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Kak�, o menino que classificou o S�o Paulo

Com apenas 19 anos de idade, o atacante mostra um futebol de alto n�vel e determina��o como na partida de ontem, que confirmou o time na outra fase do campeonato depois dos 3 a 0 contra o Atl�tico-MG "Agora, tem de ir para o pau. N�o tem essa de ficar pensando que tem dois cart�es amarelos. Se precisar fazer uma falta, matar uma jogada, vou fazer, sem d�vida nenhuma." O autor da frase, dita ap�s a vit�ria do S�o Paulo sobre o Atl�tico-MG por 3 a 0 ontem � tarde no Morumbi, n�o � um volante brucutu ou um desses zagueiros que n�o diferenciam bola de canela. Kak�, 19 anos, futebol de alto n�vel, mais acostumado a apanhar do que a bater, � que mostra tanta disposi��o para a fase decisiva do campeonato. Com as palavras e com o p�s, tem demonstrado a mesma maturidade. "Kak� vai evoluir a cada jogo, a cada campeonato, e vai se transformar em um dos grandes jogadores do futebol brasileiro. Tem muita frieza, j� superou a fase de altos e baixos dentro de uma partida, que � comum nessa idade", diz o t�cnico Nelsinho. E para quem duvida da condi��o emocional de Kak�, tendo de jogar uma partida decisiva no caldeir�o do Atl�tico-PR, a postura do jogador surpreende uma vez mais. "Temos de ganhar todos os jogos para sermos campe�es. Isso a� � muito bom, por dois motivos: primeiro, porque obriga a gente a entrar para vencer, como temos feito nos �ltimos jogos. E depois, porque vai dando mais moral. Um grande time se forma vencendo grandes partidas, superando grandes batalhas. A cada vit�ria, vamos crescer para os jogos seguintes." Ele v� o contra-ataque do Atl�tico como a arma mais poderosa do rival, uma certa semelhan�a com o time do S�o Paulo. "Isso � o que me lembro, quanto ao resto, temos de ver ainda com o nosso treinador. O campo deles � bonito, a torcida faz muita press�o, mas n�s temos um time cheio de gente experiente". Eu comecei a jogar em est�dios grandes como o Morumbi, Maracan� e Mineir�o, e n�o vou estranhar nada. Vou jogar a minha bola de sempre, s� preocupado em n�o fazer falta boba longe da nossa �rea, para n�o levar o terceiro amarelo. O resto � tudo igual". Contus�o Kak� deixou o campo no segundo tempo quando j� n�o rendia como no primeiro. A causa foi as dores que sentia no m�sculo adutor da coxa direita. "Come�ou a doer no jogo contra o Vasco e voltou ontem, no intervalo. N�o vai ter problemas para me recuperar at� quarta-feira." No primeiro tempo, foi autor de jogadas cheias de habilidade, com toques que surpreendiam o advers�rio. Como no primeiro gol. "A bola do Fran�a veio meio mascada, mas percebi que daria para chegar. A�, precisei tocar por cima, tentei o chap�u no Marcelo Djian e ele fez a falta. A cobran�a do Adriano foi linda." Descrever os lances principais � a concess�o que Kak� faz quando o assunto � falar de sua atua��o. "Nosso time inteiro est� jogando muito bem. N�o adianta um s� estar bem e tudo o que acontece de bom comigo � porque algu�m est� ajudando." Depois, descreve o gol. "Consegui tirar a bola do Guilherme e toquei para o Fran�a. Ficou tr�s contra dois e percebi que eu teria de dar a op��o para ele na esquerda. Passei e recebi uma bola limpinha. Tive tranq�ilidade para fazer." Tranq�ilidade n�o tem faltado a Kak�. � o combust�vel que o est� transformando de menino em homem, de jogador promissor em um craque.
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