Segunda-feira, Maio 29, 2006

Com fraco volume financeiro, Ibovespa fecha segunda-feira em queda

Por: Equipe InfoMoney
29/05/06 - 18h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Depois de mostrar certa instabilidade ao longo do pregão, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em queda de 1,25% nesta segunda-feira (29), cotado a 38.145 pontos. O volume financeiro foi de R$ 946,65 milhões, bastante reduzido em função do feriado de Memorial Day nos EUA.

Sem o norte de Wall Street e diante das incertezas que ainda rondam os mercados emergentes, investidores optaram por uma postura mais cautelosa, levando o indice paulista ao vermelho.

Semana recheada de indicadores
De fato, o posicionamento mais conservador parece se justificar à medida que se considera a importância dos indicadores econômicos a serem divulgados ao longo da semana. Na próxima quarta-feira, o Copom (Comitê de Política Monetária) anuncia a nova taxa Selic, para a qual estima-se um corte de 0,50 ponto percentual - segundo a mediana das projeções do relatório Focus.

No mesmo dia, será publicada a ata da última reunião do Fomc, com prováveis indicações acerca da política monetária futura nos EUA, talvez a fonte de maior preocupação atualmente.

Voltando à esfera interna, segundo dados divulgados pela manhã, a balança comercial brasileira referente à quarta semana de maio registrou um superávit de US$ 392 milhões, recuando mais uma vez na passagem semanal, já que, na terceira semana de maio, o saldo havia sido de US$ 433 milhões.

Em um pregão bastante negativo para os papéis de empresas ligadas ao segmento de telefonia celular, as ações preferenciais da Vivo Participações recuaram 6,29%, para R$ 6,55, depois de terem encerrado em alta de mais de 9% na última sessão.

Na contramão do Ibovespa, os papéis ordinárias da Perdigão fecharam em alta de 6,03%, a R$ 21,60, ainda sob a influência positiva da aquisição da Batávia, anunciada na sexta-feira.

Dólar subiu mais de 1%
No mercado de câmbio, o dólar encerrou cotado a R$ 2,2750, o que representa uma alta de 1,52% frente ao fechamento anterior. A sessão foi marcada pela liquidez reduzida e o baixo volume de negócios, com investidores preferindo permanecer alheios às transações, em função do feriado no mercado norte-americano.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, não houve negociação em virtude do feriado nos EUA.

IGP-M sai na terça-feira
Na terça-feira, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) publica o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), refletindo os preços no País em maio. É também o dia em que começa a Reunião do Copom.

Nos Estados Unidos, será anunciado o Consumer Confidence, que avalia a confiança dos consumidores em maio.

Ações da Varig quase dobram de valor, movidas por leilão de venda antecipado

Por: Rodolfo Amstalden
29/05/06 - 18h19
InfoMoney

SÃO PAULO - A 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro determinou que o leilão de venda da Varig seja antecipado para 5 de junho. Segundo o juiz Luiz Roberto Ayoub, a antiga data (9 de julho) perdeu o sentido porque se baseava em três pedidos de empréstimo visando capitalizar a companhia aérea, que foram reprovados pelo BNDES.

Investidores parecem ter avaliado com otimismo a decisão judicial. Os papéis preferenciais da Varig fecharam esta segunda-feira cotados a R$ 5,20, alta de quase 100%.

Mais sobre o leilão
As operações da Varig poderão ser vendidas de forma integral ou considerando apenas o mercado doméstico. No primeiro caso, o preço mínimo é de US$ 860 milhões; no segundo, de US$ 700 milhões. Ambas as alternativas excluem a dívida da empresa, avaliada em R$ 8 bilhões.

Só participarão das negociações empresas nacionais, que poderão contar com mais informações mediante solicitação formal a partir da próxima quarta-feira (31). Outros detalhes sairão no edital a ser publicado na terça-feira no Diário Oficial.

José Dirceu envolvido?
A revista Veja publicou no final de semana uma notícia afirmando que o ex-ministro José Dirceu seria intermediário da venda da companhia aérea para o magnata russo Boris Berezovski. Dirceu estaria negociando com o governo para que R$ 100 milhões fossem injetados no negócio através do BNDES.

Ações da Bolsa: Bovespa forma grupo de estudos para abertura de capital

Por: Equipe InfoMoney
29/05/06 - 18h07
InfoMoney

SÃO PAULO - A Bovespa afirmou, nesta segunda-feira (29), que montou um grupo de trabalho para estudar a abertura de capital da Bolsa, em parceria com a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia).

A decisão, que já foi aprovada pelos Conselhos de Administração das duas entidades, foi anunciada às sociedades corretoras e acionistas da CBLC.

Atendendo requisitos
Por meio de um comunicado à imprensa, a Bovespa informa que o objetivo do estudo é atender aos novos desafios do mercado de capitais brasileiro e ao aumento da competição internacional, além de buscar a valorização dos investimentos realizados.

Segundo a Bovespa, cerca de 70% das principais bolsas do mundo já adotou a idéia de aprimoramento do modelo de abertura de capital.

Mercado mostra cautela e dólar comercial opera em leve alta

Por: Equipe InfoMoney
29/05/06 - 15h05
InfoMoney

SÃO PAULO - Em uma sessão de fraco volume financeiro, em função do feriado de Memorial Day nos EUA, o dólar comercial opera em leve alta, ilustrando a cautela dos investidores na tarde desta segunda-feira.

Sem o norte dos mercados dos EUA e em um momento de extrema volatilidade, em virtude das incertezas que rondam os mercado de países emergentes, investidores optam por uma postura mais conservadora, levando o dólar à valorização na sessão.

A semana promete ser de grande instabilidade. Na próxima quarta-feira, o Copom (Comitê de Política Monetária) anuncia a nova taxa Selic, para a qual estima-se um corte de 0,50 ponto percentual - segundo a mediana das projeções do relatório Focus -, e no mesmo dia sai a ata da última reunião do Fomc, com comentários a respeito da política monetária futura nos EUA.

Dólar em alta
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,2460 na compra e R$ 2,2490 na venda, alta de 0,36% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 2,3780, representando um ágio de 5,88% em relação ao dólar comercial.

Com esta alta, o dólar acumula valorização de 7,71% em maio, frente à baixa de 1,65% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 3,19%.

Dólar futuro na BM&F também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho opera cotado a R$ 2.252, alta de 0,31% em relação ao fechamento de R$ 2.245 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em alta de 0,39%, atingindo R$ 2.275 frente à R$ 2.266 do fechamento de sexta-feira.

Ebtida das maiores empresas brasileiras cresceu mais que o esperado no 1º trimestre

Por: Marcello de Almeida
29/05/06 - 13h42
InfoMoney

SÃO PAULO - Apesar das dificuldades enfrentadas no primeiro trimestre de 2006, como um real bastante apreciado e um elevado patamar do juro básico brasileiro, a maioria das empresas não-financeiras com ações listadas na Bovespa apresentou crescimento da sua geração operacional de caixa no período, resultado que, em linhas gerais, superou as expectativas dos analistas.

De um universo de 62 companhias, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 33 empresas, ou cerca de 53% do total, superou as projeções dos analistas, enquanto outras 8 apresentaram desempenho em linha com o esperado e 21 surpreenderam de forma negativa.

Na somatória total, tendo como base a amostra em questão, o Ebitda registrado no ano passado foi de R$ 38,194 bilhões, resultado 2,5% superior aos R$ 37,275 bilhões da média das projeções dos analistas consultados pela InfoMoney.

Destaques positivos e negativos
Entre os destaques positivos, ênfase para os números de Coelce e Copesul, cujos Ebitdas atingiram, respectivamente, patamares 45,8% e 43,1% acima do esperado pelos analistas. Unipar, Acesita e UOL também merecem atenção, uma vez que suas gerações operacionais de caixa superaram em, respectivamente, 34,5%, 26,6% e 24,4% as projeções.

No outro extremo, aparecem Sadia e Perdigão, cujos Ebitdas frustraram em 53,1% e 33,2% os analistas. Já a geração operacional de caixa de Net, VCP, Aracruz, Telesp Fixa, CCR Rodovias, Grendene, Brasil Telecom Participações e Copel foi prevista com bastante precisão, tendo destoado da média das estimativas em menos de 1,5%.

Maiores empresas
Entre as maiores empresas brasileiras, a Petrobras apresentou um Ebitda 12,5% acima das projeções. Já geração operacional de caixa da Vale do Rio Doce surpreendeu negativamente, ao ficar 5,8% abaixo do esperado.

O Ebitda da AmBev superou as estimativas em 3,3%, enquanto os da Gerdau e da Usiminas ficaram, respectivamente, 5,4% e 7,9% aquém do prognóstico. A geração operacional de caixa da CSN ficou 9,8% abaixo das projeções.

Metodologia
Considerou-se acima do esperado o Ebitda que ficou, pelo menos, 2% acima da média das projeções dos analistas consultados pela InfoMoney. De forma análoga, números que ficaram mais de 2% aquém das estimativas foram classificados como abaixo do esperado.

Planner faz um balanço de Net e Vivax e sugere manutenção dos papéis

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
29/05/06 - 09h42
InfoMoney

SÃO PAULO - A Planner publicou relatório na noite da última sexta-feira fazendo um paralelo entre as ações de Net e Vivax. Segundo a corretora, ambas as companhias de TV a cabo apresentam bom desempenho operacional, com administração satisfatória de seus negócios.

Contudo, para os papéis das duas empresas foi estabelecida a recomendação de apenas "manter", dada a expectativa da Planner de fechamento de capital da Net, decorrente da possível reestruturação na companhia, e a falta de amadurecimento da Vivax.

Net é líder, Vivax ganha espaço
Obviamente, lembra a corretora, a Net ocupa uma posição mais privilegiada, pois detém uma forte base de clientes e uma estrutura operacional mais atuante.

Em contrapartida, os analistas identificam na Vivax uma boa concorrente, que vem conquistando participação de mercado relevante.

Diferenças operacionais
Em termos operacionais, a Planner ressalta ser a principal diferença entre as duas o fato de a Vivax apresentar uma rede bidirecional mais completa, com uma nova estrutura de cabeamento e uma freqüência de dados com maior capacidade para o fluxo de informações.

Já a Net opera com uma rede de menor freqüência e uma base maior de assinantes, lembra a corretora.

Focus: mercado projeta corte de 50 pontos base na Selic e eleva projeção para o PIB

Por: Camila Schoti
29/05/06 - 09h25
InfoMoney

SÃO PAULO - Cumprindo sua agenda semanal, o Banco Central divulgou nesta segunda-feira, dia 29 de maio, o relatório Focus, informe que relata as projeções do mercado com base em consulta a aproximadamente cem instituições financeiras durante a semana anterior.

As projeções referem-se às principais variáveis macroeconômicas brasileiras esperadas para o mês de maio e junho, além dos dados projetados para os períodos de 2006 e 2007.

Semana de reunião do Copom
Apesar do cenário adverso verificado nas últimas semanas, o mercado continua apostando numa redução de 50 pontos base na Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) que ocorrerá nesta semana. Se implementado, o corte levará a taxa básica de juro à 15,25% ao ano.

Adicionalmente, houve um novo aumento na projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que passou para 3,59% neste ano.

Para Fator, aquisição do controle da Batávia é positiva para a Perdigão

Por: Rodolfo Amstalden
29/05/06 - 09h05
InfoMoney

SÃO PAULO - Na última sexta-feira, a Perdigão anunciou a aquisição do controle da Batávia, segmento de laticínios da Parmalat no Brasil. Foram gastos R$ 101 milhões com a operação, valor a ser debitado do caixa formado no primeiro trimestre do ano.

Na opinião da Fator Corretora, a notícia é positiva. Destaque para a diversificação do portifólio de vendas, que resulta em menor exposição para o segmento de carnes, que não está vivendo um bom 2006.

Os analistas ressaltam ainda a possibilidade de sinergias, e prevêem que a margem Ebitda (geração operacional de caixa / receita líquida) da Batávia cresça de 6% para 16% até 2007, superando a própria Perdigão.

Recomendação
A Fator avalia que as ações da Perdigão devem subir no curto prazo por conta da notícia. De fato, na sexta-feira elas fecharam com forte valorização de 5,00%.

Mesmo assim, a corretora recomenda "manutenção" para os papéis, que têm preço-alvo traçado em R$ 27,67 visando dezembro de 2006.

Mais sobre a Batávia
A Batávia possui participação de 13% no mercado de laticínios brasileiros, ficando na terceira posição do segmento. Seus principais produtos são leites, iogurtes e bebidas à base de soja, comercializados sob a marca Batavo.

Bolsa: analistas continuam otimistas, mas recomendam cautela aos investidores

Por: Equipe InfoMoney
29/05/06 - 08h52
InfoMoney

SÃO PAULO - Tendo em vista a carregada agenda de indicadores econômicos desta semana, analistas recomendam cautela aos investidores.

Apesar de ressaltarem que os fundamentos da economia doméstica seguem equilibrados e que o recente histórico de desvalorização pode ter criado boas oportunidades de investimento na Bovespa, acredita-se que a volatilidade tende a seguir elevada, assim como a correlação com os mercados externos.

Nesta segunda-feira não haverá a influência das bolsas norte-americanas, que não vão funcionar por conta do feriado em comemoração ao Memorial Day. Já na Europa, as bolsas operam em queda. Na Ásia, o mercado fechou o dia sem tendência definida. O petróleo iniciou suas negociações em leve alta em Londres.

A agenda econômica desta sessão não é muito expressiva. Porém, traz informações relevantes sobre a economia brasileira. O Banco Central divulga o relatório Focus, e sairão também os dados da balança comercial brasileira, denotando exportações e importações na semana anterior.

Mercado de câmbio
No mercado de câmbio, assim como na Bovespa, o volume de negociações tende a ser reduzido, uma vez que a participação dos investidores norte-americanos será menor. As incertezas em relação ao futuro dos Fed Funds continuam elevadas, o que pode pressionar a cotação do Real.

No entanto, analistas ressaltam que o país continua registrando um bom desempenho comercial e ainda se apresenta como uma interessante opção de investimentos para os investidores estrangeiros.

Domingo, Maio 28, 2006

Cosan to Sell U.S Shares to Finance Expansion, CFO Diniz Says

May 17 (Bloomberg) -- Cosan SA Industria e Comercio, the world's biggest sugarcane processor, plans to sell American depositary receipts to finance acquisitions and expansions, as demand for sugar-based ethanol fuel soars.

Cosan is seeking to double its size in six years and raise its market share to 20 percent, Chief Financial Officer Paulo Diniz said. The sale of ADRs on the New York Stock Exchange is likely to come in the next 18-to-24 months, Diniz, 48, said in an interview in the Piracicaba, Brazil-based company's Sao Paulo offices.

Cosan sales have risen as sugar prices more than doubled in the past 12 months, the second-best performance of world commodities, driven by demand for ethanol fuel and the sugarcane used to make it. Developed countries including the U.S. are requiring refiners to boost ethanol use as they phase out more- polluting additives such as MTBE, or methyl tertiary butyl ether. U.S. law requires refiners to increase ethanol consumption by 11 percent a year through 2012.

"High oil prices have made ethanol fuel very competitive" Diniz said. "If protectionist tariffs were eliminated by the U.S., the sugar industry could grow significantly."

The U.S. has had a 54 cent a gallon tariff on ethanol imports from countries outside the Caribbean and Central America since 1980.

Cosan's sugar and ethanol production capacity has increased by 20 percent to 25 percent in the past few years, Diniz said.

Ethanol's is contributing more of the company's revenue, he said. In the first nine months of the fiscal year ended in March, the fuel accounted for 35 percent of Cosan's sales, up from 27 percent a year earlier, Diniz said.

Initial Offering

Cosan raised 770 million reais ($356 million) in an initial public offering in November. The company sold $450 million of perpetual bonds, which don't have a set maturity, in January to help fund buyouts and expansion of plants. Credit Suisse Group and Morgan Stanley managed the bond sale.

Cosan's doubling in size "will be done by raising money in a series of transactions that include selling debt and capital" Diniz said. "Selling ADRs on the NYSE is a very attractive part of this strategy."

Tapping international markets, including the sale of depositary receipts, will depend on the pace of the company's acquisitions, Diniz said. The company plans to spend $400 million on acquisitions in coming years to boost production.

"If rising sugar and ethanol prices drive up the cost of acquisitions, then we would hold off plans to raise money'' he said.

Cosan projects that sugar will trade at between 15 cents a pound and 18 cents a pound and the Brazilian real will trade at 2.10 per dollar to 2.20 per dollar by yearend, he said.

Sugar Price

Raw sugar for May delivery fell 0.03 cents, or 0.2 percent, to 17.00 cents a pound at the New York Board of Trade 11:35 a.m. New York time.

The Brazilian currency has gained 14 percent in the past year, the second best performance among 62 currencies tracked by Bloomberg.

The strengthening of the real will crimp export revenue in the fiscal year that ended in March, Diniz said. He expects exports of sugar and ethanol to account for 55 percent of Cosan's revenue, down from 60 percent in the year earlier.

Cosan gets fewer reais for its exports because of the appreciation of the Brazilian currency against the dollar, Diniz said. Cosan is scheduled to report its fiscal year results to the securities regulator next month.

Sexta-feira, Maio 26, 2006

Sustentado por controle inflacionário, Ibovespa segue se recuperando

Por: Equipe InfoMoney
26/05/06 - 15h18
InfoMoney

SÃO PAULO - Dando seqüência ao movimento de recuperação, o Ibovespa apresenta alta de 1,71% nesta tarde, ao patamar de 38.210 pontos. O índice com 56 das ações mais negociadas da Bolsa de Valores de São Paulo tem volume financeiro de R$ 1,7 bilhão até o momento.

A valorização nesta sexta-feira é beneficiada pelo controle da inflação brasileira - denotado no IPCA-15 e na terceira prévia do IPC-Fipe - e norte-americana - o PCE (Personal Consumption Expenditures) veio em linha com as expectativas.

Ações do BB disparam mais uma vez
O destaque positivo da sessão fica com as ações ordinárias do Banco do Brasil, que registram valorização de 8,77% e são cotadas a R$ 62,00. Com essa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 52,36%.

Depois da baixa em seis pregões seguidos - desvalorização acumulada de mais de 20% - o mercado segue corrigindo a cotação dos papéis do banco com base em bons fundamentos.

Quanto ao pior desempenho, é representado pelos papéis ordinários da Arcelor Brasil, que são cotados a R$ 33,85 e apresentam forte baixa de 3,83%. A percepção de fracasso da fusão global entre a Arcelor e a Mittal Steel afeta o desempenho das ações.

Cronograma da oferta pública de BDRs da GP Investiments sofrerá alterações

Por: Fernanda Senra
26/05/06 - 14h01
InfoMoney

SÃO PAULO - Nesta sexta-feira, a GP Investiments divulgou aviso ao mercado comunicando que o cronograma originalmente previsto para a oferta pública primária de BDRs sofrerá alterações em função da não implementação da condição suspensiva, descrita no prospecto preliminar.

A companhia e o coordenador líder também informaram que assim que a referida condição suspensiva for implementada, o novo cronograma da oferta pública brasileira será republicado e, exceto por esta alteração no cronograma, todas as demais condições da operação ficam mantidas.

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ainda não possui informações a respeito dos motivos que levaram a companhia a suspender a oferta, mas, segundo analistas, existe a possibilidade de a empresa ter optado pela suspensão em função das atuais condições de mercado.

Investidores não-institucionais poderão desistir
Diante disto, os investidores não-institucionais que tenham realizado seus pedidos de reserva até a data de publicação do aviso poderão desistir do pedido, desde que informem sua decisão à instituição participante da oferta que o tenha recebido até as 11h30 do último dia útil anterior à data de liquidação que vier a ser fixada no novo cronograma.

Caso o investidor não-institucional não informe sua decisão de desistir do pedido de reserva dentro do prazo estipulado, o pedido de reserva será considerado válido e o investidor deverá efetuar o pagamento do valor do investimento na data de liquidação da oferta brasileira.

Gerdau anuncia programa de recompra de ações nesta sexta-feira

Por: Cauê Todeschini de Assunção
26/05/06 - 11h00
InfoMoney

SÃO PAULO - A Gerdau anunciou há pouco os detalhes de um programa de recompra de ações, deliberado pelo Conselho de Administração da empresa nesta sexta-feira.

Segundo comunicado divulgado pela siderúrgica gaúcha, as aquisições, que compreenderão ações tanto da Metalúrgica Gerdau quanto da Gerdau S.A., serão realizadas utilizando-se de disponibilidades suportadas por reservas de lucros existentes.

Limites do programa
Serão adquiridas até 1,5 milhão de ações preferenciais da Metalúrgica Gerdau, representando aproximadamente 1,25% das ações preferenciais em circulação para permanência em tesouraria e posterior cancelamento.

Da Gerdau S.A., as compras podem ir até 3 milhões de ações preferenciais, representando aproximadamente 1,02% das ações preferenciais em circulação. Os papéis permanecerão em tesouraria para atender ao Programa de Incentivo de Longo Prazo da Companhia ou posterior cancelamento.

A autorização do Conselho vigorará por um prazo máximo de 60 dias, ou seja, até o próximo dia 24 de julho de 2006, cabendo às Diretorias fixar as quantidades de ações e a oportunidade de cada operação.

Papéis operam em alta
Após o anúncio da operação, as ações preferenciais da Metalúrgica Gerdau operam em alta de 3,11%, seguidas de perto pelas ações preferenciais da Gerdau S.A., em alta de 2,91%.

Google responde à Microsoft e fecha acordo de softwares com a Dell

Por: Cauê Todeschini de Assunção
26/05/06 - 10h23
InfoMoney

SÃO PAULO - Google e Dell anunciaram nesta sexta-feira (26) um acordo que prevê a instalação de softwares do Google na configuração de fábrica dos PCs montados pela Dell, que é a maior fabricante de computadores pessoais do mundo.

Os softwares instalados incluiriam uma ferramenta para buscas tanto na internet quanto no desktop, além de uma barra de ferramentas com a marca Google.

Analistas comentam que o acordo é uma resposta do Google ao desenvolvimento de uma ferramenta de busca pela Microsoft.

Há mais por vir
O CEO do Google, Eric Schmidt, afirmou nesta sexta-feira que este é apenas "o primeiro de muitos" acordos entre as empresas e que "provavelmente há mais coisas por vir".

Schmidt também deixou claro que as receitas obtidas pelas empresas serão divididas entre as partes, mas se recusou a entrar nos detalhes do acordo.

Inicialmente, a operação prevê a instalação do pacote Google em 100 milhões de máquinas Dell.

