CENTRO ESPÍRITA HUMILDES COM JESUS

 

Parábola do Ovo de Páscoa

Passos Lírio

            Certo moço enviou à eleita do seu coração, como presente de noivado, um ovo de Páscoa, feito de chocolate, dentro do qual tivera a original idéia de colocar duas alianças de ouro e um anel de platina com brilhantes.

            Desejava, assim, fazer uma surpresa a sua bem-amada.

            Teria sido, de fato, uma grande surpresa se a moça, pouco depois de receber o presente, não fosse trocá-lo, numa “bomboniére” próxima, por um ovo de páscoa de açúcar cândi, pois que o chocolate lhe causava alergia.

            Mal suspeitava ela do grave dano que se infringia, pois, nem bem chegara em casa, tivera que voltar, à pressa, à confeitaria para desfazer-se da troca. É que seu futuro noivo lhe telefonara e... dera-lhe a entender – o seu presente “ era mais que um ovo de páscoa”.

            Todavia, já era demasiado tarde. Fora vendido. Lá se foram as alianças de ouro e o anel de platina com brilhantes!

            Quem o teria comprado? Será que ainda poderia readquiri-lo? Se tivesse examinado primeiro o ovo de páscoa que seu noivo lhe presenteara... Não estaria agora pungentemente remorseada pela perda voluntária, mas inconsciente, de suas tão caras e raras lembranças.

            Pobre menina! Sua alegria tornara-se tristeza. Chorava até. Uma idéia, súbita, porém, acudira-lhe à mente: apelar para o rádio, pedir a intercessão da imprensa. Talvez, assim, conseguisse reaver suas jóias.

            Se boa foi a idéia melhor foi o resultado de sua execução, E que o apelo feito por um grande matutino e por uma importante emissora, encontrou eco junto ao coração bem formado de quem adquirira o seu já tão pranteado ovo de páscoa.

            Enfim, tudo terminou bem.

            Voltara às suas mãos o inestimável presente.

            Agora só lhe restava regozijar-se até o funda d'alma, e por nada mais deste mundo tornaria a perder a sua felicidade, que um espírito nobre lhe devolvera.

            Deixamos de atentar bem na figura excelsa d’Aquele que nos presenteou a Palavra de Vida Eterna, movido do profundo desejo e do infinito amor de propiciar às nossas núpcias a perfeita e indestrutível união com o Pai Celestial.

            Trocamos, enfim, as suas inexauríveis preciosidades por bagatelas da vida social, para depois amargarmos desolados, os sérios prejuízos que nos impusemos, voluntariamente.

            E é por assim pensar, sentir e agir que insensatamente perdemos, por tempo indeterminado, os dadivosos bens da ventura interior que estiveram um dia tão ao alcance de nossas mãos.

            Deus, que é Soberanamente Justo e Bom, faculta-nos o reencontro do precioso achado de nossa felicidade espiritual, quando nos apresentamos sinceramente animados do desejo de buscá-la.

            Para tanto, favorece-nos por todos os meios e modos de sua infinita bondade, permitindo junto a nós o concurso fraterno de amoráveis Emissários, sem os quais em vão procuraríamos adquirir hoje o bem relegado ontem.

            Só aí então, é que poderemos prelibar as alegrias de uma vida nova, em cujo gozo completo entraremos depois de consumida a nossa passagem de mortos no pecado para redivivos da luz, numa gloriosa ressurreição do espírito.

            Bendita Páscoa que o Evangelho do reino nos propicia!

                                                                                  Extraída da Revista Reformador, Abril de 2000.

CLIQUE AQUI PARA ENVIAR!

Voltar           Home

Hosted by www.Geocities.ws

1