A História Da Bruxaria
Durante o período das grandes Invasões, terminada a missão da Roma Imperial, começou a da Roma cristã, cidade onde, segundo tradições religiosas, o apóstolo Pedro teria lançado os fundamentos da Igreja. A partir desse momento, a Igreja, com sede principal em Roma, denominou-se Católica, isto é, Universal.
Entretanto aqueles que se opunham a contrariar os ensinamentos da igreja universal, continuaram subsistindo nas zonas rurais e os que lhe permaneceram fiéis dentro das crenças antigas e milenares foram chamados de pagãos, (do termo latim paganus = camponês). Talvez este foi um rótulo, para que aqueles que fossem pertencentes das Antigas Religiões, não fossem considerados amigos de Jesus Cristo, que no entanto não houve nenhuma prova cabível, que esclareça a diferença de povos do campo com o Grande Mago; Cristo, que para quem não sabem do verdadeiro sentido da palavra paganu, simplesmente não entenderá que Cristo foi um pastor de ovelhas e viveu a forma de um verdadeiro paganu, possuindo muitos dons denominados "sobrenaturais" e que para os que não eram familiarizados com este dons, os insultava como um Demônio, é isto mesmo, que acabei de dizer, e assim Cristo foi morto como um criminoso, por heresia e também por falta de sabedoria do seu povo. No entanto Cristo deixou muitas mensagens importantes, e entre elas está: " Eu não vim destruir a lei, mas para mantê-la" e "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei". Não existe palavras mais importantes do que estas, por isto seja você um pagão ou um cristão, amem uns aos outros, e o mais importante sigam a religião que vocês se sentirem bem, não ofendendo crenças, sejam elas o que forem e o que pregam para o preenchimento da paz interior, não devemos ficar presos por dogmas, regras, nem críticas religiosas, siga o caminho que o seu coração e a sua alma impuser, o que fala mais alto é a nossa voz interior, ouvindo ela com grande respeito, aprendemos a enxergar nossos defeitos e buscarmos refletir nos nossos erros e saber que precisaremos algum dia escolher nosso caminho em busca pelo aperfeiçoamento constante, pois é só buscando a luz que se encontra a Sabedoria.
Como está provado o Paganismo é a mais antiga religião do nosso planeta. Ela cultua basicamente a Natureza através dos 4 elementos, dos reinos elementares e respeita a Roda do Ano. Adora o Equilíbrio Perfeito: a Deusa Mãe e o Deus dos Animais, sendo a resposta de que a Natureza Divina, é dual, e toda a sua Criação também vive em perfeito equilíbrio.
Reverenciam a Deusa e o Deus, o seu consorte, isto é o princípio feminino e masculino, sendo que seus nomes variam de tradição para tradição. Portanto é uma religião de Amor, que aceita práticas de magias construtivas (não destrutivas), como para cura, ou para harmonização com as forças da Natureza. Por ser uma religião de Amor e luz, baseia-se na amizade e respeito, na harmonia e reconhece a utilidade e importância de todas as formas de Vida.
É também denominada "Bruxaria", palavra traduzida do inglês "Wichcraft", que tem como raíz e origem um antigo termo celta que significa "Arte da Sabedoria". Entretanto, ao longo dos séculos, outras religiões derivantes denegriram essa terminologia.
Assim sendo é bom compreender que uma das tarefas mais àrduas dentro da Bruxaria é exatamente desvincular-se do estigma da "Bruxa maldosa", que aprendemos através de muitos anos, e até através de filmes de horrores e contos infantis, e foi alimentando pelas práticas de grupos que utilizam-se o conhecimento da Religião Antiga de maneira negativista, visando a busca de poder pessoal e vingativo, assim como grupos satanistas, que utilizam-se de práticas de sacrifícos e invocações totalmnte contrárias aos propósitos do Paganismo, mesmo porque, por ser uma religião pré-cristã, não reconhece os conceitos de Inferno, ou de Satanás, que são conceitos totalmente cristãos, e portanto, totalmente incabíveis ao Paganismo. Este estigma tornou-se ainda mais forte, quando da Inquisição na Idade Média, época fértil para religião do Deus-uno, que utilizou-se de pressão psicológica, guerras e torturas para dizimar as antigas crenças e se estabelecer.
Os pagãos acreditam que a divindade é interna e externa, manifestando-se nos aspectos femininos e masculinos de cada indivíduo, assim como em todo o Cosmo. Tem a ecologia e o trabalho social como dedicação religiosa e acreditam que o ser humano foi feito para viver com alegria, prazer, amor, não reconhecendo a crença em pecado original.
