PRINCIPIO MASCULINO OU DEUS CORNIFERO






Da mesma forma que toda luz nasce da escurid�o, o Deus, s�mbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento, e trazendo em si os atributos da coragem, pensamento l�gico, fertilidade, sa�de e alegria. Da mesma forma que o sol nasce e se p�e, todos os dias, o Deus nos mostra os mist�rios de Morte e do Renascimento.

Na Wicca, o Deus nasce da Grande M�e, cresce, se torna adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, eles fazem amor, a Deusa fica gr�vida, o Deus morre no inverno e renasce novamente, fechando o ciclo do renascimento, que coincide com os ciclos da Natureza, e mostra os ciclos da nossa pr�pria vida. Para alguns, pode parecer meio incestuoso que o Deus seja filho e amante da Deusa, mas � preciso perceber p verdadeiro simbolismo do mito, pois do �tero da Deusa todas as coisas vieram, e, para ele, tudo retornar�.

E, se pensarmos bem, as mulheres sempre foram m�es de todos os homens, pelo seu poder de promover o renascimento espiritual do ser amado e de toda a Humanidade. Quando discutirmos a Roda do Ano, esses conceitos ser�o novamente explicados na parte dos rituais. Mas o sentido profundo do simbolismo na Bruxaria s� pode ser verdadeiramente entendido atrav�s da medita��o e do contato intuitivo com a energia dos Deuses.

O Deus tem sido reverenciado h� eras.


Ele n�o � a deidade r�gida, o Todo-Poderoso do cristianismo ou do juda�smo, tampouco um simples consorte da Deusa. Deus ou Deusa, eles s�o iguais, unidos. Vemos o deus no Sol, brilhando sobre nossas cabe�as durante o dia, nascendo e pondo-se no ciclo infinito que governa nossas vidas. Sem o Sol, n�o poder�amos existir; portanto, ele tem sido cultuado como a fonte de toda a vida, o calor que rompe as sementes adormecidas, trazendo-as para a vida, e instiga o verdejar da terra ap�s a fria neve do inverno. O Deus � tamb�m gentil com os animais silvestres.

Na forma do Deus Cornudo, ele � por vezes representados por chifres em sua cabe�a ,que simbolizam sua conex�o com tais bestas.

Em tempos mais antigos, acreditava-se que a ca�a era uma das atividades regidas pelo Deus, enquanto a domestica��o dos animais era vista como voltada � Deusa. Os dom�nios do deus inclu�am as florestas intocadas pelas m�os humanas, os desertos escaldantes e as altas montanhas. As estrelas, por serem na verdade s�is distantes, s�o por vezes associadas a seu dom�nio.

O ciclo anual do verdejar, amadurecer e da colheita vem h� muito sendo associado ao Sol, da� os festivais Solares da Europa, os quais s�o ainda observados na Wicca. O Deus � a colheita plenamente madura, o vinho inebriante extra�do das uvas, o gr�o dourado que balan�a num campo, as ma��s vicejantes que pendem de galhos verdejantes nas tardes de outono.

Em conjunto com a Deusa, tamb�m ele celebra e rege o sexo. A Wicca n�o evita o sexo ou fala sobre ele por palavras sussurradas.

� uma parte da natureza e assim � aceito. Por trazer prazer, desviar nossa consci�ncia do mundo cotidiano e perpetuar nossa esp�cie, � considerado um ato sagrado. O Deus nos imbui vigorosamente no desejo que assegura o futuro biol�gico de nossa esp�cie. S�mbolos normalmente utilizados para representar ou cultuar o Deus incluem a espada, chifres, a lan�a, a vela, ouro, bronze, diamante, a foice, a flecha, o bast�o magico, o tridente, facas e outros.

Criaturas a ele sagradas incluem o touro, o c�o, a cobra, o peixe, o drag�o, o lobo, o javali, a �guia, o falc�o, o tubar�o, os lagartos e muitos mais. Desde sempre, o Deus � o Pai do C�u, e a Deusa a M�e da Terra. O Deus � o c�u, da chuva e do rel�mpago, que desce sobre a Deusa e une-se a ela, espalhando as sementes sobre a terra, celebrando a fertilidade da Deusa.





A CHAMADA DO DEUS



Sou o radiante Rei dos C�us, inundando a Terra com calor encorajando a semente oculta da cria��o a germinar-se em manifesta��o.
Ergo minha brilhante lan�a para iluminar as vidas de todos os seres e diariamente despejar meu ouro sobre a Terra, expulsando as for�as das trevas.
Sou o mestre dos animais selvagens e livres.
Corro junto ao �gil gamo e pairo como um falc�o sagrado no c�u cintilante.
Os antigos bosques e locais silvestres emanam meus poderes, e as aves voadores cantam minha santidade.
Sou ainda a �ltima colheita, oferecendo gr�os e frutos entre a foice do tempo, para que todos sejam alimentados.
Pois sem a planta��o n�o pode haver colheita; sem inverno, n�o haver� primavera. Cultue-me como o sol da cria��o de mil nomes, o espirito do gamo cornudo nos bosques, a infind�vel colheita.
Observe no ciclo anual dos festivais o meu nascimento, minha morte e meu renascimento - e saiba que este � o destino de toda a cria��o.
Sou a centelha de vida, o radiante sol, o que d� paz e descanso, e envio meus raios de b�n��os para aquecer os cora��es e fortalecer as mentes de todos.



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