Arcelor anuncia aquisição de siderúrgica russa e bloqueia negócio com a Mittal

Por: Cauê Todeschini de Assunção
26/05/06 - 09h02
InfoMoney

SÃO PAULO - A Arcelor anunciou nesta sexta-feira que chegou a um acordo para a aquisição da Severstal, maior fabricante de aços da Rússia, em um negócio que criará a maior e mais rentável siderúrgica do mundo.

Avaliado em € 13 bilhões, o negócio deve bloquear a aquisição da Arcelor pela Mittal, que vem se arrastando desde o início do ano.

Mittal Steel critica compra da siderúrgica russa
O porta-voz da Mittal afirmou que a aquisição da Severstal prejudica os acionistas da Arcelor e que a diretoria da empresa estaria manipulando os acionistas para seus próprios fins.

O CEO da Arcelor, Guy Dollè, no entanto, defendeu-se da acusação e disse que a aquisição da Severstal já vinha sendo estudada há três anos e que a proposta da Mittal apenas acelerou o processo.

Vale lembrar que na sexta-feira da semana passada, a Mittal havia elevado a proposta de aquisição da siderúrgica européia em mais de 30%, para € 23 bilhões.

Aquisição bloquearia fusão entre Arcelor e Mittal
Analistas acreditam que com a confirmação da aquisição da Severstal, o negócio entre Arcelor e Mittal deve fracassar, uma vez que o valor de mercado da Arcelor cresceria excessivamente.

Para a conclusão deste, porém, a proposta de aquisição deve ainda ser aprovada pela maioria dos acionistas da Arcelor. Guy Dollè, no entanto, acredita que essa maioria será obtida sem problemas.

40% do Ebitda no Brasil e na Rússia
A nova empresa, criada a partir da união entre Arcelor e Severstal, teria cerca de 40% de seu Ebitda (geração operacional de caixa) gerado no Brasil e na Rússia, regiões com elevado grau de eficiência na produção de aço.

A empresa seria líder de mercado na Europa, na Rússia e na América do Sul, além de ocupar posição de destaque na América do Norte.

Mercados futuros indicam abertura em alta das bolsas norte-americanas

Por: Equipe InfoMoney
26/05/06 - 09h50
InfoMoney

SÃO PAULO - Na manhã desta sexta-feira, os contratos futuros dos principais índices de ações norte-americanos negociados na Chicago Mercantile Exchange (CME), como o S&P 500 e o Nasdaq 100, indicam uma abertura em alta das bolsas dos EUA. Contudo, os índices apresentam expressiva volatilidade nesta manhã.

Futuros de S&P 500 e Nasdaq 100 operam em alta
O contrato futuro do S&P500 opera a 1.281 pontos, alta de 6,25 pontos em relação ao valor justo, o que indica uma abertura do S&P 500 a 1.279,13 pontos, alta de 0,49% em relação ao último fechamento.

Já o futuro do Nasdaq 100 aponta uma abertura do índice das blue chips de tecnologia a 1.606,24 pontos, alta de 0,41% frente ao fechamento de quinta-feira. O contrato futuro negociava há instantes a 1.610,5 pontos, 6,56 pontos acima do valor justo.

Contratos futuros indicam sentimento do mercado
Os contratos futuros de índices negociados na CME são importantes indicadores usados para determinar a tendência de abertura das bolsas norte-americanas.

Por negociarem quase 24 horas por dia, estes contratos são geralmente os primeiros a absorverem o impacto de eventos divulgados fora do horário normal de funcionamento da bolsa que afetam o mercado, como divulgação de resultados corporativos, fatos políticos, etc.

Os contratos de índice são negociados no pregão da CME durante o funcionamento das bolsas e também no sistema eletrônico Globex entre 16h45 e 09h15, horário de Nova York.

Turbulência nos mercados emergentes é apenas uma correção, diz Citigroup

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
26/05/06 - 09h54
InfoMoney

SÃO PAULO - A turbulência recente nos mercados emergentes é uma correção significativa, mas não chega a ser um esfacelamento das condições outrora favoráveis para essas economias. A interpretação é do Citigroup, evidenciada em relatório publicado na última quarta-feira.

Mais ainda, os analistas do banco acreditam que a correção em pauta criará oportunidades de entrada mais interessantes nos mercados de títulos da dívida de tais países e câmbio, à medida que a volatilidade corrente se estabilize.

Uma correção significativa, mas nada mais
Justificando sua perspectiva de que a turbulência atual é apenas uma correção (significativa, é verdade), o Citi lembra que os indicadores de crédito das economias emergentes se mantêm sólidos e o ritmo de crescimento mundial deve permanecer robusto.

Ademais, o banco ressalta que não considera a inflação norte-americana o risco central para os mercados, além de acreditar que o temor de descontrole no nível geral de preços deve arrefecer.

Embora faça tais considerações, o Citigroup pondera que a correção ainda não chegou a seu final e novos ajustes estão por vir.

Renda do trabalhador norte-americano subiu menos do que o esperado por analistas

Por: Cintia Lucas
26/05/06 - 09h43
InfoMoney

SÃO PAULO - O Departamento do Comércio dos Estados Unidos divulgou, nesta sexta-feira, o resultado das pesquisas sobre a renda e gasto dos cidadãos norte-americanos referente ao mês de abril.

No período analisado o Personal Income, que se refere à renda dos norte-americanos, reportou uma elevação de 0,5%, ficando abaixo das expectativas de 0,7% e em linha com o índice revisado do mês anterior, que também havia sido de 0,5%.

Já o Personal Spending, referente aos gastos dos habitantes dos Estados Unidos, registrou alta de 0,6%, resultado em linha com as expectativas e acima do índice revisado do mês anterior, que foi de 0,5%.

Conheça o indicador
O Bureau of Economic Analysis do Departamento do Comércio dos EUA divulga mensalmente pesquisa sobre a renda individual dos cidadãos norte-americanos, e leva em consideração os salários, rendas de aluguel, auxílio-governamental e renda financeira.

Vale ressaltar que o valor do nível de renda pode ser utilizado como termômetro do poder de compra dos consumidores, e conseqüentemente, da situação da atividade econômica local.

Ibovespa: forte recuperação desta quinta-feira reflete o cenário externo

Por: Cauê Todeschini de Assunção
25/05/06 - 18h21
InfoMoney

SÃO PAULO - Após seis sessões consecutivas de queda e perdas acumuladas de mais de 9%, o Ibovespa recuperou-se nesta quinta-feira (25), com um avanço de quase de 5%, a sua maior alta desde maio de 2004.

Aliás, a volatilidade do índice desde o início do movimento de correção do mercado, no último dia 10, tem sido impressionante. Foram 12 sessões e em 5 delas o Ibovespa oscilou pelo menos 2%. Dessas cinco, em uma a variação ficou na casa dos 3% e em outra dos 4%.

Mercados emergentes registraram altas
O movimento de ajuste do mercado brasileiro nesta quinta-feira teve muito a ver com o cenário externo, onde as bolsas de outros países emergentes, como Rússia (+4,13%), México (+3,19%) e Turquia (+1,74%) também registraram fortes altas.

Os investidores acreditam que, com o avanço menor do que o esperado do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos, no primeiro trimestre, o Fed seja compelido a interromper o ciclo de alta do juro básico no país.

Cabe lembrar que os temores relativos aos rumos da política monetária norte-americana são um dos principais fatores que motivam a correção nos mercados emergentes.

Commodities também se recuperaram
Outra notícia positiva para os mercados emergentes foi a retomada da valorização das cotações das commodities nesta quinta-feira.

O índice Reuters/Jefferies, que inclui as principais commodities negociadas no mercado internacional, avançou 3,84%. O petróleo, por sua vez, subiu cerca de 2%, permanecendo acima dos US$ 70 tanto em Londres quanto em Nova York.

Os produtos foram pressionados em sessões anteriores, reagindo às especulações de que a trajetória ascendente das taxas de juros nas economias centrais pudesse arrefecer o crescimento global.

Após seis quedas, Ibovespa avança quase 5%, sua maior alta em mais de dois anos

Por: Equipe InfoMoney
25/05/06 - 18h18
InfoMoney

SÃO PAULO - Mostrando recuperação após seis pregões consecutivos em queda, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em forte alta de 4,96% nesta quinta-feira (25), cotado a 37.569 pontos, beneficiado por uma maior tranqüilidade no cenário externo. Com volume financeiro de R$ 2,783 bilhões, a alta observada nesta sessão foi a maior desde maio de 2004.

Amenizando a preocupação em torno das decisões futuras do Fomc a respeito do juro básico norte-americano, o PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA, publicado pela manhã, cresceu 5,3% no primeiro trimestre de 2006, abaixo das estimativas do mercado, que giravam em torno de 5,8%.

A expansão da economia norte-americana vinha sendo um dos principais vetores para o aumento do grau de aversão ao risco ao longo das últimas sessões, posto que um superaquecimento da atividade poderia conduzir a autoridade monetária local a promover ajustes adicionais na Fed Funds Rate.

Política fiscal interna também anima
Na esfera interna, a notícia positiva do dia esteve associada à manutenção da austeridade fiscal por parte do Governo Lula. Em abril, o superávit primário do setor público somou R$ 19,426 bilhões, o maior saldo de toda a série histórica, iniciada em 1991.

O resultado tranqüilizou investidores que temiam o abandono do arrocho fiscal em função do calendário eleitoral.

A despeito do clima positivo desta quinta-feira, analistas alertam para o fato de que as negociações na Bovespa devem seguir bastante voláteis até que haja uma maior definição a respeito da inflação norte-americana. Neste sentido, vale observar que na próxima manhã será anunciado o PCE, um dos índices de preço mais acompanhados pelo Federal Reserve Bank.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
BBAS3 Brasil ON 57,00 +15,40 +40,07 20,67K
CESP4 * Cesp PN 21,50 +13,15 +63,25 3,94M
TRPL4 * Trans Paulista PN 22,49 +11,89 -12,39 6,55M
CCRO3 CCR Rodovias ON 17,89 +11,81 -2,12 22,36M
NETC4 Net PN N2 1,20 +11,11 +12,15 70,19M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg
PETR4 Petrobras PN 43,43 +1,23 369,76M 321,66M 5.163
BBDC4 Bradesco PN 74,50 +3,19 144,99M 92,35M 2.149
VALE5 Vale Rio Doce PNA 45,20 +5,11 139,38M 140,50M 3.427
USIM5 Usiminas PNA 76,30 +10,10 129,45M 110,74M 1.893
CMIG4 * Cemig PN 93,00 +7,26 98,79M 53,05M 1.226

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Recuperando-se após uma seqüência de seis pregões consecutivos em forte queda, as ações ordinárias do Banco do Brasil dispararam, tendo encerrado em alta de 15,40%, a R$ 57,00.

A tendência de recuperação foi generalizada e, entre os integrantes do Ibovespa, nenhum papel encerrou em baixa.

Dólar despencou
No mercado de câmbio, o dólar encerrou cotado a R$ 2,2930, o que representa uma queda de 4,42% frente ao fechamento anterior. Depois de disparar na véspera, investidores corrigiram eventuais exageros, levando a moeda norte-americana para baixo de R$ 2,30 novamente.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 123,15% de seu valor de face, o que representa uma alta de 0,74%. O risco país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 269 pontos base, baixa de 12 pontos base em relação ao fechamento anterior.

Bolsas dos EUA avançaram
Nos Estados Unidos, diante das perspectivas mais favoráveis para a trajetória do juro básico, as principais bolsas do país fecharam em alta. Além dos dados do PIB, o discurso de Ben Bernanke, em que o presidente do banco central norte-americano afirma que as pressões inflacionárias estão controladas, também trouxe otimismo ao mercado.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em alta de 1,34% e atingiu 2.198 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 valorizou-se 1,14% a 1.273 pontos, da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, subiu 0,84% a 11.211 pontos.

Na Europa, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou alta de 2,13% e atingiu 5.706 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris valorizou-se 1,63% chegando a 4.950 pontos e o FTSE 100, da bolsa de Londres, subiu 1,62% a 5.678 pontos.

IPCA-15 sai na sexta-feira
Na sexta-feira, são esperados o IPCA-15 do IBGE, que reflete a inflação nacional entre os dias 15 de abril e 15 de maio, e o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor - Fipe), da terceira quadrissemana de maio.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Comércio mostrará a renda individual dos cidadãos em abril, através do Personal Income, e os gastos dos consumidores no mesmo mês, compilados no Personal Spending. Junto com os indicadores, sai o índice PCE.

Fechando a semana, será publicada a versão revisada do Michigan Sentiment de maio, que avalia a confiança dos consumidores na economia dos EUA.

Quinta-feira, Maio 25, 2006

Comunicado do presidente do Fed impulsiona Bolsas dos Estados Unidos

Por: Equipe InfoMoney
25/05/06 - 17h58
InfoMoney

SÃO PAULO - Amparadas na publicação de uma carta do presidente do Fed Ben Bernanke, as principais bolsas norte-americanas fecharam em elevação nesta quinta-feira (25), completando dois dias seguidos de alta.

O Federal Reserve Chairman afirmou, por meio de comunicado ao mercado, que as pressões inflacionárias sobre a economia dos EUA mostram-se controladas.

Após o agravamento dos temores acerca da inflação nas últimas duas semanas, os investidores receberam bem as palavras de Bernanke.

Cenário corporativo
Destaque para a alta nos papéis da companhia de cartão de crédito MasterCard (+17,95%), que estreiou em Wall Street nesta sessão.

A exemplo do último pregão, as ações da General Motors (+5,24%) lideraram a valorização generalizada dentro do índice Dow Jones.

Bolsas dos EUA fecham em alta
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em alta de 1,34%, a 2.198 pontos, acumulando no ano baixa de 0,32%.

O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em valorização de 1,14%, atingindo 1.273 pontos, e subindo 1,97% no ano.

Por fim, o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou alta de 0,84%, chegando a 11.211 pontos, e acumulando no ano alta de 4,60%.

Merrill Lynch avalia joint venture e destaca potencial de alta das ações da Gafisa

Por: Rodolfo Amstalden
25/05/06 - 15h40
InfoMoney

SÃO PAULO - A Gafisa anunciou a formação de uma joint venture visando desenvolver projetos imobiliários em Alagoas. A parceira será a Cipesa, empresa com experiência na construção de condomínios, hospitais e pontes no estado.

De acordo com o banco de investimentos Merrill Lynch, o primeiro projeto conjunto será lançado ao final de 2006. Por isso, não há antecipação de eventuais impactos sobre os exercícios de 2006 e 2007.

Os analistas lembram ainda que suas projeções para a Gafisa incluem a perspectiva de avanço sobre novos estados e cidades de médio porte, o que deve ser positivo para o resultado operacional de 2008.

Forte potencial
Com o pessimismo predominante nas últimas semanas, o preço das ações da Gafisa despencou, tornando-as uma das mais atrativas opções de mercado dentro do setor de construção civil da América Latina.

A Merrill Lynch continua vendo a companhia como uma das grandes promessas de ganho nos próximos 5 anos, dado o prognóstico de rápida expansão.

Recomendação
Os analistas do banco de investimentos reiteram a recomendação de compra para os papéis da Gafisa, estipulando um preço-alvo de R$ 30,00 com base nos próximos 12 meses."

Preços do aço devem continuar subindo, afirmam analistas do Itaú

Por: Cauê Todeschini de Assunção
25/05/06 - 15h22
InfoMoney

SÃO PAULO - Em relatório divulgado nesta quinta-feira, os analistas do Banco Itaú classificaram como positiva para o setor siderúrgico brasileiro a notícia de que a China Steel Corporation deve elevar em 11% os preços do aço no mercado de Taiwan.

Segundo os analistas do Itaú, as ações de empresas do setor siderúrgico brasileiro tiveram forte queda no mês de maio reagindo às perspectivas de que os preços do aço caíssem nos próximos meses, tal notícia, no entanto, mostra que a direção é contrária.

Para o Itaú, as ações de Usiminas e CSN são as principais beneficiadas pelo fato.

Reajuste no terceiro trimestre
O reajuste anunciado pela China Steel vigorará a partir do terceiro trimestre e é o segundo deste ano, já que a empresa havia subido os preços em 1,5% em fevereiro.

A empresa é a maior produtora de aço de Taiwan e, em geral, segue o movimento dos preços do produto no mercado chinês, maior do mundo.

Siderurgia: dados de abril animam analistas de Merrill Lynch e Pactual

Por: Cauê Todeschini de Assunção
25/05/06 - 14h33
InfoMoney

SÃO PAULO - Os dados de abril do IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia) e do INDA (Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço) reforçaram as perspectivas positivas dos analistas dos bancos de investimentos Merrill Lynch e Pactual sobre o setor siderúrgico brasileiro.

Dados positivos em abril
Os dados do IBS mostram que as vendas domésticas de aços longos subiram 7% na comparação com o mesmo mês do ano passado. No segmento de planos, a tendência de melhora também foi mantida, mas desacelerou. O crescimento sobre abril foi de apenas 1,3%.

A Merrill Lynch, no entanto, ressalta que na comparação com o mês de março deste ano, os aços planos mostraram maior força do que o segmento de longos.

Nos dados do INDA, a Merrill Lynch destaca o crescimento de apenas 4% dos estoques em mãos dos distribuidores sobre março deste ano, o que fez com que o nível de estoques se mantivesse em níveis historicamente baixos.

Brascan entra com pedido de registro para realizar oferta pública de ações ordinárias

Por: Fernanda Senra
25/05/06 - 11h08
InfoMoney

SÃO PAULO - Na última quarta-feira, a Brascan Residential Properties, braço imobiliário do grupo Brascan, entrou com pedido de registro inicial de companhia aberta junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), para a realização de oferta pública primária e secundária de ações ordinárias.

A operação deverá ser coordenada pelo banco de investimentos Credit Suisse em parceria com o UBS e os papéis distribuídos na operação deverão ser listados no Novo Mercado da Bovespa.

Mais uma do ramo imobiliário
A Brascan Residential Properties é controlada pela Brascan Imobiliária e reúne cinco companhias do grupo Brascan que atuam nos segmentos de engenharia, construção, incorporação e serviços financeiros ligados ao ramo.

O acionista vendedor da oferta secundária deverá ser a própria controladora (Brascan Imobiliária) e os recursos oriundos da emissão de novas ações poderão ser utilizados para liquidar dívidas, adquirir terrenos e financiar imóveis.

Oferta de ações: Mastercard irá abrir capital na Bolsa de Nova York

Por: Equipe InfoMoney
25/05/06 - 09h30
InfoMoney

SÃO PAULO - O ano de 2006 está sendo movimentado para o mercado de novas emissões de ações não somente no Brasil. Após o fechamento do pregão da Bolsa de Nova York na última quarta-feira, a Mastercard, segunda maior operadora de cartões de crédito do mundo, anunciou a precificação de sua oferta inicial pública de ações (IPO) nos EUA.

Embora o valor de US$ 39 por ação tenha ficado abaixo da estimativa inicial, que estava entre US$ 40 e US$ 43, a oferta de 61,52 milhões de papéis deve levar o montante da transação para US$ 2,4 bilhões, a maior abertura de capital desde maio de 2004. Na ocasião, a oferta da seguradora Genworth Financial movimentou US$ 2,83 bilhões.

Apenas US$ 650 milhões para a companhia
Boa parte dos recursos obtidos junto ao mercado será utilizada para reduzir a participação de cerca de 1.400 bancos no capital da empresa. Para a Mastercard, que fica somente atrás da Visa no mercado mundial de cartões de crédito, serão destinados cerca de US$ 650 milhões.

Os papéis da empresa serão negociados na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), com o código MA, em transação liderada pelos bancos Goldman Sachs e Citigroup.

Bovespa: com fundamentos inalterados, repique técnico estaria próximo, diz analista

Por: Equipe InfoMoney
25/05/06 - 09h18
InfoMoney

SÃO PAULO - Com a divulgação de indicadores contraditórios sobre a economia norte-americana, o clima de cautela e de incertezas entre os investidores se manteve elevado na última quarta-feira, percepção reforçada pela forte volatilidade apresentada pelas principais Bolsas.

O mercado continua bastante dependente do humor dos investidores estrangeiros. Neste contexto, desde o último dia 10, o dólar já acumula valorização de 16,45%. Já o Ibovespa acumula perdas de 14,74% desde os 41.979 pontos atingidos no pregão de 09 de maio. O saldo de investimentos estrangeiros, que no dia 10 estava positivo em R$ 1,03 bilhões, passou para R$ 1,16 bilhão negativos no dia 22 deste mês.

A Ágora Senior acredita que todas as atenções estarão agora voltadas para o comportamento do câmbio no Brasil e para a divulgação de novos indicadores norte-americanos. No entanto, com os fundamentos ainda inalterados, os analistas avaliam que se aproxima o momento de um repique técnico do mercado acionário doméstico.

Mercados internacionais e futuros
Neste contexto, tendo em vista a forte dependência do desempenho dos mercados externos, a influência é um pouco mais positiva nesta manhã.

Apesar de as bolsas terem encerrado suas negociações em baixa na Ásia, na Europa , os mercados apresentam um desempenho positivo, assim como nos Estados Unidos, onde os contratos de índices futuros apontam para uma abertura em alta de Wall Street.

No mesmo sentido, os contratos futuro de Ibovespa operam com valorização de 0,83% na BM&F. Os preços do petróleo, por sua vez, iniciaram o dia em leve alta em Londres e em Nova York.

Os analistas da Fator Corretora acreditam que o mercado acionário brasileiro pode ter um dia mais positivo, acompanhando a recuperação modesta dos mercados externos. No entanto, a volatilidade deve continuar elevada e o mercado deve mostrar-se tenso com a divulgação do deflator do PCE na próxima sessão.

Destaques da agenda do dia
Na agenda econômica desta quinta-feira, será publicada a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) referente ao mês de abril. Além disso, o Banco Central vai publicar a sua Nota de Política Fiscal. O Índice de Confiança do Consumidor da Fundação Getulio Vargas reduziu-se em 2,3% entre abril e maio de 2006.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) realiza sua reunião de maio. Na esfera política, confirmando os dados da sondagem realizada pelo instituto Sensus, a pesquisa Datatafolha apontou para uma provável vitória de Lula já no primeiro turno das eleições presidenciais.

Nos EUA, chama a atenção o anúncio preliminar do PIB do primeiro trimestre (GDP) e de seu deflator, o Chain Deflator, cuja responsabilidade é do Departamento do Comércio. Ainda neste dia, o mercado terá o Existing Home Sales. Trata-se de uma estimativa das vendas de casas usadas, com base no mês de abril.

Também será divulgado o total de pedidos de auxílio desemprego realizados na semana anterior.