Seguem um princípio ético de que se é livre para fazer o que quiser, desde que de nenhuma forma, prejudique à nada nem à ninguém, mesmo tendo o conhecimento e utilizando forças mágicas! A lei Tríplice é uma lei kármica de retribuição Tripla, que não admite que ninguém faça mal a nada, nem à você mesmo, isto é não buscando viver à base de "Vícios" , cometendo o mal à você mesmo, como praticando algum tipo de "pecado capital", ser muito guloso, e desrespeitando o seu próprio corpo, ser vaidoso demais, buscar riqueza em excesso, invejando os outros, tudo isto desencadeia ao seu próprio desequilíbrio.
A religião da Bruxaria não é uma religiào comum, que procura fazer proselitismo, ou meios chamativos para organizar seus cultos, assim como fazem outras religiões, como igrejas, fachadas, galpões, para a busca acirrada de mais seguidores. Bem, como jamais buscamos converter alguém à nossa religião, ao menos que esta pessoa esteja ciente de todos os princípios da religião Antiga, e queira definitivamente de todo coração aceitar as leis, e crer que há um princípio Feminino, ou seja a Deusa Mãe.
Anualmente, realizam-se 8 festivais belíssimos, sendo realizados pelos bruxos que trabalham em pequenos grupos, (de até 13 membros) chamados Covens, ou pelos bruxos solitários.
Sendo comemorações dos antigos festivais celtas:
Imbolc: Festival do fogo, que celebra a chegada da primavera, representa os novos começos, e o crescimento individual.
Beltane: Celebra o retorno do Sol e a fertilidade da Terra, e celebra também a maravilhosa união da Deusa e do Deus.
Lughnasadh: É o festival da Colheita, tempo de celebrarmos aquilo que plantamos.
Samhain: Celebra o final do Verão, e é também o antigo ano novo Celta, é o festival dos mortos, muito reconhecido também pelo nome Halloween, onde os espíritos dos seres amados já falecidos devems er honrados.
Além dos 4 maiores sabbats à também 4 sabbats considerados menores da Era pagã:
Equinócio da Primavera: Celebra o nascimento da primavera e o redespertar da vida na Terra.
Solstício de Verão: Marca o dia mais longo do ano, quando o Sol atinge seu ponto mais alto, sendo ponto decisivo na Roda do Ano, pois a partir desse dia se tornam mais curtos.
Equinócio de Outono: Celebra o final da Colheita dos grãos, iniciada em Lughnasadh. É momento de agradecimentos, meditação, e introspecção para os adoradores das antigas crenças e bruxos verdadeiros.
Solstício de Inverno: É a noite mais longa do ano, são celebrados o amor, a união familiar, tempo de resguardo, de abrigar nossos animais, e buscar refúgio no fogo sagrado, nos alimentos quentes, época para buscar lenhas, que são muito derrubadas pelos ventos, e que serão acesas em nossas moradas para aquecimentos do frio e das geadas. Também é época muito boa para preparaçào de poções feitas com o orvalho amanhecido pelas fortes geadas que encontramos nas plantas e nos galhos.
São festivais que nos fazem viver em perfeita harmonia com a vida da Terra; e nos fazem ter uma visão contemplativa de tudo o que nos cerca.
O paganismo, embora tenha as melhores respostas para a sobrevivência efetiva da humanidade, uma vez que os modos de vida do mundo civilizado nos levam a esta crise ecológica e social sem precedentes históricos que vivemos, não conseguindo resistir à invasão, saque, e genocídio, acompanhados de destruiçào da cultura, subjugação e imposição de um modelo cultural estranho que aconteceu onde quer que os conquistadores chegassem com seu estilo de vida. Das legiões romanas aos navegadores cristãos católicos e protestantes dos séculos XV e XVI o fato é o mesmo:
*Destruição de povos nativos com ricas e milenares tradições, seguidas da imposição de uma cultura servil aos dominadores. Portanto, há algo que os povos nativos precisavam aprender em termos reais de sobrevivência frente a grupos que não os seus. O irônico é que o grupo social vencedor, até agora, nesta guerra entre nações, não é mais apto à sobrevivência, ao contrário, apresenta mesmo um comportamento danoso e perigoso a si e a todos os grupos de seres vivos da Terra, pois em sua loucura e luta pelo poder constrói armas cada vez mais nefastas, já suficientes para acabar com o mundo num nível alarmante, fora as tecnologias pesadas e poluentes que adotamos em nosso cotidiano, como um total desrespeito à vida e as próximas gerações. Daí que consideramos que o paganismo é revelado antes de mais nada pela prática do que pelo discurso. Discursos verborrágicos, cheios de erudção não fazem de ninguém um pagão. O paganismo é realidade prática, e é no fazer que se revela.