Bovespa: cenário externo e apostas sobre política monetária guiam os negócios
Por: Equipe InfoMoney
04/05/06 - 09h13
InfoMoney
SÃO PAULO - Após uma sessão de ajustes para os mercados de câmbio e renda variável do país, onde o destaque positivo ficou para o aumento das reservas norte-americanas de petróleo e recuo nos preços da commodity, os investidores vão iniciar suas negociações nesta quinta-feira avaliando o resultado do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor - Fipe) de abril.
Reforçando a percepção de que a evolução dos preços segue sob controle, o indicador apontou inflação de 0,01% no período, em desaceleração se comparado a alta de 0,14% registrada em março, e abaixo também da alta nos preços de 0,10% esperada pelo mercado.
Ademais, um dia após o Governo novamente reduzir as suas projeções para a safra agrícola neste ano, o IBGE publicará o Levantamento da Produção Agrícola, pesquisa que denota o montante, em toneladas, da safra agrícola nos primeiros quatro meses do ano. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) publica seus Indicadores Industriais de março.
Esses números, em conjunto com os dados da produção industrial de março, que serão publicados na sexta-feira, são importantes uma vez que vão auxiliar os investidores a montar suas perspectivas sobre os próximos passos do Banco Central na condução da política monetária do país. A reunião entre os presidentes Lula, Morales,Chávez e Kirchner sobre a questão Bolívia também chama a atenção.
Cenário externo
Na esfera internacional, em meio às incertezas sobre o futuro dos Fed Funds, será anunciado nos Estados Unidos o Productivity & Costs relativo ao segundo trimestre do ano. Esse indicador fornece impressões sobre a produtividade e os custos da mão-de-obra no país, excetuada a agricultura.
Também se tornará público o Initial Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego na semana terminada no dia 29 de abril. Cabe ainda ressaltar que o Banco Central Europeu ajustará as diretrizes da política monetária; entre elas, o nível básico de juros. Atualmente, a taxa está fixada em 2,50% ao ano. O Banco da Inglaterra (BOE) manteve inalterada a taxa de juro da região em 4,5%.
Perspectivas e cenários corporativo e externo
Analistas reiteram que os fundamentos da economia continuam positivos e que as perspectivas para o mercado seguem otimistas. A safra de resultados do primeiro trimestre também chama a atenção. Nesta manhã, a Vivo Participações e a Braskem anunciaram seus números.
No entanto, os agentes reiteram que o fluxo de capital estrangeiro é fundamental e que a influência das bolsas internacionais seguirá elevada.
Neste contexto, as bolsas européias operam em alta e a bolsa de Hong Kong fechou em leve baixa nesta quinta-feira, enquanto a de Tóquio não operou, em razão de um feriado.
Nos Estados Unidos, onde os resultados corporativos chamam a atenção, os contratos de índices futuros apontam para uma abertura em alta de Wall Street. Já o contrato futuro de Ibovespa opera em leve baixa de 0,04% na BM&F. Os preços do petróleo, por sua vez, iniciaram o dia em baixa, se aproximando dos US$ 71,50 o barril em Londres e Nova York.
Mercado de câmbio
No mercado de câmbio, o recuo de 92% do ingresso de dólares no Brasil no mês passado impulsionou o movimento de ajuste das cotações do dólar na quarta-feira. Segundo o BC, em abril, o ingresso de divisas ficou em US$ 609 milhões, contra US$ 7,993 bilhões registrados em março.
Apesar deste resultado, analistas reiteram a perspectiva de manutenção da maior oferta de dólares. A evolução dos rendimentos dos Treasuries e dos preços do petróleo, no entanto, segue em evidência e pode influenciar as cotações, assim como as atuações do Banco Central. O contrato futuro de dólar opera em alta de 0,14% na BM&F.


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