Mercado de câmbio
No mercado de câmbio, em meio às incertezas em relação ao futuro dos juros nas economias centrais, principalmente nos Estados Unidos, o dólar registrou na última quarta-feira sua maior alta desde setembro de 2002.

Apesar de os fundamentos da economia doméstica continuarem positivos, o cenário ainda carrega muitas dúvidas e os analistas proferem não arriscar um teto para a cotação da moeda norte-americana. Como nos últimos dias, as negociações serão balizadas pelo humor dos investidores estrangeiros.

Se não houver nenhuma surpresa negativa nos dados a serem divulgados no exterior, a moeda brasileira pode recuperar parte do terreno perdido para o dólar, acreditam os analistas da Fator Corretora. Neste sentido, sugerindo um movimento de ajuste, o contrato futuro de dólar opera com forte desvalorização de 3,02% na BM&F.

Mercado volátil altera plano de oferta de ações da Brasil & Movimento

Por: Equipe InfoMoney
25/05/06 - 08h20
InfoMoney

SÃO PAULO - Motivada pela volatilidade recente no mercado de ações, a Brasil & Movimento, fabricante das bicicletas Sundown, afirmou na última quarta-feira ter adiado sua oferta pública de ações.

A estréia na Bovespa foi adiada de 26 de maio para 5 de junho. Com isso, o período de reservas foi estendido para até 31 de maio e a fixação do preço por ação, que deveria ter sido definida nesta quarta-feira, será em 1º de junho.

Segundo comunicado da empresa, as alterações nas datas ocorrem devido às incertezas e à instabilidade registradas ao longo dos últimos dias no mercado.

As recentes quedas no Ibovespa, que caiu novamente nesta quarta-feira, evidencia o aumento do grau de aversão ao risco, dada a expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos.

GP Investimentos
A GP Investimentos, por sua vez, mantém até o momento o cronograma de oferta de ações na bolsa, a despeito das turbulências em pauta. Encerrando-se na última quarta-feira o período de reservas da distribuição pública primária de BDRs (certificados de depósitos de ações).

Quarta-feira, Maio 24, 2006

Ibovespa abaixo dos 36.000 pontos: análise técnica pode indicar novas perdas

Por: Rodolfo Amstalden
24/05/06 - 18h25
InfoMoney

SÃO PAULO - No início da semana, os analistas Alex Rocha Moreira e Gustavo Lobo alertaram, em seu conteúdo publicado na comunidade de Análise Técnica da InfoMoney, que a perda do suporte de 36 mil pontos do Ibovespa poderia comprometer as esperanças de recuperação do mercado.

A barreira foi de fato quebrada no intraday desta quarta-feira, reforçando as preocupações dos investidores e obrigando novos cálculos por parte dos especialistas. Afinal, há de fato uma referência confiável neste momento de aparente descontrole rumo às perdas?

Suporte anterior não está perdido
Para o analista Daniel Castro, da Horus Strategy, o desafio aos 36 mil pontos representa mesmo um indício perigoso. Contudo, ele lembra, "o Ibovespa rompeu e voltou", fechando na margem superior dos 35 mil pontos, após chegar aos 34.911.

Castro prefere não fazer previsões pessimistas. Aposta que o suporte anterior ainda pode ser tomado como base mediante uma leve revisão, mais próxima dos 35 mil pontos.

Espaço para novas quedas
Já o analista Marcelo Grande interpreta que o momento ainda é de cautela: "apesar da forte queda nos últimos dias, há espaço para novas quedas". Seu próximo suporte para o Ibovespa mira os 33.700 pontos, com o piso seguinte nos 30 mil.

O analista destaca que algumas desvalorizações na ordem de 30% podem dar aos investidores "olhos de oportunidade". Mas é preciso ponderar. Sua sugestão é de "compras paulatinas", amparadas na hipótese de um repique daqui a alguns dias.

Para Gustavo Lobo, o Ibovespa perdeu seus principais suportes que caracterizavam a forte tendência de alta que durou até os últimos dias. A expectativa agora é de um período de maior volatilidade e correção.

Suporte e resistência
Os pontos de suporte podem ser definidos como os preços máximos ou mínimos que um determinado ativo atingiu num dado período, podendo ser esse período horas, para quem opera no intraday ou até anos, para quem opera no longo prazo.

Podemos considerar como um ponto de suporte a área no gráfico que está "abaixo do mercado", onde o interesse em comprar o ativo é suficientemente forte para superar uma pressão vendedora, de forma que quando o preço atingir este determinado ponto, pode haver uma pressão de alta e ele volte a subir.

No sentido oposto, uma resistência é o ponto onde o preço está "acima do mercado", e o interesse em vender o ativo por tal preço é maior do que a pressão compradora, fazendo com que este ponto torne-se um tipo de "barreira psicológica", mas que pode ser rompida a qualquer momento em função de diversos fatores que podem influenciar as expectativas dos investidores.

Pelo mesmo motivo, o suporte também poderá ser rompido, lembrando que uma das premissas adotadas na análise gráfica é a de que o mercado desconta tudo, e as ações são sempre precificadas de acordo com notícias, fatos ou rumores que podem influenciar no desempenho da empresa.

Fuga: estrangeiros retiram quase R$ 2 bilhões da Bovespa em dez dias

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
24/05/06 - 18h08
InfoMoney

SÃO PAULO - Um aumento global no grau de aversão ao risco está influenciando de forma significativa o fluxo de recursos para mercados emergentes, entre eles o Brasil.

Se ainda restava alguma dúvida de que investidores estrangeiros vêm migrando em direção a aplicações consideradas de menor risco, o fluxo de investimentos externos na Bovespa entre os dias 11 e 20 de maio as eliminou.

Saída de recursos
Diante da expectativa de um eventual prolongamento do ciclo de aperto monetário nos EUA, depois de sinais de aceleração da inflação no país e de declarações de membros do Fomc sugerindo que novos ajustes para cima na Fed Funds Rate podem ser necessários, a saída líquida de investimentos externos na Bolsa de Valores de São Paulo ficou em R$ 1,934 bilhão nos dez dias em questão.

Com a fuga de recursos, o saldo acumulado no mês de maio, que vinha positivo em R$ 1,03 bilhão até o dia 10, passou ao território negativo, com déficit de R$ 907,7 milhões.

Contudo, vale notar que, desde o início de 2006, o saldo de investimentos estrangeiros ainda é positivo em R$ 2,317 bilhões.

Em meio à turbulência, Pactual reitera Ibovespa a 50 mil pontos no final do ano

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
24/05/06 - 19h10
InfoMoney

SÃO PAULO - A forte correção observada no mercado brasileiro de renda variável desde o dia 10 de maio não foi suficiente para os analistas do Banco Pactual alterarem suas estimativas para o Ibovespa até o final do ano.

Em relatório publicado na tarde desta quarta-feira, a instituição reiterou seu preço-alvo de 50 mil pontos para o índice ao fim de 2006, acreditando em uma valorização potencial de cerca de 40%.

Mesmo padrão de 2004 e 2005
Segundo o banco carioca, este é o terceiro ano consecutivo em que, passado o primeiro trimestre, o mercado acionário dos países emergentes sofre uma correção e um aumento de volatilidade.

Em 2004 e 2005, lembra o Pactual, após uma reação negativa exagerada no segundo trimestre, o mercado retomou sua trajetória positiva e registrou bom desempenho no restante do ano. Desta vez, não será diferente, acredita o banco.

Fundamentos não mudaram
Embasando suas projeções, os analistas ressaltaram que os fundamentos da economia brasileira não se alteraram significativamente de forma a justificar a queda recente da Bolsa.

A expectativa do Pactual é de um incremento de cerca de 23% dos lucros corporativos neste ano, com viés para cima. Além disso, a instituição salienta que o processo de afrouxamento monetário deve ter prosseguimento e a economia nacional deve crescer substancialmente mais do que 3,5% em 2006.

Ainda não é hora das compras
Embora mantenha boas perspectivas para o Ibovespa até o final do ano, o banco destaca que ainda não é o momento dos investidores voltarem às compras. A recomendação é para esperar por uma estabilização dos mercados e, então, aumentar sua exposição à renda variável doméstica.

O Pactual afirma que, nas correções dos dois últimos anos, o mercado demorou de 30 a 60 dias para se "acalmar" e, posteriormente, passou de 15 a 30 dias estável em patamares mínimos. Serve de alerta.

Bolsa de Tóquio fecha em alta

Fonte: Dinheiro Digital

A bolsa de Tóquio fechou em alta esta quarta-feira, com o índice Nikkei 225 a fixar ganhos de 1,97%, nos 15.907,20 pontos.

A sessão foi de correcção técnica depois de dois dias consecutivos de perdas esta semana.

No fecho da negociação diária, o Nikkei tinha subido mais 300 pontos de base, em parte com os ganhos do sector exportador, em dia de valorização do dólar nos mercados asiáticos, apesar de dados indicando queda na actividade industrial japonesa em Março.

Em Hong Kong e noutras praças asiáticas, os ganhos não eram tão acentuados, uma vez que o Hang Sng seguia recuperar de quedas de mais de 1%, para cotar inalterado nos 15.861,81 pontos (0,03%), pouco antes do fecho diário.

Terça-feira, Maio 23, 2006

Para analistas, dólar não terá forças para continuar subindo

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
23/05/06 - 18h03
InfoMoney

SÃO PAULO - Passada a turbulência advinda de um aumento pontual no grau de aversão ao risco e realização de lucros, o dólar comercial deve resgatar sua trajetória de queda. Esta é a visão partilhada pelos analistas do banco Bradesco e da LCA Consultores.

Para o Bradesco, adotando premissas já conservadoras para o restante do ano, haverá uma sobra considerável de fluxo cambial, fator que deve contribuir para a apreciação do real ao longo de 2006.

LCA prevê queda do dólar em junho
Em análise semelhante, a LCA considera que o nervosismo observado no cenário externo desde a semana passada tende a arrefecer durante o mês de junho, levando o dólar a um movimento de desvalorização frente às principais moedas internacionais.

As perspectivas da consultaria decorrem, sobretudo, da expectativa de indícios mais consistentes de desaceleração da inflação e do crescimento econômico dos EUA.

Contas externas: cenário é positivo
Segundo o Bradesco, a perspectiva para o restante do ano é bem favorável às contas externas brasileiras, com o superávit comercial ficando em torno de US$ 43,4 bilhões, outro fator que tende a levar a moeda norte-americana para baixo.

Além disso, o banco ressalta que, a despeito da queda recente do preço das commodities, este segue em patamares ainda bastante elevados.

Stress é passageiro
A respeito do clima tenso observado nos mercados financeiros mundiais desde a semana passada, a LCA Consultores considera que este não se trata de uma liquidação generalizada de posições em papéis emergentes e em fundos de commodities, mas, sim, de uma redução moderada da exposição em ativos de maior risco.

Justificando sua interpretação, a consultoria lembra que a maioria das economias emergentes efetuou ajustes importantes nos últimos anos em suas contas externas, apresentando uma maior resiliência a choques internacionais.

Em complemento, a instituição julga que dificilmente o preço das commodities dará seqüência à trajetória de queda, dado o forte crescimento da China e o bom desempenho da economia mundial.

Cautela substitui a euforia na segunda metade do pregão e leva mercado a novas perdas

Por: Cauê Todeschini de Assunção
23/05/06 - 18h05
InfoMoney

SÃO PAULO - Celebrado durante o pregão, o esperado movimento de recuperação dos mercados brasileiros foi perdendo forças no final da tarde e se transformou em mais uma decepção para os investidores que acreditavam na interrupção da trajetória de perdas nesta terça-feira.

Motivada pela perda do fôlego nas bolsas dos EUA, a quinta queda consecutiva do Ibovespa leva o índice a um saldo negativo de 8% no período. Ainda pior é o saldo dos 10 últimos pregões: queda de mais de 13%.

Recuperação sim, mas só pela manhã
Pela manhã, um movimento de recuperação das commodities no mercado internacional impulsionou os mercados, tanto no Brasil, como nos EUA e na Europa.

Melhor para mercados que fecharam antes e não sofreram com a perda de força do movimento, como os europeus.

No Brasil e nos Estados Unidos, no entanto, a situação foi diferente.

Sai a euforia, entra a cautela
A partir da segunda metade do pregão, a euforia foi dando lugar à cautela, que retornou ao seu posto cobrando os ganhos verificados pela manhã.

O Ibovespa fechou em queda de 1,06%, mas pelo menos não perdeu o suporte de 36 mil pontos, o que poderia ser desastroso. O dólar e os juros futuros também reverteram o movimento inicial e fecharam em alta.

Nos EUA, por fim, o destino dos mercados acionários também foi o território negativo.

Dólar comercial segue em queda em um dia de ajuste de posições

Por: Equipe InfoMoney
23/05/06 - 12h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Nesta terça-feira, o dólar comercial segue em queda pressionado por um movimento de ajuste depois da expressiva valorização registrada no tenso pregão da última segunda-feira.

A moeda norte-americana fechou em alta de quase 4% na última sessão e, em função do patamar mais elevado dos preços da divisa estrangeira, os investidores aproveitam o pregão mais tranqüilo para ajustar posições.

Entretanto, vale mencionar que, segundo os analistas da Fator Corretora, este movimento de recuperação poderá ser limitado pela perspectiva de que o processo de realocação dos portfólios continue por mais algumas semanas.

Dólar segue em queda
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,2500 na compra e R$ 2,2510 na venda, forte baixa de 1,70% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,3390 na venda, representando um ágio de 3,96% em relação ao dólar comercial.

Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho está sendo cotado a R$ 2.262, forte baixa de 1,52% em relação ao fechamento de R$ 2.297 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em forte baixa de 1,34%, atingindo R$ 2.279 frente a R$ 2.310 do fechamento de segunda-feira.

Em recuperação, ações PNA da Vale do Rio Doce sobem mais de 4,0% nesta tarde

Por: Equipe InfoMoney
23/05/06 - 12h25
InfoMoney

SÃO PAULO - Depois de um pregão de grande tensão, no qual o Ibovespa fechou em sua maior queda no ano, as ações preferenciais classe A da Vale do Rio Doce estão entre os destaques positivos dos papéis que compõem o Índice Bovespa nesta terça-feira.

As ações da mineradora operam em alta de 4,80% e têm seus preços negociados a R$ 44,74, acompanhando o movimento de valorização apresentado pelos papéis das companhias mineradoras nas principais bolsas do mundo, em função de um ajuste nos preços das commodities.

Movimento de recuperação
Além disso, as ações da Vale do Rio Doce fecharam em queda em oito, dos últimos nove pregões, e na difícil sessão da última segunda-feira a desvalorização foi de 1,29%, o que também favorece a realização de um movimento de ajuste.

Desde o início do ano, a valorização acumulada pelas ações preferenciais classe A da mineradora é de 8,34%, não superando a alta de 11,83% registrada pelo Índice Bovespa no mesmo período. Vale lembrar que na segunda-feira houve desdobramento de ações na proporção de 100%.

Petrobras: empréstimo de US$ 900 milhões para modernizar a Revap

Por: Marcello de Almeida
23/05/06 - 12h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Com o objetivo de obter recursos para modernizar e construir novas unidades na Refinaria Henrique Lage (Revap), a Petrobras vai assinar nesta tarde, em Nova York, contratos de financiamentos que somam US$ 900 milhões. O principal financiador será o Japan Bank for International Cooperation.

Além de desenvolver operações que visam aumentar a capacidade de processamento de petróleo nacional, o projeto de modernização da REVAP tem por objetivo aumentar a quantidade de conversão de óleo combustível em derivados mais leves.

Além disso, a Petrobras vai investir em métodos para ajustar o óleo diesel produzido às novas especificações nacionais, sendo que existem ainda projetos para iniciar a comercialização de coque pela refinaria e reduzir a emissão de poluentes.

Obras devem começar no segundo semestre
Segundo o comunicado da estatal, uma unidade de coqueamento retardado será construída, assim como uma unidade de hidrotratamento de nafta de coque, além de unidades auxiliares.

As obras devem começar ainda neste segundo trimestre de 2006, com o início das operações previsto para o primeiro trimestre de 2009. Ficou acordado uma participação da ordem de 80% de conteúdo nacional nos projetos a serem desenvolvidos.

Corretora Ativa atualiza carteira recomendada, com Bradespar no lugar de Vale

Por: Equipe InfoMoney
23/05/06 - 10h29
InfoMoney

SÃO PAULO - A corretora Ativa divulgou na última segunda-feira (22) sua carteira recomendada de ações, na qual ela lista as onze escolhas dos analistas dentre papéis negociados na Bolsa de Valores de São Paulo.

Nesta revisão, a Ativa optou por excluir as ações preferenciais de Gerdau e as preferenciais classe A da Vale do Rio Doce, e incluir os papéis preferenciais de Gerdau Metalurgia, que ganha participação de 6% e os preferenciais de Bradespar.

O maior peso da carteira fica com as ações da Petrobras, com 20%, ao lado de Bradespar, também com 20%.

Confira as sugestões dos analistas:

Empresa Código Setor Peso
Petrobras PETR4 Petróleo 20%
Bradespar BRAP4 Holding 20%
Itausa ITSA4 Financeiro 10%
Bradesco BBDC4 Financeiro 10%
Ambev AMBV4 Consumo 9%
CSN CSNA3 Siderurgia 7%
Net NETC4 Telecom 7%
Gerdau Metalurgia GOAU4 Siderurgia 6%
TIM Participações TCSL4 Telecom 5%
Cesp CESP4 Energia 3%
Transmissão Paulista TRPL4 Energia 3%

Destaque para as holdings
A opção por trocar os papéis da Vale pelos da Bradespar busca uma participação indireta na primeira, visto que a holding Bradespar possui participações na Vale do Rio Doce e na CPFL Energia. Mesma situação da troca Gerdau e da holding Gerdau Metalurgia.

Segunda a Ativa, a opção pelas holdings tem o objetivo de obter um pagamento de dividendo superior ao da empresa operacional.

Privatização da Transmissão Paulista
O evento de privatização da Transmissão Paulista, que envolve a Cesp, está mais longe de acontecer, na opinião dos analistas da Ativa, dada a proximidade das eleições.

Com esta queda nas expectativas, os pesos dos papéis das duas somam agora apenas 6%.

Vale do Rio Doce teve sua classificação de risco elevada pela S&P para BBB+

23/05/06 - 09h06
Bovespa

SÃO PAULO - A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) informa que a Standard & Poor s Ratings Services (S&P) elevou hoje sua classificacao de risco de BBB, concedida em 10 de outubro de 2005, para BBB+. Desse modo, o rating da CVRD passa a ser dois niveis acima do estagio inicial do investment grade, BBB-, na escala da S&P.

De acordo com a S&P, os bons fundamentos do mercado global de minerio de ferro, as perspectivas favoraveis de crescimento com diversificacao das atividades da Companhia, o desempenho solido de sua rentabilidade e um perfil financeiro baseado em liquidez robusta e prudente administracao de divida sao aspectos que ajudaram a decisao de promover a mudanca no rating da CVRD.

Ao mesmo tempo, a S&P tambem considera que o ambiente macroeconomico mais favoravel no Brasil, onde a Companhia gera quase a totalidade de seus fluxos de caixa, melhora suas ja muito boas condicoes de acesso a recursos no mercado global de capitais, com reflexos positivos sobre o custo e estrutura de divida e liquidez no medio prazo.

A promocao obtida pela CVRD e resultado de esforco continuo de uma estrategia de longo prazo voltada para a criacao de valor e apoiada na excelencia da administracao financeira, o que tem contribuido de maneira importante para a reducao do custo de capital.

Conciliando com sucesso crescimento rentavel, boa remuneracao aos acionistas e a busca pela continua melhoria na percepcao de risco, no periodo compreendido entre janeiro de 2002 e marco de 2006, a CVRD investiu US$ 11,6 bilhoes, concluindo dezesseis importantes projetos de investimento, distribuiu dividendos de US$ 4,4 bilhoes, elevou o prazo medio da divida de 2,92 para 8,15 anos, reduziu a alavancagem financeira, com a razao divida total/EBITDA passando de 2,02 para 0,84x, e aumentou significativamente a cobertura de juros, na medida em que a relacao EBITDA/pagamento de juros evoluiu de 8,77x para 27,08x.

Para a obtencao desses resultados, tem sido fundamentais as negociacoes anuais de precos de minerio de ferro, na medida em que transmitem estabilidade e boa previsibilidade ao comportamento do fluxo de caixa da Companhia, permitindo otimizar sua programacao financeira.

Pesquisa InfoMoney: saiba qual é o setor com maior potencial em 2006

Por: Cauê Todeschini de Assunção
23/05/06 - 11h35
InfoMoney

SÃO PAULO - O mercado escolheu o setor Petróleo como sendo o de maior potencial para 2006, de acordo com pesquisa realizada pela InfoMoney durante a última semana.

Cerca de 24,19% dos 3.282 usuários que responderam a pergunta "Ações: qual setor apresenta mais potencial?" escolheram o setor Petróleo, o que representa 794 votos.

Setor Petróleo: boas notícias
O bom desempenho do setor Petróleo na pesquisa reflete as boas notícias desde o início do ano, tanto no cenário externo quanto no interno.

Fatores como a obtenção da auto-suficiência brasileira em petróleo e a expressiva expansão da produção da Petrobras nos últimos meses suportam o otimismo no mercado doméstico. Somente em 2006, as ações da Petrobras já avançaram cerca de 15%.

No plano externo, a disparada dos preços do petróleo, com o desenrolar das crises geopolíticas, trazem a perspectiva de que o preço médio em 2006 seja superior ao do ano passado, o que pode significar mais reajustes dos derivados no Brasil.

Confira na tabela os resultados da pesquisa

Setor Votos Percentual
Petróleo 794 24,19%
Mineração 546 16,64%
Financeiro 444 13,53%
Siderúrgico 334 10,18%
Petroquímico 221 6,73%
Elétrico 211 6,43%
Telecom 172 5,24%
Alimentos & Bebidas 170 5,18%
Papel & Celulose 117 3,56%
Comércio 99 3,02%
Transporte 69 2,10%
Outros 105 3,20%

Segunda-feira, Maio 22, 2006

Mercados emergentes: mais uma queda e pior seqüência em oito anos

Por: Cauê Todeschini de Assunção
22/05/06 - 11h30
InfoMoney

SÃO PAULO - As fortes perdas verificadas nos mercados emergentes nesta segunda-feira levam o MSCI Emerging Markets, índice calculado pelo banco norte-americano Morgan Stanley e que inclui ativos de 26 países emergentes, à sua décima queda consecutiva.

