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Insectos Voltejam,
Tontos, de Janelas
E fios de fumo, Em auto-estradas,
De néon
Aranhas Tecem segredos, Na realidade Da
madeira
Objectos de culto, Com pregos, Nas paredes
Neutras Porcelanas, Ladeando portas, Fechadas
E assim, Tangível Torna-se A respiração E acossado
O Animal:
Manipulando Ecrãs, Seccionando
Fotografias, No quarto escuro, No veludo –
Digitalizando A criança, Mil vezes assassinada,
Violada, Pelo painel Obscuro
Jorge
Humberto
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