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Kak� j� sabia. Mas mostrou humildade

S�o Paulo j� tinha recebido um telefonema da CBF pedindo os dados do seu jovem meia. Precavido, Kak� passou a semana pedindo conselhos aos jogadores mais experientes. Ele ficou agradecido de ser convocado, mas sabe que ter� de manter o n�vel nos pr�ximos meses para ter chance de ir � Copa. Kak� demonstrou ontem, ao ser confirmada a not�cia de sua primeira convoca��o para a Sele��o Brasileira principal, que n�o deseja ser o astro das aten��es da torcida e muito menos da m�dia. Creditou a oportunidade de enfrentar a Bol�via dia 31 deste m�s mais � comiss�o t�cnica comandada por Luiz Felipe Scolari do que ao seu pr�prio desempenho em campo. V�rias vezes ressaltou que estava apenas dando um passo a mais em sua carreira. Negando-se a falar como um dos prov�veis nomes que ser�o chamados para a Copa do Mundo. "A comiss�o t�cnica achou que era o momento de me chamar. Tenho que aproveitar da melhor forma poss�vel". O meia tem em mente que ser� o centro de todas as aten��es na partida de Goi�nia. Assim, para se precaver das cobran�as, promete atuar na Sele��o com a mesma naturalidade com que veste a camisa do S�o Paulo. "N�o existe essa hist�ria de se queimar por um jogo ruim. Na minha vis�o, mesmo que eu n�o v� bem contra a Bol�via, terei novas chances de ser chamado". A convoca��o j� estava definida havia uma semana, quando o coordenador- t�cnico da Sele��o, Ant�nio Lopes, ligou para o Morumbi, solicitando os dados de Kak�. O jogador fez quest�o de ser t�o humilde com os jornalistas que, mesmo ostentando o r�tulo de craque, contou ter pedido conselhos aos companheiros de S�o Paulo. "� uma novidade para mim. Por isso, conversei com o Fran�a, com o �merson, com o Rog�rio Ceni e com o Belletti para ter uma no��o do que terei pela frente". Inteligente, Kak� ressaltou que o passo que est� dando poder� ser interrompido, caso seu desempenho em campo no S�o Paulo sofra um decr�scimo. "Gostaria de dizer que � indiferente o fato de o advers�rio do Brasil ser a Bol�via. A cobran�a para quem veste a camisa da Sele��o � a mesma. As responsabilidades s�o t�o grandes quanto se estiv�ssemos enfrentando a de um pa�s com maior tradi��o". O meia j� vestiu a camisa amarela. Ano passado, disputou o Mundial Sub-20 na Argentina, vencido pelos donos da casa, e diz ter sentido na pele o significado de defender a p�tria. "� diferente, sei que fica todo mundo olhando e torcendo por voc�. � claro que agora, na equipe principal, a responsabilidade ser� maior. Espero estar preparado". Uma d�vida que passa longe da cabe�a de Nelsinho Baptista, seu t�cnico no S�o Paulo. "O Kak� tem muita personalidade, e desde o final do ano passado mostrou estar capacitado para ser convocado. Tenho certeza que poder� ser �til para o grupo". A lembran�a de Scolari dever� apressar ainda mais o processo de negocia��o do jogador parta o exterior. Embora seu procurador, Wagner Ribeiro, n�o queira entregar a rela��o de clubes de fora interessados, j� confidenciou que ap�s a Copa do Mundo Kak� dever� estar longe do Morumbi. A diretoria do S�o Paulo, mais do que prevenida, j� est� estudando um reajuste para o seu atleta, que tem um dos menores sal�rios de todo o grupo (comenta-se que receba R$ 18 mil por m�s). "Realmente as coisas est�o acontecendo muito r�pido na minha vida", destaca, relembrando que apenas o ano passado passou a integrar o elenco profissional do S�o Paulo. "Eu tinha esse objetivo pessoal. E sabia que se n�o fosse agora, n�o haveria motivos para preocupa��o. Alguma hora iria acontecer". Mesmo assim, Kak� admite que est� sabendo administrar a fama. "N�o adianta nada eu falar agora do que poder� acontecer no futuro. Veja o exemplo do Juninho Paulista, que em 1998 era nome mais que certo para a Copa do Mundo e acabou se contundindo meses antes da competi��o na Fran�a. Continuar bem aqui no S�o Paulo ser� fundamental".

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