A seqüência é a maior dos últimos oito anos e reflete os temores do mercado em relação à atual trajetória dos preços das commodities e às perspectivas acerca das taxas de juros nas economias centrais.

Comprovando um movimento de flight to quality, as perdas nos países emergentes nas últimas sessões são acompanhadas por fortes ganhos nos preços dos títulos soberanos de EUA, Japão e alguns países europeus.

Fim do boom?
Após o chamado boom no início do ano, as cotações das commodities apuram fortes perdas nas últimas sessões, reagindo às incertezas que cercam o crescimento econômico global.

Metais como zinco, cobre e platina são os principais prejudicados, em função da expectativa de queda da demanda chinesa. O petróleo, no entanto, também recua forte e opera abaixo dos US$ 70 nas bolsas de Londres e Nova York.

A valorização das commodities é um dos principais fatores que sustentavam o vigor nos países emergentes, principalmente no que diz respeito à obtenção de divisas.

Juros sobem, até na China
Em relação à evolução das taxas de juros, o movimento ascendente verificado nas economias centrais preocupa. No início do mês, o Fomc elevou a taxa básica de juros dos EUA pela 16º vez consecutiva, para 5% ao ano.

A trajetória de elevação do juro não poupou nem a China que no final de abril elevou o juro básico no país pela primeira vez desde 2004.

Continuidade da queda do Ibovespa pode levar o índice para os 33.800 pontos

Por: Camila Schoti
22/05/06 - 15h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Quem pensou que o Ibovespa já tinha se desvalorizado o bastante e o movimento de correção teria acabado na sexta-feira se enganou. O índice paulista apresenta nesta segunda-feira seu pior desempenho do ano e pode ter perdido, no intraday, um importante ponto de suporte, os 36.000 pontos.

O índice, que já se desvalorizou pouco mais de 14% desde o dia 9 de maio, refletindo maior aversão ao risco dos agentes, está testando um importante suporte e analistas técnicos afirmam que, caso encerre o dia abaixo dos 36.000, as chances das desvalorizações continuarem são ainda maiores.

Ibovespa pode ir próximo de 33.700
Segundo o analista Alex Rocha, o fechamento desta segunda-feira é fundamental, uma vez que a perda dos 36.000 pontos poderá levar o Ibovespa aos 33.815 pontos, próximo suporte de relevância do índice. O analista afirma que o momento é de cautela, mas acredita que o índice poderá, ainda nesta segunda-feira, reduzir parte das perdas e fechar acima dos 36.000 pontos.

Em opinião semelhante, Marcelo Grande acredita que o Ibovespa poderá atingir os 33.700 pontos. No entanto, os analistas ressaltam que para que haja a definição mais clara de uma nova tendência, é preciso que o índice apresente alguma correção, de maneira a formar novos topos e fundos.

Recomendação é ficar fora do mercado
De maneira geral, a percepção dos analistas é convergentes e para Gustavo Lobo, o primeiro target do Ibovespa, após o movimento verificado nesta segunda-feira, está no nível dos 34.800 pontos, de forma que enquanto houver incertezas quanto ao cenário econômico mundial o movimento de queda deverá prosseguir.

Para o analista, diante deste cenário, para quem não entrou no mercado, o melhor a fazer é aguardar a fase de turbulência passar, enquanto que para aqueles que já estão comprados uma redução das posições é mais recomendado. Em linha com os demais analistas, Lobo descreve um segundo suporte no patamar dos 33.500.

Ibovespa volta aos 36 mil pontos sob efeito de aumento do grau de aversão ao risco

Por: Equipe InfoMoney
22/05/06 - 15h29
InfoMoney

SÃO PAULO - Sob influência do clima de maior aversão ao risco que ronda as principais bolsas internacionais, o Ibovespa apresenta forte baixa de 4,58% nesta tarde, ao patamar de 36.006 pontos. O índice com 56 das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo tem volume financeiro de R$ 2,2 bilhões até o momento.

Os indicadores de inflação e a política monetária das grandes potências econômicas estão sendo acompanhados de perto, dada a hipótese de um cenário mais conservador após a liquidez abundante dos últimos tempos. No Brasil, especialistas em análise técnica avaliam que o Ibovespa pode alcançar novo piso em 33.800 pontos.

Papéis da Telemar despencam
O destaque negativo da sessão fica com as ações ordinárias da Telemar, que registram desvalorização de 11,68% e são cotadas a R$ 58,29. Apesar dessa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 12,37%.

Dúvidas no processo de reestruração societária vêm pressionando os papéis. Vale lembrar que novas medidas associadas a esse processo foram mal recebidas pelo mercado recentemente.

Quanto ao melhor desempenho, é representado pelos papéis preferenciais da Embraer, que são cotados a R$ 19,12 e apresentam alta de 0,63%.

Rumores de que a TAM estaria interessada em substituir 22 Fokker-100 pelo modelo ERJ-190 da Embraer impulsionam as ações. Além disso, a escalada do dólar também beneficia a companhia, visto que boa parte de suas receitas está atrelada à moeda norte-americana.

IGP – M apura inflação de 0,34% na segunda prévia de maio

Em abril, o índice registrou deflação de 0,50%.

Da Redação

São Paulo - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) verificou alta de 0,34% na segunda medição de maio, influenciado pela elevação dos preços no atacado. Em mesmo período de abril, o índice calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) tinha registrado deflação de 0,50%.

O indicador, usado na correção de tarifas de energia e de boa parte dos aluguéis, soma 0,62% de incremento no acumulado do ano e apresenta 0,36% de queda nos últimos 12 meses.

Na segunda prévia deste mês, o Índice de Preços ao Atacado (IPA), que representa 60% do índice geral, subiu 0,38% após um recuo de 0,85% em período correspondente de abril. As principais altas de preços individuais no atacado foram da cana-de-açúcar, milho em grão, óleos combustíveis, fios e cabos de cobre isolados e querosene para motores.

Os produtos industriais aumentaram 0,48% e os produtos agrícolas subiram 0,04%, depois de registrarem decréscimo de 0,17% e 3,03%, nesta ordem, na segunda prévia do mês passado.

Dois dos três estágios de produção compreendidos pelo IPA registraram elevação de preços no período. A exceção ficou com os Bens Finais, que cederam 0,51%, ante uma baixa de 0,08% no segundo decêndio de abril, influenciados por combustíveis, cuja taxa partiu de 1,84% de alta para 1,80% de declínio.

Os Bens Intermediários na produção cresceram 0,85%, sucedendo uma retração de 0,27% apurada na segunda medição de abril. O principal destaque coube ao subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, que subiu 1,45%, invertendo a direção registrada na segunda prévia do mês passado, quando caiu 0,71%.

O índice de Matérias-Primas Brutas verificou incremento de 0,70% no segundo decêndio de maio, após uma queda de 3,12% em igual período de abril. Influenciou nesse resultado o comportamento de itens agropecuários como milho em grão, soja em grão e aves.

No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador, registrou inflação positiva de 0,18% seguindo a alta de 0,13 por cento anterior.

Os maiores aumentos individuais de preços no varejo vieram de tomate, empregada doméstica, plano e seguro saúde, leite longa vida e aluguel residencial.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,53 por cento, depois de subir 0,16 por cento na leitura do mês passado. O índice referente a Materiais e Serviços aumentou 0,43% e o indicador que capta o custo da mão-de-obra subiu 0,65%.

O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

Bolsa despenca mais de 5% no início da tarde; dólar sobe 4,66%

Da Redação
Em São Paulo

O mercado financeiro no Brasil mostra indicadores ruins nesta segunda-feira. Por volta do meio-dia, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) despencava 5,02%, enquanto o dólar subia 4,66%, com cotação de venda de R$ 2,311.

O nervosismo acompanha a situação nas Bolsas de Nova York. O índice Dow Jones caía 0,51%, enquanto a Nasdaq registrava recuo de 1,20% também próximo do meio-dia.

O temor do mercado é que haja um desaquecimento da economia mundial. A principal razão é o risco de alta da inflação nos EUA e aumento dos juros naquele país (atualmente estão em 5% ao ano).

Isso faz os investidores abandonarem aplicações com mais risco, como ações, para se refugiar, por exemplo, nos treasuries (títulos do tesouro norte-americano), cujos rendimentos caem para 5%. Esse movimento atinge com mais força os mercados emergentes, como o brasileiro.

O efeito desse nervosismo, que já vem há alguns dias foi grande sobre o Brasil: o risco-país disparou, com alta de 24% em apenas 12 pregões.

A Bovespa teve perda acumulada de 10,12% apenas nos últimos oito dias úteis.

No entanto, os investidores estrangeiros estão abandonando os mercados de risco dos países emergentes em todo o mundo, não só no Brasil.

Em momentos tranqüilos, os aplicadores investem seu dinheiro em mercados mais arriscados, mas que remuneram menor, com taxas de juros altas, como é o caso do Brasil.

Num momento de preocupação, existe a chamada aversão ao risco. Em vez de ganhar mais dinheiro, os investidores preferem segurança. Então, reduzem suas participações nos mercados mais instáveis e buscam papéis mais seguros, como os títulos americanos. Quando a busca por esses papéis é muito grande, o ganho também cai.

Na sexta-feira retrasada, os títulos americanos de dez anos de vencimento estavam pagando 5,19%. Na sexta-feira passada, já haviam caido para 5,05%, o que mostra aumento de procura por eles.

Segundo analistas, o mercado não tem confiança na resposta que o Fed, sob nova direção, terá de dar ao desafio erguido por pressões inflacionárias fortes. Além disso, há sinais de desaceleração econômica dos EUA num ambiente de aperto monetário global.

Por isso nada indica que nesta semana poderá haver uma reversão consistente no movimento de saída de investidores internacionais dos mercados emergentes.

No dia 31 deste mês, sai a ata da última reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano), na qual se elevou os juros em 0,25 ponto percentual. O documento conterá análse da situação. Até lá, o mercado deve continuar preocupado.

Gerdau aposta no setor sucroalcooleiro

Construção de usinas compensa perdas com venda de aço para fabricantes de máquinas

Gerson de Freitas Jr.

Ribeirão Preto (SP) - Após um ano de forte retração nas vendas para o setor do agronegócio, a Gerdau projeta uma recuperação em 2006. Apesar de a demanda por aço das fabricantes de máquinas agrícolas ainda estar estagnada - resultado da crise que enfrenta o setor de grãos, principalmente -, a multinacional brasileira espera manter e até aumentar o faturamento com o agro neste ano. A razão é o avanço na construção de usinas de álcool no Centro-Sul do País e, em especial, São Paulo. "Há projeto para 80 novas usinas na região, sendo que 30 delas já estão em construção. Por isso, estamos mais otimistas", ressalta José Falcão Filho, Gerente de Marketing da Gerdau.

O agronegócio responde por cerca de 10% do faturamento global da Gerdau, de R$ 25 bilhões. Após forte crescimento nos anos de 2003 e 2004, as vendas para o setor recuaram cerca de 30% em 2005, segundo Falcão Filho. "Nosso desempenho é diretamente proporcional ao do setor de máquinas, que vem sofrendo bastante. Mas acreditamos que o setor já chegou ao fundo do posso e, de agora em diante, vai caminhar para uma recuperação", acredita.

Bancos locais querem retomar ofertas

Fernando Torres

Os bancos estrangeiros dominaram o mercado de coordenação do lançamento de ações no Brasil. Com a compra do Pactual pelo UBS , os bancos com capital de fora passam a responder por 76% do volume de oferta de papéis na Bolsa de Valores de São Paulo ( Bovespa) este ano. Antes do negócio, essa participação era de 53%.

Para reverter este quadro, o caminho dos bancos brasileiros será o de se unir a bancos estrangeiros que não possuem forte presença no País através de parcerias ou joint ventures (empreendimentos conjuntos).

A principal missão dos brasileiros ao se juntar a instituições do exterior é se aproximar dos investidores de outros países, que predominam na compra dos papéis. Eles costumam arrematar mais de 60% das ofertas. Ou seja, as empresas emissoras buscam intermediários que tenham acesso à clientela que tem demonstrado maior apetite pelas ações.

O UBS Pactual é o banco com maior participação como coordenador líder nas ofertas de ações registradas até agora este ano. O banco comandou a colocação de R$ 3,82 bilhões, ou 33% do total de venda primária ou secundária de ações em 2006, que atualmente soma R$ 11,56 bilhões.

O Credit Suisse aparece na segunda colocação desse ranking, com participação de 28,66% e volume de R$ 3,31 bilhões.

Também atuam na área, ainda que de forma mais tímida, o Merrill Lynch , o Santander , o ABN Amro Real e o Morgan Stanley . O Deutsche Bank é outra instituição estrangeira que promete ampliar a atuação no setor. O banco aposta em seu conhecimento deste segmento no exterior para crescer no mercado local. Neste cenário, não sobram muitas alternativas para os gigantes do varejo — Banco do Brasil (BB), Bradesco , Itaú e Unibanco . De acordo com o vice-presidente de Mercado de Capitais do Banco do Brasil, Aldo Luiz Mendes, o caminho que resta para os bancos locais será o de fazer parcerias ou joint ventures com instituições estrangeiras.

O banco local entraria com a emissora, especialmente agora que empresas médias estão abrindo capital, e o estrangeiro buscaria os investidores de fora. “Isso pode ficar mais fácil agora que as empresas de menor porte estão lançando ações. Muitas delas não têm proximidade com os bancos estrangeiros”, afirmou.

Entre eles, o Itaú, por meio do Itaú BBA, é o que aparece em condição mais vantajosa. O banco atuou como coordenador líder de três ofertas de ações até agora: Totvs , Vivax e Duratex , ligada ao próprio grupo. Com esses lançamentos, o Itaú BBA garante participação de 13,32% no total de operações até o momento, com volume de R$ 1,53 bilhão. Entre as ofertas que estão por vir, o Itaú BBA lidera as operações de Odontoprev, Terna e Autotrac.

De acordo com o diretor de controladoria do Itaú, Silvio de Carvalho, o fato de o banco ser brasileiro pode ser usado como diferencial no mercado.

O Unibanco liderou a colocação dos papéis da Copasa e da Iochpe-Maxion . Essas operações somaram R$ 1,19 bilhão. O banco atua agora como líder da venda dos papéis da Rede Energia.

Em situação mais desconfortável estão Banco do Brasil e Bradesco, os dois maiores do mercado no ranking por ativos. O Bradesco não atuou como coordenador líder de nenhuma oferta até o momento. A instituição chegou a negociar a compra do Pactual para acelerar o crescimento no setor, mas não fechou negócio.

O BB Investimentos , subsidiária do BB para a área, também não coordenou o lançamento de nenhuma emissão feita até agora, mas lidera duas operações em análise: a oferta das ações do próprio Banco do Brasil e a operação da Brasil & Movimento.

Para Edson Carminatti, do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad), os bancos estrangeiros têm uma experiência maior nas operações e contam com a confiança dos investidores externos.

“Eles têm um know-how que dá credibilidade frente aos estrangeiros”, afirma. “Assim como é difícil o estrangeiro competir no varejo brasileiro, é complicado para o banco local tomar o espaço do estrangeiro nesse segmento”, diz Carminatti.

Apesar de terem uma participação reduzida na colocação de ofertas de ações, os bancos nacionais têm uma atuação maior na coordenação de operações de renda fixa, como debêntures, e principalmente no lançamento de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (Fidc).

Bolsa de Tóquio fecha em baixa acentuada

As bolsas asiáticas tiveram um início de semana de fortes quedas, com Tóquio a descer mais de 295 pontos de base, penalizado pelo sector mineiro.

O índice Nikkei 225 registou perdas de 1,84% face ao fecho da última sexta-feira, terminando a sessão com apenas 32 títulos positivos, e cerca de 100 em baixa, para fixar-se nos 15.857,87 pontos.
A bolsa de Hong Kong recuava 2,47%, perto do fecho do Hang Seng, que negociava nos 15.910,72 pontos.

Em geral as praças asiáticas cederam mais de 2% na 1ª sessão semanal, com o índice Sensex (Índia) a registar a maior perda de sempre ao recuar cerca de 1.000 pontos numa única sessão.

Reação dos mercados ao EUA é exagero?

O mercado financeiro passa por fortes ajustes desde quinta-feira da semana passada, quando investidores passaram a embutir nos preços os riscos de um aperto monetário mais amplo nos Estados Unidos. Mesmo com a alta do risco Brasil e com a migração dos recursos externos para ativos considerados de qualidade, por apresentarem menores riscos, o preço do dólar comercial cedeu ontem.

Segundo operadores, persiste a realização de lucros dos últimos dias. Mas, por outro lado, o fechamento de contratos de exportação teria contribuído em um movimento contrário. Outro fator que contribuiu para a queda foi o fato de o governo não ter referendado o nervosismo, ao não aceitar pagar juros muito elevados no leilão de títulos realizado ontem.

Alguns analistas também apostam que o nervosismo é exagerado, como o economista chefe do ABN Amro Asset Management, Hugo Penteado. Os dados da economia norte-americana divulgados nesta semana, que mostram alta da inflação e sugerem crescimento econômico, segundo ele, não referenda a idéia de um ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos mais extenso do que o anteriormente previsto.

"De fato, a inflação está em alta. Mas há indicações de que ela atingiu o seu pico e, dessa forma, não acredito que o juro norte-americano será elevado novamente na próxima reunião do Federal Reserve", diz Penteado. O mercado futuro dos Estados Unidos mostra que há investidores esperando uma alta da Selic norte-americana de 0,25 ponto em junho e de 0,25 ponto em julho.

Para Penteado, há três motivos que provam que o nervosismo do mercado não reflete, diretamente, um cenário mais negativo. O primeiro é a defasagem da política monetária - citada pela própria ata do Fed. Para Penteado, as recentes elevações do juro norte-americano terão seus efeitos sobre a economia daqui para frente. "Quando a inflação está no auge, então o Fed pára de subir o juro. É nesse momento que a atividade vai começar a desaquecer", diz.

O segundo fator é que a alta dos preços de energia, por conta da valorização do petróleo no mercado internacional, contribui para a desaceleração da economia. E, por fim, Penteado observa que há sinais de arrefecimento do setor imobiliário - um dos focos de atenção do mercado. "É um exagero achar que a economia norte-americana vai crescer mais, que haverá pressões inflacionárias gigantescas ou que os EUA enfrentarão um período de estagflação por choque de ofertas", afirma.

Penteado observa ainda que o nervosismo do mercado tem sido alimentado pelos dados de inflação corrente. "A política monetária é pautada pelos indicadores antecedentes da economia, que mostram que a inflação nos EUA vai arrefecer, e não pelos números de inflação corrente", defende.

Lucinda Pinto, com Equipe AE

Sexta-feira, Maio 19, 2006

Com elevação do rating pela S&P, Usiminas se aproxima do investment grade

Por: Marcello de Almeida
19/05/06 - 12h40
InfoMoney

SÃO PAULO - A Usiminas, maior complexo siderúrgico da América Latina, com forte presença na siderurgia mundial, teve o seu rating elevado nesta sexta-feira, dia 19 de maio, pela Standard & Poor's Ratings Services, uma das mais importantes agências de classificação de risco do mundo.

O rating de crédito corporativo da empresa, tanto em moeda estrangeira como em moeda local, passou de BB para BB+. A classificação de risco da companhia em Escala Nacional Brasil também foi elevado de brAA para brAA+.

Ratings agora têm perspectiva estável
Isso significa dizer que a Usiminas tem agora uma classificação de risco melhor do que a do Brasil, ou seja, a S&P acredita que, mesmo diante de uma moratória do governo brasileiro, a companhia teria capacidade de manter o pagamento de suas dívidas.

Com a nova classificação, a Usiminas fica a apenas um degrau do chamado grau de investimento, patamar onde apenas empresas com situação financeira destacável são incluídas.

A obtenção do investment grade é importante uma vez que alguns grandes investidores e fundos de investimentos só podem investir seus recursos em empresas com essa classificação. Os ratings da Usiminas estavam em revisão desde 28 de fevereiro deste ano e agora têm perspectiva estável.

Merrill Lynch descreve cenário global de siderurgia com base em abril

Por: Rodolfo Amstalden
19/05/06 - 15h53
InfoMoney

SÃO PAULO - A Merrill Lynch publicou relatório tratando dos dados do setor siderúrgico mundial relativos a abril. O banco de investimentos discute sobre produção, estoques e embarques de aço no mês e no ano, e fornece um panorama otimista sobre a venda de automóveis no Brasil.

Produção
A produção mundial de aço sem a contribuição da China foi praticamente estável com base em abril de 2005, mostrando disciplina de oferta por parte de siderúrgicas norte-americanas, européias e japonesas.

A contabilização do suprimento chinês, entretanto, interfere nos dados de forma a implicar forte aquecimento. A produção da China em 2006 vem mostrando avanço de 20% frente ao ano passado, colocando em questão as projeções de crescimento de 10% feitas pela Associação Chinesa de Ferro e Aço.

Estoques
Os estoques totais de aço em centros de serviço dos EUA aumentaram para o equivalente a 3,1 meses de embarques, contra os 2,5 meses de março. No entanto, o indicador continua abaixo dos 3,4 meses verificados em abril de 2005.

Embarques
Em abril, o total de embarques caiu 14,3% em relação a março, ficando praticamente estável frente ao mesmo período do ano anterior. Já a quantidade diária de embarques, medida melhor contra diferenças em dias úteis, ficou em 240,4 mil toneladas líquidas, o maior nível desde fevereiro de 2004.

Vendas de automóveis
A Merrill Lynch interpretou os números da Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores) para os 11 primeiros dias úteis de maio. No intervalo, houve crescimento de 3% nas vendas de veículos leves quando comparado a abril.

Esse avanço resultou em otimismo por parte dos analistas. Dado o aquecimento esperado da atividade no restante de maio, o crescimento total em relação a abril tende a ser de 18%. Percentual favorável a um ano melhor que o estimado por órgãos setoriais.

Confira os destaques da agenda do investidor para a quarta semana de maio

Por: Rodolfo Amstalden
19/05/06 - 18h27
InfoMoney

SÃO PAULO - Na quarta semana de maio, a agenda de indicadores econômicos terá como destaque nacional o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor-15) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Nos Estados Unidos, o mercado aguardará a revisão dos dados do PIB (Produto Interno Bruto) com base no primeiro trimestre. O GDP vem acompanhado de seu deflator.

Veja as referências da quarta semana de maio
Na segunda-feira (22/05), a FGV (Fundação Getúlio Vargas) publica o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), refletindo os preços no País em sua segunda prévia mensal.

O Banco Central divulga tradicionalmente o relatório Focus, com a projeção de reconhecidas instituições e consultorias financeiras sobre as principais variáveis macroeconômicas.

