Bovespa: próximos pregões devem ser de grande agitação, prevêem analistas
Por: Marcello de Almeida
13/04/06 - 17h42
InfoMoney
SÃO PAULO - Como esperado por parte dos analistas, a segunda semana de abril não foi muito positiva para o mercado brasileiro de renda variável. Os maiores rendimentos oferecidos pelos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e a escalada dos preços do petróleo, aliado à influência do vencimento de índice futuro na BM&F, acabaram penalizando os ganhos do Ibovespa, que recuou 2,17% no período.
Tendo em vista a carregada agenda da próxima semana, analistas acreditam que os próximos quatro pregões também serão bastante agitados na Bovespa, lembrando ainda que na próxima sexta-feira (21) teremos o feriado de Tiradentes.
Juros nos Estados Unidos
Em relação às perspectivas, Kelly Trentin, da corretora de valores SLW, comenta que a tendência do Ibovespa está indefinida e que a evolução dos rendimentos oferecidos pelos Treasuries está balizando os mercados.
Trentin ressalta que os números dos importantes indicadores de preços norte-americanos que serão publicados na próxima semana serão de grande importância, assim como o conteúdo da ata da última reunião do comitê de política monetária dos Estados Unidos, que foi a primeira presidida por Ben Bernanke.
A analista ressalta que os investidores vão avaliar minuciosamente o documento, mas acredita que seu conteúdo deixará em aberto qual será a postura do colegiado do Fed nas próximas reuniões. "Uma melhor definição sobre o futuro dos Fed Funds somente deverá ser delineada a partir dos meses de maio e junho, após a análise dos dados preliminares do segundo trimestre", comentou.
Fundamentos da economia brasileira
Outro fator importante e que certamente deverá contribuir para o aumento da volatilidade é o vencimento de contratos de opções, marcado para segunda-feira (17). A usual briga entre comprados e vendidos novamente deve influenciar as negociações.
Cabe citar, no entanto, que os fundamentos da economia brasileira se mantêm sólidos, assim como as perspectivas para o crescimento dos lucros de grande parte das empresas com ação em Bolsa.
"As melhores condições da economia brasileira tendem a limitar o impacto das incertezas trazidas pelo aumento dos juros de médio e longo prazos dos Estados Unidos e escalada dos preços do petróleo", acredita o analista de uma grande corretora que preferiu não se identificar.


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