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Garoto s� fica na reserva para ser preservado

(O Estado de S. Paulo - 18/09/1997)
O moleque magrinho corre no meio dos grandes com a desenvoltura de um craque, toca a bola de
primeira, faz lan�amentos, chuta a gol, mas invariavelmente acaba esbarrando nos zagueiros
bem maiores que ele. "Assim mesmo, ele � uma fera", atesta F�bio Mello, dos profissionais, que
conhece Cac� desde quando ele tinha 8 anos e praticava futebol como s�cio do S�o Paulo. O t�cnico
Pita tamb�m considera o garoto um craque. E at� arrisca dizer que ele chegou a esse
est�gio por ser magro. "O fato de ser menor que os outros o obriga a tocar a bola de

primeira, a ser mais t�cnico e evitar o choque com advers�rios."
Pita tentou torn�-lo titular do infantil, no in�cio do ano, mas desistiu, apesar de consider�-lo
"o cabe�a pensante do time". "Ele � o nosso jogador mais t�cnico, est� sempre chegando na
cara do gol, mas ainda n�o consegue atuar uma partida inteira contra os zagueir�es do
Corinthians ou do Juventus, por exemplo", observa, resignado. "A maneira que encontrei para
preservar seu talento foi coloc�-lo durante as partidas."
Atencioso, muito educado, Cac� sabe o que quer, apesar de seus 15 anos. "Estou no 1� ano do 2�
grau do Objetivo, pretendo ser engenheiro civil, como meu pai, talvez m�dico, mas antes de
tudo, quero me realizar como jogador de futebol", afirma. "Por isso, estou pronto para
cumprir o que me mandarem fazer porque s� assim para encarar os grandalh�es que colocam para
marcar a gente." Ricardo Izecson dos Santos Leite, o Cac�, mora perto do Est�dio do Morumbi e freq�enta a parte
social do S�o Paulo desde pequeno. Recebe o apoio da m�e, Simone Cristina, e do pai,
Bosco Izecson Pereira Leite. "Tenho certeza que meu filho ganhar� corpo de jogador de
futebol com o tempo e esse trabalho desenvolvido pela comiss�o t�cnica."

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