Saem também neste dia os dados da balança comercial brasileira, denotando exportações e importações na semana anterior. São números a cargo do Ministério do Comércio Exterior.

A agenda de indicadores norte-americanos está vaga na segunda-feira.

Terça-feira (23/05) o Banco Central anunciará a Nota de Política Monetária relativa ao mês de abril, com dados sobre a evolução dos agregados monetários.

A FGV divulga outra referência de inflação: o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), que fornece uma visão mais atualizada do comportamento dos preços.

Nos EUA, será publicado o Chain Store Sales, medida semanal de aproximadamente 10% das vendas do varejo. Seus índices podem ser conferidos em duas publicações: o Redbook e o ICSC-USB Index.

Na quarta-feira (24/05), não estão previstos indicadores relevantes para o mercado brasileiro.

Os norte-americanos aguardam o Durable Goods Orders referente a abril. Esse índice mede os pedidos e entregas de bens duráveis no país e serve como amostra da atividade industrial.

Será anunciado também o New Home Sales de abril, que mostra o número de casas novas nos EUA com compromisso de venda. Interessante para o setor imobiliário e para a economia como um todo.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos publica os estoques de petróleo e derivados do país, com grande influência sobre a cotação internacional da commodity. As reservas tomam como parâmetro a semana até 19 de maio.

Por meio do MBA Purchase Applications, os norte-americanos saberão mais sobre os níveis de empréstimos imobiliários. O indicador, divulgado pela Mortage Bankers Association, serve de base para a demanda por imóveis e confiança econômica.

A quinta-feira (25/05) tem como foco nacional a divulgação da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE referente ao mês de abril. O estudo traz dados sobre taxa de ocupação e remuneração da mão-de-obra.

O Banco Central tornará públicas as informações sobre superávit primário, pagamento de juros e dívida bruta brasileira, por meio da Nota de Política Fiscal. Com ela, o BC fecha o conjunto de Notas relativas ao mês de abril.

Nos EUA, chama a atenção o anúncio preliminar do PIB do primeiro trimestre (GDP) e de seu deflator, o Chain Deflator, cuja responsabilidade é do Departamento do Comércio.

Ainda neste dia, o mercado terá o Existing Home Sales. Trata-se de uma estimação das vendas de casas usadas, com base no mês de abril.

O Initial Claims, que mede os pedidos de auxílio-desemprego na semana terminada em 20 de maio, e o Help-Wanted Index, elaborado a partir da análise de ofertas de emprego publicadas nos principais jornais dos Estados Unidos, fecham a agenda da quinta-feira.

Na sexta-feira (26/05), são esperados o IPCA-15 do IBGE, que reflete a inflação nacional entre os dias 15 de abril e 15 de maio, e o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor - Fipe), da terceira quadrissemana de maio.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Comércio mostrará a renda individual dos cidadãos em abril, através do Personal Income, e os gastos dos consumidores no mesmo mês, compilados no Personal Spending.

Fechando a semana, será publicada a versão revisada do Michigan Sentiment de maio, que avalia a confiança dos consumidores na economia dos EUA.

Bolsa: analistas acreditam que volatilidade deve continuar

Por: Marcello de Almeida
19/05/06 - 18h28
InfoMoney

SÃO PAULO - A terceira semana de maio foi negativa para os mercados de renda variável, em especial os de países emergentes. A forte queda nas cotações das commodities e as perspectivas de maior inflação e, conseqüentemente, taxas de juros mais elevadas nas economias centrais, principalmente nos Estados Unidos, influenciaram um movimento de realização de lucros mais forte. O Ibovespa acumulou perdas de 6,17 % no período.

Esse movimento reforçou a dependência do mercado brasileiro ao humor internacional, uma vez que deste o último dia 10, quando, ao contrário do que muitos esperavam, o presidente do Fed não deu indicações claras de quando os Fed Funds vão parar de subir, os melhores fundamentos econômicos do país foram deixados em segundo plano.

Tendo em vista esse cenário e a lembrança de que em um passado muito recente as projeções para o Ibovespa se mostravam potencialmente positivas, na visão de grande parte dos analistas, muitos se perguntam o que esperar do mercado nos próximos pregões.

Rapidez e magnitude da realização surpreendeu
Alvarez Machado de Campos, da Ativa Corretora, acredita que o movimento de realização de lucros implementado pelos investidores nos últimos pregões se apresenta como um movimento normal e de certa forma até necessário em um mercado que acumulava bons ganhos no ano. Segundo o analista, o que teria surpreendido alguns seria a rapidez e magnitude com que foi implementado.

Em relação às perspectivas, Daniel Doll Lemos, da corretora de valores Socopa, aposta em recuperação, mas ressalta que o caminho a ser percorrido para se retomar o patamar dos 42 mil pontos desta vez tende a ser mais longo.

O analista comenta que os investidores estão mais cautelosos e que o mercado deve operar ao sabor de cada novo dado da economia norte-americana ou declarações de membros do Fed sobre inflação e juros.

Viés de alta não foi alterado
Neste contexto, o estrategista Jason Vieira, da gestora de recursos Global Invest, ressalta que as negociações deverão continuar bastante voláteis até que os investidores consigam visualizar melhores definições sobre os rumos da política monetária norte-americana.

Vieira acredita que a tendência de alta para o Ibovespa no logo prazo não foi alterada, mas que o mercado está respondendo com maior intensidade a cada nova informação que possa influenciar as decisões do banco central norte-americano em relação aos juros.

Como o viés nesta última semana se mostrou mais negativo para os mercados, números menos favoráveis podem ter sido encarados com pessimismo exagerado pelos agentes e premissas positivas, que deveriam animar os investidores, perderam momentaneamente parte de sua importância, avalia o estrategista.

S&P eleva para "BB+" ratings da Usiminas, CreditWatch removido

A Standard & Poors Ratings Services elevou ontem em sua escala global, de BB para BB+, os ratings de crédito corporativo (em moeda estrangeira e moeda local) atribuídos à Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. - Usiminas. O rating da empresa na Escala Nacional Brasil também foi elevado de brAA para brAA+. Os ratings foram removidos da listagem CreditWatch com implicações positivas na qual haviam sido colocados em 28 de fevereiro de 2006. A perspectiva dos ratings em ambas as escalas é estável. Luiz Eduardo Queiroz

Economia do Japão cresce mais que o esperado e bolsa de Tóquio fecha em alta

Por: Equipe InfoMoney
19/05/06 - 08h20
InfoMoney

SÃO PAULO - Os principais índices acionários da Ásia fecharam em alta nesta sexta-feira, com a bolsa de Tóquio se ajustando, em parte, de uma semana com mais perdas que ganhos.

Um relatório do governo japonês mostrou que a economia do país cresceu mais que o esperado no primeiro trimestre, a uma taxa de 1,9% em relação ao ano anterior, alimentada pelo consumo interno. A notícia beneficiou o cenário corporativo, como as varejistas Seven & I (+1,23%) e Fast Retailing (+1,30%).

Bolsas asiáticas fecharam em alta
O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, apresentou leve alta de 0,42% no pregão de hoje e atingiu 16.155 pontos, acumulando no ano valorização de 0,27%. Por sua vez, o índice Hang Seng da bolsa de Hong Kong encerrou o pregão em leve alta de 0,29% chegando a 16.313 pontos e, com isso, o acumulado no ano aponta para forte alta de 9,66%.

Mittal Steel eleva proposta pela Arcelor para € 25,8 bilhões e ações disparam

Por: Cauê Todeschini de Assunção
19/05/06 - 09h12
InfoMoney

SÃO PAULO - Procurando liquidar qualquer oposição à sua oferta para a aquisição da Arcelor, a Mittal Steel anunciou nesta sexta-feira (19) a elevação de sua proposta inicial, para € 25,8 bilhões.

A nova oferta é cerca de 34% maior do que a anterior, de € 19,2 bilhões, e representa um prêmio de 70% em relação à cotação dos papéis da siderúrgica em janeiro, antes do anúncio da primeira oferta da Mittal.

A diretoria da Arcelor comunicou que irá avaliar a oferta, divulgando seu parecer nos próximos dias. A primeira proposta enfrentou grande resistência dos membros.

Oferta é bem recebida
A elevação da proposta aconteceu um dia após o lançamento da oferta oficial e dois dias depois da liberação do negócio pelos órgãos reguladores europeus.

O mercado recebeu a notícia com bastante otimismo e as ações da Arcelor avançam 11,53% na Bolsa de Paris nesta sexta-feira.

Analistas comentam que a elevação da proposta decorre da valorização recente dos papéis e da operação de recompra de ações anunciada pela Arcelor há algumas semanas.

Bolsas européias recuperam-se e operam em alta nesta sexta-feira

Por: Equipe InfoMoney
19/05/06 - 09h05
InfoMoney

SÃO PAULO - Na semana em que as bolsas européias registraram as piores quedas em três anos,o índice de preços ao produtor alemão e incertezas acerca da política de juros norte-americana e do Banco Central Europeu continuam preocupando investidores. Bons resultados corporativos em toda Europa aliviaram as tensões no mercado acionário europeu nesta sessão.

A British Airways, terceira maior companhia aérea da Europa, divulgou o resultado do primeiro trimestre que superou as expectativas dos analistas, os papéis eram negociados há pouco em alta de 7,6%.

A Mittal, maior siderúrgica do mundo, aumentou a oferta hostil para a aquisição da Arcelor em 34%. Caso a operação seja completada a Mittal controlará 10% da produção siderúrgica global. Com a notícia, as ações da Arcelor sobem mais de 11% na bolsa de Paris.

Já na Alemanha, o resultado do índice de preços ao produtor chegou a 6,1%, maior alta desde 1982, economistas previam alta de 5,8%.

Confira as cotações
O índice CAC 40 da bolsa de Paris negocia em alta de 0,63% e atinge 4.940 pontos, enquanto o DAX 30 da bolsa de Frankfurt sobe 0,18%, chegando a 5.676 pontos.

Por outro lado, o FTSE 100 da bolsa de Londres em leve baixa de 0,09% a 5.667 pontos.

Já o Euro Stoxx 50, índice calculado pela agência Dow Jones e que mede o desempenho das 50 principais ações da Europa Continental opera em leve alta de 0,35%, atingindo a 3.619 pontos.

Confira o que é notícia nos principais jornais do país nesta sexta-feira

Por: Equipe InfoMoney
19/05/06 - 08h48
InfoMoney

SÃO PAULO - Para facilitar a sua vida, a InfoMoney lista abaixo o que é notícia nos principais jornais do país nesta sexta-feira, dia 19 de maio. Listamos, dessa maneira, as principais notícias referentes a economia e mercados, procurando priorizar o que foi, é ou poderá ser assunto no mercado financeiro:

Gazeta Mercantil
A1 - Petrobras vai acelerar produção de gás natural;
A1 - Há R$ 13,3 bilhões em debêntures no forno;
A4 - Tributos: arrecadação registra novo recorde;
A5 - Câmbio derruba rentabilidade em 30%;
A10 - Inflação inesperada deixa as autoridades do Fed em alerta;
B1 - Cena externa acalma e dólar devolve parte do ganho da véspera;
B3 - Chega à CVM o pedido de registro da CPM;
B12 - Álcool tem preço recorde no mercado americano;
B12 - Rússia explica por que mantém embargo em SC;
C2 - Mittal lança oferta hostil para compra da Arcelor;

Valor Econômico
A1 - Governo deve antecipar flexibilização do câmbio;
A1 - Tesouro recusa taxas acima de 15% e juro cai;
A1 - Mittal deve elevar oferta por Arcelor;
A1 - Petrobras desenvolve novo tipo de biodiesel;
A9 - Índice sugere desaceleração da economia americana;
A9 - Argentina limita exportação de trigo para conter inflação;
B6 - Vale fecha com Posco e chineses ainda resistem;
C1 - Governo estuda cobertura flexível;

O Estado de São Paulo
B1 - Até 2008, Brasil vai produzir todo o gás que importa hoje da Bolívia;
B3 - Técnicos criticam uso de álcool em usinas térmicas;
B6 - Fed prevê fim da bolha imobiliária nos EUA;
B7 - Arrecadação é 2ª maior da história;
B8 - Em estudo, restrições à entrada de dólares;
B14 - Gol aumenta frota e alcança TAM;
B14 - BNDES avalia crédito para compra da Varig;

O Globo
Economia - Petrobras cria combustível e acelera produção;
Economia - Empregados da Volks no Paraná fazem greve de 24 horas contra demissões;
Economia - Gol, TAM e mais seis têm interesse na Varig;
Economia - Arrecadação de R$ 34 bi em abril foi recorde;
Economia - Inovação ainda longe da indústria;
Economia - Argentina cresceu abaixo do previsto em março;
Economia - Burger King estréia na bolsa;

Folha de São Paulo
Dinheiro - Governo cria plano contra dependência de gás;
Dinheiro - Mittal lança oferta oficial pela Arcelor;
Dinheiro - Arrecadação bate recorde impulsionada por petróleo;
Dinheiro - Crédito do BNDES à Varig não atrai setor;
Dinheiro - Decisão sobre BrT vai para árbitro, diz juiz;
Dinheiro - Economia argentina tem expansão de 8,6%.

Quinta-feira, Maio 18, 2006

Investidor deve sempre buscar informações de qualidade

Rogerio Betti
18/05/2006

Escolher bons investimentos nunca foi tão difícil como hoje. No passado, existiam poucos tipos de investimentos à disposição do investidor, a gestão dos fundos era passiva e muito semelhante entre si. Além disso, aplicar na renda fixa sempre foi muito atraente. Poucos investimentos renderam tanto nos últimos 10 ou 15 anos quanto a renda fixa no Brasil. Mas comprar um CDB ou aplicar no fundo de renda fixa tradicional de seu banco já não rende tanto, pois com as taxas de juros a 15% ao ano, descontando o IR (15%) e uma inflação de 4%, a rentabilidade líquida será próxima a 9% ao ano, ou seja, menos de 1% ao mês.

Durante os últimos cinco anos, o mercado financeiro brasileiro se desenvolveu muito, com a criação de diversos fundos multimercados, fundos long/short, etc. Enfim, uma quantidade enorme de tipos de investimentos disponíveis ao investidor, além de um número grande de instituições (bancos e assets independentes) oferecendo produtos diferenciados. O mais importante nesse processo, contudo, é que aplicar na renda fixa já não é tão atraente!

Com a imensidão de produtos e gestores, o Ibovespa beirando os 39.000 pontos, os juros a 15% ao ano e o dólar muito baixo, como rentabilizar seu portfólio de investimentos acima do CDI com segurança? Onde investir? Realmente esta é uma pergunta difícil de se responder principalmente de forma sucinta. Acredito que a melhor forma de responder essa pergunta seria construindo a resposta com outras perguntas...

A primeira delas é: "Qual o prazo do investimento?" Um dos pontos mais importantes para começar a construir um portfólio é o prazo da aplicação. Quanto mais longo é o prazo, maior o número de investimentos voláteis como, por exemplo, ações. A segunda questão primordial é: "Qual o perfil do investidor?" Perfil não quer dizer apenas conservador, moderado e agressivo, e sim o perfil de vida dessa pessoa, aceitação à volatilidade, conhecimento do mercado, idade, etc.

Migrar uma parte da carteira para a compra de ações é uma forma de agregar valor e volatilidade ao portfólio, principalmente em ano de eleições e depois de a bolsa ter subido muito. Muitos investidores que nunca olharam para a bolsa estão sendo seduzidos pelas altas rentabilidades dos últimos anos e pela febre das aberturas de capital. Mas é preciso ter em mente que é muito importante fazer uma boa compra, seja pela qualidade do ativo, seja pelo momento da compra. Nesse mercado é preciso informação, conhecimento e assessoria, pois grandes oscilações podem assustar o investidor desavisado. O cenário de crescimento das economias mundial e brasileira e a forte queda nos juros, entre outros fatores, tornam o investimento em bolsa muito atrativo. Hoje, quase 30% do volume operado diariamente na Bovespa são de pessoas físicas, confirmando o desenvolvimento do mercado e de seus investidores.

Na área de renda fixa, os papéis com risco de crédito estarão cada vez mais presentes nas carteiras, pois com os juros dos títulos públicos cada vez mais baixos, as operações de crédito ficam em evidência, como é o caso das debêntures, CDB, CRI, CPR, entre outros. Ativos de crédito não apresentam muita volatilidade (um CDB, por exemplo, não traz volatilidade à carteira). Porém, se a instituição emissora apresentar algum tipo de problema, as conseqüências serão sérias. Dificilmente um banco ou empresa que emite um título de crédito e tem problemas dá o calote em partes, e sim em tudo. Por isso, escolher bem a instituição e a diversificação podem minimizar esses riscos. Ganhos muito atraentes significam riscos elevados. Também não significa que todos os títulos de crédito com alta rentabilidade causarão problemas.

Uma outra classe de investimento que agrega valor à carteira são os fundos multimercados. Para investir nesses fundos, assim como em qualquer outro investimento, é necessário um profundo conhecimento das características do produto e do gestor. Alguns desses gestores são muito ativos nas trocas de posições. Outros não e mantém investimentos de longo prazo. Uns só compram ações de grande liquidez. Já outros só compram papéis "small caps" (ações com baixa liquidez). Alguns são alavancados. Outros não operam ações... Dificilmente o investidor terá tempo ou disposição para conhecer as minúcias das carteiras dos fundos. Por isso, conhecer a qualidade dos gestores e da instituição, conhecer o histórico e o conceito do produto é fundamental para buscar retornos superiores ao CDI e não ter surpresas no meio do caminho.

As oportunidades estarão sempre presentes, tanto nos momentos de grande euforia quanto nas crises. Ter informações de qualidade e uma boa assessoria fará a toda diferença. Investimento consciente é a melhor forma de investimento.

Prazo para reservar os BDRs da GP começa hoje

Adriana Cotias do Valor Online
18/05/2006

Começa hoje e vai até o dia 24 o prazo para o investidor se candidatar à oferta pública da GP Investments, gestora de fundos de participação em empresas ("private equity"). Com uma venda de 20,339 milhões de Brazilian Depositary Receipts (BDRs), o grupo pretende captar algo entre R$ 580 milhões e R$ 670 milhões, levando-se em conta a faixa indicativa de preços, de R$ 26,76 a R$ 33,97.

Mesmo emitindo certificados de ações que serão listadas na Bolsa de Luxemburgo, a gestora reservou uma parcela de 10% para o varejo brasileiro, que poderá fazer investimentos entre R$ 3 mil e R$ 300 mil. O grupo GP foi criado em 1993 por Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira, Marcel Telles e Roberto Thompson Motta, mas a empresa que está abrindo o capital é a GP Investments, que começou a operar em 2003 e transferiu a sua sede para Bermudas neste ano.

Desde a fundação, a GP levantou mais de US$ 1,3 bilhão para três fundos de "private equity", já fechados para captação. O único aberto é o GPCP3, que reúne US$ 178 milhões e após a oferta contará com mais US$ 72 milhões, da parcela comprometida pelos sócios. O restante dos recursos captados serão usados em aquisições.

Nos últimos anos, a GP participou como acionista vendedor das ofertas da América Latina Logística (ALL), Submarino e Gafisa e agora coloca à venda os seus próprios papéis. Ao abrir o capital, a gestora pretende ampliar a base de investidores e obter mais flexibilidade nos prazos de entrada e saída dos negócios selecionados.

Em fase de venda de investimentos, a gestora lucrou R$ 35,9 milhões no primeiro trimestre, ante um prejuízo de R$ 2,02 milhões em igual intervalo no ano passado. Ao longo de 2005, ganhou R$ 84,5 milhões, cinco vezes mais do que em 2004. Os analistas comentam que, pelo fato de a atividade da gestora ser ligada à compra e venda de participações, é difícil fazer projeções e até avaliações retrospectivas sobre os resultados.

No prospecto, a própria emissora adverte que seu breve histórico operacional é um fator de risco, já que o negócio está em plena fase de desenvolvimento. Outra menção a risco diz respeito à eventual falta de liquidez dos investimentos realizados.

Se os BDRs saírem na média de R$ 30,36, haverá uma diluição imediata de R$ 5,24 (17,26%) para os novos investidores, já que o valor contábil dos papéis será de R$ 25,12 após a oferta (R$ 15,44 antes da operação).

Risco-país volta a fechar em alta e renova maior patamar desde fevereiro

Por: Equipe InfoMoney
18/05/06 - 18h10
InfoMoney

SÃO PAULO - Com os mercados emergentes ainda sob a preocupação de eventual prolongamento do ciclo de aperto monetário norte-americano, o risco Brasil voltou a fechar em alta nesta quinta-feira e renovou seu maior patamar desde o mês de fevereiro.

Recentes sinais de aceleração da inflação nos EUA elevaram os temores de que o Fomc possa promover novos ajustes no juro básico. Em adição, os preços das commodities passam por momento desfavorável, depois de uma escalada impressionante desde o início do ano passado, o que gera certa apreensão sobre a capacidade dos emergentes de obter divisas via exportação.

Vale notar, no entanto, que o rendimento dos Treasuries fechou em queda nesta quinta-feira, após indicadores mostraram um possível arrefecimento do crescimento econômico norte-americano.

Confira as cotações
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,36% na tarde desta quinta-feira, cotado a 124,05 centavos de dólar.

Risco país subiu
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 263 pontos base, um aumento de 3 pontos base em relação ao último fechamento.

O movimento de ajuste registrado pelo Ibovespa nos últimos dias foi exagerado?

Por: Marcello de Almeida
18/05/06 - 18h29
InfoMoney

SÃO PAULO - Reagindo ao ajuste nas cotações das commodities e ao aumento das preocupações em relação ao futuro dos juros nos EUA, o Ibovespa amargou forte desvalorização desde o último dia 10, quando, ao contrário do que muitos esperavam, o presidente do Fed não deu indicações claras de quando os Fed Funds vão parar de subir.

Neste contexto, em apenas sete pregões, o Índice Bovespa acumulou um desempenho negativo de mais de 10% e perda de aproximadamente 4 mil pontos. A pergunta que fica é: este movimento pode continuar ou é exagerado, refletindo uma reação que não se baseia em fatores estruturais?

Mercado deve mostrar alguma recuperação
Na opinião de Kelly Trentin, da corretora SLW, esse movimento de realização de lucros foi exagerado. A analista comenta que ainda é cedo para se falar em mudança de tendência e ressalta que Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, condicionou as suas decisões em relação aos juros aos próximos dados da economia norte-americana.

Neste contexto, mesmo considerando que o índice de preços ao consumidor dos EUA se apresentou um pouco acima do esperado em abril, a analistas não observa pressões inflacionárias alarmantes nos Estados Unidos.

