Vale do Rio Doce é obrigada a reduzir participação na MRS
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) determinou que a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) venda, em um prazo de 120 dias, os 18,32% de ações ordinárias (com direito a voto) da MRS Logística que passou a deter por meio da aquisição da Ferteco Mineração há três anos. O edital de concessão da MRS prevê que nenhum acionista da empresa pode ter mais de 20% de seu capital votante. A Vale, porém, possui quase 36% das ações ordinárias (ON) da ferrovia, incluindo outros 17,61% que herdou indiretamente com a compra da Caemi, em 2003.
A MRS Logística, com sede em Juiz de Fora (Zona da Mata), possui uma malha ferroviária de 1,674 mil quilômetros distribuídos por três Estados - Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo - e tem papel estratégico no escoamento de produtos siderúrgicos e minérios, entre outros. A decisão da ANTT foi mais rigorosa do que a que foi tomada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em agosto. Na época, em um julgamento mais amplo, que envolvia uma disputa por negócios em mineração, o Cade não obrigou a Vale a vender ações, mas determinou que a empresa teria de ter apenas um direito de veto, e não dois, nas decisões da MRS.


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