de deixa-lo partir, soltar as mãos da saia da mãe. Pois os filhos não
podem esperar.
Haverá
um tempo em que já não se ouvirão portas batendo, nem haverá brinquedos na
escada, ou brigas na infância, as marcas de dedo na parede.
Então
olharei para trás com alegria ao invés de remorso e saberei que estes anos em
que fomos pai e mãe, não foram desperdiçados. Oro para haja tempo de vê-lo
justo e honesto, amando a Deus, servindo e respeitando a todos.
(Cleusor
de Oliveira P. Pacheco)