Investidores aproveitam para realizar lucros e Ibovespa fecha a 1ª etapa em baixa
Por: Equipe InfoMoney
03/05/06 - 13h34
InfoMoney
SÃO PAULO - Em um dia de realização de lucros generalizada, o Ibovespa, que na última sessão atingiu um novo recorde histórico de fechamento, encerrou a primeira etapa em baixa de 0,70%, cotado a 40.729 pontos.
O volume financeiro no pregão da manhã atingiu os R$ 1,12 bilhão e a projeção para o fim das negociações indica que este deverá chegar a R$ 2,4 bilhões. Destaque para a desvalorização das ações preferenciais da Petrobras (-1,16) e preferenciais classe A da Vale do Rio Doce (-1,28%), as mais negociadas até o momento.
Além do movimento de ajuste, o mercado é influenciado pela pouco positiva influência externa. Na Europa, as bolsas recuam, assim como nos Estados Unidos. O petróleo, por sua vez, opera em baixa neste momento, com o mercado reagindo ao aumento das reservas norte-americanas.
Cenário corporativo
Na esfera corporativa, destaque para os demonstrativos financeiros de Gerdau, Submarino e Porto Seguro. Inicia-se nesta sessão o período de reservas das ações ofertadas pela Lupatech.
Além disso, a Embraer comunicou que a suíça JetBird adquiriu 50 jatos Phenom 100, além de opções de compra para outras 50 aeronaves. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, dará entrevista coletiva para comentar o imbróglio com a Bolívia, às 14h00.
Papéis em destaque
Entre os destaques de queda estavam os papéis Eletrobrás ON (ELET3, -3,87%), Cesp PN (CESP4, -3,48%), Souza Cruz ON (CRUZ3, -3,43%), Eletrobrás PNB (ELET6, -3,42%) e Bradespar PN (BRAP4, -3,41%).
Por outro lado, as ações Vivo Participações PN (VIVO4, +2,50%), Perdigão ON (PRGA3, +1,59%), Sadia PN (SDIA4, +1,36%), Embraer ON (EMBR3, +1,29%) e Itausa PN (ITSA4, +1,11%) encerraram a manhã em alta.
Os maiores volumes ficaram com Petrobras PN (PETR4, R$ 155,58 milhões), Vale Rio Doce PNA (VALE5, R$ 61,20 milhões), Petrobras ON (PETR3, R$ 50,57 milhões), Usiminas PNA (USIM5, R$ 46,12 milhões) e Itaubanco PN (ITAU4, R$ 40,75 milhões).
Dólar sobe na manhã
No mercado de câmbio, após atingir o seu menor nível em cinco anos, o dólar comercial opera em alta impulsionado por um movimento de ajuste e com os investidores atentos ao cenário externo. A trajetória de alta apresentada palas taxas de juros de médio e longo prazos dos títulos públicos norte-americanos favorece a desvalorização do real.
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,0680 na compra e R$ 2,0710 na venda, alta de 0,58% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana é negociada a R$ 2,3000, representando um ágio de 11,22% em relação ao dólar comercial. Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho operava cotado a R$ 2.087, alta de 0,48% em relação ao fechamento anterior.


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