Paciência
A madrugada, envolvida pela escuridão, acolhe a claridade da aurora.
A brisa suave da bonança, acaricia as ruínas da tempestade.
As gota de chuva refrescam a terra, ressequida pela prolongada estiagem.
A árvore, depois do sacrifício da poda, renova-se em ramos.
A lagarta, enclausurada no casulo, recebe as asas coloridas da borboleta.
O pequeno fio de água, após inúmeros obstáculos, vai compor o oceano.
O arbusto frágil sofre várias agressões antes de ser a planta vigorosa.
A semente, amortalhada na cova, espera com resignação a liberdade da luz.
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Na hora mais difícil, em que sentes, no coração, os espinhos do desgosto, não duvides da Bondade Divina, anotando que, através do sofrimento e da provação, o Senhor te pede um pouco mais de paciência, para que a lágrima de hoje seja o sorriso de amanhã.
(André Luiz – Livro: Decisão – Antônio Baduy Filho – Ed. IDE)