Já a estrategista Mônica Araújo, do banco de investimentos Espírito Santo, acredita que o ajuste registrado pelo mercado foi normal e influenciado pelo novo cenário externo, onde as perspectivas de maior inflação, conseqüentemente, elevaram o temor de taxas de juros mais elevadas nas grandes economias, com maior ênfase nos EUA.

Em relação às perspectivas, Mônica Araújo aposta que o Ibovespa pode até mostrar alguma recuperação nos próximos dias, mas pode ficar sem tendência definida até que os investidores identifiquem uma definição quanto os rumos da política monetária norte-americana.

Em uma visão de curtíssimo prazo, Kelly Trentin lembra que não teremos nenhum indicador de maior relevância na próxima sexta-feira, o que abre espaço para uma recuperação dos mercados, que em sua opinião, já começam a querer esboçar algum ânimo.

Possíveis vertentes para o mercado
Já o analista Álvaro Bandeira, da corretora de valores Ágora Senior, visualiza duas possíveis vertentes para o mercado. A primeira, mais forte em sua opinião, seria a de que o maior estresse com os Fed Funds levou os investidores a rever suas posições de uma maneira mais significativa, em um movimento, até certo ponto, normal de mercado, o que sugere melhores dias para o Ibovespa.

No entanto, o analista ressalta que será necessário avaliar do desempenho dos Treasuries nos próximos dias, assim como o resultado dos indicadores econômicos que serão publicados nos Estados Unidos.

Mesmo considerando menos provável, Bandeira não descarta um cenário mais defensivo, onde números indicando maiores pressões inflacionárias nos Estados Unidos poderiam aparecer.

Neste caso, o mercado de títulos do governo norte-americano tende a ganhar espaço, em um movimento preocupante sob a ótica dos investidores, que já mostram uma maior aversão ao risco. Como resultado, o fluxo de recursos para as economias emergentes poderia ser seriamente prejudicado.

Ajuste e indicadores garantem alta das bolsas norte-americanas

Por: Equipe InfoMoney
18/05/06 - 14h33
InfoMoney

SÃO PAULO - Iniciando uma tendência contrária às fortes quedas da última sessão, as principais bolsas norte-americanas operam em leve alta nesta quinta-feira (18).

Os indicadores econômicos ajudaram a diminuir o recente temor com a inflação. O Leading Indicators e o Initial Claims apresentaram números que indicam um fraco crescimento econômico.

Assim, perde força a possibilidade do Fed ter que manter as elevações na taxa de juro básica dos EUA.

Cenário corporativo
A rede varejista Sears Holdings têm seus papéis em valorização de 12,44%, após anunciar um lucro no primeiro trimestre acima das expectativas.

Bolsas dos EUA em alta
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, opera em leve valorização de 0,34% e atinge 2.203 pontos.

O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, negocia em leve alta de 0,12% a 1.272 pontos.

Por fim, o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, sobe 0,12%, chegando a 11.219 pontos.

Bancos tiveram bons resultados no trimestre, mas qual deles foi o melhor?

Por: Camila Schoti
18/05/06 - 14h13
InfoMoney

SÃO PAULO - O setor financeiro, de maneira geral, é um dos setores que acumulam grande parte das apostas de ganhos no mercado acionário brasileiro. Que os bancos são as instituições tidas como as que mais lucram no país não há dúvidas, mas qual deles apresentou o melhor desempenho relativo no primeiro trimestre deste ano?

Em geral, os resultados dos bancos ficaram praticamente em linha com as expectativas dos analistas e, somados os lucros dos cinco bancos listados na Bovespa o montante total atingiu R$ 6,031 bilhões nos três primeiros meses do ano, um aumento de 58% em relação ao mesmo período de 2005.

No entanto, desconsiderando-se itens não-recorrentes, como ocorreu com o Banco do Brasil, embora em termos absolutos o resultado do Bradesco tenha sido o maior, ele não foi o que mais cresceu.

Lucro da Nossa Caixa evoluiu 96%
Ao contrário do que se pode esperar, o menor dos cinco bancos listados na Bolsa, a Nossa Caixa, apresentou o maior crescimento no período. Neste sentido, a despeito do lucro líquido de apenas R$ 174,7 milhões no trimestre, a Nossa Caixa conseguiu fazer com que esta conta apresentasse evolução de 96% em relação ao mesmo período de 2005.

Em segundo lugar ficou o Unibanco, com crescimento de 29,6%, seguido pelo Itaú (28%), Bradesco (27%) e Banco do Brasil (-2,8%).

Contudo, o resultado do Banco do Brasil merece esclarecimentos. De acordo com a Ágora Senior, não fosse o reconhecimento do crédito tributário no período, que teve impacto liquido positivo de R$ 1,4 bilhão nos lucros, o lucro líquido do período teria sido de R$ 938 milhões. Se considerado o item não-recorrente, o crescimento em relação a 2005 seria de 143%.

Itaú teve o maior retorno sobre o patrimônio líquido
No que se refere ao retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que mede a rentabilidade dos bancos (mas não leva em consideração seu risco), o melhor resultado ficou com o banco Itaú, cujo resultado foi de 36,3%. Em seguida, destaque para o Bradesco com 33,6% e para a Nossa Caixa, cujo indicador saltou de 16,7% no primeiro trimestre de 2005 para 32,1%.

O Unibanco tem, historicamente, um nível mais baixo de rentabilidade e, no primeiro trimestre, esta foi de 24%, porém, é importante lembrar que, apesar de inferior ao dos demais bancos, o Unibanco vem consolidando seu ROE acima do patamar de 20%. O Banco do Brasil, por sua vez, teve um ROE de 22,5% se excluídos os itens não-recorrentes e este número sobe para 63% se considerados estes itens.

Papéis da Nossa Caixa com forte valorização no ano
As ações destes bancos também têm refletido seu desempenho ao longo deste ano. Neste sentido, papéis preferenciais como o do Bradesco, que ano passado subiram mais de 100%, apresentam alta de apenas 9,77% no acumulado deste ano, também em função do forte desempenho do ano passado, enquanto que as ações ordinárias da Nossa Caixa já registram ganhos de 45,33%.

Por sua vez, as ações ordinárias do Banco do Brasil acumulam alta de 54,30% neste mesmo período, mas é importante lembrar que notícias acerca da oferta pública de ações e alteração da participação de capital estrangeiro na composição do capital social do banco tiveram forte influencia sobre o desempenho das ações no ano.

Pequena com potencial x grandes e consistentes
Tendo em vista o quadro apresentado, pode-se dizer que a Nossa Caixa, embora menor em termos absolutos, tem apresentado um desempenho operacional bastante satisfatório, dada a evolução de seus principais indicadores.

Contudo, a despeito dos maiores bancos privados do país, Bradesco e Itaú, não terem apresentado tamanho crescimento, isso não os desqualifica, já que mesmo diante de sua dimensão no mercado, estes dois bancos conseguiram apresentar crescimento significativo.

Quanto ao Banco do Brasil e ao Unibanco, são evidentes os esforços de seus gestores em busca da melhoria de seus indicadores operacionais, sendo que o BB vem apresentando esforços, inclusive, no que se refere ao desempenho dos seus papéis em Bolsa, já que vem adotando medidas para facilitar seu ingresso no Novo Mercado da Bovespa.

Ações da Varig operam em alta com mercado atento às notícias sobre o leilão

Por: Equipe InfoMoney
18/05/06 - 12h10
InfoMoney

SÃO PAULO - Após caírem 10% no último pregão, as ações preferenciais da Varig mais uma vez mudam de tendência e operam em forte alta com os investidores avaliando as últimas notícias sobre o leilão da companhia.

Nesta quinta-feira, estes papéis operam em alta de 7,40%, com seus preços elevados a R$ 4,35, acumulando ganhos de mais de 208% desde o início do ano, através de uma trajetória conturbada pelo processo de falência da empresa.

Interessados na companhia
A notícia que movimenta os papéis nesta sessão foi a procura, por parte de três interessados, pelo empréstimo-ponte que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou estar disposto a realizar.

Além destas três propostas, mais 14 grupos teriam procurado diretamente a Varig manifestando interesse em participar do leilão, que deverá oferecer dois modelos de compra: no primeiro, o leilão da Varig Operações e no segundo, a oferta da Varig Regional.

Além disso, segundo veículo de grande circulação, a Varig e a BR Distribuidora fizeram um acordo emergencial, no qual está previsto fornecimento de combustível à companhia aérea até sexta-feira sem cobrança à vista.

Mittal lança oferta hostil e oferece US$ 23,2 bilhões pelas ações da Arcelor

Por: Marcello de Almeida
18/05/06 - 12h45
InfoMoney

SÃO PAULO - Após ter recebido na última terça-feira autorização dos órgãos reguladores de Luxemburgo, Bélgica e França, a Mittal Steel lançou nesta manhã uma oferta de aquisição da Arcelor, oferecendo 18 bilhões de euros, ou US$ 23,2 bilhões, em dinheiro e ações próprias.

A Mittal que pagar aos acionistas da Arcelor quatro ações próprias e 35,25 euros por cada cinco ações da siderúrgica, que no país detém o controle da Arcelor Brasil. A Mittal pretende pagar no máximo 25% do valor da oferta em dinheiro.

Vale ressaltar que o valor oferecido pela Mittal é 10% inferior ao valor registrado pelas ações da Arcelor no fechamento de quarta-feira.

Arcelor quer frear a operação
Com o objetivo de frear a operação, a Arcelor pediu aos seus acionistas para não aderirem à oferta. A empresa também prometeu maiores dividendos e comunicou que vai recomprar 5 bilhões de euros de suas ações a preços acima do mercado.

A oferta, que poderá unir as duas maiores siderúrgicas do mundo, estará aberta até 29 de junho e estima-se que o resultado final da operação deverá ser anunciado até o dia 13 de julho.

Cenário externo impulsiona as taxas dos contratos de DI futuro na BM&F

Por: Equipe InfoMoney
18/05/06 - 13h40
InfoMoney

SÃO PAULO - Os juros futuros operam em alta na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), refletindo a cautela dos investidores em relação ao cenário econômico internacional e perspectivas de juros ainda mais elevados no EUA. Porém, vale lembrar que o resultado da segunda prévia do IPC-Fipe de maio tende a conter a alta das taxas.

O Índice de Preços ao Consumidor divulgado nesta quinta-feira registrou alta de 0,08% na inflação de São Paulo, a mesma taxa da última medição. Além disso, vale lembrar que o mercado aguarda para a próxima sessão o IGP-10 (Índice Geral de Preços) referente ao mês de maio.

Contrato de janeiro de 2008 indica taxa de 15,10%
O contrato de juros de maior liquidez hoje, com vencimento em janeiro de 2008, aponta uma taxa de 15,10%, 0,07 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira. O número de contratos negociados chega a 213.480.

Outros contratos com bom volume negociado são o com vencimento em julho de 2006, que registra taxa de 15,34% e o de janeiro de 2007, com taxa de 14,87%. No fechamento de quarta-feira, as taxas apontadas por estes contratos eram 15,35% e 14,85%, respectivamente.

Quarta-feira, Maio 17, 2006

Inflação acima do esperado nos EUA fez bolsas européias fecharem em baixa

Por: Equipe InfoMoney
17/05/06 - 14h16
InfoMoney

SÃO PAULO - As principais bolsas da Europa fecharam em forte queda nesta quarta-feira, pressionadas pelo indicador que mostrou inflação acima da expectativa nos EUA, maior consumidor das exportações européias, alimentando preocupações acerca de novas elevações das taxas de juros no país.

As exportadoras, como as automobilísticas DaimlerChrysler (-3,31%) e BMW (-3,67%), e a fabricante de produtos de beleza L'Oreal (-3,14%), foram algumas das mais prejudicadas.

Aquisições e plano econômico
Entre as aquisições, a mineradora Xstrata (-5,28%) fez uma oferta oferta hostil de compra da canadense Falconbridge no valor de US$ 14,6 bilhões, em uma operação que poderá criar uma das maiores mineradoras do mundo.

No plano econômico, foi divulgado o relatório da última reunião do Banco da Inglaterra, que manteve a taxa de juros inalterada por 6 votos a 2. Foi a primeira vez em oito anos que os membros do comitê apontaram para três caminhos diferentes: manutenção, elevação e redução da taxa de juros.

Bolsas européias fecharam em forte queda
O índice CAC 40 da bolsa de Paris apresentou desvalorização de 3,18% a 4.920 pontos, acumulando no ano forte alta de 4,35%, enquanto o FTSE 100 da bolsa de Londres encerrou em baixa de 2,92%, atingindo 5.676 pontos e sua variação no ano acumula alta de 1,01%.

A Bolsa de Frankfurt, apresentou uma forte baixa de 3,40% , atingindo 5.653 pontos, acumulando uma forte valorização de 4,52%.

Já o Euro Stoxx 50, índice calculado pela agência Dow Jones e que mede o desempenho das 50 principais ações da Europa Continental fechou em forte baixa de 3,36%, atingindo a 3.605 pontos.

Inflação ao consumidor acelera nos EUA e risco-país sobe 10 pontos base

Por: Equipe InfoMoney
17/05/06 - 13h44
InfoMoney

SÃO PAULO - O risco-país voltou a registrar forte alta nesta quarta-feira e já superou os 250 pontos base. O indicador reflete a cautela do mercado em relação à aceleração da inflação nos Estados Unidos.

Os temores decorrem dos resultados do CPI, o índice de preços ao consumidor norte-americano, que, em abril, registrou aceleração da inflação acima das expectativas do mercado, tanto do núcleo quanto do índice cheio. Este resultado corrobora a percepção de juros mais elevados nos EUA.

Títulos da dívida externa em queda
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, opera em baixa de 1,07% na tarde desta quarta-feira, cotado a 124,70 centavos de dólar. Entre outros bônus globais, o destaque fica com o Global 09, que mostra baixa de 0,28%.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan opera a 251 pontos base, um aumento de 10 pontos base em relação ao último fechamento.

Terça-feira, Maio 16, 2006

Ações da Vale fecham em baixa, após anúncio de reajuste do minério de ferro

Por: Rodolfo Amstalden
16/05/06 - 17h30
InfoMoney

SÃO PAULO - Indo contra a leve valorização do Ibovespa, as ações ordinárias e preferenciais da Vale do Rio Doce fecharam a terça-feira em queda de mais de 2%. O mercado repercutiu de maneira negativa o reajuste no preço do minério de ferro negociado junto à siderúrgica alemã ThyssenKrupp.

A elevação acordada foi de 19% para as cotações do minério, dentro do intervalo estimado pelos analistas, mas abaixo da proposta de 24% manifestada pela própria Vale. Proposta essa que parece ter sido encarada de maneira bastante rigorosa pelos investidores.

Para analistas foi bom
Dado o intervalo de projeções entre 15% e 20%, diversos analistas interpretaram o reajuste dos preços do minério de ferro para 2006 como favorável. Sinal de que, na disputa entre mineradoras e siderúrgicas, as primeiras vêm levando alguma vantagem.

Para o banco de investimentos Merrill Lynch, a revisão de 19% junto à ThyssenKrupp mostra a força das mineradoras no mercado. Já a Fator enfatiza o valor da decisão atual para a rodada de reajustes do próximo ano.

Ações do Banco do Brasil são destaque de alta após divulgação de resultados

Por: Camila Schoti
16/05/06 - 12h17
InfoMoney

SÃO PAULO - As ações ordinárias do Banco do Brasil (BBAS3) são um dos destaques de alta dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa na manhã desta terça-feira, subindo 3,45% para R$ 66,21.

O desempenho dos papéis reflete a divulgação dos resultados do banco referente ao primeiro trimestre do ano, período em que seu desempenho ficou praticamente em linhas com as expectativas do mercado. O destaque, porém, ficou com a ativação de crédito tributário no valor de R$ 1,4 bilhão, que levou o lucro do BB a R$ 2,3 bilhões.

Fatores positivos e negativos
De acordo com a Fator Corretora, o crescimento da receita de serviços no período, de 5% em relação ao quarto trimestre do ano passado, foi um dos pontos positivos, já que seus principais concorrentes apresentaram estabilidade ou crescimento inferior nesta conta.

Além disso, os analistas da corretora destacaram também a evolução do índice de eficiência e o crescimento da carteira de crédito ligeiramente superior ao do setor. No entanto, como aspecto negativo, destaque para o fraco resultado de intermediação financeira e elevado patamar da despesa de provisão de crédito de liquidação duvidosa.

Mercado promove ajuste e dólar recua após três sessões de valorização frente ao real

Por: Equipe InfoMoney
16/05/06 - 15h09
InfoMoney

SÃO PAULO - Investidores ajustam posições no mercado de câmbio após uma seqüência de três sessões de valorização do dólar frente ao real. A divulgação de novos indicadores econômicos nos EUA parece ter aliviado a cautela quanto ao processo de aperto monetário no país.

Nesta terça-feira foi divulgado nos Estados Unidos o índice de preços ao produtor de abril. O núcleo do PPI registrou inflação de 0,1%, contra a expectativa de 0,2% do mercado.

Vale lembrar que a principal justificativa por trás das elevações da taxa de juro norte-americana - que costumam levar à valorização do dólar - está na necessidade de equilibrar o crescimento econômico de modo a evitar pressões inflacionárias.

Dólar recua
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,1378 na compra e R$ 2,1380 na venda, forte baixa de 2,15% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 2,3000, representando um ágio de 7,59% em relação ao dólar comercial.

Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 2,39% em maio, frente à baixa de 1,65% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 7,96%.

Dólar futuro na BM&F também em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho opera cotado a R$ 2.145, forte baixa de 2,37% em relação ao fechamento de R$ 2.197 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em forte baixa de 1,97%, atingindo R$ 2.160 frente à R$ 2.204 do fechamento de ontem.

Vale: reajuste do minério sugere mercado apertado e novas elevações em 2007

Por: Cauê Todeschini de Assunção
16/05/06 - 14h45
InfoMoney

SÃO PAULO - Analistas de diversas instituições classificaram como positivo o reajuste dos preços do minério de ferro para 2006, acordado com a siderúrgica alemã ThyssenKrupp e anunciado pela Vale na última segunda-feira.

O acordo prevê um reajuste de 19% para o minério de ferro fino e uma redução de 3% no preço das pelotas. Segundo a Ágora Senior, considerando o mix de vendas da Vale, o reajuste médio deve ser de 16,3%, superando as expectativas do mercado.

Cabe destacar que o primeiro acordo entre siderúrgicas e mineradoras no ano é utilizado como benchmark para as demais negociações, trazendo a expectativa de que o reajuste seja confirmado junto aos demais clientes.

Mercado forte
Segundo a Merrill Lynch, o fechamento do reajuste com uma siderúrgica européia é o sinal mais forte de que a situação do mercado segue favorável às mineradoras.

Isso porque, enquanto as exportações chinesas cresceram 28% desde o início do ano, na Europa estas permaneceram quase estáveis.

Dessa forma, a expectativa, agora, é de que a intransigência das siderúrgicas chinesas possa ser suavizada.

Estratégia acertada
A Fator ainda elogiou a estratégia da Vale, que, mesmo com um reajuste menor que o máximo possível, preparou condições para conseguir novos aumentos em 2007.

A Merrill Lynch, por outro lado, espera preços estáveis em 2007 e redução de 20% nos mesmos no ano seguinte.

Emergentes: Merrill Lynch diz que não há bolha, apesar das perdas generalizadas

Por: Cauê Todeschini de Assunção
15/05/06 - 14h50
InfoMoney

SÃO PAULO - Apesar do movimento de queda generalizada que atinge os mercados emergentes nos últimos dias, os analistas da Merrill Lynch revelaram que não vêem o estouro de uma "bolha emergente".

Isso porque, segundo o banco norte-americano, os países emergentes, hoje em dia, não reúnem os aspectos que caracterizariam uma bolha especulativa.

Ganância
De acordo com a Merrill Lynch, a ganância que antecede estouros de bolhas especulativas, hoje, não estaria presente nos mercados emergentes.

Mesmo que os níveis recentes de influxos de recursos suportem os motivos para preocupação no médio prazo, os analistas revelam que a maior parte dos investidores não está mais adicionando recursos a essa classe de ativos.

Além disso, o banco afirma que a "febre de ofertas públicas" não ultrapassou os limites racionais na região.

Alavancagem
Forte alavancagem é outro aspecto que não está presente nos mercados emergentes. Em geral, tais países acumulam superávits em conta corrente nos últimos anos, o que leva a um processo de redução das dívidas soberanas.

Sobrevalorização
Por fim, os mercados emergentes não estariam sobrevalorizados, em relação a outras regiões, já que, segundo os analistas, apesar da forte valorização recente os descontos ainda permanecem.

Isso ocorre porque os ganhos corporativos nas economias emergentes, no período, cresceram a uma taxa maior do que a valorização dos papéis.

Não há bolha
Com tudo isso, a Merrill Lynch conclui que não existem os elementos necessários para o estouro de uma "bolha" nos mercados emergentes tão cedo.

Ações da Lupatech fecham com alta de 5,95% em pregão de estréia

Por: Camila Schoti
15/05/06 - 18h08
InfoMoney

SÃO PAULO - Em seu primeiro dia de negociação, as ações ordinárias da Lupatech, listadas no Novo Mercado da Bovespa sob o código LUPA3, abriram em alta de 4,59%, sendo cotadas a R$ 23,01. No encerramento da sessão, os papéis registraram alta de 5,95%, e volume de R$ 151 milhões.

Fixado pelo mecanismo de bookbuilding, o preço inicial das ações ficou em R$ 22,00, valor que ficou no limite superior das expectativas dos coordenadores, que estavam entre R$ 17,00 e R$ 22,00 e permitiu a captação de R$ 429,3 milhões, já que foram ofertadas 19,5 milhões de ações ordinárias.

Opção de lote suplementar
Vale lembrar que com a demanda pelos papéis da companhia, os investidores que reservaram ações sofreram rateio, de forma que os pedidos só foram atendidos integralmente até o limite de R$ 3.080,00, equivalente a 140 ações.

Isso significa que um investidor que fez uma reserva de R$ 5.000,00 foi alocado em R$ 3.080,00. O investidor que fez uma reserva de R$ 15.000,00, igualmente foi alocado em R$ 3.080,00.

No entanto, os acionistas vendedores outorgaram uma opção para a distribuição de um lote suplementar de até 2.439.577 ações ordinárias, correspondendo a 15% das ações inicialmente ofertadas.

