CAPÍTULO 3

     -Câncer? M-mas... Brian! Como? Onde?

     -Ainda não sei... o médico pediu mais alguns exames... pra se certificar eu acho.

     -Vamos falar com esse médico agora!

     -Ele ainda não deve ter os resultados dos exames, Nick!

     -Quem se importa? Vamos logo!

     Foram para o consultório e ficaram esperando até que o médico pudesse atendê-los.

Sentaram-se e Brian focalizou seu olhar num dos vasos que enfeitavam a sala de espera. Desde a morte de LeighhAnne essa atitude havia se tornado constante, ele parecia não estar ali. Nick por sua vez, pegou uma das revistas e assustou-se com uma das reportagens.

“Backstreet Boys: o fracasso do ano!

     O grupo pop adolescente de maior sucesso dos últimos tempos está em decadência. Os shows de sua última turnê não atraíram nem metade do público presente na “Into the Millennium Tour” em 1999, auge da banda. Segundo a imprensa especializada e as próprias fãs, o fracasso do BSB, como é carinhosamente conhecido deve-se a Brian “B-Rok” Littrell, um dos integrantes. ‘Desde a morte da esposa, Brian perdeu o encanto. Acho que ele só permanece no grupo por insistência dos meninos ou pressão da gravadora. Eles não me cativam mais, pois é como se Brian não estivesse presente, ele não tem a mesma animação, o mesmo carinho. E nós percebemos isso’, afirma Ashley Barchioretto, 18, que diz não comprar mais os discos da banda.

     Nick Carter, o membro mais jovem rebate: ‘Brian está tentando seguir a vida dele. Existe uma vida fora do Backstreet Boys, embora muitas pessoas não consigam ver ou aceitar isso. Continuamos fazendo nossa música e nos importando com a qualidade ao invés da quantidade, como sempre fizemos. E nossas fãs – as de verdade – estão felizes com nosso trabalho’. Será Carter?”

     Nick fechou a revista e suspirou. Observou Brian, que continuava com o mesmo olhar perdido no vaso de flores. Ia falar algo, mas foi interrompido pela secretária.

     -Mr. Littrell? Mr. Carter? Dr. Andrews os aguarda.

     Os dois entraram na sala de Phillipe Andrews, onde receberam um caloroso bom dia.

     -Dr Andrews sou padrinho de Linda. Por favor, não nos esconda nada!

     -Câncer infantil é uma enfermidade complicada, Mr. Carter. Além de termos que lutar contra a doença, as crianças não estão preparadas para saber e entender o que é. Ainda não temos muitos dados sobre o caso de Linda, pois os exames que pedi só ficam prontos em dois dias.

     -Então existe a possibilidade de ser outra coisa? Eu digo... câncer é uma doença um tanto quanto... complexa! – disse Nick, escolhendo cuidadosamente as palavras.

     -Existem outras possibilidades Mr. Carter, mas estão praticamente descartadas. Os sintomas que Linda tem apresentado raramente são de outras enfermidades – o médico fez uma longa pausa – é melhor rezarem para que seja o que estou pensando... pois caso contrário, a situação de Linda ficará ainda mais delicada.

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