Emergentes: Merrill Lynch diz que não há bolha, apesar das perdas generalizadas
Por: Cauê Todeschini de Assunção
15/05/06 - 14h50
InfoMoney
SÃO PAULO - Apesar do movimento de queda generalizada que atinge os mercados emergentes nos últimos dias, os analistas da Merrill Lynch revelaram que não vêem o estouro de uma "bolha emergente".
Isso porque, segundo o banco norte-americano, os países emergentes, hoje em dia, não reúnem os aspectos que caracterizariam uma bolha especulativa.
Ganância
De acordo com a Merrill Lynch, a ganância que antecede estouros de bolhas especulativas, hoje, não estaria presente nos mercados emergentes.
Mesmo que os níveis recentes de influxos de recursos suportem os motivos para preocupação no médio prazo, os analistas revelam que a maior parte dos investidores não está mais adicionando recursos a essa classe de ativos.
Além disso, o banco afirma que a "febre de ofertas públicas" não ultrapassou os limites racionais na região.
Alavancagem
Forte alavancagem é outro aspecto que não está presente nos mercados emergentes. Em geral, tais países acumulam superávits em conta corrente nos últimos anos, o que leva a um processo de redução das dívidas soberanas.
Sobrevalorização
Por fim, os mercados emergentes não estariam sobrevalorizados, em relação a outras regiões, já que, segundo os analistas, apesar da forte valorização recente os descontos ainda permanecem.
Isso ocorre porque os ganhos corporativos nas economias emergentes, no período, cresceram a uma taxa maior do que a valorização dos papéis.
Não há bolha
Com tudo isso, a Merrill Lynch conclui que não existem os elementos necessários para o estouro de uma "bolha" nos mercados emergentes tão cedo.


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