Risco país sobe, com temores em relação aos cenários interno e externo

Por: Equipe InfoMoney
15/05/06 - 18h07
InfoMoney

SÃO PAULO - A segunda-feira foi de nervosismo no mercado de títulos da dívida externa brasileira. Além da forte queda nos preços internacionais das commodities, trazendo impacto negativo sobre os mercados de maior risco, como de ações e dívida de países emergentes, também pesou a situação no Brasil.

Os eventos ocorridos nos últimos dias em São Paulo, com a escalada da violência promovida pelo grupo criminoso PCC aumentou a percepção de risco dos investidores. Neste contexto, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 246 pontos base, um aumento de 12 pontos base em relação ao último fechamento.

Preços dos títulos em queda
Apesar da apreciação nos preços dos Treasuries, os títulos do Tesouro norte-americano, os principais papéis da dívida externa brasileira fecharam a segunda-feira em queda. O principal título, o Global 40, encerrou em baixa de 0,92% na tarde desta segunda-feira, cotado a 124,60 centavos de dólar.

Vale do Rio Doce anuncia reajuste nos preços do minério de ferro

Por: Equipe InfoMoney
15/05/06 - 19h45
InfoMoney

SÃO PAULO - Dando fim ao um longo período de negociação, a Vale do Rio Doce, maior produtora mundial de minério de ferro, anunciou que concluiu as negociações com a siderúrgica alemã Thyssen Krupp referentes ao reajuste dos preços do minério de ferro. Para o ano de 2006, o aumento será de 19% tanto para o minério de ferro fino de Carajás, quanto para o minério de ferro fino do Sistema Sul.

O reajuste obtido foi menor do que a proposta da mineradora, que foi de 24%, e bem abaixo do aumento registrado no ano passado, quando o preço da commodity foi elevado em 71,5%, o que, na época, surpreendeu os analistas.

Por outro lado, os preços de pelotas de alto forno, tanto de Tubarão como de São Luís, terão redução de 3,0%.

Acima do esperado inicialmente
A expectativa inicial da maioria dos analistas era de que a empresa obtivesse um reajuste entre 10% e 15%, mas esta perspectiva foi elevada após a Vale ter divulgado sua proposta de reajuste de 24%. Nas últimas semanas, uma parcela significativa dos analistas considerava como provável um reajuste entre 15% e 20%.

Resta agora a mineradora divulgar os reajustes com seus demais clientes, com destaque para as siderúrgicas asiáticas, como a japonesa Nippon Steel e a chinesa Baosteel, além da siderúrgica européia Arcelor.

Domingo, Maio 14, 2006

Confira os destaques da agenda do investidor para a terceira semana de maio

Por: Olivia Costa Alonso
12/05/06 - 18h21
InfoMoney

SÃO PAULO - Entre os indicadores da agenda da terceira semana de maio, os investidores brasileiros estarão de olho nas duas pesquisas elaboradas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): a Pesquisa Mensal do Comércio e a Pesquisa Industrial de Emprego e Salário.

Quanto aos Estados Unidos, foco nos índices de preços ao produtor (PPI) e de preços ao consumidor (CPI) referentes ao mês de abril.

Veja os indicadores da terceira semana de maio:
Na segunda-feira (15/05), o IBGE torna pública sua Pesquisa Industrial de Emprego e Salário com base em março. Ela avalia o comportamento da força de trabalho e de sua remuneração, baseada em uma amostra de cadastros nacionais de pessoas jurídicas.

Também nesta data está agendado o vencimento de opções da bolsa de valores paulista.

Tradicionalmente às segundas-feiras o Banco Central publica o relatório Focus, cujo conteúdo serve de alicerce para as perspectivas da economia brasileira.

Saem ainda os dados da balança comercial, denotando exportações e importações brasileiras na semana anterior. São números compilados pelo Ministério do Comércio Exterior.

Nos EUA, será publicado o NY Empire State Index de maio. O indicador é calculado todo mês pelo Federal Reserve Bank of New York, com o intuito de medir a atividade manufatureira no estado.

Na terça-feira (16/05), será anunciado o IPC-S, Índice de Preços ao Consumidor Semanal da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Apesar do nome, seu percentual trata do nível geral de preços em 30 dias, até a segunda semana de maio.

Nos Estados Unidos, será divulgado o PPI, índice de preços ao produtor, junto a seu núcleo, o Core PPI, que desconsidera cotações de energia e alimentos. Ambos referem-se ao mês de abril.

Na mesma sessão, saem o Industrial Production, denotando a produção industrial norte-americana, e o Capacity Utilization, que reflete a capacidade industrial utilizada. Eles dizem respeito ao mês de abril.

O mercado terá também a Building Permits e o Housing Starts, compilados pelo Departamento do Comércio. A primeira medida fornece o número de autorizações para construção imobiliária no mês de abril, e a segunda refere-se ao número de casas que começaram a ser construídas nesse mesmo mês.

Por fim, será divulgado o Chain Store Sales, medida semanal de aproximadamente 10% das vendas do varejo. Seus índices podem ser conferidos em duas publicações: o Redbook e o ICSC-USB Index.

Na quarta-feira (17/05), o IBGE anuncia sua Pesquisa Mensal do Comércio referente a março. O estudo mostrará o índice nominal de vendas ao varejo para cada estado brasileiro.

Na mesma data, o Banco Central publicará sua Nota de Mercado Aberto e DPMFi. Trata-se de uma descrição das operações realizadas pelo banco em mercado aberto e da dívida pública federal referentes ao mês de abril.

Os norte-americanos terão o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) e o Core CPI, que exclui gastos com alimentação e energia, considerados muito voláteis. São indicadores organizados pelo Departamento de Trabalho e têm referência no quarto mês do ano.

Sairão ainda na quarta-feira os estoques de petróleo dos EUA, importantes para a cotação internacional da commodity e o MBA Purchase Applications, que serve de aproximação para a demanda por imóveis no país.

Quinta-feira (18/05) os brasileiros conhecerão o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor - Fipe), que mostrará a inflação do município de São Paulo na segunda quadrissemana de maio.

Os EUA aguardam o Philadelphia Fed Index. Através dele, o Banco Central da Philadelphia mostra o nível de atividade industrial nos Estados Unidos em maio.

Também é esperado o Leading Indicators referente a abril. Trata-se de uma compilação de indicadores da economia no país, incluindo pedidos de auxílio-desemprego, custos de mão-de-obra e permissões para construção, entre outras referências.

A quinta-feira também trará o Initial Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego no país na semana terminada em 13 de maio.

A sexta-feira (19/05) terá apenas indicadores de destaque na agenda brasileira. Um deles é o IGP-10, índice da FGV (Fundação Getúlio Vargas) que reflete a variação de preços no Brasil entre 11 de abril e 10 de maio.

Encerrando a semana, virá a Nota do Setor Externo referente ao mês de abril. Através do documento, o Departamento de Trabalho mostra os dados sobre transações correntes e investimentos estrangeiros no Brasil.

Sexta-feira, Maio 12, 2006

Ao preço de R$ 22,00 por ação ON, Lupatech capta R$ 429,3 milhões com oferta

Por: Marcello de Almeida
12/05/06 - 10h54
InfoMoney

SÃO PAULO - Dando seqüência ao processo de oferta primária e secundária de ações ordinárias da Lupatech, que farão parte do Novo Mercado, foi revelado nesta sexta-feira (12) o preço de venda das ações (LUPA3), que, fixado pelo mecanismo de bookbuilding, ficou em R$ 22,00.

Esse valor ficou no limite superior da estimativa inicial dos coordenadores, que esperavam que o preço das ações ordinárias ficasse entre R$ 17,00 e R$ 22,00. O montante mínimo da captação projetado com base nas estimativas era de R$ 276,5 milhões.

Os pedidos de reserva dos empregados foram atendidos integralmente. Já os pedidos de reserva de investidores de varejo foram atendidos integralmente até o valor de R$ 3.080,00, equivalente a 140 ações. Não houve alocação para o valor excedente a R$ 3.080,00. Os investidores "Pessoas Vinculadas" foram retirados da Oferta.

Captação atingiu R$ 429,3 milhões
Sem prejuízo do exercício da opção de ações ordinárias suplementares, a quantidade de ações ordinárias inicialmente ofertadas, que era de 16.263.846 ações, foi aumentada através de um lote adicional de 3.252.768 ações ordinárias, totalizando a emissão de 19.516.614 ações deste tipo.

Assim, considerando as ações ordinárias ofertadas pela empresa, a operação corresponde a um montante total de R$ 429,3 milhões, podendo superar R$ 480 milhões, caso o lote suplementar de 15% da operação inicial seja ofertado.

Agenda da oferta
O prazo de exercício da opção de ações suplementares tem início no dia 15 de maio e se estende até o dia 12 de junho. As ações devem começar a ser negociadas no dia 15 deste mês e a liquidação financeira será no dia 17.

Mercado segue realizando lucros e Ibovespa inicia suas negociações em baixa

Por: Equipe InfoMoney
12/05/06 - 10h30
InfoMoney

SÃO PAULO - Dando seqüência ao movimento de realização de lucros iniciado na última sessão, a Bolsa de Valores de São Paulo abriu esta sexta-feira em baixa de 1,02%, com o Ibovespa registrando 40.432 pontos.

Analistas comentam que o nervosismo do mercado, que acumula boa valorização recente, se dá principalmente pela elevação dos preços das commodities e incertezas em relação ao futuro dos juros nas principais economias. Nesta quinta-feira, o resultado acima do teto das projeções da prévia do IGP-M e a pouco positiva influência externa se apresentam como pontos negativos.

No entanto, apesar das incertezas trazidas principalmente pelos comentários pouco esclarecedores do Fed em relação aos próximos de sua política monetária, os analistas ainda se mostram otimistas com as perspectivas de ganhos oferecidas pelo mercado brasileiro de renda variável.

O estrategista Álvaro Bandeira, da Ágora Senior, comenta que Ibovespa pode recuar até os 40 mil pontos ou um pouco menos, sem que isso signifique mudança de tendência para o mercado. Resta ver se o estresse continua e se os fluxos podem se reduzir, completa.

Cenário corporativo
Como nas recentes sessões, a divulgação de resultados corporativos influencia de forma mais relevante os preços dos ativos. Em meio às acusações de Evo Morales sobre sua atuação na Bolívia, a Petrobras publicará, após o fechamento do mercado, os seus demonstrativos financeiros.

Além disso, os investidores vão avaliar os números de Vivax, Acesita, Rosssi Residencial, Nossa Caixa, Perdigão, Eletrobrás, Light, Transmissão Paulista, Embraer, Arcelor Brasil e TOTVS. E Foi anunciado que o preço das ações ofertadas pela Lupatech ficou em R$ 22,00.

Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Arcelor do Brasil ON (ARCE3, R$ 37,60, -3,58%), Telemar ON (TNLP3, R$ 80,00, -3,27%), Cesp PN (CESP4, R$ 23,30, -2,83%), Brasil Telecom Participações ON (BRTP3, R$ 31,01, -2,48%) e Telemar PN (TNLP4, R$ 35,90, -1,91%).

O principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de quinta-feira em baixa de 2,17%, atingindo 40.847 pontos e registrando uma alta acumulada no ano de 22,09%. O volume financeiro foi de R$ 3,10 bilhões.

Lucro da InBev, controladora da AmBev, quase triplicou no 1º trimestre

Por: Cauê Todeschini de Assunção
12/05/06 - 10h00
InfoMoney

SÃO PAULO - A InBev, controladora da brasileira AmBev, divulgou nesta sexta-feira (12) os seus resultados referentes ao primeiro trimestre deste ano.

No período, a cervejaria, detentora de marcas como a Stella Artois, registrou lucro líquido quase três vezes maior do que no mesmo período de 2005.

Impulsionado pelas operações no Brasil e na China, o lucro líquido da Inbev saltou de € 58 milhões para € 166 milhões. As receitas, por sua vez, avançaram cerca de 23% para € 2,79 bilhões.

Empresa estuda aquisições na China
Após afirmar que a recuperação da demanda por cerveja no mercado europeu pode levar anos, o diretor financeiro da companhia, Felipe Dutra, revelou que a empresa estuda mais aquisições na China, maior mercado do mundo.

Dutra afirmou que a empresa estaria interessada em mais duas ou três aquisições no país, além de um aumento na capacidade de produção na Rússia.

Telemar: analistas mostram visões discrepantes sobre caminhar da reestruturação

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
12/05/06 - 09h47
InfoMoney

SÃO PAULO - Os papéis preferenciais da Telemar despencaram na última quinta-feira, quando a companhia publicou Fato Relevante anunciando a nova política de dividendos que deve vigorar no Grupo após a conclusão do processo de reestruturação societária.

O mercado parece ter interpretado as medidas anunciadas como uma nova fonte de dificuldades à efetivação da reestruturação na empresa. Outro julgamento possível é de que, ainda que seja concluída a operação, o potencial de valorização das ações da companhia seria limitado.

Analistas, no entanto, mostraram visões contrastantes acerca do preço justo da ação da empresa que nasceria após a reorganização.

Abaixo do patamar mínimo da oferta, diz Brascan
Segundo estimativas do Banco Brascan, o valor da nova empresa, obtido via fluxo de caixa de dividendos ao acionista descontado pela taxa representativa do custo do capital próprio, sugere um preço-justo de cerca de R$ 2,44, abaixo do patamar mínimo pretendido para a oferta secundária de ações pelos atuais controladores.

Ademais, os analistas da instituição enfatizaram que o valor da potencial oferta, caso concretizada, estará bastante alinhado ao preço justo da ação da nova companhia, limitando o upside dos papéis depois da oferta.

Em complemento, os múltiplos da nova empresa estarão em linha com o de seus pares internacionais, cujos papéis estão listados em mercados com taxas de juros menores, esclarece o Brascan.

Merrill Lynch tem visão diferente
Com visão bastante diferente, o banco de investimentos Merrill Lynch publicou relatório afirmando que a nova política de dividendos aumenta a probabilidade de uma conclusão bem sucedida do processo de reestruturação do Grupo.

A Merrill Lynch chegou a um novo preço justo de R$ 2,69 para as ações da nova companhia, valor que estaria dentro do intervalo previsto para realização da oferta secundária, elevando as chances de concretização da reestruturação.

Dólar comercial abre em forte alta com mercado atento à cena externa

Por: Equipe InfoMoney
12/05/06 - 09h59
InfoMoney

SÃO PAULO - Dando seqüência ao movimento de valorização do último pregão, o dólar comercial abriu em forte alta, com o mercado atento ao cenário internacional.

Após o Federal Reserve elevar a taxa básica de juro da economia norte-americana em mais 25 pontos base, passando os Fed Funds para 5% ao ano, a possibilidade de que o aperto monetário se estenda além das previsões gera cautela entre os investidores.

Neste sentido, o comportamento das taxas dos títulos públicos norte-americanos deve ser monitorado pelo mercado. Além disso, vale mencionar que o baixo patamar de preços em que a moeda tem sido negociada também favorece um movimento de ajuste, contribuindo para a desvalorização do Real.

Dólar abre em forte alta
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,1278 na compra e R$ 2,1280 na venda, forte alta de 1,33% em relação ao fechamento anterior.

Com a variação desta sexta-feira, a moeda norte-americana registra alta de 1,92% neste mês de maio, porém uma desvalorização de 8,39% desde o início do ano.

Lucro líquido da Light deve quadruplicar no trimestre, diz Fator Corretora

Por: Fernanda Senra
12/05/06 - 10h10
InfoMoney

SÃO PAULO - Nesta sexta-feira, após o fechamento do pregão, a Light, distribuidora de energia elétrica, deverá divulgar seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2006, números esperados com otimismo pelos analistas da Fator Corretora.

Segundo os analistas da corretora, em relação à receita líquida, as expectativas de elevação devem-se basicamente ao reajuste tarifário de 11,9%, implementado em novembro do ano passado.

Destaque para Lucro
ara o lucro(em R$ milhões) Projeção 1T06* 1T05 %
Receita Líquida 1.364,5 1.188,9 14,8%
Lucro Líquido 95,9 23,6 307,2%
*Projeção dos analistas da Fator Corretora

Além disso, a valorização do Real no primeiro trimestre de 2006 deverá beneficiar o resultado financeiro da elétrica, cuja dívida é altamente exposta à moeda estrangeira.

Desta forma, as expectativas são de que a companhia registre um lucro mais de quatro vezes superior àquele registrado no mesmo período do ano passado.

Ações fecharam em queda
Apesar das expectativas da Fator serem positivas, à espera dos resultados da companhia, as ações ordinárias da Light (LIGT3) fecharam em queda de 2,24%, cotadas a R$ 15,69 no pregão da última quinta-feira.

Despesas com abertura de capital levaram TOTVS ao prejuízo no 1º trimestre

Por: Cauê Todeschini de Assunção
12/05/06 - 09h38
InfoMoney

SÃO PAULO - A TOTVS, empresa líder na atividade de desenvolvimento e comercialização de softwares no Brasil, divulgou na noite da última quinta-feira seus resultados referentes ao primeiro trimestre deste ano.

De modo geral, os números da empresa vieram acima do registrado no ano passado, com exceção do lucro líquido, que foi afetado pelas despesas relativas a abertura de capital.

A operação custou à TOTVS cerca de R$ 24,7 milhões, levando a última linha de seu resultado ao vermelho.

Boa evolução operacional
(em R$ milhões) 1T06 1T05 %
Receita Líquida 64,4 51,3 +21,6%
Ebitda* 11,1 8,1 +36,7%
Lucro Líquido -9,9 5,6 -
*Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização

No período, a empresa obteve 204 novos clientes de software, aumento de 15,3% em relação ao gerado no mesmo período do ano passado.

Papéis fecharam em queda
Refletindo a expectativa de divulgação dos resultados da empresa, os papéis ordinários da TOTVS fecharam em baixa de 1,67% na última quinta-feira, cotada a R$ 41,79.

Quinta-feira, Maio 11, 2006

Focando reestruturação, Merrill Lynch eleva preço-alvo dos papéis da Telemar

Por: Cauê Todeschini de Assunção
11/05/06 - 17h10
InfoMoney

SÃO PAULO - Tendo em vista maiores possibilidades de efetivação da reestruturação societária da Telemar, os analistas da Merrill Lynch, em relatório divulgado nesta quinta-feira, elevaram o preço-alvo das ações ordinárias da empresa, de R$ 90,00 para R$ 112,00.

Nesta quinta-feira, a companhia anunciou uma nova política de dividendos, que, segundo a Merrill Lynch, eleva as chances de que a reestruturação seja completada com sucesso.

Prêmio frente ações da Telmex
O novo preço-alvo implica que as ações da empresa sejam negociadas com razão de 5 vezes o Ebitda (geração operacional de caixa) de 2006, frente 4,5 vezes do preço-alvo anterior.

Papéis como o da Telmex negociam com razão de 4,5 vezes, mas a Merrill Lynch acredita que a nova estrutura da Telemar, com apenas uma classe de ações, exposição ao mercado de telefonia móvel e uma política clara de dividendos, pode lhe garantir algum prêmio.

Processo em dia na CVM
Quanto ao andamento do processo de reestruturação societária, a Merrill Lynch revelou que este tem os trâmites em dia na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

O colapso do processo é o principal risco associado aos papéis, revelam os analistas do banco de investimentos norte-americano.

Analistas destacam prós e contras para ações do Pão de Açúcar a partir de resultados

Por: Rodolfo Amstalden
11/05/06 - 17h26
InfoMoney

SÃO PAULO - A Fator Corretora e o banco de investimentos Merrill Lynch avaliaram os resultados trimestrais do Grupo Pão de Açúcar e divulgaram suas perspectivas para a empresa ao longo de 2006.

De acordo com a Fator, o desempenho de vendas abaixo do concorrente Carrefour e a alta competitividade do mercado carioca inspiram algumas preocupações. No entanto, a visão geral é otimista, com previsão de aumento considerável das vendas até o final do ano.

Para a Merrill Lynch, o grande alerta é dado pela pressão deflacionária sobre os gêneros alimentícios, fruto da valorização do real. Essa pressão comprometeu o valor das vendas no primeiro trimestre e pode se estender aos próximos períodos.

Perspectivas positivas
Ambas as instituições acreditam que o setor varejista de alimentos tende a se beneficiar do aquecimento da atividade econômica. Variáveis como aumento da massa salarial, menor desemprego e redução da taxas de juro devem impulsionar a renda disponível e, conseqüentemente, as vendas.

Pautada nesses prognósticos, a Merrill Lynch recomenda a compra das ações do Pão de Açúcar. Já a Fator Corretora sugere manutenção dos papéis, estipulando um preço-alvo de R$ 107,15.

Possível alienação de participação
O banco de investimentos Merrill Lynch levanta a hipótese, ventilada no mercado, de uma possível venda da participação de 34% que o Casino tem na CBD. Os analistas não esperam qualquer movimento precipitado, mas admitem certa lógica na operação.

Diante dos resultados da Lojas Americanas, analistas recomendam ações

Por: Olivia Costa Alonso
11/05/06 - 17h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Após a divulgação dos resultados da Lojas Americanas referentes ao primeiro trimestre deste ano, o Pactual e a Fator reiteraram recomendações positivas para os papéis da empresa.

Considerando os números favoráveis e acreditando em forte crescimento das vendas no critério mesmas lojas, o Pactual diz que as ações da companhia são uma boa oportunidade no curto prazo e projetam um preço-alvo de R$ 109,00 para dezembro de 2006.

Apostas no e-commerce
Para a Fator, os números foram regulares e abaixo de suas expectativas; em especial o lucro líquido de R$ 3,4 milhões, frente a uma projeção de R$ 13,8 milhões. No entanto, as perspectivas são de que a Americanas.com irá alavancar as vendas nos próximos períodos, como fez nos primeiros três meses deste ano.

O e-commerce, representado também pela recém-adquirda Shoptime, levou a um aumento de 110% no faturamento da Lojas Americanas quando comparado com o primeiro trimestre de 2005, passando a representar 33% das vendas totais da empresa. Os analistas acreditam que o mercado está focado neste segmento e que os papéis devem responder positivamente aos resultados gerados no primeiro trimestre, mas o preço-alvo para o final do ano ainda está em revisão.

Números sólidos e crescimento da vendas
O Pactual, que afirmou que os números da Lojas Americanas foram sólidos, prevê bons resultados nos próximos trimestres. Tanto a receita líquida, como o Ebitda da varejista ficaram acima de suas projeções, mesmo que impactados pelo efeito do calendário, já que a Páscoa em 2005 foi em março e neste ano em abril.

O banco carioca comenta ainda que o lucro da Lojas Americanas foi pressionado pelas despesas financeiras, que somaram R$ 49,5 milhões, cerca de R$ 8 milhões acima de suas expectativas.

