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Na narcótica noite,
De pedras anestéticas, o éter
Predomina,
Com seus néons, de olores
Fragmentados,
Nas paredes
Assimétricas
E há línguas, bifurcadas,
Saboreando o ar,
Restringindo o espaço
Envolvente
E há malícia, nos olhos
E janelas –
No vidro, a saliva
Dissolvente,
Do veneno,
Sub-reptício
Jorge Humberto
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