|
Sulcos,
Submetidos ao peso
Da máquina,
Devoram o asfalto
Pessoas sufocam
E, medos
Irracionais, na lividez
Dos rostos
(A concentração dos odores,
Na dissimulação, da aparência,
Do plástico),
Não encontram eco,
Ao grito oprimido e
Retraído,
No desconforto
Da chapa-fobia, no vidro
Hermético –
O olho iónico, digerindo
Vontades, no
Repouso das mãos
E janelas panorâmicas
E sugestivos, improdutivos,
Cartazes,
Como estímulos, corporais –
Sem contestação, homens
Ou animais
Jorge Humberto
|