Minério de ferro: Vale afirma que pedida de reajuste pode aumentar

Por: Cauê Todeschini de Assunção
11/05/06 - 16h02
InfoMoney

SÃO PAULO - Durante teleconferência de apresentação de resultados do primeiro trimestre da Vale do Rio Doce, nesta quinta-feira (11), seu diretor-executivo de Assuntos Corporativos, Tito Martins, revelou que, eventualmente, a pedida da empresa para o reajuste de preços do minério de ferro pode aumentar.

O executivo afirmou que o mercado está mais forte do que o esperado no início do ano, quando a mineradora anunciou que estava pedindo 24% de reajuste, fato que pode levar a um aumento de sua proposta.

"Nossa posição está correta (...) o mercado reflete nossa pedida" afirmou o diretor-executivo de Assuntos Corporativos da companhia. "Eventualmente, este número pode aumentar", completou.

Não há pressa
Em relação ao andamento das negociações, Martins declarou que as estas estão indo bem e que não há pressa para uma definição.

Tito Martins não quis determinar um prazo para a conclusão das conversas, mas afirmou que as partes ainda têm o mês de maio inteiro pela frente.

Merrill Lynch e Fator têm visão positiva sobre os resultados da CPFL Energia

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
11/05/06 - 15h48
InfoMoney

SÃO PAULO - A Fator Corretora e o banco de investimentos Merrill Lynch interpretaram de forma positiva os resultados da CPFL Energia divulgados na manhã desta quinta-feira.

Além de ter considerado sólidos os números apresentados, a Merrill Lynch elevou o preço-alvo para os ADRs da companhia de US$ 50,00 para US$ 58,00, de modo a incorporar às suas projeções um real mais apreciado. O novo preço-alvo sugere um potencial de valorização de cerca de 15% para os ativos.

Os papéis da CPFL seguem classificados como top pick pelo banco norte-americano dentro do setor elétrico brasileiro.

Bons resultados
Segundo a Fator, o resultado da empresa no período foi bom e em linha com suas expectativas. A corretora destacou a evolução de cerca de 16% da receita líquida frente ao mesmo período do ano passado, sobretudo em função do crescimento de 7,5% do volume de vendas consolidadas de energia.

Para a Merrill Lynch, o forte resultado operacional da CPFL refletiu, em especial: o forte crescimento da demanda, o reajuste tarifário para o segmento de distribuição sobre os últimos doze meses e a entrada em operação da hidrelétrica de Monte Claro.

Aquisição da PSEG
Paralelamente aos resultados, a CPFL informou nesta quinta-feira a compra da participação da PSEG na RGE pelo valor de US$ 185 milhões. A operação já era amplamente esperada pelo mercado e, segundo a Merrill Lynch, faz sentido dos pontos de vista estratégico e financeiro.

Vale: redução de custos foi o destaque positivo do primeiro trimestre

Por: Cauê Todeschini de Assunção
11/05/06 - 14h43
InfoMoney

SÃO PAULO - A redução dos custos operacionais foi a surpresa positiva dos números da Vale no primeiro trimestre, de acordo com comentários divulgados por analistas de Pactual, Merrill Lynch e Fator nesta quinta-feira.

Outro destaque positivo, segundo a Merrill Lynch, foi o aumento da participação da mineradora no mercado asiático, que respondeu por 35% das receitas no período, ultrapassando o europeu como principal consumidor dos produtos da Vale.

Somente para a China, os embarques de minério de ferro cresceram 58% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Redução dos custos
Segundo o Pactual, a redução dos custos operacionais obtida pela mineradora nos três primeiros meses deste ano compensou o efeito negativo da redução sazonal dos volumes.

Além disso, a Merrill Lynch destaca que a redução de, em média, 5% nas despesas no período, é ainda mais expressiva quando se considera a apreciação do real diante do dólar no período.

Boas perspectivas
A Merrill Lynch ainda ressaltou que a demanda por minério de ferro no mercado mundial segue forte, com a manutenção da tendência de queda dos preços do frete marítimo.

Fator e Merrill Lynch recomendam a compra dos papéis preferenciais classe A da Vale, enquanto o Pactual mantém sua recomendação outperform.

Analistas divergem em relação aos resultados da CSN no 1º trimestre

Por: Cauê Todeschini de Assunção
11/05/06 - 13h55
InfoMoney

SÃO PAULO - Divergências marcam as opiniões dos analistas em relação aos resultados da CSN, divulgados na última quarta-feira e que foram negativamente impactados pelo acidente no alto forno 3 da companhia.

Os analistas da Fator e do Pactual classificaram os resultados como fracos e abaixo do esperado, enquanto os da Ágora os consideraram em linha com as expectativas e positivos.

Acidente ainda pressiona a companhia
O Banco Pactual afirma que os impactos do acidente no alto forno 3 devem continuar afetando a siderúrgica no curto prazo, com a deterioração de suas margens, em decorrência da compra de placas de aço de terceiros para usinagem em seu parque industrial.

A previsão da companhia é de que a produção neste alto forno deve ser normalizada no início de junho, mas a Fator também acredita que o impacto deve ser verificado na cotação dos papéis da CSN em bolsa.

Boas perspectivas e margens consistentes
Já a Ágora Senior revela que, apesar do impacto da paralisação da produção, as margens da CSN no período se mantiveram consistentes.

Além disso, os analistas afirmam que a tendência para os preços do aço nos próximos trimestres é positiva, tanto no mercado interno quanto no externo. Tal visão é compartilhada pelo Banco Espírito Santo (BES).

Recomendações mantidas
Após a divulgação dos resultados, as recomendações foram mantidas por todos analistas: Ágora e Fator ainda recomendam a compra das ações ordinárias da CSN, enquanto o Pactual manteve sua recomendação neutral.

Confira as perspectivas do BES para o desempenho das ações da Petrobras neste mês

Por: Marcello de Almeida
11/05/06 - 13h41
InfoMoney

SÃO PAULO - Tendo em vista principalmente o impasse geopolítico envolvendo o Irã e a ONU (Organização das Nações Unidas), a menor produção nigeriana, o recuo das reservas norte-americanas de gasolina e o forte crescimento da demanda chinesa, o Banco Espírito Santo aposta que os preços do petróleo vão mostrar poucas mudanças neste mês, mantendo-se em níveis elevados.

Além destes fatores, os analistas comentam que o mercado de petróleo sofreu uma série de mudanças de regulamentação em países produtores, com destaque para Equador, Bolívia e Venezuela, que resultaram em elevação nos custos de produção às empresas estrangeiras.

Perspectivas para as ações da Petrobras
Em relação às perspectivas para o desempenho das ações da Petrobras neste mês de maio, os analistas ressaltam o bom desempenho recente e comentam ainda que as nebulosas questões envolvendo a Bolívia podem reduzir a atratividade do papel no curto prazo.

Se confirmado o aumento do gás boliviano, sem repasse às distribuidoras, os analistas acreditam que a empresa será penalizada não apenas pelas perdas financeiras, mas principalmente pela interferência política.

Visão de logo prazo segue otimista
No entanto, os analistas não alteram a positiva visão de médio e longo prazo para as ações da estatal, mas acreditam que sua performance pode ficar abaixo da do Ibovespa no curtíssimo prazo.

Um importante driver neste mês diz respeito a divulgação dos resultados do primeiro trimestre. Além de uma melhora das margens operacionais, os analistas projetam aumento nos volumes de vendas e exportações de petróleo e derivados e redução das importações.

Em relação aos custos de produção, espera-se relativa estabilidade, sendo que o lucro líquido tende a ser prejudicado pela valorização do real frente ao dólar.

GP Investimentos anuncia oferta pública de BDR's e pode captar R$ 930 milhões

Por: Fernanda Senra
11/05/06 - 11h41
InfoMoney

SÃO PAULO - Não apenas as empresas brasileiras aproveitam a boa receptividade dos investidores para realizar oferta pública de ações, mas também grupos estrangeiros tentam se beneficiar do momento favorável do mercado.

A GP Investimentos, com sede em Bermuda, divulgou nesta quinta-feira (11) o Prospecto Preliminar de distribuição pública primária de BDRs (certificados de depósito de ações), que serão registrados para negociação na Bovespa sob o código GPIV11.

Cada BDR emitido pela companhia representará uma ação Classe A de sua emissão e os papéis serão da espécie Patrocinado Nível III, não podendo ser negociados fora do ambiente da Bovespa. As BDRs da GP serão registradas para negociação no segmento EuroMTF da bolsa de valores de Luxemburgo.

Números da oferta primária
Sob a coordenação do banco Credit Suisse, será inicialmente distribuído o montante de até 20.338.983 BDRs, sendo que o total de BDRs e as ações da oferta internacional, a ser realizada os Estados Unidos para investidores institucionais qualificados e nos demais países, não excederá este limite.

A quantidade inicial da oferta poderá ser acrescida de até 3.050.847 BDRs suplementares, correspondentes a 15% da oferta inicial. Além disso, sem prejuízo dos BDRs suplementares, a quantidade de papéis inicialmente ofertada poderá ser acrescida também de até 4.067.796 BDRs adicionais.

Oferta de no mínimo R$ 544 milhões
A fixação do preço por BDR será feita após a efetivação dos pedidos de reservas e a conclusão do procedimento de bookbuilding. Porém, no contexto da oferta, é estimado um intervalo de preços por BDR compreendido entre R$ 26,76 e R$ 33,97, convertidos de dólares para reais a uma taxa de câmbio de R$ 2,0587.

Considerando a margem inferior do intervalo estimativo de preços, a operação deverá movimentar no mínimo R$ 544 milhões, mas caso as opções de lote suplementar e adicional sejam exercidas, a captação poderá chegar superar os R$ 930 milhões, considerando o preço máximo estimado.

O público alvo da oferta são as pessoas físicas ou jurídicas, residentes e domiciliados no Brasil, inclusive clubes de investimento registrados na Bovespa, além de investidores institucionais. O valor mínimo de investimento da oferta de varejo é de R$ 3 mil e o máximo é R$ 300 mil.

Cronograma de eventos
A publicação do aviso ao mercado ocorreu nesta quinta-feira, dia 11 de maio, mesmo dia em que as apresentações para potenciais investidores e o procedimento de bookbuilding serão iniciados.

O período de reservas tem início no dia 18 de maio e se estende até 24 de maio e a liquidação financeira da operação está marcada para 31 de maio. Entretanto, a cerimônia de início das operações na Bovespa está marcada para 29 de maio.

O início do prazo de exercício da opção do lote suplementar ocorre no dia 25 de maio e o encerramento se dará no dia 25 de junho. A data limite para a publicação do anúncio de encerramento é 22 de novembro.

Lucro da AmBev mais que quadruplica e supera as expectativas dos analistas

Por: Marcello de Almeida
11/05/06 - 08h34
InfoMoney

SÃO PAULO - A AmBev, quinta maior cervejaria do mundo e líder do mercado brasileiro de bebidas, divulgou nesta quinta-feira, dia 11 de maio, os seus resultados consolidados referentes ao primeiro trimestre deste ano.

No período, os principais indicadores de desempenho avançaram em relação ao primeiro trimestre de 2005 e, além disso, os números apresentados também superaram as expectativas dos analistas consultados pela InfoMoney.

Destaque para o lucro
(em R$ milhões) 1T06 1T05 % Projeção* %
Receita Líquida 3.970 3.695 7,4% 3.868 2,6%
Ebitda** 1.709 1.451 17,8% 1.654 3,3%
Lucro Líquido 656 144 355,5% 545 20,3%
*Média das projeções dos analistas da Fator Corretora, Merrill Lynch, Pactual, BES (Banco Espírito Santo) e Ágora Senior
**Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização

No mês de março a participação da AmBev no mercado de cerveja brasileira atingiu 68,9% e o volume de vendas cresceu 8,1% e, segundo a companhia, aliado ao maior volume de vendas, o aumento da receita por hectolitro proporcionou um avanço de quase 16% na receita líquida do segmento.

Vale destacar também o forte aumento no lucro líquido da AmBev, mais de quatro vezes o resultado auferido no mesmo período do ano passado, representando um avanço superior a 280% no lucro por ação da companhia.

Ações encerraram a quarta-feira em leve queda
Com o mercado à espera dos resultados da companhia, os papéis preferenciais da AmBev, que acumulam valorização de 12,01% neste ano, encerraram as negociações de quarta-feira em baixa de 0,40%, cotados a R$ 999,00.

Mercados: Dados dos Estados Unidos seguem no foco das atenções

Valor Online
11/05/2006 08:31

SÃO PAULO - O cenário externo deve continuar no centro das atenções dos investidores nesta quinta-feira, quando a agenda americana domina a pauta de indicadores econômicos. O mercado analisa hoje números dos Estados Unidos sobre vendas no varejo, pedidos de seguro-desemprego da semana passada e estoque das empresas. Os dados ganham relevância após o comunicado divulgado ontem pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed), junto com o aumento do juro naquele país para 5% anuais.

Na nota, o Fomc afirmou que "mais um aperto ainda pode ser necessário" para conter riscos de inflação, mas acrescentou que a extensão e o "timing" desses apertos dependerão fundamentalmente "da evolução do panorama econômico" conforme chegam novos dados de atividade. Enfatizou que "o comitê vai responder às mudanças nas perspectivas econômicas como necessário para garantir o alcance de seus objetivos". O documento frustrou as expectativas daqueles que esperavam por alguma sinalização no sentido de interromper a alta do juro nos EUA.

No quadro local, os agentes repercutem os balanços da Ipiranga Petróleo, AmBev e Unibanco. Também serão analisados os resultados da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), divulgados ontem, após o fechamento dos pregões. A Vale reportou lucro líquido R$ 2,184 bilhões (ou R$ 1,80 por ação) no primeiro trimestre, um crescimento de 35,3% sobre os R$ 1,614 bilhão apurados no mesmo intervalo de 2005.

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) também divulgam os seus respectivos índices de emprego no setor, de abril.

(Paula Laier | Valor Online)

Perspectivas seguem positivas para ações de bancos na bolsa

Por Danilo Fariello
11/05/2006

O saldo da temporada de divulgação de balanços trimestrais dos bancos é bastante positivo para seus acionistas. A expansão de cerca de 20% da carteira de crédito do setor nos últimos 12 meses, impulsionada pela manutenção do ritmo de cortes na taxa de juros, tem elevado significativamente o lucro dos bancos e, por conseqüência, o retorno de seus acionistas. Além disso, as recentes movimentações de consolidação do mercado reforçam ainda mais a força dos principais agentes do setor, que possuem ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Entre as ações mais negociadas do mercado, já divulgaram balanços trimestrais Bradesco e Itaú, que tiveram lucro líquido de R$ 1.530 milhões e R$ 1.460 milhões, respectivamente. O Unibanco divulga balanço hoje e o Banco do Brasil anuncia resultados na próxima semana.

A corretora do Banco Real prevê continuidade do crescimento do estoque de crédito no sistema bancário, com avanço de 22% neste ano, o que indica perspectiva ainda positiva ao setor. O analista José Francisco Cataldo, contudo, chama a atenção para a necessidade de controle dos níveis de inadimplência pelos bancos. "Mas essa preocupação não é alarmante, pois os balanços também já mostram o cuidado dos bancos com isso."

A nova onda de consolidação do mercado, com compras de instituições financeiras por outras maiores, não é motivo de temor para os acionistas, avalia Rafael Quintanilha, analista da corretora Ágora Senior. "As aquisições são logo absorvidas pelos lucros altos e não devem mudar tanto o panorama atual do mercado nacional."

Os papéis das instituições financeiras costumam figurar nas carteiras dos investidores como parcela mais defensiva, por não recuarem tanto em momentos desfavoráveis ao mercado. No entanto, o momento atual virtuoso para a bolsa indica que essas ações também podem apresentar desempenho acima da média das demais nesse cenário, antes que o crescimento seja sistêmico.

Quintanilha acredita, porém, que, em geral, os resultados elevados dos bancos não deverão continuar a apresentar saltos tão largos quanto os foram verificados nos períodos anteriores, em que os lucros aumentavam mais de 20% ao ano. Mas ainda motivam esse avanço do ganho, segundo ele, a maior prestação de serviços pelos bancos e a cobrança de tarifas, a expansão maior das carteiras de crédito e o aumento da receita pela administração de recursos. "O risco maior seria a taxa de juro apresentar oscilação muito diferente da expectativa de corte gradual considerada nos orçamentos."

Bradesco e Itaú são as empresas mais recomendadas pela Ágora Senior no setor atualmente, principalmente pelo bom desempenho da carteira de crédito dos dois bancos. "O Itaú ainda pode apresentar neste ano um crescimento mais forte do que o Bradesco teve em 2005." Entre a ação do Itaú e da sua holding, a Itaúsa, Quintanilha prefere os papéis do banco. "Os fundamentos de ambas são os mesmos, mas a cotação do papel do banco está defasada em relação ao preço pago pelas ações da holding."

No ano passado, uma reestruturação no Unibanco trouxe ao mercado novas units - unidades de negociação compostas por uma ação preferencial (PN, sem voto) do banco e outra da sua holding. Com isso, a empresa ganhou liquidez, apesar de ainda ser menos negociada que seus pares, e entrou recentemente na carteira do Ibovespa, que inclui os papéis mais líquidos da bolsa. O analista da Ágora comenta que o Unibanco também ainda não vivenciou seu "boom" na oferta de crédito e isso pode impulsionar os papéis.

O Banco do Brasil tem uma nova oferta registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O banco estatal pretende atrair mais investidores estrangeiros e elevar a liquidez de seus papéis no mercado brasileiro. Com a oferta, ocorrerá uma reestruturação na sua distribuição societária e o banco passará a ter apenas ações ordinárias (ON, com direito a voto). Com isso, o BB ingressará no Novo Mercado da Bovespa, ambiente que inclui as empresas com maior governança corporativa da bolsa. Antes do anúncio da oferta, que impede as corretoras de se manifestarem, as análises com relação ao BB eram as mais reticentes do setor, sendo que algumas indicações apontavam venda.

Mais devagar com o andor

Por Adriana Cotias
11/05/2006

Se os volumes das ofertas de ações que inundaram o mercado brasileiro neste ano saltam aos olhos, com quase R$ 12 bilhões, nem tudo foram flores para o investidor que ficou com uma fatia desses ativos. Diferente do ano passado, quando praticamente tudo que chegava à Bovespa subia já na largada, o comportamento agora é menos uniforme e, na média, o desempenho dos papéis, com ganhos de 11%, perde para o Ibovespa, que acumula valorização superior a 25%.

Ibovespa interrompe o ciclo de altas e cai 0,54%

Paula Laier, do Valor Online
11/05/2006

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passou por um movimento de realização de lucros ontem e fechou com o seu principal índice em queda depois de uma seqüência de quatro altas. O comunicado ambíguo do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed), divulgado após a elevação do juro primário para 5% ao ano, frustrou expectativas mais positivas e serviu de pretexto para as vendas no mercado local. O Ibovespa caiu 0,54%, aos 41.751 pontos. O giro somou R$ 2,51 bilhões.

De acordo com o gestor de renda variável da corretora Concórdia Romeu Vidali está difícil o Ibovespa superar os 42 mil pontos, o que acaba estimulando as vendas. Vale notar que nas quatro sessões anteriores, o índice acumulou alta de 2,59%. A bolsa está muito valorizada, reforça o operador de renda variável da Ativa Hélio Sirimarco. Ele diz que na ponta compradora persistem os estrangeiros, que se decidirem reduzir a presença na bolsa podem acarretar uma correção mais forte. Como pano de fundo para os negócios, ontem, houve o novo aumento do juro americano pelo Fed, de 4,75% para 5% ao ano, seguido de uma nota que comunicou que mais um aperto pode ser necessário para conter riscos de inflação nos EUA.

No noticiário corporativo, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) divulgou junto com os resultados do primeiro trimestre a aquisição do controle da portuguesa Lusosider. As ações ON subiram 0,86%, a R$ 75,40.

O portal Universo Online (UOL) também informou seu desempenho no primeiro trimestre, com um lucro de R$ 20,5 milhões, 49% menos do que o apurado em igual período do ano passado. A receita líquida da companhia subiu, porém, 14% para R$ 123 milhões. As ações - que não fazem parte do Ibovespa - cederam 3,36%, a R$ 15,80.

Na agenda de indicadores, o IBGE informou que o IPCA registrou inflação de 0,21% em abril, inferior à de março, em 0,43%. A taxa do mês passado é também menor do que a variação de 0,87% vista em abril de 2005. O resultado ficou em linha com as expectativas do mercado. Nos quatro primeiros meses do ano, o IPCA situou-se em 1,65%.

Bolsas ficam sem rumo após a decisão do Fed

Agências Internacionais
11/05/2006

As bolsas de valores dos Estados Unidos voltaram a fechar sem rumo comum ontem, depois que o Federal Reserve (Fed) deixou espaço para novas altas do juro. Já o setor de tecnologia sofreu com a previsão de receita da Cisco, dois dias depois do alerta de lucro da Dell.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,02%, a 11.642 pontos. O Standard & Poor's 500 recuou 0,17%, a 1.322 pontos, e o Nasdaq caiu 0,75%, a 2.320 pontos.

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para 5%, conforme esperado. Os mais otimistas de Wall Street não obtiveram, entretanto, o sinal claro que esperavam do banco central americano.

Entre os destaques ficaram os papéis da General Motors, que subiram 4% e deram alguma sustentação ao índice Dow Jones, depois que a montadora anunciou progresso nos esforços para resolver pendências trabalhistas.

As bolsas da Europa caíram, puxadas por queda em ações do setor de tecnologia e por investidores que aguardaram a decisão do Fed sobre o juro. O índice Financial Times, de Londres, baixou 0,36%, a 6.083 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,36%, para 6.118 pontos. O Ibex-35, da bolsa de Madri, baixou 0,15%. O francês CAC-40 caiu 0,64%. O Mibtel, de Milão, recuou 0,29%.

A atividade de fusões e aquisições e lucros corporativos estiveram em destaque no mercado europeu. As ações da Verbund dispararam 5,4% depois que a OMV concordou em comprar a maior empresa de serviços públicos da Áustria. Adecco , DSG e Carlsberg também subiram depois de resultados positivos.

O índice de principais blue chips européias, o FTSEurofirst 300, cedeu 0,6%, para 1.397 pontos, distanciando-se do maior nível em cerca de cinco anos, de 1.407 registrado na segunda-feira passada. Entre as ações de tecnologia, a Ericsson caiu 4,98% depois de divulgar que espera pouca mudança nas margens no segundo trimestre. Nokia exibiu baixa de 1,76%.

A fabricante de software SAP perdeu 1,2% e a STMicroelectronics caiu 1,75% depois que previsão de receita da Cisco decepcionou investidores.

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