Lojas Renner: vendas superaram estimativas e analistas mantêm otimismo
Por: Olivia Costa Alonso
03/05/06 - 15h46
InfoMoney
SÃO PAULO - Os resultados do primeiro trimestre da Lojas Renner foram divulgados na última terça-feira e comentandos por Merrill Lynch, Pactual, Fator Corretora e Banco Espírito Santo (BES). O lucro líquido da varejista, que cresceu mais de cinco vezes, ficou, no geral, abaixo das projeções dos analistas.
Como resultado de incremento das vendas, que subiram 27% nos critérios mesmas lojas quando comparado ao primeiro trimestre de 2005, a receita líquida ficou acima de todas as projeções, em R$ 251,00 milhões.
Destaque também para as vendas unitárias, que cresceram 13%, e para as vendas efetuadas pela modalidade 0+8 parcelas, que representaram 7% do total do volume vendido no primeiro trimestre de 2006.
Margem bruta e despesas foram destaques negativos
Entre os destaques negativos, os analistas colocaram as Despesas Gerais e Administrativas (SG&A), que ficaram em R$ 26,5 milhões, 41% acima do total do primeiro trimestre do ano passado. Segundo o BES, o resultado está dentro do esperado pela empresa e está ligado ao processo de reestruturação de áreas de apoio para a expansão da base de lojas, visando, inclusive, à entrada no mercado do nordeste.
O declínio da margem bruta, que foi a 46,8%, também foi comentado por todos os analistas e justificado pelas vendas descontinuadas de aparelhos celulares durante a liquidação dos estoques.
Segundo o Pactual, o bom desenvolvimento de operações financeiras trouxe bons resultados operacionais, compensando assim o impacto negativo da margem bruta. Como resultado, a empresa obteve um Ebitda (geração operacional de caixa) de R$ 27 milhões, pouco abaixo da média esperada pelos analistas.
Recomendação para as ações
Apesar de perspectivas positivas para os próximos resultados, a Fator recomenda a manutenção dos papéis da companhia, enquanto o BES, que aguarda a teleconferência com a empresa, manteve a sugestão de compra. Já o Pactual atribui recomendação outperform acreditando que os papéis terão desempenho superior à média do mercado, assim como a Merrill Lynch, que sugere a compra das ações.
Os preços-alvo projetados pelos analistas para dezembro de 2006 são, respectivamente, R$ 129,75, R$ 148,00, R$ 154,00 e R$ 145,00.


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