JABUTI-DE-PATAS-VERMELHAS JABUTI-PIRANGA Geochelone carbonaria Distribuição e habitat: Esta espécie encon- tra-se na Colômbia, na Venezuela, nas Guianas, no Suriname, no Oeste do Peru, no Brasil, no Paraguai, na ilha de Trindade e em algumas outras ilhas das Caraíbas, onde parece ter sido introduzida como fonte de alimento. O jabuti-de-patas-vermelhas vi- ve em florestas tropicais húmidas, no meio de ve- getação alta. A carapaça mede cerca de 30 cm de comprimento. O nome comum da espécie é enganador, sendo frequen- temente confundida com o jabuti-de-patas-amarelas (Geochelone denticulata), uma vez que a cor das pa- tas dos indivíduos pode ser efectivamente vermelha, mas também amarela ou alaranjada. Assim, é necessá- rio usar outras características desta espécie, tais como o aspecto da carapaça (que é arredondada e com lados relativamente paralelos), do plastrão (com pro- nunciadas placas inguinais, que se localizam junto às patas posteriores) e das escamas pré-frontais, na cabeça, que são relativamente curtas. Os machos distinguem-se das fêmeas com base no maior comprimento da carapaça e da cauda, na concavidade do plastrão e no aspecto de ampulheta, quando vistos de cima. Alimentam-se de herbáceas, cogumelos, frutos, flores, pequenos invertebrados e restos de cadáveres. Comportamento: São terrestres, mas têm prefe- rência por zonas muito húmidas. É uma espécie ovípara. A época de acasalamen- to decorre de Julho a Setembro. No ritual de acasala mento, o macho abana a cabeça para o lado de uma for- ma característica e produz vocalizações que se asseme lham às dos galináceos. A fêmea deposita quatro a oi- to ovos sob folhas caídas no solo da floresta. Esta espécie não se encontra globalmente amea- çada (segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza). Pertence ao Apêndice II da CITES. As principais ameaças são a caça para consumo humano (as tartarugas são geralmente consideradas “peixe”, na América do Sul, pelo que, por exemplo, se verifi- ca um grande consumo de tartarugas na Sexta-feira San- ta), a captura para o comércio de animais de companhia (o fato de este animal conseguir resistir por períodos relativamente longos sem comer ou beber torna ainda mais fácil e lucrativa a sua exportação) e a destrui- ção do habitat. Fonte:Zoo de Lisboa![]()
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